Golpes contra turistas na Europa: Duc, Maria Lina e Dri alertam

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Paris: Basílica do Sacré-Coeur

É fato que o Brasil é um lugar infinitamente mais inseguro que a Europa. Mas por incrível que pareça, um turista brasileiro talvez corra mais riscos lá do que aqui.

Ocorre que o problema no Brasil é a violência -- que aprendemos a evitar não andando por lugares ermos ou pouco vigiados. Batedor de carteira, por aqui, é profissão em extinção; seu campo de ação parece limitado a festas com aglomeração (como todas aquelas da Bahia).

Na Europa a violência é mínima. Mas a arte de aproveitar-se das distrações dos forasteiros é desenvolvidíssima. Enquanto a gente está lá, embasbacado com alguma vista ou tentando entender o metrô, algum artista surrupia a nossa carteira ou mete a mão na nossa bolsa sem que percebamos. Deixar mala ou bolsa aparecendo em carro estacionado, então, é fatal.

Mais chatos (por humilhantes) são os golpes perpetrados em dupla ou trio: enquanto um puxa papo ou chama a atenção para uma coisa qualquer, o outro passa a mão no que estiver desguarnecido.

Recentemente, vários blogueiros que moram (e um que morou) na Europa trouxeram o tema à tona.

O Dani Duc, que tem o excelente DucAmsterdam.net (indispensável para viajar a Amsterdã e à Holanda), contou uma série de perrengues que passou em diversas cidades européias. Seus leitores contribuíram com suas próprias histórias nos comentários.

A Maria Lina, do queridíssimo Conexão Paris, repercutiu uma denúncia de leitores sobre golpes e intimidações nas escadarias de Sacré-Coeur.

Dentro do assunto, o PêEsse lembrou um post do ano retrasado em que a hilária -- e ao mesmo tempo seriíssima -- Dri Setti, do Achados, faz um verdadeiro inventário das várias maneiras de baterem a sua carteira na Espanha (e como escapar de ser uma vítima).

De novo: não é que a Europa seja perigosa. Ela só não é tão segura quanto a gente imagina -- e os riscos são diferentes daqueles nos quais já estamos escolados. Ter consciência disso já nos torna menos vulneráveis grin

E você? Já passou por algum perrengue do gênero? Conte na caixa de comentários!

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196 comentários

Marce Lelis
Marce LelisPermalinkResponder

Tive carteira, passaporte, segundo celular e uns 250 euros roubados en Berlin - 2 moças que pareciam romenas, búlgaras (ou vizinhos) vieram me perguntar na rua se eu sabia se havia alguma agência do Citibank perto (de verdade pareciam turistas perdidas, com mochilas e tudo) - Eu sabia que havia um quiosque de atendimento turístico a uns 50 metros e andei com elas até metade do caminho (uns 20 metros). Estava um pouco distraído, elas se despediram e foram em direção ao quiosque e eu entrei em um taxi - Quando fui olhar dentro de uma pequena mochila que levava minhas coisas já não estavam. Na Europa qualquer pessoa pode ser delinquente, todo cuidado é pouco.

Daniela
DanielaPermalinkResponder

Tenho visto vari os relatos de brasileiros roubados durante excursões pela Europa, naqueles grupos formados quando se chega lá, muitos acreditam terem sido vítimas de pessoas que estão infiltradas nessas excursões!

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