Soroche, o mal de altitude: será que é tão mau assim?

Mariana Amaral
por Mariana Amaral

Chá de folhas de coca

Chá de folhas de coca

Eu estava em frente à esteira do aeroporto de Cusco esperando a minha mala chegar, quando de repente me dei conta: “Que engraçado... estou respirando!”. Não contem para a minha mãe, mas desde que eu soube que iria viajar a Cusco e Machu Picchu eu fiquei bem preocupada quanto ao mal-estar que poderia sentir pela altitude.

Os principais sintomas do mal de altura (soroche, para os peruanos) são falta de ar, tontura, enjôo e dor de cabeça. Pela experiência do meu grupo e pelos relatos que li, eu concluí duas coisas:

1) sentir-se mal é quase inevitável;

2) com alguns cuidados, você consegue não se sentir tão mal assim.

Minha idéia do soroche era já sair da porta do avião ofegando e me escorando pelas paredes (ok, exagerei um pouco aí). Na verdade, os efeitos são menos drásticos e vêm mais despacito -- devagar o suficiente para você conseguir atravessar o estacionamento do aeroporto e caminhar até as vendinhas do outro lado numa boa. Ali você encontra balinhas de coca para comprar (peça por caramelos de coca).

Vendinha no aeroporto de Cusco

Vendinha no aeroporto de Cusco

As balas de coca com mel são gostosinhas e prometem ajudar na oxigenação do sangue.

Desse momento em diante, vá com calma. Chegou no hotel em Cusco, fez o check-in, subiu com as malas e está se sentindo ótimo? Maravilha, mas resista à tentação de já partir para um rolê pelos pontos turísticos da cidade. Vá até a esquina, tome um café, veja o movimento, e espere para turistar no dia seguinte.

Dar um tempo para o seu corpo se acostumar com a altitude é a melhor forma de amenizar o soroche.

O que é o soroche

O soroche é o mal-estar que pessoas que moram em cidades mais próximas ao nível do mar sentem em altitudes elevadas. Quanto maior a altitude, mais rarefeito é o ar – e pior nos sentimos. Nossa respiração fica mais rápida e os batimentos cardíacos aumentam enquanto o nosso corpo tenta se habituar às novas condições de clima.

Machu Picchu está a 2400 metros acima do nível do mar. Cusco, 3400 metros acima.

Cusco

Cusco

Como amenizar os sintomas

O combate ao mal de altitude começa na definição do roteiro: programe uma passagem sem correria pelas cidades mais altas, reservando o primeiro dia para se aclimatar.

Mascar folhas de coca é uma tradição andina que alivia o mal-estar. As folhas também podem ser usadas para fazer chá; fica bem gostoso. São estimulantes, então melhor não tomar tarde da noite.

Na alimentação, a dica é evitar bebidas alcoólicas, tomar bastante água e comer comidas leves. O chá de muña é digestivo e ajuda a melhorar os enjôos.

Outdoor das Sorojchi Pills

Propaganda das Sorojchi Pills

As Sorojchi Pills são no Peru o remédio mais popular para o combate ao mal de altura (bem, pelo menos entre os turistas). A composição é ácido acetilsalicílico, cafeína e salófeno. O que é salófeno o Google não me ajudou a descobrir, mas os demais componentes você pode encontrar em outros remédios no Brasil mesmo. Comprar as Sorojchi Pills não é indispensável, não.

Os hotéis mais bambambãs de Cusco (como o Belmond Hotel Monasterio, o JW Marriott, o Casa Cartagena ou o hotel onde nós ficamos, o Aranwa) dispõem de tubulações especiais que liberam mais oxigênio nos quartos, ou então de máscaras de oxigênio que são emprestadas ou alugadas aos hóspedes.

O que sentimos

No meu grupo de viagem havia pessoas de idades variadas, condições físicas variadas e experimentamos o soroche de diferentes formas. Alguns se sentiram bastante nauseados, outros apenas sentiram a respiração um pouco mais difícil. Interessante notar que a pessoa mais fora de forma não foi quem se sentiu pior, e a pessoa mais velha não teve sintomas mais fortes do que os outros.

Comigo o mal-estar bateu ao chegar no hotel. Me senti zonza, mas durante o check-in tomei um chá e melhorei. Já era noite, e depois do jantar (no próprio hotel) dei só um pulinho na Plaza de Armas (que era bem perto) e voltei para dormir. Acordei no dia seguinte com uma dor de cabeça horrorosa, mas passou com uma CafiAspirina, que levei de casa, e com uma xícara de chá de coca. Durante os passeios da manhã, comi uma ou duas balinhas de coca quando senti a respiração um pouco mais curta, mas nada que pudesse chamar de ofegante.

Bala de coca

Bala de coca

Você já viajou para grandes altitudes? Como fez para combater o mal-estar? Conte pra gente!

Mariana viajou a convite da TAM.

