Fim de semana em Salvador: o roteiro da Eunice

Porto da Barra, Salvador

O Diego vai fazer uma passagem relâmpago por Salvador e queria saber como aproveitar um fim de semana na cidade, chegando sexta-feira ao meio-dia e indo embora já no início tarde de domingo. Deu sorte: a Eunice, que mora lá, está sempre atenta às caixas de comentários, e é generosa que só. Fez um roteirinho enxuto para o Diego, com dicas espertas de quem é local, para essa e para as próximas viagens. Aproveite Salvador na versão de bolso da Eunice:

SEXTA-FEIRA

No Rio Vermelho, na Rua Fonte do Boi, existe um restaurante de comida natural muito boa – Manjericão. Se preferir comida regional “de feira”, você pode ir ao Dona Mariquita, que é bem perto. Entretanto, meu lugar preferido para almoçar no Rio Vermelho é o Salvador Dalí. Não que a comida seja excepcional, nem diferente; é simples, mas as mesas ficam coladas a uma imensa janela de vidro com o mar batendo; gosto. Mas ali por perto você tem dezenas de boas opções para o almoço, para todos os bolsos.

Você pode fazer uma caminhada sem compromisso entre o Largo da Mariquita e o Largo de Sant’Anna. Depois, no Farol da Barra (Forte Santo Antônio), visitar o Museu Náutico e apreciar do terraço do Café do Museu a vista que se tem da baía. Parar na praia do Porto da Barra, ver dois outros fortes ladeando a prainha, Santa Maria e São Diogo (vai dar um mergulho?). A vista da praia do Porto que se tem do Forte de São Diogo é linda. Depois, seguindo pela Ladeira da Barra, pararia na Igreja de Santo Antônio da Barra e no Cemitério dos Ingleses – e no topo, Vitória e Graça, passaria só pela frente dos museus dessa região, que ficariam para uma próxima viagem: o Costa Pinto, o de Arte, o Rodin, o Geológico. Passar pelo Campo Grande – repare na arquitetura do teatro Castro Alves, no gradil de Carybé ladeando a praça. Depois, seguir pela Av. Sete até o Forte de São Pedro; descer para a Av. Contorno. Pôr-do-sol no MAM, no café do subsolo, no píer, é lindo. No MAM, não deixe de visitar o jardim das esculturas. Seguir para a Marina para o jantar, pela vista e ambiente escolheria o Lafayette.

SÁBADO

Eu, que sou lenta, ficaria todo o dia só no Pelourinho, mas compreendo que você queira otimizar seu curto tempo. Escolha de antemão o que você quer visitar. Para uma primeira visita, eu escolheria a Igreja de São Francisco com o claustro, andar pelo Largo de São Francisco, Terreiro, Largo do Pelourinho e Fundação Jorge Amado. Os museus, o Carmo, o Santo Antônio além do Carmo (outro forte, esse com as escolas de capoeira) não cabem no tempo. Do Pelourinho você desce pelo Elevador Lacerda (sabe que ele foi projetado por Eiffel?), visita o Mercado Modelo e, se tiver tempo, a Igreja da Conceição. Tenho a impressão que a visitação ao forte de São Marcelo está fechada. Voltaria, pegaria o carro, para seguir para a Igreja do Bonfim (“o dia” no Bonfim é sexta – quando as pessoas vão de branco). Do Bonfim, seguiria para Mont Serrat pela rua dos Hospitais Sagrada Família e Couto Maia – entre esses dois hospitais, do lado oposto da rua, existe um mirante, que para mim é a vista mais bonita de Salvador – de lá se vê a cidade nos dois planos – alta e baixa até a contra-costa da Vitória. Gosto muitíssimo da Ponta de Humaitá, com o forte de Mont Serrat e a pequena capela. O pôr-do-sol aí é lindo. Se retornar no horário do rush prepare-se para pegar um grande engarrafamento.

Quanto ao jantar à noite: Paraíso Tropical – comida realmente boa, autoral, regional, em um restaurante despojado porém caro, em um bairro sem atrativo turístico. Programa para gourmet. O Yemanjá fica na orla, comida baiana tradicional, correta, também é simples e não é barato. Freqüentado por turistas e locais, muitos locais.

Muito obrigada, Eunice! Boa viagem, Diego!

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Sempre quando vou viajar para algum lugar, no Brasil e também no exterior, utilizo o http://www.viajenaviagem.com , para poder melhor planejar as minhas estadias nos meus destinos, somente com os importantes relatos e dicas é possível selecionar os hotéis & restaurantes e montar os roteiros. Gostaria de deixar registrado a minha admiração pelo seu bom trabalho Ricardo Freire.

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