Guia de San Andrés
O que fazer em San Andrés
Se você está planejando o que fazer em San Andrés, é importante entender uma coisa antes de montar o roteiro: este é um destino de mar. E isso define completamente a viagem.
Ao contrário de outros lugares do Caribe, onde o hotel ou a estrutura acabam sendo protagonistas, em San Andrés tudo gira em torno da água. Dos tons absurdos do mar, dos passeios de barco e das paradas para mergulho.
Quando se fala em o que fazer em San Andrés, o circuito clássico continua o mesmo. Johnny Cay, Acuario e a volta à ilha aparecem em praticamente todos os roteiros e concentram o melhor da paisagem.
Mas a experiência mudou em alguns pontos importantes. Os preços subiram, a logística segue desorganizada e a lotação continua sendo o principal desafio, especialmente nas ilhotas mais famosas, onde não há controle de visitantes.
Em contrapartida, surgiram novas formas de fazer os passeios, com saídas mais cedo, experiências mais vazias e alternativas que ajudam a fugir do pico de movimento.

Ao mesmo tempo, muita gente passa batido pelo óbvio. A melhor praia da ilha está no centrinho, em Spratt Bight. E, em muitos casos, ela entrega uma experiência melhor do que boa parte dos passeios mais disputados.
Com algum planejamento e um pouco de jogo de cintura, dá para aproveitar muito mais.
A seguir, veja o que fazer em San Andrés com os clássicos, as atualizações mais recentes e o que realmente vale o seu tempo.

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A Bóia resume:
- Não deixe de aproveitar a praia central, Spratt Bight
- Faça passeios de barco a Johnny Cay e ao Acuario de preferência em dias alternados
- Tire um dia para fazer a volta à ilha
- Se couber na sua verba, invista num passeio privativo de lancha
- Vá a Providencia só se tiver pelo menos dois dias para pernoitar
Praias em San Andrés
Praia de Spratt Bight (central)

Durante anos, li ali e acolá que San Andrés tinha poucas praias de areia (verdade), e que o centro tinha “uma prainha pequena”, que meio que dava para o gasto.
Uma prainha pequena? Que dá para o gasto? É incrível: as pessoas são tão obcecadas em fazer ‘passeios’ que simplesmente não prestam atenção à melhor praia da ilha, só porque está bem debaixo de seus narizes.
Spratt Bight, ou praia da Peatonal, é uma praia mais que perfeita, em pleno centrinho de San Andrés.


Areia branquíssima, mar transparente e calmo, barracas de praia (carpitas) para alugar (os valores variam de acordo com a localização e horário, negocie!), cervejas e drinks para vender… e uma densidade demográfica muito mais agradável do que em Johnny Cay.
E a praia não tem nada de pequena: apenas é interrompida por um trecho de pedras, depois continua com areia branquíssima e mar azul-bebê até o fim do espalhadíssimo resort Decameron Isleño.

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Praias de San Luis

As praias de San Luis (Cocoplum, Sound Bay) também têm mar clarinho e calmo. O trecho conhecido como Cocoplum faz parte do circuito turístico da ilha graças à ilhota de Rocky Cay.
Dá para chegar a pé na maré baixa (tem uma cordinha para se segurar nos pontos mais fundos), mas você também pode pegar um barco em parte do trajeto por cerca de 10 mil pesos cada trecho.

Um navio encalhado também faz parte da paisagem. Para mim, no entanto, a maior atração da praia é o bar Aqua, que é o mais charmoso beach club da ilha, junto com o seu vizinho mais novo, Namastê.

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Sapatilha aquática e snorkel: compre antes de passear


As lojinhas de souvenir do centrinho também vendem o equipamento básico para fazer todos os passeios de mergulho de San Andrés: sapatilha aquática (na faixa dos 30 a 32 mil pesos) e máscara de snorkel (a partir de 40 mil pesos).
Invista nelas: ficar alugando a cada passeio vai acabar saindo mais caro.
Nos últimos anos surgiram cobranças de estacionamento e lockers na região, então se você for utilizá-los, vale considerar esses pequenos custos extras. Em 2025 tanto os lockers como o estacionamento custavam 10 mil pesos cada.
Passeio à ilha Johnny Cay

Sabe aquelas ilhotas de náufrago de cartum? Johnny Cay poderia servir de modelo. Está suficientemente perto do centrinho de San Andrés para ser visível no horizonte.
Saindo da cooperativa de barqueiros da praia de Spratt Bight, em 10 minutos você chega (normalmente, encharcado – melhor já embarcar de roupa de banho, e levar câmera e celular bem protegidos numa bolsa impermeável). Nos seus melhores momentos, a praia fica tão bonita quanto a praia do centro.
Numa maré alta mais forte, porém, o mar fica agitado e mexido.

