Alagoas: Rota Ecológica

(Este post resume, atualiza e cancela tudo o que eu já escrevi sobre a região — assim fica mais fácil de pesquisar. O lindo mapa é de autoria de Dudu Cavalcante, desenhado quando ele era um dos sócios da Pousada do Caju. Algumas fotos são da querida Giovana Gregolin.)

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Procurando praias bonitas, fora do mapa do turismo de grupos, com boas pousadas, boa comida, preços justos, e que esteja a 100 km de distância de uma capital? Encontrou: tenho o prazer de lhe apresentar a Rota Ecológica — o trecho mais sossegado do litoral norte alagoano.

Quer dizer: o nome oficial da região é Costa dos Corais — mas como essa denominação engloba Maragogi (que, por ser um destino tradicional do turismo organizado, não tem nada a ver com esse pedaço de que estou falando), eu prefiro usar Rota Ecológica, que foi cunhado no finalzinho dos anos 90 pelo então secretário de turismo de São Miguel dos Milagres.

A região foi preservada graças ao traçado da estrada litorânea de Alagoas, que na altura de Barra de Santo Antônio faz um desvio para o interior e só retorna à costa em Maragogi. Os pouco mais de 40 km de praias entre Barra de Camaragibe e Japaratinga são servidos por uma estrada secundária, com um trecho de asfalto (até Porto de Pedras), uma balsa (para atravessar o rio Manguaba entre Porto de Pedras e Japaratinga) e um trecho que alterna estrada de chão com paralelepípedos (em Japaratinga).

Sobe aí que eu te levo.

De Maceió a Barra de Camaragibe

Saia de Maceió pela AL 101 Norte. Mais ou menos 15 km depois de Barra de Santo Antônio, passando São Luís do Quitunde, você vai avistar, à sua direita, uma usina. Ali você pega a AL 465 (existe uma placa com indicação para Passo de Camaragibe). Você vai passar por fazendas de gado e entrar no vilarejo de Passo de Camaragibe; pegue a primeira ponte à sua direita e continue. Logo logo vão aparecer os coqueirais e, dali a pouquinho, a estrada vai encontrar a costa, na Barra de Camaragibe.

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Barra é um vilarejo de uma rua só (a estrada), e um dos poucos da região que ficam à beira-mar. Mas a praia que vale a pena fica do outro lado do rio Camaragibe: é a Praia do Morro ou Praia dos Morros, dependendo de quem você ouve. Querendo ir até lá, estacione num dos bares de Barra e procure pelo canoeiro.

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A Praia do Morro é a continuação de Carro Quebrado, uma das mais famosas de Alagoas. Uma falésia, porém, impede a passagem pela areia. A ponta sul da praia é dominada por essa falésia, que depois dá lugar a um coqueiral onde há alguns anos está prevista a construção de um condomínio (com direito a resort e marina) por um grupo canadense. Quando isso acontecer a visita não vai ser mais tão fácil…

Da Barra de Camaragibe ao Toque

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Depois de Barra de Camaragibe você não avista mais o mar da estrada: só o coqueiral. Os vilarejos — do Marceneiro, do Riacho, de São Miguel dos Milagres, do Toque — limitam-se à beira da estrada. Há caminhos que levam para as praias, mas não são lá muito bem sinalizados. Ao fim deles normalmente há um quiosque rústico — usado mais por moradores do que turistas — e casinhas onde os pescadores guardam seu material de pesca. Para apreciar as belezas da região, só mesmo andando a pé pela areia.

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Nesse trecho a paisagem muda completamente de acordo com a maré. Na maré baixa (sobretudo durante as luas cheia e nova), o mar recua tanto que a praia chega a desaparecer por algumas horas. Enquanto a maré não sobe, o negócio é ficar pela piscina da pousada — ou ir até as piscinas naturais localizadas entre o Toque e Porto da Rua (dá para ir de jangada ou caminhando, com água pelo joelho). 

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Para quem vem do sul, a primeira pousada da região é a Pousada do Toque, que eu tive a sorte de descobrir em 2000, apenas 3 meses depois de abrir, quando estava fazendo o primeiro campo do Freire’s.

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Na época, a pousada era infinitamente mais simples do que é hoje. Fui conquistado pela localização (a única alternativa de hospedagem na região era um mini-resortinho bem fraco, então chamado Tarumã, e que funciona até hoje, como Costa dos Corais Beach Resort), pelo charme das instalações (apesar da rusticidade daquele tempo) e sobretudo pela comida. (Rúcula? De horta orgânica? No Nordeste? Fora de uma capital? Em 2000? Era um assombro.) Saí de lá encantado, e escrevi uma matéria para a Vip chamada “Paraíso descoberto: São Miguel dos Milagres”. Quando o telefone tocou com o primeiro pedido de reserva, de Brasília, o dono da pousada, Nilo Burgarelli — que não tinha a mínima idéia do que eu tinha ido fazer ali — achou que fosse trote.

Nada do que você vai ver nas próximas fotos existia naquele tempo.

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É que, de lá pra cá, a pousada não parou de evoluir: Nilo e sua esposa, Gilda Peixoto, investiram tudo o que ganharam em melhorias. Quartos básicos foram desativados (o da minha primeira noite virou DVDteca); os chalés foram aumentados para ganhar banheiros enormes; colchões e TVs foram trocados algumas vezes, sempre com upgrade.

Hoje os chalés mais simples (os “jardim”, que ficam nos fundos do terreno) custam R$ 320 (incluindo jantar) na baixa temporada (na alta, a diária sobe para R$ 400, com jantar). Para efeito de comparação: os quartos mais simples da Estrela d’Água, em Trancoso, saem R$ 620 na baixa e R$ 870 na alta, só com café.

Por um pouquinho mais — R$ 370 na baixa, R$ 460 na alta — você fica num chalé jardim como este da foto aqui embaixo, com ofurô e jardim de inverno (ou num dos novos chalés praia, que foram inteiramente refeitos e estão inaugurando agora no fim de julho).

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Há três bangalôs superluxo, com piscinas particulares. Meu favorito (e também o da Majô) é o Toque-Toque, de 130 m2. Custa R$ 700, com jantar, na baixa temporada, e R$ 790 na alta. (Comparando novamente: uma suíte master com piscina na Estrela d’Água sai R$ 1.060 na baixa e R$ 1.580 na alta, só com café da manhã.)

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O maior (150 m2) e mais luxuoso é o bangalô Bem-Te-Vi, que tem um deck com vista para o mar, uma sauna com saída para a piscina e uma sala de ofurô, separada do banheiro, num ambiente rústico de taipa. Custa R$ 880, com jantar, na baixa, e R$ 960, com jantar, na alta.

