Paris

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Paris: o que fazer

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Se não fosse a limitação de tempo, ninguém precisaria de roteiro em Paris. Bastaria ~flanar~ cada dia por uma região diferente e esperar os cartões-postais e monumentos aparecerem no seu caminho.

(Se você for mais desencanado com esse negócio de ~atração turística~, pode tranqüilamente adotar essa estratégia. Faltando uns dias para voltar, você vê se ficou faltando alguma lacuna importante, e então vai atrás.)

Mas se você precisa de um itinerário organizado dia a dia, não se preocupe. É só seguir o nosso roteiro.

 

    • Quantos dias em Paris?

Qualquer permanência menor do que 4 ou 5 dias vai fazer com que você precise voltar pelo motivo errado. (Motivo errado para voltar: não ter conseguido ver tudo o que queria na primeira viagem.)

Eu costumo recomendar, na primeira viagem, uma permanência mínima de 5 dias -- e uma permanência mínima ideal de 7 dias. Assim você só volta pelo motivo certo. (Motivo certo para voltar: saudade -- e vontade de curtir Paris sem precisar bater ponto em atração turística. Aí quaisquer dois dias no finzinho de qualquer viagem já dão pro gasto.)

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    • Como se deslocar em Paris

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Transporte: | Hop-on/hop-off | Cruzeiros pelo Sena | Combinação ideal | Apps de itinerários

Hop-on/hop-off

O ônibus de dois andares proporciona um camarote para fotos interessantes (se o clima colaborar). Mas se você quer minha opinião -- não, não acho que valha a pena numa cidade como Paris. O tour dá a ilusão de que você 'conheceu' a cidade, quando não faz mais do que oferecer um slide show. A cidade acontece ao rés do chão -- e a viagem, para mim, é tudo o que acontece de inesperado entre um cartão-postal e o seguinte.

Mas se você é fã do esquema, aí vão as coordenadas:

O Big Bus/Les Cars Rouges tem uma linha só. Sai da Torre Eiffel, passa pelos Invalides, atravessa o Sena e então enfrenta o trânsito da cidade, passando pela Place de la Concorde, Opéra e Galleries Lafayette, Place Vendôme e pelo Louvre. De volta ao Sena, cruza a île de la Cité (onde está a Notre Dame) e volta pela margem esquerda, passando pelo Quai d'Orsay. Atravessa de novo para Place de la Concorde e então sobe e desce os Champs-Elysées em toda a extensão (até o Arco do Triunfo). Volta pelos Invalides e faz um novo ziguezague, passando no Trocadéro antes de voltar à Torre Eiffel. À noite o roteiro muda um pouquinho, com uma extensão até o Moulin Rouge. Comprando online, o passe diurno custa 31,50 euros para 1 dia e 35,10 euros para 2 dias. O passe para o tour noturno sai 22 euros (abril/2018).

O Foxity tem como vantagem ônibus com teto retrátil no segundo andar, para dias frios ou chuvisquentos. Seu itinerário é basicamente o mesmo (incluindo a variação noturna). O preço é low-cost: 20 euros para um tour de 2 horas sem paradas, 24 euros para poder subir e descer durante 1 dia. A tarifa noturna, sem direito a parada, é 22 euros (abril/2018).

O L'Open Bus é o único com várias rotas: são 4 itinerários que se comunicam e podem ser combinados à vontade durante a validade do passe -- de 1, 2, 3 dias consecutivos. A linha verde repete a linha básica básica dos outros ônibus, e é complementado pelas linhas amarela (que vai até Montmartre), azul (passa por fora do Marais e vai até Bercy) e laranja (que faz Quartier Latin, Sorbonne, Luxembourg e Montparnasse). Os preços do passe são: 34 euros para 1 dia, 38 euros para 2 dias e 42 euros para 3 dias, sempre consecutivos (abril/2018).

Todos os ônibus de dois andares oferecem também tarifas reduzidas para crianças e passes combinados com tour de barco pelo Sena. Verifique nos sites.

Cruzeiros pelo Sena

Sou muito mais investir num passeio pelo rio do que nos ônibus de dois andares. O ponto de vista também é lindo, os monumentos se sucedem o tempo todo e você não fica parado no trânsito. A experiência é bem mais agradável.

Várias cias. oferecem passeios -- tours simples de uma hora, ou um pouco mais longos com almoço ou jantar a bordo. Eu recomendo os passeios simples; a comida servida a bordo nos cruzeiros-almoço e nos cruzeiros-jantar sempre será inferior e mais cara do que em restaurantes convencionais em terra firme. Nos Bâteaux-Mouches o cruzeiro-passeio custa 14 euros; o cruzeiro-almoço, 60 euros; o cruzeiro-jantar, desde 75 euros (abril/2018). Nos Bâteaux Parisiens o cruzeiro-passeio custa 15 euros; o cruzeiro-almoço, 59 euros; o cruzeiro-jantar, desde 69 euros (abril/2018). Finalmente, as Vedettes du Pont Neufoferecem cruzeiro-passeio de 1 hora a partir de 10 euros por pessoa, ou, com duração mais longa, cruzeiro-almoço a partir de 37 euros; cruzeiro-jantar, a 71 euros, e cruzeiro com crepes, a 24 euros (abril/2018).

Mas a minha indicação no departamento passeio pelo Sena é o Batobus, que nada mais é que um hop-on/hop-off fluvial. O passe de 1 dia custa 17 euros; o de 2 dias consecutivos, 19 euros (abril/2018).

A combinação ideal: a pé + metrô/ônibus + Paris Museum Pass

O melhor veículo para se deslocar por Paris é um par de sapatos usado e confortável (acessórios indispensáveis: um guarda-chuva dobrável e uma gabardine ou impermeável).

Claro que não vai dar para fazer tudo a pé -- então tenha no bolso sempre tickets t+, que servem para metrô e ônibus (e podem ser comprados em múltiplos de 10, o "carnet 10 voyages", a 1,45 euro a unidade). No dia em que for a Versalhes (ou à Disneyland Paris), compre um passe Mobilis (zona 4 a Versalhes: 12 euros; zona 5 à Disneyland Paris: 17,30 euros), que vai cobrir sua viagem pelo trem RER e ainda todos os seus deslocamentos dentro de Paris naquele dia. O Batobus, o barco-ônibus do Sena, também é um ótimo complemento ao mix (custa 17 euros o passe de 1 dia, 19 euros o de 2 dias consecutivos).

Se você chegar a Paris no início da semana, ou incluir Versailles e/ou Disneyland Paris no seu roteiro, o melhor passe de transporte é o Navigo Découverte, que desde outubro de 2015 tem uma grande vantagem sobre o carnet 10 voyages: dá direito às 5 zonas do RER. O único transporte público que fica de fora é o monotrilho Orlyval, que liga o aeroporto de Orly ao RER. O cartão custa 5 euros, que entra como custo inicial. Você pode fazer o seu nas bilheterias operadas por funcionários no metrô e estações do RER, e também em quiosques de revistas, cafés e tabacs autorizados. É preciso levar uma foto 3x4. O passe semanal custa 22,80 euros; o passe mensal, 75,20 euros. Atenção para a pegadinha: o passe semanal vale da meia-noite de segunda-feira à meia-noite de domingo (o passe mensal, da meia-noite do dia 1º à meia-noite do último dia do mês). Só está à venda até a quinta-feira. A partir da sexta-feira, os carregamentos de passe semanal passam a valer somente na segunda-feira seguinte. Tarifas conferidas em abril/2018.

