Que moeda eu levo para a Colômbia? Real, dólar, peso colombiano ou cartão?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Que moeda eu levo para a Colômbia real dólar peso

Este post faz um comparativo entre meios de pagamento para usar na sua viagem à Colômbia: real, dólar, peso colombiano comprado no Brasil, cartão de crédito e saque de pesos colombianos em caixa automático com cartão do banco. Os números foram todos apurados na prática, durante uma viagem na segunda quinzena de março de 2017.

Você vai saber também onde fazer câmbio e onde fazer saques no caixa automático em Bogotá, Cartagena e San Andrés.

  • Que moeda eu levo para a Colômbia?

Que moeda levo para a Colômbia real dólar peso

Dólares trocados em San Andrés a 2.758 pesos

Antes do blablablá com todos os detalhes, veja logo as conclusões:

  • É melhor levar dólar do que real a Bogotá e Cartagena
  • Não leve real a San Andrés
  • Cartão de crédito e saque em pesos em caixa automático, mesmo com IOF, têm cotações compatíveis com o dólar

Que moeda eu levo para a Colômbia real dólar peso

Reais trocados no aeroporto de Bogotá a 770 pesos

Veja um resumo das cotações obtidas/apuradas durante a viagem (segunda quinzena de março/2017):

  • Peso colombiano comprado no Brasil: R$ 1 = COP 663
  • Real trocado em San Andrés: R$ 1 = COP 760
  • Real trocado em Cartagena: R$ 1 = COP 622 a 800
  • Real trocado em Bogotá: R$ 1 = COP 650 a 800
  • Despesa em cartão de crédito: R$ 1 = COP 831
  • Dólar trocado em Cartagena: R$ 1 = COP 736 a 840
  • Dólar trocado em San Andrés: R$ 1 = COP 828 a 846
  • Dólar trocado em Bogotá: R$ 1 = COP 822 a 858
  • Saque em caixa automático de 600.000 COP: R$ 1 = COP 859

Os números serão outros quando você viajar, mas as proporções tendem a se manter.

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  • Por que não comprar peso colombiano no Brasil?

Não compre no Brasil nenhuma moeda que não se chame dólar, euro, libra, franco suíço, yen, dólar canadense ou dólar australiano. (No caso das quatro últimas, vale a pena dar uma última conferida na cotação para ver se está valendo a pena mesmo.) Todas as outras moedas, por mais baratinhas que pareçam, serão vendidas com grande ágio.

Que moeda eu levo para a Colômbia real dólar peso

No dia em que comprei dólares para viajar, o dólar mais barato que achei estava a R$ 3,26 (já com IOF de 1,1%). Consegui achar peso colombiano (não é fácil) numa grande corretora, a R$ 0,001508. A grande maioria das pessoas tende a achar que vale muito mais a pena comprar uma moeda baratinha, que vale um milésimo e meio de real, do que comprar uma moeda que vale mais que 3 vezes o real. Só que...

Câmbio não é um assunto linear e não se presta à intuição. Esse peso colombiano baratinho estava, na verdade, caríssimo. A cotação de 1 peso colombiano a 0,001508 real significava que eu obteria 663 pesos colombianos por 1 real. Se em vez de comprar peso no Brasil eu levasse esse real à Colômbia para trocar lá, eu obteria até 800 pesos. Ou seja, no Brasil meus reais comprariam 17% menos pesos do que se fossem trocados na Colômbia. Mais: trocando meus reais por dólares no Brasil, pela cotação de R$ 3,26 que encontrei naquele dia, e levando esses dólares para trocar na Colômbia, cada real obteria até 858 pesos. Ou seja: no Brasil meus reais renderiam 24% menos pesos do que se fossem convertidos em dólares e levados para trocar na Colômbia.

Note que muita gente que faz questão de comprar peso colombiano (ou qualquer outra moeda fraca) no Brasil se recusa terminantemente a usar cartão de crédito, por causa do IOF de 6,38%. Mas levam um prejuízo de 17% ou 24%, conforme demonstrado, com consciência tranqüila e alegria no coração.

Os números serão outros quando você viajar, mas as proporções tendem a se manter.

