Florença: furando fila na Uffizzi e na Accademia

Uffizzi

Numa encarnação prévia eu já tinha ido dar oi pro Davi de Michelangelo na Accademia, e já tinha percorrido o corredor mágico da Galleria degli Uffizi. Mas nesta nova ida a Florença fiz questão de voltar aos dois museus — não exatamente por amor à arte, mas por amor aos esqueminhas que poupam o leitor do Viaje na Viagem de perder horas nas filas dos lerês.

Não ia desperdiçar essa chance de fazer uma sintonia fina em duas das mais importantes atrações listadas no post Como furar fila legalmente na Europa e em Nova York.

Com vinte dias de antecedência (caso você vá no verão europeu, reserve pelo menos um mês antes), entrei na bilheteria online oficial do Polo Museale florentino e reservei as duas entradas. Marquei às 13h15 na Uffizzi e às 16h na Accademia. Mas se você for Ratatouille de museu, deveria reservar um turno inteiro para a Uffizi. (A Accademia é piccolina.)

Reserva na Galleria Uffizzi

A confirmação vem por email; você então precisa imprimir a reserva e trocar pelo ingresso.


Preços dos bilhetes online em 2016:

  • Uffizi: €8 + €4 de taxa de reserva
  • Accademia: €8 + €4 de taxa de reserva

Visitantes até 17 anos, de qualquer nacionalidade, não pagam. Cidadãos europeus entre 18 e 25 anos pagam meia.

Vamos à sintonia fina, então:

Uffizzi

Fila na Galleria Uffizzi

Do lado de fora, a Galleria degli Uffizzi é uma confusão só, com uma parte coberta por tapumes e uma galeria de estátuas vivas à la Ramblas de Barcelona. Acho um desrespeito com o prédio, construído para abrigar os escritórios (uffizzi) dos magistrados da Florença renascentista.

É difícil descobrir sozinho onde você troca a sua reserva pelo ingresso, porque a sinalização é deficiente. Parece que tudo acontece na ala à esquerda de quem vem pela Piazza della Signoria; é ali que estão as estátuas vivas e a fila quilométrica dos que não têm reserva. Tudo leva a crer que você deva trocar o seu ingresso na Porta 2, onde se lê “Booking service/Servizio prevendita”. Mas não. Esta porta é para quem não conseguiu comprar pela internet, mas quer comprar ingresso por hora marcada para os dias seguintes. (A propósito: se você perdeu o lote online e tem uns diazinhos ainda na cidade, vale a pena tentar. Custa os mesmos €4 de taxa de reserva.)