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115 comentários

paula
paulaPermalinkResponder

Eu ~acho~ que não tive o tal do soroche. Acho porque antes de embarcar para Cusco já me preveni com os Sorojchi Pills, na chegada tomei o chá e as balinhas. Depois disto, não fui um bom exemplo, portanto não descansei e já sai pra bater perna. E assim segui até o ultimo dia. Não senti nadinha até então e estava super preocupada também. No ultimo dia, relaxei, não tomei mais o chá e nem as balinhas, aí senti um leve mal estar/enjoo. Mas não sei se foi o cansaço de fim de viagem ou algum sintoma do soroche.
PS. Gostei tanto do chá e das balinhas que fiz estoque e trouxe um monte pra casa, hahhaaa. Passei quase um 1 ano depois tomando meu chazinho de coca de vez em quando, ou sempre que sentia um mal estar qualquer, adorei!! grin

Marcelo Jesus
Marcelo JesusPermalinkResponder

Estive em Cusco/Machu Picchu na semana santa este ano.

Da minha experiência poderia afirmar que:
- como dito no texto, passar mal é inevitável a diferença é a intensidade e os sintomas;
- ficar quieto no primeiro dia é a melhor (talvez única...) alternativa;
- chá de coca ajuda sim, não é muito diferente do chimarrão que o pessoal toma no sul do Brasil não...
- no meu caso o que mais incomodou foi a dor de cabeça, horrorosa! Cheguei a Cusco por volta das 16 horas de sábado, minha cabeça começou a doer lá pelas 20/21 horas e só parou de doer na segunda de manhã, quando acordei. Passei o dia seguinte à chegada (domingo) todo com muita dor de cabeça.
- é super normal ficar ofegante e se pegar fazendo inspirações bem profundas praticamente sem motivo. As vezes para amarrar o sapato dá para ficar ofegante.
- combinar álcool e comida pesada com altitude é um veneno. O sangue está se deslocando desesperadamente para o cérebro para tentar oxigená-lo (essa a razão da dor de cabeça monstro...) e a digestão fica bem mais difícil.
- no hotel onde me hospedei havia balões de oxigênio disponíveis para os hóspedes, contudo, o pessoal de lá me disse que, sendo os sintomas apenas a dor de cabeça, não é conveniente usar oxigênio, levaria mais tempo para adaptar-me. O negócio era chá de coca e muita hidratação, e tempo, lógico...
- nós, que vivemos em altitudes bem mais baixas que Cusco, voltamos de lá com um número extra de glóbulos vermelhos, cortesia do Peru...
- meu grupo era bastante heterogêneo, duas crianças de 12 e 10 anos (dor de cabeça moderada), três terceira idade (75, 72 e 71) que variaram entre muita dor de cabeça, pouca dor de cabeça e nada, e dois adultos com muita dor de cabeça.

Marcelo Jesus
Marcelo JesusPermalinkResponder

Ups, será que meu comentário foi pro limbo dos comentários...

Andrea/RJ
Andrea/RJPermalinkResponder

Estarei em Cusco mês que vem e estou morrendo de medo do soroche! Meu médico me disse pra relaxar, que é tranquilo. Quando eu voltar dou meu relato. Bjs

Trilha Inca
Trilha IncaPermalinkResponder

Para evitar o desenvolvimento da doença, devemos tomar algumas precauções antes de subir a grandes altitudes:

- O aumento gradual da altitude com tempo para a aclimatação é a melhor prevenção.

- Ascender cerca de 500 m por dia no máximo.

- Dormir em uma altitude intermediária (1500-2000 m), antes de subir acima de 2.500 m.

- Ao chegar em cidades de grandes altitude cidades, aproveite apra descansar e moderar a atividade física até que se adapte às condições.

- Evite bebidas alcoólicas, especialmente nos primeiros dias.
Conscientemente aumentar a profundidade da respiração.

- Reduzir o sal nos alimentos.

- Evite tomar sedativos, já que eles fazem a nossa taxa respiratória dimunuir.

- Urina debe ser clara e não “cor de caramelo.”

- Se estiver a tomar a pílula contraceptiva, é preferível alterar os métodos de contracepção, para evitar trombose e retenção de líquidos.

- Se você está tomando profilaxia contra a malária deve ser interrompido (malária não é transmitida acima de 1800 m), pois pode mascarar os sintomas iniciais da doença de altitude.

http://www.perutrilhainca.com/

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Quando fui à Bolívia, a quase 10 anos, esqueci que precisava me acostumar com a altitude quando surgiu no primeiro dia um passeio com amigos - que haviam chegado no dia anterior e que já estavam mais acostumados que eu. O dia correu sem transtornos, mas quando a noite chegou os sintomas vieram com força, parecia que eu tinha pegado uma gripe daquelas. Só melhorei quando tomei as Soroche Pills. Não faço isso nunca mais. rsrs.

Cristina Paiva

Estive em janeiro de 2012 em Bogotá vindo de Cartagena. Passei mal por 24 horas e como todos falavam que era só no primeiro dia decidi confiar e aguardar. Cansaço, boca seca e falta de ar foram os sintomas. Um dia depois eu realmente estava pronta para qualquer empreitada. Não tomei nada !

A.L.
A.L.PermalinkResponder

Adaptação a altitude é um daqueles aspectos de saúde imprevisíveis, loteria, só dá pra saber indo.

O cuidado básico que eu tomo ao viajar para locais acima de 2000m é hidratação. Água, e muita água. Clima seco em lugar alto com corpo não aclimatado aumenta bastante a perda de líquidos, mesmo sem sinal aparente como suor acumulando na pele (o ar seco ajuda a rapidamente secar a transpiração).

Eu fujo de estimulantes à base de cafeína, Red Bull etc.

