De Salvador a Boipeba pra Emília

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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Em linha reta, a ilha de Boipeba não deve estar a mais do que 100 km de Salvador. Mas não existe jeito simples de chegar. Vamos torcer para que continue assim. A dificuldade de acesso sempre é o melhor seguro contra a degradação de um lugar de praia.

Como eu te falei, Emília, julho não é a melhor época, mas também não é a pior. Os meses mais chuvosos em Salvador, no Recôncavo e arredores são abril e maio. Em junho a precipitação já diminui, e continua diminuindo em julho. Os meses mais secos (mas nunca secos-secos-secos à la Ceará) vão de setembro a fevereiro.

Direto

Eu disse que não existia jeito simples de chegar à Boipeba? Bom... na verdade, existe. Querendo, dá para fretar um teco-teco com a Aerostar, e em meia hora você está lá. Não conheço quem tenha ido desse jeito, mas, se você estiver curiosa, aqui vai o formulário de orçamento de charter da Aerostar...

Via Morro de São Paulo

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Boipeba é separada da ilha de Tinharé, onde está Morro de São Paulo, pelo rio do Inferno (foto acima). Para voar até Morro de São Paulo, porém, não é preciso fazer fretamento, não. Tanto a Aerostar quanto a Addey mantêm vôos regulares o ano inteiro (e uma verdadeira ponte-aérea na temporada). A viagem dura pouco mais de 20 minutos e custa R$ 170 por trecho. A Addey pousa na 3a. Praia;,e a Aerostar, mais longe, na 4a. Praia, atrás do resortinho Patachocas, que é do mesmo grupo.

Morro também é bem servido por catamarãs e lanchas (segundo a Flavia Penido, lancha enjoa menos que catamarã) que saem do cais atrás do Mercado Modelo em Salvador e fazem a viagem em duas horas. Para horários e telefones, consulte esta página aqui. (Mas vou avisando que é frustrante tentar comprar por telefone; manja o esquema fazer-depósito-bancário-e-mandar-fax-com-o-recibo? Eles ainda estão nessa época. É melhor passar direto no Mercado Modelo para comprar a passagem.)

Não existe uma "linha" de transporte regular entre as duas ilhas, mas praticamente todos os dias saem passeios de Morro para Boipeba, tanto de barco (indo por dentro, pelo braço de mar que passa por Cairu e dá no rio do Inferno), como  de jardineira movida a trator (pela praia até o Pontal, atravessando o rio do Inferno de barquinho). O maior operador dos passeios de trator-jardineira é o Expresso Madalena (75/3652-1317). Os grupos costumam sair às 9h30 e chegam a Boipeba às 12h30 (com paradas em praias desertas do caminho). Quem está em Morro e quer esticar alguns dias em Boipeba normalmente pega um passeio desses e combina a volta para alguns dias mais tarde.

Tudo isso para dizer que... indo de lancha ou catamarã, não tem jeito, você vai precisar dormir um dia em Morro. (Minha indicação: a Villa dos Corais.) A-go-ra: se você se abalar até o aeroporto de Salvador e pegar o vôo das 8h da Aerostar -- que, se os orixás quiserem, chega às 8h25 na Quarta Praia -- você pode tranqüilamente pegar o passeio-trânsfer das 9h30 e chegar em Boipeba na hora do almoço.

(Não que eu sinceramente ache que você ou alguém vá fazer isso, mas eu precisava dizer que essa possibilidade existe.)

De carro

Não vale a pena alugar carro para ir a Boipeba (nem a Morro de São Paulo ou Barra Grande/Maraú), já que durante toda a sua estada na ilha o possante permanecerá paradinho num estacionamento no continente. Mas se você estiver pela região com seu próprio carro, chegar a Boipeba fica meio que praticamente quase fácil. Saia de Salvador pelo ferry de Itaparica (consulte os horários, para não ficar mofando na fila: 71/3319-2890; a travessia dura uma hora), cruze a ilha, atravesse a ponte que liga ao continente, continue pela BA 001, tenha cuidado em Nazaré para não ir parar por engano na BR 101 (quando chegar à cidadezinha, confirme se você está na direção de Valença), cruze Valença, passe por Taperoá, e tão logo você passe por Nilo Peçanha, preste atenção à saída, à esquerda, para Cairu (existe um totem de concreto anunciando a estrada). Pegue a estradinha de asfalto, e 13 km depois vai aparecer a saída para Torrinha.

lanchatorrinha120.jpgDaí são 7 km de terra (total da viagem: 155 km desde o ferry-boat). Deixe o carro num estacionamento (deve ser uns R$ 10 por dia) e trate uma lanchinha (deve estar uns R$ 60 ou R$ 70 cada perna).  Leve bagagem impermeável e uma capa; se chover, serão 25 minutos debaixo d'água até a Boca da Barra, em Boipeba.