Mas como eu faço com os pesos que preciso para a chegada?

  • Leve dólares (ou, se fizer muita questão, reais) e troque um pouco no aeroporto. Todos têm casa de câmbio funcionando no horário de chegada do seu vôo. Você também pode fazer saque em pesos num caixa automático do aeroporto com o seu cartão do banco habilitado para saques internacionais. Não, não é preciso que o seu banco tenha agência na Colômbia (leia aqui como funciona). Não vale a pena ter trabalho aqui no Brasil para fazer um negócio tão ruim quanto comprar peso colombiano nessa cotação.

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  • Por que é melhor dólar do que real na Colômbia?

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Porque o dólar é uma moeda forte e tem muito mais mercado na Colômbia do que o real. Colombianos compram dólar para viajar aos Estados Unidos e ao Caribe; compram dólar também para fazer poupança em moeda forte. Não há demanda suficiente para sustentar um mercado forte para reais. Além disso, há o fato de o real, como toda moeda fraca, ser cronicamente instável. Ter dólares na mão é uma segurança; ter reais na mão é um risco. Esse risco resulta em maior especulação por parte das casas de câmbio, com margens altas para compra e venda.

Por isso é que, mesmo com o duplo câmbio, compensa mais levar dólar do que real para a Colômbia. O segredo é pesquisar a menor cotação do dólar no Brasil usando um dos sites que comparam cotações de casas de câmbio e corretoras.

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No dia de viajar, pesquisei o dólar num site comparador de cotações de corretoras e comprei pela cotação mais baixa que encontrei, R$ 3,26.

Em Bogotá eus dólares renderam 7% mais pesos do que o equivalente em reais; em Cartagena, meus dólares renderam 5% mais que os reais; e em San Andrés, meus dólares renderam 10% mais que os reais.

Muita gente vai achar a diferença pequena e vai resolver levar reais mesmo assim. Pra você ver: os 6,38% do IOF do cartão são um absurdo -- mas os 5%, 7% ou 10% de diferença entre levar dólar e levar real são micharia...

Os números serão outros quando você viajar, mas as proporções tendem a se manter.

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  • Por que compensa usar cartão de crédito na Colômbia?

Na ponta do lápis, o cartão de crédito não tem como competir com dinheiro vivo nos lugares em que a moeda corrente é dólar ou euro. Usar dólar vivo nos Estados Unidos e euro vivo na Europa sempre será mais em conta do que usar cartão de crédito, por causa do IOF.

A coisa muda de figura, porém, nos países em que você precisa fazer uso de casa de câmbio. Neles, mesmo somando o IOF, o cartão de crédito oferecerá uma cotação compatível com as melhores cotações das casas de câmbio.

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Na minha viagem, dois cartões de crédito de bancos e bandeiras diferentes converteram minhas despesas a 831 pesos colombianos por real, já incluído o IOF de 6,38%. (Se não fosse pelo IOF, a cotação seria imbatível: 885 pesos por real -- quase 2.900 pesos por dólar.)

Esses 831 pesos (já com IOF) constituem uma taxa de câmbio apenas 3% inferior à melhor cotação que obtive com dólar vivo em Bogotá; 1% inferior à melhor cotação que obtive em Cartagena; e 1,5% inferior à melhor cotação que obtive em San Andrés. Sem que eu tenha preciso perder tempo em fila, sem que eu tenha precisado coordenar o horário da casa de câmbio com o horário dos passeios ou das conexões, sem que eu tenha me preocupado em esquecer a doleira no banheiro. E ainda somando milhas.

E veja bem: em vez de usar as casas de câmbio com a melhor cotação, eu também poderia inadvertidamente (ou por falta de tempo) ter trocado meus dólares num lugar que oferecesse uma cotação ruim. O que aconteceria nesse caso? Bem, o cartão de crédito faria minha verba de viagem render 1% mais do que a casa de câmbio mais desvantajosa de Bogotá; 11% mais do que a casa de câmbio mais desvantajosa de Cartagena; e 0,5% mais do que a casa de câmbio mais desvantajosa de San Andrés.

