La Joconde (souvenir de uma visita ao Louvre)

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Sala da Mona Lisa, Louvre

Era a minha segunda vez no Louvre; a primeira depois da construção da pirâmide, que eu só conhecia pelo lado de fora. Eu tinha planejado visitar o museu como se visita Paris: flanando. Aos poucos, com calma, o que houvesse de pitoresco e de monumental se faria notar.

Sala da Mona Lisa no Louvre

O pitoresco e o monumental apareceram juntos, e rápido demais. Não eram nem 30 do primeiro tempo quando passei pelo primeiro cartaz, no alto de um suporte de metal. Tinha a cara dela estampada, uma seta e seu nome: La Joconde.

A caminho da Mona Lisa no Louvre

Pronto. Depois desse, não haveria sala ou corredor que não ostentasse um cartaz da Mona Lisa com uma seta e seu nome de guerra francês. Colada na parede, dependurada no teto, afixada na porta, ensanduichada em acrílico, Joconde parecia uma moça desaparecida (deve haver casos de pessoas que se perdem no Louvre e nunca são achadas) ou procurada pela polícia (atenção! Perigosa mulher-bomba de sorriso dissimulado à solta!).

A caminho da Mona Lisa no Louvre

A caminho da Mona Lisa no Louvre

Aos poucos os corredores iam ficando mais cheios. Mesmo se não houvesse os cartazes, bastaria seguir o trânsito para chegar à sala onde Joconda recebe as visitas.

A caminho da Mona Lisa no Louvre

É um dos lugares mais divertidos que você pode freqüentar sem precisar comprar um abadá. Tomando quase toda a sala, um mar de paparazzi espouca flashes na tentativa de capturar um ângulo perfeito do rosto mais conhecido do planeta.

Na sala com a Mona Lisa

Poucos se dão conta de que a única maneira de provar que se esteve tête-à-tête com a Mona Lisa é justamente registrar o milharal de cabeções entre a sua câmera e a tela. A maioria levanta a câmera por sobre a cabeça do vizinho da frente, foca e tira sua foto perfeita, livre de copyrights.

Na sala da Mona Lisa no Louvre

Quem tem paciência espera o pessoal da frente sair. Uma funcionária de origem antilhana ou africana, cabelos avermelhados e escorridíssimos, dirige o fluxo em duas línguas. “Avancez! Only one photo, please! Avancez!”

Na sala da Mona Lisa no Louvre

Achei a figura mais interessante do que Joconde e voltei minha zoom para o lado dela; cliquei bem quando ela mandava, bravíssima, um “Only one photo!”. Quando estava vendo o resultado no monitor, senti um dedinho no meu ombro. “Éfacez! Éfacez!” – era ela, a funcionária, exigindo que eu apagasse, na sua frente, a minha melhor foto do dia. Hmpf.

Deixei Mona pra lá e fui dar alguma atenção aos Veroneses e Ticianos da sala, coitadinhos, tão ignorados pelos paparazzi. Mas no meu ouvido um Nat King Cole cantava, em franglês: “La Joconde, La Joconde, men have named you...”

Originalmente publicado em julho de 2008 no Divirta-se do Estadão.

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45 comentários

Marcio Antonio

Minha ranzinzice do dia: eu acho que a popularização da fotografia digital revelou uma horda de turistas mal-educados que, em outras circunstâncias, talvez não se revelassem. Não sei se é mesmo verdade que flash estraga as pinturas, mas se a regra é não usar flash, então não é pra usar flash. Por mim aqueles guardinhas que ficam ao lado da Mona Lisa deviam ter uma cortininha para ocultar o quadro assim que piscasse um flash. E na Capela Sistina? A regra é não fazer foto, então não faz foto, oras! Mas os guardinhas italianos só ficam fazendo "shhhh... no photo, per favore". Se pegassem um sujeito qualquer e botassem pra fora da capela por ter batido foto, ninguém mais fazia. Admito que eu fico secretamente desejando que todas essas fotos saiam desfocadas, tremidas ou escuras...

Marcio Antonio

(só pra constar: eu bati fotos da Mona Lisa. Mas sem flash, como manda a regra)

Marcie
MarciePermalinkResponder

Felizmente os museus na França já não permitem mais fotos. Nem mesmo com flash. E eu espero que esta seja uma tendência que se espalhe! ( ranzizas unidos, jamais serão vencidos!! lol )

Marcio Antonio

Marcie, eu fui à França em abril de 2010. No Louvre ainda podia, mas sem flash.

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalinkResponder

eu estive em Paris em junho/2011 e ainda podia tirar foto sim (não só no Louvre).

