Paris: golpe contra turistas no Charles de Gaulle

CDG

Viajar pela Europa é bastante seguro, mas não custa ter certo cuidado para evitar a ação de batedores de carteira e espertinhos que agem em pontos turísticos. A Lilian poderia ter caído num golpe em pleno aeroporto Charles de Gaulle.

Não queremos fazer alarde, mas recomendamos atenção: em qualquer lugar do mundo, não aceite abordagem de sujeitos que oferecem táxi ou ajuda para comprar a passagem do transporte público. No mínimo, estão agindo na ilegalidade; muito provavelmente, aplicarão um golpe.

Queria dividir aqui no blog uma quase triste experiência, pra quem vai chegar a Paris pelo Charles de Gaulle.

Voltei de Nice para Paris de avião e desci em CDG. Chegando lá, eu e meu namorado fomos abordados por um homem que queria saber como iríamos a Paris (primeiro perguntou em francês. Vendo que não entendíamos, continuou em inglês). Falei que iria de trem, mas ele falou que o trem estava lotado, ou não estava funcionando. E ele continuou insistindo.

Na verdade meu irmão, que mora em Paris, iria nos buscar, mas eu não quis falar isso para evitar ter que dizer não a um pedido de carona. Ele continuou insistindo, e eu falei que não iria para o mesmo lugar que ele. Ele quis saber “exatamente” para onde eu ia. Pela forma que falava, até achei que fosse algum policial disfarçado e perguntei por que ele queria essa informação.

Após tanta inconveniência, falei que não era da conta dele, dei as costas e fui embora. Quando encontrei meu irmão, ele disse que o homem iria pedir pra rachar o táxi e nos assaltaria, pois o taxista seria parte da quadrilha. Fiquei aterrorizada, pois isso a gente vê em filme e pensa que é longe da nossa realidade. Não sei se era isso ou não, mas o fato é que o trem estava funcionando normalmente. Fica o alerta.

Ficamos felizes por você não ter caído nessa, Lilian!

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37 comentários

Olá Bóia,

Gostaria de colaborar com o seu blog neste quesito sobre golpes.
Eu adoro viajar e sempre procurei me precaver de golpes ou furtos aplicados na rua. Sempre tive os cuidados básicos de levar cartões de crédito e passaporte no porta dolares dentro da calça; minha carteira com algum dinheiro sempre coloco no bolso dianteiro da calça e quando estou em meio a multidão ainda coloco a mão no bolso para impedir qualquer tentativa de furto; evito conversa com estranhos etc.

Estive em Paris há um ano, em outubro de 2012, e vi esses golpes relatados aqui serem aplicados: Perto do Louvre o golpe do abaixo assinado e numa ponte sobre o sena o golpe do anel. Inclusive ajudei pessoas a se livrarem desses golpes dizendo pra elas sairem dali sem dar atenção aos golpistas.

Porém, foi quando achei que estava seguro que fui furtado, dentro do hotel.

Fiquei hospedado no Hôtel Serotel Lutèce, na rua Berthollet nº 2, e quando cheguei notei que não havia na porta do quarto uma tranca por dentro ou uma aquela correntinha pra impedir que alguém entre, como geralmente existe nos hotéis. Mas achei que não haveria problema pois o quarto tinha cofre, no qual eu deixaria dinheiro e documentos na minha ausência e quando eu estivesse no quarto um estranho não tentaria entrar.

No entanto, um dia ao recontar o dinheiro notei que havia sumido 500 dólares, aliás eram os únicos dólares em espécie que eu tinha e que seriam usados na volta ao Brasil no Freeshop, pois o restante do dinheiro que ue tinha era em euros(em espécie) e o cartão VTM também em euros. Tudo isto estava guardado no cofre do hotel. Fiquei imaginando como poderia ter sumido, pois o cofre não havia sido arrombado. Detalhe: apenas os 500 dólares haviam sumido, os euros tinha ficado intactos.