(Com relação ao real, o cartão de crédito fez minha verba de viagem render entre 4% e 21% a mais em Bogotá, entre 4% e 25% a mais em Cartagena, e 8,5% a mais em San Andrés.)

Todo mundo se preocupa com a instabilidade cambial dos cartões de crédito (que existe, de fato: se o real se desvalorizar durante a viagem, ou entre as datas de fechamento e de pagamento da fatura, a conta vai sofrer a mesma desvalorização). Mas todo mundo esquece que o dinheiro vivo também sofre a instabilidade da cotação das casas de câmbio. Se você não planeja a logística das trocas, se você não troca na casa de câmbio certa, ou não troca no horário certo, seu dinheiro acaba sofrendo desvalorizações durante a própria viagem.

Em Cartagena, trocar dólar em casas de câmbio em terminais diferentes do aeroporto resultava, no dia em que pesquisei, em 9% de diferença (e 12% de diferença com relação ao centro). Já a cotação do cartão de crédito não depende da hora nem do lugar. Se eu usasse meu cartão de crédito naquele dia para fazer gastos nos dois terminais do aeroporto e no centro da cidade, a cotação seria a mesma, sem variação. Com o cartão você tem certeza de que está obtendo uma cotação justa (só precisa torcer para o real não desvalorizar). Já com dólar você tem certeza de que não haverá desvalorização (mas precisa torcer para trocar no lugar certo, não no lugar errado). São riscos equivalentes.

Não estou dizendo para você concentrar todos os seus gastos no cartão. Apenas não descarte esse que é o mais útil dos meios de pagamento. Faça como os investidores prudentes: diversifique. Leve cartão para os gastos maiores e para os momentos em que não puder trocar dinheiro. Leve moeda forte para trocar quando a situação for favorável e você tiver certeza de que está fazendo um bom negócio. Leve cartão do banco habilitado para saques para obter moeda local de um jeito fácil e, na Colômbia, vantajoso.

Os números serão outros quando você viajar, mas as proporções tendem a se manter.

E o cartão pré-pago?

  • Se você não dormiria direito se usasse cartão de crédito por causa do medo de desvalorização do real, então faça um cartão pré-pago (também conhecido como 'travel money'). A cotação é um pouco mais desvantajosa que a do cartão de crédito, mas o dólar fica congelado na cotação que você comprou, você pode fazer saques em pesos nos caixas automáticos e recarregar o cartão à distância, se precisar de mais dinheiro.
  • Note, porém, que o cartão pré-pago não serve para alugar carro e pode resultar em bloqueios temporários de saldo em algumas redes de hotéis (americanas, normalmente) e postos de gasolina. Se sobrar saldo no cartão você só pode vender para o banco, a uma cotação bem inferior à que você comprou (ou guardar para a próxima viagem.
  • Desde que este tipo de cartão ficou sujeito ao IOF de 6,38% (é cobrado no momento da compra da moeda; não incide nos gastos), na minha opinião, o produto ficou bastante inferior ao cartão de crédito. Mas se a sua religião não permite que você corra risco de desvalorização do real, este é o seu cartão.

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  • Por que compensa fazer saques em pesos?

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Para quem não sabe: o seu cartão múltiplo associado à sua conta do banco pode ser habilitado para saques internacionais em moeda local. Basta ligar para o seu banco e desbloquear o uso para saques e débito no exterior.

Não é preciso que o seu banco tenha agências no país que você está visitando. O saque, apesar de ser debitado diretamente da sua conta corrente, é feito pelas redes da Visa (Plus) e MasterCard (Cirrus). Normalmente todos os caixas automáticos são ligados às duas redes.

Saque em caixa automático é a maneira mais prática de obter moeda local a boa cotação: ao contrário das casas de câmbio, os caixas automáticos não fecham nunca (às vezes quebram ou ficam sem dinheiro, mas sempre haverá outro por perto) e praticam cotações uniformes em qualquer hora do dia ou em qualquer dia da semana (enquanto as casas de câmbio tem cotações melhores no horário bancário e cotações piores à noite e no fim de semana).