Johnny Cay é pequena o bastante para permitir que se dê a volta ao redor da ilha em menos de meia hora (alguns trechos têm pedras, use a sapatilha que você comprou na cidade).
Se você chegar cedo, pode alugar sua cabana (carpita), por 50 mil a 60 mil pesos, dependendo da localização. O pessoal das carpitas também vende bebidas. Para comer, dirija-se à pracinha de alimentação no centro da ilha, onde o PF costuma sair a partir de 50 mil pesos.
Todas as agências recomendam não consumir nada antes de negociar os valores. Em 2025 o cardápio não tinha preço e cobraram 120 mil pesos em um PF simples para uma pessoa.
Ao longo do dia, as lanchas não param de chegar e depositar mais visitantes.
Lá pelo meio-dia, a ilha já estará hiper-mega-lotadaça e os banhistas vão disputar lugar com as lanchas que, mesmo estacionadas, se movimentam ao sabor das ondas (há píer em Johnny Cay, mas não dá conta da demanda).

O embarque de volta às lanchas também é complicado, devido ao píer ser pequeno.
Minha opinião: o passeio vale para quem precisa ticar todas as atrações, mas a experiência de praia em Spratt Bight é muito superior.
O passeio exclusivo a Johnny Cay custa desde 15 mil pesos (compre direto com a cooperativa Coonative Brothers, com saída do canto direito de Spratt Bight, ou no Muelle Casa de la Cultura).
Há também passeios combinados Johnny Cay + Acuario no mesmo dia que custam desde 60 mil pesos. Vale a pena comprar na véspera para garantir lugar numa saída mais cedo, para chegar à ilha antes das multidões.
Ao chegar à ilhota, é preciso pagar uma taxa ecológica de entrada de 15 mil pesos e 5 mil pelo uso do píer, mas a maior parte das agências já inclui no valor do passeio. Recomendamos que sempre confirme antes para evitar surpresas e comparar valores.

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Passeio ao Acuario



Distante 15 minutos de Spatt Bight ou 10 minutos do Muelle Casa de la Cultura, o Acuario é um banco de areia onde há duas barreiras de corais paralelas que formam um corredor perfeito para mergulhar de snorkel. A água é rasinha como numa piscina natural do Nordeste.
O mar é absurdamente transparente, e os peixinhos (e peixões) são abundantes e fáceis de observar. A ilhota tem armários para guardar sua mochila, e o guia do seu passeio vai oferecer snorkel para alugar (caso você não tenha comprado na cidade).
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Colada ao banco de areia do Acuario fica a ilhota de Haynes Cay, aonde dá para chegar caminhando. Ali há uma barraca de praia mais estruturada, onde você pode almoçar se tiver ido passar o dia.
O único ponto baixo do Acuario é mesmo a lotação: não há limite para o número de visitantes, e por isso nos momentos de pico a densidade demográfica no corredor de corais fica bastante alta.
O passeio exclusivo ao Acuario custa desde 40.000 pesos (compre direto com a cooperativa Coonative Brother, com saída do canto direito de Spratt Bight, ou no Muelle Casa de la Cultura). Há também passeios combinados Johnny Cay + Acuario no mesmo dia que custam entre 60 mil e 90 mil pesos.
Surgiram opções de saída mais cedo, incluindo passeios às 7h30 e até experiências de amanhecer no Acuario, entre 5h30 e 8h30, que permitem aproveitar com menos gente e voltar ainda a tempo de aproveitar o café da manhã do hotel. O amanhecer no Acuario custa na faixa dos 90 mil pesos.
Tour VIP
Praticamente todas as agências de passeios, incluindo a Coonative Brothers, oferecem o chamado Tour VIP que, na prática, não tem nada de exclusivo.
É uma alternativa para quem tem pouco tempo e quer concentrar, no mesmo dia, Johnny Cay, Acuario e Haynes Cay, além de um passeio pela baía, passando pela costa leste e pelos manguezais. Pela cooperativa, o preço gira em torno de 85 mil pesos.
Vale a pena fazer Johnny Cay e Acuario no mesmo dia?