Abner Antunes
Abner AntunesPermalinkResponder

Estive em set/12 e ainda podia. Voltarei agora em jan/15 e vou ver se mudou algo. Rsrsr

Danilo
DaniloPermalinkResponder

Eu não entendo a proibição da capela sistina...imagino que p/ evitar as fotos "proibidas" com flash, eles simplesmente probibiram fotos, assim pelo menos o pessoal bate as fotos escondidas sem flash. Virou quase que uma proibição à la Brasil, que não colou. Quem sabe isso não cola nos museus.
Acho interessante na Inglaterra, não entrei em nenhum prédio público que não fosse proibido tirar foto, inclusive vi uma guardinha tomando a maquina de um cara pq ele tirou foto dentro da British Gallery.

Danilo
DaniloPermalinkResponder

Correção: National Gallery

Maryanne
MaryannePermalinkResponder

Marcio, estive agora na Capela Sistina, e admito que sou como vc.Fico p da vida qdo alguem tira foto qdo esta escrito pra nao tirar. Bom, os guardas tiveram um ataque com um pobre chines ( nao sei pq ele foi o escolhido, ja que tinha um montao de pessoas fazendo o mesmo), mas o fato é que primeiro pegaram a camera dele, e depois tiraram o chines de lá. Mesmo assim, nao adiantou, todos continuam com as fotos. Tem tanta coisa pra fotografar, pq as pessoas insistem em fotografar o que nao pode?

Marcio Antonio

Estou surpreso de saber que os guardas da Capela Sistina tomaram uma atitude. Mas acho que, uma vez tendo começado, deviam ter continuado a limpa...

Philipp
PhilippPermalinkResponder

grin a foto mais interessante que tenho da Mona é parecida com a última daqui, do pessoal louco para tirar fotos dela. Porém esta obra está MUITO longe de ser a mais interessante do Louvre.

A primeira vez que fomos passamos 8 horas lá. A segunda 6 horas, falta apenas umas 200horas para explorarmos todo aquele mundo de artes, hehehehe.

Marcio Antonio, o flash de fato desgasta as cores. É como a exposição a luz, quando deixamos por exemplo algo ao sol percebemos isto. Há controvérsias no entanto de quanto tempo levaria tal degradação, mas imagina um lugar como o Louvre que recebe milhões de turistas por ano...

Quando estive na Capela Sistina eu ouvi os guardas gritando: Senza Flash, Senza Flash...

Malditos turistas que não querem deixar os seus netos verem as coisas bonitas que eles estão vendo...

Desculpem se fui muito áspero nos meus comentários

Virginia Lucia

Apoiadíssimo, também fico irritadíssima. Na verdade, quando percebi o mar de gente querendo fotografar a Mona Lisa, perdi totalmente o interesse em ficar ali, pois na verdade só queria vê-la de perto, o que seria impossível. Talvez o pessoal da galeria Borghese é que esteja certo, pois fazem com que você deixe todo o seu equipamento na portaria - confiança zero nos turistas. Acho que só assim mesmo...

Amélia
AméliaPermalinkResponder

Fui, vi, fotografei, mas odiei a muvuca!!! Como não ver Vênus de Milo, Vitória Alada de Samocrácia em uma primeira vez... Mas não pretendo retornar ao Louvre para bater ponto nestes lerês. Uma vez basta!

Jurema
JuremaPermalinkResponder

Amélia, não deixe de dar uma outra chance ao museu, desta vez sem lerês. O Louvre é muito mais interessante que só a Monalisa, a Vitória da Samotrácia e a Vênus de Milo. O mais legal é você descobrir e gostar de coisas que nem sabia que existiam, ao invés de ir conhecer pessoalmente quem você já viu em tantos livros, postais, filmes, etc. Explorando o Louvre você pode facilmente encontrar salas quase vazias, com uma experiência bem mais intimista. Eu senti isso, por exemplo, na seção de arte islâmica. E volto sempre que tenho oportunidade de ir a Paris.

Marcio Antonio

Eu percebi essa tranquilidade na seção de arte flamenga (apesar de não ter quase nada dos meus favoritos, Brueghel e Bosch. Ainda bem que eu já tinha visto bastante Brueghel em Viena).

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Eu acho que o "problema" é mais amplo. Muita gente por aí, em lugares mais movimentados, parece tão preocupada com fotos, fotos e mais fotos (em geral, as mais clichês possíveis como alguem "segurando" a Torre di Pisa ou tirando fotos apressadas, en-passant, de todas as obras possíveis de um museu ao invés de observá-las com o mínimo de interesse) que acaba se perdendo o próprio sentido de visitar-se certos lugares.