O problema com o saque em caixa automático é que, em muitos países de moeda fraca, o limite por saque é muito baixo, o que faz com que as tarifas bancárias (cobradas pelo seu banco no Brasil e pelo banco dono do equipamento no país) acabem pesando demais, diminuindo a cotação final.

Na Colômbia, porém, o limite por operação de saque é alto, o que torna o saque no caixa automático bastante vantajoso. Mas é preciso escolher os caixas ('cajeros') automáticos de dois bancos: o Bancolombia e o Banco de Bogotá. Felizmente, são os mais comuns. Bancolombia e Banco de Bogotá são os únicos que permitem saques de 600 mil pesos colombianos por operação -- o que dá quase 220 dólares. (Os bancos Davivienda e BBVA permitem só até 400 mil.) A tarifa de uso do equipamento é baratinha: em reais, deu R$ 3,84 (pouco mais de 1 dólar).

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Como o meu banco não cobra tarifa sobre saque internacional para o meu tipo de conta, acabei conseguindo a melhor cotação da viagem nos meus saques: 859 pesos colombianos por real, já com IOF e tarifa de uso do equipamento. (Sem IOF e tarifa do banco local, a cotação é simplesmente maravilhosa: 918 pesos por real, praticamente a cotação interbancária.) O dinheiro sai da sua conta no dia do saque, pela cotação do dólar do dia, e não está mais sujeito a nenhum reajuste por desvalorização posterior do real.

Mesmo que o seu banco cobre tarifa para saque internacional, sacar 600 mil pesos de cada vez continua valendo a pena. Digamos que a tarifa seja de R$ 20. Acrescentando à conta, ainda assim seus reais valeriam 835 pesos, uma cotação mais vantajosa do que a que eu consegui no cartão de crédito e 4% superior à melhor cotação que você obteria por reais vivos em casa de câmbio. Nos aeroportos, a diferença pode ser dramática: em Cartagena, por exemplo, se você cair na besteira de trocar seus reais na casa de câmbio do desembarque nacional, vai conseguir 25% menos pesos do que se usar o caixa automático (já contando IOF, tarifa do banco local e do seu banco).

Dica: ao usar o caixa automático, a primeira tela vai perguntar o idioma que você prefere. Eu prefiro inglês, porque é constante no mundo inteiro (a tela em espanhol pode mudar de país para país, e quando oferecem português, às vezes vem português de Portugal -- 'levantamento', por exemplo, é 'saque'). As palavrinhas básicas das telas em inglês a escolher são 'checking account' (conta corrente) e 'withdrawal' (saque).

Dá para custear a viagem inteira com saques no caixa?

  • Seria ótimo, mas infelizmente não é possível custear uma viagem inteira com saques do caixa automático. O limite total de saques não é igual ao saldo da sua conta corrente. Cada banco determina o limite total de saque internacional por semana ou por mês de cada cliente. Informe-se com o seu banco.

Os números serão outros quando você viajar, mas as proporções tendem a se manter.

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  • Onde fazer câmbio e saques em Bogotá

Não esqueça de levar passaporte ou carteira de identidade + papeleta de entrada na Colômbia; as casas de câmbio mais formalizadas vão exigir o documento.

No aeroporto de Bogotá

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Casa de câmbio junto às esteiras

Encontrei pelo menos 4 casas de câmbio no aeroporto de Bogotá. Uma junto às esteiras no desembarque internacional, outra ao lado do portão de saída do desembarque internacional, outra no desembarque nacional (quase no canto direito -- de quem olha para a rua -- do prédio) e outra no segundo piso, junto aos balcões de check-in. Todas têm tabelas visíveis das cotações; você pode fazer um 'shopping' pelas três casas fora do saguão e decidir em qual trocar (depois de desembarcar, é claro, não é mais possível voltar para a casa de câmbio junto às esteiras).

