Las Vegas

Onde ficar em Las Vegas: os hotéis da Strip

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Atualização | Heloisa Dall’Antonia

Fotos | Natalie Soares e Divulgação

Escolher onde ficar em Las Vegas não é nenhum quebra-cabeça.

Simplificando bastante, dá para dizer que Las Vegas é uma cidade-de-uma-rua-só — a mais importante cidade-de-uma-rua-só do planeta. Essa rua, conhecida como Strip, é bastante longa: na zona urbana, do shopping a céu aberto Town Square até a Fremont St., em Downtown Vegas, são quase 13 km. No entanto, quase tudo acontece no trecho de 5 km compreendido entre os complexos Mandalay Bay e Wynn/Encore at Wynn. (Ou, melhor ainda, nos 2,5 km entre o Planet Hollywood e o Wynn/Encore at Wynn.)

Hotéis em outros pontos da Strip (Circus Circus, Stratosphere) são servidos por ônibus. Mas fora da Strip você vai depender de táxi ou carro.

Então, você se pergunta, se as diferenças de localização — desde que o freguês se atenha ao trecho recomendado — são irrelevantes, como escolher o hotel?

Pelo melhor custo x benefício, ora! Pesquise que hotel do trecho fervido da Strip oferece o preço mais atraente na época da sua hospedagem, e mande brasa. Las Vegas tem uma rede hoteleira superdimensionada, e se a sua viagem não acontecer entre o Natal e o Réveillon, nem coincidir com feriadões ou convenções, é certo que você vai encontrar superbarbadas.

Tem outra. Um contra-senso peculiar de Las Vegas é que, ainda que todos os grandes hotéis sejam completamente auto-suficientes (você pode jogar, comprar e fazer cada refeição num lugar diferente durante dias e dias sem pôr o pé fora do seu hotel), nada prende você ao hotel em que está hospedado. Você vai poder jogar, tomar café da manhã (que quase nunca vem incluído na diária), fazer compras, assistir a shows, freqüentar buffets e restaurantes de qualquer hotel da cidade. Certifique-se apenas de que os quartos e a piscina do hotel que você escolheu sejam do seu agrado 😀

A propósito, visitar outros hotéis — seja para aproveitar, seja só para xeretar — é um dos programas mais populares do pedaço. Em Las Vegas os hotéis fazem o papel de monumentos e museus. Pense na Strip como um desfile de carnaval estacionado, em que cada hotel funciona como um carro alegórico — cada um com seu próprio enredo, mas todos querendo brilhar na avenida.

O que nos traz mais dois critérios para ajudar na decisão: você pode escolher um hotel pela vizinhança (levando em consideração os outros hotéis que você tem mais curiosidade de freqüentar) e também pelo, digamos assim, nível de tematização: você quer um hotel espetaculoso ou discreto?

Aqui vai um resuminho do que esperar dos maiores hotéis da Strip, atualizado em março de 2016.

Mandalay Bay | Delano Las Vegas at Mandala Bay | Four Seasons

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O complexo fica na ponta sul da zona quente da Strip, perto do aeroporto. Apesar do nome exótico (que evoca um lugar que não existe, uma baía na cidade interiorana de Mandalay, na Birmânia) e da profusão de vegetação nos ambientes sociais, o tema aqui claramente é o luxo. Muito — mas muito — dourado, de alguma forma suavizado pela convivência com beges, marrons e madeiras.

O prédio principal concentra todas as atividades sociais. O Delano ocupa uma torre separada, mas esteticamente não lembra em nada a matriz de South Beach. O núcleo Four Seasons funciona como a ala mais exclusiva do complexo.

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Os destaques do complexo são a Mandalay Bay Beach, uma praia produzida com toneladas de areia à beira de uma mega-piscina de ondas, o Aquário de Tubarões e a filial de Vegas da rede House of Blues, que acaba funcionando como a casa de espetáculos do Mandalay Bay — todas as três abertas também a não-hóspedes (no caso da MB Beach, apenas para quem faz reservas para as Cabanas, de segunda a quinta). Entre as franquias de restaurantes estão o nova-iorquino Aureole e a trattoria Lupo, de Wolfgang Puck (o Sergio Arno da Califórnia). O show residente do Cirque du Soleil é Michael Jackson ONE. A galeria de lojas (The Shoppes) se localiza na passagem entre o Mandalay Bay e o Luxor. Há uma Nike Golf e uma Swarovski.