Tempo de viagem (a partir do momento em que você entra com o carro no ferry): 4 horas.

Para ir de carro sem precisar alugar um, você pode combinar com sua pousada um trânsfer desde Bom Despacho (o lugar onde o ferry chega em Itaparica) ou, para não ficar tão caro, de Valença (a 50 km de Torrinha; vá de ônibus até lá).

De transporte regular

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Pegue o mesmo ferry-boat de Itaparica (foto acima), só que na condição de passageiro. Em Bom Despacho há um terminal rodoviário de onde saem ônibus de hora em hora (em alguns horários, a cada 30 minutos) para Valença, operados pelas companhias Camurujipe (75/3641-4037), Águia Branca (0800-725-1211) e Cidade do Sol (75/3641-3617). A viagem dura entre uma hora e meia e duas horas.

A partir de Valença há duas opções de transporte público, segundo o site Ilha Boipeba (não deixe de confirmar essas informações com a sua pousada antes de ir):

1) De segunda a sábado, um barco de linha sai às 12h30 do cais de Valença. A viagem até Boipeba leva quatro horas e vale por um passeio (lentíssimo, mas, enfim, um passeio) pelos belos manguezais desse braço de mar, passando ao largo da cidade histórica de Cairu (uma das mais antigas do Brasil).

2) Há também dois ônibus, às 11h e às 14h, que levam a Torrinha (50 km), com conexão com um barco de linha a Boipeba; somando busão e barco, dá duas horas e meia de viagem.

O melhor esquema com transporte regular, então, é sair cedinho de Salvador para conseguir estar em Bom Despacho até as 8h, de modo a chegar em Valença a tempo de pegar o bumba das 11h pra Torrinha, chegando em Boipeba às 13h30.

Em Boipeba

Vale a pena todo esse trampo para chegar?

Garanto que vale. De toda a costa brasileira, acho que Boipeba é o lugar que melhor combina belezas preservadas com cor local, algum charme importado e preços em conta. Existe um fluxo de visitantes de um dia só, vindos de Morro de São Paulo, mas eles ficam pouco tempo (do meio-dia às quatro) e não dão conta da ilha inteira; sempre há para onde escapar (e as manhãs são exclusivas de quem está hospedado por lá).

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A maioria das pousadas fica na Boca da Barra, na foz do rio que separa Boipeba de Morro. Todas são simples (esqueça camas box spring, ar condicionado e TV) mas quase todas têm algum charme. A mais fotogênica é a Vila Sereia; eu gosto muito também da Santa Clara (fotos acima), que tem um bom restaurante aberto o ano inteiro, e da Marina de Boipeba.

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Caminhando para a esquerda, em cinco minutos você chega a Velha Boipeba (foto acima), um vilarejo do século 17 que por enquanto escapou de ver suas mercearias transformadas em lojas de biquíni. Mas alguns moradores instalaram pousadas simplérrimas em suas casas -- para alegria de mochileiros gringos e durangos em geral.

Caminhando para a direita, a Boca da Barra acaba num morro. Pegue a trilha, e em dez minutos você estará numa praia totalmente virgem, Tassimirim. (No meio do caminho você pode subir até a mais nova pousada da ilha, a Mangabeiras -- a primeira de luxo, com colchões box spring e ar condicionado split --, de onde se tem uma bela vista para o Rio do Inferno.)

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Na continuação de Tassimirim está a praia da Cueira, também praticamente sem construções. À sombra das amendoeiras da Cueira você vai encontrar nativos (o pioneiro foi o Guido) que cozinham lagosta na água do mar por preços irrisórios (tipo: R$ 25 ou R$ 30 a porção para duas pessoas). Se você vier caminhando direto, uns 45 minutos depois de ter saído da Boca da Barra você chega ao riozinho que marca o final da Cueira. Na maré baixa dá para atravessar (mas é preciso estar calçado; há ostras na margem oposta que cortam o pé -- eu já afoguei uma câmera nessa travessia). Chegou do outro lado? Bem-vindo a Moreré (foto abaixo).

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Na maré baixa Moreré tem águas cristalinas. Preste atenção à sua direita -- em algum momento, no meio das amendoeiras e coqueiros você vai ver a entrada para o Mar e Coco, o melhor restaurante da ilha, onde Jôsi (que esteve recentemente por uma semana em São Paulo cozinhando no Obá) prepara moquecas divinas acompanhadas por purê de banana-da-terra. Para alegria dos paulistas, as moquecas de Jôsi não levam coentro; a erva não é usada na culinária boipebana (boipebense? boipebeira? boipebaiana?).

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Continuando mais um pouco (sem paradas, no total a caminhada daria pouco mais de uma hora) você chega ao vilarejo de pescadores de Moreré, onde também há pousadas (os Chalés Colibri se espalham no alto de um morro e têm uma linda vista; a Pousada dos Ventos fica pé-na-areia no canto direito da vila).

