O que você mudaria se refizesse aquela viagem?

BR 101, Espírito Santo

A Carla Portilho do Idas e Vindas sempre faz isso nos seus relatos de viagem: depois de mostrar como foi, ela faz uma autocrítica da estratégia e conta como faria a viagem à luz da sua experiência.

Recentemente a Dani S. usou a mesma técnica para falar de seu périplo pelo Canadá — com grande sucesso entre os leitores.

Daí a CarlinhaZ entrou para sugerir: ei, que tal se fosse aberto um post em que todo mundo pudesse contar como refaria alguma viagem bacana? Adorei a sugestão.

Diga lá: o que você teria feito de diferente naquela viagem? Que mico você evitaria (e de que jeito), que lugares dispensaria, onde ficaria mais tempo ou iria em outra época do ano?

Conte dos seus desenganos — assim a gente vai direto à vitória (não sem antes tomar um guaranazinho….).

255 comentários

O que eu mudaria se refizesse aquela viagem?
-Faria com mais tempo a Rota do dia D, na Normandia. Fiz em 1 dia, imaginando que iria ver uma cemitério e um museuzinho. Nada disso! É um caminho super bem organizado, sinalizado, com milhares de museus, memoriais, cemitérios, etc,etc,etc… E depois, tem a rota do contra-ataque. Dedicaria uns 2 dias para a rota do dia D e mais 2 dias para a rota do contra-ataque. Ainda quero voltar p/ lá!

– Concordo com alguém que falou que excluiria Milão da viagem para a Itália. Realmente, não é uma cidade muito turística. Só vá para Milão se tiver alguma coisa muito específica para fazer lá, como um congresso, curso, etc.

Fiz sul da Espanha há poucas semanas e concordo com o item 6 da Sheila. Como brasileiro, achava exagero as notícias sobre altas temperaturas do verão europeu, mas fiquei impressionado com o calor. Em Córdoba, os moradores juravam que passavam dos 48°. Não duvido.

Na Provence, aluguei um carro e,a partir de Avignon, visitei lugares bacanas como Tavel, Gordes e Chateneuf-du-Pape. No dia anterior, comecei o dia visitando Aix-en-Provence e, erradamente, segui em frente, deixando me levar pelo pensamento “já que tô aqui, né, por que não ir até à Cotê d´Azur?”. Foi muito tempo de estrada para pouco tempo de praia numa cidade vizinha à Nice. E com direito a engarrafamento praiano – exatamente o que um carioca não busca numa viagem à Europa. Valeu por conhecer a praia de pedrinhas.

Só uma coisinha: viajar em julho para Europa é a verdadeira Geni. Concordo com todas as pedras atiradas, mas para os não têm como botar o pé na estrada em outro mês, gostaria de fazer uma pequena defesa desse tão massacrado mês:
– Por dia, há um “bônus” de céu claro de umas 4 horas (de umas 17h30 às 21h30). Ou seja, se tiver disposição, seus passeios podem ser prolongados. Ou mesmo se dê o luxo de descansar mais um pouquinho e acordar bem disposto, pois o sol ainda vai brilhar muito tempo para você.
– Consumismo excessivo não é muito minha praia, mas é bacana em épocas de “soldes”, “rebajas”, “sale”, poder comprar (alguns) produtos com preços quase americanos.

Não são motivos para trocar um agradável outono ou primavera por essa época, mas pode servir de alento aos “julhistas” de que nem tudo é desgraça nesse período.

    Os picos de alta temporada são, na verdade, a última semana de julho e as 2 primeiras de agosto. Mas quem depende de sincronizar férias escolares realmente fica sem opção.

1 – França: não dirigiria do Vale do Loire ao Mont Saint Michel. Aliás, Mont Saint Michel, só uma vez na vida. Juro que curti muito mais o post do Riq do que minha estadia lá. É muito pessoal. A vista ao chegar às 11 da noite é linda, mas só.

2 – Itália: não teria deixado de ficar 2 dias na Provença pra ir a Milão, que é outra cidade pra uma vez na vida: só salvou a Galeria Vittorio Emanuelle e o Duomo. De novo: é muito pessoal; acho Milão ultra high mega power fútil.

3 – Escócia: teria ficado mais que 2 dias em Edimburgo. Um dia é só pro passeio às Highlands com Lago Ness.

4 – Inverno: não teria programado uma viagem de 30 dias no fim do inverno europeu. Coisa de primeira vez na Europa, quando se quer conhecer o mundo de uma vez só, o que é outro erro.

5 – Portugal: não ter dedicado mais tempo ao Alentejo quando de viagem de Lisboa ao Algarve. Devia ter passado ao menos uma noite hospedada em uma vinícola.

6 – Sul da Espanha: ter ido a Sevilha e Granada no verão de 44º. Neste calor, não dá pra sair às ruas; é pior que inverno rigoroso.

gente morro perto dessa placa um pouco mais para frente.. cham joão neiva.. jesus minguem merece conhecer guaraa e desengano..
ainda bem que sai dai já fazem muitos anos agora morro em sampa..
Deus é bom
kkkkkkkkkkk

Jamais iria à Praga no inverno, quase morremos congelados.
Leria mais sobre o sistema de metrô e suas regras para não ser quase presa por não ter validado o bilhete em Praga.
Teria feito toda a rota romântica na Alemanha, que é um país lindo!

E concordo, levaria sempre menos bagagem!

– Não levaria minha mãe à Costa Amalfitana (que necessita de muito preparo físico, nossa casa ficava 624 degraus acima da praia).

– Reservaria hotéis pra não chegar em Valência 11h da noite em maior, e descobrir que haviam dois eventos aquáticos na cidadade e nenhuma vaga em hotel. Aliás, nem iria a Valência de novo, BTW.

– Nunca teria colocado os pés na imunda e horrorosa cidade de Nápoles.

– Ficaria em mais ap/casas alugadas do que em hotéis. Nessa viagem pra Itália alugamos ap em Roma e casa na Costa Amalfitana e adoramos.

– Levaria SEMPRE menos bagagem.

– Não iria jamais a Grotta Azzura em Capri que é o programa mais caça-turista besta (e ainda caro) que fiz na vida.

– Ficaria (SEMPRE) mais dias em Lisboa. Aliás, minha próxima viagem a Europa, se Deus quiser será SOMENTE Portugal. País hospitaleiro, lindo e relativamente barato, que merece se explorado de sul a norte.

Ido com minha família até Verona, na Itália (morávamos em Munique), num bate-e-volta de quase 900 km em um dia. Nunca mais!!!

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