Via de regra, eu acho que espaços confinados e lotados deveriam ter a entrada de câmeras proibidas. Coloquem-se uns lockers na entrada e simplesmente proíba-se a entrada de câmeras. Algumas dos museus mais interessantes que visitei tiveram a visita piorada severamente pela multidão de gente pedindo licença, ou nem pedindo, para tirar uma foto na frente de cada obra em exibição.

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Aliás, um adendo, acho que da mesma forma como museus tem dias de acesso gratuito, deveriam ter dias para visitação "slow": número limitado de ingressos vendidos apenas com reserva prévia, horários de entrada limitados, e um preço bem mais alto, que custe o triplo ou o quádruplo do preço normal, mas que garanta que os Musei Vaticani, ou o Louvre, ou a Galleria degli Ufizi, ou o Prado, sem muvuca, sem uma experiência equivalente à de andar no túnel de acesso de uma estação de metrô.

Juliana A
Juliana APermalinkResponder

ihh agora já pode tirar quantas quiser!!! Eu lembro que eu fiquei tão assustada com a multidão que nem tirei foto de nada. só queria sair daquela sala, daquele empurra empurra. Acho que quando termina, o povo deve se perguntar: mas o que é mesmo que estávamos fotografando? Para que era tudo isso?

val
valPermalinkResponder

Tem coisas e lugares que as fotos da memória são melhores....eu acho!

e na Capela Sistina os guardinhas ficam "gritando" silêncio...shush....hahaha

Patricia - Turomaquia

Para o bem dos museus, espero que em muitos continue sendo permitido tirar fotos. Sem esta lembrança, é difícil o boca-a-boca. Eu adoro museu cheio, quanto mais gente melhor. A arte transforma, sem que as pessoas se deem conta, mas para tanto devem estar expostas. Eu me divirto vendo as pessoas tirarem suas fotos, e tenho um movimento pro-foto. Espero que o elitismo do sec. 19 não volte, avançamos tanto, tanta gente tem acesso. Além do que para quem prefere momentos de solidão é só chegar antes ou muito tarde. A maioria dos turistas visitas os monumentos entre as 11:00 e as 15:00 horas. Ou comprar os tours exclusivos noturnos ou coisas do gênero.

Rodrigo Barneche

D'accord! wink

Anderson
AndersonPermalinkResponder

Pelos comentários, a birra é com a popularização, não com as fotos em si. Todo mundo querendo ser único e descolado da multidão. O que, aliás, é o tom desse site, que é ótimo, mas às vezes parece ter o nariz empinado demais. Não costumo e nem vejo sentido em bater foto de obra de arte em museu, mas se alguém vê, não há porque ficar fazendo essas interdições de bons modos. Pode ser apenas mais uma das formas (legítimas) de se aproximar da arte.

Marcio Antonio

Anderson, meu problema não é com a popularização, e sim com o desrespeito às regras. Se o museu achou ok poder bater fotos, mas sem flash, tem os seus motivos, e então que seja assim -- nesses lugares eu bato fotos, sim, como bati no Louvre, no Metropolitan, no Museu do Vaticano (fora da Capela Sistina), sempre com o flash desligado. Se o museu achou melhor proibir fotos, então que as pessoas respeitem. Nesses casos eu mantenho minha câmera dentro da bolsa, e se acho que vale a pena eu compro o livro depois. O problema são as pessoas que se acham as mais espertas do mundo, tipo "haha, não podia bater foto na Capela Sistina mas eu bati, passei a perna nos guardinhas". Tenho pra mim que quem se comporta como "espertão" quando viaja não deve fazer muito diferente no convívio diário.

Maryanne
MaryannePermalinkResponder

Concordo 100%, fico super irritada com quem viaja e se comporta como se estivesse em casa.

zenon marques tenorio

Quando vou aos Museus quero ver as obras de arte e fixá-las na memória. Se quero fotos compro catálogos que são de excelente qualidade. Mas o que mais incomoda é a falta de educação dos "fotógrafos". Não se respeita ninguém, não se pede por favor e nem desculpa. Em Julho fui ao Louvre levando minha filha pra ver pessoalmente a Mona Lisa (ela já tinha visto aos dez anos e não se lembrava) e disse a mim mesmo, chega!!! não preciso conviver com pessoas sem classe, sem postura e sem respeito para com os outros.

Regis
RegisPermalinkResponder

Também sou favorável à proibição de câmeras nos museus, confiscadas ainda na entrada. A experiência tem que ficar na memória. Em breve todos os maiores museus estarão no http://www.googleartproject.com com fotos em altíssima definição, e sem cabeças na frente...