Navigo Découverte x Carnet 10 Voyages x Mobilis?

O investimento mínimo no Carnet 10 Voyages é de 14,90 euros, válido por 10 viagens. O investimento mínimo no Navigo Découverte é de 27,80 euros.

O Navigo Découverte é mais interessante que o Carnet 10 Voyages se você fizer, entre 2ª e domingo:

  • 19 viagens de metrô ou RER na zona 1
  • 11 viagens de metrô ou RER na zona 1 + um passeio a Versailles (economizando um Mobilis de 12,40 euros)
  • 7 viagens de metrô ou RER na zona 1 + um passeio à Disneyland Paris (economizando um Mobilis de 17,80 euros)
  • caso vá a Versailles e à Disneyland Paris na mesma semana (entre 2ª e domingo), o Navigo Découverte já é o passe mais vantajoso, e os demais dias de metrô e RER sairão de graça

Para fechar o seu kit de ferramentas para turistar em Paris, só falta um Paris Museum Pass, que permite a entrada, sem fila, em 60 museus (quantas vezes você quiser, durante a validade do passe) e cria motivos para você explorar ainda mais Paris. O passe de 2 dias consecutivos custa 48 euros; 4 dias consecutivos, 62 euros; 6 dias consecutivos, 74 euros (os bons são os de 4 e 6 dias; o de 2 dias não se paga). Tarifas conferidas em abril/2018.

Dias em que os museus não funcionam

  • Nem todos os museus fecham 2ª. Alguns (como o Louvre!) fecham 3ª -- verifique sempre antes de programar o passeio. E mais: nenhum museu funciona nos dias 1º de janeiro, 1º de maio ou 25 de dezembro.

E o tal do Paris Pass? Armadilha pra turista: juntam todos os passes disponíveis (incluindo os do ônibus hop-on/hop-off) e empacotam tudo num produto só. É virtualmente impossível usar o suficiente para empatar o custo.

Apps para transporte público e percursos a pé

Há dois aplicativos oficiais que facilitam usar o transporte público.

O app da RATP está ligado em tempo real com o sistema de transporte e indica a melhor opção entre o lugar onde você está e seu destino, de ônibus, metrô ou RER. Seu único defeito é só estar disponível em francês. Ao pedir o itinerário, escolha entre três opções: + rapide (mais rápido), - de corresp (menos baldeações) ou - de marche (menos caminhada).

O app Next Stop Paris da RATP é feito para visitantes e tem versão em inglês. Quando você está online, dá o caminho mais curto de metrô ou RER entre a sua posição e o seu destino. E funciona também offline: você baixa previamente um mapa de Paris e pode consultar o melhor caminho entre quaisquer estações de metrô e RER.

Já o Google Maps é a melhor fonte de informação para percursos a pé -- e também serve para usar o transporte público; baixe o aplicativo.

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  • Conexão à internet

Não dá mais para ficar desconectado. Essas são as suas principais opções para ter acesso à internet no celular:

Wifi grátis de aeroportos, hotel, restaurantes, Starbucks e McDonald's

Se você não quer gastar um centavo com conexão, pode tentar resolver a vida com wifi grátis. Os dois aeroportos oferecem wifi gratuito. Você certamente vai ter conexão grátis no hotel. Alguns restaurantes também podem oferecer (mas não conte com isso). Na rua, o melhor quebra-galho são as redes Starbucks e McDonald's, que têm wifi grátis; depois de se cadastrar para o primeiro acesso, você consegue conexão em qualquer filial.

Plano de roaming internacional de dados da sua operadora

Assim que você ligar o seu celular pela primeira vez na França, receberá uma mensagem da sua operadora brasileira oferecendo um plano de dados a R$ 29,90 por dia, válido apenas para os dias em que for usado. Não é barato nem mega-eficiente, porque depois de um certo nível de consumo a velocidade cai barbaridade. Mas funciona como plano emergencial para quem não quer comprar um chip local e não encontra um Starbucks no momento em que precisa...

Chip local pré-pago

Em francês um chip pré-pago é uma carte SIM prepayée (em inglês, prepaid simcard).

As mais em conta são da Lycamobile e Lebara, que não têm lojas físicas; vendem chips e recargas em tabacs. Seu público preferencial é das comunidades de imigrantes. Só a Lycamobile chega a operar em 4G (a Lebara só tem 3G). Uma carte SIM prepayée dessas operadoras custa desde 10 euros e você precisa comprar pacotes de dados. É possível comprar o chip num quiosque Relay do aeroporto. A ativação é feita pelo próprio telefone; é possível selecionar atendimento em inglês.

Se você não se importa em pagar consideravelmente mais e prefere que alguém faça a ativação da carte SIM prepayée por você, passe numa loja operadora. Pergunte no seu hotel qual é a mais próxima. As mais presentes são a SFR e a Orange. Leve passaporte para compra e ativação na loja. As operadoras grandes têm planos com roaming internacional cobrindo outros países da União Européia.

 

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  • O dia da chegada

Antes de sair do aeroporto, tenha paciência para resolver dois perrenguinhos que darão mais trabalho se você deixar para resolver na cidade.

Primeiro, passe no posto de turismo para comprar seu Paris Museum Pass. Assim você não precisa desviar do seu caminho para passar numa Fnac, nem precisa enfrentar a fila da bilheteria de algum museu participante para comprar o seu. Você também pode aproveitar para comprar o bilhete do ônibus do aeroporto (RoissyBus/OrlyBus) ou do trem RER até a cidade, ou ainda seu(s) primeiro(s) carnets de 10 ticket+. No aeroporto CDG, os postos de turismo estão localizados em frente ao portão 4 no T1, portão 5 no T2C, portão 7 no T2D, portão 11 no T2E e portão 11 no T2F. No aeroporto Orly, encontre os postos de turismo no portão L em Orly Sud e portão A em Orly Ouest.

Depois, passe também numa lojinha Relay e veja se eles não têm carte SIM prepayée da Lebara ou da Lycamobile (leia o tópico conexão à internet).

Vai por mim: neste primeiro dia, não planeje visitas a museus e monumentos, nem nada que tenha hora marcada. Chegar sempre é estressante; quando você desencana de marcar compromissos no primeiro dia, o começo de viagem é muito mais gostoso.

Caso chegue ao hotel antes do quarto estar liberado, aproveite para investir um tempinho na exploração da vizinhança imediata. Cafés, fruteiras, lojinhas, tudo o que você descobrir poderá ser de grande valia nos próximos dias; descubra as estações de metrô e paradas de ônibus mais à mão. Tome um primeiro contato com a Paris cotidiana antes de sair para a Paris dos cartões-postais.

E depois disso... por onde começar? Aqui vai um roteiro que começa charmoso e termina grandioso, e que acho redondinho para o dia da chegada.

