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Islândia | Dicas para planejar uma viagem redondinha de carro (da Mirna)

sejdisfjordur

A Mirna fez uma viagem incrível de carro durante 15 dias pela Islândia, começando por Keflavik e terminando em Reykjavík, percorrendo a Hringvegur (Estrada 1) em sentido horário. Neste post ela divide com os leitores o mais importante de uma viagem de carro à Islândia: dicas para você planejar sua aventura sobre rodas pela ilha da Björk.

Vai pela Mirna!

Texto e fotos | Mirna A.B.

Se você está planejando uma viagem à Islândia achando que é como planejar uma viagem a qualquer outro país, esqueça! Vá pondo logo na tua cabeça que não se trata de um outro país, mas sim de um outro planeta que caiu no nosso banal planeta. Isto porque a Islândia vai te surpreender tanto que você vai até esquecer que está na Terra.

Mas para chegar lá e curtir tudo o que a Islândia tem para oferecer, você tem que levar em conta desde já que vai enfrentar algumas dificuldades e adversidades com as quais não deparou até hoje (por mais viajado que seja). Refiro-me principalmente às peculiaridades de direção de veículos e ao clima total e absurdamente imprevisível – e o quanto isso pode afetar a tua viagem. Mas não desanime: com um espírito aventureiro e determinado e um bom planejamento, vai valer (muito) a pena!

A melhor (e quase única) forma de conhecer bem a encantada ilha é alugando um carro. Isto porque não há trens e muito embora o transporte rodoviário impere, o transporte público é escasso ou quase inexistente. Há obviamente transporte aéreo e marítimo, mas nenhum deles vai te ajudar a conhecer o país e seus cantinhos secretamente escondidos (e muito menos ajudar a se aproximar das atividades de aventura). Como tudo na Islândia, alugar um carro com tração nas duas rodas é CARO e alugar um 4X4, mais caro ainda, portanto ache logo um bom número de companheiros de viagem para fazer a tua lotação.

Primeiro, algo bem importante: leve uma carteira de habilitação internacional, só a brasileira não vai dar. Aluguei meu carro com a Blue Car Rental.

Escolhendo o carro certo

Tenha em mente que para dar a volta na ilha toda você vai utilizar a rodovia número 1, quase totalmente asfaltada que te levará aos principais atrativos naturais da ilha. Para circular nela, um carro 2WD (tração em 2 rodas) basta. Porém não um carrinho do tipo “mini” que algumas locadoras oferecem a preços mais módicos, pois eles podem ser tombados por rajadas de vento na estrada.

Escolha portanto algo um pouco mais robusto, do tipo Hyundai 2.0, Kia Rio ou Peugeot 308. Quanto à potência do motor, não se preocupe: 1.2 ou 1.4 será suficiente, pois a velocidade máxima permitida nunca será superior a 90 km/h.

Islândia dicas: F Road na islândia

Já se a tua “praia” forem as highlands no centro da ilha – para entrar em crateras de vulcões ou se divertir nos glaciares-, então alugue um 4X4. Para circular pelo centrão da ilha os acessos são todos por estradas tipo “F”, onde só veículos todo-terreno são permitidos — se você pegar uma “F road” com carro 2WD, por exemplo, o seguro automaticamente deixa de te cobrir e as multas são salgadíssimas. Além de, claro, o fato de que em algum ponto você vai literalmente atolar e ter de pagar e rezar muito pra um guincho vir te resgatar.

Rodovia Número 1

Voltando à estrada 1: , ela é asfaltada sim e considerada a melhor do país, mas isso não significa que ofereça pistas duplas ou acostamento e tampouco que prime por sinalização, ok? É uma pista em uma direção e outra logo ao lado na direção contrária. E a maioria das pontes (e há inúmeras que você vai ter que atravessar) têm uma pista ÚNICA, sem semáforo, o que quer dizer que você terá que reduzir a velocidade, olhar com antecedência se tem carro vindo na tua direção e daí decidir se atravessa ou espera que ele passe antes que os dois se “beijem” em cima da ponte. Deu pra sacar o drama? Mas a visibilidade costuma ser boa e há sempre uma área de espera de meia pista logo antes da ponte, então funciona – nada de pânico!

