4 noites entre Cusco e Vale Sagrado | Primeira viagem ao Peru (III)

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Cusco e Vale Sagrado: Qoricancha

Qoricancha, Cusco

Este post com roteiro para 4 noites entre Cusco e Vale Sagrado é o terceiro de uma série para você planejar sua primeira viagem ao Peru. Não deixe de ler também:

CUSCO

Cusco e Vale Sagrado: Cusco

Plaza de Armas, Cusco

Mesmo se não existisse Machu Picchu, Cusco ainda estaria no topo dos lugares que você precisa visitar na América do Sul.

Cusco

Na sua primeira encarnação, Cusco foi nada menos que a capital do Império Inca. Uma vertente da filologia sustenta que 'Qosqo', seu nome original, significa 'umbigo do mundo' em quêchua. De fato, Cusco se localiza no ponto de cruzamento (o umbigo!) de dois eixos imaginários que dividiam o império inca em quatro 'suyu' -- ou regiões, cada uma compreendendo um dos pontos cardeais do mundo andino.

Cusco

Os conquistadores espanhóis sobrepujaram os incas com armas desconhecidas no Novo Mundo: cavalos, armaduras, canhões e -- talvez a mais efetiva de todas -- varíola. A Cusco inca foi posta abaixo -- e seu ouro, derretido e enviado à Europa. Restaram apenas o traçado urbano e as fundações de alguns edifícios (o mais imporante deles, o Qoricancha, ou Templo do Sol). Por sobre a capital devastada, porém, os espanhóis construíram a mais rica das cidades coloniais da América do Sul, com igrejas cristãs no lugar dos templos e lugares sagrados dos incas.

Cusco

Hoje Cusco vive em função de novos invasores: os dois milhões de forasteiros que a cada ano visitam a cidade, patrimônio da humanidade da Unesco desde 1983. No centro histórico, a altitude de 3.400m e o choque de culturas são amenizados por uma infra moldada para as necessidades -- e a diversão -- dos turistas. Por vezes, Cusco pode parecer um grande hostel a céu aberto.

Cusco
Desacelere e aproveite. Se você não passar correndo, aposto que a escala em Cusco vai acabar tão inesquecível quanto a de Machu Picchu.

Onde ficar em Cusco

Para cumprir este roteiro, reserve três noites em Cusco. (A quarta noite será passada em Ollantaytambo.)

As notas dos hotéis foram apuradas em junho de 2018

No plano

O centro histórico é compacto e dá a falsa impressão de ser percorrido com facilidade. O que os mapas não registram, contudo, é a inclinação do terreno -- e na altitude de 3.400m, qualquer subidinha acaba com o nosso fôlego. Se você quer evitar sofrer naquele último trechinho da volta ao hotel, escolha um hotel na parte plana da cidade, entre a Plaza de Armas e o Qoricancha. Na quadra de trás da Plaza de Armas -- e junto a uma outra praça lindinha, a Plaza del Regocijo -- o básico Casa Andina Classic Plaza (nota 8,8 no Booking) tem tarifas bastante abordáveis.

Novotel Cusco

Novotel Cusco

A meio caminho entre a Plaza de Armas e o Qoricancha, o Novotel Cusco (nota 9 no Booking) tem um pátio interno digno de um hotel-palácio; pena que os quartos sejam sem-graça. Mais perto do Qoricancha, mais um hotel OK da categoria Classic da rede Casa Andina: o Casa Andina Classic Koricancha (nota 7,8 no Booking).

Unaytambo Cusco

Hotel Unaytambo, Cusco

A jóia dessa região, porém, é o lindinho Unaytambo (nota 8,7 no Booking), construído sobre fundações incas, com astral de pousada-boutique e ótimos preços. Você vai estar a uns 10 minutos da Plaza de Armas, mas a única subida que vai encarar na volta é um lance de escadas. Ainda no plano, mas para os lados do mercado de San Pedro, o Tierra Viva Cusco Centro (nota 9,2 no Booking) oferece a boa relação custo x conforto característica da rede.

Meia quadra de subida
Tierra Viva Cusco Plaza

Tierra Viva Cusco Plaza

Disposto a enfrentar meia quadra de subida na volta do hotel? Então recomendo um hotel com localização adorável, a estreita calle Suécia, que desemboca no Portal de Carnes da Plaza de Armas: o Tierra Viva Cusco Plaza (nota 9,1 no Booking).

Esplendor Cusco

Esplendor Cusco

Outro hotel com meia quadra de subida é o argentino Esplendor Cusco (nota 8,7 no Booking), que ainda está estalando de novo. Fica mais perto do mercado San Pedro do que da Plaza de Armas.

Uma quadra ou mais de subida
El Mercado, Cusco

El Mercado

Caso você se disponha a subir uma quadra inteira na volta para o hotel, considere o El Mercado (nota 9,3 no Booking), a base cusqueña da Mountain Lodges of Peru. O destaque aqui vai para o fantástico café da manhã, servido num ambiente que emula um mercado de verdade, com sucos preparados na hora e vários quitutes típicos.

Se tiver fôlego para subir duas quadras inteiras, vai poder aproveitar o preço camaradíssima (e a vista!) do elogiado bed & breakfast El Balcón (nota 9,0 no Booking).

Hotel Monasterio

Hotel Monasterio

Ironicamente, os três hotéis mais luxuosos e caros de Cusco estão no topo de uma das ladeiras mais íngremes do centro histórico: os dois da rede Belmond -- Belmond Palacio Nazarenas (nota 9,7 no Booking), mais novo, e o clássico Belmond Hotel Monasterio (nota 9,5 no Booking) -- e o peruaníssimo La Casona Inkaterra (nota 9,8 no Booking). Mas quem se hospeda por aqui não vai regular 5 soles pra voltar de táxi...

Primeiras 48 horas: slow travel

Mate de coca

Mate de coca

No primeiro dia, não se exija demais. Tome chá de coca ao chegar ao hotel (sempre tem uma térmica, xícaras e sachezinhos na recepção) e descanse um pouco antes de sair (o check-in nos hotéis de Cusco costuma ser às 11h -- o check-out, às 9h -- então você vai conseguir subir direto para o quarto). Movimente-se sem pressa, evite álcool, beba bastante água e chá de coca. Se o hotel ficar numa ladeira, volte de táxi -- as corridas dentro da cidade custam 5 soles (mas é preciso sempre confirmar o preço com o taxista antes de entrar no táxi).

No segundo dia o seu corpo já estará mais aclimatado, e você conseguirá cumprir o programa de passeios básicos mesmo se não tiver feito nada no dia de chegada. Vá ticando as atividades de acordo com a sua disposição.

A chegada

Chegando pelo aeroporto

O aeroporto de Cusco fica a 5 km da Plaza de Armas -- ou 15 minutos de táxi. O táxi oficial do aeroporto, comprado no guichê no saguão de desembarque, custa 35 soles (10 dólares). Você também pode reservar online o traslado com a TaxiDatum por 20 soles. Táxis não-oficiais esperam clientes do lado de fora do aeroporto; a corrida é negociada. (Quando voltei para o aeroporto, o táxi comum que o hotel chamou pelo telefone saiu 14 soles.)

Se você vai do aeroporto direto para a estação Poroy pegar o trem a Aguas Calientes, pode reservar um táxi online com a TaxiDatum por 40 soles. Para Ollantaytambo, a TaxiDatum faz por 120 soles. (Desculpe, não anotei os valores do táxi oficial; acredito que sejam 40% mais caros.)

Chegando pela rodoviária

A Cruz del Sur, com linhas desde Lima, Nasca, Arequipa e Puno, tem seu próprio terminal na av. Industrial, a 3 km da Plaza de Armas (10 minutos de táxi). Corridas de táxi dentro de Cusco custam 5 ou 6 soles, mas o taxista deve tentar cobrar mais. Negocie o preço antes de entrar no táxi.

Chegando de trem

A estação Wanchaq, de onde operam os trens de luxo Andean Explorer da rota Cusco-Puno, está na ponta de baixo da av. El Sol, a meros 2 km da Plaza de Armas (menos de 10 minutos de táxi). Há táxis "especiais" que têm ponto num pátio dentro da estação, e vão tentar cobrar 15 soles. Na rua, dá para negociar a corrida num táxi comum por 5 ou 6 soles.

A estação Poroy, de onde operam os trens da PeruRail a Aguas Calientes, fica fora da cidade, 10 km a noroeste da Plaza de Armas (25 minutos de táxi). Um táxi entre a estação e o centro de Cusco, em qualquer direção, é negociável entre 20 e 30 soles. Na TaxiDatum dá para reservar o trânsfer online por 40 soles.

Providências práticas

Boleto Turístico
Cusco e Vale Sagrado: boleto turístico

Se você pretende visitar sítios arqueológicos em Cusco e no Vale Sagrado antes de subir a Machu Picchu (seguindo este roteiro, irá a vários), deve comprar um dos boletos turísticos à venda na Cosituc (Av. El Sol, 103, Galerías Turísticas, tel. 084/22-7037; aberto diariamente das 8h às 18h), que fica a um pulo da Plaza de Armas, na primeira quadra da avenida El Sol.