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No quesito logística, este é o trecho menos conveniente para se hospedar na zona quente da Strip. As calçadas não têm vida (tudo está enclausurado nos hotéis) e o monotrilho (gratuito) que liga o Mandalay Bay ao Luxor e ao Excalibur só funciona até as 22h30. Caso você vá se divertir à noite mais à frente na Strip vai ter que voltar de ônibus ou táxi. Pesquise a menor diária: Mandalay Bay | Delano | Four Seasons.

Luxor

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O Luxor faz parte do time dos hotéis-tematizados-com-preços-camaradas. Aspira simplesmente a ser um hotel divertido. Os apartamentos podem ficar na pirâmide ou na torre anexa (onde são mais espaçosos).

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No Atrium Theater funcionam as exposições Corpos e Artefatos do Titanic. O show residente do Cirque du Soleil é Criss Angel Believe. A discoteca é a LAX. Na gastronomia, só há grifes na praça de alimentação (Starbucks e Nathan’s Famous Hot Dogs).

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Um monotrilho gratuito liga o Luxor ao Mandalay Bay e ao Excalibur, mas pára de funcionar às 22h30. Se você for se divertir à noite mais longe na Strip, vai precisar voltar de ônibus ou táxi. Pesquise a menor diária: Luxor.

Excalibur

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Voltando àquela imagem dos hotéis da Strip como escolas de samba estacionadas na avenida, o Excalibur seria a Porto da Pedra ou Acadêmicos de Santa Cruz, sempre na iminência de cair para o segundo grupo. Seu tema é um tanto infeliz para adultos — quem curtiria se hospedar num castelo medieval? — mas funciona com crianças. Os apartamentos são um pouco antigos. Pelo preço, porém, não dá para reclamar.

As atrações do hotel são o jantar-show Torneio de Reis (em que há a encenação de um duelo a cavalo) e um Tributo aos Bee Gees. Para crianças há o parquinho de diversões indoor Fun Dungeon. No departamento gastronomia, a proposta mais original é o Dick’s Last Resort, onde os garçons são engraçadinhos e os pratos vêm com babador.

Um monotrilho gratuito liga o Excalibur aos seus vizinhos de calçada — Mandalay Bay e Luxor — mas só funciona até às 22h30. Passarelas levam ao New York New York, na quadra seguinte, e ao Tropicana, do outro lado da Strip (de onde você pode atravessar por outra passarela ao MGM Grand e pegar o monotrilho de Vegas). Pesquise a menor diária: Excalibur

Tropicana

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Um dos clássicos de Las Vegas, este hotel foi totalmente renovado no início da década, com inspiração em South Beach, mas sem exageros cenográficos. É um oásis na Strip para quem prefere ambientes claros e arejados (o branco predomina!), com presença de luz natural. Compete na faixa intermediária de preço.

A ala de restaurantes é capitaneada pelo charmoso Bacio (cujo ambiente lembra o Carlota de São Paulo). Na programação de entretenimento, o destaque vai para o show de mágica Illusions. A azaração rola no clube de praia Sky e no Tropicana Lounge.

O Tropicana é ligado por uma passarela ao MGM Grand, na quadra seguinte, onde há uma estação do monotrilho de Las Vegas. Uma outra passarela atravessa a Strip ao Excalibur, onde se pode pegar um monotrilho gratuito aos hotéis Luxor e Mandalay Bay (até às 22h30). Pesquise a menor diária: Tropicana.

New York New York

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Entre os hotéis tematizados, este é para mim o mais bem-sucedido. Por fora entrega um skyline de Nova York de história em quadrinhos. Por dentro, oferece no lobby uma cidade cenográfica bastante aceitável — mais ou menos como um cenário de peça da Broadway, só que com bares, restaurantes e lojas funcionando. A faixa de preço é intermediária.

