Pra tudo não se acabar na segunda-feira

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Turismo depois da Olimpíada

Sem ter planejado, fui ontem à festa de encerramento das Olimpíadas do Rio (super super obrigado, Airbnb, pelo convite!). Mesmo achando o show de abertura (que vi pela TV) bastante superior, acabei chorando muito mais ontem. Chorei (de soluçar) no hino tocado com atabaques, chorei nas rendeiras, chorei cantando Asa Branca, chorei na pira sendo apagada pela água da chuva (e Mariene de Castro, que linda!), chorei cantando Cidade Maravilhosa, chorei cantando É hoje, chorei por não estar no lugar dos atletas e poder me misturar ao desfile no final. Que beleza, que orgulho, que alívio. Fazer uma Olimpíada foi o nosso programa espacial. Houston, deu tudo certo.

O protocolo me obriga a abrir imediatamente um parágrafo para dizer o que todo mundo está careca de saber e repetir -- ah que os problemas, ah que os custos, ah que as prioridades, ah que os políticos, ah que isso ah que aquilo. Mas não quero competir com a sua timeline do Facebook nessa seara. Concordo com muitas críticas, com outras não, mas isso não vem ao caso nesse espaço. Peço licença para falar de coisas que não ouço sendo faladas por aí.

Agora que (quase) todos concordam que a Olimpíada foi bem-sucedida, vale lembrar que a Copa foi um sucesso também. Isso não ficou evidente porque o 7x1 nos deixou apopléticos no final -- e logo em seguida entramos nas eleições mais fratricidas de todos os tempos. Mas fomos anfitriões carismáticos, a aviação funcionou à perfeição, os visitantes se esbaldaram. Eu fui a favor da Copa desde o primeiro momento, por acreditar que seria uma oportunidade única para o turismo estrangeiro no Brasil pegar no tranco. Só que de nada adianta o motor pegar no tranco se não tiver gasolina no tanque. Ao não fazer nenhum follow-up de marketing promocional, o Brasil jogou fora um plano de mídia de R$ 8 bilhões (o custo dos estádios). Ficaram só os elefantes brancos do padrão Fifa de superfaturamento. Fuén.

(Neste momento eu preciso abrir os parênteses de sempre para explicar mais uma vez por que é importante aumentar o turismo estrangeiro no Brasil. Porque este é o maior recurso inexplorado deste país. Porque o turismo é a indústria mais inclusiva e capilar que existe -- e a única que ainda não se transferiu para a China. Porque ter déficit gigantesco na conta-turismo -- o que gastamos lá fora x o que os de fora gastam aqui --, além de péssimo para a economia, é uma vergonha nacional. Porque o Ministério do Turismo deveria se chamar Ministério da Busca Pelo Superávit da Conta-Turismo. Porque a Embratur deveria se chamar Embrabusca, Empresa Brasileira da Busca Pelo Superávit da Conta-Turismo. Porque a inexistência de turismo estrangeiro no Brasil é ruim também para o turista brasileiro -- veja todas as cias. aéreas estrangeiras que extinguiram rotas na crise porque não serviam para o estrangeiro vir ao Brasil, e sim para o brasileiro ir ao exterior; veja a aviação brasileira totalmente focada nas viagens de negócio, pela falta de turistas fora das férias escolares brasileiras.)

Minha esperança: que esse fim de Olimpíada em alto astral contribua para que a gente não repita o mesmo erro do fim da Copa.

Apesar de sido muito mais criticada e minuciosamente escrutinada do que a Copa, a Olimpíada deixa um saldo muito mais positivo e aproveitável, do ponto de vista do marketing promocional. Ao contrário da Copa, quando imperou o padrão Fifa de breguice, a Olimpíada se comunicou de forma talentosa (e brasileira!) o tempo todo. Não falo só da festa deslumbrante de abertura ou da festa emocionante de encerramento. A programação visual foi um arraso e parecia parte da paisagem da cidade (o mestre Milton Glaser, criador da marca I love New York, analisando todas as marcas olímpicas desde 1924 deu nota 8,5 à marca Rio 2016 -- ficamos atrás só de Tóquio 64, com 9,2, e Atenas 2004, com nota 9; empatamos com Barcelona 92 e Pequim 2008). Até o mascote se revelou sensacional! (Outro dia ensinei uma turista argentina a ir até a Lagoa pela Vinícius de Moraes, e ela achou engraçado a rua ter o mesmo nome do mascote; contei que o mascote tinha sido batizado com o nome do poeta que escreveu a letra da Garota de Ipanema, e ela achou o máximo.) O website também estava incrível. (E o transporte, inacreditavelmente, funcionou!)