Já a falta de acostamento é um pouco mais grave, pois no caso de perder uma saída (coisa nada rara já que a sinalização é bem precária), você terá que manobrar ou dar ré em plena estrada. Perigoso sim (vi até carros da policia rodoviária fazendo essas barbeiragens), mas realmente não há outro jeito, a não ser que você esteja num 4X4 que te permitirá sair da estrada, entrar no terreno mais do que acidentado e dar meia-volta. Não se aventure em nenhuma hipótese a sair do asfalto se estiver guiando um 2WD, as chances de não conseguir voltar para a pista são enormes! E, quer num 2WD ou 4WD, não supere jamais o limite de velocidade do trecho em que está: ou um radar vai te flagrar ou a polícia rodoviária vai vir atrás e te aplicar uma multa altíssima no ato, sem choro nem vela.

Mas, cá entre nós: com as paisagens tão lindas e vastas que vão decorar o teu percurso de cabo a rabo, correr pra quê? Além do mais, há muitas curvas, aclives, declives e na maior parte do tempo a estrada será só tua: ninguém na frente, ninguém atrás… Você vai se sentir sozinho no mundo e com certeza vai querer curtir totalmente o fato de aquilo tudo estar ali só pra você! É portanto para apreciar sem pressa.

Islândia dicas: berufjordur

Sinalização

Quanto à escassez de sinalização: placas são bem poucas mesmo e geralmente as que existem nem se percebe, pois estão colocadas paralelamente à pista que você está percorrendo, só sendo visíveis, portanto, para quem está nos cruzamentos que desembocam na estrada em que você está.

É, no começo, por causa disso, me perdi um bom bocado dando voltas e mais voltas (afinal que país de primeiro mundo era aquele? Me parecia mais coisa de país subdesenvolvido, isso sim!) mas depois a gente entende a razão, se prepara melhor, vai se acostumando e no final do segundo dia já pega o jeito e fica esperto.

Acontece que os islandeses estão muito bem, obrigado, na ilha deles dessa maneira há séculos e, por mais que não sejam contrários às invasões de turistas estrangeiros que vêm sofrendo na última década, o lema deles parece ser: “por que é que nós temos que nos adequar a um bando de gringos que vêm ao nosso país por um punhado de dias ao ano? Ora bolas: eles é que se adequem a nós!” E estão certíssimos!

Eles são hospitaleiros, mas para isto não têm que se corromper nem abrir mão de seus costumes e de sua forma de ser e fazer. Então os forasteiros é que tratem de alugar um carro com navegador incorporado ou comprem um mapa detalhado e estudem bem o trajeto na véspera. Ou peçam dicas (também na véspera) a algum habitante local, pois na estrada só vão ver cavalos ou ovelhas (encontrar gente pela Islândia é uma tarefa quase impossível, acredite!). GPS levado de casa, nem pensar: o alfabeto tem algumas consoantes exclusivamente islandesas que os GPS normais não conseguem identificar.

Islândia dicas: Ovelhas na Islândia

Combustível

Agora que você já sabe das principais peculiaridades e macetes de como dirigir pela Islândia, é bom saber de antemão que o tanque tem de estar sempre cheio (ou quase) antes de pegar a estrada. Não se arrisque achando que o que tem no tanque será suficiente para alcançar a meta daquele dia ou chegar até o próximo posto, porque nunca se sabe onde estará o próximo posto! A tal estrada 1, que é a principal do país, tem pouquíssimos, as outras secundárias nem se fala, então o jeito é sempre completar o tanque nos povoados ou aldeias que tiverem esse estabelecimento (e nem todos têm).