Para cumprir este roteiro, o bilhete a ser comprado é o boleto turístico general, que custa 130 soles e dá direito a visitar sítios de três circuitos num prazo de 10 dias a partir do primeiro uso.

Caso você esteja fazendo um roteiro mais apressado, não visite Sacsayuamán, vá a Pisaq num dia e no dia seguinte visite Moray e Ollantaytambo na seqüência, pode comprar o boleto turístico parcial do Circuito III, que custa 70 soles, cobre Pisaq, Moray e Ollantaytambo, e tem validade por 2 dias consecutivos a partir do primeiro uso. (O boleto parcial também pode ser comprado na entrada de qualquer um dos sítios arqueológicos.)

Trocar o voucher pela passagem de trem

O seu voucher da internet para a viagem de trem a Aguas Calientes precisa ser trocado numa loja física por uma passagem de verdade. Isso não dá trabalho nenhum: as duas cias. de trem têm agências na Plaza de Armas. A da PeruRail (Portal de Carnes, 214, Plaza de Armas; abre diariamente das 7h às 22h) tem horários mais elásticos; se você vai viajar pela Inca Rail (Portal de Panes, 105, Plaza de Armas; abre de 2ª a 6ª das 9h às 21h, sábado das 9h às 19h, domingo das 9h às 14h), note que o horário do domingo é limitado.

Câmbio

Os guichês de câmbio da av. El Sol -- informais, em sua maioria -- costumam ter cotação melhor do que as lojas da Plaza de Armas. Caso a cotação esteja muito abaixo da praticada em Lima, lembre-se que o cartão de crédito costuma oferecer a melhor conversão de sol para dólar (mas está sujeito depois à variação cambial do real).

Agências de passeios

Nesses seus dois primeiros dias em Cusco você terá chance de fazer um shopping de passeios. Por onde quer que você ande no centro histórico vai encontrar agências vendendo passeios parecidos (quando não os mesmos). Os preços também se equivalem: você vai encontrar variação apenas para os graus de conforto -- um mesmo passeio pode ser feito em ônibus, van ou carro privado. (Alguns passeios podem ser feitos até com van de linha; explico adiante.)

Pesquise seguro de viagem com nosso parceiro Mondial Assistance

Preciso comprar os passeios com antecedência?

  • Quando a gente começa a ler sobre Cusco, nomes como "Ollantaytambo", "Pisaq", "Chinchero", "Maras" e "Moray" parecem passeios exóticos ao fim do mundo. Não são. Esses cinco lugares (que valem muito a pena ser visitados e estão incluídos nesse roteiro) são o feijão-com-arroz do Vale Sagrado. São passeios facílimos de contratar em Cusco, com ou sem guia.
  • Vale a pena contratar com antecedência apenas quando você faz questão de guias que façam os passeios em português (e nesse caso, o melhor é procurar as operadoras brasileiras que montam pacotes para o Peru), ou se quer usar serviços testados por brasileiros (o Sundaycooks tem uma boa compilação de resenhas). Mas se você não fizer questão absoluta de uma agência/guia específico, não precisa esquentar a cabeça com procedimentos de reserva, confirmação e envio de depósito, não.

O que ver em Cusco

Qoricancha

Qoricancha

Cusco e Vale Sagrado: Qoricancha

Convento Santo Domingo (Qoricancha)

Faça da sua primeira por Cusco um passeio à maior relíquia do período inca, o Qoricancha (Santo Domingo, s/n, tel. 084/24-9176; abre de 2ª a sábado das 8h30 às 17h30; ingresso: 10 soles; não está incluído no boleto turístico). À primeira vista, trata-se apenas de uma igreja católica -- o Convento de Santo Domingo. Perceba, porém, o muro de borda arredondada, erguido com pedras impecavelmente encaixadas, que envolve o canto da construção que dá para o jardim. Esta parede é remanescente do Templo do Sol original, e serviu como fundação para a igreja que os espanhóis construíram no lugar (e que, ao contrário do muro, veio abaixo num terremoto em 1650). Dentro do convento, uma área escavada revela a arquitetura peculiar de paredes levemente inclinadas e aberturas alinhadas em perfeita simetria. Pense que essas paredes eram revestidas de ouro e prata! Uma pequena lâmina sobrou da época em que o templo era dourado, e pode ser vista numa das paredes do convento -- que, de resto, tem um bonito claustro e uma galeria de arte católica executada por artistas cusqueños.

Caso você tenha comprado o boleto integral, pode aproveitar a viagem para descer no Museu de Sitio Qoricancha (Av. El Sol, s/n, subterrâneo; abre de 2ª a sábado das 9h às 18h; domingo das 9h às 12h; ingresso com o boleto turístico), que fica no subterrâneo do jardim externo e expõe artefatos encontrados durante as escavações.

cusco8

Catedral de Cusco

A outra grande atração da cidade é a Catedral de Cusco (Plaza de Armas, tel. 084/24-6799; abre diariamente das 10h às 18h; ingresso: 25 soles), que reina impávida na Plaza de Armas. Fora das missas (que acontecem às 6h da manhã e permitem acesso grátis ao interior), a entrada é pela porta da esquerda. Você entra e pode até achar que a igreja é um pouco acanhada para ser uma catedral -- mas calma: trata-se de uma capela auxiliar, a Igreja da Sagrada Família. A nave principal da Catedral está na seqüência da visita, e de acanhada não tem nada: não me lembro de ter estado em igreja colonial maior que esta. Como levou quase 100 anos para ser concluída, a Catedral mistura estilos: podem ser encontradas influências góticas, maneiristas e barrocas. O que você não pode perder, no entanto, são as duas peças com cor local. A mais importante é a capela dedicada ao Senhor dos Tremores (Señor de los Tremblores), um Jesus Cristo que se amorenou devido à fumaça das velas votivas e arrasta uma multidão de fiéis sempre que sai em procissão. Já a peça mais curiosa é uma Última Ceia, exposta perto do canto direito da nave, ao fundo, em que Jesus e os apóstolos fazem uma refeição andina, com cuy (porquinho-da-índia), rocoto (pimentão recheado) e mamão-papaia. Continuando pela direita, o próximo recinto é uma nova igreja auxiliar, a Sagrada Família. Ali ficam a sala da prataria e a descida para a cripta, onde estão enterrados os bispos de Cusco.

Pesquise seguro de viagem com nosso parceiro Mondial Assistance

(Fãs de igrejas devem visitar também a Compañía de Jesús, na lateral da Plaza de Armas; La Merced, na calle Mantas, 121; San Francisco, na praça entre a plaza del Regocijo e o arco de Santa Clara; Santa Clara, logo depois do arco; e San Blas, na plazoleta do bairro alto de Cusco.)

Mercado San Pedro

Mercado Central de San Pedro

O melhor passeio antropológico de Cusco é uma passadinha pelo Mercado Central de San Pedro (Santa Clara esquina Cascaparo; abre diariamente das 6h30 às 18h30). O caminho é lindo: você passa pelo Arco de Santa Clara e, mesmo sem sair do centro histórico, já sai do coração turístico da cidade. No Mercado, além de ver todos os milhos e tubérculos e frutas que só existem por aqui, você vai encontrar restaurantículos que servem comida caseira para um público 100% cusqueño -- com setores distintos para cada especialidade (sucos, sopa de galinha, leitão...). Veja o relato da minha visita aqui.

MAP Cusco

Museu de Arte Pré-Colombiana (MAP)

Quando você tiver fôlego para subir até o alto de San Blas, aproveite para visitar o elegante Museu de Arte Pré-Colombiana/MAP (Plaza de las Nazarenas, 231; abre diariamente das 9h às 22h; ingresso: 20 soles), que é a filial cusqueña do museu Larco de Lima. O museu de Cusco segue a mesma lógica do limeño, com salas dedicadas às variadas culturas que formaram o Peru (só que aqui há também uma sala inca) e galerias temáticas por material (ouro, prata, madeira, osso).

Cusco e vale Sagrado: Sacsayhuamán

Sacsayhuamán

Sacsayhuamán vale a pena?

  • O sítio arqueológico de Cusco, Sacsayhuamán (abre diariamente das 7h às 17h30; ingresso com o boleto turístico), fica no alto de uma colina a menos de 10 minutos de táxi (10 soles) da Plaza de Armas. Para os que crêem que Cusco foi construída em formato de puma, Sacsayhuamán seria a cabeça do animal sagrado dos incas. Intui-se que a cidadela fortificada tinha como função principal a proteção da cidade; as proporções monumentais de sua praça também fazem supor seu uso para atividades cerimoniais. Infelizmente a cidadela foi largamente desconstruída pelos espanhóis, que usaram suas pedras para construir igrejas. Visitando com um guia (que pode ser contratado no local a 30 soles) você terá uma aula que ajudará na compreensão das próximas ruínas do programa. Sem guia... o que você vai ver é um lugar desolado e meio desconjuntado, primo pobre das ruínas que você verá nos dias seguintes. (Tours organizados costumam complementar o passeio com uma passada no superbrega Cristo Blanco, um mirante com um Cristo Redentor.) Minha opinião: vá se você já tiver se adaptado à altitude, se for contratar um guia e se tiver ânimo para voltar a pé -- a vista da cidade do mirante da igreja de San Sebastián é um deslumbre, e de lá você pode descer por ruelinhas estreitas até a Plaza de Armas (pra baixo, toda divindade inca ajuda).

