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Eu vou falar uma coisa, sincera e de coração: vão acabar com Noronha. Noronha é (era) simplicidade e natureza. Esses investidores só querem grana…estão pouco se importando com os habitantes locais e a natureza. Triste.

Amo Noronha, sonhei em ir por 15 anos. Fui 2 vezes. Ainda desejo ir outras mais, mas creio que vou me decepcionar com as mudanças.

    eu fui e agora (agosto de 2013) e gostei. a estrutura é básica, civilizada, mas faz muita diferença na acessibilidade (nem é o meu caso) e na sustentabilidade. por exemplo – 1 “squeeze” comprado lá por r$10,00, bem bonitinho, decorado, cerca de 750 ml, com direito a 2 recargas de água (uma garrafinha 500 ml lá custa r$4,00, no resto da ilha, r$5,00). já quase se pagou. na próxima recarga r$3,00 por 750 ml ou compra garrafa grande e enche na pousada. como pagou, ninguém joga fora, mais limpeza e, no final, vira souvenir. leva o squeeze de noronha pra academia, passeios, etc.

Estive em lua de mel no final de abril e pude ver de perto o início das obras no golfinho – sancho.
Noronha realmente precisava dessas obras, pois era evidente a falta de estrutura aos visitantes.
Concordo com a cobrança da nova taxa, pois pelo que estamos vendo, são visíveis as melhorias.
Noronha pode sim ser chick, sem deixar de ser rústica.
Aproveitei minhas milhas e já emiti duas passagens para agosto/2013 para conferir essas mudanças.
A paz de espirito que este lugar proporciona, faz com que qualquer cobrança extra seja insignificante.
Há um porem nisso tudo, estão lembrando dos visitantes e esquecendo dos moradores. Hospital abandonado, ruas sem asfalto, pessoas morando em “iglu” de metal…
Lamentável!!!

Como disse no outro post, fui alguns antes de você e gostei muito da estrutura. Se as trilhas anteriores eram todas da largura da única que restou, Golfinhos-Sancho, devia ser bem complicado mesmo. Ficou legal e seguro, eu achei que valeu a pena pagar os 65 reais, pq estamos vendo eles sendo aplicados.

O duro é pagar a TPA e ver a ilha com seu aparato urbano abandonado, uma vergonha.

No exterior, com poucas exceções, paga-se para entrar em tudo que é lugar e não vejo turista brasileiro reclamando não.
Se é para promover e manter melhorias, concordo. É muito bom ter uma boa infra-estrutura e segurança. Foz é um bom exemplo.
Não conheço turista que vai sempre à Noronha, para ir uma vez ou outra, é totalmente suportável. Dilua isso por dias do ano e pense no quanto é diferente e prazeroso a estadia na Ilha. Vale muito tudo isso!!!

    Acho que a principal crítica é que a tal “taxa de preservação ambiental”, bem cara, já não era usada há muito tempo (se é que um dia foi) para seu propósito original “ambiental”.

Um casal que passe 5 dias na ilha – 430 de entrada + 130 do parque = 560 reais só de taxas!
Acho um exagero de caro, em um lugar que já é suficientemente difícil de chegar pela hospedagem e passagens caras. Fica cada vez mais difícil voltar para Noronha.

    Sorte sua, pq pra mim a frase é: “fica suficientemente difícil IR a Noronha”.

A nova taxa parece positiva, então porque não canacelar a antiga ? A patolandia agradeçe. E é por isto que ate hoje não fui para Noronha, e pelo menos com o dolar até uns 2,20 o Caribe é mais barato.

    Pior q é verdade. Já tentei várias vezes mas achei mais barato ir a Cancun (2x) e Los Roques. Quem sabe um dia eu consigo visitar Noronha.

Também gostei das mudanças. No Sueste tiveram que alterar substancialmente o PIC pois a estrutura estava impedindo a visão do mar para quem chegava no local. Com isso metade do posto foi “cortado”, e o restante estava sendo reformado quando estive lá.

Apesar de ter ouvido opiniões contrárias na Ilha, acredito que as palafitas irão ajudar na preservação e facilitar o acesso.

Sem dúvida é caro, mas num lugar que tem pousadas básicas cobrando diárias de 1500 reais, pagar 65 por 10 dias é uma pechincha.

Particularmente, não gostei da maioria das mudanças feitas até o momento. Acho que interferiram demais no visual de alguns locais, principalmente no Sueste.
Pontos positivos para os mirantes da trilha do PIC Golfinho – Sancho (alguns locais eram perigosos, principalmente para crianças) e para o acesso a cadeirantes ao Mirante dos Golfinhos.
A reativação da trilha entre o Sancho e os Porcos possibilitará o retorno da melhor coisa para se fazer em Noronha: ir caminhando e parando para pequenos mergulhos do Sancho até a praia do Cachorro (na maré baixa).