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Todos os quartos, do mais simples ao mais tchãs, têm DVD — uma bossa que o Toque lançou há cinco anos e que se tornou uma das marcas registradas da Rota. Não há buffet nem mesmo no café da manhã — que pode ser servido a qualquer hora do dia. O prato principal do jantar está incluído em todas as diárias, com livre escolha; se quiser, você pode passar todos os dias a lagostim ou bacalhau.

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O que eu mais gosto no Toque é que, mesmo com ofurôs, DVDs, Roteiros de Charme e quetais, a pousada não ficou metida a besta. Não há o menor resquício de afetação no ar.

Isso se deve ao que eu acredito ser o maior luxo do Toque: a simpatia da equipe. Assim que você chega todos aprendem imediatamente o seu nome (às vezes já sabem antes de você chegar). E quando você vai embora — surpresa: você descobre que também sabe o nome de todos os que atenderam você.

Essa simpatia é personificada na figuraça do J.R. — ou Jota, para os íntimos (ou seja, todos os que passam mais de 24 horas na pousada). Eu ia fazer um vídeo dele nessa minha última passada, mas não é que o danado estava de férias? (O J.R. não dá para descrever; só vendo e ouvindo para entender.) 

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Mas mesmo quando o Jota não está, você não deve deixar de provar sua genial invenção: a caipiroska de limão com gengibre e manjericão. (Eu peço sempre com mel.)

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Mas nem só da Pousada do Toque vive a praia do Toque. Vizinhas à pioneira existem outras duas ótimas pousadas.

Indo na direção norte, a primeira delas é a Pousada do Caju, uma bela alternativa de qualidade a preços que não assustam.

No meio do ano passado, ela foi vendida a dois portugueses que percorreram toda a costa do Nordeste em busca de uma pousada já pronta que pudessem desenvolver. Zé Carlos (de bigode), que trabalhou durante décadas em grandes redes hoteleiras na Europa, e Alírio (de azul), que é decorador, enxergaram naquela casa de linhas “clean”, com quartos compactos mas bem-resolvidos, um bom ponto de partida para seu projeto de pousada de charme.

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De imediato esquentaram a decoração dos quartos com belas peças de uma designer que descobriram em Maceió; depois fizeram uma piscina gostosíssima, com cascatinha e bar molhado, que mais do que compensa o fato de a pousada não estar à beira-mar (são cinco minutos de caminhada por entre coqueiros).  

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Na minha visita, provei vinho de caju (outro curioso achado da dupla) e comi um bacalhau bestial. O forte do cardápio, porém, gravita em torno da culinária brasileira, a cargo de um chef que trabalhou por um bom tempo com Nilo no Toque.

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No futuro os donos querem adicionar dois ou três bangalôs de luxo à oferta de acomodações. Por enquanto as diárias estão camaradíssimas: entre R$ 210 e R$ 250, incluindo jantar. Aproveite enquanto o lugar não fica famoso…

A terceira pousada da praia é a gracinha da Pousada da Amendoeira, também construída depois que seus donos, o Alan e a Adriana, percorreram o Nordeste inteiro em busca de um lugar que não estivesse corrompido pelo turismo de massa.

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São apenas seis bangalôs, decorados com simplicidade e bom-gosto. Como é praxe na região, as diárias incluem uma refeição — e vão de R$ 190 a R$ 240, na baixa temporada, e de R$ 220 a R$ 290, na alta. (Meu preferido é o bangalô Alamanda — o mais caro — que tem ofurô no banheiro.)

A cozinha, por sinal, é um dos pontos altos da pousada (epa, essa frase está ficando repetitiva neste post). A Adriana usa ingredientes e temperos da região para criar pratos de leve sotaque natureba — com resultados surpreendentemente bons. Mesmo que você não se hospede aqui, vale a pena marcar pelo menos um almoço.

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A pousada não tem piscina — mas tem a sombra mais gostosa da região, ao pé da sua frondosa amendoeira.

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Do Toque a Tatuamunha

Um pouco mais adiante, a praia muda de nome, revelando a proximidade de outro vilarejo: Porto da Rua.

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Antes de chegar na vila você encontra outra pousada de ótima relação custo x benefício: a Côté Sud.  

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Num terreno com grande frente de praia, muitos coqueiros e um riozinho nos fundos, espalham-se simpáticos bangalozinhos. As diárias, sempre incluindo jantar, ficam entre R$ 155 e R$ 265 na baixa, e entre R$ 175 e R$ 295 na alta temporada.

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Os donos, Corinne e Roger, são belgas, e recentemente se associaram a um compatriota, o chef Philippe Schroeven, da Academie Nationale de Cuisine, para comandar a cozinha. Minha amiga Claudia Carmelo se hospedou no réveillon deste ano e me elogiou muito a comida.

Mais alguns passos e você chega a Porto da Rua, um vilarejo que possui uma grande colônia de pescadores. As jangadas são guardadas em terra firme, mas a praia serve de porto natural para seus barquinhos pitorescos.

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Passando o vilarejo, indo em direção à barra do rio Tatuamunha, fica a última pousada deste trecho da Rota, a Villa Pantai.

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A meu ver, esta pousada destoa do conjunto da Rota, porque suas construções — bangalôs de dois andares — não guardam o recuo recomendável, interferindo demais na paisagem (se bem que, neste ponto da praia, a beira-mar é totalmente ocupada por casas). A piscina se inspira em piscinas de resorts, com deck molhado e tudo, e há um belo deck de madeira com hidro debruçado na areia.

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Tanto o nome quanto a decoração tentam evocar o Sudeste Asiático. As diárias não variam o ano inteiro: saem R$ 400 nos apartamentos de um piso e R$ 550 nos duplex — só com café da manhã.

Continuando pela areia, você passa pelo tal pequeno resort de que eu já falei no início do post, até dar na barra do rio Tatuamunha.

Na maré baixa se formam ilhas de areia onde você chega de caiaque ou mesmo a pé.

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Contrate (na sua pousada) um passeio de jangada pelo rio. Se não bastasse a beleza da paisagem — um mangue com coqueiral sobreposto –, você ainda pode ver de perto um dos três peixes-bois que moram por ali.

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Peça para subir o rio até a altura das pontes. Ali dê uma descidinha para visitar a vila de Tatuamunha, que é lindinha e tem um casario antigo preservado.

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Se tiver fôlego, suba a colina do cemitério para ter apreciar esta vista:

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(Ou suba outro dia, de carro…)

Pela estrada ou pela areia, nossa próxima parada é na praia de Tatuamunha, ou da Jibaba, onde encontramos a primeira pousada do outro lado do rio. Até mês passado ela se chamava Um Milhão de Estrelas; mas com a entrada na sociedade dos donos da Aldeia Beijupirá, a pousada vai mudar de perfil e se chamar Borapirá (ainda sem site). Quem me deu o furo, por sinal, foi a Jurema, ao pesquisar preços para uma temporada na Rota.