Na maré alta (ou se você não quiser caminhar) dá para pegar o trator-jardineira que corta a ilha entre Velha Boipeba e Moreré (informe-se dos horários na pousada).

Moreré também é o nome das piscinas naturais em alto-mar que, como acontece com as piscinas naturais nordestinas, só aparecem na maré baixa. Dá para pegar um barco em Moreré ou ir de lancha rápida a partir da Boca da Barra. É bonito, mas, lá chegando, a magia rústico-alternativa de Boipeba se dissipa: você vai ver lanchões e grupos e bares flutuantes como em Maragogi (só que com bem menos gente).

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Enfim, Boipeba é para quem quer areias desertas, um pouquinho de conforto, algum charme, bons preços e nada a fazer a não ser caminhar por praias deslumbrantes. Me chama que eu vou...

lol

88 comentários

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Olá, Riq e Trips!

Pretendo passar 4 noites em Boipeba em novembro. Vou c/ meu namorado, e tou procurando uma pousada charmosa e pertinho do mar. Tou super na dúvida, pq pelo site de Boipeba tem um monte de pousadas q parecem ser bem bonitinhas! Bateu uma hiper indecisão!!! Levando em conta os quesitos charme/preço, fiz uma pré-seleção das seguintes: Santa Clara, Rhydayam, Dendê Loft e Casa de Irene. Já sei q a Santa Clara é mt bem recomendada aqui no VnV. Mas ainda assim seria muito útil p/ mim qualquer opinião sobre as outras três. Alguém tem alguma indicação da Casa de Irene, da Dendê Loft ou da Rhydayam? Gente, agradeço desde já pela ajuda!

malupp
maluppPermalinkResponder

Evelyn ,indico a Pousada SANTA CLARA !! Acabei de voltar de la!Atendimento e comida maravilhosos, um charme , otimo preço,; so nao tem ar condicionado ; so ventilador, mas meu quarto era super ventilado.So prepare os ouvidos para sinfonia de passarinhos as 6 da manha!!Eles tem o melhor restaurante para jantar na ilha!!Os donos ,Charles e Mark irmaos e donos, dao toda dicas para aproveitar a ilha!!

Evelyn
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Valeu pela dica, Malupp!!! Obr!!!

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalinkResponder

eu tb fiquei na Santa Clara em 2007 e foi ótimo. Super recomendo.

Evelyn
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obrigada pela sugestão, Ana Carolina!

Victor-PR
Victor-PRPermalinkResponder

Fui para Boipeba em outubro 2010 . Para evitar barcos, fui de avião pela ADDEY até morro ( 230 reais por trecho) e de morro até aqui vim de 4x4 ( o jipe é rápido e balança também, mas é uma boa opção pra evitar barco - custa 60 reais por pessoa). Boipeba proporciona algumas experiencias incríveis, e a melhor de todas é a caminhada a partir da trilha que sai da praia do OUTEIRO, em direção a Tassimirim, e principalmente chegando a CUEIRA... Lugar muito tranquilo, com o coqueiral ao fundo... Fiz um passeio até a praia de MORERE e comi uma moqueca de camarao inesquecível ( para 2 pessoas, saiu 50 reais com bebida). A ilha é muito bonita, e de Tassimirim para frente, tem natureza muito preservada. Acho que uma boa opção para quem quer aproveitar as praias mais selvagens com conforto é a Mangabeiras ( mas prepare-se para uma trilha de uns 10-15 minutos) . Fiquei na Pousada Anjali, que achei interessante, com boa relação custo-benfício, no meio de um terreno de 5 mil metros com muitas arvores. Mas é uma pousada simples, com certeza. De maneira geral , gostei muito de Boipeba e acho que é um lugar muito peculiar de nosso litoral!

Victor-PR
Victor-PRPermalinkResponder

Algumas considerações/informaçoes de Boipeba :
- os moradores da ilha em geral são muito prestativos e honestos nos serviços que prestam .
-o proprietário da Fazenda do Pontal está fazendo um resort na praia da Boca da Barra.
- como o Ricardo já disse acima, o jeito mais fácil de chegar a Boipeba é pegar um avião até uma pista de pouso no sul da ilha de Tinharé e atravessar de Barco o Rio do Inferno.
-prepare-se para andar bastante... crianças vão pedir colo hehehe
- É interessante ver como o desenvolvimento que o turismo traz Boipeba reflete positivamente na vida dos moradores... Se tivesse um trabalho que conseguisse conciliar mais divulgação com preservação da ilha...
- incomoda um pouco a falta de cuidado de alguns restaurantes na Boca da Barra com o esgoto que eles geram - acaba indo tudo pro Rio do Inferno.
- a lagosta do Guido está a 45 reais...
- cartões de crédito são pouco aceitos.