Natalie
NataliePermalinkResponder

Nunca vou me esquecer da manhã que cheguei ao Louvre e vi essa onda de turistas correndo, literalmente, para chegar na sala da Mona o.0

Eu não sabia se ria ou se ficava surpresa.

Ao entrar na sala da Vênus de Milo eu não precisava nem me mexer para sair do lugar, a multidão me carregava. Bolei até um plano com o Fred caso a gente se perdesse no meio da galera, tipo como eu mandaria um S.O.S para a gente se encontrar.

Será que existe uma época do ano que o Louvre fica "menos" cheio? No frio, talvez?

Denise Mustafa

nada. eu fui em fevereiro, um frio desgraçado, e tava lotado do mesmo jeito, Nat! acho que Paris num tem tempo ruim não.

Dri
DriPermalinkResponder

Quando eu fui na segunda semana de janeiro, estava SUPER vazio. Sem fila pra comprar ingresso, com no máximo 15 pessoas na sala da MonaLisa. A sala da Venus eu quase perdi porque nao tinha NINGUÉM lá dentro!

Carla
CarlaPermalinkResponder

Não sei se é a época do ano, talvez a diferença esteja no horário... Eu fui em um início de setembro, ou seja, ainda era verão - mas cheguei alguns minutos antes de abrir, e consegui fazer a minha visita sem maiores atropelos... wink

Denise Mustafa

arrasada que vc teve que apagar a foto da funcionária.

e fiquei mais arrasada ainda qnd vi o tamanho da JOCONDA, que de JOCONDA não tem nada.

prefiro os outros Da Vinci. e tenho dito!

Anderson e Mariana

Amigos, concordo com o Zenon e o Regis e torço para dar a sorte da Dri. Estarei em Paris com a minha filha de 11 à 18 de Janeiro e espero CONTEMPLAR as obras de arte, pois por melhor que sejam fotógrafos e máquinas, os catálogos são Imbatíveis. Quanto aos flashes, sim, eles de fato desgastam as pinturas, como toda exibição prolongada à qualquer fonte de luz, como diz o Philipp. Quanto ao post do André L., excelente como sempre. Abraços a todos.

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

O que mais me impressionou na visita ao Louvre foi a quantidade de cartazes indicando o caminho onde esta a Joconda. Parece que so' esta obra tem importancia ou beleza.
Tadinhas das outras... que menosprezo...

Nádia
NádiaPermalinkResponder

Sou 100% a favor de fotos, sem flash, quando permitido. Se existe uma regra deve haver alguma razão para ela, então é para ser obedecida (em regra - desculpe o trocadilho, rsrs), em qualquer lugar!!! Crio e ensino meus filhos assim!!!
Quando à Monalisa, a expectativa criada é tamanha que me decepcionei um pouco com ela...o Louvre é imenso, seus afrescos são maravilhosos e tem tantas obras incríveis. Eu sei que a Monalisa é uma obra importantíssima mas, sinceramente, não tocou meu coração...hahaha
Me emocionei mesmo foi quando cheguei pertinho da Venus de Milo e quando, virando um corredor, me deparei com a Vitória de Samotrácia no alto da escadaria... aí meu coração acelerou. rsrs

Merél
MerélPermalinkResponder

O Marcio Antonio falou da popularização da fotografia, e eu cá com os meus botões fico pensando: é triste ver que as pessoas hoje vão aos lugares só para tirar foto. Já vi reclamações de gente que não queria ir no lugar X porque não era permitido fotografar lá. Onde ficam as memórias e as experiências?
Acho que vamos nos distanciando das coisas quando nos preocupamos primeiro com o registro.
Isso posto, sou pessoalmente contra fotos em museus, que não sejam das tiradas por razões profissionais.
Será que se fossem vetadas as fotos dentro do Louvre haveria essa confusão toda em cima da Mona Lisa? Creio que não.

Biazita
BiazitaPermalinkResponder

Qdo visitei o Louvre mal parei na frente dela, de tanta gente q tinha e de tantas coisas para ver no museu além dela.
A impressão q dá é q num museu daquele tamanho a única obra importante é a Mona Lisa!

Diogo A.
Diogo A.PermalinkResponder

O engraçado é que parece que as pessoas se preocupam mais com a foto do que com a obra em si.
Gosto muito de museus onde é proibido o uso de câmeras. Diminui aquela muvuca na frente das obras mais conhecidas e eu mesmo, que adoro fotografar, me livro da auto-obrigação de registrar tudo.