Lá pelo meio da tarde (15h30 no inverno, pode ser mais tarde no verão), saia da estação Bastille e siga pela rue Saint-Antoine. Vire à direita na rue Birague e você vai dar na praça mais adorável de Paris: a Place des Vosges, totalmente circundada por arcadas. Saia pela rue des Francs-Bourgeois, a principal via comercial do charmoso bairro do Marais. (Se você se liga em moda, é provável que queira voltar e passar uma tarde ziguezagueando entre as transversais.) Vire à esquerda na rue Pavée e logo à direita na rue des Rosiers, que concentra o tradicional comércio judaico do bairro. Ali você pode fazer um pit-stop guloso no L'As du Fallafel, que tem o faláfel mais disputado da cidade (34 rue des Rosiers; fecha das 16h de sexta às 18h30 de sábado). A rua termina na rue Vieille du Temple, pontilhada de cafés. Vire à esquerda. Eu adoro os cafés da próxima travessazinha à esquerda, a rue Trésor. (Se você for do time GLS, saiba que as duas transversais à direita, a rue Sainte-Croix de la Bretonnerie e a rue de la Verrerie, formam o epicentro gay do Marais.) Continue pela rue Vieille du Temple, atravesse a rue de Rivoli e você chegará ao Sena.

Atravesse a ponte Louis-Philippe, e seja bem-vindo à encantadora île Saint-Louis, uma ilha cercada de Paris por todos os lados. As lojinhas da rua principal da ilha, a Saint-Louis-en-l'Île, são minha fonte preferida de presentinhos para os amigos. Um dos clichês de Paris, a sorveteria Berthillon, fica no número 31 (eu sempre peço "chocolat et chocolat blanc, s'il vous plâit").

Depois de uma voltinha, pegue a ponte que liga a île Saint-Louis à île de la Cité. Pare no meio da ponte, com a cabeça voltada para a catedral de Notre-Dame. É um bom momento para entender as duas margens do Sena. À sua esquerda estará a Rive Gauche. À sua direita, a Rive Droite. Pronto. Você não se esquece mais.

Dê uma entradinha na Notre-Dame (não, não temos tempo para entrar na fila dos que querem subir ao alto da torre) e volte à margem direita -- perdão, à Rive Droite. Você vai até o Hôtel de Ville, que não é um hotel, mas a Prefeitura de Paris (no inverno, bem em frente, monta-se uma pista de patinação). Siga à esquerda pela rua que começa em frente à prefeitura; você vai passar pelo Théâtre de la Ville e pelo Théâtre du Châtelet. Contorne o segundo teatro, siga pela St.-Germain-l'Auxerrois, volte à margem do Sena: você chegará pertinho do Pont Neuf. Já vai estar escuro (se for alto verão, venha enrolando pelo caminho para poder chegar pelo menos ao entardecer) e, tcharaaaam: dali você vai ver a Torre Eiffel iluminada, uma emoção que vale a pena ter no dia de chegada. Siga pela margem até a próxima ponte, o Pont des Arts, que é de pedestres e está sempre muvucada, com músicos, batedores de carteira (ops) e namorados encaixando cadeados no gradil. Nosso destino está à direita: o Cour Carré ('Pátio Quadrado') do Louvre. A passagem é aberta até as 22h. Do Cour Carré você vira à esquerda e... tcharaaaaaam de novo: dá de cara com a Pirâmide do Louvre iluminada, outra emoção especial para o primeiro dia. Atrás dela, a passagem Richelieu permanece aberta até a meia-noite: atravesse e você chega à rue de Rivoli.

Saia da Passagem pela direita, vire na primeira à esquerda e ande uma quadra até a rue Saint-Honoré; vire à direita, caminhe mais quatro quadras e vire à esquerda na rue du Louvre. A terceira rua à direita será a Coquillière, onde no número 6 funciona o Pied do Cochon, uma brasserie superkitsch aberta 24 horas que prepara o elixir restaurador para essa maratona inicial de belezas: uma singela sopa de cebola gratinada (peça: "une gratinée, s'il vous plâit") que está em cartaz ali desde os tempos em que o mercado de Les Halles funcionava em frente (e custa módicos 9,50 euros; o vinho sairá bem mais caro).

Bem-vindo a Paris!

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  • Dia 2: Torre Eiffel e Rive Gauche

Pré-produção: reserve a subida à Torre Eiffel para 11h30 (veja como). Compre um Paris Museum Pass de 4 dias no aeroporto, ao chegar.

Esteja lá pelas 10h na parada Hôtel de Ville do Batobus (metrô: Hôtel de Ville). Compre seu passe válido para todo o dia (17 euros). O primeiro barco deve passar lá pelas 10h30. Nos 55 minutos seguintes, você vai costear a Rive Droite, com o Louvre, a Place de la Concorde e o Grand-Palais à sua direita, e a Torre Eiffel sempre em quadro, ficando cada vez mais perto. Desça na parada Torre Eiffel (abre diarimente das 9h30 às 23h45/de 15 de junho a 1º de setembro até 0h45; 25 euros/12,50 euros 12-24 anos/6,30 euros 4-11 anos. Metrô Bir-Hakeim, RER C Champs de Mars-Tour Eiffel.).

Sim, eu já fiz um post recomendando subir à Torre na hora do lusco-fusco; marcar um compromisso no fim do dia, porém, só dá certo num itinerário menos ambicioso do que este. Compre seu ingresso com hora marcada para o meio-dia.

Esteja de volta na estação do Batobus uns 15 minutos antes do horário do barco que você deseja pegar (na bilheteria você receberá o horário detalhado vigente no dia), para garantir seu lugar (a parada da Torre é a mais concorrida). Desça na parada seguinte -- o Museu Quai d'Orsay (fecha 2ª/abre 3ª a domingo das 9h30 às 18h/5ª até 21h45; 13,50 euros/grátis com Paris Museum Pass. 1 rue de la Légion d'Honneur, Paris 7. Metrô Solférino; RER C a Quai d'Orsay). Estréie o seu Paris Museum Pass naquele que, para mim, é o museu mais bonito de Paris, instalado numa antiga estação de trem. Passeie pelo mais importante acervo de impressionistas e aprecie a sua coleção de mobiliário art-nouveau.

Antes ou depois do museu, faça um lanchinho num dos quiosques do Port de Solférino das Berges de Paris, a reurbanização da margem esquerda do Sena que high-linezou a beira-rio parisiense.

Pegue o próximo Batobus e prossiga apreciando os outros trechos das Berges, a catedral de Notre-Dame e a île Saint-Louis. Desça na última parada da Rive Gauche: Jardin de Plantes. Caminhe um pouquinho de volta até o Instituto do Munde Árabe (fecha 2ª/abre 3ª a 5ª das 10h às 18h/6ª a dom. das 10h às 21h30/sáb. e dom. das 10h às 19h; 8 euros/grátis com Paris Museum Pass. 1 rue des Fossés-Saint-Bernard, Paris 5. Metrô Jussieu ou Cardinal Lemoine). Suba ao terraço (linda vista do coração antigo de Paris) e desça pelo museu, cuja arquitetura neo-árabe chega a ser até mais impressionante do que o acervo.

