Soroche, o mal de altitude: será que é tão mau assim?

Mariana Amaral
por Mariana Amaral

Chá de folhas de coca

Chá de folhas de coca

Eu estava em frente à esteira do aeroporto de Cusco esperando a minha mala chegar, quando de repente me dei conta: “Que engraçado... estou respirando!”. Não contem para a minha mãe, mas desde que eu soube que iria viajar a Cusco e Machu Picchu eu fiquei bem preocupada quanto ao mal-estar que poderia sentir pela altitude.

Os principais sintomas do mal de altura (soroche, para os peruanos) são falta de ar, tontura, enjôo e dor de cabeça. Pela experiência do meu grupo e pelos relatos que li, eu concluí duas coisas:

1) sentir-se mal é quase inevitável;

2) com alguns cuidados, você consegue não se sentir tão mal assim.

Minha idéia do soroche era já sair da porta do avião ofegando e me escorando pelas paredes (ok, exagerei um pouco aí). Na verdade, os efeitos são menos drásticos e vêm mais despacito -- devagar o suficiente para você conseguir atravessar o estacionamento do aeroporto e caminhar até as vendinhas do outro lado numa boa. Ali você encontra balinhas de coca para comprar (peça por caramelos de coca).

Vendinha no aeroporto de Cusco

Vendinha no aeroporto de Cusco

As balas de coca com mel são gostosinhas e prometem ajudar na oxigenação do sangue.

Desse momento em diante, vá com calma. Chegou no hotel em Cusco, fez o check-in, subiu com as malas e está se sentindo ótimo? Maravilha, mas resista à tentação de já partir para um rolê pelos pontos turísticos da cidade. Vá até a esquina, tome um café, veja o movimento, e espere para turistar no dia seguinte.

Dar um tempo para o seu corpo se acostumar com a altitude é a melhor forma de amenizar o soroche.

O que é o soroche

O soroche é o mal-estar que pessoas que moram em cidades mais próximas ao nível do mar sentem em altitudes elevadas. Quanto maior a altitude, mais rarefeito é o ar – e pior nos sentimos. Nossa respiração fica mais rápida e os batimentos cardíacos aumentam enquanto o nosso corpo tenta se habituar às novas condições de clima.

Machu Picchu está a 2400 metros acima do nível do mar. Cusco, 3400 metros acima.

Cusco

Cusco

Como amenizar os sintomas

O combate ao mal de altitude começa na definição do roteiro: programe uma passagem sem correria pelas cidades mais altas, reservando o primeiro dia para se aclimatar.

Mascar folhas de coca é uma tradição andina que alivia o mal-estar. As folhas também podem ser usadas para fazer chá; fica bem gostoso. São estimulantes, então melhor não tomar tarde da noite.

Na alimentação, a dica é evitar bebidas alcoólicas, tomar bastante água e comer comidas leves. O chá de muña é digestivo e ajuda a melhorar os enjôos.

Outdoor das Sorojchi Pills

Propaganda das Sorojchi Pills

As Sorojchi Pills são no Peru o remédio mais popular para o combate ao mal de altura (bem, pelo menos entre os turistas). A composição é ácido acetilsalicílico, cafeína e salófeno. O que é salófeno o Google não me ajudou a descobrir, mas os demais componentes você pode encontrar em outros remédios no Brasil mesmo. Comprar as Sorojchi Pills não é indispensável, não.

Os hotéis mais bambambãs de Cusco (como o Belmond Hotel Monasterio, o JW Marriott, o Casa Cartagena ou o hotel onde nós ficamos, o Aranwa) dispõem de tubulações especiais que liberam mais oxigênio nos quartos, ou então de máscaras de oxigênio que são emprestadas ou alugadas aos hóspedes.

O que sentimos

No meu grupo de viagem havia pessoas de idades variadas, condições físicas variadas e experimentamos o soroche de diferentes formas. Alguns se sentiram bastante nauseados, outros apenas sentiram a respiração um pouco mais difícil. Interessante notar que a pessoa mais fora de forma não foi quem se sentiu pior, e a pessoa mais velha não teve sintomas mais fortes do que os outros.