Katy
KatyPermalinkResponder

Acho que sou meio Jeca mesmo, pq qual não foi a minha decepção quando soube na fila pra entrar no museu imperial de Petropolis que não poderia tirar fotos mesmo sem flash. Amo fotos, adoro fotografar.. Minha mãe fala que eu já nasci com uma camera grudada na mão, pq não largo a minha.

Sou a favor das fotos (sem flash) em Museu. Basta ter educação e dá tudo certo. Não dá pra guardar só na memoria dos neurônios tantas maravilhas que nossos olhos captam a cada viagem ou mesmo no dia a dia.

Rever as fotos é viajar na viagem mais uma vez.

Rita Meireles
Rita MeirelesPermalinkResponder

E reza a lenda de que esse quandro exposto não é nem o original, e sim uma réplica. Será?
O certo é que cerca de 50% do aglomerado são de japas!

Patricia Luck
Patricia LuckPermalinkResponder

Quando fui ao Louvre agora em abril, semana de Páscoa, lotadísssssssimo, deparei-me com a mesma situação descrita pelo nobre Ricardo Freire. Meu marido e eu nos entreolhamos e decidimos que não era digno de Leonardo da Vinci a gente se acotovelar pra tentar tirar uma foto de sua musa(com certeza tremida e cheia de cabeças impossíveis de serem apagadas pelo Photoshop). Nos retiramos da sala estupefatos com tamanha falta de educação dos turistas.

Seguimos o passeio, bem devagar, admirando e não apenas vendo, fotografando o que nos interessava realmente, procurando o melhor ângulo. A maioria das fotos são de obras quase desconhecidas, mas que constam do álbum de viagem pela beleza e história, e não apenas pela fama.

Saímos para almoçar e voltamos no meio da tarde. Nesse dia (se não me engano era uma quarta-feira) o Louvre fechava às 10 da noite. Quando faltavam cerca de 15 minutos para o fechamento, nos dirigimos à famigerada sala da Joconda e ali tivemos a oportunidade de, sozinhos na sala, admirarmos a obra como ela merecia, tirar fotos de todos os ângulos possíveis: eu sozinha com Mona, marido com Mona, eu e marido com Mona, beijinho na frente da Mona...um mènage, na França, com Monalisa! Fica a dica!

Michel
MichelPermalinkResponder

Sinceramente, comtemplar uma das grandes obras primas de Leonardo Da vinci é o suficiente, porque fotos de quase todas as obras e principalmente de "LA Gianconda" encontramos em livros e principalmente na internet em dias atuais, portanto fotos do louvre em si e da multidão enlouquecida querendo fotografa-la são muito mais interessantes do que a foto da própria !!!

Alex Melo
Alex MeloPermalinkResponder

Eu adoro tirar fotos de museu...(tenho até mesmo foto de algumas fotos que estavam em exposição, coisa de doido mesmo hehe) mas se é proibido, temos que respeitar.

No Prado, tive que deixar tudo logo em pequenos guarda-volume na entrada. Já no Reina Sofia (também em Madrid) eles deixam tirar foto de tudo, exceto dentro da sala onde está Guernica! O que gera um negócio inusitado.. de dentro da sala não pode, mas se tirar de uma das 3 entradas dela, fique a vontade - o que me rendeu uma foto num angulo até inusitado desta impressionante obra!

Marcio
MarcioPermalinkResponder

Ano passado em setembro fiz a visita ao Museu do Vaticano duas vezes. A noite super tranquilo, poucas entradas a venda e corredores vazios, pude sentar e apreciar a capela sistina com toda a calma e silencio. Outro dia fui pela manhã, comprei o ingresso pela internet e entrei direto, foi muito cômico, a multidão te leva pelos corredores e a capela fica lotada é um burburiho absurdo e os seguranças fazendo xiiiiii para a galera parar, gente tirando fotos, uma feira rsrsrsrs

Quanto ao Louvre fui em 2009, visitei o resto to museu primeiro, tudo tranquilo, depois de umas 6 horas de passeio fui ver a monalisa só a noite, estava mais vazio, mas mesmo assim deu trabalho para ver. Na época era um festival de flashes, a tela chegava a ficar azul rsrsrs. Mas depois consegui tirar a minha foto.

Como o próprio diretor do Louvre já falou em uma entrevista 80% dos turistas vão ver SÓ a Monalisa.

MONICA
MONICAPermalinkResponder

Olá! Você sabe me dizer se o Louvre ainda é grátis nos primeiros domingos de cada mÊs?

Obrigada

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Monica! É sim!

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