Vá até o fim da rue Monge para subir de volta (peço desculpas pela ladeirinha) pela rue Mouffetard, a mais pitoresca das ruas de mercado parisienses (aproveite para mais uma boquinha). Vire à esquerda na rue Clovis e aproveite para entrar num monumento que poucos conhecem por dentro: o Panthéon (abre diariamente das 10h às 18h; 9 euros/grátis com Paris Museum Pass. Place du Panthéon, Paris 5. Metrô Cardinal Lemoine). Aqui estão homenageados os maiores franceses da História, mas o que nos interessa mais é subir à cúpula e ter mais uma vista ímpar de Paris (desta vez, com a Torre Eiffel em quadro).

De meados da primavera ao inicio do outono, na saída ainda estará claro e valerá a pena passar pelo Jardin du Luxembourg (se for inverno, veja o roteiro adaptado no próximo parágrafo). Saia pelo Théare de l'Odéon, passe pela lindíssima igreja de Saint-Sulpice e chegue ao Boulevard St.-Germain em seu trecho mais famoso: onde estão os cafés Les Deux Magots e Flore e a brasserie Lipp, freqüentados por Sartre, Beauvoir et caterva. Hoje totalmente turísticos, Deux Magots e Flore valem mais como monumentos do que como pit-stops para um café (mas se você quiser se sentir um existencialista dos anos 40, espere uma mesa). A partir daqui, é com você: dependendo da sua disposição, pode emendar uma exploração dos redutos boêmios de St.-Germain (mais chique) e do Quartier Latin (mais jovem/popular), ou voltar para o hotel, tomar um banho e se recuperar para o jantar.

Se for inverno, você pode terminar o passeio do Batobus no Musée d'Orsay e descer pela rue Bonaparte até o Boulevard St.-Germain. A partir daí você faz a caminhada no sentido contrário ao apresentado -- assim, você passa pelo Jardin du Luxembourg com dia claro.

Ingressos fura-fila para a Torre Eiffel

  • Ingresso fura-fila para Torre Eiffel com tour guiado - Inclui ingresso fura-fila para o 2º andar da Torre e acesso wifi fornecido pelo guia. Para acesso ao topo, é preciso comprar ingresso suplementar vendido em bilheteria/máquinas com pouca fila.
  • Torre Eiffel e Versalhes com trânsfer e fura-fila - Trânsfer do seu hotel para Versailles e de Versailles para a Torre Eiffel, no mesmo dia. O ingresso fura-fila para o palácio dá direito a audioguia. Você evita a fila da bilheteria, mas é necessário passar pelo detector de metais. O ingresso fura-fila para a torre dá acesso direto ao 2º andar. Para subir ao topo, é preciso comprar ticket suplementar vendido em bilheteria/máquinas com pouca fila.
  • Fura-fila Torre Eiffel com city tour em bicicleta elétrica - Passeio pela cidade em bicicleta elétrica, com guia, em grupo de 12 pessoas. O ingresso fura-fila para a Torre Eiffel dá acesso direto ao 2º andar. Para subir ao topo, é preciso comprar ticket suplementar vendido em bilheteria/máquinas com pouca fila.

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  • Dia 3: do Louvre à Fondation Vuitton

Já se acostumou melhor com o fuso horário? De repente você consegue estar às 9h na porta para passar uma boa manhã no Museu do Louvre (fecha 3ª/abre 4ª das 9h às 21h45/5ª das 9h às 18h/6ª das 9h às 21h45/sáb. a 2ª das 9h às 18h/fecha também em 1º de maio e 25 de dezembro; 15 euros/grátis com Paris Museum Pass/grátis no 1º domingo do mês de outubro a março. 99 rue de Rivoli, Paris 1. Metrô Palais Royal-Musée du Louvre). Com o Paris Museum Pass na mão você não pega fila da bilheteria (só a do detector de metais) e ainda pode voltar durante a validade do passe para visitinhas complementares.

Saia do Louvre pelo jardim das Tulherias. Em julho e agosto, durante a Fête des Tuileries, nesse cantinho perto do Louvre você vai encontrar a Grande Roue de Paris, a charmosa roda gigante panorâmica parisiense. Atravessando o parque você chegaria à Place de la Concorde -- mas vamos fazer um desvio para namorar as vitrines da rue St.-Honoré, lugar de peregrinação de fashionistas. A rua era praticamente um personagem em Prêt-à-Porter, do Altman (lembra?), e hospeda a Colette (fecha dom./abre de 2ª a sáb. das 11h às 19h; 123 rue St.-Honoré, Paris 1, tel. 01-55-35-33-90. Metrô Tuileries), a loja que inventou o conceito (ops) de concept store. Querendo enfrentar a fila que desce as escadas, dá para almoçar levinho no Water Bar. Seguindo pela rua, faça um pequeno bate-volta para ver a Place Vendôme, a mais chique da cidade, endereço do Ritz. Volte à St.-Honoré e saia pela rue Duphot, que leva à Igreja da Madeleine (abre diariamente das 9h30 às 19h. Place de la Madeleine, Paris 8. Metrô Madeleine). Atrás dela, o Fauchon é a loja de comidas finas mais célebre da cidade (fecha dom./abre de 2ª a sábado das 10h às 20h30; 24 Place de la Madeleine, Paris 8, tel. 01-70-39-38-00. Metrô Madeleine).

Pegue a rue Royale para chegar à Place de la Concorde. Na época das festas de Natal, a Grande Roue de Paris, a roda gigante parisiense, se instala ali (tem também um mercado natalino no início da avenida Champs-Elysées). O obelisco que domina a praça desfalca o templo de Luxor, no Egito. A vista da Torre Eiffel e sobretudo dos Champs-Elysées em perspectiva, com o Arco do Triunfo ao fundo, são as outras atrações da Concorde.

Vamos agora poupar as pernas e usar o metrô. Entre na estação Concorde e pegue a linha 1, sentido La Défense; desça em Franklin D. Roosevelt, onde você faz baldeação para a linha 9, direção Pont de Sèvres, e salta em Alma-Marceau. Você emergirá na ponta da überchic Avenue Montaigne, endereço de toda grife que se preze -- e também do venerável hotel Plaza Athénée. A avenida termina onde começa o trecho mais movimentado da avenida Champs-Elysées. Tome a esquerda e siga até o Arco do Triunfo (abre diariamente das 10h às 22h30; 12 euros/grátis com Paris Museum Pass. Place Charles-de-Gaulle, Paris 8. Metrô Charles de Gaulle-Étoile). Quer dizer: antes disso, faça uma pausa restauradora num café, porque a visita ao Arco do Triunfo envolve uma subida de 350 degraus. Mas vai por mim: a vista dos Champs-Elysées, da Torre Eiffel e de La Défense são bárbaras.

Dependendo do seu ritmo, talvez -- talvez... -- ainda dê tempo de dar uma esticadinha até a Fondation Louis Vuitton (fecha 3ª/abre 4ª, 5ª, sáb. e dom. das 10h às 20h/6ª das 10h às 21h30; 14 euros, com hora marcada. 8 av. du Mahatma Gandhi, Paris 16. Metrô Le Sablon ou ônibus da Fundação a partir do metrô Charles de Gaulle-Étoile). Há um ônibus da Fundação que sai da praça do Arco do Triunfo e custa 2 euros (é preciso comprar o transporte no site. (Também dá para inverter a ordem: ir primeiro à Fondation Vuitton e subir ao Arco do Triunfo na volta, já de noite.)

