Basiléia: muito além da Art Basel

Natalie Soares
por Natalie Soares

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Rio Reno visto dos jardins da catedral

Conhecida principalmente por ser a casa da Art Basel, um dos eventos mais importantes de arte contemporânea do mundo, a Basiléia ainda é um destino pouco explorado pelo brasileiro no lado da Suíça que fala alemão. A cidade também é muitas vezes lembrada como um destino corporativo graças à forte indústria farmacêutica que se instalou por ali (pelo menos Roche e Novartis são marcas que você deve conhecer).

Basiléia

Avenida Unterer Rheinweg

Quer bons motivos para visitar a Basiléia? Aí vão alguns grin

Roteiro pelas principais atrações

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Centro histórico da Basiléia

A Basiléia, apelidada de “capital cultural da Suíça”, guarda aproximadamente 40 diferentes museus, sem mencionar as galerias de arte e os pequenos antiquários.

Um dos programas mais fofos é caminhar sem rumo e se perder pelo centro histórico, assim você tropeçará nos principais monumentos e detalhes históricos quando menos esperar.

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Rathaus, detalhes da fachada da prefeitura

Quer um ponto de partida? Então comece seu dia em frente ao emblemático prédio da prefeitura datado de 1504 e pela região da Marktplatz. Dá para subir até uma das torres da Rathaus e ter uma bela vista das construções históricas.

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Rathaus, detalhes da fachada da prefeitura

Entre ruelinhas e flores na janela, logo você encontrará a Catedral (Rittergasse), construída entre os séculos 12 e 15, e sua bela vista para o Reno.

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Rathaus, detalhes da fachada da prefeitura

Vale caminhar também até a fonte de Tinguely (Klostergasse), em frente ao teatro, e ver seu curioso funcionamento.

Se a viagem cair em um sábado, visite a feira de antiguidades na Peterplatz (Petersplatz, 4051).

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Fachadas de cartão-postal

“Aqui é onde o Reno faz a curva”, dizia minha empolgada guia ao contar a história da cidade e afirmar que durante o verão muitos moradores cruzam o rio a nado. Isso mesmo: de uma margem a outra nadando e levando seus pertences numa sacola vedada.

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Fim da tarde na margem do Reno

Mesmo se nadar não for muito a sua praia, cruze para o lado oposto do centro histórico - de barquinho, tram (bonde) ou a pé - e percorra a avenida Unterer Rheinweg. De lá você terá uma vista perfeita da catedral, da sua praça e da ponte Mittlere. Essa região, além de concentrar alguns bares para tomar um drink, é um ótimo lugar para ver o sol se pôr.

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Jardins da Fundação Beyeler

Muitas fortunas se acumularam na Basiléia ao longo dos últimos séculos, por esse motivo o forte apelo para coleções de artes públicas e privadas. Alguns dos principais museus são: o Museu Tinguely (Paul Sacher-Anlage, 2. De terça a domingo das 11h às 18h; ingresso 18 CHF), que abriga o maior acervo do escultor suíço; a Fundação Beyeler (Baselstrasse, 101. Todos os dias das 10h às 18h; ingresso 20 CHF às segundas, e às quartas a partir das 17h; 25 CHF nos demais dias),  endereço de exposições de arte contemporânea e dona de um belo jardim; o enorme Kunstmuseum (St. Alban-Graben, 16. De terça a domingo das 10h às 18h; às quintas, até 20h; fechado às segundas; 15 CHF); o SAM (Steinenberg, 7. Aberto todos os dias; terças, quartas e sextas, das 11h às 18h; quintas, das 11h às 20h30; sábados e domingos, das 11h às 17h; 12 CHF), que conta a história da arquitetura na Suíça; o Spielzeug Welten ("Mundo dos Brinquedos") (Steinenvorstadt, 1. Todos os dias das 10h às 18h; horários especiais em feriados; ingresso 7 CHF), museu com a maior coleção de ursinhos de pelúcia do mundo e o Antikenmuseum (St. Alban-Graben, 5. Todos os dias das 10h às 17h; ingresso 5 CHF), com o maior acervo de peças egípcias, gregas e romanas do país.

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A cidade é cheia de pequenas galerias e antiquários

É fã de arquitetura e design?

Então siga até a cidade vizinha alemã, Weil am Rhein, para visitar o Vitra Museum, o museu da marca de móveis e objetos de decoração cheios de personalidade. Além da loja-conceito, o espaço conta com um amplo museu que recebe diversas exposições temporárias interessantes que vão desde temas como o design no continente africano e a pop art.

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Vitra Museum, Weil am Rhein

Da história da criação original de muitas peças (que costumam ser reproduzidas pelas lojas de decoração no Brasil) a um mirante bem curioso, este é um programa diferente para quem passa pela região.

(Vitra Design Museum, Charles-Eames-Straße, ingresso 11 euros, abre todos os dias das 10 h às 18 h. Email: info@design-museum.de. Acesso: da Caraplatz sai o ônibus 55 até lá - parada Vitra Museum / 3 euros)

Eventos

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Fim da tarde na margem do Reno

Além da Art Basel, o Fasnacht, ou Carnaval, e os mercados de natal são alguns dos eventos mais famosos da Basiléia. Confira o calendário oficial no site da cidade.

Tours guiados

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Flores, queijos e pães - muitas lojas simpáticas no centro da cidade

Se você quer se aprofundar em sua história, o centro de atendimento ao turista oferece diversos tipos de tours com guias que falam português. Escreva para info@basel.com.