Numa encarnação prévia eu já tinha ido dar oi pro Davi de Michelangelo na Accademia, e já tinha percorrido o corredor mágico da Galleria degli Uffizi. Mas nesta nova ida a Florença fiz questão de voltar aos dois museus — não exatamente por amor à arte, mas por amor aos esqueminhas que poupam o leitor do Viaje na Viagem de perder horas nas filas dos <a href=”https://www.viajenaviagem.com/sobre-o-site/dicionario-da-boia/” target=”_blank”>lerês</a>.
Não ia desperdiçar essa chance de fazer uma sintonia fina em duas das mais importantes atrações listadas no post<a href=”https://www.viajenaviagem.com/2009/07/como-furar-fila-legalmente-em-museus-e-monumentos-na-europa-e-nova-york/” target=”_blank”> Como furar fila legalmente na Europa e em Nova York</a>.
Com vinte dias de antecedência (caso você vá no verão europeu, reserve pelo menos um mês antes), entrei na <a href=”http://www.b-ticket.com/b-ticket/uffizi/default.aspx” target=”_blank”>bilheteria online oficial</a> do Polo Museale florentino e reservei as duas entradas. Marquei às 13h15 na Uffizzi e às 16h na Accademia. Incluindo os €4 de taxa de reserva, paguei €15 em cada uma. (Quando não há exposições temporárias, o preço baixa para € 6,50, mas a taxa de reserva continua em € 4).
A confirmação vem por email; você então precisa imprimir a reserva e trocar pelo ingresso.
Vamos à sintonia fina, então:
<strong>Uffizzi</strong>
Do lado de fora, a <a href=”http://www.uffizi.firenze.it/english/Default.asp?” target=”_blank”>Galleria degli Uffizzi</a> é uma confusão só, com uma parte coberta por tapumes e uma galeria de estátuas vivas à la Ramblas de Barcelona. Acho um desrespeito com o prédio, construído para abrigar os escritórios (uffizzi) dos magistrados da Florença renascentista.
É difícil descobrir sozinho onde você troca a sua reserva pelo ingresso, porque a sinalização é deficiente. Parece que tudo acontece na ala à esquerda de quem vem pela Piazza della Signoria; é ali que estão as estátuas vivas e a fila quilométrica dos que não têm reserva. Tudo leva a crer que você deva trocar o seu ingresso na Porta 2, onde se lê algo como “Visitas pré-marcadas”. Mas não. Esta porta é para quem quer comprar ingresso por hora marcada para os próximos dias.
O lugar para gente como você e eu, que reservamos pela internet, é a Porta 3, na ala oposta — à direita de quem vem da Piazza della Signoria. Encontrou? Pois agora tem a pegadinha: só dá para retirar o ingresso 15 minutos antes da hora marcada. Ou seja, não adianta chegar cedo. Aproveite para dar um rolê pela Piazza della Signoria e apreciar as magníficas estátuas que habitam a Loggia dei Lanci, que sozinhas já valem por um museu de primeiro time.
Depois de pegar seu ingresso na Porta 3, então é só atravessar a rua e procurar a Porta 1, por onde entram os que têm ingresso com hora marcada.
<strong>Accademia</strong>
A <a href=”http://www.beniculturali.it/mibac/export/MiBAC/sito-MiBAC/Luogo/MibacUnif/Enti/visualizza_asset.html_1390006732.html” target=”_blank”>Accademia</a> fica numa rua bem menos movimentada, fora do burburinho do eixo Duomo-Ponte Vecchio.  Também aqui não adianta chegar antes da hora na <a href=”http://www.beniculturali.it/mibac/export/MiBAC/sito-MiBAC/Luogo/MibacUnif/Enti/visualizza_asset.html_126669143.html” target=”_blank”>Accademia</a>. Não há sequer bilheteria específica para retirar o seu ingresso. Na hora marcada, você faz a fila dos com-horário e, à entrada do prédio, mostra o seu email para o funcionário, que então entrega o ingresso.
<strong>As visitas</strong>
Pela limitação de público e, admito, pela proibição de uso de câmeras, os dois museus são uma alegria de visitar.
Na Uffizzi, o interior é o oposto absoluto da muvuca do entorno. Como sempre, o que mais me emociona é a arquitetura. Os corredores envidraçados do último andar — a “galeria” original — permitem que você aprecie as esculturas sob luz natural. As legendas das obras são de arrepiar, quando informam coisas como “desde 1570 no acervo da galeria”. Aberto ao público em 1675, é um dos museus mais antigos do mundo. E não tem uma só obra pilhada a quem quer que seja… Estude antes o acervo para não perder o que procura nas salas internas. Ou flane sem pressa, aproveitando que não há uma  multidão andando de forma compacta nem nenhum guardinha dizendo “No photos!” a cada trinta segundos, como em outros museus famosos pelaí…
Já a Accademia é bastante compacta. Sua atração principal, o original do Davi de Michelangelo, trazido da Piazza della Signoria em 1873 por razões de conservação, está bastante perto da entrada — então não dá tempo (nem haveria público suficiente) para se formar aquele rio de gente que escorre em direção à Monalisa no Louvre ou à Capela Sistina no Vaticano. Você pode admirar o capolavoro de Michelangelo com serenidade; a turba aqui não interfere na apreciação da obra.
Como disse lá no começo do post, preciso admitir que a proibição de fotos ajuda muito a manter a dignidade do ambiente (e dar mais proveito à visita). Mas durante o percurso da Uffizzi há um momento em que dá pra fotografar a vista. E eu não poderia voltar para o hotel sem o Ponte Vecchio visto deste ângulo para o site…
Leia também:
<a href=”https://www.viajenaviagem.com/2009/07/como-furar-fila-legalmente-em-museus-e-monumentos-na-europa-e-nova-york/” target=”_blank”>Como furar fila legalmente em monumentos da Europa e Nova York </a>
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Porta 3Ingresso UffizziPorta 1 do Uffizzi

Para gente como você e eu, que reservamos pela internet, a bilheteria a usar é da Porta 3, na ala oposta — à direita de quem vem da Piazza della Signoria. Encontrou? Pois agora tem a pegadinha: só dá para retirar o ingresso 15 minutos antes da hora marcada. Ou seja, não adianta chegar cedo. Aproveite para dar um rolê pela Piazza della Signoria e apreciar as magníficas estátuas que habitam a Loggia dei Lanci, que sozinhas já valem por um museu de primeiro time.