Lógico que alguém havia furtado, só faltava saber como. Não relatei nada no hotel, até porque não podia provar nada (nem que tinha o dinheiro nem que havia sido furtado, pois não havia sinal de arrobamento nem na porta nem no cofre)

No dia seguinte eu estava no quarto no final do dia, pois havia acabado de chegar das andanças turísticas, e resolvi deitar um pouco (aliás naqueles quartos minusculos dos hotéis de Paris tudo é muito apertado). Então a campainha tocou mas não me levantei logo pra abrir a porta, demorei um pouco. Foi então que alguém começou a abrir a porta pois como disse antes não havia tranca por dentro ou correntinha pra impedir, daí eu pulei da cama e corri prá porta, que já estava semi-aberta. Quando abri a porta toda vi diante de mim uma camareira do hotel (com toalhas dobradas no braço) que deu um pulo prá tras no corredor como que assustada por eu ter terminado de abrir a porta abruptamente e deu uma desculpa fajuta perguntando se eu queria mais toalhas. Ora, o quarto já havia sido arrumado naquele dia e tinha toalha suficiente pra 3 pessoas usarem, não precisava de mais. Além disso eu não havia pedido toalhas e nunca em minha vida de turista alguém tinha batido no meu quarto de hotel pra oferecer mais toalhas ou qualquer outra coisa sem eu pedir.

Foi aí que entendi como havia sido furtado. Eu tenho o costume de quando chegar no quarto, tirar minhas coisas tipo relógio, carteira, o porta dolares que estava debaixo da calça e outras coisas de valor, abrir o cofre e colocar lá, porém sem fechá-lo, pois eu estou DENTRO do quarto. Logo depois vou tomar banho, como todo bom brasileiro, pra relaxar e ficar limpinho e cheiroso.

Foi aí que a coisa aconteceu. Acho que enquanto eu estava no bannho, a camareira deve ter entrado e não vi (pois o local do chuveiro não permitia que eu visse o que acontecia no restante do quarto). Como não havia tranca por dentro e ela tinha a chave ela pode entrar sorrateiramente e pegar o dinheiro que estava no cofre aberto, dentro do armário ao lado da cama. Porém teve que agir rapidamente porque eu também não demoro muito no banho, talvez por isso ela não pegou tudo. Só sei que só notei no dia seguinte, como já falei antes, então a patir daí fiquei “ligado”, ou seja, atendo ao que poderia acontecer no hotel. Foi então que acho que no dia seguinte ela tentou dar o golpe novamente prá levar mais dinheiro, só que ela não esperava que eu estivesse atento e naquele dia não fui tomar banho logo que voltei ao quarto.

Depois disso nunca mais ela voltou pra oferecer toalha.

Lição: quando chegar no quarto de hotel procure ver se a porta possui tranca por dentro. Se tiver, feche toda vez que entrar no quarto, pra vc ficar mais seguro e a vontade. Se não tiver, não deixe nada de valor a mostra o com o cofre aberto.

Olá Bóia!
Eu e esposa retornaremos a Paris em janeiro/2013. Das outras vezes que estivemos na cidade (05 a 06 anos atrás) não presenciamos tipo de ocorrências como foram relatadas. Como aproveitei para acessar este blog pegando algumas dicas, pergunto: numa situação dessas de menores assaltantes em metrôs, se reagir e der uns “tabefes” nestes infratores, tirando o risco de me machucar, legalmente poderei ser penalizado em função da legislação francesa?

Em Paris bateram minha carteira no metrô, por sorte vi tudo e senti quando meu bolso de trás ficou vazio. Eles não estão preparados para serem confrontados, assim que percebi já encarei os dois (eu não sabia que eu era tão macho) e disse que ia chamar a polícia, aí um homem se identificou como policial (fiquei sabendo que eles sempre tem policiais à paisana nos metrôs), meti o dedo na cara dos dois e disse que eu os havia visto. O policial começou a pressioná-los e jogaram minha carteira no chão, que não tiveram tempo de levar nada. Agradeci ao policial e fiquei mais esperto doravante.

Quando cheguei em CGG, saí pela saída dos táxis e fui direcionado para um táxi que estava chegando…parece que é o local onde eles pegam passageiros, com a supervisão de um funcionário do aeroporto. Tudo tranquilo. Na torre Eiffel…vi a prisão de um senegalês, que entrou em luta com um policial, após tirar a bolsa de uma turista. É só tomar cuidado…é bem mais tranquilo que no Brasil…mas há que se tomar cuidado.

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