A idéia é ótima: fazer da Borapirá uma alternativa para casais com crianças que não curtam resort e que tenham dificuldade de encontrar pousadas que aceitem menores de 12 anos. (Pelo que eu vejo aqui no blog, existe um grande público potencial para uma pousada assim — casais que se hospedaram a vida inteira em pousadas de charme, e que de repente precisam mudar de tipo de hospedagem por causa dos pimpolhos.)

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A única foto que continua valendo é a da praia. Na pousada em si, os bangalôs — amplos, com banheiros ótimos — estão sendo pintados de branco e ganhando acabamento de palha. A piscininha, muito pequena e de fibra, que era o ponto baixo da pousada, vai ser substituída por uma bacana, em forma de peixe. Assim que eu tiver outras notícias, atualizo aqui; por enquanto o que sei é que as diárias estão entre R$ 290 e R$ 340, com jantar (ou entre R$ 230 e R$ 270, só com café).

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De Tatuamunha a Porto de Pedras

A vila de Tatuamunha marca uma mudança de município: não pertence a São Miguel dos Milagres, e sim a Porto de Pedras

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Nossa próxima parada é na Praia da Laje (ou Praia do Lage), que leva o nome de um povoado que não chega até à beira-mar. Uma estradinha conduz até a pousada Aldeia Beijupirá, que eu costumo definir como o endereço mais cool da Rota.

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A pousada é um refúgio construído por Adriana Didier, dona do Beijupirá, e seu marido português Joaquim Gonçalves, para descansar do burburinho de Porto de Galinhas.

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A praia, para mim, é a mais bonita da Rota. Os ambientes sociais também são charmosíssimos — decorados com peças de design refeitas por artesãos nativos com materiais locais. A piscina ficou ainda mais bonita desde a inauguração do gazebo, no verão passado.

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O cardápio traz os pratos e caipiroskas do Beijupirá, além de petiscos perfeitos para um dia na piscina, como a coalheta — uma bruschetta de tapioca com queijo coalho.

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Os bangalôs são chamados malocas — mas não se assuste: todos têm ar condicionado split, TVs grandes e DVDs; algumas têm banheiras de hidro de casal. As diárias das malocas sem hidro vão de R$ 264 a R$ 296 na baixa, e de R$ 380 a R$ 430 na alta, só com café. As malocas com hidro saem entre R$ 320 e R$ 360 na baixa, e entre R$ 460 e R$ 480 na alta, com café.

O trecho asfaltado da Rota termina em Porto de Pedras, cidadezinha bonitinhíssima, que conserva alguns casarões do início do século passado.

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O centrinho da cidade fica à beira do rio Manguaba; sua praia de mar, o Patacho, tem pouquíssimas construções. Dizem que ali será construído um grande hotel de bangalôs; nesta última visita, passei pelo que pode vir a ser um lugar muito charmoso: a Pousada do Patacho. Por enquanto, porém, ainda dá para percorrer o lindo caminho de areia por entre o coqueiral. Veja no mapa um pouco acima nesta página: saia da estrada no casarão amarelo, vá até o Patacho, dê uma olhadinha na Laje e volte à estrada à altura da igrejinha.

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O centro histórico de Porto de Pedras esconde a maior pechincha da Rota — a pousada Costa das Pedras, que funciona num casarão quase centenário. O dono da pousada é Andrezinho Burgarelli, que vem a ser sobrinho e ex-funcionário do Nilo; muitos dos equipamentos, como colchões e TVs, viveram sua primeira encarnação no Toque — e são sensivelmente melhores aos de qualquer pousada que você encontre por aí cobrando diárias de R$ 90 a R$ 110 na baixa, ou de R$ 100 a R$ 130 na alta (só com café da manhã). 

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O restaurante é aberto ao público; pare aqui para pedir uma moqueca capixaba ou uma pizza de massa fina (feita no forno a lenha).

Querendo uma experiência gastronômica nativa, a pedida em Porto de Pedras é a Peixada da Marinete, que faz uma famosa fritada de aratu  (na rua da igreja, em direção à praia; tel. 82/3298-1267).

E aí? Pronto para atravessar o rio Manguaba?

De Porto de Pedras a Japaratinga

O Rio Manguaba funciona, digamos, como uma lombada natural da Rota Ecológica. É ele que torna desinteressante o uso da estrada secundária para cortar caminho entre Maceió e Maragogi. É ele que impede o crescimento desenfreado e a ocupação irregular. 

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A travessia não leva 15 minutos — quer dizer, se você der sorte de pegar a balsa na sua margem. Mas funciona quase como um passeio; o Manguaba é um rio bonito, margeado por mangue, e Porto de Pedras fica ainda mais fotogênica quando contemplada, calmamente, do meio do rio, com o farol listrado em cima do morro.

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Foi nesta balsa que a Lea Dorf descobriu a placa em inglês mais hilária do Brasil. Trata-se da versão para o idioma gringo das instruções de uso da balsa — que deve ter sido feita por algum tradutor online. (A Lea transcreveu tudo aqui.)

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No que depender do prefeito Rogério Farias, de Porto de Pedras — sim, do clã Farias –, a balsa está com os dias contados. Depois de ter construído 6 quadras de tênis de saibro, com iluminação noturna, para o desenvolvimento esportivo da população de Porto de Pedras, e de ter cogitado construir um calçadão na praia do Patacho, o prefeito agora quer construir uma ponte no Manguaba — provavelmente igual à que conseguiu cometer em seu emprego anterior, como prefeito de Barra de Santo Antônio, e está, segundo me contam, há oito anos sendo construída.

Caso o projeto vá adiante, essa ponte constituirá um crime ambiental — porque certamente vai ser acompanhada do asfaltamento do segundo trecho da estrada, criando instantaneamente uma nova rodovia costeira no Brasil, algo que não se faz há duas décadas. Todas as novas estradas litorâneas da Bahia, por exemplo, foram construídas a uma distância segura do mar (Linha Verde, Ilhéus-Itacaré) ou com traçado que evita acompanhar a costa (Porto Seguro-Trancoso). Criar um corredor de tráfego numa das últimas costas preservadas do Nordeste é absurdo. É óbvio que a comunidade de Porto de Pedras se beneficiaria muito mais se esse dinheiro fosse aplicado num hospital ou em melhorias nas escolas.

Pronto, falei; podemos seguir viagem.

Na outra margem do Manguaba a estrada — de terra, com alguns trechos calçados com paralelepípedos — passa mais perto da praia; você vai ver o mar em vários momentos. Em Barreiras do Boqueirão, também conhecida como Praia das Bicas, há um restaurante debruçado no barranco, com uma linda vista, o Companhia da Lagosta.