Marcia Palhares

Eu estive em Bogotá em janeiro deste ano e passei mal, mas a princípio não achei que era devido à altura...mas fiquei ofegante e com cefaléia. Lá não consegui o chá de coca. No hotel acharam estranho meu pedido...tive certeza que era da altura quando fui para Cartagena e passe muito bem. Retornei 4 dias depois a Bogota e de novo o mesmo mal estar. Agora fiquei com medo de ir ao Peru...

Clara
ClaraPermalinkResponder

Nooosssaaaa! Saí do Eldorada sentindo minha bagagem de mão bem mais difícil de carregar. E um pouco de palpitaçáo. Cheguei no hotel, descansei algumas horas e peguei o meu vôo para N.Y.

Eduardo Moreira

A verdade que mal de altitude é como colesterol, tem gente que abusa e fica tudo bem, tem outros que se cuidam e mesmo assim não passam nos exames. Eu estive 3 vezes em altitude, na primeira delas, em Cuzco, cheguei e já fui explorar a cidade com todo ímpeto, já que um nevoeiro no dia anterior me fez esperar um dia a mais em Lima. Resultado, depois do almoço, com o popular "sangue descendo pra barriga", caí desmaiado no restaurante, e só acordei com um balão de oxigênio preso no rosto.

Na outra vez, procurei melhor e descobri que, como o colesterol, para algumas pessoas isso é coisa séria. Eu posso comer 10 X-bacons que meus exames seguem normais, mas a altitude me faz bastante mal. O mal de altitude pode causar em algumas pessoas embolia venosa, o que é mortal.

Para subir ao Everest a aclimatação devida é necessária, e todo Sherpa sabe identificar os sintomas mortais da altitude, alguns deles, que podem exigir remoção imediata de helicópteros.

Bom, aí que nasceu minha salvação, se alguém precisa de resgate de helicóptero, alguém saiu de uma altitude baixa e foi buscar o dito-cujo lá no alto do Everest, coisa que poderia ser mortal. Descobri então que alpinistas e resgatistas tomam um remédio (não vou falar o nome aqui, pois é remédio tarja vermelha) que é um diurético que muda o pH do sangue, fazendo-o transportar mais oxigênio. Também reduz muito o risco de complicações cerebrais pela altitude.

Tomei 3 dias antes de viajar para La Paz (lembrando que El Alto, o aeroporto, está a 4000m) e me senti muito bem. Efeito colateral importante para La Paz: trata-se de um diurético e La Paz é uma das cidades mais secas do mundo... Além disso, falta de hidratação por si só agrava o sintoma de sorochi... Portanto, 5 litros de água no mínimo, e pare de tomar depois de chegar.

A.L.
A.L.PermalinkResponder

Eduardo, que bom que vc achou uma solução.

Só quero, todavia, fazer um adendo: não há registro de casos de quem sofra de síndrome de embolia por altitude a 4000m não. Isso só se torna um risco médico acima dos 5500m para os casos mais sensíveis, e em geral só é risco a ser considerado por todos a partir dos 6400m - altitudes onde só alpinistas chegam.

5500m é considerada a altitude máxima onde alguém pode viver em caráter permanente sem sofrer problemas de altitude, curiosamente é também a altitude das povoações humanas mais elevadas no Tibete e nos Andes.

Erika - Próxima Trip

Quando estive no Peru, na Bolívia e em alguns locais do deserto do atacama senti algum mal- estar e dor de cabeça. Tomei bastante o chá de coca, é algo que todos por lá tomam. Também masquei a folha, mas o gosto é bem amargo, e deixa a boca e a língua parecendo anestesiada, tipo uma sensação de formigamento.
Mas tanto o consumo da folha da coca, como do chá são aspectos culturais nessas regiõea andinas, e se os locais consomem, achei ppr vem fazer o mesmo.
As balinhas sao boas, mas acho que elas tem efeito placebo, pois sao docinhas mas não sei se resolve grin

Abçs

sandra t souza

Estou fora dessa. Ja evito labirintite. Eu gosto de viajar e ter prazer e não este tipo de desconforto. Continuo com a minha querida Europa.

Natalie Soares

Quando fomos para o Vale del Colca, o Fred mascou muita folha de coca e se sentiu super bem nas primeiras horas. Eu pulei essa etapa e cheguei em um dos mirantes (4 mil e alguma coisa de altitude)sentindo muita dor de cabeça. Repouso, comida leve e um remédio para dor de cabeça foram os cuidados básicos para levantar super bem na manhã seguinte wink

justino paradinha

estive la em agosto 2013. passei bem mal. mas nada que umas cafiaspirinas levadas daqui, sim por que a tal soroche pills ao contrario de muita coisa no peru, É BEM CARA, SIM. metem a faca, nao resolvam.
resumo da minha experiencia com o soroche:

dores de cabeça, sangramento nasal, indisposição e cansaço evidente.
para isso leve CAFIASPIRINA daqui, bem mais barato e muito eficiente, e compre um saquinho de folhas de coca, em todo canta há, masque a tal coca à vontade. alem de muito cha dessa folha.
foi o que me salvou..
abraços a todos.... ultreia.