Onde comer em Cusco

O que não falta no centro histórico são restaurantes baratos, servindo tanto comida típica quanto as cozinhas mais apreciadas pelos turistas (italiana, mexicana, pizza). Quando quiser dar um upgrade no seu almoço ou jantar, use este guia.

Cusco: restaurante Cicciolina

Cicciolina, Cusco

O restaurante de que mais gostei em Cusco foi o Cicciolina (Triunfo, 393 2º andar, tel. 084/23-9510; reserve!), no começo da ruazinha que sobe para San Blas. Jamais iria a um restaurante com esse nome (!), mas como a fonte era confiável (um ótimo guia da Lares Adventure), fui conferir. Adorei (e repeti). Tagliatelle com tinta de lula e camarão ao leite de coco divino.

A cena gastronômica mais arrumadinha de Cusco é dominada pelo grupo Cusco Restaurants, que tem ótimos restaurantes de diferentes perfis. O Pachapapa (Plaza San Blas, 120, tel. 084/24-1318), no alto de San Blas, tem um belo pátio com um forno a lenha de onde saem boas pizzas; da cozinha saem pratos típicos como o lomo saltado (filé com legumes, acompanhado de arroz). Se der saudade de ceviche de mar (em Cusco os ceviches costumam ser de truta), vá ao Limo (Portal de Carnes, 236 2º andar, Plaza de Armas, tel. 084/24-0668); reserve uma mesa com vista para a Plaza de Armas. O Greens Organics (Santa Catalina Angosta, 135 2º andar, tel. 084/24-3379), do mesmo grupo, não chega a ser natureba, mas capricha nas saladas e nos legumes como acompanhamento.

Papachos Cusco

Papacho's

Chicha, Cusco

Chicha

O poderoso chef Gastón Acurio marca presença em Cusco com dois restaurantes: o Chicha (plaza Regocijo, 261 2º andar, tel. 084/24-0520), com versões haute cuisine para clássicos da culinária cusqueña (reserve), e o Papacho's (Santa Catalina Angosta, 115, tel. 084/24-5359), uma hamburgueria com bossas peruanas (abacate, banana, ají apimentado).

Quando quiser variar de comida peruana, recomendo o pequenino Tapa Tapa y Olé (Suecia, 343-C), de um espanhol que serve menus baratíssimos de três passos (pães e pastas de entrada, prato principal e sobremesa), na laderinha que sai da quina do Portal de Carnes na Plaza de Armas.

Café de Mamá Oli

Caso você suba de dia ao Museu de Arte Pré-Colombiana, recompense o esforço com uma das melhores tortas de banana da sua vida no Café de Mamá Oli (Plazoleta Nazarenas, 199), na pracinha.

Finalmente, os melhores chilcanos da cidade estão no Museo del Pisco (Santa Catalina Ancha, 398, esquina San Agustín, tel. 084/26-2709), aberto desde o meio-dia.

VALE SAGRADO

Vale Sagrado: Pisaq

Pisaq

Valle Sagrado de los Incas é o nome-fantasia do belo Vale de Urubamba, que se estende ao longo do rio Urubamba de Pisaq, ao sul, a Ollantaytambo, ao norte, formando um quase-triângulo com Cusco. As terras contíguas ao rio e ao pé das altíssimas montanhas que cercam o vale são extremamente férteis, e foram fundamentais na produção de alimentos que permitiam aos incas manter tantos braços ocupados na construção e na guerra. É uma região que, só pela paisagem, já justificaria a visita --a estrada entre Pisaq, Urubamba e Ollantaytambo acompanha o leito do rio, e em dias claros no meio do ano avistam-se picos nevados. Mas o que torna obrigatória a exploração do Vale são as impressionantes ruínas incas que vão preparando, num crescendo, a sua chegada a Machu Picchu.

Nesse itinerário de 9 noites, dá para destacar dois dias para percorrer, sem correria, as atrações mais visitadas do Vale. Como eu já disse anteriormente, por mais exóticos que soem seus nomes, esses lugares são o básico do básico do Vale Sagrado; minha única contribuição é ordenar a visita de modo a aproveitar melhor o seu tempo e garantir a seqüência mais bacana.

No primeiro dos dois dias, sugiro um bate-volta de Cusco a Pisaq. (Por que não dormir em Pisaq ou Urubamba? Porque Cusco é uma graça e merece mais uma noite.) No segundo dia, minha recomendação é fazer um itinerário consagrado tanto por agências quanto por taxistas: ir de Cusco a Ollantaytambo passando por Chinchero, Salinas de Maras e Moray.

Com guia ou sem guia?

  • Essa é uma decisão de muito pessoal. Se você gosta de tour guiado, se você fica perdido sem quem dê explicações in loco, sem dúvida opte por um tour guiado, ou pelo menos contrate um guia no local (sempre haverá guias disponíveis nas portarias de entrada, cobrando algo entre 20 e 30 soles, menos de 10 dólares).
  • Caso você não curta uma torrente de explicações a cada novo muro, faça os passeios só com motorista ou em van de linha. Mas não deixe de levar a tiracolo um Guia Visual Folha; você vai precisar.
  • É importante destacar que há muito pouca certeza sobre a história e a função de cada lugar. Os incas não dominavam a escrita, e os cronistas espanhóis que acompanhavam os conquistadores não se preocuparam muito em perguntar aos vencidos os detalhes que os futuros visitantes gostariam de saber. (Na minha primeira viagem a Cusco peguei um guia que simplesmente desdenhava qualquer informação que tivesse sido escrita pelos conquistadores; ele não acreditava nem na existência dos 'templos do sol'.)
  • O que se sabe ao certo é que os incas tinham domínio avançadíssimo da astronomia e da passagem das estações. A hora exata dos solstícios de verão e de inverno eram calculadas com precisão, e o ponto em que incidia o primeiro raio sol no solstício era tido como auspicioso. Na vida prática, esse conhecimento era aplicado na agricultura, que era muito desenvolvida e tinha seu rendimento potencializado por técnicas engenhosas de secagem, conservação e armazenamento.
  • Caso você tenha verdadeira curiosidade pelas explicações mais aceitas sobre cada uma das cidadelas incas que vai visitar, faça seu dever de casa: pesquise e leia antes de viajar. Dessa maneira você vai assimilar muito melhor o conteúdo explicado pelos guias.

Passagens promocionais para Lima no nosso parceiro Viajanet

Bate-volta de Cusco a Pisaq

Pisaq

Pisaq fica a 35 km de Cusco, na direção nordeste -- um caminho que se percorre em 50 minutos, por uma estrada estreita e sinuosa (como todas desta viagem).

Como fazer o bate-volta de Cusco a Pisaq

  • Tour guiado de van ou ônibus -- é difícil conseguir um passeio exclusivo a Pisaq. A maioria dos passeios inclui Chinchero e Ollantaytambo no circuito (por algo em torno de 70 soles/20 dólares por pessoa) e por isso não servem para este roteiro.
  • Tour guiado privado -- as agências vão cobrar entre 100 e 130 dólares pelo carro com motorista e guia.
  • Tour privado com motorista, sem guia -- a Real Inka (av. Grau, 496, esquina Pavitos, tel. 084/24-6245) cobra 55 dólares pelo carro com motorista, sem guia.
  • Táxi -- negociando na calle Pavitos ou na calle Puputi, você pode conseguir um táxi por algo entre 45 e 55 soles/15 dólares até Pisaq. Tratar passeios com profissionais avulsos sempre é mais arriscado do que com empresas. Para voltar você precisará negociar outro táxi em Pisaq.

Calle Puputi

  • Van de linha (colectivo) -- as vans/colectivos para Pisaq saem da calle Puputi, a 1,5 km da Plaza de Armas (20 minutos a pé ou 5 minutos de táxi, por 5 soles). A passagem custa entre 4 e 5 soles por pessoa em cada direção. As vans param na parte plana da Pisaq. Para subir ao sítio arqueológico, você vai precisar negociar um táxi local (entre 20 e 30 soles/6 e 8 dólares em cada direção; a cooperativa fica na av. Amazonas, junto à ponte).

Os preços em tours de ônibus, tours de van e vans de linha são por pessoa. Os preços de tours privados e corridas de táxi são por carro. Os preços de vans de linha e táxis são por trecho (só ida ou só volta). Não está incluído o preço do boleto turístico, que dá direito a entrar nos sítios arqueológicos. Gastos com refeições e bebidas são sempre à parte.

