Cascais

O que fazer em Cascais, o aristocrático balneário do ladinho de Lisboa

Cascais

Destino de veraneio de ricos, famosos e até da família real portuguesa, a pequena Cascais, a pouco mais de 30 minutos de Lisboa, é um bate-volta muito simples de ser feito. Basta pegar o trem (comboio) que sai do Cais do Sodré e tem Cascais como última estação (se não tiver nenhum passe de transporte, a viagem avulsa, ida e volta sai por € 4,30). O trajeto por si só já é bem simpático, pois acompanha o rio Tejo durante toda a viagem. O primeiro comboio parte do Cais do Sodré às 5h30, mas a oferta de trens é grande, com saídas a cada 15 minutos aproximadamente.

Na vila, o mar não foi apenas fonte de lazer para abastados e de trabalho para pescadores. A posição estratégica da localidade ditou boa parte de sua urbanização a partir do século 15, com a construção de diversas fortificações e faróis com o intuito de proteção.

Consta que o clima da região é ameno e que há uma média de 260 dias sem chuva no ano, duas considerações que esta Bóia não pôde confirmar (cheguei em um dia tão chuvoso que dava pra ter enchido os reservatórios de água de São Paulo). De qualquer forma, foram essas características que fizeram do local o escolhido pelo rei D. Luís I para sua casa de verão, no século 19, o que deu nova vida a área. A partir daí, uma boa oferta de hotéis, restaurantes e comércio se instalou nas imediações, aproveitando a presença da corte. Hoje, o lugar também se destaca (surpresa!) no departamento ecoturismo. Cascais possui 17 praias (incluindo até duas boas pra surf – Carcavelos e do Guincho), algumas com falésias ou dunas. No caminho de Sintra há parques e reservas naturais.

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O centrinho da vila pode ser explorado a pé. Para alguns pontos mais distantes, vale alugar uma bicicleta caso você não esteja de carro.

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Saindo da estação de trem, você já estará de cara com o Largo de Camões, onde há várias opções de restaurantes e lojinhas para começar o passeio.

Caminhando por ruazinhas estreitas, chega-se ao Largo 5 de Outubro, de onde se pode ver o antigo palácio dos Condes da Guarda (atual Concelho de Cascais). Dali, é possível seguir pela costa e acompanhar a Praia da Ribeira até a Cidadela, construída no século 16 e que hoje abriga a Pousada de Cascais, que foi instalada já sob a gestão do grupo Pestana.

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Pousada de Cascais

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Com toda a área externa preservada, o local é uma belíssima experiência tanto para quem se interessa por história quanto por quem gosta de arte: o Art District reúne no interior da construção diversos espaços para exposições artísticas. A experiência de almoçar no Maris Stella, em que é possível ver toda a Marina de Cascais, ou na Taberna da Praça, operados pela Pousada de Portugal dentro da área da Cidadela, também é especial. Reservas devem ser feitas em ambos, pelo telefone (351) 214-814-304.

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Uma caminhada pelas imediações deixa o visitante de cara com outras das atrações culturais da vila. Estão por ali o Centro Cultural de Cascais (Av. Rei Humberto II de Itália, S/N – tel 351/214-815-660), o Museu do Mar Rei D. Carlos (Rua Júlio Pereira de Mello, S/N – tel: 351/214-815-906) e a Casa das Histórias Paula Rego (Avenida da República 300, tel: 351/214-826-970), dedicada às obras da artista nascida em Cascais.

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Turismo verde
Desse centrinho cultural já é possível avistar uma construção diferente, a eco-cabana. Trata-se do Posto de Informação de Turismo de Natureza, que além de dados sobre passeios ecológicos, também é um dos pontos das BiCAS, bicicletas que podem ser emprestadas gratuitamente a visitantes mediante a apresentação de um documento de identificação e assinatura de termo de responsabilidade. Cada posto dispõe de cerca de 20 bicicletas (os outros estão no Largo da Estação e na Guia, na Av. Nossa Senhora do Cabo).

Algumas das opções de ecoturismo da cidade estão na Estrada da Serra, que sobe para Sintra. Dá para fazer trilhas e fazer observação de aves e animais na Quinta do Pisão (Estrada EN9-1 – tel. 351/214-604-230); esportes radicais de natureza, como arvorismo, escalada e rapel, têm lugar no Pedra Amarela Campo Base (Estrada da Serra, Parque Natural de Sintra-Cascais – tel. 351/214-604-230).

Em Rana, para os lados do Estoril, é possível visitar o Borboletário dentro do Parque Urbano da Quinta de Rana (Rua Feliciano Moreira – tel. 351/214-604-230 – fechado durante o inverno – ingresso €3,50).

Os 16 km de ciclovias da vila permitem que dali se possa seguir até a Praia do Guincho na direção de Sintra, ou ao Estoril, na direção de Lisboa.

De bicicleta também fica mais fácil chegar ao farol de Santa Marta, à formação rochosa da Boca do Inferno (uma gruta por onde o mar entra e as ondas explodem contra as pedras), ou mesmo o Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental.

Mas se seu fôlego não for para tanto, o ônibus da linha 427, da BusCAS, para em vários pontos turísticos da região por um euro (peça ajuda ao motorista para descer em um ponto específico do roteiro: por tratar-se de um ônibus de linha, e não hop-on/hop-off, não fica muito claro para o passageiro perto de qual atrativo o veiculo está).

Heloísa viajou a convite do Turismo de Lisboa.

20 comentários

Linda Cascais , parece uma cidade de bonecas, de tão arrumadinha . Restaurantes ótimos, um mar lindíssimo e muito perto de Lisboa, Estoril e Sintra . Amei ficar em 2013 hospedada no Hotel Cidadela Historic aqui mencionado nessa matéria. Uma fortaleza transformada em hotel, requintada de conforto , preservada , com serviço maravilhoso e vista infinita para o oceano . ♥️

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