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Victor, obrigada pelo seu depoimento! Dicas anotadíssimas! (vou daqui a 15 dias!)

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Olá a todos!!!!!!

Acabo de voltar de Boipeba. Planejei a viagem com base nas dicas dadas aqui no VnV por Riq e pelos trips, e também seguindo o guia 100 Praias que valem a Viagem. Deixo aqui meu depoimento!

Fomos eu e meu namorado e passamos 4 noites lá. Como moramos em Aracaju, fomos de carro até Valença. As estradas que pegamos foram a SE218, a BR101 e a BA542 - todas em perfeito estado de conservação.

Depois de enfrentarmos toda a muvuca de Valença, deixamos o carro em um estacionamento bem próximo ao cais (Estacionamento do Luís, com banheiro limpo - $65 por 5 diárias depois de alguma pechincha). Não sei dizer se o preço que pagamos foi justo. E atenção: muito cuidado com homens de bicicleta que abordam os carros na entrada de Valença tentando levar você aos estacionamentos deles! Esses estabelecimentos às vezes ficam longe do cais!

Compramos os bilhetes de lancha rápida no terminal do cais ($35,70 por pessoa). O barco lento custa $13,70, mas não vale à pena, pois leva 4 horas pra chegar. Agora em novembro tinha lancha fazendo o trajeto Valença/Boipeba de hora em hora. O pessoal de lá disse que na alta estação a freqüência de partidas é de meia em meia hora.

O trajeto de lancha rápida dura em média 1 hora, e é bem panorâmico. De cara você já adquire uma noção da geografia do arquipélago, pois o barco passa por Cairu (a sede do Município), Canavieiras (onde estão os bares flutuantes especializados em ostras) e também dá pra ver um pedacinho da ilha de Tinharé, onde fica Morro de São Paulo. O desembarque é feito em um píer na Vila, já pertinho da Boca da Barra. Boca é a praia mais próxima à Vila, e é o ponto onde o rio do Inferno desemboca no mar. Então dá pra pegar praia tanto em um lado, no rio, como no outro, no mar.

Nossa pousada, a Dendê Loft, fica no finalzinho da Boca da Barra, bem ao lado da trilha pra Tassimirim e Cueira. Escolhemos a Dendê Loft de forma totalmente aleatória. Simplesmente vimos as fotos no site e gostamos! Fizemos a reserva por e-mail, e ganhamos desconto para pagamento à vista. Ao desembarcarmos no píer, nos encaminhamos para o restaurante Coqueiros, na Boca da Barra, que pertence à mesma família que a Dendê Loft. Fomos extremamente bem recebidos. Lá aguardamos Carlinhos, o caseiro da pousada, que apareceu com um providencial carrinho de mão para levar nossa bagagem. Ao chegarmos à Dendê Loft, ficamos deslumbrados, porque o lugar é ainda mais bonito que nas fotos!!!! A pousada, na realidade, é constituída por apenas dois chalés à beira- mar, em uma parte um pouco elevada. Cada chalé é composto por um quarto enorme (a porta se abre para o mar!), um banheiro com ofurô (com vista para o mar!!!!), uma varanda (também com uma vista incrível para o mar, pufes, mesa, banquinhos e almofadas) e uma mini-cozinha ao ar livre (fogão de 2 bocas, pia, frigobar, sanduicheira, panelas, copos, taças, pratos e talheres). O café da manhã é simples, mas suficiente. Ele é deixado bem cedinho todas as manhãs em uma bandeja na varanda do chalé. O loft tem uma decoração charmosíssima em estilo rústico. A pousada também disponibiliza lanterna, repelente e caixinha de primeiros socorros. Ficamos apaixonados pelo “nosso” chalé. Mas como a pousada está praticamente dentro da mata, aparecem insetos. Se você é do tipo que entra em pânico por causa de gafanhotos e cigarras, não se hospede lá. Ou então, abstraia e aproveite! Um outro detalhe é que a pousada fica a uns 12 minutos de caminhada da Vila. Apesar da distância, não achamos que a localização atrapalhou de forma alguma.

Devidamente instalados, nos dirigimos ao restaurante da pousada Tassimirim, que era o mais próximo ao nosso chalé. O visual desse restaurante é muito legal, especialmente no entardecer, porque ele tem mesinhas estrategicamente posicionadas ao ar livre, em meio a árvores com flores e de frente para o mar. Depois de comermos, aproveitamos um pouco a praia e de tardezinha fomos à Vila. Jantamos por lá e voltamos com ajuda de lanterna. Lá na Vila já acertamos o passeio de “volta à ilha” pro dia seguinte ($60 por pessoa). Foi tudo muito cômodo, porque o pessoal aceitou pegar a gente de lancha na frente da pousada. Então não tivemos que nos deslocar até a Vila de manhã cedo. E uma dica para quem vai na baixa estação: não adie muito os passeios, porque não é todo dia que eles conseguem completar os barcos, e as lanchas às vezes acabam não saindo por falta de lotação. Nesse caso, só dá pra fazer o passeio fretando a lancha inteira, e o preço fica mais salgadinho.