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  • Dia 4: Beaubourg, Opéra e Montmartre

Nossa primeira parada do dia, o Beaubourg, só abre às 11h. Querendo fazer algo antes, esteja no máximo às 9h30 na fila para subir os 380 degraus e ver Paris do alto da torre sul da Catedral de Notre-Dame (abre diariamente das 10h às 17h30/abril a setembro até 18h30; 10 euros/grátis com Paris Museum Pass. Rue du Cloître Notre Dame, Paris 4. Metrô Cité).

Querendo aproveitar para dormir até mais tarde, tome o café na última turma e esteja às 11h na porta do Centro Georges Pompidou, o Beaubourg (fecha 3ª/abre de 4ª a 2ª das 11h às 22h; 14 euros/grátis com Paris Museum Pass. Place Georges Pompidou, Paris 4. Metrô Rambuteau), que foi a maior intervenção urbana moderna em Paris desde a Torre Eiffel (descontando a Torre Montparnasse, que ninguém gosta de lembrar). O prédio de Renzo Piano e Richard Rogers ofusca o que está exposto, mas o acervo permanente sempre me diverte.

Na saída, procure a rue St.-Denis (não se assuste com as sex-shops; o lugar já foi muito mais pesado) e suba em direção à rue Etienne-Marcel. Logo depois da esquina, entre à esquerda na Passage du Grand Cerf (lojas fecham dom./abrem de 2ª a sáb. das 10h às 18h. 145 Rue St.-Denis, Paris 2. Metrô Etienne Marcel), a mais meiga das antigas galerias parisienses. Na saída, faça um desvio para passar pela rue Tiquetonne, que tem uma coleção de restaurantes BBB. Você pode almoçar ali ou na próxima à direita, onde você vai virar: a rue Montorgueil, outra das tais ruas de mercado de Paris, onde não faltarão oportunidades para um lanche de qualidade.

Corte pela rue d'Aboukir até a linda Place des Victoires, que tem o status de place royale igualzinho a colegas mais famosas como a Place Vendôme e a Place des Vosges. Pronto, você está novamente em terreno glamuroso. Próximas escalas, Galeria Vivienne (a mais cult da cidade) e os jardins do Palais-Royal, num passeio que eu descrevo aqui. Também é possível fazer um pit-stop gastro-hollywoodiano no clássico Le Grand Colbert, onde Diane Keaton, Jack Nicholson e Keanu Reeves se encontram em Alguém tem que ceder, e que mantém um cardápio reduzido entre almoço e jantar (abre diariamente das 12h à 0h; 2 rue Vivienne, Paris 2, tel. 01-42-86-87-88. Metrô Bourse).

Siga pela avenue de l'Opéra (uma perfeição de simetria) até a Opéra Garnier (abre diariamente das 10h às 17h/fecha às 13h em dias de matinês; 11 euros visita não-guiada. Escribe esquina Auber, Paris 9. Metrô Opéra.), que a essa hora só estará aberta à visitação se não houver matinê. Do palácio da ópera ao palácio do consumo: a apenas uma quadra de distância está a Galeries Lafayette e sua cúpula deslumbrante (fecha dom./abre 2ª a sábado das 9h30 às 20h/5ª até 21h. 40 bd Haussman, Paris 9. Metrô Chausée d'Antin-La Fayette).

Ainda tem fôlego para ir a Montmartre? Escape pela rue de la Chaussé d'Antin até a estação Trinité do metrô. Pegue a linha 12, direção Porte de la Chapelle, e desça em Abbesses. Procure a saída da rue Abbesses e prossiga até a praça em frente à Basílica do Sacré-Coeur (abre diariamente das 6h às 22h30; grátis. 36 rue du Chevalier de la Barre, Paris 18. Metrô Abbesses). Ali use um ticket t+ para subir à basílica pelo Funiculaire de Montmartre. A fauna nas escadarias chega a ser mais interessante que a vista (a montanha de Montmartre e os contornos bizantinos da Basílica fazem falta no horizonte). Saia por trás até a Place du Tertre, o epicentro turístico do bairro, e depois ziguezagueie pelas ruelas, dando preferência às escadarias. Em algum momento você chegará de volta à rue des Abbesses, onde deve seguir na direção contrária à da praça da Basílica. Desça a rue Lepic, onde está um dos lugares de peregrinação de fãs de Amélie Poulain, o Café des Deux Moulins (15 rue Lepic, Paris 18; aberto diariamente das 7h às 2h. Metrô Abbesses).

Se for verão e você queira continuar ~na rua~, desça até o Boulevard de Clichy e pegue na estação Blanche a linha 8 do metrô, direção Nation. A partir de Barbès-Rochechouart os trilhos são elevados (é a linha mais charmosa da cidade na minha opinião). Desça em Stalingrad e pegue a linha 7, direção Villejuif ou Ivry-sur-Seine, e desça em Jacques Bonsergent. Você estará a duas quadras da muvuca do Canal St.-Martin (leia mais aqui).

Na primavera e no outono o Canal St.-Martin estará meio morto (de noite vai ser mais interessante ir direto ir a um restaurante do que passear). Caso você não queira voltar para o hotel, o melhor é ficar pela região da rue des Abbesses ou então descer até o clássico-descolado Hôtel Amour, duas quadras abaixo do Boulevard de Clichy (abre diariamente até a 0h; 8 rue Navarin, Paris 9, tel. 01-48-78-31-80. Metrô St.-Georges).

No inverno, como escurece muito cedo, faz sentido começar o passeio por Montmartre (comece cedo descendo em Abbesses, faça todo o circuito proposto, e ao descer ao Boulevard de Clichy pegue o metrô em Pigalle a Trinité (linha 12, direção Mairie d'Issy). Dali, siga o itinerário em ordem inversa até o Beaubourg (que fecha às 21h).

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Dia 5: Versalhes

Em francês é Château (castelo) de Versailles. Mas como você também vai entender quando for ao Vale do Loire, na França há castelos que se comportam como palácios. Nenhum se enquadra mais na categoria castelo-coisa-nenhuma-é-palácio-que-se-diz quanto Versalhes, onde o absolutismo francês conheceu seus últimos 90 anos no poder até a corte ser desalojada em 1789.

A visita mais básica aos ambientes do palácio principal (onde estão os Apartamentos do Rei, os Apartamentos da Rainha e a fantástica Galeria dos Espelhos) leva duas horas no modo The Flash e três horas com alguma calma. Reserve mais 45 minutos a uma hora para percorrer os jardins.

Se quiser continuar pelas outras propriedades do complexo -- o palácio secundário Grand Trianon e os Domínios de Maria Antonieta (que aparecem no filme Maria Antonieta, de Sofia Coppola) --, ou se ficar para o espetáculo de som e luz (veja calendário aqui), reserve o dia inteiro.

Mesmo com Paris Museum Pass ou ingresso avulso comprado com antecedência, você precisará enfrentar a fila do detector de metais. Como o deslocamento não é curto, o melhor é não prever nenhum outro passeio no dia. Programe passear à noite na região boêmia que mais tiver lhe agradado entre as visitadas até agora -- Marais, St.-Germain, Quartier Latin, Montmartre ou Canal St.-Martin.

O Palácio de Versalhes fecha 2ª. Abre de 3ª a domingo das 9h às 18h30. O Palácio Trianon e Domínios de Maria Antonieta abrem de 3ª a domingo das 12h às 18h30. O parque abre diariamente das 8h às 18h30.