Por falar em posto, aprenda a calibrar pneus, dar uma lavada no carro e encher o tanque sozinho antes de partir, pois eles não sabem o significado da palavra frentista. Para seu controle, você paga para a própria bomba, nem caixa cobrador tem. Use para isso um cartão de crédito, débito ou pré-pago que tenha chip e insira o teu PIN.

Todas as bombas dão o passo-a-passo para serem operadas, mas você tem que ser extremamente rápido para completá-la, senão o tempo expira e você terá que reiniciar tudo. Cuidado na hora de escolher quanto combustível quer colocar: as opções não são em litros, mas sim em coroas islandesas e não é nada fácil — nem rápido — estimar quanto você precisa em coroas. E nunca, repito, NUNCA, opte pela opção “full tank” que a princípio calcularia por você o quanto colocar, pois há uma “pegadinha”: se você não chegar ao fim da operação porque o tempo expirou, ou a bomba estiver com defeito, ou sem combustível, ou qualquer outra razão que te impeça de colocar algo no tanque, esta opção vai de qualquer jeito reduzir o limite do teu cartão em 25 mil coroas islandesas (ISK) por umas 72 horas ou mais, porque o posto te cobra este valor como uma garantia (caução) que, até ser estornada pra tua conta, pode te deixar em apuros financeiros. E isso a bomba — nem ninguém — te explica. Aconteceu duas vezes comigo e não foi lá muito agradável, só sosseguei depois de ter ligado pro quartel general da bandeira do posto e ser tranquilizada pela responsável do departamento financeiro que o procedimento era este e que o meu dinheiro seria estornado após uns dias. A melhor forma, portanto, de lidar com o abastecimento self-service é comprar de antemão cartões pré-pagos dos próprios postos com valores de 3, 5 e 10 mil coroas. E levar sempre um cartão a mais na bolsa, que pode ser utilíssimo em outro momento (vai por mim!).

Seguro do carro alugado

Quanto aos seguros do carro, é claro que você vai fazer o básico contra danos, terceiros e furto, mas faça também o tal seguro contra amassados e riscos provocados por cascalhos. Mesmo que você não pegue as F roads, é mais do que provável que você pegará outras estradas (fora da 1) que não sejam asfaltadas, ou que tenham buracos, e aí uma chuva de pedrinhas que venha do cruzamento com outros carros, ou até mesmo que o seu próprio carro levante, pode danificar a lataria (e pagar isso do próprio bolso tem um custo absurdamente alto).

Islândia dicas: Draflastadir

Todas as locadoras oferecem e recomendam também um tal seguro contra areia e cinzas (vulcânicas, em caso de circulação em área afetada por alguma erupção), mas além de caro, acho que o melhor negócio é rezar para os vulcões ficarem calminhos, porque se uma catástrofe desse tipo acontecer enquanto estiver por lá, você vai é pensar em salvar a tua pele e não vai dar tanta importância pra o que possa acontecer com o carro, certo?

Clima

Passemos a outro fator da maior relevância para a sua preparação pré-viagem: o clima, ou melhor, as variações totalmente repentinas e imprevisíveis do clima da Islândia. Pois é, não importa se é fim de primavera, alto verão ou começo de outono (não menciono o inverno pois aí a circulação pelo país é dificílima): vai chover, ventar muito, fazer frio e até nevar, independentemente da estação. Com sorte, vai fazer sol também e vai até dar pra tirar o casaco, mas uma coisa é certa — o clima é bem traiçoeiro e vai mudar várias vezes num só dia.