Awana Kancha
Vale Sagrado: Awana Kancha

Caso você vá em tour privativo (com ou sem guia), inclua no itinerário uma parada no Awana Kancha (carretera Cusco-Pisaq, km 23, tel. 084/632990; aberto diariamente das 8h às 17h; ingresso: grátis), mais ou menos na metade do caminho. O lugar, criado e mantido por uma OnG, serve como uma aula sobre a produção têxtil artesanal do Peru. Já na entrada, você vai ser apresentado aos quatro camelídeos que fornecem suas fibras para os tecidos andinos: a lhama e o guanaco (ambos do gênero lhama), a vicunha e a alpaca (do gênero vicunha). Num quiosque próximo ao cercado dos bichos é possível ver os pigmentos naturais usados para tingir os fios (e que hoje em dia praticamente não são mais usados, tendo sido substituídos por produtos sintéticos). Mais adiante, senhoras artesãs de pueblos das redondezas estão a postos demonstrando a arte do tear, trabalhando sentadas no chão, como se faz há seculos. Finalmente, uma loja (com preços fixos!) vende a produção dessas artesãs tradicionais.

Passagens promocionais para Lima no nosso parceiro Viajanet

Pisaq inca
Pisaq

A 3.300 metros de altitude (100 a menos que Cusco, mas 300 acima do vilarejo de Pisaq), a cidadela inca de Pisaq abre diariamente das 7h às 17h30; ingresso com o boleto turístico) tinha funções agrícolas e militares. Estava estrategicamente posicionada num caminho inca que ligava Cusco à selva amazônica, controlando o acesso ao Vale Sagrado. Ao chegar, o que você vai ver primeiro são os terraços agrícolas (antigamente, irrigados) meticulosamente construídos para aproveitar melhor a fertilidade do terreno e conter a erosão das encostas. (Fora das ruínas, o sistema é usado até hoje; famílias de Pisaq e de outros vilarejos do Vale possuem terraços nas encostas onde cultivam sobretudo milho e batatas.) As construções que você verá na colina ao fundo -- e aonde os passageiros dos tours mais vapt-vupt não têm tempo de chegar -- formam a área cerimonial da cidadela. No topo fica o que se acredita ser o Templo do Sol, que também serviria como observatório astronômico. Abaixo do templo ficariam recintos em que os mortos da classe dirigente eram velados, embalsamados e preparados para a outra vida. Preste atenção na encosta da montanha do outro lado do rio. Procure buracos na pedra -- achou? Eram túmulos da nobreza (a maioria já foi vandalizada; hoje não se pode nem chegar perto). Caso você tenha ido a Pisaq de colectivo, vai precisar contratar um táxi pra subir (a cooperativa fica junto à ponte na avenida Amazonas; a corrida pode ser negociada entre 20 e 30 soles) e outro para descer (haverá táxis na porta). Andarilhos em excelente forma (e munidos de água e barras de cereal) podem encarar os 4 km do vilarejo ao parque; considere levar duas horas para subir e uma hora e meia para descer.

Mercado de Pisaq
Mercado de Pisaq

O maior mercado do Vale Sagrado acontece todo domingo em Pisaq, coincidindo com a missa mais importante da semana. As barracas de artesanato, produtos e comida irradiam a partir da praça central pelas ruas transversais. Terça e quinta são dias de mercado secundário. Nos outros dias da semana as barracas de artesanato continuam funcionando para proveito dos turistas. Caso você siga exatamente o roteiro que proponho, o dia de visita a Pisaq vai cair numa quarta. Se por um lado vai estar menos colorido, por outro você vai ter mais calma para passar as barracas em revista -- e melhores condições para pechinchar num dia devagar para negócios. (Spoiler: a imensa maioria do que está à venda é de artesanato feito em série e não difere do que você encontra em Cusco, Ollanta ou Aguas Calientes.) Não se chateie por não ter vindo num domingo: tem um mercado dentro do centro histórico de Cusco que é superautêntico e muito menos freqüentado por turistas do que o de Pisaq: falo do Mercado Central de San Pedro.

Vai dar para voltar a tempo de curtir o entardecer e a noite de Cusco. No dia seguinte, vamos iniciar a aproximação final a Machu Picchu.

De Cusco a Ollantaytambo via Chinchero, Maras e Moray

Ollantaytambo (diga "Oi-antay-tambo", ou simplesmente "Oianta") é o lugar da última estação para pegar o trem de Machu Picchu. Aproveitar o deslocamento de Cusco até lá para dar um rolê pelo Vale Sagrado é o truque mais básico para fazer sua viagem render.

Os tours mais the flash espremem todas as principais atrações do Vale (Pisaq, Chinchero, Maras, Moray e Ollanta) num giro só, e ainda embarcam o passageiro no trem imediatamente ao chegar em Ollanta. Rápido demais da conta! Você acaba não subindo às ruínas de Pisaq e não tem temo para explorar Ollanta. Na minha opinião, é fundamental dormir em Ollantaytambo e passear pela fortaleza de manhã, antes de pegar o trem.

Outros dividem as atrações entre os dois percursos: Pisaq e Ollantaytambo na ida; Moray, Maras e Chinchero na volta. Logisticamente, faz todo o sentido (e economiza uma noite em Cusco). Mas eu não endosso o esquema, por dois motivos. O primeiro: eu não deixaria nada para ver depois de Machu Picchu; vejo essa viagem como uma seqüência em que cada nova atração é mais espetacular que a anterior. E depois, porque o terceiro (final de) dia em Cusco será provavelmente o primeiro em que você curtirá a cidade com os seus pulmões razoavelmente adaptados à altitude. Não há porque apressar a saída da cidade.

Limite de bagagem

Atenção: limite de bagagem nos trens!

Onde deixar a mala?

  • Os trens a Machu Picchu só permitem levar uma mochila ou bolsa pequena. E agora? Não se preocupe, tem um esqueminha montado para guardar bagagem, que todo mundo usa.
    Se você for voltar de Aguas Calientes direto para Cusco (Poroy), deve deixar sua bagagem mais pesada no seu hotel em Cusco (todos prestam esse serviço gratuitamente).
  • Caso você volte de trem de Aguas Calientes só até Ollantaytambo (continuando de van a Cusco), você pode deixar a bagagem pesada no guarda-volumes da sua cia. ferroviária.

Como ir de Cusco a Ollantaytambo via Chinchero, Moras e Moray

  • Tour guiado de van ou ônibus -- só faça se Ollantaytambo for a última parada, e se deixarem você levar sua mochila. Você pode encontrar a 70 ou 80 soles por pessoa (25 dólares)
  • Tour guiado privado -- as agências vão cobrar entre 170 e 200 dólares pelo carro com motorista e guia.
  • Tour privado com motorista, sem guia -- a Real Inka (av. Grau, 496, esquina Pavitos, tel. 084/24-6245) cobra 80 dólares pelo carro com motorista, sem guia. A TaxiDatum cobra 65 dólares pelo carro com motorista, sem guia.
  • Táxi -- negociando na calle Pavitos, você pode conseguir um táxi por algo entre 120 e 150 soles (45 dólares). Tratar passeios com profissionais avulsos sempre é mais arriscado do que com empresas.

Real Inka

Calle Pavitos

Da esquina da calle Pavitos com av. Grau saem microônibus (colectivos) da Real Inka o dia inteiro (sempre que lotem), que vão a Ollantaytambo via Urubamba por 12 soles (1h45 de viagem). Você pode usar esse serviço se dispensar Moray e Salineras de Maras (ou se fizer Moray e Salineras num tour de meio dia; sai entre 30 e 40 soles/13 dólares por pessoa).

Os preços em tours de ônibus, tours de van e vans de linha são por pessoa. Os preços de tours privados e corridas de táxi são por carro. Os preços de vans de linha e táxis são por trecho (só ida ou só volta). Não está incluído o preço do boleto turístico, que dá direito a entrar nos sítios arqueológicos. Gastos com refeições e bebidas são sempre à parte.

Chinchero
Vale Sagrado: Chinchero

Este simpático vilarejo a 25 km de Cusco (50 minutos) justifica a parada com duas atrações. A primeira fica ao fim de uma curta caminhada pelo centrinho histórico: a Igreja de Nossa Senhora de Montserrat foi a que mais me emocionou em toda a viagem. Pobrezinha e singela, a igrejinha de Chinchero conquista justamente por não ostentar a suntuosidade das igrejas de Cusco; seus afrescos internos são deliciosamente naïfs (fotografia é proibida).

A segunda parada na vila é para ver uma demonstração de uso de tear inca (com uma oportunidade de comprar tecidos direto da tecelã). Caso você tenha visitado o Awana Kancha a caminho de Pisaq, pode dispensar essa escala.