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Um pouco mais adiante existe um restaurante de praia engraçadinho, o Vila Bitingüi, cenografado como um vilarejo praiano. Então você passa por um pequeno hotel freqüentado por portugueses, o Hotel Bitingüi.

A hospedagem mais simpática à beira-mar nesse trecho da Rota é na Estalagem Caiuia. Nenhuma pousada é tão pé-na-areia: você abre a porta do quarto, dá dois passos no deck e já está na praia. 

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A pousada pertence aos donos do ótimo restaurante Divina Gula, de Maceió; a cozinha é ponto focal da área social. Hoje a pousada está arrendada ao casal de gerentes, que não alteraram nem o cardápio nem a linha de atuação. Os quartos são charmosos, mas compactos (e não têm TV). As diárias na baixa temporada, incluindo jantar, começam em R$ 200.

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Finalmente, um pouco antes da vila de Japaratinga, uma estradinha tortuosa leva morro acima à Pousada do Alto

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O dono, Leopoldinho Amaral, foi agente de viagem e correu o mundo antes de abrir a pousada no sítio do alto do morro. A sede é uma casa belissimamente decorada com móveis e objetos de família e obras de arte. Os quartos ficam numa ala anexa, e recentemente ganharam equipamentos novos. As diárias, incluindo jantar, são de R$ 380 nos apartamentos térreos, e R$ 430 nos do segundo andar.

O jantar é um acontecimento: servido à luz de candelabros.

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A última novidade da Pousada do Alto é um spa, comandado por universitários pernambucanos.

Mas por mais qualidades que a pousada possua, nada provoca mais uau! do que a piscina de borda infinita encarapitada no deck, de onde se pode observar o vaivém radical da maré de Japaratinga ao longo do dia.

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Japaratinga está a 20 km de Maragogi, que por sua vez fica a 130 km do Recife; esta ponta da Rota é a porta de entrada para quem vem de Pernambuco.

Gostou do passeio? Tenha certeza de que ao vivo é muito mais bacana 8)

ATUALIZAÇÃO: leia o guia atualizado em 2013:

Miniguia de praias: Rota Ecológica e Maragogi

697 comentários para “Alagoas: Rota Ecológica”

  1. Estou indo para Alagoas em março, primeiro, 4 dias num resort em Maragogi, depois mais 4 dias em alguma pousada que ainda não escolhi. Estou indo com esposa e filha de 2 anos, e as dúvidas são: qual pousada (Infinito Mar, Riacho dos Milagres, Paraiso dosCoqueirais)? Vou por Recife, alugo carro? (encontrei diárias de R$60,00). Podem dizer valor dos restaurantes? Quais não posso deixar de conhecer? Alguma consideração para quem leva filho pequeno para tirar o sossego dos outros hóspedes?rsrs Grato a todos.

    1. Olá, Leonardo! Na região de São Miguel dos Milagres-Porto de Pedras, as únicas pousadas que aceitam criança são a Borapirá, a Riacho dos Milagres, a Pousada da Amendoeira, a Pousada Origami, a Pousada Villa Pantai e a Pousada do Toque. As de Japaratinga aceitam todas.

      Maragogi está no meio do caminho entre Maceió e Recife, mas a Rota Ecológica está mais próxima de Maceió.

      1. Algum lugar “imperdível” para comer?

        1. Olá, Leonardo! Pousada do Toque, Pousada do Caju (não aceita crianças), Pousada da Amendoeira, Pousada Côté Sud (não aceita crianças), No Quintal, Chez Domi, Restaurante do Enildo em Porto da Rua, Peixada da Marinete em Porto de Pedras.

    2. Boa noite, estou planejando uma viagem, minha duvida é entre Japaratinga (pousada estalagem caiuá) ou São Miguel dos Milagres (pousada do sonho)ou ainda Hoel Praia Dourada em Maragogi, estaremos com nossa bebe de 11 meses em setembro e nossa idéia é praias mais calmas e paradisiacas. Qual melhor opção voce me indica?

      1. Olá, Carla! Todas as praias são calmas e paradisíacas. O Praia Dourada é o hotel mais estruturado dos três.

        1. Muito obrigada pela ajuda!!! Também gostei muito do que vi no site do Hotel Praia Dourada, minha duvida era somente se Japaratinga ou São Miguel dos Milagres fariam mais nosso tipo, pois estamos à procura de um local mais para descansar e mais isolado de aglomerações e pelo que lemos nos comentários este é mais o perfil destas outras duas cidades citadas que compõem a rota ecológica.

          1. Levando em consideração este ponto que abordei, ainda assim a uma boa pedida seria o Hotel Praia Dourada?

            1. Olá, Carla! O hotel talvez seja mais adequado para ir com um bebê, mas a praia não é vazia.

  2. Grato!!!!!

  3. Fui finalmente me hospedar na Pousada do Toque. E constatei tudo, tudinho, o que está dito aí no post. Da caipirinha do JR à simpatia do Nilo. E o clima, é mesmo super descontraído. (Eu não tinha acreditado muito…)
    Os preços estão mais altos do que eram quando o post foi escrito, mas as maravilhas cresceram em igual proporção.
    Eu super recomendo uns diazinhos lá pra relaxar.

  4. Olá boia! Final da próxima semana, parto para Maceió e São Miguel dos Milagres, será que as atualizações dos guias saem até lá?? Diz que sim…

    1. Oi, Eleonora! Não podemos prometer. Se tiver alguma dúvida específica, é só perguntar.

      1. Com certeza, nas dúvidas eu sempre estou consultando vocês. Mas até lá,continuarei acessando todos os dias a página, vai que de repente tenho uma surpresa. Obrigada.

  5. Impossível descrever São Miguel dos Milagres…só sentindo de perto essa região de praias limpas e desertas, de mar infinitamente azul, de povoado tranquilo e povo hospitaleiro, sem frescuras, para saber.
    A maré (como dizem por lá) é viva, de manhã recuava mais de 1 km e formavam pocinhas com peixinhos coloridos se escondendo nos corais. Mais tarde ela voltava até a entrada das pousadas, um piscinão, proporcionando o banho de mar mais gostoso e quentinho que eu já experimentei .
    A noite o silencio era total, só o barulho das ondas. O melhor programa era bater papo na praia, assistir um DVD e dormir cedo.
    Eu planejei vários passeios, mas fiquei com uma preguiça danada de entrar em carro ou sair de jangada. Fiquei só curtindo a praia e a pousada. Acordava antes das 6h, via o sol nascer todos os dias. Pés na areia, ia caminhar, antes mesmo do café. Arregalava bem os olhos para ver as belezas que ia encontrando e voltava cheia de energia.
    Até andei de bicicleta na praia, o que não fazia a mais de 10 anos.
    Fiquei na Pousada Côté Sud, a primeira logo depois do vilarejo de Porto da Rua. Eu amei tudo, os chalés, a piscina de borda infinita, a decoração, a jardinagem e a atenção dos proprietários. Capricho em cada canto, nos arranjos de flores naturais, no enxoval e na limpeza. Mas os destaques são a comida mais que especial e principalmente os funcionários, discretos e atenciosos, sempre sorrindo.
    Na vilinha fica o Bar do Enildo, lá tem um petit gateau nordestino com cocada de forno quentinha e sorvete de tapioca de babar. A casquinha de siri e a caipirinha também são ótimas.
    Combinei um transfer direto com a pousada e foi a decisão mais acertada, não senti falta do carro e fiquei tranquila no caminho de volta ao aeroporto.
    Pretendo voltar pois fiquei com gostinho de quero mais.

