Inspeção de bagagem em vôos nacionais

Inspeção de bagagem em vôo nacional fica mais rigorosa; líquidos continuam liberados

Inspeção de bagagem em vôo nacional

Sábado passado, peguei uma fila inusitadamente grande e vagarosa para embarcar em Fortaleza para São Paulo. Achei que fosse por causa das obras no aeroporto, que transferiram a maioria dos vôos para uma sala de embarque improvisada. Mas quando chegou a minha vez de passar pelo raio-X, a agente perguntou: “tem laptop na mochila?” — e mandou tirar.

Eu tirei, claro, mas perguntei: “Por que só aqui nesse aeroporto pedem isso?”. A moça sorriu amarelo. Podia ter me dado a informação: o aeroporto já estava cumprindo a orientação da Anac de aumento do rigor na inspeção de bagagens de mão nos vôos nacionais. A notícia já tinha saído na sexta; eu é que estava por fora.


Praia do Riacho
Viaje na certa

Brasil: como fugir chuva, das multidões e dos preços altos, mês a mês

Pelo novo procedimento, será preciso retirar computadores das bolsas, e o operador do raio-x vai se demorar mais na análise do que vê na tela; inspeções manuais da bagagem de mão serão mais freqüentes.

Já vou me desculpando antecipadamente pela demora que vou causar, já que minha mochila faz a alegria de fiscais no mundo inteiro: por causa de um microfone que parece uma granada (e que uso para gravar meus boletins da BandnewsFM), os demais apetrechos que levo a bordo parecem ainda mais assustadores: duas memórias externas, dois carregadores de câmeras, fontes do laptop e do celular, uma maçaroca de fios e ainda uma pequena coleção de tokens.

Líquidos, cremes, aerossóis e géis, no entanto, permanecem liberados nas bagagens de mão. E você só precisará tirar o sapato se tiver algum detalhe de metal que faça apitar o sensor.

A recomendação é que se chegue ao aeroporto com 90 minutos de antecedência do seu vôo nacional.

Leia mais:


Video

19 comentários

Nada contra qualquer arrocho nas normas de segurança, pior que isso é viajar perto de um passageiro mal educado, ano passado, tinha um imbecil que viajou na poltrona vizinha a minha que soltou tantos arrotos que houve um aumento assustador na camada de ozonio, o que provocou mais um ano de seca no nordeste.

Nos EUA passamos por isso e ninguem reclama. As olimpiadas estao aí, os terroristas estao aí, então é melhor pra todos que a revista seja mais rigorosa. Pq brasileiro adora galar mal do país.
Se uma bomba explode aqui vao reclamar que nos eroportos nao tinha segurança nenhuma.

    Não vejo problema nenhum no aumento da segurança! O grande problema é que no Brasil quem acaba pagando o pato sempre é o povo!!! Que aumentem a segurança aumentando o efetivo de fiscais, de maquinas, da estrutura. Dizer para os passageiros chegarem duas horas antes e muitas vezes ficarem a disposição pelo tempo que gastariam em uma viagem de onibus é facil, ja estamos acostumados mesmo.

Ruy Castro, Ricardo Freire e eu somo adeptos da língua pura, não desse desacordo que só o Brasil cisma de cumprir. Tô contigo. Ab.

Não se usa mais o acento circunflexo na palavra “voo”. …..

    Rabugento, as Organizações da Bóia se orgulham de ser o único império editorial deste lado do Atlântico a não aderir ao malfadado (des)acordo ortográfico. Em Portugal, no entanto, vários grupos de mídia (lá se diz ‘os media’) se recusaram a aderir, entre eles o melhor jornal português, o Público. Enquanto não der cadeia, vou continuar escrevendo vôo, idéia e conseqüência. Quando isso virar crime, peço asilo ortográfico à França (onde uma reforma ortográfica acaba de ser promulgada, com a salvaguarda de permitir que os adeptos da grafia tradicional continuem escrevendo como antes).

    Hahaha!
    “De facto” esse acôrdo ortográfico tem muitas falhas.
    Concordo com você.

Ontem no Salgado Filho mesmo sem ter nada de metal na bota me pediram para tirar o sapato mas a fila estava bem rápida.

Estão rigorosos com algumas coisas mas outras parece desleixo. No avião da gol tinham vários passageiros com duas malas de mão generosas e ninguém falou nada, tanto que quando embarquei não tinha mais lugar para guardar e tive que viajar com a minha mala de mão nos pés.

Já há alguns anos tiro o cinto antes de passar pelo raio X. Os hermanos adoram fivelas que chamam a atenção com os apitos…
Vai ser divertido se a calça cair. Hahahahahaha

Esse procedimento nos voos nacionais, tá implicando de alguma forma nos voos internacionais, mesmo o acesso sendo por local diferente?

    Oi, Suêrda! Não haveria por quê, já que os procedimentos continuam os mesmos de antes. Vamos acompanhar o noticiário.

Hoje a ANAC falou em duas horas de antecedência para voos nacionais. Imagina isso para pegar um voo de 50 minutos na ponte aérea?

Mais do que nunca, que pena que aquele trem rápido não saiu do papel… 🙁

Ricardo, vc pode habilitar o sms token do Itaú no celular e se livrar pelo menos desse rsrsrs

    Eu, pelo meno, ainda prefiro o token de chaveiro.

    Os principais motivos são o receio de precisar utilizar o banco quando o celular não esteja comigo, ou ficou se bateria. E também pela facilidade de deixar o token com minha esposa para que ela controle a conta quando estou viajando.

    Concordo com Hugo, mas infelizmente em agosto o Itau desabilita o token chaveiro… 🙁

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados se aprovados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.