Comigo o mal-estar bateu ao chegar no hotel. Me senti zonza, mas durante o check-in tomei um chá e melhorei. Já era noite, e depois do jantar (no próprio hotel) dei só um pulinho na Plaza de Armas (que era bem perto) e voltei para dormir. Acordei no dia seguinte com uma dor de cabeça horrorosa, mas passou com uma CafiAspirina, que levei de casa, e com uma xícara de chá de coca. Durante os passeios da manhã, comi uma ou duas balinhas de coca quando senti a respiração um pouco mais curta, mas nada que pudesse chamar de ofegante.

Bala de coca

Bala de coca

Você já viajou para grandes altitudes? Como fez para combater o mal-estar? Conte pra gente!

Mariana viajou a convite da TAM.

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99 comentários

Patricia Luck
Patricia LuckPermalinkResponder

Estou programando uma viagem a Machu Picchu, Lima e Cusco com minha família e lendo atentamente todos os posts e indicações do site. Só queria deixar registrado que os comentários desse post são muito engraçados. Sim, é feio rir da desgraça alheia...mas eu gargalhei! kkkk

viajante
viajantePermalinkResponder

Estive no Peru algumas vezes e em duas delas tive mal de altitude severo, com dores de cabeça terríveis acompanhadas de enjoo. O medicamento que salvou minha vida: Supositório de dipirona (popular novalgina). Esqueça os preconceitos; supositório é melhor quando estamos com enjoo, além de agir muito rápido. Incrivelmente, o enjoo desapareceu junto com a dor de cabeça em menos de meia hora e eu pude aproveitar muito mais a viagem. Dica: Só vende infantil, então adultos usam 2 de cada vez pra fazer efeito.

Neuza
NeuzaPermalinkResponder

Usei esse supositório no meu filho e o efeito é bem rápido mesmo. Só nunca tinha pensado que adultos podiam usar também. Bom saber, valeu pela dica.

agnes elizabeth lordelo da lordelo da rocha maia

poxa essa dica vale ouro!

Adriana de Abreu

Fui ao Peru em julho de 2015, e estava extremamente preocupada com o "soroche", porém como meu roteiro incluía outros destinos com altitudes mais elevadas, confesso que eu e minha família não sentimos absolutamente nada. Cheguei ao Peru por Lima e fui em direção ao sul, passei por Ica, Paracas ,que estavam ao nível do mar de depois Nazca, Arequipa, Puno e por último Cuzco e MachuPccho. Recomendo bastante este roteiro, pois além de nos fazer acostumar com a altitude fizemos passeios incríveis como Isla Ballesta , Playa Roja, Laguna Huacachina, La ciudad Blanca, Linhas de Nazca, Diversos sítios arqueológicos em Lima, Lago Titicaca, Ilha dos Uros, Cuzco e finalmente Machu Piccho. Foi realmente incrível.

Laira
LairaPermalinkResponder

Fiz um mochilão partido de Santa Cruz de La Sierra por terra, passando pelo interior da Bolivia, Sucre, Potosi, Salar do Uyuni (3.635 m), San Pedro Atacama, Calama, Iquique, Arica, Tacna, Arequipa, Cuzco, voamos para La Paz pq a fronteira estava fechada devido protesto de caminhoneiros, fomos a Copacabana para conhecer o Lago Titicaca, Ilha do Sol, La Paz novamente, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra onde pegamos o voo de volta para SP.

De Potosi (4.070 m) até o Chile foram os piores dias com muita dor de cabeça e enjoos. Fiz de tudo soroche pills, chá de coca, masquei a folha de coca e tudo isso apenas amenizava. Só fiquei 100% quando finalmente cheguei ao Chile.

Tenho vontade de voltar ao Salar, porém mais preparada quanto a altitude, pois sofri muito e acabei nem curtindo tanto a travessia de tão mal que eu fiquei!!!

Elóia
ElóiaPermalinkResponder

Viajamos em junho/2016.
Chegamos em Lima , passamos três dias conhecendo a cidade, museus e sítios arqueológicos. Fomos até Cusco, chegando de manhã, descansamos um pouco, a tarde saímos p conhecer sítios arqueológicos. Aí senti o 'soroche', faltou tempo p descansar e aclimatar. Mas no dia seguinte já estava bem, continuamos os passeios por sítios arqueológicos e museus, a cidade e a praça das armas. Fomos de trem até Água Calientes onde pernoitamos. No dia seguinte pegamos o ônibus as 5:00h p ir a Machu Pichu, chegando lá cedinho o ver o sol nascer. Conhecemos a cidadela com um guia. Em seguida subimos a Montanha Pichu (4 horas entre subida e descida ). Pegamos ônibus de volta o Calientes e de lá o trem p voltar p Cusco. No dia seguinte voamos de volta p Lima, e daí seguimos p São Paulo.
Só que senti que deveria ao menos ter um dia a mais para ficar em Cusco.
Mas mesmo assim valeu muito a pena a viagem!
Numa próxima, precisamos programar p conhecer mais o sul do Peru, a região do Lago Titicaca, e voltar p Cusco com mais tempo.