No dia da pesquisa, a melhor cotação, tanto para dólar (2.740 pesos, equivalente a 840 pesos por real pelo dólar que comprei no Brasil) quanto para real (800 pesos), era oferecida pela casa de câmbio do terminal nacional (ao sair do desembarque internacional, vire à direita e vá até quase o fim do prédio). A pior cotação para reais era a da casa de câmbio do check-in, no segundo piso (650 pesos). A pior cotação para dólar era oferecida pela casa de câmbio junto às esteiras (2.680 pesos por dólar, e bastante burocracia para trocar -- você responde a um interrogatório tipo de abertura de crediário, assina três vias, deixa impressões digitais, e a atendente carimba nota por nota. Jupurdeus). A cotação para reais da casa de câmbio junto às esteiras era intermediária: 770 pesos por real.

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Caixas automáticos em frente ao check-in

Se você quiser evitar o vaivém da pesquisa e a fila da casa de câmbio escolhida, e obter seus primeiros pesos por uma cotação bastante vantajosa, suba ao segundo andar e use um dos caixas automáticos do Bancolombia ou do Banco de Bogotá, que permitem saques de 600 mil pesos (os outros só oferecem saques menores). Faça o saque máximo para que as tarifas bancárias se diluam (leia mais aqui). Há caixas automáticos na área de check-in e também no canto esquerdo (de quem olha para a rua) do terminal; ambos no segundo andar.

Na cidade de Bogotá

Por toda a cidade há cajeros automáticos do Bancolombia e do Banco de Bogotá, que são os que permitem saques de 600 mil pesos colombianos por operação, os mais vantajosos. O recepcionista do seu hotel saberá apontar o cajero mais próximo.

Você encontrará casas de câmbio em três zonas.

La Candelaria (Centro)

No centro de Bogotá, as casas de câmbio se localizam perto da estação Museo del Oro do Transmilenio -- no miolinho entre a Carrera 6 e a avenida Jiménez de Quesada. Nenhuma das casas de câmbio tem as cotações à vista; é preciso entrar e perguntar.

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No dia da minha pesquisa, as cotações eram mais ou menos uniformes -- o dólar estava entre 2.770 e 2.780 pesos (equivalentes a 850 e 852 pesos por real para mim, que comprei dólar a R$ 3,26); o real estava cotado a 800 pesos. O fato de estarem no centrão, terem aparência desleixada e não anunciarem suas cotações me deixou má impressão. Eu só trocaria dinheiro por lá se estivesse hospedado em La Candelaria.

Zona Rosa/Zona T

Estando hospedado ou passando pela Zona Rosa, o bairro das compras elegantes (e das noites agitadas da Zona T), você pode usar a casa de câmbio New York Money, convenientemente instalada no shopping Centro Andino.

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As cotações estão à vista, o ambiente transmite segurança e o horário de funcionamento é elástico (de 2ª a 5ª até as 20h, 6ª e sábado até as 20h30 e domingo até as 19h30). Fora do expediente bancário, é provável que as cotações piorem. No dia em que pesquisei (um dia de semana à tarde, dentro do horário bancário), a cotação do dólar era ligeiramente inferior à do centro (2.750 pesos por dólar, equivalentes 843 pesos por real para mim, que comprei dólar a R$ 3,26). A cotação do real era idêntica: 800 pesos por real. É uma experiência tranqüila de câmbio.

Parque de la 93

Nma região de comércio popular a apenas duas quadras do elegante Parque de la 93, o Centro 93, um pequeno shopping na Carrera 15, entre as calles 92 e 93, tem 10 lojinhas de câmbio espalhadas nos seus dois andares.

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As casas de câmbio não anunciam as cotações; é preciso entrar e perguntar. Encontrei aqui a melhor cotação para o dólar em Bogotá (2.800 pesos por dólar, equivalentes a 858 pesos por real para mim, que comprei dólar a R$ 3,26). A cotação do real era igual à das outras zonas: 800 pesos por real. A maioria das casas abre de 2ª a 6ª das 9h às 18h ou 19h. Algumas abrem sábado das 9h às 12h ou 14h. Este é o lugar ideal para quem pretende fazer 'shopping' de cotações, num ambiente seguro.

Os números serão outros quando você viajar, mas as proporções tendem a se manter.

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  • Onde fazer câmbio e saques em Cartagena

Não esqueça de levar passaporte ou carteira de identidade + papeleta de entrada na Colômbia; as casas de câmbio mais formalizadas vão exigir o documento.