No segundo dia, fizemos o passeio combinado. Adoramos!!! A lancha parou na frente da pousada, conforme previamente acertado. O trecho inicial é um pouco tumultuado, porque é em alto mar. Quem tem estômago fraco pode sofrer um pouco, mas essa parte passa logo. Dá pra encarar! A primeira parada é nas piscinas naturais de Moreré. De lá você avista a vilinha de Moreré. Depois fomos à Ponta dos Castelhanos. Achamos essa praia fantástica!!!!! Ela fica no encontro do rio Catu com o mar. É super calminha pra tomar banho e a água é transparente. Castelhanos é completamente desabitada. Um visual belíssimo! Depois do banho, todo mundo vai andando até o outro lado da praia, pra pegar novamente a lancha e ir direto às piscinas naturais de Castelhanos. Essas piscinas são deslumbrantes!!!!! Mas atenção: como ainda não há muito movimento turístico por lá (e que assim se mantenha esse lugar, Amém!), os peixinhos não estão acostumados com o movimento e não chegam até as pessoas. Então o snorkel é essencial para visualizá-los bem, pois eles se assustam com bastante facilidade!!! Pegadinha: se você não tiver snorkel próprio, alugue um ainda na ilha, porque no barco nem sempre o pessoal tem (preço médio: um snorkel sai por $15, dois saem por $10).

Saindo das piscinas de Castelhanos, passamos pelo local onde naufragou um barco espanhol no séc. XIV (inclusive na ilha organizam mergulhos nesse ponto para aqueles mais experientes, o que definitivamente não é o nosso caso). Da lancha você percebe uma sombra escura na água, que na verdade é o navio lá embaixo. De acordo com o marinheiro (Cito), quando a maré seca está mais forte (lua cheia ou lua nova, conforme alertado por Riq aqui no VnV), dá até pra visualizar os mastros do navio naufragado. Infelizmente não tivemos essa sorte. Em compensação, exatamente nesse lugar vivenciamos um dos momentos mais mágicos do passeio: uma tartaruga marinha estava lá nadando “de boa”. Detalhe: Castelhanos é ponto de desova das tartarugas.

A próxima parada foi na Coroa Grande, uma croa de areia já em água de rio. O banho também é bom. Em Coroa Grande tem uma palhocinha que vende drinks (média de $7 - experimente a caipirinha de cacau !!!!). De lá é possível avistar a praia de Pratigi. Da croa, fomos almoçar no povoado de São Sebatião, conhecido como Cova da Onça. E faço aqui uma ressalva: a lancha pára ainda na água, e todo mundo tem que andar um trechinho pelo rio até o restaurante. O problema é que a areia nessa parte é meio pegajosa, tipo laminha. Se você for uma pessoa super fresca, faça como eu: mentalize coisas boas, abstraia e seja feliz!!!! Asseguro que a lama não chega a estragar as unhas...

A comida em Cova da Onça é muito, muito saborosa. Parece que a especialidade local é “badejo na chapa”. Foi o que pedimos!!!! Ele vem com frutas refogadas. Uma delíciaaaaa!!!! Apesar de termos adorado a comida, e sabermos das limitações do local, que é extremamente rústico e simples, ele ainda pode ser um pouquinho incrementado para receber melhor os visitantes (em nossa modestíssima opinião).

Depois de nos empanturrarmos, continuamos navegando em torno da ilha, agora sempre em água de rio, e vimos diversos povoados. E aí aconteceu outro momento mágico do passeio: no entardecer, vários golfinhos podiam ser facilmente vistos nadando em grupo pelo rio!!!!!! Lindo!!!!

Já no rio do Inferno, paramos em um bar flutuante para comer ostras. Esses bares ficam em Canavieiras e são muito interessantes, porque os viveiros de ostras ficam boiando ao lado do bar, e você come tudo fresquinho. Eles também criam peixes no rio, e é possível alimentá-los e até pescá-los para comer na hora. O visual é muito legal, especialmente com o pôr-do-sol se aproximando! Esse foi o ponto final do passeio, e dele retornamos à Boca da Barra. À noite preparamos um jantarzinho básico em nossa mini-cozinha na varanda (se quiser cozinhar pratos complexos, leve os ingredientes, pois o comércio em Boipeba é limitado).