Vinicius
ViniciusPermalinkResponder

O que seria "pegar leve" no primeiro dia? Será que dá pra ir à Plaza de Armas, andando devagar? Será que dá pra ir depois à Qorikancha, que é meio que no centro da cidade, andando devagar (ou pegando um táxi)? Ou é ter que ir pro hotel dormir?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Vinicius! Pegar leve é fazer o que o seu corpo permite. Cada organismo terá seu limite. Você saberá o momento de pegar um táxi ou voltar para descansar, se for necessário.

Marilia Pierre

me hospedei um bairro mais alto, San Blas, e no primeiro dia não conseguimos chegar a Plaza de Armas, a digestão não ajudou, a dor de cabeça, a falta de forças.
Não se esqueça de comer levemente, os caramelos são levemente eficazes, mas são uma segurança. Beba chá e há para vender oxigênio portátil por cerca de 40/50 pesos em algumas lojas e farmácias (farmácias só na Plaza de Armas)

Maryze
MaryzePermalinkResponder

Bom dia, tenho 69 anos, sou hipertensa e tenho apenas um rim. Irei ao deserto de Atacama no final de janeiro de 2017. Estou muito apreensiva com o mal de altitude.
O que me recomenda? É perigoso pra mim?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Maryze! Essas coisas a gente pergunta para o próprio médico, que é a única pessoa que pode aconselhar você.

Kelen Almeida
Kelen AlmeidaPermalinkResponder

Cheguei de uma viagem por Peru e Colômbia há 15 dias. O máximo que senti do soroche foi a sensação de um pouquinho de falta de ar (é necessário um pouco mais de força ao inspirar) no primeiro dia e uma leve dor de cabeça - que passou com um boa noite de sono e um comprimido de neosaldina. Já no aeroporto, na rampa que leva à saída, de desembarque, há uma lojinha que oferece três (sim, está especificado, Rs) folhinhas de coca gratuitamente para mascar. E no hotel havia chá de coca na recepção, então, tomava pelo menos duas vezes ao dia. Logo no dia seguinte fizemos o tour pelo Vale Sagrado e pegamos altitude de mais de 3.700 metros. Nenhum efeito colateral. Daí em diante foram mais seis dias no Peru, sem problemas.

Silvia balsani

vou para Cusco no mês que vem e espero poder rir da minha preocupação após a viagem ... estou apreensiva sim

Silvia balsani

Estou indo a Cuzco daqui um m~es . Roteiro definido ,a tão falada dificuldade pra se adquirir o ingresso de machu Pichu já foi superada . mas estou basrante preocupada com o soroche sim . espero poder rir disso depois .

Ingrid
IngridPermalinkResponder

Oi, Silvia!
Meu marido e eu estivemos por lá entre junho e julho e foi tranquilo.
No voo Lima-Cusco já tomei uma daquelas soroche pills pra garantir. Na minha segunda manhã acordei com um pouco de dor de cabeça, tomei um chá de coca e pronto. A maior dificuldade foi lidar com o cansaço, por conta da altitude, enquanto subíamos as ruínas, como as de Ollantaytambo, que são altas...
Minha sugestão é já garantir o remedinho em Lima, para prevenir.
Obs.: Moro em uma cidade no nível do mar.
Boa viagem!

Margareth fernandes

Meu filho que tem 32 anos e faz academia 4 vezes por semana ficou pior que eu, sedentária e sessentona... No quarto dia, já ambientados e depois de muitas balas e chá de coca, tivemos enjoo e dor de cabeça insuportável. O remédio? Mais chá de coca...na recepção do hotel tinha sempre água quente e folhas para o chá...

Bárbara Barcellos

Passei um mês incrível em Quito e não senti nenhum grande mal estar, nem mesmo no teleférico (4050m). Fiquei um pouco ofegante durante caminhadas cotidianas, mas nada demais. Tomei chá de coca todos os dias, mas acho que mais por ter gostado do sabor do que por sintomas de mal de altitude.