  6. Boa noite Adorei as dicas e estou planejando uma viagem de 7 dias pela região, adorei as dicas e as matérias. Estou indo com a minha esposa e um filho de 11 meses em Setembro, adoro esportes aquáticos e a rota ecológica, poderia me ajudar em dividir brevemente em dias e cidades com o teu conhecimento. Maceio ate Maragogi era o previsto.
    Obrigado Alexandre de Gramado/rs

    1. Olá, Alexandre! A Rota Ecológica não é para “conhecer”, é para relaxar. O efeito só vem se você programar no mínimo 4 dias, idealmente uma semana, por lá. Se combinar com algum outro destino, deixe a Rota por último.

  7. Ola! Vou passar 10 dias na regiao e o objetivo eh relaxar o maximo possivel. Gostaria de saber se eh preciso alugar um carro ou se eu decidir ficar em uma pousada como “base” consigo conhecer tudo sem carro? Se for possivel, qual dessas pousadas vcs indicam para ficar como base? Gostei bastante da aldeia beijupira. Uma outra opcao seria dividir a viagem e ficar em duas pousadas como base. Me ajudem? Obrigado! Abs marcelo

    1. Olá, Marcelo! O Ricardo Freire diz que é bobagem alugar carro. Ao caminhar nas redondezas da sua pousada você verá praias diferentes sem precisar de deslocamento radical. Quando quiser ir à Praia do Morro, pegue um passeio guiado, custa R$ 80, é bem mais barato que alugar carro. Querendo dividir entre duas pousadas, deixe por último aquela pela qual você tem expectativa maior.

  8. Bacana! Obrigado pela rapida resposta! Abs

  9. Olá, Ricardo. Esclareci todas as minhas dúvidas em relação à rota ecológica. Dicas muito valiosas.
    Enviei mensagem hoje para reserva na primeira quinzena de setembro na Pousada Costa das Pedras e estava aguardando o retorno. Logo abaixo,li uma postagem na qual você informa que a pousada não exite mais. Tem alguma dica de pousada similar (custoxbenefício)? Com relação ao tempo, alguns sites/blogs informam que chove na região entre maio de julho e outros, que chove até setembro. Poderia esclarecer minha dúvida, já que tenho as passagens compradas para este período? Obrigado.

    1. Olá, Cassinho! As pousadas com melhor custo x benefício na região são a Riacho dos Milagres e a Pousada do Sonho. Setembro não é mais chuvoso.

      Leia:
      http://www.viajenaviagem.com/2012/10/praiometro-nordeste-caribe/

      1. Muito obrigado pelo retorno!

  10. Muito obrigado pela resposta e parabéns pelas dicas!

  11. Caro Ricardo/amigos do VnV: Pretendo visitar o litoral de Alagoas em julho (rezando para que não chova!) e gostaria de saber se devo reservar as pousadas com antecedência ou, se nesta época do ano, será possível encontrar pousadas a preços razoáveis nos principais pontos ao longo da costa sem necessitar reserva (por ex. São Miguel dos Milagres, Porto das Pedras, Japaratinga ao norte e Barra de São Miguel, Piaçabuçu e Penedo ao sul). Por preço razoável, quero dizer até no máximo R$ 250 a diária de casal. Estou achando os preços citados aqui e dos sites das pousadas no Alagoas MUITO salgados. Não existem pousadas mais simples mas decentes, sem piscina e com café da manhã, por aproximadamente R$ 200 a diária?? Podem dar dicas?

    Abs e obrigado,
    João

    1. Olá, João! Em julho você pode ter dificuldades para encontrar disponibilidade em cima da hora. Japaratinga tem pousadas mais em conta que a São Miguel + Porto de Pedras. Ficar nesta região numa pousada que não esteja à beira-mar é inconveniente, porque os pontos de acesso à praia para quem não está hospedado não são bacanas.

      1. Obrigado pela pronta resposta e pela dica. Resolvemos ficar na Pousada do Sonho, que me pareceu razoável em termos de custo x benefício (R$ 230,00/diária casal), visto que aquela região de São Miguel dos Milagres parece ser cara… gostaria de pedir outra sugestão, se for possível ajudar: teremos 3 dias para visitar as praias do sul, indo de Barra do São Miguel até Penedo e fazendo o passeio do Rio São Francisco. Queremos ficar as 3 noites num hotel só e usá-lo como base. Qual praia/hotel sugerem ficar para visitar as praias do sul com tranquilidade durante este periodo? Barra do São Miguel? Jequiá da Praia? Coruripe? Pontal do Peba? Não gostamos de praias badaladas nem muvucadas, mas queremos um lugar que tenha o mínimo de infraestrutura. Abs e obrigado, João

        1. Olá, João! O turismo ainda é pouco desenvolvido na região. Coruripe tem a localização mais central — a pousada Paradise é uma boa opção.

