Lares Adventure, dia 5: meu solstício particular em Machu Picchu

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Machu PIcchu

Nos quatro primeiros dias do circuito Lares Adventure, ziguezagueamos entre o Vale Sagrado e o Vale de Lares, sempre na contramão dos colegas. Tivemos o mercado de Pisaq e os parques arqueológicos de Pisaq e Ollantaytambo praticamente só para nós. Escapulimos para lugares raramente ou nunca visitados, como Ankasmarka e Choquecancha. Alguns de nós fizeram caminhadas na montanha ou andaram de bicicleta pelo vale. Até na subida a Aguas Calientes a gente se sentiu diferente, a bordo do vagão 1ª classe da Inca Rail.

Na etapa final, porém, iríamos ao lugar aonde todo mundo quer ir -- Machu Picchu, finalmente -- no horário em que todo mundo quer chegar: de manhã cedo.

Depois do tour pela cidadela, os que ainda tivessem fôlego poderiam subir até o topo da montanha Machu Picchu para ter a mesma visão dos que chegam pela Trilha Inca.

Diário de Lares
Dia 5

"Trago boas notícias", disse Antonio, o guia de caminhadas, ao nos encontrar no saguão do hotel, às 6 da manhã. "Passei na parada do ônibus e não tem muita fila".

Aguas Calientes

O transporte entre Aguas Calientes (1.900 m de altitude) e Machu Picchu (2.400 m de altitude) é feito exclusivamente em pequenos ônibus (uma descrição mais precisa seria 'micro-ônibus grandes') oficiais. Para subir no ônibus é preciso ter um ingresso para o parque arqueológico previamente comprado. A frota é grande e os onibuzinhos saem um atrás do outro -- mas ainda assim, se toda a cidadezinha de Aguas Calientes resolvesse acordar na mesma hora para chegar a Muachu Picchu ao amanhecer, poderíamos demorar vários ônibus na fila.

Aguas Calientes

Nos atrasamos um pouquinho para sair do hotel (alguns retardatários no café da manhã) e só chegamos à parada do ônibus pouco depois das 6h30. Confirmando a informação do Antonio, porém, embarcamos já no segundo ônibus. A viagem leva meia hora; no meio do caminho já deu para entrever que chegaríamos com sol do outro lado da montanha smile

A rodoviariazinha de Machu Picchu está integrada ao Sanctuary Lodge, o hotel de luxo que fica imediatamente fora dos muros de Machu Picchu. Não há banheiro nem lanchonete dentro do parque. Por isso, um pit-stop no banheiro da rodoviariazinha é essencial (dá também para deixar a mochila no guarda-volumes). Caso precise voltar ao banheiro ou queira comer na lanchonete ou no buffet do lodge, você pode sair e entrar de novo três vezes do parque com o mesmo ingresso (a cada reentrada ele será carimbado).

Era perto das 7 e meia quando passei pela roleta. Daí foi só caminhar um nadinha e... TÁ LÁ:

Machu Picchu

Na hora certa. Sob a luz perfeita. O solstício tão esperado aconteceria dali a seis dias -- mas aquele era o meu solstício particular. O momento auspicioso em que o meu olhar, feito o sol, encontrou algum ponto milimetricamente calculado pelos astrônomos incas? Não, que eu não tenho essa sensibilidade do pessoal de exatas.

O meu solstício particular aconteceu quando fui galgando os mirantes mais altos e me senti virando a página de um livro pop-up para crianças, as figuras todas saltando na minha cara: aquela cidadela de brinquedo ao pé do seu próprio Pão de Açúcar, isolada das montanhas ao fundo por um fosso natural que não seria mais impressionante se tivesse sido construído. A primeira vez em Machu Picchu a gente nunca sutiã.

Machu Picchu

Machu PIcchu

Machu Picchu

Machu Picchu

Meu transe foi prematuramente interrompido lá no alto pela repentina aproximação de nuvens negras a nordeste, trazendo com elas o receio de não conseguir registrar devidamente o meu solstício particular. E então teve início uma seqüência de pelo menos 50 fotos praticamente idênticas, tiradas de diversos ângulos, mas que -- só vim a perceber depois -- acabavam reenquadradas para se tornarem réplicas de qualidade inferior dos cartões-postais profissionais. Tudo bem. I got you, Machu Picchu.

