Viaje na Viagem: 7 anos esta noite

Los Roques, onde nasceu a Bóia

Em 30 de dezembro de 2004 ia para o ar o primeiro post do Viaje na Viagem. Não, não vou castigar você repetindo a história toda. Quem não sabe pode ler o resumo da ópera que publiquei no ano passado (leia aqui).

Fazer aniversário na véspera do Réveillon é bastante conveniente — não existe melhor época tanto para comemorar quanto para fazer balanço 😀

E o que rolou ao longo do sexto ano de vida do Viaje na Viagem?

Para mim (e falo isso transmitindo diretamente do meu umbigo), o fato mais marcante foi a saída de cena daquele blogueiro ranzinza e sem paciência que respondia os comentários. Sim, eu mesmo :mrgreen:

O fato é que eu demorei muito tempo para entender (e aceitar) que ninguém é obrigado a decifrar de cara como funciona o site. Que é da natureza das pessoas não ler direito o que está escrito. Que é perda de tempo achar que alguém que chegue aqui pelo Google vá saber como vasculhar os comentários anteriores do post. Que a imensa maioria dos novos leitores não têm a mínima idéia de quem eu seja. E que eu não tenho razão de ficar ofendido por nada disso 😯

Isso só se tornou possível devido a uma quebra importante de paradigma. Desde o iniciozinho deste ano, o blogueiro tem equipe. Imagine que você tem um filho de 6 anos e nunca desgrudou dele em nenhum instante. E de repente começa a compartilhar a guarda com babá e professora.

A decisão foi doída, mas o desmame (ops) se revelou acertado desde o instante zero. Minha primeira assistente, A Bóia, recebeu as instruções de trabalho dia 2 de janeiro. No dia 3, começou a atender o público (veja seu primeiro comentário aqui.) Injetou simpatia, paciência e boa vontade nas caixas de comentário. Durante este primeiro ano, fez nada menos do que 11.103 intervenções — uma média de 30 por dia. (Às segundas-feiras, dia mais agitado na caixa de comentários, nunca menos que 60.) Como eu dava conta antes dela? Não me pergunte, não tenho a mínima idéia.

A função primordial d’A Bóia é servir como hostess do site, encaminhando o consulente ao post certo (onde, na maioria das vezes, sua pergunta já está respondida). Ela tem instruções também para alertar o visitante quando a resposta já está no próprio post (e a pessoa não leu direito) ou quando vale a pena pesquisar os comentários anteriores (quando as contribuições não estão tabuladas, ou há divergências de opiniões que precisam ser consideradas; neste caso, ela também ensina como fazer essa pesquisa). A Bóia também responde aquilo que sabe mas não está respondido por nenhum post  (quando existe um post a respeito, sempre é melhor encaminhar para lá, porque a explicação é sempre mais completa). O que não ela sabe, me consulta — e eu passo a cola. O que nem eu sei, ou acho que será melhor respondido pelo conjunto dos leitores, vai para o Perguntódromo. Há um tipo de pergunta, porém, que nos transforma em sabonetes: é quando pedem para decidir entre destinos ou hotéis. Sem conhecer a pessoa, seus gostos, seu histórico de viagem — ou seja, sem fazer uma consultoria de fato — não dá para escolher nada para ninguém. Só o que podemos fazer é desrecomendar alguma alternativa, sempre por motivos técnicos.

O único defeito da Bóia é não estar full-time — tomara que este ano o site tenha estabilidade para que ela fique mais horas com a gente.

Me dei tão bem com A Bóia que em fevereiro já contratei outra assistente, a Bóia Paulista. (“A Bóia” é o nome de um cargo, e provavelmente no futuro haja várias pessoas trabalhando sob o mesmo codinome. Mas a Bóia Paulista tem apelido só porque é tímida — vai entender.) A ela entreguei o que chamei de pré-sal — a formidável riqueza de informações enterrada nas caixas de comentários. Graças ao trabalho geológico meticuloso da Bóia Paulista fizemos a série de compilações de opiniões sobre hotéis e passeios de duas dezenas de destinos. Ela também me ajudou a pôr várias páginas de destino no ar. Recentemente, entreguei na sua mão a a edição de posts dos trips e a administração da #Viajosfera: é a Bóia Paulista que renova os posts em destaque e programa os tuítes com as chamadas. Eu não faria melhor, não 😀

Mas se o Viaje na Viagem pôde se dar ao luxo de começar a montar uma equipe, foi graças ao trabalho da nossa C.E.O., e agora sócia da Bóia, a querida Elisa Araújo. Dona Elisa pôs ordem no departamento comercial e costurou as parcerias que permitiram que eu viajasse esse ano sem continuar torrando o patrimônio conquistado na encarnação anterior. (É o primeiro ano em que isto acontece desde que eu me lancei nessa aventura, pípols.)