  12. Olá Ricardo, Bóia, leitores! Acabo de voltar de São Miguel dos Milagres e gostaria de contar um pouquinho do que achei para os próximos viajantes. O lugar é realmente incrível e a natureza é belíssima. Fiquei 10 dias lá, no início de maio, e as chuvas existem, mas duram 30 minutos no máximo e não atrapalham o sol. O calor é mais ameno, o que facilita as caminhas pela orla. Me Hospedei na Cote Sud, e acho que foi a escolha mais acertada. O lugar é lindo, os bangalôs são espaçosos e bastante distantes uns dos outros, o que permite maior privacidade: dormimos com o bagalô aberto completamente todas as noites, vislumbrando o mar, parecíamos sozinhos no mundo, o máximo! A comida é incrível, saudável e saborosa. A piscina é um deslumbre no fim de tarde, com borda infinita consegue-se vislumbrar o mar e o por do sol. A equipe é sensacional, todos prestativos e simpáticos em tempo integral. Os donos são pessoas incríveis e de muito valor, ganhei amigos para o resto da vida. Indico 100%. Nenhuma possibilidade de arrependimentos. Visitei todas as pousadas da orla até a praia do Patacho e algumas me chamaram a atenção:
    CAJU — jantamos lá na noite do meu aniversário. A comida é estupenda, e o atendimento é muito especial, a atenção e simpatia de todos nos deixou achando que estávamos no paraíso. O Alirio nos presenteou com uma dose de vinho do Porto Vintage que era excelente. A pousada é linda, super bem decorada e confortável. Vale um pulo lá e com certeza ficar hospedado lá deve ser muito bom também.
    AMENDOEIRA — muito charmosa e com uma comida espetacular.
    POUSADA DO PATACHO — um deslumbre! Coloridíssima, quartos muito bem decorados, comida excelente e a recepção dos funcionários e do proprietário Christian foi muito calorosa e divertida. A falta da piscina nem é percebida.
    POUSADA DO TOQUE — vejo tantos comentários sobre o Toque que talvez eu tenha ficado com uma expectativa elevada demais… O lugar é mesmo lindo, mas achei muito construída, ao contrário das outras que sempre tem uma área externa espaçosa — no caso da Cote Sud, gigantesca — a do Toque tem caminhos estreitos e construções por todos os lados. Sabe que até achei que ela estava destoando um pouco das outras da região? Indico apenas para quem quer se hospedar com conforto e não se preocupa muito com o vislumbre da natureza do local ou com o espaço externo. Achei mesmo muito apertadinha, apesar de ser gigantesca. É isto!
    Indico super o região!!! As piscinas, o peixe boi, o artesanato, as praias desertas, a comida do La Luna, a gentileza dos funcionários e proprietários de todas as pousadas! Uma viagem que deve ser incluída na wish list dos amantes do sol, da natureza, do charme, do conforto e da gastronomia!!!!

  13. Vou pela primeira vez com um grupo de amigos para São Jose dos milagres. Alugamos uma casa e vamos ficar lá 3 dias. Antes de voltar a Maceió gostaria de ir a Maragogi já que fica a apenas 37km. Estas balsas que saem da praia de Porto das Pedras para Maragogi tem horário? Elas desembarcam em Maragogi ou ainda tenho que percorrer outras praias antes?Agradeço sua atenção.

  14. Olá pessoal!

    Vamos ficar 4 dias em Milagres no fim de julho. Gostaria de perguntar sobre o deslocamentos. Chegaremos de Maceió e sairemos por Recife, mas não queríamos alugar carro (para a quantidade de dias que ficaremos no total da viagem, ficaria muito caro dentre as locadoras que consultamos). Temos então a opção dos tranfer oferecidos pela pousada, mas, tendo em vista essa opção, tenho duas dúvidas:

    1. Estando em Milagres sem carro, é possível conhecer a região? Como é? Há pequenos passeios oferecidos nas pousadas?

    2. Há opções para esse translado que não seja a locação de veículo ou o transfer da pousada? Alguma linha de ônibus ou ou outro transporte regular?

    Obrigada!

    1. Olá, Mari! Há mototáxis e táxis para deslocamentos “locais”. O Ricardo Freire, porém, sempre diz que é bobagem ir para a região para ficar zanzando de praia em praia. Não há bons pontos de apoio fora das pousadas. Caminhando para a esquerda e para a direita pela areia você verá praias diferentes. Zanzar de carro é roubada.

  15. Bom dia!
    Embarco de lua de mel para são Miguel dos Milagres domingo (23/06/13) via Maceió e gostaria de saber se alugar carro seria a melhor alternativa ou ficamos a merce dos passeios guiados sugeridos pela pousada?
    Como é São João, a distância a Caruaru é viável para passarmos o dia?
    Obrigada!!!

  16. Ahhh!!!! O GPS costuma funcionar por lá?????
    Obrigada

    1. Olá, Karina! O Ricardo Freire recomenda ir de trânsfer e usar a estada na Rota para descansar. Caruaru está a pelo menos 5 horas de viagem.

  17. Olá Bóia,
    Com uma renda mensal de R$ 3 mil é possível viver neste paraíso?
    É possível comprar um imóvel com R$ 380 mil?
    Obrigada.

    1. Olá, Beth! Não sabemos. A gente só entende de turismo :)

  18. A bóia ,gostaria de saber se a noite além dos DVDs existem outros tipos de atividades???

    1. Olá, Flor! Só vá à Rota Ecológica se você quiser descansar.

  19. Caros colegas do VnV: Visitei o litoral do belo estado das Alagoas por 9 dias agora em julho e, como utilizo este site para me informar a respeito dos lugares, achei que seria justo repartir com os interessados minhas impressões de alguns lugares que visitei. É interessante observar como a experiência de viagem varia de pessoa para pessoa. Assim sendo, não compartilho da mesma opinião de vários relatos que li por aqui, principalmente a respeito do trecho que vai de Barra do Camaragibe até Porto das Pedras, a saber:
    - A infraestrutura das 3 cidadezinhas (Passo do Camaragibe, São Miguel dos Milagres e Porto das Pedras) é muito ruim e senti a região totalmente abandonada pelo Estado. Falta de sinalização, placas pichadas, falta de informação, lixo ao longo da estrada são uma constante. O que há de ecológico nesta rota??
    - São Miguel foi decepcionante para nós, não há nada de bucólico neste povoado. É degradante o município arrecadar tantos impostos com estas pousadas de luxo construídas na praia e a população viver naquela miséria.
    - Dito isto, a visão dos coqueirais ao longo da esburacada estrada é muito bonita, mas não se enganem, esta estrada NÃO margeia as praias, raramente conseguimos avistar a praia da estrada. O acesso para muitas praias é precário, principalmente se chove, não há indicação de entrada e, quando há, é confuso para o motorista (desistimos de visitar a praia do Lage, por exemplo). Não há garganta para perguntar ou GPS que dê conta disto.
    - Talvez as pousadas com “luxo acessível” como li por aqui (o que há de acessível em cobrar R$ 500/600 por uma diária em troca de algumas mordomias?)não tenham interesse em trazer turistas massificados ou de poder aquisitivo menor para este local, daí o boicote total à sinalização ou ao acesso.
    - Restaurantes que abrem depois das 18h nesta época do ano é quase impossível achar. Aliás, tirando o caro No Quintal, o Luna Bar, o Restaurante do Enildo, o Manzuá, a Barraca do Tibira e a Peixada da Ivonete em Porto das Pedras, sobram poucas opções para almoço/janta, além da comida carissima das pousadas de luxo acessível. A maioria dos restaurantes NÃO serve porções individuais, de forma que se os clientes não comem peixe ou camarão, a conta vai para o espaço.
    - Gostaria de reiterar que nada disso exclui a beleza de algumas praias, o calor humano e a simpatia das pessoas que encontramos ao longo do caminho. Mas, minha ideia de viagem não é ficar apenas relaxando em pousada ou tomando banho de sol em praia, daí minha inquietação quanto ao tipo de turismo (!!) que está sendo praticado nesta região.
    - A praias que realmente encheram nossos olhos foi a Praia do Patacho e a Praia do Morro, do outro lado do rio Camaragibe. Essas valem a viagem, mas mesmo assim a relação custo/beneficio deixa muito a desejar.