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A cereja do cheese-cake é a montanha-russa que funciona de verdade, abraçando o hotel. O show residente do Cirque du Soleil é o Zumanity. Na alimentação não há grifes (a maior é o Nathan’s Famous Hot Dogs); mas tudo tem aquele padrão bonitinho de restaurante de shopping. A melhor proposta é a do America, que oferece pratos de todas as regiões dos Estados Unidos.

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O New York New York é ligado por passarelas ao Excalibur, na quadra de baixo (de onde um monotrilho gratuito leva ao Luxor e ao Mandalay Bay, até as 22h30) e ao MGM Grand, na calçada oposta da Strip (onde há uma estação do monotrilho de Vegas). The Park, uma área verde e plena Strip vai ligar o New York New York ao Monte Carlo e ao T-Mobile Arena. Pesquise a menor diária: New York New York.

MGM Grand

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Durante anos foi o maior hotel do mundo, e ainda hoje é o mais emblemático dos hotéis de Vegas. É enoooorme e um tanto confuso — mas seus fãs consideram isso uma qualidade; acham que se perder por ali é divertido. É o hotel-âncora da rede MGM Resorts (que engloba os hotéis Bellagio, Mandalay Bay, Aria, Vdara, Delano, Mirage, New York New York, Luxor, Excalibur, Monte Carlo e Circus Circus). Dos hotéis com atrações top e restaurantes estrelados, é provavelmente o que ofereça as melhores tarifas.

O MGM é o hotel em que David Copperfield se apresenta em várias temporadas ao longo do ano; já a Grand Garden Arena é palco de shows e lutas. O Cirque du Soleil está presente com . O clube Hakkasan tem Tiësto como um dos DJs residentes. O portfólio de restaurantes também impressiona. O überchef francês Joël Robuchon mantém franquias do seu 3 estrelas Joël Robuchon Restaurant e também do prêt-à-porter L’Atelier de Joël Robuchon. Wolfgang Puck assina um restaurante de cozinha californiana, o Wolfgang Puck Bar & Grill. Tom Colicchio, do reality show Top Chef, tem uma casa especializada em carnes, a Craftsteak.

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O MGM Grand é servido por uma estação do monotrilho de Vegas. Há também passarelas para passar para o Tropicana, na quadra de baixo da Strip, e para o New York New York, em frente. Uma outra passarela atravessa para a quadra de cima na Strip, onde estão os cinemas UA 8 Showcase e o Hard Rock Café. Pesquise a menor diária: MGM Grand, The Signature at MGM Grand.

Monte Carlo

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Um hotel temático cujo tema é… o jogo! A construção tenta passar a idéia de que poderia estar em Mônaco. Pelo menos na fachada, consegue: por fora o hotel tem um ar elegante. A grife entre os restaurantes é o (caro) francês André’s, que é original de Downtown. A praça de alimentação tem McDonald’s, Starbucks, Subway e Sbarro’s. Na Street of Dreams, a galeria comercial, você encontra a loja oficial da Harley-Davidson em Las Vegas. The Park, uma área verde e plena Strip vai ligar o New York New York ao Monte Carlo e ao T-Mobile Arena.

O Monte Carlo é servido por um monotrilho gratuito que leva ao City Center e ao Bellagio. Pesquise a menor diária: Monte Carlo.

ARIA | Vdara | Cosmopolitan | Mandarin Oriental

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Esses quatro hotéis, junto com o shopping Crystals, compõem um dos complexos da Strip, o City Center. A tematização aqui é zero: as linhas contemporâneas não deixam espaço para nenhuma carnavalização cenográfica. Trata-se de um pedaço de Vegas que poderia muito bem estar em Dubai (onde, diga-se o que quiser, a arquitetura é impecável). É o ponto da Strip que tem mais chance de agradar a perfis mais modernos e/ou sofisticados.

O Aria é o mais convencional da turma: é o mesmo hotelão de Las Vegas, repaginado por fora. O Cirque du Soleil hospeda o Zarkana aqui. Entre os restaurantes há o BarMasa, um japonês afiliado ao chiquérrimo Masa de Nova York, e a Steakhouse do franco-nova-iorquino Jean-Georges Vongerichten. O portfólio de restaurantes “casuais” também é interessante. O clube Jewel é novidade para 2016.