Depois de pegar seu ingresso na Porta 3, então é só atravessar a rua e procurar a Porta 1, por onde entram os que têm ingresso com hora marcada.


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Accademia

Accademia: fila dos sem-hora marcada

A Accademia fica numa rua bem menos movimentada, fora do burburinho do eixo Duomo-Ponte Vecchio. Também aqui não adianta chegar antes da hora na Accademia. Não há sequer bilheteria específica para retirar o seu ingresso. Na hora marcada, você faz a fila dos com-horário e, à entrada do prédio, mostra o seu email para o funcionário, que então entrega o ingresso.

Accademia: fila dos com-hora marcada

As visitas

Pela limitação de público e, admito, pela proibição de uso de câmeras, os dois museus são uma alegria de visitar.

Na Uffizzi, o interior é o oposto absoluto da muvuca do entorno. Como sempre, o que mais me emociona é a arquitetura. Os corredores envidraçados do último andar — a “galeria” original — permitem que você aprecie as esculturas sob luz natural. As legendas das obras são de arrepiar, quando informam coisas como “desde 1570 no acervo da galeria”. Aberto ao público em 1675, é um dos museus mais antigos do mundo. E não tem uma só obra pilhada a quem quer que seja… Estude antes o acervo para não perder o que procura nas salas internas. Ou flane sem pressa, aproveitando que não há uma  multidão andando de forma compacta nem nenhum guardinha dizendo “No photos!” a cada trinta segundos, como em outros museus famosos pelaí…

Já a Accademia é bastante compacta. Sua atração principal, o original do Davi de Michelangelo, trazido da Piazza della Signoria em 1873 por razões de conservação, está bastante perto da entrada — então não dá tempo (nem haveria público suficiente) para se formar aquele rio de gente que escorre em direção à Monalisa no Louvre ou à Capela Sistina no Vaticano. Você pode admirar o capolavoro de Michelangelo com serenidade; a turba aqui não interfere na apreciação da obra.

Como disse lá no começo do post, preciso admitir que a proibição de fotos ajuda muito a manter a dignidade do ambiente (e dar mais proveito à visita). Mas durante o percurso da Uffizzi há um momento em que dá pra fotografar a vista. E eu não poderia voltar para o hotel sem o Ponte Vecchio visto deste ângulo para o site…

Ponte Vecchio visto da Uffizzi

 

Leia mais:

471 comentários

Olá, fiz a compra de um bilhere ontem e ainda não recebi o email. Tenho apenas o resumo do pedido. O que fazer?

    Olá, Bianca! Você ainda precisa passar na bilheteria para pegar o ingresso. É assim mesmo. Pegue na bilheteria da Accademia, a fila é menor.

Olá. Essa a orientação de março/19 ainda é a melhor estratégia?
Marcar a visita na Accademia antes da Uffizi, e retirar os dois ingressos na Accademia, chegando 30 minutos antes do horário da sua visita?
Obrigada!

Olá Bóia! Estou indo para Itália em março, porém reservei apenas 2 dias para Florença 🙁
Será possível fazer um passeio de meio dia em Pisa e 1 dia e meio em Florença? Quais passeios priorizar? E escolher entre Uffizi e Accademia?

    Olá, Palharose! Vá tanto à Uffizi quanto à Accademia e tire uma manhã ou uma tarde para ir a Pisa.

Esse facilidade ainda vale para 2020?

Visitantes até 17 anos, de qualquer nacionalidade, não pagam. Cidadãos europeus entre 18 e 25 anos pagam meia.

Boa tarde,
Quero visitar a galeria Uffizi, usando o Firenze card. porem no site do Firenze card diz (reserva necessária). como faço esta reserva?

    Olá, Alexandre! Provavelmente no site da Uffizi, marcando uma reserva gratuita.

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