Vaneide Sposito Pastore

Faremos a viagem ao Peru em final e abril mas ja estamos vendo passagens, passeios e tudo mais com antecedência. Preocupados com a altitude, ficaremos 2 dias em Lima e seguiremos para Juliaca para o passeio no Lago Titicaca, depois Cusco e Vale Sagrado com MAchu Pichu. Altera-se a questão de altitude ir primeiro a Cusco e depois a Juliaca. Esta é a duvida, sabemos que podemos sentir o "soroche"'.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Vaneide! O Titicaca é um pouco mais alto que Cusco. Onde quer se seja o seu primeiro contato com a altitude, permita-se um dia de descanso, sem passeios cansativos.

Alexandre
AlexandrePermalinkResponder

O autor do texto afirma não haver encontrado no Google o que é o SALOFENO. Ele é o ANTIGO NOME dado pela fabricante de remédios BAYER ao ACETAMINOSALOL que é um composto orgânico com a fórmula química C15H13NO4 e que age no organismo como um ANALGÉSICO. Trata-se de um produto de esterificação dos bem conhecidos ácido salicílico (AAS = ASPIRINA) e do paracetamol.

Ina
InaPermalinkResponder

Eu e meu marido fomos Lima - Cusco - Ollanta e Machu Picchu em setembro/16. Em Lima foi td bem; em Cusco, para prevenir, chegamos, descansamos no hotel e a noite demos uma voltinha.Sentimos ao longo da viagem somente um pouco de​ falta de ar e cansaço (muitas subidas!!!). Também usei as balas de coca. O chá é ruim, só tomei na primeira noite. Enfim, recomendo fazer um roteiro que respeite o seu ritmo...

Tereza Cristina Luppi Miranda

Eu e meu marido vamos a Cusco e Machu Picchu no próximo dia 8 de junho e estou um pouco apreensiva porque tenho pressão alta. Tomo medicação e assim a pressão fica bem controlada. Devo fazer algum tratamento antes de embarcar? Corro algum risco na viagem? É melhor procurar um médico antes de ir? Vamos comemorar trinta anos de casados e esta viagem é um sonho que queremos realizar.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Maria Cristina! Como recomendamos em todas as respostas anteriores sobre esse assunto: consulte seu médico.

Gilmar Coelho
Gilmar CoelhoPermalinkResponder

Em setembro de 2016 em plenos jogos olimpicos na cidade do Rio de Janeiro, cloquei o carro na estrada. O destino escolhido era São Pedro do Atacama. Cruzamos o Brasil rumo a Foz do Iguaçu e de la seguimos ate o extremo da Argentina. Sentimos os efeitos de altitude nos ultimos quilometros que nos levariam a fronteira com o Chile. Pelo planejamento que fiz não iria dormir em lugares altos, porem acabei dormindo em uma cidade chamada Susques, com altitude superior a 3800mts. Pense em uma noite horrivel. O que realmente ajudou foi o chá das ( hojas de coca ) que consegui em uma vendinha no centro do vilarejo.

Lena
LenaPermalinkResponder

Estive no Equador entre o final de junho e início de julho deste ano. Cuenca, Quito, muitas feiras, povoados, Ciudad de la Mitad del Mundo, ... A altitude de Quito é de 2.850 m acima do mar. Logo no segundo dia tive o " soroche". Enjôo, tontura, falta de ar...Sensação muito ruim. Masquei folhas de coca e melhorei um pouco, mas só me senti inteira quando tomei uma Coca Cola tradlicional gelada (não Zero). Passei, entào, a carregar uma garra em cada passeio que fiz lá. Foi um santo remédio!

Marina
MarinaPermalinkResponder

Cruzei a fronteira Argentina - Chile por Paso Jama. Ao fazer aduana senti o mal estar e usei oxigênio comprimido, vendido nas farmácias. Ajudou muito!