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O mais moderno do pedaço é o Cosmopolitan: a vibe aqui é definitivamente mais jovem e sensual. O bar Chandelier é um delírio pós-starckiano, totalmente envolto por cortinas de contas de vidro. O clube Marquee é dos mais badalados da cidade. O elenco de restaurantes é criativo, encabeçado pelo grego Estiatorio Milos, o sino-mexicano China Poblano e o bar de tapas Jaleo.

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Dos quatro, disparado o mais requintado é o Mandarin Oriental, que promete um respiro zen entre uma saída e outra à Strip. O hotel não tem cassino. Seus pontos fortíssimos são o spa, que carrega o know-how internacional da rede, e o Twist, o único restaurante do venerado chef francês Pierre Gagnaire nos Estados Unidos.

Já o Vdara é um meio-termo interessante: todos os apartamentos são suítes, não há cassino e o spa tem destaque. Para entretenimento e gastronomia há os vizinhos.

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Finalmente, o shopping Crystals é o grifódromo por excelência: Hermès, Balenciaga, Dolce & Gabanna, Versace, Donna Karan, Fendi, Paul Smith, Tom Ford, Miu Miu, Cartier, Vuitton… nem na rua 57 em Nova York essas marcas estão tão perto umas das outras.

Os hotéis do City Center são ligados ao Bellagio e ao Monte Carlo por um monotrilho gratuito. Pesquise a menor diária: Aria | Cosmopolitan | Vdara | Mandarin Oriental.

Planet Hollywood

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Antigo hotel Aladdin, teve suas feições árabes originais modificadas para encarnar a filial da rede de tema hollywoodiano. Todos os apartamentos do prédio principal têm pelo menos um item salvo do cenário ou do figurino de algum filme famoso. Os preços costumam ser razoáveis. O buffet Spice Market oferece uma das melhores relações qualidade x preço da Strip. No BurGR, os hambúrgueres são assinados por Gordon Ramsay. À noite as artistas residentes são as estrelas pop Britney Spears e Jennifer Lopez.

O hotel tem um shopping próprio, o Miracle Mile Shops, com Guess, Victoria Secrets e Sephora (mas a maioria é de marcas não muito conhecidas).

O Planet Hollywood é vizinho do Paris, onde existe uma estação do monotrilho de Vegas. Pesquise a menor diária: Planet Hollywood.

Bellagio

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Como eu já tinha dito neste post, para mim o Bellagio está para um hotel superluxo assim como a Torre Eiffel do hotel Paris está para a Torre Eiffel de Paris. Mas se a tarifa estiver boa, a brincadeira vale a pena.

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As atrações perenes do hotel são as Fontes do Bellagio, de águas dançantes (com sessões gratuitas a cada meia hora à tarde e a cada 15 minutos à noite), o floridíssimo jardim botânico (que vai mudando de tema ao longo do ano) e o espetáculo O do Cirque du Soleil. O plantel de restaurantes inclui uma filial do nova-iorquino Le Cirque (tente uma mesa com vista para a fonte) e o mediterrâneo Olives, de Todd English. O favorito dos visitantes, porém, é a pâtisserie Jean-Philippe, com sua fonte de chocolate.

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A área de piscinas é bastante elegante — e a galeria de lojas ostenta nomes como Fendi, Bottega Veneta e Prada.

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O Bellagio é conectado ao City Center (Aria, Vdara, Cosmopolitan, Mandarin Oriental e shopping Crystals) por um monotrilho gratuito. Na direção oposta, o shopping praticamente conecta o hotel com o Caesar’s Palace.

Paris

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Graças à sua posição central na Strip, a Torre Eiffel do Paris é um carro aleg…, digo, um símbolo bem mais marcante do que a esfinge do Luxor. Olhando de perto, você reconhece pedacinhos das fachadas de outros monumentos parisienses, como o Louvre e a Ópera — ei, e um mini Arco do Triunfo! Mesmo que você não esteja hospedado, pode subir na torre e apreciar Las Vegas do alto.