Machu Picchu

Machu Picchu

Machu Picchu

Machu Picchu

Durante as três horas seguintes, primeiro ali no mirante e depois percorrendo com calma a cidadela, os guias explicariam novamente a relação entre arquitetura e astronomia entre os incas, especulariam sobre as técnicas de construção e transporte das pedras montanha acima e apresentariam as teorias sobre a ocupação do lugar (refúgio da família real? 'universidade' inca?) e sua posterior desocupação (epidemia? despiste dos espanhóis?).

Machu Picchu

Machu Picchu

Machu Picchu

Machu Picchu

Ironicamente, o fim de Machu Picchu foi crucial para sua preservação. Se os espanhóis tivessem chegado até aqui, haveria igrejas e cruzes onde hoje há mistério e fascínio. Que karma, esse da Espanha: ter destruído uma civilização antes de sequer tentar entender sua cultura.

Machu Picchu

Machu Picchu

Às 10h30 o parque já estava cheio, o sol estava forte e eu estava suado e exausto. O time das caminhadas ainda subiria até o alto da montanha Machu Picchu, para trás do mirante onde tínhamos ido, para ter a mesma visão dos andarilhos que chegam pela Trilha Inca. (Parece lindo, mesmo. Machu Picchu fica pequenininha e as montanhas ao redor, ainda mais poderosas.) Com o sol mais frio -- de manhãzinha ou de tardezinha -- talvez eu faria. Mas naquele momento eu só pensava em comprar uma Cusqueña na lanchonete do Sanctuary.

(Mas a trilha de Huayna Picchu -- o Pãozinho de Açúcar que serve de moldura à cidadela -- eu não faria não. Esse background é parte inseparável do cenário. Gastar um fôlego que não tenho para ver Machu Picchu de um ângulo que não dá para reconhecer? Brigado.)

Machu Picchu

Na saída, aproveitei para fazer um pit-stop no posto que carimba passaportes (e que só abre às 9h).

Ainda tinha um tempinho sobrando antes da hora marcada de pegar o ônibus (meio-dia; nosso trem sairia às 14h30 de Aguas Calientes), e poderia ter voltado ao mirante. Mas resolvi não ir. A luz já não estava tão perfeita quanto de manhã cedo, o parque já estava inundado de gente, o sol não estava nada zen (a tal da nuvem negra tinha passado direto). Resolvi preservar na memória o momento do meu solstício.

Machu Picchu

Quando voltar, vou chegar ainda mais cedo (o parque abre às 6h). Vou aproveitar os mirantes à esquerda de quem chega enquanto o parque estiver ainda vazio. Vou prolongar ao máximo o meu solstício. As provas de que os incas eram avançados em astronomia, engenharia, agricultura e logística estão por toda parte na região de Cusco. Mas a beleza hipnótica de Machu Picchu eleva a civilização inca a outro patamar. Existe uma motivação estética para a cidadela ter sido construída ali. E é isso que eu quero, de novo, absorver. Como foi construído, para que foi feito e como funcionava são detalhes que não me importarão naquele momento. Vou querer contemplar até cansar. E só então vou percorrer de novo a cidadela (e nesse momento, estar com guia é fundamental. Se você não tiver o seu, é só sair e contratar um dos que estão à porta).

Obrigado por me receber, Machu Picchu. Eu volto!

Diário de Lares
Balanço final

Se você ler os cinco capítulos desse diário, vai notar uma admirável ausência de qualquer informação prática sobre preços, horários, deslocamentos, ingressos. É de propósito. Devo voltar ao Peru em setembro, e então vou atrás de todos os detalhes. (Se você precisar de alguma informação urgente, recomendo os excelentes Sundaycooks e o Dividindo a Bagagem e Cup of Things.)

Um dos motivos de eu ter aceitado o convite da Mountain Lodges of Peru para experimentar o circuito Lares Adventure foi justamente esse: ver como era fazer uma viagem totalmente perrengue-free pelo Vale Sagrado até Machu Picchu, com direito a visitar lugares aonde não chegaria por conta própria.

O esquema se revelou na prática tão inteligente quanto parecia no papel. Nesses cinco dias me senti não numa excursão, mas como se estivesse num desses hotéis bacanas do Atacama que incluem as atividades na diária; a diferença é que este hotel era itinerante. A possibilidade de escolher todos os dias entre caminhadas e programas mais sedentários ajuda a tornar os grupos ainda mais enxutos e preserva uma saudável sensação de individualidade.