É hora de usar o mesmo pool de talentos usado na Olimpíada para renovar a comunicação do Brasil lá fora. E temos que falar diretamente com o turista -- não vamos conseguir implantar o desejo pelo destino Brasil se ficarmos falando só com agentes de viagens em feiras, que é o que fazemos hoje.

A gente é tão ruim de marketing de destino que não aproveitou sequer que a cidade do Rio de Janeiro foi invadida por 400.000 estrangeiros para fazer propaganda de outros destinos brasileiros. Adivinha quem não deixou a oportunidade passar? A Argentina, que dominou o transporte público e luminosos de rua com uma excelente campanha, em que se mostra um país lindo e diverso. Um momento Brasil decime que se siente...

Não tenho ilusão de que o número de turistas estrangeiros cresça rapidamente, mesmo com campanha. Enquanto a gente (ou a ciência) não resolver a questão da zika, o turista do Hemisfério Norte vai pensar cinco vezes antes de vir. Ameaça à saúde é um fator que afasta muito mais do que falta de segurança. (Veja o caso do México, que é tido como super inseguro pelos americanos mas que atrai milhões de turistas mesmo assim; Cancún só ficou às moscas quando havia a ameaça da gripe suína.)

Não importa. O tempo até a zika não ser mais ameaça é o tempo de que precisamos para construir uma imagem tão original quanto o show da abertura e tão emocionante quanto o show de encerramento. É também o tempo de fazer uma série de deveres de casa que não dependem do catalisador dos Jogos Olímpicos para serem implementados. Volto ao assunto em breve.

Agora chega de parabéns, e mãos à obra.

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34 comentários

Val
ValPermalinkResponder

Tb não entendo esse gap do turismo...e com vc dando consultoria por aqui há um tempão...

espero mesmo que aproveitem a oportunidade!

Marcie
MarciePermalinkResponder

Eu também adorei, chorei muito e fiquei muito orgulhosa. E espero muito que não se percam as oportunidades que deveriam vir por aí.

Thiago Castro
Thiago CastroPermalinkResponder

"Porque o Ministério do Turismo deveria se chamar Ministério da Busca Pelo Superávit da Conta-Turismo"

Cuidado com o desejo. O governo brasileiro pode chegar a esse superávit simplesmente dificultando (ainda mais) a saída de brasileiros em viagens ao exterior. :/

Mas brincadeiras à parte, acho incrível termos por aqui um Ministério do Turismo que, ano após ano, não faz nada e fica vendo o Brasil receber os mesmo 5 milhões e poucos de turistas. Enquanto isso, África do Sul (que aproveitou bem sua copa) e Indonésia (?) recebem quase 10 milhões. E nós brigando com a Argentina. Fala sério!

Lu Malheiros
Lu MalheirosPermalinkResponder

Só pra reforçar o que você já disse: Niterói, a 14 km do Rio, não fez NADA para atrair turistas para a cidade. Por que não usar o que o próprio carioca diz? "O que Niterói tem de bonito é a vista do Rio." Sim, não é só isso, mas poderia começar por aí. Nem o bilhete do transporte olímpico dava direito a usar as barcas...Enfim, quem promoveu a cidade foi você, Riq! Valeu!

Patricia Papp
Patricia PappPermalinkResponder

Ótimo texto, Riq! Renderia horas de conversa, e você ainda me lembrou do Milton Glaser. Foi meu professor na SVA quando morei em NY!!!

Passei alguns dias no Rio na semana passada, pensei muito sobre este potencial mal aproveitado de turismo... o Boulevar Olímpico lotado, as filas do Museu do amanhã me fizeram pensar em como os brasileiros estão sedentos por, justamente, fazer turismo. Me fez pensar como seria o Rio se ele fosse ocupado pelos turistas. Não faltam atrações no Rio e no país. Não falta admiração por parte dos turistas que vem pra cá!

O Jaime Lerner, ex prefeito e urbanista sempre defendeu a tese de que para combater o crime, nada como ocupar a cidade. Foi esta a sensação que tive no Rio semana passada. A cidade foi ocupada em toda sua capacidade.