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O tema Paris continua dentro do hotel, onde você encontra crêperie, boulangerie, brasseries e cafés. Os restaurantes top são o Gordon Ramsay Steak (sorry, uma interferência londrina) e o Eiffel Tower Restaurant, instalado na torre, com vista para a fonte do Bellagio. A maior atração noturna é o musical Jersey Boys, em cartaz no Paris Theater.

Se você ficou com vontade de se hospedar no Epcot, essa é a sua chance 😀

O Paris divide com o Bally’s uma parada do monotrilho de Vegas. Atravessando a rua você dá no Bellagio e continua ao Caesars Palace. Pesquise a menor diária: Paris Las Vegas

Bally’s | FlamingoThe Linq | Harrah’s

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Harrah's, Las Vegas

Esses quatro vizinhos da calçada leste da Strip (direita de quem olha na direção de Downtown) proporcionam a melhor relação custo x localização da cidade. São hotéis mais básicos, que oferecem tudo o que um jogador pode querer (bons cassinos, shows ao gosto americano, comida em conta) — e que podem muito bem ser aproveitados por quem não vai para jogar, mas quer ficar no ponto mais conveniente da Strip e se divertir nos hotéis em frente (Caesar’s Palace, Mirage) ou perto (Bellagio, Venetian, Wynn).

No complexo, o que foi renovado mais recentemente é o The Linq, associado à roda-gigante de observação de Vegas.

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O monotrilho de Vegas serve todos os hotéis. O Bally’s divide uma parada com o Paris; o Flamingo tem uma parada própria (chamada Flamingo-Caesars Palace), e o The Linq e o Harrah’s dividem uma terceira parada. Pesquise a menor diária: Flamingo | The Linq | Bally’s | Harrah’s.

Caesars Palace

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Estrela maior do grupo que inclui, entre outros, Harrah’s, Paris, Planet Hollywood, Bally’s, Flamingo, The Linq e Rio, o Caesars Palace acaba funcionando como âncora para boa parte dos hotéis do grupo, situados na calçada oposta da Strip. É um colosso que vem se expandindo desde a inauguração, há 50 anos.

Seus hóspedes mais famosos são Céline Dion, Elton John, Rod Stewart, Mariah Carey e Jerry Seinfeld — que volta e meia fazem temporadas no Colosseum, o Coliseu estilizado que é o maior teatro de Vegas. A cenografia domina todos os ambientes públicos. A piscina — chamada Oásis Jardim dos Deuses — leva direto à Roma antiga. Querendo dar um pulinho no Egito, tome um drink no lounge Cleopatra’s Barge, que simula uma barcaça da rainha que conquistou Marco Antônio. Na hora de dormir, fique tranqüilo: os apartamentos são americanos, mesmo.

A grande excentricidade do complexo, contudo, está no Forum Shops, um shopping cenografado como se estivesse a céu aberto numa cidade romana, com todas as fontes e estátuas a que tem direito. O mix de lojas é eclético — você encontra de Fendi a Abercrombie & Fitch, de Gap a Vuitton, de Marc Jacobs a Nike, de MAC a Apple Store.

Entre os restaurantes, os mais tchans são, no hotel, a franquia do três-estrelas parisiense Guy Savoy, o regional americano Mesa Grill e o top japa Nobu; no Forum, Spago e Il Mulino.

Há uma passarela que conecta com o Bellagio, na quadra de baixo. Na outra direção, o Forum Shops desemboca no Mirage. Atravessando a rua dá para pegar o monotrilho de Vegas nos fundos do hotel Flamingo’s. Pesquise a menor diária: Caesars Palace.

Mirage

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É um hotel redondinho: tem localização perfeita (dos hotéis importantes, só MGM e Mandalay Bay não estão a distância caminhável), apartamentos confortáveis, costuma oferecer bons preços e, last but not etc., não ostenta nenhuma bizarrice (fora o “vulcão” que entra em erupção várias vezes durante a noite, mas você só vai se lembrar disso na hora de entrar e sair do hotel).