Salineras de Maras
Salineras de Maras

26 km (35 min.) adiante de Chinchero, as Salineras de Maras (abrem das 8h às 17h; ingresso: 10 soles) são as relíquias históricas do Vale Sagrado que permanecem em uso. Os tanques de extração de sal remontam a dois mil anos -- muitíssimo antes dos incas. Cada um dos tanques é alocado a uma família que mora na região; a manutenção é feita pela cooperativa. A água do lençol extremamente salino do subsolo é canalizada e vai enchendo os tanques pela força da gravidade; quando um tanque está cheio, o dono corta o fluxo e deixa o sal aparecer pela evaporação da água. É permitido passear pelos tanques; se você molhar o dedo na água salgada, ao retirar vai sentir a água evaporar e o sal se formar instantaneamente.

vale-sagrado-salineras-mara

A entrada custa 10 soles; entre a bilheteria e as salinas você vai passar por um labirinto de lojinhas que vendem artesanato e lanchinhos. Vai por mim: os chips de banana (plátano) que vendem neste lugar são os mais deliciosos que você vai comer nesta encarnação. Eu voltaria a Maras só por eles, jupurdeus.

Passagens promocionais para Lima no nosso parceiro Viajanet

Moray
Moray

A 12 km (25 min) das salineras, Moray (aberto das 8h às 17h; ingresso com o boleto turístico) oferece uma das paisagens mais bonitas da viagem. Uma série de terraços escavados no terreno, a maior parte deles perfeitamente circulares e concêntricos, circundados por outros quase ovalados, formando uma estrutura que poderia funcionar como uma arena ou um estádio. Nada disso. Os estudiosos tendem a concordar que Moray era um laboratório agrícola onde sementes eram testadas sob condições diferentes oferecidas por cada 'degrau' dos terraços. Trata-se de um sítio arqueológico compacto, mas que exige fisicamente -- isto é, caso você queira descer até a borda dos terraços. (Eu desci e não me arrependo.)

Ollantaytambo
Ollantaytambo

A 28 km (por estrada de terra; 1h) ou 38 km (pelo asfalto, 1h) de Moray, ou 70 km de Cusco (1h30 de carro), Ollantaytambo (Ollanta para os íntimos; diga 'Oianta') é uma pequena jóia pela qual a maioria dos visitantes passa apressada demais. O script habitual dos passeios faz com que se chegue a Ollanta no fim do dia, a tempo de subir à Fortaleza (como é conhecido o parque arqueológico da cidade), mas já em condições ruins de luz (o sol incide sobre a montanha de manhã cedo). Pouca gente acaba passeando pela parte mais antiga da cidade, que segue o mesmo traçado dos tempos incas. Por isso, na minha opinião, pernoitar em Ollanta é crucial.

Onde ficar em Ollantaytambo

As notas dos hotéis foram apuradas em junho de 2018

El Albergue

El Albergue, Ollantaytambo

Um dos hotéis mais encantadores da minha viagem, El Albergue Ollantaytambo (nota 8,8 no Booking) fica dentro da estação de trem. A entrada é pela plataforma de embarque (ali fica também o restaurante). Os quartos estão distribuídos em dois sobrados voltados para o jardim e as montanhas -- e são charmosíssimos. Se você for hóspede, pode guardar sua mala quando subir a Machu Picchu e buscar na volta. Caso você não consiga se hospedar aqui, pelo menos venha jantar.

Pakaritampu

Pakaritampu

O Pakaritampu (nota 9,0 no Booking) é um hotel convencional, com jardins bem cuidados e localização conveniente, a 100 metros da estação. (Mas eu só ficaria se não tivesse vaga no El Alergue).

Apu Lodge

Apu Lodge

O antigo pueblo inca é pontilhado de hostels e pousadas baratinhas. No meio das ruelas históricas, a Kamma Guest House (nota 9,3 no Booking) é a escolha mais charmoa. Querendo o conforto de uma edificação recentemente construída, reserve o Apu Lodge (nota 8,8 no Booking), que fica na beira do quarteirão inca, na última das ruelas, junto à montanha.

Onde comer em Ollantaytambo

Ao chegar, vale a pena pegar uma mesa debruçada no rio no Orishas Café (av. Ferrocarril, s/n, tel. 084/20-4178) -- mais pela vista, que é agradabilíssima, do que pela comida, que é só OKzinha.

El Albergue

Para jantar, não deixe de reservar uma mesa no El Albergue (av. Ferrocarril, 1, dentro da estação; tel. 084/20-4014; pedidos até 21h). É o restaurante mais concorrido da cidade, e com razão: a comida é de chef e as mesas, e o ambiente clássico deixa tudo mais gostoso.

O que fazer em Ollantaytambo
Ollantaytambo

Ollantaytambo está a 2.800 metros de altitude, 600 metros abaixo de Cusco. Mesmo assim, não vá gastar seu fôlego subindo e descendo a avenida del Ferrocarril entre a estação e o centrinho. Tuk-tuks fazem a viagem por 2 soles; aproveite.

Ollantaytambo

Não pense que Ollantaytambo é a sua pracinha principal. O tesouro urbano de Ollanta se esconde à direita de quem entra na cidade. Ali você vai caminhar por ruelas cujo traçado foi definido antes dos incas, e que mantêm muros multicentenários. Vai por mim: vai ser um dos momentos mais fotogênicos da sua viagem. Se tiver disposição, faça uma primeira visita ao chegar; se der tempo, passe de volta no dia seguinte, depois de visitar a Fortaleza.

Ollantaytambo

No dia seguinte, tome café o mais cedo possível e dirija-se ao Sítio arqueológico de Ollantaytambo (aberto diariamente das 7h às 18h; ingresso incluído no Boleto Turístico), ou Fortaleza. O sol do início da manhã vai incidir sobre o alto da montanha, iluminando toda a área religioso-militar acima dos terraços. Suba devagarinho, que vale a pena: passe pela 'porta' que leva ao inacabado Templo do Sol e veja as pedras que estavam ali para que fosse completado; elas são conhecidas como "pedras cansadas". Não deixe de olhar na direção da montanha em frente, acima do pueblo: ali você verá estruturas que eram usadas para armazenar grãos e tubérculos -- os silos incas.

Programe sua viagem de trem a Aguas Calientes/Machu Picchu Pueblo para o início ou o meio da tarde (veja como comprar a passagem aqui).

Este roteiro continua aqui.

Mais primeira viagem ao Peru:

83 comentários

Atenção: os comentários estão encerrados.

Alex Melo
Alex MeloPermalink

Eu fiz a Trilha Inca!! Nada como 12 anos a menos para ter fôlego. Fiz a trilha classica e duvido que exista maneira melhor de chegar até cusco - mas hoje, não acho que faria novamente.

é muito mais fácil (e talvez barato) planejar vir por Lima, porém quando fiz comprei uma passagem São Paulo -La Paz e Lima-São Paulo. E foi ótimo. La PAz é uma cidade diferente, mas que valeu muito conhecer - dali você vai para Copacabana, conhece o Titicaca, passa 1 dia em Puno e chega a Cusco.
É perrengue, mas para quem ainda tem ânimo, vale muito a pena

O que fiz de ERRADO: Chegamos em Cusco num dia e no seguinte fomos fazer a Trilha Inca. É linda, maravilhosa e extenuante, mas valeu demais. Só depois de ter voltado de Machu Picchu é que fui fazer o 'tour', pela região - assim os passeios mais próximos perdem um pouco o impacto.
No dia seguinte até desisti do Valle Sagrado(iria em passeio de van mesmo, pois era o último dia)e fui somente até Pisaq, por conta própria. Assim, o ideal é ir num crescendo:visite as ruinas da região(e fique doido em Sacsayhuaman), depois o valle sagrado e só no final Machu Picchu.

De toda a viagem do Peru, este é sem dúvida o lugar mais incrível(Huaraz seria meu segundo favorito).

Aline
AlinePermalink

Salineras de Maras custa 8 ou 10 soles? O texto referencia os 2 valores.
Esse roteiro é muito parecido com o que vou fazer. Só não vamos dormir em Ollanta. =)
Estou aproveitando muito essas postagens para tirar dúvidas de pormenores da viagem (por ex: achei que os tickets dos trens eram trocados na própria estação).

Renato
RenatoPermalink

Olá Aline, se você conseguiu comprar pelo site, basta imprimir o bilhete que será enviado para o seu e-mail no final da compra. Chegando na estação, pode embarcar com esse bilhete impresso mesmo, ele tem o numero do vagão e do assento. O que acontece é que algumas pessoas não conseguem comprar online, pois o site da Perurail é meio chatinho com uns sistemas de verificação de cartão de crédito. Quando fui, consegui comprar e não precisei trocar.

Como fui há 3 anos atrás, mandei um e-mail para eles com essa dúvida, para ter certeza que não mudou o esquema, foi o que explicaram:

"If you have received the train tickets by e-mail, just print them out and you will be able to board the train, you do not need to exchange them for anything else".

Abs,

Aline
AlinePermalink

Renato, as coisas mudaram bastante.
Meus tickets foram comprados online pela Inca rail, sem nenhum tipo de problema. Mas não recebemos os tickets por email. Ninguém recebe. Recebemos apenas um comprovante de compra, que tem, sim, que ser trocado na agencia (seja em Cusco, seja na estação) pelo ticket real, aí sim com os assentos marcados.