Este Boeing está no ar graças aos patrocinadores Hoteis.com e Gol; aos anunciantes Visa Platinum, Money Card, KLM, Royal Palm Plaza, Cruceros Australis, Aruba, Movida, HSBC e Barbados; e aos parceiros de viagem Mobility, Pestana, Resorts Brasil, Turnet/Resorts Online, Iberostar, Club Med, Accor, Mondial, Turismo da Suíça, Lan, Emsetur, X-Mart, AD, Imaginadora, B4T e Litoral Verde. A todos eles, nosso muito obrigado por ter estado com o Viaje na Viagem em 2011.

Os números que me dão mais orgulho, porém, são os da audiência. No dia 30 de dezembro do ano passado o Google Analytics registrava 127.488 visitantes únicos nos 30 dias anteriores. O Google Analytics de hoje registra 277.671 — um crescimento de 110% em um ano. Traduzindo: no mês de dezembro, 277.671 pessoas diferentes chegaram ao site — e viram mais de 1.000.000 de páginas. É muita página, Brasil!

A gente sabe que precisa crescer ainda mais para poder montar uma equipe e uma estrutura que nos permita fazer tudo o que queremos. Mas que também não adianta nada crescer, se isso significar perder o que se formou de mais valioso aqui neste endereço: a comunidade.

Sem demagogia, pessoal. Quem tiver um caminhão de dinheiro pode botar um monte de gente para trabalhar e construir um conteúdo do tamanho do que existe aqui no VnV. Mas  agregar uma comunidade qualificada como a que existe aqui são outros quinhentos.

É por isso que está no topo dos nossos objetivos criar mais espaço e mais privilégios para os trips de carteirinha. O Facebook da Bóia (já somos 10.800, caramba!) foi só o começo. Esperem, que estamos trabalhando em novidades bacanas que vêm por aí.

Vamos também continuar trabalhando para transformar a #Viajosfera num portal informal da blogosfera de viagem do Brasil, linkando cada vez mais posts. O Viaje na Viagem nasceu aberto, sem receio de enviar seus leitores para sites externos com conteúdo mais específico ou complementar — e continuará assim enquanto eu estiver no leme 😀

Ainda estou zonzo dessa última maratona européia — que terminou com essa produção do Visa, realizada praticamente no susto. Estou tentando dormir oito horas por noite para me recuperar e estar tinindo de novo no começo do ano.

Tenho muuuuito trabalho pela frente. A idéia é ficar parado alguns meses até terminar de pôr no ar todo o conteúdo relativo às viagens que fiz mas não terminei de publicar. Tem coisa de 18 meses atrás que está enterrada no HD…

Enquanto isso, já está rolando o projeto do novo template (medo! medo!).

(Falando em template, tenho também que deslanchar o meu projeto secreto com o Zé-JET.)

Como sempre, conto com a paciência, a colaboração, a crítica e o incentivo de vocês. Tenham certeza de que, mesmo se não respondo pessoalmente na caixa de comentários, leio tudinho, todos os dias — e volta e meia respondo com posts. Vocês não vão se livrar de mim tão fácil :mrgreen:

E pra fechar esse ano fantástico, de muitas viagens, crescimento, sociedade, Bóias, vídeos, vou lembrar aquele que me parece o fato mais espetacular de todos.

Como eu poderia sonhar, naquele 30 de dezembro de 2004 pós-tsunami, que menos de sete anos depois o blog reuniria 50 leitores de carne e osso num feriadão em… Nova York?

ConVnVenção de Nova York

Brigado, gente! Mais e melhores viagens pra todos nós!

Leia também:

6 anos de Bóia: um épico

Maio de 2011: a ConVnVenção de Nova York

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