De carro em Cancún: como evitar multas 1

De carro em Cancún: como evitar multas

Placa de trânsito no México

O Rogério alugou um carro em Cancún para fazer passeios por conta própria. Não recebeu orientações da locadora quanto às leis de trânsito e acabou sendo multado. De volta ao Brasil, ele deixa um alerta para os próximos motoristas, e relata também o método um tanto quanto peculiar de aplicação da punição. Vai pelo Rogério:

Gostaria de passar uma dica sobre aluguel de carro, ou melhor dizendo, sobre multas! Fui em maio passado a Cancún, e se tivesse lido esta informação teria sido poupado de bastante aborrecimento.

Quando fui a Playa del Carmen, estacionei na rua a algumas quadras da 5ª avenida, e quando retornei tinha recebido uma multa. Primeira dica: se informe sobre a legislação de trânsito, pois aprendi lá que não se pode estacionar a menos de 15 metros das esquinas (10 metros a mais do que aqui no Brasil!).

Segunda dica: a multa não vai para o dono do carro, e sim para o motorista, e para garantia de pagamento a polícia leva a placa do carro para a delegacia. Portanto, se receber uma multa, verifique o que foi levado como garantia (vem escrito na multa, mas eu não tinha reparado) para buscar depois. Espero que a informação seja útil. Obrigado.

Nós que agradecemos, Rogério! Sentimos muito pelo ocorrido!

Fomos atrás da informação e descobrimos que as esquinas são demarcadas por uma linha vermelha. É a chamada “zona roja” (zona vermelha), onde não se pode estacionar.

No México, também são infrações de trânsito: estacionar em fila dupla, falar ao celular enquanto dirige, não usar cinto de segurança, dirigir sob efeito de álcool ou drogas (dá cadeia!), dirigir na via rápida (que deve ser utilizada apenas para ultrapassagens), não dar preferência ao pedestre, entre outras.

Peça todas as orientações quando for alugar o veículo! As multas podem chegar a 185 dólares.

Queremos saber: você cometeu alguma infração de trânsito em Cancún? Também foi multado? Conte pra gente!

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49 comentários

Vi que muitos posts na internet falam sobre a corrupção da polícia mexicana, que pra arrancar uns trocados “propina” dos turistas param os carros alugados e inventam infrações que você sequer cometeu. Assim, exigem que você pague um determinado valor diretamente a eles, para que você seja liberado e não tenha os documentos apreendidos.
Pois bem, estou em Cancun desde do dia 05/01/21 e estive usando carro até o dia 17/01. Nesse período eu não fui parado nenhuma vez pela polícia local, mesmo passando por varios bloqueios policiais. De modo geral tenho algumas dicas que podem ajudá-los a evitar esse o dissabor de ser parado:
respeite os limites de velocidade e diminuía ainda mais ao aproximar das batidas policiais;
Mantenham a calma e deixem os vidros sempre fechados e evitem colocar o braço pendurado do lado fora; se possível aluguem um carro que chame menos a atenção.
Vi também nos sites mexicanos que muitos policiais foram exonerados recentemente, pois foram flagrados tentando extorquir os turistas, então acho que isso colaborou pra baixar um pouco o esquema também. É isso!! Espero que aproveitem bem a viagem!!!

Estive em cancun entre os dias 8/12 e 16/12.
Ao retornar de Cozumel, numa via de 80km, estava a 110km/h, os policiais me pararam e falaram que eu deveria pagar uma multa de 4 mil pesos e que seria retida minha CNH.
Eu estava indo para o aeroporto para retornar ao Brasil e conclusão, paguei 1500 pesos para o policial para poder ser liberado.
Estes posts ajudam muito… eles são bem malandros… bom estar bem atento ao ir a Cancún, se não é certo que vão querer te passar para trás.

Eu e minha esposa tivemos férias maravilhosas no México na segunda quinzena de junho/2018.

Roteiro bem planejado, com antecedência, adquirimos passagens, hospedagem e aluguel de carro com mais de 3 meses de antecedência. O destino: Riviera Maya.