Aline
AlinePermalink

ah, na última frase da postagem "Este roteiro continua aqui." o link não está funcionando.
Abraçoes.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Aline! Corrigimos o link. O ingresso às Salineras custa 8 soles, também corrigimos.

Kristen
KristenPermalink

Para os mochileiros e "durangos" fica como dica de hospedagem o Hostel Pariwana Cusco.

Juliana
JulianaPermalink

Me hospedei nesse hostel e adorei! Fiquei em quarto privativo, com todo o conforto de um hotel.

Ingrid
IngridPermalink

Muuuito obrigada por esse post! Em junho estaremos por lá e ele veio em uma hora perfeita!!

Camila
CamilaPermalink

Olá Bóia, estou montando o roteiro para o Peru exatamente como vocês sugerem, mas estou com dificuldade de encontrar agências que façam Cusco a Ollantaytambo via Chinchero, Moras e Moray, só encontro Pisaq e Ollantaytambo na ida; Moray, Maras e Chinchero na volta. Vocês sabem me indicar alguma agência? Obrigada!!!! OBS: adoro o Viaje na Viagem.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Camila! Conforme está no texto, em Cusco você encontrará facilmente esse passeio nas agências locais. Se não precisar de guia, há duas indicações no texto de agências que fazem o transporte com essas paradas, com preço e tudo.

Susana
SusanaPermalink

Olá, Rick e Bóia!
Quando comecei a pesquisar minha viagem para o Peru e vi esses posts super atualizados e completos nem acreditei. Adorei todos! Mais uma vez suas dicas serão a base do meu roteiro. Só fiquei com uma dúvida. Já tinha reservado 4 noites em Cusco (3 na chegada e 1 no retorno) e 1 em Águas Calientes. Vocês acham que vale a pena tirar a última noite de Cusco e colocar em Ollanta? Meu voo sai no fim da tarde. Será que daria tempo de conhecer a cidade, almoçar e pegar um táxi direto para o aeroporto? Obrigada!!!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Susana! O pernoite em Ollanta segue a lógica dos passeios descrita no post, não está ali por acaso. Se você programar os passeios na ordem em que colocamos no post, você naturalmente vai pernoitar por lá.

Susana
SusanaPermalink

Entendi. É que eu só tenho 3 noites antes de ir para Machu Picchu, por isso o roteiro não encaixaria certinho com o de vocês. Vou pensar em outra alternativa. Mais uma vez obrigada!

JESSE SATURNINO JR
JESSE SATURNINO JRPermalink

Eu posso trazer uma caixinha de chá de coca (sachês). A alfândega brasileira permite entrar com este produto?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Jesse! Não tem problema.

Atualização: veja observação do Neftalí abaixo. Pela legislação, o produto não pode entrar no Brasil. Mas não é o tipo de compra em que a alfândega brasileira esteja de olho ao passar uma mala no raio-x e não acredito que haja alguma encrenca além de uma apreensão do produto. Mas pela lei, não pode trazer.

Neftalí
NeftalíPermalink

Sério? Não tem problema? Sinceramente, eu não arriscaria, se pegar um fiscal ou um policial federal chato, acho que teria problemas sim. Ou pelo menos vai ter que dar muita explicação..

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Neftalí! O máximo que pode acontecer é uma apreensão do produto e um lero com o fiscal. Ninguém vai ser preso como traficante por trazer chá industrializado.

Thiago
ThiagoPermalink

Olá Ricardo, Bóia! Vou para o Peru em outubro e o meu roteiro é quase igual a esse de 9 dias (só vou ficar um dia a menos em Lima). Aliás, tenho lido esses textos diariamente. No entanto, tenho algumas dúvidas. Como foi em Ollantaytambo? Você fez um tour de van ou privado passando por Chinchero, Maras e Moray até chegar em Ollanta? O passeio por Ollanta fazia parte o tour? No dia seguinte, você fez o mesmo percurso em Ollanta do tour do dia anterior (se foi o caso)? É preciso contratar guias para visitar as atrações de Ollanta? Eu conseguiria contratar um tour que combinasse Pisaq com o Vale Sul (Tipon, Piquillacta e Andahuaylillas? Agradeço muito as informações já disponibilizadas nos artigos! Abraço!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Thiago! Se você quiser um guia para fazer o passeio de Ollanta, poderá contratar na porta, como em qualquer outro sítio. Como está claro no texto, recomendamos fazer Chinchero-Maras-Moray e dormir em Ollanta, visitando o sítio arqueológico no dia seguinte. Mas se você quiser fazer tudo no mesmo dia, é só procurar uma agência que ofereça esse passeio ou então iniciar cedo seu passeio de táxi para dar tempo de visitar Ollanta antes de escurecer. Não fizemos esses passeios ao Vale Sul.

Thiago
ThiagoPermalink

Muito obrigado, Bóia! Li em alguns comentários no Tripadvisor que é possível subir até os silos incas (Pinkuylluna) e que, embora cansativo, a vista é maravilhosa e o passeio é gratuito. Meu trem para Águas Calientes partirá às 16h36 (Inca Rail), após o pernoite em Ollanta. Você me recomendaria fazer esse passeio no dia da chegada ou no da partida? Antes ou depois do sítio arqueológico? Mais uma vez obrigado e um abraço!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Thiago! Para os silos, quanto mais cedo no dia, melhor, para não pegar calor (no sol faz calor mesmo no inverno). A vista do parque de Ollanta de lá é muito bonita. Dá para fazer o silos e o sítio arqueológico até o comecinho da tarde sem problema.

Thiago
ThiagoPermalink

Fico muito agradecido pelas respostas!!! Mais uma pergunta: o chip pré-pago comprado em Lima serve também para Cusco? É preciso comprar outro ou nem precisa disso lá em cima?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Thiago! Serve.

Thiago
ThiagoPermalink

Muito obrigado por todas as respostas!!!

Carmem
CarmemPermalink

Olá Bóia!! Vou para o Peru em agosto e seguindo sua sugestão vou dormir em Ollantaytambo e gostaria de saber se é viável visitar Maras e Moray a partir de lá. Meu trem sai para Aguas Calientes às 15:30.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Carmem! As duas estão no caminho de Cusco. Visita-se na ida ou na volta.

Renan
RenanPermalink

Olá! Estou começando a montar meu roteiro agora para para o Peru em Outubro ou Novembro. Gostaria de fazer o passeio Cusco a Ollantaytambo via Chinchero, Moras e Moray como sugerido. Vocês disseram que é muito fácil achar lá uma companhia que faça isso. Sou meio chato com roteiro e gosto de sair com tudo já planejado e fechado nos mínimos detalhes para não ter nenhuma surpresa rsrsrs Onde exatamente consigo achar esse passeio em Cusco? Não dá para reservar pela internet ou entrar em contato com alguma agência que faça isso para deixar tudo marcado? Recomendam alguma? Obrigado!!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Renan! Como está no post: se quiser guia, faça shopping nos arredores do seu hotel. Se não precisar de guia, combine na calle Pavitos ou use as agências de transfer citadas.

Amanda
AmandaPermalink

Olá! Estou amando esse roteiro e já planejando minha viagem. Só não sei se não li direito, mas você fez o trajeto de Cusco a Ollanta de van?? Se sim, lembra o nome da agência? Só para ter uma referência =)
Obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Amanda! Acredite: é irrelevante. Esses trajetos são carne-de-vaca, são banais, são feitos por todo mundo, por preços semelhantes. Siga as instruções do post. E se em algum blog ou caixa de comentários você encontrar a dica de um guia sensacional, saiba que ele só será sensacional até que todos os brasileiros descubram o nome dele pelos blogs e ele fique tão ocupado que comece a repassar trabalho a outros colegas (sem avisar antes). As pessoas se encantam com algum prestador de serviço só porque as coisas deram certo -- mas o normal é dar certo.

Repetimos: o trajeto Cusco-Chinchero-Moray-Maras-Ollantaytambo é corriqueiro e não tem erro.

Amanda
AmandaPermalink

Maravilha!! Valeu Bóia!

Rafaela
RafaelaPermalink

Não posso deixar de elogiar: esse é o melhor post de viagem que já li... Fantástico!!!

Carolina
CarolinaPermalink

Olá! Primeiramente, parabenizo vocês pelo site, que é incrível! Minha bíblia antes de todas as minhas viagens. Bom, planejei minha ida a Lima e Cusco neste mês seguindo todas as suas dicas. A única diferença é que terei um dia a mais em Cusco. Desse modo, você recomendaria que eu dormisse em Pisac, em vez de fazer o bate-e-volta de Cusco, ou ainda assim vale a pena dormir em Cusco, antes de seguir a Ollantaytambo? Obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Carolina! O Ricardo Freire nunca dormiu em Pisaq para dizer como é. Mas em princípio, a noite em Cusco é mais divertida...

Carolina
CarolinaPermalink

Perfeito! De volta à Cusco, então! Obrigada, Bóia!