O ingresso para o palácio + jardins + Grand Trianon + Domínios de Maria Antonieta custa 20 euros (grátis com Paris Museum Pass). O ingresso incluindo também o espetáculo de som e luz custa 27 euros (portadores de Paris Museum Pass precisam comprar o ingresso específico do espetáculo, a 7,50 euros). O passaporte para dois dias para o complexo inteiro custa 25 euros (com o espetáculo de som e luz, 30 euros).

O caminho mais curto a Versailles desde Paris é pela RER C; desça em Versailles Rive Gauche. Compre um passe Mobilis zones 1-4 (custa 12,40 euros e também cobrirá todas os deslocamentos dentro de Paris neste dia) ou use seu passe Navigo Découverte.

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  • Mais dias

Comprou o Paris Museum Pass de 6 dias?

Este roteiro foi feito para você usar o 5º dia do seu passe para fazer visitas rápidas a museus compactos e aproveitar para (re)passar por partes bacanas da cidade.

Para aproveitar o dia, desça na estação Concorde e comece pelo museu que abre mais cedo, o Musée de l'Orangerie (fecha 3ª/abre de 4ª a 2ª das 9h às 18; 9 euros/grátis com Paris Museum Pass. Jardin des Tuileries, Paris 1. Metrô Concorde), onde as estrelas são oito painéis das Ninféias de Monet expostos numa sala oval. Volte ao metrô, pegue a linha 12 em direção a Marie d'Issy e desça na estação Rue du Bac. Dobre à direita na rue de Varenne e você vai dar no lindo Museu Rodin (fecha 2ª/abre de 3ª a dom. das 10h às 17h45; 11 euros/grátis com Paris Museum Pass. 79 rue de Varenne, Paris 7. Metrô Varenne), que está em reformas -- mas mantém as obras principais de Rodin em exposição (as de Camille Claudel, porém, só estarão de volta na reabertura total do museu, prevista para o fim de 2015).

Volte à margem esquerda do Sena, na Quai d'Orsay. Se você for fã do desenhinho Ratatouille, talvez queira aproveitar seu passe para fazer a visita aos Esgotos de Paris (fecha 5ª e 6ª/abre de sáb. a 4ª das 11h às 17h/de maio a setembro até 18h; 4,40 euros/grátis com Paris Museum Pass. 93 quai d'Orsay, Paris 7. Metrô Alma-Morceau, RER C Pont de l'Alma). Senão, continue pela beira-rio até o Museu do Quai Branly (fecha 2ª/abre 3ª, 4ª e dom. das 11h às 19h/5ª, 6ª e sáb. até as 21h; 10 euros/grátis com Paris Museum Pass. 37 Quai Branly, Paris 7. RER C a Pont de l'Alma; metrô Invalides), cujo acervo tem arte primitiva de todos os cantos do mundo. Você pode almoçar no restaurante do museu (com vista para a Torre Eiffel) ou dar uma escapadinha ao alto bistrô Les Cocottes, que funciona sem reserva e sem interrupção entre almoço e jantar (abre diariamente das 12h às 23h. 135 rue Saint-Dominique, Paris 7. Metrô École Militaire).

Uma caminhadinha até o metrô La Motte-Piquet-Grenelle, no boulevard de Grenelle, deixa você na boa para pegar a linha 10, direção Gare d'Austerlitz, para descer em Cluny-La Sorbonne. Ali pertinho fica um museuzinho curioso, o Museu de Cluny (fecha 3ª/abre de 4ª a 2ª das 9h15 às 17h45. 8 euros/grátis com Paris Museum Pass. 6 pl. Paul Penlevé, Paris 5. Metrô Cluny-Sorbonne), devotado à vida na Idade Média. Dali até o nosso último museu do dia -- o recém-reaberto Museu Picasso (fecha 2ª/abre de 3ª a 6ª das 10h30 às 18h/sáb. e dom. a partir das 9h30; 12,50 euros/grátis com Paris Museum Pass. 5 rue de Thorigny, Paris 3. Metrô Chemin Vert) -- você tem uma belíssima desculpa para sair pelo Quartier Latin, atravessar novamente a île St.-Louis e ir em direção ao Marais pela Pont Marie. Mas se quiser fazer de metrô, vá até a estação Odéon, pegue a linha 4 direção Porte de Clignancourt, desça em Châtelet e prossiga pela linha 1 direção Château de Vincennes até St.-Paul.

O itinerário completo só é factível se você começar cedo e ficar entre 45 minutos e 1 hora a cada museu. Querendo um passeio mais tranqüilo -- e com mais caminhadas entre os museus --, restrinja-se a Orangerie, Rodin e Picasso (talvez acrescentando uma quarta parada). Ou desmembre o roteiro em dois dias (Rodin, Égouts, Quai Branly e Cluny num dia, e no segundo dia Orangerie, uma revisita ao Louvre e Picasso).

Um domingo de sol

Um domingão descompromissado, sem nada cultural, para passar ao ar livre? Pois não. Desça na estação Ledru-Rollin para estar antes das 11h no Marché d'Aligre (Place d'Aligre, Paris 12. Metrô Ledru-Rollin), que aos domingos mistura feira com brocante (antigüidades e cacarecos) e tem uma vizinhança de bares e cafés da maior simpatia. De lá, vá à parada de ônibus Daumesnil-Ledru Rollin (na esquina das duas ruas) e pegue o ônibus 61, direção Église de Pantin. Desça na parada Roquette-Père Lachaise, para visitar o Cemitério Père Lachaise (abre de 2ª a 6ª das 8h às 18h/sáb. a partir das 8h30/dom. a partir das 8. 16 rue du Repos, Paris 20. Metrô Père Lachaise ou Gambetta), e saia à procura dos túmulos das suas celebridades favoritas (tem Jim Morrison, Oscar Wilde, Edith Piaf, Molière, Chopin, Sarah Bernhart). Na estação Père Lachaise, pegue a linha 2 direção Porte Daphine; faça baldeação em Jaurès para a linha 5 direção Bobigny; desça em Laumière e passeie pelo romântico Parc des Buttes-Chaumont (abre diariamente das 7 às 21h. 1 rue Botzaris. Metrô Buttes-Chaumont), de onde se tem lindas vistas da cidade. (Mas se não quiser dividir o parque com meia Paris, deixe para vir num dia de semana.) Na estação Buttes-Chaumont (ou na baldeação em Jaurès, vindo do Père Lachaise), pegue a linha 7bis direção Louis Blanc. Desça em Louis Blanc e venha costeando o Canal St.-Martin pelo Quai de Valmy. Quando chegar ao Quai de Jemmapes, você estará no epicentro da mais charmosa muvuca do verão parisiense (leia mais aqui).