    Bem, não é minha intenção desestimular as pessoas a visitarem esta parte do Brasil, mas os relatos que li aqui é de um tipo de turismo do qual não compartilho, assim como não concordo com o tipo de turismo que a CVC promove.

    Atenciosamente,
    João Moris

    1. João, você tocou em um ponto que tenho ouvido de outras pessoas: a dificuldade de acesso. Tenho conversado com pessoas que conhecem esse pedaço do litoral norte de Alagoas e estão desistindo de voltar por total falta de infra estrutura. Chegar a qualquer pousada é uma novela, ainda que a pessoa contrate o transfer, ninguém merece tanto sacolejo e falta de segurança na estrada. Não entendo onde que um lugar deixa de ser ecológico por ter melhores condiçoes de acesso. Também me sinto desestimulada a voltar. Nem vou falar dos preço$…

  20. Bom dia, Bóia! Estou querendo fazer uma viagem para algum lugar da Rota em outubro deste ano. Mas temos 2 filhos pequenos…. já vi que várias pousadas não aceitam crianças, o que acho uma pena, pois são tão lindas…. quais seriam as sugestões de pousadas para quem está indo com crianças, além da Borapirá? Muito obrigada!! Daniella

    1. Olá, Daniela! Além da Borapirá, a Amendoeira e Riacho dos Milagres aceitam. A Pousada do Toque aceita, mas em número limitado.

      1. Obrigadaaa!

        1. Ok, Bóia. Agora estou entre a Amendoeira e a Borapirá. Borapirá é mais em conta. Mas pelo que eu vi, não dá para ir a pé visitar a praia do Toque. Queria uma orientação sobre as praias. Qual dos lados do rio é mais “bonito” :-) ? Sei lá, depois de falar com algumas pousadas, fiquei com a impressão que, estando com crianças, não seremos muito bem vindos neste litoral. É assim mesmo? Bom, parece que a Borapirá tem mais opções para os pequenos, mas ainda estou em dúvida… Help!! :-) Muitíssimo obrigada pelas dicas! Daniella

          1. Olá, Daniella! As praias são desertas. Vocês não podem se hospedar em quatro ou cinco ou seis pousadas, mas o mar é de todos, e calmíssimo, perfeito para crianças. Repetimos sempre: não é um lugar para visitar outras praias, não há necessidade. Com crianças, então, você vai caminhar um pouquinho para um lado, um pouquinho para o outro, e acabou. Não recomendamos alugar carro nem fazer passeios de carro na região. Para isso existem outros destinos. Maceió, de carro, é perfeita para isso. A Rota Ecológica é para escolher uma pousada e aproveitar essa pousada. Se você está numa pousada e vai visitar a outra, você não vai aproveitar a outra pousada. Você pode almoçar, você pode jantar, mas você não estará lá, você não vai interagir de maneira constante com o staff — essas coisas é que fazem a diferença da hospedagem na Rota. Escolha uma pousada e desencane do resto.

            1. Ok. Falou tudo! Já decidi :-) Obrigada mesmo!

  21. Olá Bóia!!!
    Estarei em maragogi 3 noites e dps vou p Maceió 4 noites, ouvi falar muito bem da praia do Patacho e gostaria de conhecer, é melhor pra qdo eu estiver em maragogi ou qdo estiver em Maceió?? Ou melhor qdo estiver indo de maragogi pra Maceió eu passar por lá?? E a mesma pergunta mas pra praia do morro e a do carro quebrado??

    1. Olá, Vanessa! A praia do Patacho está a menos de 40 km de Maragogi. É preciso atravessar o rio Manguaba de balsa.

  22. E aí, Bóia! Vou passar 3 dias na Rota Ecológica com minha esposa e o nosso filho (um bebê de sete meses). Já li muito – inclusive comprei o livro do Ricardo Freire: 100 Praias que Valem a Viagem (livro muito bacana) -, mas a dúvida permanece sobre qual das duas dessas praias devemos ficar: Toque ou Patacho? Obrigado!

    1. Olá, Rodrigo! O Patacho não aceita crianças. Aceitam crianças: o Toque (em número limitado), a Borapirá, a Amendoeira e a Riacho dos Milagres.

  23. Então, consegui uma pousada na praia do Patacho, mesmo com bebê, por ser baixa temporada (Pousada Xuê). A dúvida permanece: praia do Toque ou praia do Patacho? Aguardo a dica. Obrigado mais uma vez!

    1. Olá, Rodrigo! As duas praias têm características semelhantes. Escolha uma praia na Rota e descanse.

    2. Bom dia Rodrigo, a Praia do Patacho é de um azul espetacular, e a pousada Xuê é linda, fica a dica!

  24. Bom dia Ricardo e Boia. Vocês conhecem o hotel Village Barra, que fica a 3km do Centro da Barra de São Miguel, Praia do Niquim?

    Sabe me dizer se esse lugar é bom ou essa praia e localização é boa ?

    Obrigado.

  25. Boa noite,
    Parabéns pelo site, realmente ajuda muito diante de todas as dúvidas que surgem quando tentamos definir os destinos de uma viagem.
    Bom, irei para Maceió em novembro e a ideia inicial era alugar um carro, passar por maragogi, porto de galinhas e voltar para MCZ (em 11 dias de viagem), já que em km mostra-se muito atrativo. Pesquisando o roteiro me deparei com a rota ecológica e sinceramente estou com dúvidas em como incluí-la no meu roteiro. Li em vários posts sobre a desvantagem no aluguel de carro, mas como quero ir para maragogi e porto de galinhas, será que ainda seria desvantagem? da rota, gostaria de ficar em são miguel dos milagres e porto de pedras, após, seguir para maragogi. Vocês acham isso muita loucura? valeria incluir esse desvio no meu roteiro original, que previa apenas maragogi e porto de galinhas? aguardo dicas, ajudará muito! Abraços

    1. Olá, Tatiane! Quem responde é A Bóia. Conceitualmente, as praias da Rota são o posto do que você vai encontrar em Maragogi e Porto de Galinhas. É turismo de descanso. Se quiser passar na Rota, reserve quatro a cinco dias na volta. Se só quiser ver praias bonitas, há praias lindas por todo o caminho que você vai passar. Quem entra na Rota sem hospedagem (e sem ficar o tempo necessário) não acha nada demais.