PRANAS DERENCIUS

Eu estive em Cusco duas veze com dez anos de espaço entre as mesmas e o sintomas foram os mesmos,,alem dos descritos no artigo tive tambem
diarreia , falta de apetite e o pior perda do sono ,talvez causado pelo cha de coca ,foram trez dias horriveis ,a minha esposa não sentiu nada.
Passamos em outras cidades de altitude, mas um pouco mais baixas como Cuenca ,Quito e BOGOTA ,,e não senti os problemas somente um pouco de falta de ar e baixa resistencia para caminhadas.
Prometi não voltar a CUSCO.

Henrique Leão

Amigos,
A questão de altitude é muito particular. No meu caso o que senti foi causado por desidratação, como a pressão é mais baixa perde-se muito líquido. Então, beber muita água.
Antes que esqueça, "salófeno" é o AAS (aspirina), é que um dos sintomas é dor-de-cabeça.
Vão sem medo, a maior parte é puro "papo".

Jimmy Duarte
Jimmy DuartePermalinkResponder

O segredo, além de folhas de coca e evitar alimentações indigestas e álcool, é tomar diariamente um remédio chamado Diamox (na realidade usado no Brasil para o glaucoma), ele é até indicado naquele importante órgão internacional de montanhismo. Tomamos quando fomos para Cusco e foi tudo bem.
Bjos.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

A Bóia adverte: antes de tomar qualquer remédio, consulte o seu médico! mrgreen

Lucia
LuciaPermalinkResponder

Bóia, sempre devemos consultar o médico! Meu Oftalmologista é peruano de Cuzco. vive no Brasil há uns 30 anos mas ainda tem pais em Cuzco. Vai todo ano para lá e usa Diamox. Me recomendou usar quando eu viajar para lá.

thais araujo
thais araujoPermalinkResponder

fomos para cusco e machu picchu em outubro do ano passado, e também fiquei assustada com o que lia sobre o soroche!
tomei suco de clorofila durante 14 dias antes da viagem, por indicação do hoemopata, e acho que ajudou wink
logo que descemos do avião, pensei, ó estamos respirando!
chegamos no hotel por volta de 13h, tomamos chá de coca, dormimos um pouco, e saimos no finalzinho da noite. a única coisa que sentimos nos primeiros 2 dias foi um cansaço ao andar 2 quarteirões! rsrsrs.
ficamos um pouco ofegantes!!
mas é só ir devagar e respeitando o seu corpo, tomando chá de coca e curtindo essa trip tão linda! wink

Livia
LiviaPermalinkResponder

Gente, e o atacama?
Vou pra lá ano que vem e estou com um pouco de medo desses efeitos de altitude.
Alguém com experiencia por lá?

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalinkResponder

Não sofri com o soroche nem no Deserto do Atacama (incluindo os passeios a mais de 5mil metros) e nem em Cusco, mas:
a) manerei no dia da chegada (em Cusco, mesmo chegando cedo, só saí para comer, não andei nem 4 quadras além do hotel), fiz tudo com lentidão e esperei o tempo passar;
b) troquei o café por chá de folhas de coca (e cheguei a mascar as folhas, mas não achei de grande valia);
c) passei os primeiros 2 dias sem comer carne;
d) tomei muita água e evitei álcool;
e) quando a cabeça parecia que ia começar a doer: aspirina (tendo em mente que isso pode causar uma complicação em caso de corte/hemorragia - por isso é bom que qualquer medicamento só seja tomado se houver indicação/acompanhamento médico).

Ao Peru eu fui sozinha, mas no Atacama minha mãe e meu marido também não sofrera muito (algumas aspirinas resolveram um mini desconforto). Já meu pai sofreu demais com a altitude. Mesmo não tendo problemas de saúde, ele teve todo o mal estar: cansaço excessivo, dificuldades para respirar, dor de cabeça, enjoo. Das recomendações que eu tinha e passei a ele, ele só mascou folha de coca. No mais, não aumentou a ingestão de água, mas insistiu em beber vinho (pois estávamos no Chile, oras bolas) e comer carne.

Pela experiência, vejo que com cuidados dá para diminuir a chance de o mal-estar te pegar, mas quem não se cuida pode ficar tão mal que seja necessário oxigênio. Na dúvida, até o corpo se acostumar o melhor é seguir as recomendações de pegar leve no esforço e na comida, ingerindo muito líquido.

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalinkResponder

Ah, uma informação que acho importante compartilhar é sobre os riscos aumentados para quem tem anemia falciforme. Um primo tem isso e não sabia os riscos de viajar para altas altitudes.

Achei um site da UFRJ com um texto bom sobre o mal da altitude:
http://www.cives.ufrj.br/informacao/altitude/altitude-iv.html

Pedro
PedroPermalinkResponder

Fui de Mendoza a Santiago de carro e passei por grandes altitudes. A maior que pudemos constatar foi na entrada do túnel internacional (3209 metros). Além de ofegante (até por conta de sair do carro, correr de um lado pro outro para fazer fotos) não tive nenhum problema, mas acredito que seja por conta de ser uma subida gradual a qual o corpo vai se aclimatando da mesma forma. Já o avião você sai de uma pressurização artificial que simula uma baixa altitude para um ambiente completamente diferente. É um choque repentino.

ze geraldo
ze geraldoPermalinkResponder

Apesar dos relatos sobre o soroche, Cuzco é muito interessante.
Vamos com calma que tudo dá certo.
ze geraldo

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

É isso aí! mrgreen

Tatiana
TatianaPermalinkResponder

Cheguei de Cuzco semana passada e vou te contar: passei muuuito mal!
Estava super cautelosa, tomando remedio de homeopatia para me adaptar, mas não teve jeito: vomitei meus ancestrais e não conseguia sair da cama!Tive que conversar com um medico por telefone, que me receitou um remedio para nausea e 2hs de oxigenio.
Eles são muito eficientes, em 10 minutos tinha uma enfermeira e uma maquina de oxigenio no meu quarto!
Passei os 8 dias da viagem dormindo a 45 graus, qualquer movimento me fazia acordar ofegante, só consegui comer no terceiro dia!