Islândia dicas: Mjoifjordur

Em algum momento você também vai ter pelo menos um par de dias de passeio estragado pelos caprichos climáticos daquela ilha quase polar — e nem sempre vai dar para por em prática um plano B. Isso porque o número de turistas só aumenta de ano em ano, mas a infraestrutura não segue o mesmo ritmo. Ou seja: no período de final de junho até o início de setembro (portanto verão, com maior fluxo de visitantes seja pelas férias dos europeus e norte-americanos, seja pelo clima mais clemente e propício à visitação da ilha), a oferta de acomodação não é suficiente para a procura. Todo mundo já chega lá com o itinerário traçado de acordo com as datas e as reservas feitas com 4 meses de antecedência. Traduzindo, se você tentar modificar o seu trajeto in situ, não só vai perder (=ter que pagar) a pernoite que tinha previsto, mas também não vai achar outra acomodação alternativa, porque estará tudo lotado.

O negócio então é cruzar os dedos, fazer um pacto com Deus, promessa ou o que você preferir mas chegar, simplesmente dar um jeito de chegar na meta de cada dia. Comigo funcionou, mas além de rezar muito na noite anterior, eu também não pegava nunca a estrada sem consultar antes as previsões e alertas meteorológicos oficiais. Na pior da hipóteses, prepare-se psicologicamente para passar a noite no carro, mas preveja a compra de cobertas pesadas e estacione numa zona abrigada, porque o frio noturno é severo (em torno de 5 graus no auge do verão). Levar uma tenda de acampamento poderia até ser outra opção, mas não funciona: à noite pode desabar o maior aguaceiro e você se ensopar até os ossos.

Faça a viagem inteira com o 112, um aplicativo islandês baixado no celular (ótimo!) que pelo GPS ajuda as equipes de resgate a te localizar em caso de catástrofes. Não precisei acioná-los (ufa!) mas é bom saber que alguém virá te salvar em caso de erupções, avalanches ou deslizamento de terra…

Hospedagem

A gama de tipos de hospedagem são as mais variadas e além das guest-houses e B&Bs, não deixe de se hospedar em alguma fazenda de cavalos ou uma em que os proprietários cultivem hortaliças, frutas e verduras em estufas — assim você pode ter um contato de primeiro grau com a economia de subsistência local e receber boas-vindas bem mais calorosas do que em hotéis. Enfim, afie o seu inglês para se comunicar com os islandeses e curta cada instante do sonho que vai viver enquanto estiver por aquelas terras (e que vai perdurar o resto da tua vida!).

Obrigado pelo verdadeiro manual, Mirna!

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48 comentários

Oi, Raissa! Por favor leia com atenção a resposta que dei à Beatriz logo acima, que tinha dúvidas parecidas com a tua. Veja bem: como eu disse no meu texto(mas acho que não fui suficientemente clara): a “ring road” = rodovia1 é o grande “esqueleto” do percurso mas a partir dela saem muitas outras estradas SECUNDÁRIAS que vc terá que pegar também se quiser chegar a muitas atrações que são consideradas de grande importância/beleza. Percorrer APENAS a 1 te permitirá ver muita coisa mas não tudo e será uma pena vc ir até lá e deixar de fora tanta coisa bacana… Acontece que estas estradas secundárias nem sempre estão em boas condições (ou têm muitos buracos, ou são de terra batida ou de cascalho) mas embora isso exija mais tempo, paciência e perícia da tua parte, não vai chegar a te impedir de cobrir os trechos e te bastará um carro 2WD (ou “normal” como vc diz). Foi exatamente o meu caso, escrevi isto no meu relato, releia-o se for o caso.Os 4X4 são obrigatórios apenas para as estradas “F” que estão nas terras altas do interior da ilha e, obviamente serão mais ágeis e velozes nas secundárias também. Espero que tenha dissipado as tuas dúvidas, caso contrário torne a me perguntar, no worries…logo mais a parte 2 da minha viagem deve ser publicada, fique de olho! Abs, Mirna

Olá!
Estou seguindo todas as dicas para planejar minha viagem para a Islândia. Quanto à dar à volta na ilha, vale a pena ir somente pela estrada 1, sem pegar as saídas? Pois não tenho experiência com 4×4 e quero alugar um carro com tração normal.