No dia seguinte, decidimos fazer a trilha que leva até Coeira, e depois seguir a pé até a praia de Moreré. Contornando toda a Boca da Barra, no cantinho da parte de mar, dá pra avistar uma escada morro acima (nossa pousada, como disse antes, fica exatamente ao lado dessa escada). Aí começa a trilha. A subida não é muito puxada e o caminho pelo morro é sinalizado. Logo, logo, se chega a Tassimirim, a primeira praia da trilha. Em alguns trechos de Tassimirim, onde não tem tanta pedra, o banho é muito bom, e com snorkel dá até pra visualizar corais (a água é mansinha e transparente). Continuando por Tassimirim, e contornando as pedras pela trilha (muito fácil de ser seguida), se chega a Coeira, que é uma praia com mais ondas e muito sargaço. Coeira é bem desabitada, com uns poucos barzinhos beeeem simples.
Para se chegar até Moreré, existem três maneiras. Uma delas é pegar um trator/jardineira que sai da Vila de Boipeba ($5 por pessoa, com lotação mínima de 10 pessoas). A outra é ir caminhando por essa mesma trilha do trator (é bem longe, parece que o trajeto a pé dura cerca de uma hora). A outra, pela qual optamos, é andar por toda a praia de Coeira e depois atravessar um riozinho que separa Coeira de Moreré.

Cruzar a praia de Coeira é a parte mais longa. Vá com as pernas descansadas, leve uma garrafinha de água e capriche no protetor solar! Aprecie a paisagem com calma, sem pressa, que você cansa menos! Para passar pelo rio, é preciso que a maré esteja quase seca. Mas não se preocupe, não é necessário que ela esteja compleeetamente seca. Atravessamos com a água batendo no quadril, levantando as bolsas e mochilas, e deu tudo certo! Dicas importantes: não caia na tentação de atravessar o rio pela parte mais estreita, porque ela é mais funda e cheia de pedras e ostras!!!! Cruze pelo local onde o rio desemboca no mar. Essa parte é mais larga, mas a correnteza é fraquinha, a água é transparente, e não tem pedra. Travessia tranqüilíssima! Com a maré totalmente seca, a água bate na canela. Passada essa etapa, é só seguir uma trilha curtinha por dentro de uma fazenda, e você estará em Moreré.

Moreré é belíssima, e a cada trecho de pedras, a paisagem muda completamente. Achamos todos os trechos maravilhosos para o banho, e em vários pontos se formam verdadeiras piscinas naturais, estilo as que ficam em alto mar. Em uma parte de Moreré ficam vários restaurantes rústicos super charmosos. Eles disponibilizam redes à beira-mar, e você simplesmente fica lá achando que essa deve ser a vida que todo mundo pede a Deus. Almoçamos no recomendadíssimo Mar e Coco e adoraaamos a comida (ensopado de polvo com banana – sabor indescritível)!!! Depois, quando retornamos, nem conseguimos jantar, de tanto que comemos!!!
O último trecho de Moreré é o da vilinha de pescadores. Lá tem uns barzinhos mais simples, e é a parte mais movimentada da praia. De lá, cruzando um manguezal, se chega à isoladíssima praia de Bainema. Não continuamos até Bainema, pois achamos que a volta seria extenuante. Então retornamos pelo mesmo caminho e chegamos à pousada já de tardezinha. Saliento: essa caminhada é bastante cansativa, mas é um passeio belíssimo, que não pode deixar de ser feito em hipótese alguma!

No quarto dia, ficamos na Boca da Barra. Almoçamos na Vila e à tarde resolvemos curtir a praia na frente do nosso chalé (a pousada disponibiliza cadeiras de praia). Jantamos novamente no restaurante da pousada Tassimirim.

No último dia, pegamos uma lancha cedinho até Valença, pois ainda tínhamos um longo caminho de volta a Aracaju. E a dica derradeira: compre seus bilhetes de volta com antecedência, pois a freqüência de barcos no sentido Boipeba/Valença não é tão grande como no sentido Valença/Boipeba. A empresa com mais opções de horários é a Garça Branca, que tem duas lojinhas, uma pertinho do píer, e outra próxima ao campinho de futebol da Vila.
Em suma, Boipeba é um lugar para relaxar e apreciar a natureza. É simples, rústica, mas belíssima! Aliás, parte da beleza dela está exatamente nesse lado selvagem, ainda não invadido por hordas de turistas nem maculado por obras de grande porte. A maioria das construções na beira da praia é camuflada por plantas, e as praias parecem ainda mais desabitadas do que já são.

As pessoas de Boipeba se sentem felizes por viverem lá (vários nativos foram extremamente enfáticos ao afirmarem que jamais morariam em outro lugar!) e gostam de conversar com os visitantes simplesmente pelo prazer de conversar, sem tentar vender nada, nem empurrar serviços e produtos. Em Boipeba, o turista não se sente explorado ou enganado.

Se comparada à vizinha Morro de São Paulo, Boipeba é o extremo oposto. Enquanto Morro é super badalada e cheia de turistas, Boipeba é a tradução da tranqüilidade. Em Morro, as coisas são bem mais caras, e muitas vezes não se recebe aquilo pelo que se paga, pois a exploração do turismo é bem maior. Em compensação, Boipeba não tem a mesma infra-estrutura que Morro. Minha sugestão: estique a viagem e conheça as duas! Não passe apenas o dia em Boipeba em passeios a partir de Morro; pernoite lá!