Adorei o timing das visitas às atrações mais procuradas e o pernoite em Ollantaytambo -- vou copiar isso quando for por conta própria. Os hotéis não chegam a ser luxuosos -- afinal, são lodges -- mas são confortáveis na medida.

Choquecancha

Enfim, se você tem 400 dólares por dia para investir numa viagem redondinha (com hospedagem, alimentação, passeios, deslocamentos e ingressos incluídos), vale a pena. Se puder, faça o roteiro de 7 dias, que dobra a permanência em cada um dos lodges mais remotos e permite fazer as caminhadas mais bonitas sem abrir mão dos passeios culturais.

Ricardo Freire viajou a convite da Mountain Lodges of Peru.

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30 comentários

Camila
CamilaPermalinkResponder

Riq, é possível contratar apenas os passeios, os guias, dessa turma? Estamos com a viagem programada para agosto e já reservamos hospedagem, compramos ingresso para Machu Picchu, bilhetes de trem... Adoraríamos ter guias de fato competentes nos guiando, fazendo da nossa viagem uma experiência. Como há muitos relatos por aí valorizando mais a "pechincha" conseguida ao contratar uma agência/um guia/um taxista, fica difícil saber quem procurar... Adorei a sua experiência! E as belas fotos!

Marcie
MarciePermalinkResponder

Eu só tenho a dizer uma coisa: que bom que eu fui quando eu ainda era novinha, tinha fôlego e energia, e, principalmente, não reclamava tanto do calor... wink

Mirella Matthiesen

Tive que rir desse seu comentário Má smile

Marcie
MarciePermalinkResponder

smile

Lilian Paryse
Lilian ParysePermalinkResponder

Riq, fotos deslumbrantes! E o relato emocionante. Me deu vontade de voltar.

Tania
TaniaPermalinkResponder

Que presente chegar a Machu Picchu com uma luz dessas! Ficar no Sanctuary ao lado é uma excelente dica, pois vc pode não só caminhar pelas ruínas antes dos turistas chegarem, mas também no fim da tarde quando todos já se foram, é simplesmente fantástico poder ter tudo aquilo só para vc! Parabéns pelos relatos! Obrigada

PAtricia Papp
PAtricia PappPermalinkResponder

Riq, adorei seu relato "virgem". A descrição da emoção foi muito legal. E as fotos! Que céu!!!! Conheci o Peru ano passado e me surpreendi muito. Só penso em voltar. Gostei tanto de tudo o que vi ANTES de chegar em Cuzco que achei que não seria possível me encantar MAIS. Mas foi. Na volta do Machu Pichu fiquei em um hotel muito fofo, que talvez você gostei (quem sabe em Setembro), fiquei no hotel NA estação de Ollantaytambo. Muito seimpático, muito europeu. Café da manhã charmoso, feito com capricho (não é buffet), nos quartos não tem nem TV. E precisa?

val
valPermalinkResponder

Adorei esse esquema! viagem linda!

Marcelo Jesus
Marcelo JesusPermalinkResponder

Riq, interessante a informação de que é possível sair e voltar de dentro do santuário por três vezes! Estive em Machu Picchu na semana santa do ano passado (2014) e, na época, somente era possível sair e voltar uma única vez.

Adorei o texto e a descrição do seu encontro com Machu Picchu. Saí com a mesma impressão sua: Eu volto...

eva
evaPermalinkResponder

No final da tarde a cidadela fica praticamente vazia e, se for lua cheia, bem...sem palavras...

eva
evaPermalinkResponder

Aluguei um carro em Cusco e fiz quase todo esse roteiro, também chegando nos melhores horários.Praticamente sem perrengues, é bem tranquilo.