Sou SUPER defensora, levanto a bandeira do turismo no Brasil, acho que a hotelaria tem melhorado muito se comprada há anos atrás. As "Pousadas do Toque"se multiplicaram. As passagens estão mais acessíveis. A percepção ainda é de que é muito mais caro, mas eu , que viajo MUITO pelo Brasil, posso afirmar que é possível viajar pelo Brasil sem gastar um caminhão de dinheiro (com bastante planejamento). Posso afirmar que passagens baratas para Miami, não fazem da Disney um destino barato. Mas enfim... vejo também as dificuldades de encontrar as tais pousadas simpáticas no nordeste. Sites não funcionam, as cidades as vezes tem grafias diferentes em placas, as vans dos hotéis para os aeroportos são caríssimas.

Existe boa vontade e muito trabalho dos donos de pousada, que se unem para fazer associações, juntar o lixo, lutar por melhorias.

Quem sabe um dia... vamos torcer para que mais cabeças se inspirem, como você mesmo disse, vamos trabalhar!

PS Um triste reflexo é que nossos guias de NY, Paris, Itália, vendem muito mais do que os guias de destino no Brasil. O "Praias do Nordeste com Crianças" fiz por amor mesmo, porque, por enquanto, o grande interesse no Nordeste é por resorts. Mas, no que depender de mim, não vai faltar divulgação de lugares como o Cânion do Xingó, Delta do Parnaíba, ou mesmo Bonito, Carneiros ou São Miguel do Gostoso.

suêrda márcia de araújo

Adorei seu texto - excelente argumentação!

Damares-Keviagem

Um dos grandes problemas é que o Ministerio do Turismo vende muito mal a imagem do Brasil no exterior. Coloca gente sem capacidade que só pensa em ir a festas e fazer presença. Quando eu morava em Milão, conheci 2 reprenstantes da Embratur em períodos diferentes que estavam lá para divulgar o país, um desastre. Na Itália 90% das vezes que aparece algo sobre o Brasil na tv e jornais, é desgraça. Aqui na Alemanha, país onde estou morando atualmente, já é melhor, passam belos documentários e mostram também a parte bacana do Brasil falando inclusive da riqueza de nossa cultura.

Maryanne
MaryannePermalinkResponder

Excelente texto Riq. Fiquei triste pq quase não consegui assistir nada dessa Olimpiada. Singapura não comprou o pacote todo e só tinha jogo de oriental na tv ( fiquei craque em table tênis). Mas li muito e curti demais esse momento Brasil. Seria tão bom que sonho não acabasse já.

Flora
FloraPermalinkResponder

Falou tudo Riq...
Sou teimosa e viajo um bocado pelo Brasil, mas fico triste em ver como perdemos o bonde do turismo.
Estive no Rio nas Olimpíadas. Tava tudo lindo, funcionando direitinho. Pena que não é sempre assim, né?

beth almeida
beth almeidaPermalinkResponder

também estive no Rio. precisava ver e sentir aquilo tudo. gostei do que vi. enchi meu coração de orgulho por aquela Cidade Maravilhosa que amo de paixão!

Paulo Henrique

Por isso sigo o Ricardo Freire, e equipe, há anos!!!! Um texto exemplar, com clareza inerente a quem é autor de slogans publicitários históricos. Assisti, como torcedor, dezenove competições olímpicas e a cerimônia de encerramento. Senti muito orgulho em ser brasileiro, e fiquei vislumbrado com a imagem positiva que os estrangeiros levarão, se não do Brasil, ao menos do Rio de Janeiro a seus familiares e amigos. Será que empresários e gestores públicos saberão explorar esse potencial? De outro lado, quantos brasileiros deixaram de usufruir da festa contaminados por uma mídia negativa massacrante que antecedeu o evento, e que deixam de conhecer nossas belezas e destinos?