  26. Olá Bóia! Estou à procura de uma pousada na Rota com preços razoáveis. Encontrei uma que me pareceu muito interessante que se chama Villa Tatuamunha, porém, não encontrei avaliações de hospedes sobre o lugar. Então, a pergunta é se alguem conhece a referida pousada?

    1. Olá, Lu! Parece ótima! A praia de Tatuamunha é a mesma da pousada Borapirá. Você conta pra gente na volta? Obrigada!

  27. Olá Boia! Estou planejando ir a Rota Ecologica agora ao final de outubro. Ficarei apenas 4 dias, pois é o tempo que tenho. A viagem é uma supresa para meu noivo. Sendo assim, gostaria de escolher a melhor pousada levando em consideracao praia x pousada x custo beneficio. Estaria disposta a pagar uma diaria por volta de, no maximo, R$300,00. Pode me fazer “aquela” indicacao certeira?

    Obrigada desde ja!

    1. Olá, Malu! A primeira coisa que você precisa ver é que em muitas pousadas o jantar para duas pessoas (sem bebidas) está incluído, então você pode pensar numa diária de R$ 400 a R$ 420 se o jantar estiver incluído.

      Dê uma assuntada na Pousada Amendoeira e na Pousada do Caju para ver se eles têm alguma acomodação nessa faixa nas suas datas. Na Riacho dos Milagres você deve pagar menos do que isso.

  28. Obrigada, Boia! Estou quase fechando no Aldeia Beijupirá, mas pelo site nao achei os quartos tao bonitos… queria uma pousada boa com quartos de impressionar! A do Toque está, atualmente, fora do orçamento, mas existe alguma com quartos mais requintados que voce recomendaria? Obrigada mais uma vez!

    1. Olá, Malu! Com exceção dos chalés mais caros do Toque, todas as pousadas primam por uma decoração mais rústica. Não busque “requinte” — busque charme. Entre nos sites de Amendoeira, Caju, Patacho e veja se alguma lhe agrada.

  29. Obrigada pela ajuda! Vou fechar na Aldeia Beijupirá mesmo. Ultima duvida: quando voce diz que é o endereco mais “cool” da rota, o que exatamente quer transmitir? OBRIGADA!

    1. Olá, Malu! O mais descolado, o mais transado ;)

  30. Olá, Bóia!

    Comprei minha passagem de ida e volta para Maceió, de 25/12 a 04/01. Pretendia ir diretamente à São Miguel dos Milagres, mas depois de muito pesquisar percebi que 10 dias será demais para um vilarejo só. Imaginei que talvez eu pudesse dividir os dias entre São Miguel e algum outro vilarejo, mas não sei se é a melhor opção. Como você dividiria essas dias? Os vilarejos da Rota são diferentes um dos outros ao ponto de poder serem considerados “cidades” diferentes?
    Maragogi seria uma boa pedida para dividir esses dias?
    Vou ficar muito feliz com sua super ajuda!

    Obrigada!

    1. Olá, Luciana! A Rota Ecológica é para descansar. Não há “vilarejos” no sentido de centrinhos aonde você quer ir fazer o footing no fim da tarde. O que existem são pousadas. Se quiser dividir entre duas, fique à vontade. As praias mudam pouco. Se quiser combinar a Rota com Maceió ou Maragogi, deixe a Rota por último. Não existe limite de dias para descanso. Não vá à Rota achando que vá “conhecer” algo, não existe nada para se “conhecer” em praias. Praia é para aproveitar — caminhar, descansar, tomar sol, entrar no mar, comer bem.

  31. Olá!

    Gostaria de saber qual é a melhor forma de se locomover de uma praia para outra. É possível fazer todo o trajeto indicado nesse post a pé? Há meio de transporte no local? Vale à pena alugar um carro? Agradeço desde já pela atenção.
    Alice.

    1. Olá, Alice! É possível ir a pé da Praia do Riacho à praia do Toque à praia do Porto da Rua; e da praia de Tatuamunha à praia da Laje à praia do Patacho; mas isso só é confortável para quem está hospedado numa pousada.

      Recomendamos escolher uma pousada e ficar o máximo de dias que você puder. É assim que se curte a Rota. Não há o que “conhecer”: há o que relaxar e curtir.

  32. Obrigada pelas informações! Gostaria de saber ainda o que se pode fazer a pé a partir da pousada Cote Sud, se a praia que fica em frente à ela é realmente bonita. É possível ir, por exemplo, até o santuário do peixe boi e ir até a praia do patacho? Obrigada mais uma vez!

    1. Olá, Alice! Da Côte Sud você pode ir andando à esquerda até a Praia do Riacho, passando pela Praia do Toque. Caminhando para a esquerda,vai até a foz do Tatuamunha. Ao santuário do peixe-boi vai-se com o jangadeiro, que pega você em frente à pousada. Para a Praia do Patacho você pode ir de táxi ou mototáxi.

  33. Olá!
    Gostaria de saber qual a melhor pousada: Pousada Cote Sud ou Pousada Infinito Mar? Cada uma fica mais perto de quais praias? Quais praias valem mais a pena para visitar?
    Obrigado!

    1. Olá, Bernardo! A Infinito Mar está em Barra de Camaragibe, mas longe do centrinho. A Coté Sud está perto do centrinho de Porto da Rua. Não pense em termos de “praias para visitar” na Rota. Escolha uma pousada, curta a praia em frente e caminhe para os dois lados — é o que se faz.

  34. Boa Tarde
    Estamos indo para Maceió, agora no final de outubro de 2013, como serão apenas 3 dias estamos na duvida de que praias conhecer e de que lugar ficar, como estou gravida e necessitando de um descanso pensamos em ficar em Maragogi, entretanto e longe não sei se vale a queria pena, mas também gostaria de conhecer a praia do patacho, gunga e ipioca, será que é possível? O que você indica?
    Obrigada pela ajuda
    Taís Ximendes

    1. Olá, Taís! Com 3 dias, fique em Maceió, vá a Ipioca e Barra de São Miguel.

  35. Oi, estou pensando em ir para esta região no final de janeiro, tenho 2 filhos de 2 e 6 anos, oque vc acha da pousada vila tatumunha? Tem infraestrutura p crianças?

    1. Olá, Patricia! É uma pousada nova, está num trecho deserto da praia, e tem um jeitão de casa de praia. Não tem piscina nem playground, mas aceita crianças.

  36. Acabei de reservar a Pousada Villa Tatuamunha para o carnaval 2014. Estava procurando por um lugar com menor badalação possível (já que o carnaval é uma época complicada…), gosto do “roots”. Como pude observar em avaliações de vários sites, o trecho que a pousada está localizada parece ser beeem tranquilo… Minha dúvida, é se por ficar nessa região, aparentemente mais “isolada”, eu terei dificuldades em visitar as outras praias. Não pretendo alugar carro, quero caminhar e andar de bicicleta.

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