Agora sim: Pampulha ganha ônibus circular para visitar o Patrimônio da Humanidade

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Novo ônibus circular da Pampulha

Colaborou | Heloisa dall'Antonia

Até ontem, visitar as atrações da Pampulha em Belo Horizonte -- algumas delas recentemente elevadas à categoria de Patrimônio da Humanidade pela Unesco -- requeria um carro, uma bicicleta ou muita disposição para andar quilômetros a pé. Mas a partir de hoje o pedestre já pode visitar o conjunto modernista e os parques do entorno da lagoa usando o novo ônibus circular da Pampulha, a linha 512.

O novo ônibus circular da Pampulha

A rota tem início na Estação Pampulha do MOVE, o BRT belo-horizontino. Dali a linha alimentadora 512 leva à atração solitária da margem norte da Lagoa, o Museu de Arte da Pampulha (originalmente, Cassino da Pampulha). Em seguida o ônibus começa o contorno da lagoa na direção oposta, passando pela Casa do Baile, chegando relativamente perto do Mineirão, seguindo até a Igrejinha da Pampulha (em frente à qual funciona o Parque Guanabara, um parquinho de diversões para crianças), dali ao Parque Ecológico da Pampulha e finalmente à Fundação Zoo-Botânica, onde estão o Zoológico, o Jardim Botânico e o Aquário da Bacia do São Francisco. No Zoológico o circular deixa de ser circular e volta pela mesma margem da Lagoa, até o ponto final na Estação Pampulha.

O novo ônibus circular da Pampulha vai operar de terça a domingo entre 9h e 18h (e também nas segundas-feiras que forem feriado). A passagem custa R$ 2,65.

Nos fins de semana e feriados, os ônibus sairão da Estação Pampulha a cada 50 minutos: às 9h, 9h50, 10h40, 11h30, 12h20, 13h10, 14h, 14h50, 15h40, 16h30, 17h20 e 18h10.

Nos dias úteis (terça a sexta que não forem feriados), os horários são bem mais espaçados: os ônibus saem da Estação Pampulha a cada 90 minutos -- às 9h, 10h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30 e 18h.

O release da Belotur chegou ontem, na véspera do início da operação da linha, e não tive tempo de pedir informações mais detalhadas sobre o uso da linha. Pelo que entendi fuçando no site da BHTrans, para quem vier do centro da cidade pelo MOVE a passagem de R$ 3,70 dá direito à primeira integração com a linha alimentadora 512. Depois da primeira descida, porém, todo novo trecho feito a bordo do 512 custaria mais R$ 2,65. Já mandei as perguntas para a Belotur e devo obter resposta no início da semana, mas se algum gentil leitor belo-horizontino puder me ajudar/corrigir, agradeço smile

O ônibus circular é um avanço extraordinário para visitar a Pampulha. Mas falta um passinho à frente: criar um passe que permita ao visitante usar o 512 num esquema hop-on hop-off sem precisar pagar uma nova passagem a cada subida. Dá pra fazer, Belo Horizonte!

Leia mais:

13 comentários

Paulo Oliveira

É exatamente isso que foi escrito. Cada vez que descer e pegar o ônibus de novo precisa pagar de novo. Mesmo que se tenha o cartão Bhbus, ele só permite pagar metade na segunda viagem dentro de 1:30, mas não pode ser na mesma linha. Belo Horizonte está atrasada no que tange a integração de tarifas devido ao conhecido fato de que os donos de empresas de ônibus influenciarem na política.

Tadeu Araújo
Tadeu AraújoPermalinkResponder

Exatamente Paulo. É triste a situação do transporte em BH! Moro aqui há 2 anos e não uso muito o transporte público. Quando comprei o cartão, fiquei surpreso como ele, na verdade, não serve pra nada! Não há descontos e praticamente não há integrações! Enfim: nenhum estímulo para o uso dos meios coletivos! Pobres moradores! Pobres turistas!

Gustavo Correa

Nasci em Belo Horizonte, morei 11 anos fora e ao retornar à cidade percebi que nada mudou, a cidade parou no tempo. Aqui quem tem um pouco de condição não anda de ônibus. Metro leva de lugar algum para lugar nenhum. A Pampulha a anos merece um ônibus open top com sistema hop on hop off...

Carlos
CarlosPermalinkResponder

Como é fácil criticar.
Considerando a abrangência do canal, atrevo deixar uma dica:
BH é linda, gostosa e muito generosa com os turistas.
Todos os vícios de BH são próprios de todos os grandes centros urbanos.
Mas em BH há uma diferença positiva: os mineiros !
Acredite !