Tatiana Tiemi
Tatiana TiemiPermalink

Olá! Acabei de voltar do Peru e gostaria de agradecer imensamente pelas informações do site. Apesar de não ter seguido a sugestão de roteiro, as dicas foram excelentes.
Aos colegas que irão a Cusco, uma dica é ficar atento quando trocar dinheiro nas lojinhas da El Sol. O peruano mostrou e contou as notas de soles na minha frente, após pegou as notas para carimbar e, neste momento, retirou 100 soles sem que eu percebesse. A minha sorte foi que contei o dinheiro de novo quando ele me entregou.
Outra dica é ficar atenta quando estiver carregando a mochila nas costas. Uma adolescente peruana tentou me furtar.
Apesar disso, foi uma viagem maravilhosa!
Abraços

Vanessa Lima
Vanessa LimaPermalink

Execelentes dicas, esse blog está ajudando muito no meu planejamento de viagem. Vocês são fera.
Uma dúvida, esse passeio do Salineares Mara e Moray pode ser feito saindo de Ollantaytambo?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Vanessa! Sim, perfeitamente.

Biah
BiahPermalink

Ola. Vou para o Peru em maio deste ano e estou com uma duvida com relação a hospedagem: a reserva pelo Booking já inclui todas as taxas ou impostos ou existe alguma taxa (ex.: de turismo) ou imposto (ex.: municipal ou de serviços) que terei que pagar la, no momento do check-in ou do check-out? Ja tentei simular uma reserva, mas as informações no site quanto a isso são genéricas...

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Biah! Se você perder a sua papeleta de entrada no país, terá que pagar 18% de IVA. Se houver alguma taxa de serviço do hotel, esta taxa aparecerá na informação de tarifa (Excluída: taxa de serviço...)

Guilherme B.
Guilherme B.Permalink

Prezados, primeiramente parabéns pelos roteiros. Vcs são demais. Estou com uma dúvida: como faço para realizar o percurso chinchero, Maras, moray e chegando em ollataytambo para dormir com relação a minha mala? Ela ficará na van/onibus do passeio até chegar em ollataytambo?

Desde já agradeço.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Guilherme! Sim.

vera l h barbosa
vera l h barbosaPermalink

primeiro queria agradecer a existencia de voces, quando comecei fazer o roteiro, estava completamente perdida; mas vcs me ajudaram muito, estou seguindo suas orientaçoes, irei no proximo mes, e na volta contarei como se processou , que tenho certeza que sera so positivo. obrigadaaaaaa

eduardo schumacher
eduardo schumacherPermalink

Boa noite, adorei as dicas, muito úteis. Estou indo dia 29 e gostaria de saber se tu indicas dormir em ollataytambo ou em aguas calientes na chegada em Machu Picchu?
grato

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Eduardo! Essas recomendações estão no último post da série, por favor leia:

https://www.viajenaviagem.com/2016/04/machu-picchu-e-cusco

Ana Clara
Ana ClaraPermalink

Olá! Vou pro Peru em junho e estou seguindo o roteiro de vocês estritamente, já comprei até os vôos indicados saindo do Rio!
Quanto ao boleto turístico, vocês mencionam a existência de 2 tipos, um general, em que posso visitar 3 circuitos em 10 dias ou o parcial do Circuito III, que tem validade por 2 dias consecutivos.
Eu iria comprar esse segundo boleto, pq não vou visitar Sacsayhuamán, mas estou com a seguinte dúvida: a primeira utlizaçao seria em Pisaq, no dia do bate a e volta; depois no dia seguinte em Moray. Como vou dormir em Ollantaytambo, só iria a Fortaleza no terceiro dia, como sugerido no roteiro, mas ai o boleto já teria expirado, pois a validade é de 2 dias consecutivos.
Logo, para fazer o roteiro de vcs é necessário comprar o boleto general? Ou tem outra forma de pagar pela entrada em no sítio arqueológico de Ollantaytambo?
Att.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Ana Clara! Tem um trecho neste mesmo post que explica, vou copiar:

Caso inclua no seu itinerário Sacsayhuamán, o parque arqueológico nos altos de Cusco, o bilhete a ser comprado é o boleto turístico general, que custa 130 soles e dá direito a visitar sítios de três circuitos num prazo de 10 dias a partir do primeiro uso.

Se Sacsayhuamán ficar fora do seu roteiro, então basta comprar um boleto turístico parcial do Circuito III, que custa 70 soles, cobre Pisaq, Moray e Ollantaytambo, e tem validade por 2 dias consecutivos a partir do primeiro uso. (O boleto parcial também pode ser comprado na entrada de qualquer um dos sítios arqueológicos.)

Mara
MaraPermalink

Fiquei exatamente com a mesma dúvida da Ana Clara. Por exemplo visitamos Pisaq na quarta e usamos o boleto pela primeira vez. Na quinta pegamos o percurso até Ollanta, mas só visitamos a fortaleza de Ollanta no dia seguinte pela manhã após o pernoite (no caso sexta). Nesse caso o prazo de 2 dias do boleto já teria esgotado e teria que pagar a entrada de Ollanta separado, correto ?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Mara! Faça as contas. O ticket de 10 dias sai 130 soles. Se você comprar dois ingressos parciais de 70 soles vai pagar 140 soles.

Mara
MaraPermalink

Oi Boia,
a minha ideia não era comprar 2 boletos parciais mas sim 1 parcial e a entrada de Ollanta avulso (nem sei se tem essa opção na verdade). Será que é possível ? Tentei achar essa informação na internet e não achei.
Obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Mara! Não existe ingresso individual. Na portaria de qualquer sítio arqueológico o ingresso mais barato é o boleto parcial.

Michelle
MichellePermalink

Também foi a minha dúvida porque no roteiro indicado sugerem comprar o ingresso de dois dias ("então basta comprar um boleto turístico parcial do Circuito III"), porém com esse boleto você não consegue cumprir o roteiro, pois não cobriria o terceiro dia para visitar a fortaleza. Fiquei confusa. Então na verdade, para cumprir o roteiro, temos que comprar o boleto para 10 dias?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Michelle! Tem toda a razão. Está corrigido agora, obrigada.

Michelle
MichellePermalink

Obrigada!

José
JoséPermalink

Olá.
O preços dos tours para Pisaq e Ollantaytambo se referem a ida e volta ou só ida?No texto fica claro que o de Pisaq é ida e volta, mas quanto ao de Ollantaytambo eu não tive certeza, já que o Ricardo dormiu por lá e não voltou pra Cusco.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, José! O preço é base para um traslado entre Cusco e Ollantaytambo com parada pelos locais citados.

Aloeni
AloeniPermalink

Boa noite! estou seguindo seu roteiro, muito detalhado parabens! foi crucial para decidir essa minha viagem que queria fazer a muito tempo mas decidi agora e a vgm é daquui 15 dias :0 Ja comprei as passagens de 8 a 16 maio.. fiz a reserva em Lima 2 dias e agora estou fechando 3 noites em Cusco e 1 em cada cidade conforme seu roteiro.. minha dúvida é já que vou fazer check out em Cusco vou ter que levar a mala.. aonde nao ficou claro.. em algum momento vc disse que a mala fica na Van ate a cidade Ollantaytambo, entao depois que eu achar um hostel na cidade deixo a mala no hostel para pegar o trem? ( por causa do peso bagagem.. ate qts kg?) pq vou dormir em aguas calientes p ir p machu picchu.. só que preciso ver a logistica para voltar e pegar a mala para ir p Cusco.. se eu conseguir levar a mala no trem nao tem problema pq deixo no hostel de aguas calientes e qd voltar de machu picchu só pegar trem de volta ate cusco.. mas e se não puder levaar a mala?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Aloeni! Dá pra deixar no hotel de Cusco, se você voltar pra lá, ou nos guarda-volumes das cias. ferroviárias em Ollantaytambo. Está explicado no último post da série, sim.

Adriana
AdrianaPermalink

Olá Boiá! Encantada como sempre com as suas dicas, deste que conheci o blog não viajo sem consultar! Essa é a primeira vez que fiquei em dúvida, em relação a logística da bagagem no trem para Aguas. De Cusco vou para Ollantaytambo, pernoite. Dia seguinte pegar o trem para Aguas, pernoite para ir a Macchu P. e de la pegar o trem para Cusco. Ou seja, se deixar a bagagem no guarda volumes em Ollanta, eu não terei mais como recuperá-la, certo? Obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Adriana! Deixe a bagagem no hotel em Cusco, como está explicado no post.