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O show permanente, Love do Cirque do Soleil, emociona até quem não é beatlemaníaco (presente!). E a estética do espetáculo acabou definindo a personalidade de vários ambientes do hotel, como a ala de restaurantes casuais (onde estão o BLT Burger e a Carnegie Delicatessen, dois ícones nova-iorquinos).

O Mirage é ligado ao Treasure Island por um monotrilho gratuito. Atravessando a rua você pode pegar o monotrilho de Vegas nos fundos do hotel Harrah’s. Pesquise a menor diária: Mirage.

Treasure Island

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Criado originalmente como uma espécie de “Piratas do Caribe” aberto a hóspedes, o Treasure Island abandonou o tema disneyano para se tornar um hotel mais convencional, dirigido a um público mais adulto, em busca de uma boa relação custo x benefício. Está na faixa mais nobre da Strip e tem acomodações atualizadas. Foi o primeiro hotel a receber um show do Cirque du Soleil — o Mystère, em cartaz ali desde 1993. Já o elenco de restaurantes não tem grifes — a ponto de a primeira filial de Vegas do Señor Frog’s ser saudada como uma grande adição.

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O Treasure Island é ligado por um monotrilho gratuito ao Mirage; uma passarela leva ao shopping Fashion Show. Atravessando a rua você chega ao Venetian e pode caminhar até o Wynn. Pesquise a menor diária: Treasure Island.

The Venetian | The Palazzo

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Com mais de oito mil suítes, Venetian e Palazzo formam um dos maiores complexos hoteleiros do mundo. O conjunto concorre fácil também ao posto de hotel mais extravagante do planeta. Impossível ficar indiferente às réplicas bastante realistas do Palácio Ducal, do campanário da Piazza San Marco e da Ponte Rialto na fachada. Ou ao canal veneziano que segue hotel adentro, com direito a gôndolas motorizadas onde se pode dar uma voltinha (a US$ 21 por cabeça — ou US$ 84 por uma voltinha a dois –, é quase uma pechincha). É kitsch no último, mas é para isso que existe Vegas, lembra?

A Veneza do Venetian não tem o mau cheiro da original, mas é ainda mais claustrofóbica, com teto baixo e uma poluição visual que começa já no campanário da Piazza San Marco e no Palácio Ducal, que servem como plataforma para outdoors. A filial de Vegas do museu de cera Madame Tussaud também fica no Venetian.

Os hotéis têm lobbies separados — e os apartamentos do Palazzo são ligeiramente maiores. Entre os restaurantes do complexo estão filiais do bistrô Bouchon de Thomas Keller, do B & B de Mario Batali, e do CUT do onipresente Wolfgang Puck. As reservas mais disputadas são para o asiático Tao, que no fim da noite vira balada (e quem já está no restaurante evita pegar a fila descomunal para entrar). A grande grife do Venetian está no spa, administrado pelo Canyon Ranch do Arizona.

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Loja também é o que não falta. Venetian e Palazzo dividem o Grand Canal Shoppes, que tem Burberry, Christian Louboutin e Jimmy Choo, entre várias outras.

Se não forem suficientes, basta atravessar a rua para explorar o Fashion Show Mall (que não pertence ao complexo), que tem lojas de departamentos como Macy’s, Neiman Marcus, Saks e lojas de Abercrombie & Fitch, Banana Republic e Forever 21, entre outras.

A estação do monotrilho de Vegas mais próxima é a que serve aos hotéis vizinhos Harrah’s e The Linq. Pesquise a menor diária: Venetian | Palazzo.

Wynn & Encore

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Wynn, Las Vegas

Steve Wynn é o sujeito que reinventou a Strip. Primeiro com as atrações da calçada (foi ele que criou o vulcão do Mirage, o show de piratas — hoje de sereias — do Treasure Island, a fonte do Bellagio), depois trazendo o Cirque du Soleil a Vegas (o Mystère, no Treasure Island) e finalmente ousando implantar o luxo do Bellagio. Hoje, depois de vender os três hotéis, ele tem seu nome na fachada do Wynn (o anexo, Encore, significa “Bis”).