Segundona cult

Dos museus mais procurados de Paris, três abrem na 2ª: o Museu do Louvre (fecha 3ª/abre 4ª das 9h às 21h45/5ª das 9h às 18h/6ª das 9h às 21h45/sáb. a 2ª das 9h às 18h/fecha também em 1º de maio e 25 de dezembro; 17 euros/grátis com Paris Museum Pass/grátis no 1º domingo do mês de outubro a março. 99 rue de Rivoli, Paris 1. Metrô Palais Royal-Musée du Louvre), o Beaubourg (abre diariamente das 10h às 17h30/abril a setembro até 18h30/6ª e sáb. de julho e agosto até 23h; 14 euros/grátis com Paris Museum Pass. Rue du Cloître Notre Dame, Paris 4. Metrô Cité) e o Musée de l'Orangerie (fecha 3ª/abre de 4ª a 2ª das 9h às 18; 9 euros/grátis com Paris Museum Pass. Jardin des Tuileries, Paris 1. Metrô Concorde). Outras atrações funcionam normalmente, como a Torre Eiffel (abre diarimente das 9h30 às 23h45/de 15 de junho a 1º de setembro até 0h45; 25 euros/12,50 euros 12-24 anos/6,30 euros 4-11 anos. Metrô Bir-Hakeim, RER C Champs de Mars-Tour Eiffel.), o Arco do Triunfo (abre diariamente das 10h às 22h30; 12 euros/grátis com Paris Museum Pass. Place Charles-de-Gaulle, Paris 8. Metrô Charles de Gaulle-Étoile), a subida à torre de Notre-Dame (abre diariamente das 10h às 17h30/abril a setembro até 18h30; 10 euros/grátis com Paris Museum Pass. Rue du Cloître Notre Dame, Paris 4. Metrô Cité), a visita aos Esgotos de Paris (fecha 5ª e 6ª/abre de sáb. a 4ª das 11h às 17h/de maio a setembro até 18h; 4,40 euros/grátis com Paris Museum Pass. 93 quai d'Orsay, Paris 7. Metrô Alma-Morceau, RER C Pont de l'Alma) e ao mirante da Torre Montparnasse (abre diariamente das 9h30 às 22h30/entre abril e setembro até 23h30; 17 euros. 33 av. du Maine, Paris 15. Metrô Montparnasse-Bienvenüe).

Escolha uma ou duas dessas atrações para combinar com uma visita ao Mercado de Pulgas de St.-Ouen (fecha de 3ª a 6ª/abre sáb. das 9h às 18h, dom. das 10h às 18h e 2ª das 11h às 17h. Central de informações: 7 impasse St.-Simon. Metrô Porte de Clignancourt), um emaranhado de ruelas de antiquários e lojas de curiosidades que é a Disneyland Paris das brocantes. Eu iniciaria o dia (no finzinho da manhã) por lá, e no começo da tarde voltaria à estação Porte de Clignancourt e pegaria a linha 4 direção Porte d'Orléans e desceria em Les Halles, que fica pertinho do Louvre -- onde passaria o resto da tarde.

Do castelo à Biblioteca

Um roteirinho pelo Leste parisiense, indo do mais antigo ao mais contemporâneo num passeio só. Sabia que existe um castelo medieval praticamente dentro de Paris? É o único castelo onde dá para chegar com uma linha urbana de metrô: o Castelo de Vincennes (abre diariamente de 10h às 17h/de fim de maio a início de setembro até as 18h; 9 euros/grátis com Paris Museum Pass. Av. de Paris, Vincennes. Metrô Château de Vincennes ou RER A a Vincennes). Volte pela linha 1 direção La Défense e desça na Gare de Lyon. Na própria estação, tome um café, um drink ou cacife um almoço (é caro!) no Train Bleu, um restaurante-brasserie remanescente da Belle-Époque, restaurado em todo o seu esplendor (abre para almoço das 12h às 15h30/jantar das 19h às 23h/bar aberto para café da manhã, drinks e snacks das 7h30 às 22h/dom. a partir das 9h. Gare de Lyon, tel 01-43-43-09-06, Paris 12. Metrô Gare de Lyon). Prossiga pela Linha 14, direção Olympiades, até a estação Bibliothèque. Você vai atravessar a impressionante praça da Bibliothèque Nationale de France, delimitada por quatro torres com o formato de livros abertos. Volte à margem direita do Sena pela Passarela Simone de Beauvoir, e você chegará no Parque de Bercy, onde estão a Bercy Arena, a Cinemateca Francesa e o Cour St.-Émilion, onde armazéns que armazenavam vinho viraram lojas e restaurantes do shopping Bercy Village. Em dias de semana, os fins de tarde são animados com o happy hour do pessoal que trabalha em escritórios da vizinhança. Para voltar, use a estação Cour St.-Émilion.

A outra Torre

O edifício mais mal-amado de Paris é a Torre Montparnasse, um arranha-céu de 230 metros construído nos anos 70 que arruinou o skyline da Cidade-Luz. Um dos poucos lugares de onde não pode ser visto é justamente do alto do seu 56º andar, no observatório Tour Montparnasse 56 (abre diariamente das 9h30 às 22h30/entre abril e setembro até 23h30; 17 euros. 33 av. du Maine, Paris 15. Metrô Montparnasse-Bienvenüe). Ao contrário da Torre Eiffel, aqui não há filas -- e você vê a Torre Eiffel no horizonte smile

É fácil esticar dali até a brasserie La Coupole, de estilo art-déco -- basta seguir pelo boulevard Montparnasse (102 bd du Montparnasse, Paris 14, tel. 01-43-20-14-20; aberto das 8h30 à meia-noite -- domingo e 2ª, até 23h; metrô Vavin). Mas se quiser uma experiência mais bistronômica, pegue em Montparnasse-Bienvenüe a linha 6 direção Nation e desça em Corvisart. Você estará pertinho do núcleo de cafés e restaurantes democráticos da rue de la Butte-aux-Cailles, como o Le Temps des Cerises (18 rue de la Butte aux Cailles, Paris 13, tel. 01-45-89-69-48; fecha domingo; metrô Corvisart).

Ao Concorde em Le Bourget

Paris deixa de ser clássica e fica tecnológica no Museu do Ar e do Espaço Le Bourget (fecha 2ª/abre de 3ª a domingo das 10h às 17h/de abril e setembro até as 18h; 9 a 17 euros/grátis com Paris Museum Pass. Ônibus 148, 152 ou 350; RER B a Le Bourget + ônibus 152; metrô a La Courneuve + ônibus 152). Entre em dois Concordes e num Boeing 747; experimente um simulador de vôo e outro de pára-quedismo; veja uma sessão no Planetário.

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  • Bate-voltas

Se preferir, clique direto no bate-volta desejado:

Bate-voltas: | Castelo de Chantilly | Disneyland Paris | Reims (Champagne) | Giverny (Monet) | Bruxelas | Bruges | Vale do Loire

Castelo de Chantilly

A 25 minutos de trem desde a Gare du Nord (compre passagem a Chantilly-Gouvieux na SCNF), o Castelo de Chantilly, onde Ronaldo e Cicarelli se casaram, é um passeio alternativo redondinho para quem não tem dias sobrando para percorrer o Vale do Loire (fecha 3ª entre novembro e março/abre de 4ª a 2ª das 10h30 às 17h entre novembro e março/ abre todos os dias das 10h30 às 18h entre abril e outubro/fecha 20 dis em janeiro -- confirme horários aqui; 17 euros/bilhete família 2 adultos + 2 crianças, 44 euros/grátis com Paris Museum Pass. Chantilly. Trem da Gare du Nord 25 minutos; RER B 45 minutos. Ônibus gratuito da estação ao castelo). Caso prefira ir em tour organizado, considere este.