Eu só faria os dois passeios no mesmo dia se estivesse muito apertado de tempo na ilha. Você aproveita melhor os passeios – e passa menos perrengue com a desorganização dos guias e lanchas – se fizer em dias separados.
O Acuario em particular se beneficia muito de um passeio de dia inteiro, já que você vai continuar por lá no período entre a saída dos passeios da manhã e a chegada dos passeios da tarde, quando a lotaçao diminui sensivelmente.
O pior arranjo é Acuario de manhã e Johnny Cay depois do meio-dia, porque quando você desembarcar em Johnny Cay a ilha já vai estar bastante cheia e não terá sobrado nenhuma carpita para alugar.
As ilhas de Johnny Cay e o Acuario passam por períodos de fechamento para manutenção. A interrupção acontece por 3 dias, a cada 3 meses ao longo do ano. Se a sua estadia for menos de 4 dias inteiros na ilha, há o risco de não conseguir fazer algum dos passeios mais clássicos.

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Volta à ilha



Junto com a dupla Johnny Cay + Acuario, o tour de volta à ilha é um item irremovível do roteiro dos visitantes.
O jeito mais divertido de contornar a ilha é alugando um carrinho para o dia. Os veículos mais baratos são os carrinhos de golfe, conhecidos como mulitas, que levam duas pessoas e custam a partir de 200 mil pesos por 8 horas.
As mulas, mais potentes, levam até 4 pessoas e partem de 240 mil pesos pelo mesmo período. Também há carros maiores, para até 7 pessoas, a partir de 270 mil pesos. Todos são movidos a gasolina.
Os preços são de 2025.
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Volta à ilha – como montar o percurso

Comece o seu tour pela Costa Oeste.
Uma parada que vale incluir no roteiro é a Casa Museo Isleña. A visita custa cerca de 20 mil pesos e inclui um tour guiado por uma casa típica antiga, com explicações sobre a história da ilha, costumes, decoração e curiosidades dos moradores. Leva cerca de 30 minutos e funciona bem como primeira parada do dia.
Evite a Morgan’s Cave, que continua sendo uma armadilha para turista.
Siga então para o trecho conhecido como West View, onde ficam as principais atrações de mergulho do lado oeste.
Ali estão La Piscinita e a atividade Aquanautas. A entrada hoje é unificada e custa cerca de 10 mil pesos. Com isso, você pode aproveitar a área de banho, que funciona como uma grande piscina natural junto ao costão, e fazer snorkel.
O Aquanautas é um mergulho com escafandro, sem cilindro de oxigênio, com duração de cerca de 25 a 30 minutos. Custa em torno de 170 mil pesos. Para quem não está de carro, o táxi do centrinho até ali gira na faixa de 40 mil pesos por trecho.

Seguindo até a ponta sul da ilha, você chega ao Hoyo Soplador, um buraco na pedra que, dependendo do vento e da maré, esguicha água do mar como um jato.
Na prática, a experiência tem deixado a desejar. Se a maré não estiver favorável, não acontece nada. Além disso, o local hoje está cercado por lojinhas, o que acaba escondendo o próprio buraco.
Não há controle de acesso, e é comum que visitantes sejam pressionados a consumir algo, com cobrança informal na faixa de 10 mil pesos.
A abordagem dos vendedores costuma ser insistente, o que pode tornar a visita bem desconfortável e desagradável.
Depois do Hoyo Soplador, muitos param na chamada Calle de las Palmeras, no extremo sul da ilha. É bonita para fotos, mas não é uma parada essencial.
De lá, suba pela costa leste, que tem trechos que passam rente à praia.
Se tiver reservado antes, almoce no Donde Francesca, em Sound Bay. Outra opção é seguir até Cocoplum e passar o restante do dia no Aqua Beach Club, com mais estrutura e clima de descanso.