Marcos Teixeira

Fizemos o roteiro de 9 noites sugerido pelo Viaje na Viagem. Na véspera do vôo de Lima para Cuzco, eu, minha irmã e meu companheiro tomamos um comprimido de Soroche Pill antes de dormir. Ao chegar no aeroporto de Cuzco já aproveitamos as folhas de Coca que são oferecidas para mascar. Apenas eu senti uma leve tontura e todos já sentimos o cansaço típico. Ao chegar no hotel, tomamos bastante chá de Coca e saímos somente para comer e descansamos bastante no resto do dia. No segundo dia continuamos a tomar as Soroche Pills e estávamos muito bem, fizemos um passeio pelos principais sítios do Vale Sagrado, andando muito o dia todo. À noite, tive apenas dor de cabeça resolvida com um analgésico. Foi muito melhor do que eu esperava... Achava que passaria muito mal. Mas cada um reage de maneira diferente à altitude. Só não espere ter o mesmo fôlego que no nível do mar.

Paulo Cesar Nunes dos Santos

Estivemos no Perú em julho de 2017. Eu passei muito mal, mas meus dois amigos não sentiram nada. Comecei a perceber os sintomas do soroche em Arequipa, depois de subirmos 4.910 metros no Vale do Colca. Em Puno precisei de atendimento médico. Ele me aplicou uma injeção com corticóide, e melhorei do soroche, mas sofri o resto da viagem com os efeitos colaterais do remédio. Chá de coca não adiantou para mim. Não tomei as pílulas. Cada pessoa tem que encontrar o seu ritmo. Consegui fazer todo o roteiro que planejamos, que terminou em Cuzco. Mas não foi uma viagem tranquila para mim. Valeu pela beleza que é o país, mas foi puxado.

Diego Maia
Diego MaiaPermalinkResponder

Estou super fora de forma, acima do peso, e tenho gastrite. Pensei que fosse me ferrar no Atacama, mas... Não senti nada fora um cansaço e leve falta de ar ao caminhar nos passeios acima de 4.000 metros, como Salar de Tara e Lagunas Altiplânicas. Você se sente mais cansado e lento ao caminhar distâncias curtas, mas é só ir devagar e parando que não tem erro. Todo mundo fica em câmera lenta.

No passeio dos Geyseres do Tatio eu não senti absolutamente nada, apesar de estar em altitude elevadíssima também (acho que o frio congelante ajudou a mascarar razz). Foi muito tranquilo e sequer precisei de balas ou chás de coca. Mas respeitei as orientações de fazer os passeios de altitude mais baixa nos primeiros dias, de beber muita água e de de não ingerir álcool (não bebo, foi fácil).

Estou indo para Cusco e Machu Picchu e apavorado com os relatos daqui. Vamos ver se terei a mesma sorte que tive em San Pedro de Atacama.

Diego Maia
Diego MaiaPermalinkResponder

Acabei de voltar do Peru. Minha reação à altitude foi a seguinte: no primeiro dia, repousei o quanto pude. Cheguei no hotel às 16h, guardei as malas, dei uma volta rápida pela Plaza de Armas de Cusco, tomei uma sopa no jantar e fui dormir. Só teria passeios no dia seguinte, a partir das 13h. Não dormi bem (acordei no meio da noite, cansado), mas não tive nenhum sintoma fora leve falta de ar. No dia seguinte, pela manhã, comecei a tomar chá de coca e fui andar bem devagarinho pelo Mercado de San Pedro. À tarde, nosso tour passou pelo Qoricancha, Catedral, Sacsayhuaman e Qenqo. Terminei o dia bem cansado, mas nada grave também. Dormi muito bem.

Em 48 horas na cidade já me sentia ótimo, mas aí abusei: passeei e andei das 7h30 da manhã às 20h30 da noite, e terminei o terceiro dia implorando por oxigênio do hotel, hahaha razz Nada que 10 minutos de oxigênio puro não resolvessem. Dormi mal novamente. E dormi mal até chegar em Ollantaytambo, com altitude um pouco menor.

Em Machu Picchu me senti bem, ao voltar de lá para Cusco também. No geral, meu maior problema com a altitude foi esse: o sono foi ruim. De resto, o cansaço típico. Nada de dor de cabeça, vômitos ou problemas digestivos. Respeitem os limites do seu corpo e não abusem, como eu fiz, que tudo fica bem.

Marina
MarinaPermalinkResponder

Senti os efeitos da altitude na aduana argentina/ chilena em Paso Jama quando nosso altímetro marcava mais de 4.800 metros. Spray de oxigênio comprimido, que ganhamos de um motociclista argentino, foi de grande utilidade, embora passado o mal-estar, tenha sentido sonolência. Spray de Oxigênio disponível para venda nas farmácias. No retorno, folha de coca na boca, sem mastigar, para não sentir amargor . Nos passeios, caminhando devagar, sem movimentos bruscos foi muito tranquilo.