João Paulo Chalub Macedo

As críticas do Paulo, do Tadeu e do Gustavo são específicas em relação ao transporte público e absolutamente pertinentes (além de construtivas, pois apontam possíveis medidas de fácil implementação que já aumentariam a adesão da população e dos turistas aos meios de transporte coletivos). E mais: esses vícios não são próprios de todos os grandes centros urbanos, só dos atrasados. Felizmente, isso não impede Belo Horizonte de ser "linda, gostosa e muito generosa com os turistas", nem interfere na reconhecida simpatia e hospitalidade dos mineiros. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, tapar o sol com a peneira não nos levará a lugar algum...

Carlos
CarlosPermalinkResponder

Não sabia que o Ricardo tinha colocado um censor aqui !
Certamente não, apenas a tradicional deselegância de uns.

Solange Araujo

Amigo, você ficou ofendido por bobagem. Não seja tão bairrista! Esse sistema existe há anos em Curitiba e chegou a pouco no Rio de Janeiro. Por que em BH não dá para fazer? Será que é interessante para você?

Paulo Torres
Paulo TorresPermalinkResponder

O trecho entre a Igrejinha e a Fundação Zoo-Botânica é servido por várias estações do BikeBH (as bicicletas laranjinhas, semelhantes ao sistemas BikeRio e BikeSampa). A primeira fica na Praça Nova da Pampulha, uns 200 metros após a Igrejinha, as outras ficam no Mirante Bem-Te-Vi, no Marco Zero da Pampulha, junto à portaria principal do Parque Ecológico e na portaria da FZB.

Há uma boa e movimentada ciclovia em quase toda a orla da Lagoa, exceto por uns 500 metros logo abaixo do Mineirinho, e as lanchonetes e bares na avenida da orla são bike-friendly.

Acho que as distâncias ali na Pampulha são ideais para serem percorridas de bicicleta, e essa nova linha circular de ônibus encaixa bem com essa ideia!

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Sou daqui. Adoro minha cidade. Mas nao recomendo gastar tempo com isso. Nosssos politicos daqui nao tem o minimo de conhecimento de turismo. Nada. A propria lagoa é subvalorizada. Programa chato. Recomendo Tiradentes.

Carlos
CarlosPermalinkResponder

Moro em Belo Horizonte. Atualmente o local (pampulha e adjacências) está cheio de capivaras que transmitem carrapatos com febre maculosa. Todo cuidado é pouco. O sistema de transporte público aqui é péssimo também, não adianta tapar o sol com a peneira.

Emiliano
EmilianoPermalinkResponder

A implementação de uma linha como essa era de extrema urgência. Sou de BH e moro na Pampulha e pra ser sincero não faço ideia de como os turistas fazem para percorrer a lagoa e ver os pontos turísticos sem um transporte adequado.

A opção das bikes é super legal e sou altamente adepto, mas há idosos, crianças e deficientes que visitam a cidade e exigem um atendimento especializado.

Mas acredito que essa linha deveria rodar num ônibus diferente, talvez num micro-ônibus mais moderno e confortável, haja visto que a quantidade de passageiros não é tão grande e que não há pontos de ônibus ao redor da lagoa. Os pontos que foram implantados para a linha deixam claro o caráter de "gambiarra" da iniciativa, pois colocaram plaquetas móveis em lugares onde a parada do ônibus atrapalha o trânsito de automóveis e ciclistas.

A criação da linha é uma boa ideia, mas exige revisão e melhoras.

Paulo Torres
Paulo TorresPermalinkResponder

Do próximo sábado até o final de 2016 haverá uma jardineira fazendo um passeio turístico pela Pampulha, aos finais de semana. E segundo essa reportagem do jornal O Tempo, há planos para um ônibus turístico de dois andares circulando pela região.
http://www.otempo.com.br/cidades/jardineira-retr%C3%B4-conecta-pampulha-com-a-hist%C3%B3ria-de-bh-1.1388419

Genny Santiago da Silva

Estive em BH de 20 a 23 maio 2018.. Procurei pelo ônibus 512 e ninguém soube me informar sobre ele. Então contratamos um Uber, eu e uma amiga, para nos levar ao Complexo da Pampulha. Nem dentro do Complexo nos deram informações sobre o 512.. O lugar é bonito mas só conseguimos visitar a Casa do Baile ( nada que valha a pena ver ).. e entramos na casa que pertenceu ao Presidente Juscelino.. Igrejinhafechada... em reforma( mas não vimos ninguém trabalhando lá ).. Museu vazio, às moscas , sem nada para ver..Não pudemos entrar no Zoológico e nem no Jardim Botânico porque não levamos a carteira de vacinação contra febre amarela.Eu não tinha essa informação...Embora o lugar seja lindo não oferece estrutura aos visitantes.. Fiquei triste em ver o abandono que se encontra a cidade..Desocupados, sem teto,andarilhos espalhados em todos os lugares.. Gente lavando roupa na fonte e depois estendidas para secar nas praças públicas. Voltei triste do passeio.. O que valeu foi a visita ao Santuario de NS Piedade, em Caeté..

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
Cancelar