O interior sugere um Bellagio mais arejado, com mais flores e mais luz natural. Não há nenhuma atração na calçada; o equivalente da fonte é a cortina d’água no Lago dos Sonhos, mas o espetáculo só é visível para quem consome nos bares do hotel. Além do luxo dos apartamentos, o complexo usa seu campo de golfe como chamariz para americanos endinheirados.

A grande inovação de Wynn no hotel que leva o seu nome é a ausência de grifes de aluguel. Em vez de trazer o Cirque du Soleil, o hotel tem um espetáculo próprio (bastante inspirado em O, porém mais enxuto e sensual), o Le Rêve. Os restaurantes não pagam royalties a nenhum chef de Nova York ou da Califórnia. A estrela do elenco é o chinês Wing Lei, que tem uma estrela no guia Michelin. Entre os nightclubes, o mais opulento é o XS, que segue o tema aquático do Le Rêve. As lojas são só de marcas top do top (pense em Chanel, Rolex, Dior…).

A estação do monotrilho de Vegas mais próxima fica entre os hotéis Harrah’s e The Linq. Pesquise a menor diária: Wynn | Encore

Circus Circus | Stratosphere

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Fora da área mais nobre da avenida, esses dois hotéis costumam ser os mais baratos da Strip.

O Circus Circus tem quartos espartanos para os padrões de Vegas, mas ao menos os da Casino Tower e da Skyrise Tower foram recentemente renovados. O hotel como um todo, porém, é antigo e cansado, e as diárias em conta se refletem no atendimento e no público. Se você não se importar com isso, pode curtir o tema do hotel, que é divertido: o cassino funciona em meio a um circo de verdade, com apresentações gratuitas de artistas ao longo do dia. O caminho por dentro do cassino, a Midway, é pontilhado de barracas inspiradas nas que você encontra em parque de diversões e quermesses. O hotel também tem um parque de diversões indoor, o Adventuredome, com montanhas-russas e outros brinquedos radicais. Pesquise a menor diária: Circus Circus.

O Stratosphere fica mais longe, porém tem quartos mais bonitinhos (isto é, desde que você pegue um Stratosphere Select, renovado em novo padrão). Mesmo não estando hospedado, é provável que você dê uma passadinha para subir na Torre (a subida é gratuita para hóspedes e paga para visitantes). Lá você contempla a Strip de uma altura de 100 andares — e pode se pendurar lá de cima em brinquedos como o Skyjump ou o Insanity. Nas áreas sociais do térreo e na piscina, no entanto, o ambiente é levemente deprê. Pesquise a menor diária: Stratosphere

Para se locomover entre esses hotéis e o núcleo duro da Strip você vai precisar de táxi ou ônibus.

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263 comentários

No Excalibur, fiquei num quarto reformado, por alguns dólares a mais e dei valeu MUITO a pena, pq mesmo pagando um pouco a mais, ficamos num quarto bem legal, o hotel que é bem localizado, e ainda sim, com um valor bem abaixo dos outros grandes hotéis da Strip. Eu recomendo! 🙂

    Assino embaixo. Por 42 dolares a diària (impostos e resort tax inclusos) ficamos num quarto recem-reformado do Excalibur, em abril/2010. Ótimo custo-beneficio, para quem usa o hotel só pra dormir e tomar banho (sem dispensar o conforto). Gostei tambem das atrações para quem viaja com crianças, minha filha adorou o hotel, embora , numa proxima vez, ela queira ficar no NYNY por causa da “montanha russa”… 🙂

Maravilha! Esse post veio na hora certa! Estou fechando as reservas para o próximo mês. Ótimo trabalho!

Sensacional post. Além das dicas dos hotéis tem shows e restaurantes, vou anotar para uma volta a Las Vegas.

Em Abril passado nós ficamos no Treasure Island e gostamos bastante. O quarto era confortável, a localização nos agradou e o preço também.

Recomendo.

Fiquei no Imperial Palace e gostei. Claro que é muito mais simples que os grandalhões top, mas o custo x benefício x localização é espetacular. Você fica de frente pro crime, sem pagar diárias absurdas. Querendo luxo, essa não é a escolha.

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