Maíra S.
Maíra S.PermalinkResponder

Que bom que você finalmente conheceu MP e que a cidadela correspondeu a suas expectativas, Ricardo! Estava faltando essa viagem no seu vastíssimo currículo!
Uma singela recomendação de quem já se beneficiou de tantas recomendações suas: na próxima vez, vá dois dias a Machu Picchu! O lugar é lindo demais para se passar apenas algumas horas! Eu fui em maio e saí de Cusco cedo. Cheguei em Águas Calientes na hora do almoço e tive a tarde toda em MP. Aproveitei para fazer um tour com um dos guias que fica na portaria.
No outro dia, andei por lá livremente, já conhecendo a história do lugar e dos principais pontos. Fiz a Trilha do Sol (a vista de quem chega da Trilha Inca) e achei bem tranquilo. Subi o Huayna Picchu e achei que a experiência valeu muito a pena. Primeiro, o desafio físico de subir uma montanha daquele tamanho mesmo naquela altitude e a sensação de dever cumprido ao chegar lá em cima. E segundo que a vista é espetacular! Estar no meio de uma cadeia circular de montanhas, cobertas de floresta tropical e ver Machu Picchu lá embaixo, como os pássaros devem ver. É de perder o fôlego! Literalmente wink Fora as ruínas que estão lá em cima, praticamente penduradas no precipício. Só não recomendo para quem tem medo de altura.
Outra vantagem de ir dois dias é que Machu Picchu é temperamental. Peguei uma chuva torrencial no primeiro dia, mesmo já sendo fim de maio, e com uma névoa que atrapalhava muito a vista, ainda que aumentasse de aura mágica do lugar. Foi o segundo dia que me permitiu tirar a minha sequência de fotos todas iguais, como as suas!

Fernanda Scafi

Ainda bem que Machu Picchu é maravilhosa e inesquecível!!! Pq só assim pra aturar o banheiro mais imundo e nojento que já vi na vida - o da entrada do parque!!! Pilhas de quase 1,50m (minha altura) de lixo se acumulando nas lixeiras, chão grudento que parecia fim de festa de faculdade, pias entupidas, vasos com problemas na descarga e por aí vai... E vc ainda tem que pagar pra usar esse lixo!!! Descaso total com os visitantes que tem/terão que segurar a bexiga por horas e horas para curtir MP do jeito que merece e pagaram bem caro por isso!!!
Ah, preparem seus joelhos para fazerem essa visita pq é muito esforço físico, muitas escadas e subida! Mas obviamente compensa!

Fred Marvila
Fred MarvilaPermalinkResponder

Obrigado pela indicação do Sundaycooks, Riq grin

milena
milenaPermalinkResponder

Fui à Machu Picchu ano passado via trekking pela trilha de Salkantay. No dia de subir para Machu Picchu valeu a pena acordar cedo e pegar o primeiro ônibus às 4h. Pq pegamos a cidade vazia e curtimos o nascer do sol justamente no dia 24/06. Como eu subi para wuanapicchu no primeiro horário, deu pra curtir bem tudo. Mas é cansativo quem puder visitar por 2 dias é melhor. Abs

Lu Malheiros
Lu MalheirosPermalinkResponder

Ahhhhhh! Bateu uma saudade! E que dia lindo você pegou! Já estou aguardando os posts da viagem de setembro smile
E fiquei muito feliz pela lembrança do bloguito wink

Mirella Matthiesen

Acho que agora eu PRECISO dessa viagem smile
Apesar de gostar dos perrengues, esses lugares que vc visitou me deixou com os olhinhos brilhando!!!! AMEI o relato.

Claudia Matoso

Nossa Riq! Acompanhei pelo Instagram mas, essas suas fotos estão lindas demais! Realmente dá uma vontade e tanto...

Hugo
HugoPermalinkResponder

Adorei os relatos. Simplesmente fantásticos. Melhor ainda vai ser comparar com um roteiro independente.

Rodrigo Barneche

Deu pra sentir a emoção do comandante nesse relato final, muito bacana! A série toda ficou muito legal, o esquema da Lares parece ser bom para todos os públicos (exceto para os de orçamento limitado). Esperando desde já o relato de setembro wink

Tatiana Wolff
Tatiana WolffPermalinkResponder

Vamos nos esbarrar por lá em setembro! Se te vir, vou tietar! razz

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

É lindo demais mesmo. E seu relato tá todo lindo tb, Riq! Foi delicioso acompanhar vc no texto!