O que me ajudou a melhorar:
Beber muuuito liquido, eram quase 4 litros por dia.
Alcalinizar o sangue: essa foi uma dica local, que realmente fez a diferença, ingerir alimentos alcalinizantes, eles dizem que só passa mal quem está com o sangue mais acido!
Cortar alcool e carne da alimentação.

Apesar de todo perrengue,(passar mal, viajando sozinha não é fácil...)Foi uma viagem incrivel!Eu faria de novo!
Dadi

Alexandre
AlexandrePermalinkResponder

Estive em San Pedro de Atacama e sofri muito com o "mal da altitude", tive muita tontura e dor na juntas. A maneira de amenizar era mascar folhas de coca e tomar o "mate de coca ". O guia local informou que o mais importante de tudo é não comer carne vermelha, que é de difícil digestão e aumenta os sintomas do mal da altitude.
Outro sintoma que senti foi o inchaço e retenção de líquidos, tanto que engordei 4 kg em uma semana e emagreci os mesmos 4kg em 3 dias ao voltar ao Brasil.
Existe toda uma explicação científica para o mal da montanha, o ar é mais rarefeito e tem menos oxigênio, em consequência a pessoa que vive próximo do nível do mar começa a respirar mais profundamente para compensar a menor oxigenação, com essa menor oxigenação sente-se tonturas e dores de cabeça, fraqueza. A menor oxigenação muda a concentração de sais no interior das células de nosso organismo, fazendo com que o corpo retenha mais líquido para compensar essa diferença, com isso se você "engordar", não se preocupa, seu peso vai voltar ao normal quando voltar para casa, essa retenção de líquidos também pode fazer você sentir dores nas juntas pela circulação sanguínea que fica alterada.
Algumas pessoas dizem não sentir o "mal da altitude", mas seu corpo é um organismo vivo e é impossível que não esteja tentando se adaptar. Pessoas com problemas cardíacos, e pressão alta devem ter cuidado redobrado. O "mal da altitude"são os sintomas de adaptação do seu corpo, alguns podem apresentar os sintomas, mas o corpo de todas as pessoas que vivem ao nível do mar vai se adaptar a diferença de oxigenação do ar. Todos! Não custa ter atenção pra não estragar sua viagem.

Claudio
ClaudioPermalinkResponder

Fui duas vezes a Macchu Picchu e em ambas as vezes o soruche deu o ar da graça. Mas o grande macete mesmo é ir com calma. O primeiro dia deve ser reservado para poucas (ou nenhuma) atividades. Vale curtir a plaza de armas e tomar um café sem pressa para deixar o corpo acostumar com a altitude. Qualquer excesso vira uma dor de cabeça, literalmente.
Contei um pouco sobre os efeitos do soruche nesse post aqui:
http://osclaudiosnomundo.com/2013/10/14/combatendo-o-soruche-e-o-clima-seco/
abs

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Eu passei muito mal em 2012. Meu voo de Lima atrasou muito, chegamos na hora do almoco e a comida que parecia pouca caiu como um boi inteiro p mim, com cha de coca, bala e folha de coca. Tinhamos citi tour, meu marido c dor de cabeca, eu ajudando ele na Catedral, meia hora depois comecei c a mesma dor e dos 4 sitios historicos p visitar, so conheci 1 pq os demais era eu vomitando ou descansando dentro do onibus. Tenho sindrome do intestino irritavel e gastrite inativa, a mistura cha + folha + bala de coca so piorou meu estomago. So melhorei c o Sorochi Plus. Fomos a MP onde dormimos 2 noites em AC e na volta, ja no trem tomei o remedio e pude aproveitar Cuzco.

Heloisa
HeloisaPermalinkResponder

tá ainda não fui a Cuzco, mas quando subi o Pico das Agulhas Negras (2790m) e tive falta de ar, o guia achou que poderia ser mal de altitude, mas não foi nada diferente que no Rio, ou seja era por que eu estava fora de forma mesmo (sedentária e acima do peso). Assim que parei de subir, o cansaço parou. Foi então que ele explicou que varia muito de pessoa para pessoa, podendo nem se manifestar (o que é o meu caso para 2500m, quem sabe a 3500?). portanto, prepare-se mas não gere expectativas.
Vale ilustrar que da primeira vez que tentei não cheguei lá, mas da segunda foi, apesar de ficar sem andar com dores pelo corpo todo pelo esforço (não pela altura), por vários dias

Adelaide Rossini de Jesus

Sai do avião e a primeira coisa que fiz foi tomar um chá de coca.
Meu marido achou que era bobagem e não tomou. Fomos direto ao hotel, e ele apagou até o dia seguinte cerca de 24 horas Eu tomei mais um chá e fui dormir sem nem jantar. No dia seguinte fui comprar folhas de coca. Estava tão apavorada que fui arrematando tudo o que a mulherada vendia. Me entupi de chá e não tive nenhum problema. Trouxe um estoque enorme nas malas sem sequer saber se havia alguma restrição. No Brasil não voltei a usar o tal chá e acabei jogando tudo fora.