Obrigada, Mirna. Minha ideia na verdade é alugar um motorhome e só achei motorhome grande 2wd. Depois de ler seu relato fiquei com medo de perdermos muitas atrações, agora estou mais tranquila. Vou na primeira quinzena de junho, quase verão 🙂

Sensacional!!!
Mirna, publique sim, assim que possivel, mais relatos sobre esta sua viagem.
Repetindo o que o Thiago disse aí em cima, a Islândia tambem é o meu sonho de consumo dos ultimos anos !
Apesar de ter feito algumas viagens sozinho nos ultimos anos, esta é uma que quero viajar com mais gente junto, seja para dividir os custos elevados, seja para ter companhia em um local com lingua e clima e geografia tão diferentes dos nossos.

    Obrigada, Guilherme. Fique atento pois logo logo publico algo sobre as atrações mas enquanto isso, vai mesmo recrutando os teus companheiros de aventura porque rodar por lá sozinho não é o mais indicado (até mesmo por razões de segurança. Refiro-me obviamente ao clima, terreno e solidão nas vastidões do país, nada a ver com criminalidade que lá não existe). Um abraço!

Olá Mirna,
Sobre o carro, você comentou no seu relato que para circular no centro da ilha é necessário um carro 4 x 4. Ou seja, o carro 2wd só circula pela rodovia 1?
Se perde muitos passeios interessantes alugando um 2wd?
Você alugou um carro 4×4?
Obrigada.

    Oi, Beatriz! desculpe a demora em responder. Veja bem: o 4X4 te permite chegar na parte interna da ilha que tem muitos atrativos (na grande maioria do tipo mais “radical”, tipo entrar em vulcões e andar de snowmobile nos glaciares, por ex.) através das F roads. Com um 2WD vc poderá percorrer muitíssimas outras que não são F roads mas são ou de terra, ou de cascalho ou esburacadas que, junto com o percurso da rodovia 1 te darão acesso a um sem-fim de coisas lindas e importantes que há para visitar (ex: todos os fjords ocidentais e orientais, cachoeiras, a lagoa dos icebergs, piscinas termais naturais, parques nacionais, etc). Eu aluguei um 2WD e não perdi quase nada dos must see/must do de lá. E ainda por cima fui a um glaciar andar de moto porque há empresas locais de turismo que vêm te pegar perto da rodovia 1 onde vc deixa o teu carrinho estacionado e eles te levam no 4X4 deles pela F road até a atração. Se vc for no verão, alugue um 2WD sem susto mas só se prepare para pegar muito chão não asfaltado e às vezes em péssimas condições pela frente. Mas vale o esforço porque aquilo lá é simplesmente maravilhoso! Boa viagem!

Oi, Ivani! Obrigada. Na verdade muita gente me está cobrando o relato sobre as atrações do que ver e fazer por lá. Acho que em breve vou ter que elaborar este capítulo também, hehe…mas fiz as dicas de planejamento primeiro porque , a meu ver, eram mais importantes de se saber antes de mais nada. Bom, tentarei retornar em breve com o 2o. capítulo, fique ligada. Abs.

Mirna, relato caprichado , dicas precisas e importantissimas, descrição maravilhosa. Amei !!!! Obrigada!!!

Marcela, a resposta a tua pergunta está um pouquinho mais abaixo , desculpe -me se ela saiu fora de lugar mas está em teu nome. Confira!

Marcela, motor homes podem quebrar um galho (bem como umas vanzinhas menores que também se podem alugar para 2 pessoas) pois ajudam no quesito acomodação. Contudo, as estruturas fixas para estas “casas sobre rodas” são quase inexistentes e bastante precárias pois na Islândia eh permitido parar e pernoitar em qualquer lugar com pouquíssimas restrições, então lugares especialmente destinados para este fim são raros e daí na hora de fazer o “toilette”, a coisa fica complicada…não sei se me explico mas lá eh tudo bem natural e em meio a natureza mesmo…idem para acampar. Boa aventura!

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