Ali perto também fica Rocky Cay, a ilhota acessível a pé na maré baixa, com uma corda para ajudar na travessia nos pontos mais fundos. Para parar na região, é possível estacionar em casas e terrenos próximos, normalmente por cerca de 10 mil pesos. Há também lockers pelo mesmo valor.
E Cayo Bolívar?
A mais bonita das ilhotas de San Andrés, Cayo Bolívar, está fechada, sem data de reabertura. Foi vítima do overturismo que estava matando seus corais. Ou seja: não dá para visitar, nem mesmo em passeio privativo.

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Volta à ilha em Chiva

As chivas são ônibus jardineiras coloridos e animados que fazem passeios pela ilha.
O tour dura cerca de 4 horas, com saídas pela manhã e à tarde. As paradas variam um pouco conforme o horário, mas normalmente incluem a Casa Museo Isleña, o West View, o parador com a frase “I love SAI”, a rua das palmeiras, no extremo sul da ilha, e uma praia.
É um passeio mais simples, voltado para quem não quer dirigir ou prefere uma opção mais econômica e guiada.

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Parasailing

O parasailing custa entre 200 mil e 230 mil pesos por pessoa, com cerca de 15 minutos de voo. Pesquise essa atividade com nossa parceira Civitatis.
Passeio em semi-submergível


Há duas opções de passeio em semi-submergível na ilha, o Nautilus e o Manatí.
Ambos fazem praticamente o mesmo trajeto, navegando até uma área com grande concentração de vida marinha, a cerca de 6 metros de profundidade.
Durante a parada, membros da tripulação mergulham e mostram espécies como ouriços e estrelas do mar através das janelas de vidro do casco, além de alimentar os peixes, o que atrai bastante movimento para perto da embarcação.
Depois dessa parte, há tempo para nadar e fazer snorkel na mesma área antes do retorno ao píer.
O passeio dura cerca de 1h30 e acontece em dois horários, normalmente pela manhã, entre 10h30 e 12h, e à tarde, entre 15h e 16h30.
O preço gira em torno de 100 mil pesos por pessoa, mais uma taxa de 3 mil pesos referente ao píer. O Nautilus é o mais tradicional. O Manatí tem uma proposta mais simples e pitoresca.

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Jet ski para alugar

No trecho de costão da praia central, onde o mar é mais agitado, há jet skis para alugar. Custam 200 mil pesos por 30 minutos e 300 mil por 1 hora. Nossa parceira Civitatis vende aluguel de jet ski em San Andrés.
Passeios privativos de lancha
Caso você não goste de passear em grupo, é possível alugar lanchas para fazer os passeios de forma privativa.
Hoje, a cobrança não costuma mais ser por hora. O modelo mais comum é a diária, normalmente entre 10h e 17h, ou períodos similares.
Os preços partem de cerca de 1 milhão de pesos para lanchas mais simples e chegam a 1,5 milhão de pesos nas opções mais completas, geralmente para até 4 pessoas.
Com a lancha, você pode seguir o circuito tradicional ou montar um roteiro próprio, incluindo paradas menos concorridas para mergulho. A negociação costuma ser feita no Muelle Casa de la Cultura.
Providencia

A 20 minutos de teco-teco ou 3 horas de catamarã, a ilha de Providencia é a segunda maior do arquipélago.
Providencia está para San Andrés assim como Boipeba está para Morro de São Paulo: é um refúgio mais tranquilo e com bem menos turismo de massa (bem menos inclusive do que Boipeba).
Vale a pena a esticada? Só se você (1) tiver muita curiosidade e principalmente (2) pelo menos dois dias disponíveis.
O que me pegou em Providencia é que as praias, apesar de selvagens, não oferecem a beleza do mar caribenho de San Andrés. São praias de areia mais escura e águas azul-marinho, que poderiam estar em qualquer lugar mais sossegado do litoral brasileiro.
O local verdadeiramente instagramável da ilha é Cayo Cangrejo, parte de um parque nacional com acesso controlado. É lindo, mas será que vale a viagem? Você decide. Se tiver curiosidade e pelo menos dois dias disponíveis 🙂