Onde comer

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Um das inúmeras fontes da Basiléia

Recomendo dois restaurantes: o Parterre (Klybeckstrasse 1b, 4057), que durante os meses mais quentes ganha um enorme terraço e serve ótimas combinações vegetarianas, e o Atlantis (Klosterberg, 13), que, apesar do nome curioso, serve alguns pratos saborosos na hora do almoço, bem no estilo comfort food.

Onde ficar

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Detalhes do quarto single do Hotel Bildungszentrum 21

É muito fácil se locomover entre os principais pontos de interesse. Por isso, na hora de fechar a hospedagem, não há muito segredo: para ficar no meio do burburinho, escolha o centro histórico ou os hotéis à margem do Rio Reno; para opções mais econômicas, fique perto da estação central (SBB).

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Fachadas dos prédios históricos

Eu fiquei no Hotel Bildungszentrum 21 perto do Spalentor, um dos antigos portais da muralha que envolvia a cidade e que hoje é a porta de entrada para o centro histórico. O café da manhã tinha cara de hotel alemão (com linguiça, presunto, peixe, pretzel e pães variados), o wi-fi tinha sinal fraco nos andares superiores e o quarto era básico.

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Vista para o Spalentor

Considere também: Ibis Budget, opção econômica perto da estação central e inaugurado em 2014; Der Teufelhof, com quartos amplos no centro histórico e grande jardim; Krafft Basel, próximo à margem do Reno e da antiga prefeitura; Hotel D, mais elegante; The Passage, hotel design perto da estação central; Nomad, inauguração prevista para janeiro de 2016, perto do Kunstmuseum e ideal para quem gosta de design.

Como se locomover

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Trens do sistema de transporte público

Para circular pela Basiléia, não cogite alugar um carro, pois as principais atrações ficam a curtas distâncias de caminhada e a poucos minutos de tram. Ao fazer o check-in no hotel, você provavelmente ganhará um passe (Mobility Ticket) que garante o uso do transporte público gratuito nas principais áreas da cidade, inclusive até o aeroporto na zona 13 -- que é hub da easyJet.

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Uma das paradas dos trens no centro da Basiléia 

As principais paradas dos trens de superfície são: Markplatz, Barfüsserplatz, Kunstmuseum e Messeplatz, para cruzar o rio, as linhas mais usadas são a número 6, 8 e 15. Embora a sinalização seja feita toda em alemão, aproveitar o transporte público é bem simples: cada parada dos trens possui um painel eletrônico indicando o sentido, o número da linha e quanto tempo falta para chegar.

Daqui pra onde?

Basel Basileia Suiça

A cidade está em uma localização privilegiada tanto para quem quer seguir para a região da Floresta Negra (Freiburg está a uma hora de trem) na Alemanha, quanto para a Alsácia (Colmar está a 45 minutos de trem direto), na França.

Ela também é interligada pelo sistema de trens suíços que rapidamente te levam para cidades como Zurique, Lucerna ou Berna, todas a uma hora de viagem.

Natalie viajou a convite de Switzerland Tourism e Atout France.

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4 comentários

Castro
CastroPermalinkResponder

O melhor de Basileia é seu festival de jazz anual - Em Bebbi Sy Jazz - quando toda a cidade passa uma noite cantando em frente aos inúmeros palcos com bandas locais e profissionais. Este ano foram 70 bandas, 10 street-bands e 3 corais que fizeram uma noite mágica. Acontece no verão. E uma dica para quem quiser economizar nos hotéis é se hospedar naqueles localizados na França. (Basileia é um conurbado com Saint-Louis e Weil am Rhein).O centro é de fácil acesso pelo sistema de trans.

Cris
CrisPermalinkResponder

Bóia,

Há dois dias atrás, comprei um ticket Supersaver para três pessoas para o trecho Lucerna - Basileia (1ª classe - trem tipo "ICN"), mas no momento da compra, não vi nunhuma opção para incluir a reserva dos lugares

A pergunta que fica é: não há a obrigatoriedade de reserva de lugar, mesmo na primeira classe, nos trem regionais ou intercity na Suíça, assim como ocorre na Alemanha? Posso simplesmente entrar no trem no vagão da 1ª classe sem reserva de assento e sentar onde tiver lugar vago?

Ou eu preciso voltar ao site da SBB e efetuar a reserva dos lugares?

Abraços,

Cris

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Cris! Os únicos trens que exigem reserva de assento são os panorâmicos panorâmicos de luxo ou trens internacionais para França e Itália. Todos os outros carregam passageiros em pé desde que tenham ticket válido para o dia ou o trem, inclusive na primeira classe. Você pode comprar reserva de assento no guichê de qualquer estação ou no site:

https://www.sbb.ch/ticketshop/b2c/adw.do?1993

C.J.Ferraz
C.J.FerrazPermalinkResponder

Basiléia, Basel, ou Bâle, é tudo de bom. Passei lá dias muito felizes e sempre que posso, volto. Revejo amigos queridos e lugares maravilhosos. Adoro caminhar tarde da noite pelas suas ruas, é um prazer inenarrável. Recomendo dois hotéis : O pequeno e charmoso Hôtel Au Violon que já foi sede da prisão da cidade; e o classudo Les Trois Rois que tem um bar muito bom. Basiléia é ótimo ponto de partida para a vizinha Alsácia aonde podemos visitar Saint Louis, Colmar, Estrasburgo, etc.

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