Rita Garibotti

Bom dia Riq. Como sempre, excelente texto. Concordo em tudo.Ainda que não esteja escrito (mas tenho certeza que vc pensou), dentre os deveres de casa, está melhorar o ensino de ingles e/ou incentivá-lo, em qualquer nível, qualquer idade, qualquer profissão. Vimos em várias matérias na mídia que uma das grandes questões (e espanto dos turistas gringos) é a dificuldade da língua, como são poucos os brasileiros que falam inglês. É claro que a simpatia e criatividade tupiniquins acabam se virando e estabelecendo uma forma de comunicação, mas isso não é o ideal. E tenho certeza que vc concorda, isso faz toda a diferença! Recebemos uma americana , nós falamos ingles e a troca foi muito bacana. Vamos esperar que dentre essas lições que se deve tirar dessa maravilhosa olimpíada, esteja o estímulo ao ensino do inglês. Acho que essa olimpíada nos deu uma exposição positiva que nunca tivemos, mostramos que, além de gostar de festa, SABEMOS FAZER! Então precisamos aproveitar isso.

Miguel
MiguelPermalinkResponder

Como sempre, uma análise muito lúcida! Concordo em gênero, número e grau. Todas as vezes em que me deparo com a propaganda (muito bem pensada) da Argentina espalhada pela cidade penso exatamente em quantas moscas estamos comendo ao longo do tempo... Não acredito que o Brasil - e, especificamente, o Rio - tenha tido, em outro momento, tanta exposição, em tempo e espaço, na mídia mundial. Tomara que não deixemos passar o bonde - perdão, o VLT - e embarquemos, o quanto antes!

Julio Corrêa
Julio CorrêaPermalinkResponder

Comparo a nossa falta de visão em relação ao turismo estrangeiro ao desmatamento na Amazônia. Ótimo texto!
Abraço

Rodrigo Carneiro Leão

Ricardo, como podemos iniciar os contatos para você virar Consultor de Turismo do Governo do Estado de Pernambuco?

A sua análise foi, como sempre, perfeita.

Luciana Moura - Destino Fora da Caixa

Demais o teu post Ricardo!! Parabéns!!
Por favor, manda pro Ministério do Turismo!!
Abração!!

Antonio
AntonioPermalinkResponder

Boa reportagem !!
Tenho alguns pontos de vista DIFERENTES.
Os estádios não são elefantes brancos, so alguns, amazônia e campo grande. A fonte nova em salvador está sendo muito bem aproveitada.
Quanto a zica, a própria olimpíadas fez esse "mito" cair por terra, nenhum atleta foi contaminado, claro que é preocupante pra gente, mas como é so um tipo de vírus, não deve demorar a se ciar uma vacina.
O que, no meu ponto de vista, realmente atravanca o turismo estrangeiro no Brasil é: entre as 50 cidade MAIS VIOLENTAS do MUNDO, o Brasil tem 12... os gringos tão acostumados a viajar pra ter paz, sombra e águas fresca... Rsrsr
Também me senti aliviado com o sucesso pro mundo e, principalmente, como brasileiro, ORGULHOSO do que fizemos e como tudo funcionou !!
#SucessoasOlimpíadasRio2016 !!
#SucessoaCopade2014

Thiago Castro
Thiago CastroPermalinkResponder

Inclua na lista de estádios elefantes-branco o de Natal. E o Mané Garrincha só não virou elefante branco por causa do Flamengo que vive jogando por lá (o que não vai durar muito tempo).

Segundo essa lista de 2016, o Brasil tem 21 cidades entre as 50 mais violentas:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/brasil-tem-21-cidades-em-ranking-das-50-mais-violentas-do-mundo.html

Repare, contudo, que o Rio de Janeiro não está entre elas, nem SP (mas o Nordeste está quase todo aí). Repare tb que a Cidade do Cabo está no top 10. Ou seja, a questão não é só segurança, mas a sensação de segurança e a propaganda que se faz disso.

De qualquer forma, o que temos certo é que o Ministério do Turismo faz um trabalho (?) de porco!

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Pois é, o Rio de Janeiro leva a fama, mas é, das cidades grandes brasileiras, uma das mais seguras. Ou menos inseguras...
Coitado do Michael Phelps, depois da tranquilidade e segurança do Rio, teve que voltar para a sua violentíssima Baltimore.

Henri Melo
Henri MeloPermalinkResponder

Ricardo, com o governo que atualmente temos, e como os anteriores, só se gente de visão e trabalhadora como você assumisse o Ministério.
Sem isso ficamos na mesma situação dos últimos 500 anos.
Abraços.

Maria Ines Vargas

Cara !!! Mais uma vez !! Ricardo Freire para Ministro do Turismo !!!
#RicardoFreireMinistroTurismo

Esse cara sabe muito !!