Jackie
JackiePermalinkResponder

Cara, eu já saí do avião como na cena que vc descreveu: me escorando. Passei mal em la paz, em uyuni e mt mal em cuzco. chá, soroche pills, folha, nada funcionava. por sorte meu marido é médico e me comprou um remédio, que no brasil é controlado, mas lá foi fácil arrumar. Acho que é pra aneurisma, algo assim. Senão eu não teria aproveitado nada. Enquanto isso, ele não sentiu nadinha =/

Andrea Raminelli

Voltei de Cusco recentemente e... nada de soroche! No dia da chegada me senti um pouco lenta, fui para o hotel, dormi e acordei nova em folha. Jantei no hotel e fui dormir cedo. No dia seguinte acordei me sentindo bem, mas maneirei no café da manhã - não comer muito é essencial - e em todas as refeições.
Ficava um pouco ofegante ao subir as escadas nos passeios, mas nada terrível.
Todos do meu grupo (éramos seis pessoas, três adultos e três adolescentes) passamos bem. Só minha irmã, no segundo dia, acordou sentindo um pouco de falta de ar e taquicardia, a qual ela atribuiu ao chá de coca...
Enfim, super tranquilo, estou pronta para a próxima altitude!

angela da silva

fui ao vale nevado no chile 2800 m de altitude no onibus comecei a sentir enjoo ao chegar ao destino desmaiei só lembro de tonar ás 17 hs na hora de voltar a santiago do chile .
Não ví neve, apaguei.

Geovania Lima Torres

Estou viajando para o Peru no dia 20 de novembro, estou vendo estes comentários e estou com um pouco de medo, principalmente sobre o Soroche, onde eu compro o remédio Sorojchi Pills, ele é parecido com o nosso Dramin, que tomamos aqui no Brasil???
Gostaria de saber se preciso passar em um clínico geral antes de viajar. E também se preciso tomar alguma vacina.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Geovania! Sobre a Sorojchi Pills, a nossa leitora Lu explica qual o equivalente brasileiro: http://painel.viajenaviagem.com/2010/03/machu-picchu-prometem-reabrir-a-ferrovia-dia-29-de-marco/comment-page-1/#comment-219862

É sempre recomendável procurar seu médico antes de tomar um medicamento novo.

Mariangela
MariangelaPermalinkResponder

Ai céus! acho que vou ser a primeira a fazer um depoimento sobre esse mal que sofre da Síndrome de Ménière, rsrs mas não consigo desistir deste roteiro.Se me der bem, conto aqui servirei de exemplo, se mal...não me importo de ficar lá em alguma catacumba histórica.

Welerson
WelersonPermalinkResponder

Putz eu fui ao Chile pela Argentina passando por Paso Jama, 4300 passei um mal danado dor de cabeça insietente e nem paracetamol deu conta, voltei pela Bolivia e mesma coisa, pior e que daqui pra frente vou sempre pra lá...mas o chá de coca me ajudou também...

Elaine Soares Alves

Estive no Atacama em 2012. A 1ª recomendação foi de fazermos os passeios de maior altitude pro fim da viagem. Eu só senti um pouco de dor de cabeça no 1º dia, em San Pedro..até achei q fosse fome, pois acordamos mt cedo em SCL e chegamos em San Pedro pela hora do almoço. Mha companheira de viagem teve desconforto maior..dor de cabeça, mal estar..mas nada tão sério q atrapalhasse a viagem! E que venha MP!!! /

Eloisa
EloisaPermalinkResponder

Poxa,estou querendo conhecer essa cultura Andina ,mas estou preocupada com esse "passar mal"...não tem essas balinhas de coca por aqui,pra gente ja ir se acostumando?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Eloisa! Não adiantaria muita coisa! Mas pegue leve, dê tempo para o seu corpo se acostumar, que o mal de altitude será mais brando.

Cristiane Sampaio

Pois é, fui ao Peru. Cheguei em cuzco,fui para o hotel e por curiosidade tomei o chá de coca e chupei as balas, em seguida fomos ao ponto turístico mais alto, até ai tudo bem, caminhei bastante, estava me sentindo bem. Quando voltamos, entrei no hotel, senti um mal estar, vontade de vomitar ( vomitei muito), saiu um pouco de sangue do meu nariz,dor de cabeça, não tive mais vontade de comer . Confesso, pensei que ia morrer, então tomei plasil, paracetamol e o diamox que tinha visto na internet. Fiquei a tarde e a noite deitada, esperando a morte chegar, kkk. No outro dia fui para Machu picchu, onde esqueci o dia anterior. Depois voltei pra cuzco, tomei muito chá e chupei muitas balas ( melhora muito) e não tive mais problemas. Adorei...

Anderson Marques

Chegamos em Cusco vindo pela "Carretera Interoceánica". Minha esposa e eu saímos de Rio Branco-AC e fizemos todo o percurso de carro. A cerca de 15 min. do Pico Abra Pirhuayani (4.725 metros) comecei a sentir os sintomas da altitude (tontura e náusea fortes). Tive que parar o carro e descansar por cerca de 15 minutos. Chegamos em Cusco na sexta (23/01/15) e passei o dia de hoje inteiro com uma forte dor de cabeça. Ja tomei cha de coca e masquei a folha, porem o desconforto persiste. Espero que passe logo, para poder aproveitar os passeios no Vale Sagrado.