Cobrar por estrutura decente de vistitação em Parques Nacionais é positivo, e nada melhor que concessionários turísticos para fazerem isso (imaginemos se fosse preciso uma licitação que demora 6 meses só para comprar a tal madeira ecológica, mais recursos dos perdedores ao TCU, mas pendengas judiciais de outros fornecedores…)

Todavia, tenho duas ressalvas:

1. Eu acho um acinte cobrar mais caro de visitantes estrangeiros, o dobro do preço. É uma visão muito 1950, de extorquir o “gringo” cheio da grana. Mesmo que isso seja legal, é imoral (assim como acho imoral quem “ajusta” a cotação de preços em loja de souvenir em Natal à base do 1 Real = 1 Euro pois “italiano que vem pra cá tem dinheiro, tem mais é que pagar caro mesmo”).

2. A tal “taxa de preservação”, que nada mais é que um pedágio em estilo medieval (“pague para entrar na cidade”) deveria ser abolida e substituída por algum tipo de taxa cobrada na hospedagem, se for o caso. Se não desta forma, no mínimo deveriam abolir o non-sense que é cobrar mais caro de quem fica mais tempo, como se os impactos sobre a estrutura urbana em cada dia causada por um visitante que está lá há 30 dias fossem maiores do que aquele que chegou ontem.

No mais, acho a “gentrificação” de Noronha positiva. Apesar da tal “grita generalizada”, o aumento da qualdiade de hospedagem e dos serviços na ilha é notório e positivo.

    1. A lógica de cobrar mais caro do gringo não é necessariamente porque ele tem mais dinheiro. Pode ser porque o Brasileiro tem menos e por isto, o custo é um pouco subsidiado para nós. Sem ouvir a explicacão oficial, entretanto, não temos como saber o porquê da diferenca.

    2. Não entendi como que um sujeito que fica 30 dias consumindo os recursos locais (e.g., água, comida, energia) e produzindo dejetos causa o mesmo impacto que alguém que está há um dia no local. A taxa deveria, no entanto, ser proporcional ao número de dias E ao tipo de hotel. Uma pessoa num hotel de luxo além de normalmente ter mais dinheiro, tende a consumir mais recursos (e.g., uso do ar condicionado tende a ser mais prevalente).

    Ricardo, eu me refiro ao fato de que a taxa de preservação em Noronha não é linear, algo como uma cobrança por dia.

    Exemplo:

    permanência de 10 dias: R$ 352,08 = R$ 35,01 POR DIA
    permanência de 15 dias: R$ 810,00 = R$ 54,00 POR DIA
    permanência de 20 dias: R$ 1.458,00 = R$ 72,90 POR DIA

    Essa é a incoerência a que eu me refiro. O valor cobrado POR DIA aumenta quanto mais tempo você permanece na ilha!

    Não vejo por essa ótica de estorquir o gringo, mas sim valorizar os habitantes locais, que podem disfrutar daquilo que está “no seu quintal”.

    Apenas para ressaltar, essa prática é utilizada em vários locais mundo afora. Veja-se o exemplo da Disney, onde os moradores da Flórida pagam menos do que os turistas…

    Quanto ao ponto 2, estou de acordo.

    Abraço!

    A.L., a taxa diferenciada por origem é pratica em qqer canto do mundo. Quem é nativo já pagou parte dos custos de manutenção em seus impostos, então é justo que pague menos na hora. Não acho que seja uma questão de gringo ter mais dinheiro e tal.

    Vou a Ushuaia ano q vem e quero visitar o PN Tierra del Fuego e já seu que existem preços diferenciados dependendo da origem. Esse ano fui à Suiça e em uma montanha paguei um preço diferente do que os suiços pagavam pelo teleférico. Não vejo problema nisso.

    Se a cobrança de taxas diferentes para estrangeiros e brasileiros é de coisa de 1950, praticamente todos os grandes destinos turísticos do país vivem no passado. Apesar de não viajar tanto, pesquisa muito antes de escolher o local para onde vou, e observa que incentivos para a visitação de nativos é regra. O modo varia: alguns pedem prova de que é residente da cidade ou país, outros só aceitam estudantes da região (como é o caso de pontos da União Europeia), e vários adotam preços diferentes de acordo com essa condição em Noronha.
    Hoje mesmo estive pesquisando Machu Liceu, e o valor cobrado não só para peruanos, mas para os povos andinos (quatro países) é a metade do valor pago pelo resto.
    Encara como um incentivo para que o povo do país, afinal de contas os “donos” e financiadores (todos pagamos impostos que, entre outras coisas, paga a verba do ICMBio) do parque, sofram menos para aproveitar. Principalmente quando falamos do Brasil, onde há concentração brutal de renda.

Freire, o ICMBio não é um “braço” do Ibama. É uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, totalmente independente do Ibama. O fato de ter sido criado a partir de um desmembramento do Ibama não o torna “braço” daquele instituto.