No aeroporto de Cartagena

Existem duas casas de câmbio no aeroporto de Cartagena. Uma no desembarque nacional (onde chegam os passageiros que vieram via Bogotá ou San Andrés) e outra no desembarque internacional (onde chegam os passageiros que vieram via Panamá).

No dia da minha pesquisa, a casa de câmbio do terminal nacional tinha cotações horrorosas tanto para dólar (2.400 pesos por dólar, equivalentes a 736 pesos por real para mim, que comprei dólar a R$ 3,26) quanto para real (622 pesos por real). Foram as piores cotações encontradas em toda a viagem. A casa de câmbio do terminal internacional tinha cotações melhores, mas ainda baixas: 2.650 pesos por dólar (equivalentes a 812 pesos por real para mim, que comprei dólar a R$ 3,26) e 700 pesos por real.

Sem dúvida nenhuma, a melhor alternativa para conseguir pesos no aeroporto de Cartagena é o caixa automático do Bancolombia, que está no canto esquerdo (de quem olha para a rua) da calçada do desembarque, junto ao ponto de táxi. Leia sobre saques em caixa automático aqui.

No centro histórico

As casas de câmbio do centro histórico se localizam que levam à Puerta del Reloj, que é a zona comercial mais movimentada da cidade antiga. Muitas são portinhas, outras são meros balcões ou guichês instalados no fundo de lojas de roupa, souvenir ou passeios. Na maioria das lojas, as cotações não são anunciadas, você precisa entrar e perguntar.

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A casa de câmbio mais bem-apessoada desse miolo é a Globo Cambio, na calle del Colegio esquina calle Román (ou Carrera 6 com Calle 34, nos mapas), que anuncia suas cotações numa tabela e abre diariamente das 9h às 21h. Nas casas de câmbio mais informais encontrei cotações de 2.750 pesos por dólar (equivalentes a 843 pesos por real para mim, que comprei dólar a R$ 3,26) e entre 790 e 800 pesos por real. Apesar de oferecer uma sensação maior de segurança, a Globo Cambio tinha cotações piores que as pobrezinhas: 2.500 pesos por dólar (equivalentes a 766 pesos por real para mim, que comprei dólar a R$ 3,26) e 700 pesos por real. De todo modo, a região se presta a quem tem tempo e paciência para fazer shopping de portinha em portinha e bater martelo pela melhor cotação (ou pela maior sensação de segurança).

(Quando eu falo 'segurança', estou me referindo à certeza de que as notas são quentes. Não há perigo de roubo ou assalto em Cartagena.)

O caixa automático mais próximo do centro histórico é do Banco de Bogotá fica na av. Venezuela, a primeira do otro lado das muralhas, esquina com calle 34. Este caixa automático permite os vantajosos saques de 600 mil pesos por operação. Já o caixa automático do Bancolombia, que também permite saques de 600 mil pesos, está situado entre o centro histórico e o bairro boêmio de Getsemaní, na Calle 32, esquina Carrera 8. Leia sobre saques em caixa autmático aqui.

Os números serão outros quando você viajar, mas as proporções tendem a se manter.

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  • Onde fazer câmbio e saques em San Andrés

Não esqueça de levar passaporte ou carteira de identidade + papeleta de entrada na Colômbia; as casas de câmbio mais formalizadas vão exigir o documento.

No aeroporto de San Andrés

Que moeda eu levo para a Colômbia real dólar peso

O aeroporto de San Andrés tem apenas uma casa de câmbio, localizada na área do check-in. A cotação do dólar era ligeiramente inferior à do centro: 2.700 pesos (equivalentes a 828 pesos para mim, que comprei dólar a R$ 3,26).

O aeroporto é o único local onde é possível trocar reais de maneira formal. A cotação não é boa: 760 pesos por real (5% inferior à melhor cotação do real em Bogotá e Cartagena, e 10% inferior ao que você conseguiria trocando dólar no centro de San Andrés).

Caso você esteja levando apenas reais a San Andrés, troque tudo o que acha que vai usar na chegada. Se você precisar trocar mais, vai gastar 30 pesos de táxi (15 pesos para ir, 15 pesos para voltar do aeroporto). Numa troca de 300 reais, esses 30 pesos de transporte já significam 12% de preju...