Livia
LiviaPermalinkResponder

Pessoal, acabei de voltar do Atacama, o único sintoma de altitude que tivemos foi cansaço, dar aquela respirada funda de vez em quando, se andar um pouco mais rápido o coração acelera, muito interessante o corpo tentando se adaptar. Não fiquem com medo, eu me preparei, levei aspirina, tomei uma já em santiago só para garantir. Fiquei bem tranquila e comi leve no primeiro e segundo dia. Só dá para saber o que vai acontecer estando lá.

Paula Regina
Paula ReginaPermalinkResponder

Gente, eu estou a-pa-vo-ra-da com minha ida a Cusco/ MachuPichu. É lendo relatos na web e chego a ficar com taquicardia só de pensar em passar muito, muito mal em plena terra que não é a minha =0{
Tenho problemas com H Pylori e minha cervical foi deslocada em um acidente, onde a dor de cabeça afeta a dor na cervical, uma incomoda a outra. Ou seja, estou em um dilema terrível.
Meu marido quer porque quer passar seus 50 anos, seu meio século de vida, em Machu Pichu e eu já tremendo 4 meses antes.
Com tanto lugar bacana para ir... Vai entender.
Obrigada pelas informações deixadas aqui e os relatos tiveram enorme valia. Vou conversar com nosso Médico e que ele me prescreva algum antídoto, algum soro tipo antiofídico hehehehe para tudo isso. Sério, eu já estou vendo minha lápide X0\

eva
evaPermalinkResponder

Oi Paula, Cusco recebe algo como 2 milhões de visitantes por ano, deve valer a pena, não acha?
Mas como você está com tanto receio, pense em ir direto para Machupicchu, que tem altitudebem menor. Chegando ao aeroporto de Cusco, vocês deverão ter um motorista para leva-los a Ollantaytambo, onde pegarão o trem para Machu Picchu Pueblo. O Belmond Sanctuary lodge (imagino que outros também) tem esse pacote.
Converse com seu médico, relaxe e aproveite essa viagem incrível.

Dani
DaniPermalinkResponder

Estou pensando em ir a Cuzco/MachuPicchu em junho. Mas confesso que também fico assustada ao ler relatos da internet! Logo acima alguém postou a respeito de anticoncepcionais, e que seria melhor interromper o uso para evitar embolia... Gente, será que é tanto?? Outra dúvida, alguém já foi em junho? O frio é de rachar?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Dani! Procure um médico e exponha sua situação. Não se informe sobre possibilidade de embolia a partir do uso de anticoncepcionais em altitudes elevadas em fóruns de internet.

Marcelo B
Marcelo BPermalinkResponder

qdo cheguei em Cusco, em junho de 2010, desci do avião, respirei fundo e disse que essa porra de soroche ñ ia me pegar! pegamos o taxi até o hotel, e nd, e ainda ficava zuando c/ minha esposa, dizendo que era folclore...bom, mas isso até as 5hs da manhã! Acordei como se tivesse alguem prendendo meu nariz c/ os dedos, e apertando meus pulmões me impedindo de respirar...rsrsr, depois ao longo do dia, parecia que havia um "caboclo" pesado na minhas costas me enforcando! Era dificil dormir, e qdo pegava no sono, parecia que tava acordando de um pesadelo, em que estava me afogando, isso entre 4hs as 5:30hs, várias vezes, até me levantar e tomar + - 1/2 litro de chá de coca! Aliviava, mas nem tanto!

flavio leonardo vitari

Acabei de retornar de Cusco. Estava muito apreensivo com o mal da altitude. Encontramos alguns brasileiros reclamando e muito dos sintomas do mal da altitude, inclusive no retorno de Machu Picchu.
Eu e minha mulher nada sentimos, a não ser cansaço maior, exigindo maiores paradas para recuperação, nas andanças e subidas a pé.
Fórmula usada, as que foram ditas aqui: dia da chegada: muita água e só saímos do hotel para jantar (comida leve e sem alcool), 03 mates de coca diários (após café da manhã, após almoço e por volta das 17:00) e, por fim, um informativo entregue pelo nosso hotel (Monasterio) recomendava o uso de simples balas de limão. Usamos em quantidades industriais.
Se foram importantes eu não sei, o fato é que sequer tomamos uma cápsula sequer para dor de cabeça.
Nosso guia, excelente por sinal, falou algo que faz muito sentido. Deve-se ter muito cuidado com a alimentação (condições de higiene), então após alguns dias as pessoas na verdade passam a ter problemas devidos à alimentação e não à altitude.
Por fim, deixo aqui meu relato no sentido de que estava com muito medo do problema da altitude. Mas tomando as precauções narradas e repetidas ao longo das dicas, penso ser impensavel deixar de ir a Cusco e Machu Picchu, como, alias, eu deixei de fazer a viagem, por medo, por varios anos.