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

apenas que <3

Cristina Paiva

Fui para Cusco sozinha e sem agência entre os dias 20 e 25 de junho e tive duas gratas surpresas: primeiro o Riq e a Mari passaram por lá dias antes (pedi no IG para Mari me esperar mas não rolou ) e minha viagem incluiria a grande festa do Deus Sol o " Inti Raymi" . Cheguei em Cusco pela manhã e fui para o hotel seguir a dica número 1 : dormir para me aclimatar e descansar. Acordei as 15 horas sem dor de cabeça,sem palpitações e sem falta de ar. O hotel além de ficar a uma quadra da Plaza das Armas ,tem um bom café da manhã,limpeza, a internet funciona perfeitamente no quarto e possuía um edredom que foi o diferencial no frio de Cusco (peguei 4 graus). Nome : Hostel Rojas (de Hostel não tem nada). Sai para comprar meu passeio pelo Vale Sagrado para o dia seguinte e tive que comprar o boleto turístico para um dia (é obrigatório ). Pisac,Ollamtaytambo e um outro sítio estavam incluídos. Paguei 130 soles (convertia 1 sol=1 real). Tirei fotos na Plaza das Armas decorada para o Inti Raymi e fui "almojanta" em San Blas. Cheio de lojinhas de artesanatos e restaurantes o bairro é imperdível. Segui a segunda dica do dia da chegada e comi algo leve. Recomendam sopa ou massa. Fui de espaguete com frango e Inka Cola (viciei)!
No dia seguinte o ônibus saía para o Vale Sagrado as 9 horas e no caminho param em uma feirinha de artesanato. Comprem tudo o que puder nela . Foi o local mais barato que encontrei para venda de artesanato e só comprei 2 bolsas peruanas () . Chegamos a Pisac e o sol estava a pino. Leve protetor e chapéu. Almoçamos em um bufê a caminho de Ollamtaytambo (40 soles) e a comida era muito boa, aliás o Peru é o que "HÁ" no mundo gastronômico atualmente. Depois de visitarmos o sítio,percebi que muita gente ficou por lá para pegar o trem para Aguas Calientes. O preço do trem saindo de lá é muito mais barato. Vivendo e aprendendo porque depois de praticamente chegar em Águas Calientes voltei para Cusco (). No dia seguinte no taxi a caminho da estação combinei com o motorista para me buscar na estação no dia seguinte à noite porque a espera poderia ser demorada.Comprei pelo site da Peru Rail ainda no Brasil as passagens de trem para Águas Calientes. Fiquem atentos porque a passagem só será entregue em Cusco com a apresentação do documento de identidade/ passaporte e o cartão de crédito ultilizado na compra. Dizem que é para evitar fraudes. Paguei 200 dólares. Tem mais barato ? Tem mas eu decidi ir no trem Vistadome e incluir o almoço no único hotel que fica nos pés de MachuPicchu.
Voltei no trem mais simples,o Expedition e li em um blog que a diferença é só o lanche. Não,não é . A vista das janelas do Vistadome,o atendimento,as poltronas,o lanche, tudo é melhor. Não tem jeito gente! Mais caro e melhor. Ao chegar na estação de Águas Calientes um funcionário do hotel estava me esperando com uma plaquinha com o meu nome. Amei ! Não vou recomendar esse porque a internet é péssima apesar do atendimento ser bom e o café começar as 4 para quem vai para MachuPicchu. Fui almoçar no restaurante considerado o melhor de lá o El Indio Feliz e ao pagar 70 soles no menu degustação quem ficou feliz foi eu ! Fui dá umas voltinhas pela pequena cidade,tirar fotos na praça principal e comprar as passagens de ônibus para MachuPicchu (25 dólares ida e volta) . As 22 horas já está tudo fechado portanto se programem para comer cedo. Acordei as 4:30 no dia seguinte e as 5:15 estava indo para a fila pegar o ônibus. Tinham umas 200 pessoas com a mesma intenção, que era ver o pôr do sol. Relaxem pq chega um ônibus atrás do outro e as 6:10 estava na entrada. Como não havia contratado guia até aquele momento fui tensa mas logo monjas preocupações sumiram.Há muitos deles na porta oferecendo seus serviços a 100 soles. Montamos um grupo de 4 pessoas (eu e mais 3 colombianos) e marcamos de nos encontrar na porta as 10:30. Foi a melhor opção porque por lá o os ingressos são divididos em 3 tipos :
1) Machu Picchu Cidadela
2) Machu Picchu + Huayna Pichu: montanha menor e esses esgotar meses antes
3) Machu Pichu + montanha: a minha escolha
Sinceramente o melhor é subir na sua montanha e depois ir conhecer a cidadela. O contrário acho difícil de consegui fazer porque depois de passar de uma hora a duas com o guia e você ainda dispencar para a montanha não vai sobrar energia. Meu conselho: compre somente cidadela. O restante é para atletas e grandes aventureiros. Paguei 72 dólares por cidadela + montanha e só consegui subir um terço da bendita. O povo do controle de acesso anota o horário que vc sobe e o desce. Deve ser para ter certeza que você vai voltar mesmo. Falta de ar e palpitação foi o mínimo que senti. Nos encontramos na porta com o guia (como Riq falou você pode sair e entrar até 3 vezes, afinal nada mais justo pq os banheiros estão fora (1 sol para usar) e fomos para a cidadela. As melhores fotos são tiradas pela manhã bem cedo, sem um mundo de gente que faz o bate e volta. Vale a pena dormir em Águas Calientes. Mas a cereja do bolo foi sair as -3 horas e saber que ali,do ladinho tinha um almoço me esperando(comprei junto com o trem lembram ? ) .Foi os 40 dólares mais bem pagos dessa viagem. Depois de você andar horas no sol,subir e descer montanha e ouvir explicações e histórias daquele lugar incrível por mais que vc tenha levado seu lanche (recomendam) o almoço é o diferencial de um dia como aquele.Voltei para Cusco no trem das 16:40 e o taxista estava lá na estação de Poroy me esperando. Alívio! Fui comer no Papachos (um dos únicos que ficam abertos até a meia noite).Essa hamburgueria pertence ao Gaston Acurio(chefe peruano top) e os pratos são gigantes. Em outro post falo da festa do Inti Raymi. Desculpa pelo tamanho do post mas as ideias e memórias estão fresquinhas !