Tatiana Borges
Tatiana BorgesPermalink

Olá, primeiramente, parabens pelo post, muito bem feito e otimizado. Sempre quis ir no Festival Gastronomico de Lima, o Mistura, e este ano deu certo. Entao, vou fazer este seu roteiro. Minha dúvida é: Posso tentar fazer um tour privado meio "personalizado"? Queria fazer em 1 dia: Cusco>Pisaq>Chinchero>Cusco e no 2 dia: Cusco>Salineiras>Moray>Ollantaytambo>trem para Machu Pichu. Penso, que nesse 2 dia de tour, eu poderia chegar por volta das 14:00 em Ollan, ir na Fortaleza, fazer um passeio de tuck tuck pelas ruelas da cidade e pegar o trem das 19:30 para Machu Pichu. Voce acha que é possivel? Infelizmente tenho 1 noite a menos que vc, portanto nao consigo dormir 1 noite em Ollan. FIcarei 3 noites em Cusco > 1 noite em Machu Pitchu > 1 noite em Cusco. Obrigada pela atençao.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Tatiana! Sim, é factível. A volta de Pisaq via Chinchero vai ser mais longa do que o bate-volta comum, mas dá para encaixar, tanto de tour guiado quanto de táxi negociado.

Leandro
LeandroPermalink

Olá. Primeiro, quero parabenizar pela paciência na construção do Post e pela atenção nas respostas.
Estou indo com a familia, e somos quatro pessoas. Lendo o post, já fiz meu roteiro, e quanto a isso agradeço. Ocorre, que o que mais me preocupa, é quanto á lingua, já que falamos português. Minha dúvida é: será que posso confiar no passeio do hotel, no que se refere na compreensão do que os guias falam, será que vou entender? Ou seria melhor eu procurar um guia no local com carro, e que fale português ou portunhol compreensível? Pergunto isso, porque consultando as empresas de língua portuguesas, achei seus preços salgados. Agradeço a compreensão e se possível a atenção na resposta.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Leandro! Contrate um guia exclusivo e peça que ele fale devagar; leve um dicionariozinho de bolso e peça para que ele ache para você uma ou outra palavra que você não tenha entendido e que seja essencial para o contexto. Você também pode procurar, antes da viagem, as páginas da Wikipedia em espanhol sobre os lugares que vai visitar e já vai poder procurar o significado das palavras-chave que não entender. Em geral, o espanhol é muito parecido com português e a gente entende.

Alexandra
AlexandraPermalink

Ola, Boa Tarde, uma duvida, fazendo Chinchero, Maras eMOray até chegar em Ollanta em um dia e deixando Ollanta para o dia seguinte pela manhã (pernoitando) é possível chegar a pé até o sitio arqueológico ou preciso pegar um taxi até lá? ficarei no Intitambo Hotel, na Qoya Rumiyoc. E chegando lá eu consigo pegar o trem para aguas calientes na hora ou é melhor reservar antes?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Alexandra! Verifique a localização do hotel. Os que recomendamos neste post estão localizados no vilarejo. Reserve o trem com antecedência, leia a série desde o início para ver todos os preparativos necessários. A estação está a menos de 10 minutos de caminhada do sítio arqueológico de Ollanta.

Yram
YramPermalink

Olá! Estou indo ao Peru em julho/2017 e vou seguir à risca este roteiro! Minha dúvida é a seguinte: Tanto o passeio a Pisaq quanto a ida à Ollanta farei de tour privado, sem guia. Nesta opção, os custos informados incluem as paradas nas cidades sugeridas (Awana Kancha, Slineras de Maras, Moray) ou não?

Grata!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Yram! O preço que você negociar com agência ou taxista inclui sim as paradas que houver pelo caminho durante o tempo de passeio contratado. Eventuais ingressos são pagos à parte.

Gisele
GiselePermalink

Dica pra quem, como eu, penou para comprar ingresso pra Machu Pichu: depois de váaarias tentativas sem sucesso por conta do bendito Verifited by Visa, tive uma súbita iluminação e resolvi mudar de navegador, usei o Explorer e voilá deu certo, pagamento aprovado e boletos impressos!!!!

Liliana
LilianaPermalink

Obrigada pela dica!!

Cergio Veiga
Cergio VeigaPermalink

Boa noite!
Parabéns pelas dicas!
Estamos indo em outubro/2017 e seguiremos o seu roteiro.
Já comprei, no site oficial, os ingressos para Machu Picchu.
Minha dúvida é:
Os ingressos recebidos via e-mail são válidos, ou terei que procurar, em Cusco, um agente credenciado para a troca por ingressos definitivos.
Abs

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Cergio! É só imprimir e levar com você.

Marcelo
MarceloPermalink

Boia, é necessário tomar vacina da febre amarela para ir ao Peru?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Marcelo! Ainda não. Mas recomendamos a todos que podem tomar, que tomem e providenciem o certificado internacional. E quem não possa tomar, que providencie o certificado de isenção. É provável que todos os países tropicais venham a pedir a vacina de brasileiros, mais cedo ou mais tarde. A vacina agora vale a vida inteira, é uma dor de cabeça a menos para toda a eternidade.

Clarissa M
Clarissa MPermalink

Olá! Estou para viajar com minha mãe de 82 anos, para Lima e Cusco (4 dias para cada). Ela está ótima de saúde smile , caminha todos os dias, mas só tem algumas restrições com subidas (assim como eu , por conta da minha coluna). Estou tirando Machu Pichu da visita, fora isto vocês acham que devo eliminar algum outro passeio deste roteiro maravilhoso acima, sobre Cusco? Se tiver passeios que eu tenha que pagar o taxi ou carro, não temos problema. Muito obrigada, Clarissa

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Clarissa! Vocês não vão conseguir subir no sítio arqueológico de Ollantaytambo, mas a vista também é bonita de baixo. Em Machu Picchu é possível entrar e ter uma linda vista da cidadela, sem precisar fazer todo o circuito -- são 5 minutos de caminhada desde a entrada. (Não vai dar para ver a vista mais panorâmica, que requer uma subida, mas se você não quiser voltar sem dar uma entrada em Machu Picchu, pode fazer essa visita ultra-simplificada.)

Andre
AndrePermalink

Algumas sugestões sobre esse excelente roteiro. Fiz exatamente o roteiro indicado mas na ordem inversa. Deixei Lima para o final. Não me arrependo e gostei bastante. Mas acho que ambos os modos são interessantes. Sobre o roteiro especificamente: Ollantaytambo é tão imprescindível quanto Machu Picchu, vale sim passar uma noite e fazer o passeio pela manhã. Indico a guia Monica Fiorela (monica_6000_1@hotmail.com / 952343083). Além de ter ser formada em história e mestrado em Ollantaytambo, ela é moradora nativa do local e tornou nossa experiência inesquecível. Contratamos o passeio de 1,5 hora mas ela acabou ficando mais de 2 horas explicando tudo. Vale a pena procurá-la - inclusive para outros passeios na região do Vale Sagrado. Me arrependi em fazer o trajeto Cusco/Ollantaytambo via tour privado pois o "guia" não passava de um bom motorista. Alias não se preocupe no Brasil em como arrumar seus passeios. É muito fácil achar um que contemple seu roteiro. Se você tiver tempo (leia-se o que está escrito no roteiro) dá para fazer tudo sem gastar a mais com tours privados.

Wellington
WellingtonPermalink

Dicas muito boas. Mas fujam do tal hotel Unaytambo Bourique Hotel!!!
Café da manhã super meia-boca, água quente do chuveiro falhou em dois dias (e é frio pra caramba!), internet falhou por dois dias e os funcionários sempre com sorrisos inúteis e uma preguiça de fazer inveja a qualquer soteropolitano

Cynthia Miranda
Cynthia MirandaPermalink

Oi VNV. Primeiro gostaria de dizer que amo o site e uso sempre como primeiras buscas quando decido viajar para algum lugar.
Na parte "onde ficar em Cusco" tem um erro: "o básico Casa Andina Classic Plaza (nota 8,8 no Booking) tem tarifas bastante abordáveis; seu vizinho Sonesta Posadas del Inca oferece conforto 4 estrelas num prédio que é mais interessante por fora do que por dentro.". O hotel SONESTA PAUSADAS DEL INCA fica em Urubamba e não no centro de Cusco. Acabei não checando o endereço quando vi as dicas e reservei o hotel por ter gostado das fotos e do preço e fui parar bem longe do meu objetivo. Só para não acontecer com mais alguém.
Ps.: a viagem para o peru é simplesmente incrível.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Cynthia, lamento pelo ocorrido. O que aconteceu foi que o Posadas del Inca de Cusco está fechado para reformas, por isso o link não funcionou. Você deve então ter pesquisado no Google e encontrado o hotel de Urubamba. Vamos retirar o hotel da lista.

Elida Wed
Elida WedPermalink

Acabei de chegar de Machu Picchu. Escrevo do hotel em Cusco. Tem que trocar sim o papel que vc imprime da compra por um voucher definitivo em Machu Picchu Pueblo (Águas Calientes). Assim que se acomodar na cidade, vá à praça principal e troque (funciona das 5:45 às 20:30). Aproveite e passe no ponto de venda do bilhete do ônibus pra ser uma fila a menos no dia seguinte. Peguei a fila às 6h, foram duas horas de fila. Não me arrependo do horário que saí do hotel. Quem chegou mais cedo esperou duas horas (ou mais) do mesmo jeito.