Paula Regina
Paula ReginaPermalinkResponder

Pois bem, fui para MachuPichu e Cusco. Dizer que não tive nadica de nada seria uma tremenda inverdade. Tive sim e fiquei mal. Já sentimos o efeito da altitude na saída do avião (respirava um ar mais pesado). À noite, tive uma de minhas piores noites mal dormidas. Uma dor de cabeça horrorosa me tomou de assalto durante a madrugada (precisei tomar 2 novalginas para amenizar a dor), apesar de termos sido recebidos no Hotel com o chá de coca (não é agradável, mas totalmente bebível) e senti, na volta do Mercado Popular de Cusco, uma taquicardia seguida de uma sensação de picadas de agulha por todo o corpo (segundo um Cardiologista americano explicou-me, é uma das possíveis sensações existentes na altitude).
O inacreditável vem a seguir: no dia que fomos embora de Cusco, estava já bastante aclimatada e bem, sentindo-me como sempre.
Tirando esse soroche em Cusco, a viagem foi linda. Recomendo a todos e MachuPichu é algo indescritível, só indo mesmo.

José Carlos
José CarlosPermalinkResponder

Como li alguns comentários de pessoas apavoradas com o soroche, e eu mesmo fiquei também, principalmente por conta de alguns problemas de saúde, resolvi falar de minha experiência. Tenho 54 anos, LLC (leucemia linfoide cronica) alem de um enfisema pulmonar leve. Tomei Diamox 1 dia antes da viagem e mais 2 dias apos ter chegado. Cheguei a Cusco por volta das 16 hs e logo senti alguns sintomas: taquicardia e um pouco dificuldade para respirar, que logo melhoraram. Ao chegar ao hotel, minha primeira providência foi tomar o famoso chá de coca, que tem cheiro um pouco desagradável mas, quando adoçado, tem um bom sabor. Fiz um pequeno passeio pelas imediações do hotel, que ficava próximo a Plaza de Armas, tomei uma sopa de Pollo (frango) com legumes e voltei ao hotel para descansar. Tive um pouco de dor de cabeça que um analgésico resolveu logo. Daí em diante, o único sintoma que senti, eventualmente, foi falta de ar, nada que estragasse o passeio. Eu e minha companheira nos sentimos prostrados nos primeiros dias, o que acabou assim que paramos de tomar o Diamox. No dia seguinte fizemos um passeio no Bus turistico, que é um passeio bem leve. Depois do almoço, e nos dois dias seguintes, passeamos por Cusco. No quinto dia fomos para Ollantaytambo, onde passamos duas noites, para, de lá, irmos para Machu Picchu, e nesses lugares nem falta de ar eu senti. Quando voltamos a Cusco, que é, aproximadamente 1000 metros mais alto, voltei a ter os episódios de faltar de ar, que apareciam sem nenhuma razão aparente e logo passavam. Concluindo, quem tiver vontade de conhecer Machu Picchu vá sem medo. Eu fui e já penso em ir novamente pois o lugar é lindo demais. Não deixe que o medo te impeça, apenas siga a regra básica de deixar seu corpo aclimatar lenta e naturalmente. Descanse na chegada, coma alimentos leves, beba bastante liquido e evite esforço físico. Não sei se o Diamox ajudou, mas o chá de coca tenho quase certeza que sim. Outra coisa que senti foi ressecamento na mucosa nasal, mas nada grave. Uma curiosidade, já descrita aqui e em outros blogs, é que o Diamox deixa, não só a cerveja mas toda bebida gaseificada, com um gosto ruim. É isso, espero que meu relato ajude aos mais temerosos e boa viagem a todos!

Paulo
PauloPermalinkResponder

Caríssima Boia,
Li, li e não captei: quanto tempo é preciso ficar em Cuzco (e ficar devidamente aclimatado com o soroche) antes de zarpar para Machu Pichu? Duas noites? Três?
Um exemplo: estou pesquisando e meu voo chegaria em Cusco numa sexta, às 16h; quanto tempo devo ficar em Cusco para aclimatar? Grato!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Paulo! Machu Picchu é bem menos alto que Cusco. A razão ds ficar em Cusco não é para se aclimatar para Machu Picchu, mas explorar os tesouros de Cusco e do Vale Sagrado. O ideal é não fazer nada no dia de chegada. A segunda noite também pode ser difícil.

Daniel Conceição

Minha médica me recomendou ginkgo biloba. Tomava um comprimido por dia e segurou bem a peteca. Fui até 4900 metros de altitude, mas numa madrugada, a 4000 m, acordei bem ferrado com uma fortíssima dor de cabeça, enjoado e perdi o sono. Só melhorei de manhã com chá de coca. Um camarada meu estava tomando acetazolamida, e tb só passou mal nessa mesma madrugada.

Elisa Mello
Elisa MelloPermalinkResponder

Na verdd é mais uma pergunta.
Sera q é possivel tbm sentir alguns dos sintomas do soroche ao se DEIXAR Cuzco?
Estava nesta cidd ontem, comemorando ameu aniversario com meus filhos. Bebi e comi bastante. Qdo chegamos em Lima eu ja estava bem mal. Achei q era fastio d comida, mas logo vi q estva com diarreia e muita dor de cabeça. Fui atendida por paramedicos do aeroporto de Lima. Me aplicaram uma injecao de algo parecido com dramin, novalgina e buscopan.
Cheguei hj no Brasil e estou bem mal ainda. Estou cuidando para nao desidratar.
Mas sera q estou com uma intoxicaçao alimentar ou com "soroche inverso" ?

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Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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