Josefa Vieira de Almeida

Cristina Paiva adorei seus relatos

Drica
DricaPermalinkResponder

Completamente encantada com os relatos do querido Ric (sigo e sou fã desde sempre wink
Tive essa inigualável experiência em Abril. Com calma volto para contar!!!

Pollyanna
PollyannaPermalinkResponder

Ai que inveja de você! Quando crescer quero poder ser convidada para uma viagem destas. Eu e meu marido fomos por conta própria em novembro de 2014 e buscamos todas as informações nestes sites que você recomenda. Deu tudo certo e foi inesquecível. Só me arrependi de não ter dormido pelo menos uma noite em Ollanta pois achei a cidade bem interessante e ter passado mais uma noite em Aguas Calientes (só fiquei uma) para aproveitar melhor o dia do passeio a Macchu Picchu. Ficamos preocupados com o horário do trem da volta, o tempo não estava esta maravilha que você encontrou e quase não consegui a foto perfeita. Fui embora querendo ficar... Numa próxima visita eu quero fazer a trilha Inca e chegar na cidade pela Porta do Sol. E você, por favor, trate de ser menos sedent... cultural, viu? Caminhar pelas trilhas também é cultura. Um abraço.

Camila Torres
Camila TorresPermalinkResponder

Post mais lindo <3

Chorei de novo quando li. Como aconteceu quando tive meu solstício particular: eram 6 da manhã quando chegamos e a cidade estava completamente encoberta. Mas as nuvens foram se dissipando vagarosamente, como uma cortina de teatro sendo aberta, e o espetáculo se revelou.

Aí ó, chorei de novo.

Itala Passos
Itala PassosPermalinkResponder

Sou super fã do viaje na viagem e Ricardo, adoooro seus textos. Parabens!!

Saiu de ferias em setembro deste ano e minha primeira parada será Santiago e de lá, Cusco.
Como gosto de viajar por conta própria, sem agencias de viagens, suas informações, suas dicas, são de uma ajuda incrível. Não faço uma viagem para um lugar novo sem antes passar por aqui e anotar tudo. kkkkk....
Um grande abraços para todos vcs que colaboram com este site.

Josefa Vieira de Almeida

Foi muito bom acompanhar, as dicas de viagem, ao Peru, sei o quanto é importante viajar, seguindo as dicas que tudo fica mais fácil, adorei todas as dicas parabéns.

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