Nosso voo pousou em Cancun, numa quarta-feira à noite, e após os tramites de migração e alfândega, retiramos nosso carro na Hertz e fomos em direção a Playa del Carmen, onde tínhamos reserva de hotel.

Estranhamos que a estrada tinha uma variação muito grande de limites de velocidade. Já havíamos pesquisado anteriormente, e aquela região seria uma “armadilha” para turistas, onde policiais desonestos achacam turistas, sob argumento de que foi cometida alguma infração de trânsito. Sabendo disso, dirigi muito atento a toda e qualquer placa de alteração de velocidade, e mesmo com o GPS indicando uma velocidade diferente, o que determinava o ritmo era a sinalização da rodovia.

A viagem entre Cancun e Playa del Carmen foi tranquila, sem qualquer sobressalto. Chegamos por volta da meia noite, e nos hospedamos tranquilamente no hotel.

Os dias seguintes foram de exploração da região, com passeios pelas belas praias locais, visita a Cozumel via ferry boat, alugando um segundo carro na ilha (carro em péssimo estado, mesmo solicitando sua substituição na locadora), mas sem qualquer contratempo.

Fomos ainda a Tulum, visitar as ruinas, as praias e os magníficos restaurantes, também sem qualquer problema.

No retorno para Cancun, onde tínhamos um resort reservado por mais 5 noites, passamos por Chichen Itza, conforme havíamos planejado. Ruínas magníficas, com estrada bem sinalizada, em excelentes condições, mas com pedágio altíssimo (250+70+75+305 pesos, todos cash).

Chegando em Cancun, já na zona urbana no final da tarde, mas ainda à luz do dia, em uma avenida onde o limite de velocidade era de 70 km/h. Estava trafegando a 60 km/h quando percebi que havia uma viatura da polícia emparelhado ao meu carro, com dois policiais em seu interior, sem que as luzes estivessem acesas ou tocando a sirene, apenas sinalizando manualmente para que encostássemos.

Fiz o procedimento em segurança, e sem sair do carro, peguei os documentos de locação do carro e minha CNH. O policial se aproximou, e começou a falar que aquela era uma zona de 40 km/h de limite de velocidade, e que eu estava bem acima do limite. Antes de pegar os documentos, já foi anunciando que teria que pagar uma multa de US$200 na delegacia na próxima 5ª. feira. Era a tarde de uma 2ª. feira, e eu imediatamente me desculpei, informando que a sinalização que eu havia percebido indicava uma velocidade diferente, mas que não teria problemas, eu assumiria meu erro e compareceria na 5ª. feira na delegacia, bastando que me desse o endereço e o horário.

Após essa conversa o policial pegou meus documentos, informando que os mesmos seriam retidos e que só na delegacia seriam liberados, após o pagamento da multa. Ao verificar os documentos, identificou que eu era estrangeiro, e começou a preencher o auto de infração, se afastando em direção à viatura.

Veio então ao meu encontro o segundo policial. Falando em tom amigável, pelo fato de sermos estrangeiros e para facilitar a nossa vida, bastaria que eu pagasse os US$200 para que eles nos liberassem sem a necessidade de irmos até a delegacia.

Apesar de termos o montante solicitado em dinheiro, informei que não teríamos esse valor naquele momento, mas insisti em comparecer na delegacia na data inicialmente definida. O policial que no início estava solícito começou a ficar nervoso, falando que ele estava tentando ajudar, me perguntando quanto dinheiro eu teria. Mostrei minha carteira que tinha apenas 160 pesos, no que ele informou que seria muito pouco, teria que ter mais do que isso. O policial então falou que nos acompanharia até um caixa eletrônico para sacarmos o valor. Me recusei a ir a um caixa eletrônico, informando que retiraria o valor necessário somente no hotel, e que compareceria na delegacia na 5ª. feira.

O policial começou a ficar nervoso, e começou a manusear a arma, que estava na altura da janela do carro, onde eu permaneci o tempo todo. Forma flagrante de intimidação. Após esbravejar mais um pouco, voltou para a viatura, momento em que peguei mais 200 pesos que estava em outro bolso.