Kathia
KathiaPermalinkResponder

Estou em Quito Ecuador. Cheguei sábado dia 01 de dezembro de 2017 e o sorocho me pegou. Falta de ar e dor de cabeça o dia todo. Comecei ontem a tomar chá de folha de coca e a dor passou mas a falta de ar ainda continua. É uma sensação mto desagradável

Malu Toledo
Malu ToledoPermalinkResponder

om dia Mariana e demais viajantes.

Já estive na Bolívia, Peru e Costa Rica. Todos esse lugares maravilhosos podem causar algum desconforto devido a altitude.
Estou me preparando novamente para ir a Bolívia. Irei em Julho com mais 6 amigas. Visitaremos o Salar de Uyuni e La Paz, dentre outros locais. Minha estratégia será a mesma que já usei anteriormente. Começar a viagem pelo local mais baixo e ir subido dia a dia. Isso não quer dizer que não sentirei nenhum sintoma. Mas, ajuda na aclimatação. Além, é claro, das pílulas para Soroche, chá de coca, balinha e outro coadjuvantes que o médico poderá receitar aqui no Brasil.
No mais, é aproveitar e curtir a férias. Fazer uma viagem no tempo através da história dos povos ancestrais.
Abraços

GERALDO ROBERTO SILVA

passei a semana santa no Peru.Que arrependimento!sofri muito com altitude,tive que ser internado numa clinica em Cusco com problemas respiratorios e gripe.Retornei ao Brasil e quase uma semana depois ainda sofro as consequencias.PERU NUNCA MAIS!!

Elisete
ElisetePermalinkResponder

Faz uma semana que voltei do Peru e fiquei hospedada em Cusco, qdo cheguei estava bem, no dia seguinte fui conhecer a Plaza das armas e senti muita canseira e o coração batendo muito forte, ao invés de me acostumar com a altitude fui piorando a cada dia, não consegui dormir de tanta palpitação no coração, senti dormência no braço esquerdo, mas mesmo assim fiz todos os passeios, e qdo cheguei no Brasil fui ao pronto socorro duas vezes, não conseguia fazer nada, mas apesar de tudo valeu muito a pena

Elisete
ElisetePermalinkResponder

Sofri com o mal da altitude muito cansaço e meu coração batia muito forte, tomei muito chá de coca e não resolvia, melhorei quando tomei soroche pills

Marli
MarliPermalinkResponder

Eu me senti muito mal em Cusco. O máximo que consegui foi caminhar em camera lenta pelas ruas. No 3o dia paguei solis 50 solis no city tour, sendo 25 da visita a Catedral e 25 pelo resto do roteiro.. Começamos com o guia mostrando a beleza da riquissima Catedral. Eu animadinha e feliz da vida! Depois fui perdendo o pique e o gás acabou qd descemos uma escadinha para ver uma reliquia. Voltei tão lentamente que perdi o grupo. Já ofegante sai e esperei do lado de fora para devolver o aparelho de escuta. Depois de um tempo desisti e fui para o hotel de taxi deixando de fazer o passeio. Mandei uma msg para o rapaz que agenda os passeios e ele gentilmente foi buscar.
Acho que não volto a Cusco. Já em Lima aproveitei muito e voltarei se tiver oportunidade.
Vi pessoas de todas as idades e tipos físicos bem. Parece que cada pessoa reage de um jeito.
Quem tiver vontade de ir, vá e curta muito. Geralmente um ou dois dias são suficientes para se acostumar. Eu é que não tive muita sorte, rs rs rs

VALERIA NASCIMENTO

Rsss...tô indo mês que vem, animadona e seguindo uma programaçao do Viaje na Viagem. Mas sei q tbm vou me estrepar com a altitude. Só que num consegui parar de rir até o último comentário. Tô levando seguro de vida, supositório de dipirona, já em Lima vou me abastecer de caramelos de coca, pilulas pra soroche, O2; o primeiro dia em Cusco fico quietinha, só no chá de coca... Volto p falar como foi e podem rir de mim tbm..rssss

ROMERO AUTO DE ALENCAR

Estou atento ao seu comentário. Estou querendo ir em setembro/2018 com minha esposa. Por tudo que li aqui, minhas preparações tendem a ser como as suas. Espero que dê tudo certo para você e eu não tenha que rir demais...

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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