O caixa automático mais vantajoso do aeroporto fica na calçada, na saída do desembarque internacional. É do Banco de Bogotá e permite saques de 600 mil pesos, os mais vantajosos (leia sobre saques em caixa automático aqui).

No centro de San Andrés

Há dois lugares formais para fazer câmbio no centro de San Andrés. Um é a agência do Bancolombia (av. Costa Rica esquina Avenida 1-A). Não recomendo: você tem que pegar uma senha e se juntar à fila dos clientes que vão ao banco resolver todos os seus problemas. Fiz câmbio ali e levei um chá de banco de 40 minutos. A cotação que consegui foi 2.758 pesos por dólar (equivalentes a 846 pesos por real para mim, que comprei dólar a R$ 3,26).

É melhor ir direto para a Western Union, no fundo de uma galeria da av. Costa Rica, em frente ao hotel Casablanca. Ali a fila é bem menor. A cotação do dia era 2.750 pesos por dólar (equivalentes a 843 pesos por real para mim, que comprei dólar a R$ 3,26).

Nenhuma das casas de câmbio do centro troca reais. Ou você vai ao aeroporto (30 pesos de táxi, 15 para ir, 15 para voltar) ou arrisca trocar com os cambistas que oferecem serviços na porta do Bancolombia. É para os corajosos que não têm medo de notas falsas.

Que moeda eu levo para a Colômbia real dólar peso

Os caixas automáticos mais vantajosos, que oferecem saques de 600 mil pesos, são os do Bancolombia (av. Costa Rica esquina Avenida 1-A) e do Banco de Bogotá (av. Costa Rica, esquina Calle 2). Leia mais sobre saques em caixa automático aqui.

Os números serão outros quando você viajar, mas as proporções tendem a se manter.

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88 comentários

Bárbara Melo
Bárbara MeloPermalinkResponder

Bom dia Ricardo,

gostaria que respondesse minha dúvida, com o dólar muito alto agora no fim de 2018, compensaria ir para Cartagena e San Andres, ou seria melhor tentar um balneário no Chile ou Uruguai.

Obrigada

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Barbara! Com dólar caro ou barato no Brasil, a Colômbia sempre será mais barata que Chile ou Uruguai. Não é uma questão de dólar, é uma questão de custo de vida. Com dólar alto, a sua dúvida precisaria ser viajar ao exterior ou viajar pelo Brasil.

Luiz Oliveira
Luiz OliveiraPermalinkResponder

Boa noite Ricardo,
Estou indo nessa ordem, pra Bogotá, San Andres e Cartagena. Com o dólar nesse preço super alto, seria vantagem eu não comprar dólar e só trocar real la na Colombia? desde já agradeço.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Luiz! Como a gente já repetiu inúmeras vezes nas respostas anteriores, quando o real desvaloriza frente ao dólar, desvaloriza também frente ao peso colombiano, na mesma proporção. Não há como escapar do dólar, é a moeda que regula o mercado internacional, que está interligado 24 horas. O dólar é a única moeda que mantém o seu poder aquisitivo em qualquer parte do mundo. Inclusive durante a sua viagem, quando o real pode desvalorizar ainda mais, fazendo com que você perca mais dinheiro.

Leia:
https://www.viajenaviagem.com/2018/08/compre-dolar-aos-poucos/

Glauciane Tostes

Boa tarde, Ricardo!
Vi sua resposta para a Bárbara Melo. E minha dúvida é justamente nesse sentido.
Vou tirar férias em janeiro de 2019. Estava muuuuito afim de ir para Cartagena-San Andrès-Bogotá. Você acha que vale a pena, financeiramente falando??
Ou é melhor ver algum destino no Brasil, já que estamos nesse momento de alta do dólar?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Glauciane! A Colômbia é um dos países mais baratos para visitar porque o custo de vida é baixo. Mas o real já desvalorizou pelo menos 25% com relação ao peso colombiano ao longo deste ano. Janeiro é alta temporada tanto em Cartagena quanto em San Andrés.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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