Quando o policial retornou, informei que tinha encontrado mais dinheiro, totalizando 360 pesos. O policial se mostrou satisfeito, me devolveu os documentos e mandou seguir.

Inconformado com a situação, pedi um recibo do pagamento da multa ou o endereço da delegacia para que eu fosse buscar o recibo da multa. O policial ficou ainda mais nervoso, voltando a manusear a arma, perguntando para que eu precisaria desse recibo, pois já estava liberado. Argumentei que poderia ser parado mais adiante por outro policial, e que poderia me cobrar essa “multa” que estava pagando naquele instante. Ele informou que já estava atualizado no sistema, e para eu ir embora.

Foi uma situação absolutamente perturbadora. Me senti assaltado pela própria polícia mexicana. Não insisti mais com o recibo, pois poderia ser acusado de desacato ou até de algo pior, mas fiquei inconformado. Estava a 5 minutos do resort, em plena zona hoteleira de Cancun, e o que mais queria era devolver o carro na locadora e ficar o tempo restante relaxando para esquecer essa situação.

Fica o alerta para todos os que forem passear por esse país magnífico que é o México. O povo é muito receptivo, cortês, e essa foi minha terceira visita ao país. Retornarei outras vezes, mas tenho certeza que essa sombra ainda vai me acompanhar.

Olá, gostaria de compartilhar minha experiência positiva alugando um carro em Cancun e Playa del Carmen, já que a maioria das experiências publicadas na internet são negativas… acredito que na verdade o que faz parecer que a polícia mexicana é super corrupta é o fato de que apenas as pessoas que passaram perrengue postam seus relatos.
Ficamos 8 dias em Playa del Carmen e 3 em Cancun em Abril de 2018, passeando por várias rodovias, fomos até Tulum, Chichen Itza e mais duas ruinas, 10 cenotes, rodamos muito… Quase dois tanques de gasolina! Não fomos parados nenhuma vez pela polícia, em alguns lugares víamos postos policiais onde os carros passavam bem devagar (abaixo de 20km/h) e alguns carros de polícia circulando por rodovias, mas nada fora do comum. Alugamos um carro na Alamo e nosso carro não tinha qualquer adesivo ou sinalização de que era um carro alugado (como limos por aí que algumas locadoras fazem). O que percebemos é que ninguém… NINGUÉM… respeita os limites de velocidade por lá… as rodovias tinham limites de 80, 70 as vezes 60 ou 40km/h, em algumas aumentava para 110km/h… e variava muito, a velocidade aumentava e diminuia com frequência em um percurso de 30 a 60 minutos. Eu estava me mijando de medo que algum policial corrupto nos parasse, portanto resolvi respeitar TODAS as placas de velocidade.. se estava marcando 60km/h eu ficava entre 50 e 60. O resultado é que uma porrada de carros me ultrapassavam como se não houvesse amanhã, dá até um pouco de medo de tanto carro e caminhão te passando tão rápido! Sério, o pessoal deve andar a uns 120 pra cima por lá, nessas vias que marcavam 80km/h. Vimos alguns carros parados pela polícia, mas a impressão que dá é que são carros que estavam acima do limite de velocidade, então minha dica é: Respeite o limite de velocidade, mesmo que ninguém esteja respeitando. Eu realmente acredito que você não será parado se seguir essa dica.
De qualquer forma, não custa ser precavido e dar aquela “brasileirada”, eu deixava sempre apenas 200 pesos na carteira, todo o resto do dinheiro eu deixava dentro de um saco de amendoim vazio que a gente tinha dentro do carro, rsrsrsrs… se a polícia nos parasse, eu mostraria minha carteira e todo o dinheiro que tinha, e com alguma sorte ele se contentaria com “apenas” 200 pesos.
É isso… Não tem outra forma de transporte para curtir tanto quanto nós curtimos, tem muita coisa legal e tudo meio longe um do outro… ir de taxi vai fazer você gastar uma fortuna. Alugue carro na Riviera Maya e seja feliz!!!

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