Parabéns mais uma vez !!!

Valerie
ValeriePermalinkResponder

Concordo com tudo do seu post. Como o Rio e o Brasil com tantos atrativos não recebem mais turistas? Não é somente a propaganda negativa da violência, da sujeira, das doenças como zica, falta profissionalismo nessa área, com pessoal bem treinado falando inglês, sabendo dar informações precisas e divulgando o que tem de melhor! Isso não se resolve com jeitinho, mas com planejamento e gerenciamento. Adorei o Rio na Olimpíada, a energia contagiante dos cariocas e dos voluntários, mas tudo funcionou bem porque teve estudo, plano e execução a contento. Sabemos fazer e precisamos querer ir em frente para crescer a indústria do turismo e melhorar o país com a entrada cada vez maior de turistas e doláres.

Marcio Pettras Gugelmin Arruda

Verdade. Não vimos uma propaganda pelas orlas de Copacabana de turismo brasileiro exceção de Pernambuco que estava com um pequeno estande.
Precisamos remodelar a forma como se vê o turismo no Brasil, e como se atende inclusive o turista nacional.

Giovana Duarte

Começando pelas Secretarias de Turismo das cidades, vemos o quanto é ineficiente a divulgação da maior riqueza que temos: nossas belezas naturais, nossa história e nossa diversidade! Vemos isso diariamente aqui no ES também.
Antes dos estrangeiros, o brasileiro precisa conhecer muito mais o Brasil...

Angelo Pavan
Angelo PavanPermalinkResponder

É isso. É triste.

E quando nossa Embratur/Min.Turismo resolver atuar o marketing lá fora, só enfatiza os estereótipos glúteos... neutral

Anna Francisca

Percebi que, nos aeroportos Congonhas e Santos Dumont, e mesmo dentro dos aviões, o inglês estava bem melhor. Não sei se tomaram o cuidado de recrutar os melhores funcionários da área para essa ocasião especial ou se o pessoal teve umas aulas extras, mas estav bem razoável, pouco "chiado". Gostei.

Guilherme
GuilhermePermalinkResponder

Que analise sensata!
Eu tambem pegava metrô todos os dias durante a olimpiada e pensava o mesmo: que baita sacada da Argentina!
Todo esse monte de americanos, europeus e asiaticos, que se dispuseram a viajar até a America do Sul para a Olimpiada, eram um publico em potencial para voltar para outras viagens pelo Brasil, mas foi a Argentina que soube se "vender" , com lindos paineis publicitarios no metrô que eles pegavam diariamente...

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Que textaço, Riq, que textaço!!!

Malu Esper
Malu EsperPermalinkResponder

Riq, você faz um bem danado para o turismo no Brasil. Que análise maravilhosa! Após ler e reler seu texto fica fácil debater sobre a Olimpíada e o turismo no Brasil!

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Nao se trata só de problema de governo. Do ministerio do turismo. Isso é mais uma frase feita que vira verdade absoluta. Igual a falar que atleta brasileiro é um guerreiro pq nao tem ajuda do governo. Mentira.

O problema é que nossas cidades nao estao preparadas pra receber turistas. Nem os turistas brasileiros sao bem recebidos quanto mais os estrangeiros. Viajo muito e fico chocado. Tirando aih umas 10 cidades o resto nao tem nenhum preparo. Ficamos sem informacoes, sem seguranca, sem tudo. O brasileiro nao quer ir pra fora apenas pra comprar. Ele sabe que lah é mais bem atendido.

Thiago Castro
Thiago CastroPermalinkResponder

E quem é q faz a política que deveria incentivar o turismo no Brasil? Ministério do Turismo e as secretarias estaduais e municipais de turismo. Logo, o problema começa com o governo sim.

FABIANA
FABIANAPermalinkResponder

O problema do Brasil é querer explorar o turista e não o turismo sad

Ricardo Freire

Fabiana, desculpe, essa é só mais uma besteira vazia que a gente vive repetindo. Falta um monte de coisa, mas o nosso problema não é explorar o turista não. A gente desvaloriza o turismo doméstico e qualquer coisa que custe caro é "exploração". No mundo inteiro turismo custa caro.

Rodrigo Galvão

Fico feliz de vê-la divulgando Xingó, Patricia. Era Gerente do Aruanã quando ficou por lá em Aracaju.

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