E termina aqui o meu relato, que já está bastante extenso! Agradeço a Riq e a todos pelas dicas!

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalinkResponder

adorei o relato, me deu saudades de Boipeba

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

obrigada, ana carolina!
nem me fale em saudades, quero voltar logo pra lá!!!
abç

Beta
BetaPermalinkResponder

Surtei com esse post!!!

Marcia
MarciaPermalinkResponder

Olá a todos, acabei de passar 8 dias lá e já estou com saudades.... bem como a Evelyn comentou... passeio imperdível. Fiquei na pousada Nascente do Sol, bem simples mas de frente para o mar, próximo da vila.

Noemi Fontana
Noemi FontanaPermalinkResponder

Olá Ricardo tudo bem?

Estou indo para Boipeba semana que vem. Com marido e filha de 5 anos, e ficaremos na Pousada Fasani na Praia da Cueira. Gostaria que me recomendasse restaurantes e barracas de praia se possível! Também, não sei exatamente o valor que deve-se levar por pessoa, para o traslado Ferry-Bom Despacho-Valença-Boipeba, e para gastar com lazer ao chegar. Pode me ajudar?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Noemi! Aqui quem responde é a Bóia. Não existem pousadas na praia da Cueira. Pelo site da ilha de Boipeba, esta pousada não fica na praia de Cueira, e sim nos fundos da vila de Velha Boipeba. Conte entre quinze a vinte minutos de caminhada.

http://www.ilhaboipeba.org.br/fasani.html

Você encontrará barracas de praia em Cueira e também na Boca da Barra. Não dá para prever gastos de alimentação, cada pessoa/família tem seus hábitos.

Leia:
https://www.viajenaviagem.com/2011/03/quanto-vou-gastar-em-alimentacao/

O relato mais recente do Ricardo Freire sobre o trajeto Salvador-Bom Despacho-Valença-Boipeba é este aqui:
https://www.viajenaviagem.com/2010/01/de-salvador-a-boipeba-por-ferry-boat-onibus-e-lancha/

Tenha em mente que ir com uma criança de 5 anos a Boipeba requer um pouco de espírito de aventura.

Rafael
RafaelPermalinkResponder

Oi,pretendo ir para morro de sp em fevereiro/2013 e queria fazer o passeio que vai para boipeba. Alguém conhece um passeio que é chamado e vip ou plus...que leva a praia de moreré.Será que vale a pena pagar mais um pouco e fazer este passeio ao invés do tradicional?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Rafael! Não reconendamos bate-voltas a Boipeba. Vá e passe una ou duas noites, aí sim vale a pena!

Flora
FloraPermalinkResponder

Olá, tudo bem? Estou planejando minha viagem a Boipeba e Morro de São Paulo e estou na dúvida por onde começar. Vou primeiro para Boipeba ou pra Morro? Quantos dias reservo para cada lugar? Poderia me ajudar? Obrigada!
ps. Sairei de Belo Horizonte para Salvador.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Flora! São duas ilhas com climas opostos, são raros os que gostam das duas com a mesma intensidade (se você adorar uma, talvez não goste da outra). Chegue por Morro, fique dois dias, então vá a Boipeba, fique mais dois dias. Passe o resto da sua temporada na ilha de que tiver gostado mais.

Só não dá pra fazer isso no Réveillon ou no Carnaval, mas em outras épocas, se você não fizer questão de alguma pousada específica, sempre vai encontrar vaga.

Flora
FloraPermalinkResponder

Irei em outubro e acredito que será fácil encontrar vaga em pousadas. Valeu, obrigada!

Luis Rogério
Luis RogérioPermalinkResponder

Olá, estou indo com minha esposa para Boipeba em 21/09, vamos nos hospedar na pousada Fasani, gostaríamos de saber qual o caminho a pecorrer do local de desembarque até a pousada?

A Bóia
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Olá, Luis Rogério! Ainda não visitamos esta pousada. Segundo o site, fica na vila de Velha Boipeba, a 10 minutos do píer.

Dica: sempre é melhor (mais prático, mais rápido, mais garantido) consultar diretamente a pousada para saber dos detalhes de chegada.

Luis Rogério
Luis RogérioPermalinkResponder

Olá, observando o mapa de Tinharé, me parece que as praias de Boipeba entre si são bem mais distantes que as de Morro de São Paulo. To certo?
Agradeço pelas informações.
Estou ansioso para conhecer, esta bela ilha apreciada por muitos.

A Bóia
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Olá, Luis Rogerio! São ilhas diferentes, é natural que seja assim.

