Quer se dar bem em Lima? Siga as dicas da Sylvia: 1

Quer se dar bem em Lima? Siga as dicas da Sylvia:

Lima

Todo mundo que é vintage aqui no Viaje na Viagem sabe: quando a Sylvia Lemos fala, a gente anota — e segue.  As dicas da Sylvia valem ouro porque são puro senso comum aplicado ao dia a dia de quem viaja. Sempre na busca do maior proveito possível com o menor esforço possível (inclusive financeiro), a Sylvia é mestre em curtir intensamente uma viagem, e ainda assim voltar mais descansada do que saiu de casa. (Foi para isso que inventaram as férias, não foi?) É um privilégio poder compartilhar mais um relato by Sylvia por aqui — desta vez, sobre a sua segunda incursão a Lima. [Riq]

COISAS QUE É BOM SABER PARA TURISTAR EM LIMA

Texto e fotos | Sylvia Lemos

Quando estivemos em Lima, há exatamente três anos, sabíamos que o verão é a época em que a cidade costuma estar livre das nuvens que a deixam cinzenta nove meses por ano. Ganhamos céu limpo e pôr do sol estupendo todos os dias em 2010. Em janeiro de 2014, porém, tivemos poucos finais de tarde fotografáveis; os demais foram nublados, quase escuros. Em compensação, pudemos prestar atenção em coisas que passaram despercebidas na estadia anterior (O que é que Lima tem? A Sylvia responde).

Os preços em soles podem ser lidos em real: o câmbio médio no final de janeiro de 2014 foi de 1,03 soles por real e 2,80 soles por dólar. (O dólar papel no Brasil, cotação turismo, chegou a 2,53 neste período.)

Taxigreen

Transporte aeroporto-cidade

Não precisa complicar nem se estressar; use o Taxi Green, que tem um ponto dentro do aeroporto imediatamente após a porta do desembarque. As tarifas são fixas para cada bairro e o táxi vai estar a dois metros da porta (45 soles para Miraflores)

Transporte cidade–aeroporto

O mesmo Taxi Green tem uma tabela de 60 soles para o trecho, e deixa na porta do saguão. Se seu vôo for à noite, e/ou tiver bagagem pesada, nem pense em pegar outro táxi pois eles não vão até a porta; vai ser preciso caminhar.

Câmbio no aeroporto

Verifique o valor no banco que se encontra junto as esteiras de bagagem; costuma ser quase o mesmo que o das casas de câmbio ou dos cambistas em Miraflores. Troque no mínimo o suficiente para pagar o táxi .

Câmbio na rua

Cambistas em Miraflores

Ao menos no verão, é comum e usual fazer câmbio na rua. É legal, e pelo que pude perceber, seguro. Funciona assim: pessoas autorizadas pela prefeitura, usando coletes coloridos (em cada distrito têm uma cor diferente), ficam nas esquinas das ruas movimentadas e/ou em frente a bancos com uma calculadora e bolsos recheados de diversas moedas, fazendo câmbio para os locais e turistas. Cada uma delas pode ter uma taxa conforme a hora do dia . Simplesmente se dirija a um deles e pergunte: Dólar quanto? Real quanto? Sim, é estranho, muito estranho para nós , mas dá certo.

Táxi na cidade

Basicamente, há três tipos de táxi, nenhum deles com taxímetro ou GPS:

  • Carros seminovos, com ou sem ar condicionado, que ficam em frente aos hotéis e têm tarifa nominal semelhante aos demais, só que em dólar americano (ou seja, custam umas três vezes mais); também podem ser contratados por dia;

  • Carros seminovos que passam na rua, e que costumam cobrar uns 5 soles a mais pela corrida em relação aos carros velhos

  • Carros muito velhos, em péssimo estado de conservação na sua maioria, que aceitam negociar tarifas com mais facilidade

 
As tarifas médias para táxis seminovos que passam na rua, saindo de Miraflores:

  • de 7 a 10 soles dentro de Miraflores (15 soles à noite para voltar de um restaurante em local sem movimento na rua),

  • até 12 soles para Barranco ;

  • até 15 soles para Ripley San Isidro;

  • 18 a 20 soles para Pueblo Libre, Shopping Jockey Plaza ou Calle Capón.

Museu LarcoMuseu Larco

Para chegar ao local pretendido de táxi, tenha um ponto de referência além do endereço completo. Em Miraflores ajuda bastante indicar o número da quadra para determinar a tarifa. Por exemplo : o restaurante Pescados Capitales fica na quadra 13 da Av. La Mar; o Mercado Municipal Central está junto à Calle Capón (ou o táxi vai te levar a outro mercado); Ripley em San Isidro; Museu de Arte Contemporánea em Barranco, na Miguel Grau logo após a ponte na quebrada de Amendariz. Se o local não for muito conhecido por todos, tenha mais de uma referência em mãos.

Curiosidades úteis limeñas

  • Em Lima quase tudo abre depois das 10h30 — não perca tempo saindo muito cedo do hotel;

MirafloresMiraflores

  • A paixão nacional (em Miraflores ao menos!) são os alarmes de carro. Enquanto a gente não se acostuma, a gente enlouquece. Funciona assim: a qualquer hora do dia ou da noite o motorista do carro aciona o alarme, pelo simples prazer de ouvir o barulho infernal. O alarme pode ficar tocando sem parar, com o motorista dentro do carro ou não.
  • Se precisar de algo e não conseguir, faça como os locais: grite! Sim, é surreal mas funciona.
  • Use o portunhol para se comunicar na rua, é muito mais eficiente que o inglês. Fale devagar e vai ser compreendido.

Huaca PucllanaHuaca Pucllana

  • Seja flexível consigo mesmo; muitos clichês podem surpreender positivamente. Experimente sabores, cores, texturas; atraentes ou nem tanto, vão deixar ótimas recordações.
  • Vá a um Mercado Indio da Av Petit Thouars descansado e sem pressa. O mais indicado é passar por lá no fim da manhã, quando estão abrindo. Olhando com atenção, vai se surpreender com alguns artigos de excelente qualidade e com preços (mesmo sem barganhar) por uma fração das lojas do bairro. Achei o Inka Plaza bem interessante (fica junto à Calle Enrique Palacios e tem entradas pela Av. Arequipa e Petit Thouars)
  • Lima

  • Num dia de céu limpo veja o pôr do sol do Parque Del Amor ou Larcomar e/ou em Barranco (na Saenz Peña é uma boa opção)

Aguarde, ainda vai ter mais Sylvia em Lima!

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40 comentários

Excelentes dicas. Estive em Lima em abril e foi maravilhoso. Pretendo voltar com certeza. O roteiro esta lá em papodeturista.com

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