Lucia
LuciaPermalinkResponder

Olá,
Alguma dica sobre as pousadas em Moreré??
Estou entre a Pousada Colibri, a Mangueira e a dos Ventos, mas não achei dicas ou impressões sobre nenhuma delas...

A Bóia
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Olá, Lucia! A sua pergunta vai para o Perguntódromo. Aguarde pitacos dos leitores!

Ninho Moraes
Ninho MoraesPermalinkResponder

Oi Lucia, já fiquei na Pousada Colibri e adorei. O dono é um suiço muito divertido que casou com uma bahiana. É (ou era há dois anos) super dedicado e os chalés dele são bem legais. A melhor sem dúvida...

Érica Matos
Érica MatosPermalinkResponder

Como as informações do blog e dos comentários me ajudaram muito em minha recente ida a Boipeba (fui há duas semanas), vim aqui passar algumas atualizações.

Fiquei hospedada na Casa de Irene. Lá é espetacular! A diária custa o preço médio de outros lugares da ilha (quando fui, o quarto pra 2 pessoas custou R$170, pessoa extra custava R$30; mas parece que varia de acordo com a época do ano). O café da manhã é um dos melhores que já vi, o fato de ter apenas 3 quartos deixa o atendimentos mais pessoal e personalizado e Irene é uma figura divertidíssima, pra bater papo por horas. Num final de tarde, assista o pôr-do-sol no deck que tem no teto da pousada. Ah, sim os passarinhos são pontualíssimos: às 4h30 da manhã, eles cantam frenéticos em sua janela, mas é apenas por alguns minutos. Não tem TV (vc não vai sentir falta) e nem ar condicionado (mas os ventiladores super deram conta).

Muita gente (na internet e amigos meus) tinha relatado de como era bom e barato comer em Boipeba. Creio que isso seja informação antiga, pois achei os preços bem parecidos com os praticados em Salvador. As moquecas custam sempre a partir de R$40 (R$65 no caso de lagosta) e os camarões são sempre minúsculos. A dúzia de lambreta custa R$8 na maioria dos lugares.

A grande decepção da viagem foi as piscinas de Moreré. Apesar de aqui ter um aviso de como lá acaba a rusticidade da ilha, ainda assim estava esperando mais. Sim, a água é azulzinha, o banho é uma delícia. Mas a muvuca é tamanha que os peixinhos todos fogem. Tente chegar cedo no embarque e vá na primeira lancha que tiver saindo. Depois disso, chegam várias lanchas, algumas com som alto ligado, e vc vai se chatear bastante vendo muita gente desrespeitando o meio ambiente, pisando nos corais, dando comida aos peixes. As pessoas precisam ser orientadas por lá, senão aquilo não dura muito tempo.

Se você for para a praia mesmo de Moreré, evite ir no horário do pico de maré baixa. A praia fica bastante seca.

Se você quiser se misturar com a turistada e com os nativos, dê uma voltinha na praça de Velha Boipeba a noite. As tapiocas por lá são baratas e deliciosas.

Meu melhor jantar foi no novíssimo Namoa, uma creperia numa rua mais por trás da vila. Os crepes são ótimos e imensos, servindo até mesmo para 2 pessoas se a fome não for das grandes. Os preços giravam em torno de R$18 e R$25. O suco também estava muito bom.

Também belisquei no restaurante italiano da pousada Marina de Boipeba. Fiquei só nas bruschettas e nos drinks e já valeu muito a pena. Estava sem fome então fiquei só imaginando o quão ótimas estavam as massas que passavam fumegando por mim (apesar deles dizerem que o prato é individual, achei muito bem servida, ótimo para 2 pessoas).

Se você não estiver hospedado numa pousada da vila, leve uma lanterna. As pessoas circulam pelas trilhas a noite e não são em todos os trechos que há iluminação por postes. Pode parecer meio assustador num primeiro momento andar no mato no escuro (pra mim foi, urbana que sou), mas vá tranquilamente. Parece que essas coisas de violência e assaltos ainda não chegaram por lá (e que fique assim por bastante tempo).

Cuidado em Valença! A todo momento você vai ser cercada por pessoas que querem tirar alguma vantagem sobre o turista. O estacionamento está o olho da cara, a maioria dos lugares cobra R$25 a diária. Pelos relatos que ouvi lá em Boipeba, está mais barato e seguro ir para Torrinhas: lá você entra estacionamentos por R$10 ou até menos e a travessia também é mais em conta. A desvantagem é a falta de regularidade e a quantidade menor de lanchas. Se você for por lá, evite os domingos.

Ainda são poucos os lugares na ilha que aceitam cartão. Vá com uma quantidade boa de dinheiro. Se bater um tiquinho de medo, existe a opção de pagar o valor integral da pousada por transferência bancária e dá pra achar alguns restaurante que aceitem cartão (mas atente que alguns aceitam só para débito e não crédito).

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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