Disneyland Paris

A 47 minutos da estação Châtelet-Les Halles pela linha A do trem suburbano RER (desça em Marne la Valée-Chessy), a Disneyland Paris está na lista de toda família com filhos (ou de disneymaníacos irremediáveis). Composto por dois parques -- Disneyland, que equivale ao Magic Kingdom (aberto das 10h às 23h), e Walt Disney Studios (aberto das 10h às 18h), o complexo tem ingressos a partir de 53 euros (1 dia, 1 parque; 48 euros para crianças até 11 anos; disponível apenas no site). Veja todos os preços aqui. O ingresso para 1 dia pode ser comprado também no serviço Get Your Guide.

A passagem de RER ida e volta desde Châtelet-Les Halles custa 15,20 euros. Vale a pena comprar um passe Mobilis zones 1-5 para usar nesse dia; vai custar 17,80 euros e vai dar direito também a quantos trechos de metrô e ônibus dentro de Paris você precisar naquele dia. O melhor negócio é o passe Navigo Découverte, que custa 25,80 (já incluindo os 3 euros do cartão físico) e permite viagens ilimitadas entre a 2ª feira e o domingo seguinte em metrô, ônibus e RER nas cinco zonas.

O shuttle Disneyland Paris Express passa de manhã pela Gare du Nord, Opéra, Madeleine e Châtelet e leva à estação Marne La Valée-Chessy, retornando à noite. O trajeto entre Châtelet e a Marne La Valée-Chessy leva 1 hora. O trajeto é vendido juntamente com o ingresso do parque, a partir de 109 euros.

Da estação Marne La Valée-Chessy, ônibus gratuitos da Disneyland Paris levam ao parque.

Reims (Champagne)

A 50 minutos de TGV desde a Gare de l'Est, Reims é a maior cidade da Champagne -- o bate-volta dá na medida para visitar a Catedral e uma ou duas caves, como a Veuve Cliquot e a Taittinger. Leia mais aqui. Se quiser estender a visita também a Épernay, onde está a Moët & Chandon, é melhor pegar um tour organizado, como este.

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Giverny

A 1h10 da Gare St.-Lazare, combinando trem a Vernon com um ônibus local, a Casa de Monet em Giverny é um dos passeios mais bonitos que você pode fazer nos arredores de Paris. Sede da Fundação Monet, a casa onde morou Claude Monet e os jardins que cultivou e registrou em sua obra só estão abertos entre meados de março e meados de novembro. Este post traz um guia completo para você fazer o passeio por conta própria. Querendo ir em tour organizado, você pode escolher entre um passeio simples a Giverny ou um combinado Giverny + Versalhes.

Bruxelas

A 1h25 da Gare du Nord, Bruxelas cabe confortavelmente num bate-volta. Ao chegar em Bruxelles-Midi, pegue um trem local (sua passagem é válida nele também) até Bruxelles-Central, a estação que dá acesso aos tesouros do centro histórico: a belíssima Grand'Place (tida como a mais bonita da Europa, e pelo que eu vi até hoje só posso concordar); o curioso Maneken Pis (sítio de peregrinação de botafoguenses); o ótimo Museu da História em Quadrinhos, que celebra belgas famosos como Tintin e os Smurfs (fecha 2ª/abre de 3ª a dom. das 10h às 18h; 10 euros. 20 rue de Sables). Para obter tarifa descontada, compre sua passagem a partir de 120 dias de antecedência na SNCF. Mas o melhor passeio sem pernoite em Bruxelas não é um bate-volta, e sim um pit-stop entre Paris e Amsterdã (ou entre Amsterdã e Paris, tanto faz). Leia mas aqui.

Bruges

A 2h30 da Gare du Nord, com baldeação em Bruxelles-Midi, Bruges fica um pouquinho fora da minha zona de conforto para bate-voltas (prefiro os que requerem até 90 minutos de viagem), mas é perfeitamente visitável num dia sem pernoite. Tem museus curiosos (do Chocolate, da Batata Frita...) e até uma Madonna de autoria de Michelangelo (na Igreja de Nossa Senhora). Mas o encanto da cidade se revela em caminhadas pelo perímetro histórico (procure o pátio do Begijnhof, que é escondidinho) e num passeio de barco pelos seus canais. A passagem de trem tem uma pegadinha: o trecho Paris-Bruxelas-Paris costuma ter tarifas promocionais que não se aparecem quando você orça Paris-Bruges-Paris. Por isso, compare sempre as duas opções. O trecho Bruxelas-Bruges-Bruxelas é feito em trem regional e tem tarifas fixas: 29,60 euros (total ida e volta) em dias de semana, 15,20 euros (total ida e volta) em fim de semana; os trechos locais podem ser comprados na hora ou no site da B-Rail. Compre a passagem Paris-Bruxelas-Paris (ou Paris-Bruges-Paris, se o preço compensar) na SNCF (as tarifas promocionais aparecem com 120 dias de antecedência). O passeio de dia inteiro de Paris a Bruges também é oferecido em tours organizados, como este. Caso você passe alguns dias na Bélgica, Bruges pode valer um pernoite ou ser visitada em esquema bate-volta a partir da animada Ghent (a 30 minutos de trem) ou de Bruxelas (1 hora de trem) -- veja estratégias de viagem aqui.

Vale do Loire

A duas horas de estrada de Paris (ou 1h10 de TGV da Gare Montparnasse a Tours, com baldeação em St.-Pierre-des-Corps), o Vale do Loire se revela por completo em viagens de carro com dois ou três pernoites, que permitam dar uma flanadinha pelas estradas sem olhar no mapa, usando o GPS só para voltar para o hotel. Caso você se contente apenas com os castelos principais, porém, pode fazer o bate-volta desde Paris. Por conta própria, é possível ir de trem da Gare d'Austerlitz a Blois (1h30; lá você pode pegar um ônibus no verão para Chambord, 40 min.) e Amboise (1h40); da Gare Montparnasse a Chenonceau (1h30 com baldeação em St.-Pierre des Corps) e a Tours (1h10 com baldeação em St.-Pierre des Corpos; um táxi leva a Villandry em mais 20 minutos). Mas para aproveitar de verdade o bate-volta, o melhor é ir em tour organizado, como este, que visita os castelos de Chambord, Cheverny e Chenonceau.

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85 comentários

Gilson Guimarães

Considero vc o meu guru de viagens e , por isto, gostaria de uma sugestão sua para um passeio alternativo, já que estou indo à Paris pela quarta vez. Em junho terei 10 dias totalmente livres e gostaria destinar uns 4 a um local ainda desconhecido por mim, como a Alsácia, p. ex . Entretanto, não gostaria de alugar carro. Um item interessante seria uma viagem de TGV. O que vc poderia me sugerir ? Imensamente grato !!!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Gilson! Quem responde é A Bóia. Infelizmente não temos nenhum roteiro pronto para viagens sem carro em outras regiões da França. Se você quiser alugar carro, procure no índice Alsácia, Provence, Bourgogne e Vale do Loire, e você encontrará algum material, do Ricardo Freire ou de leitores.

NADJA SANTIAGO

Bom dia, só escrevo para agradecer a enorme ajuda que você nos deu com seus roteiros a pé por Paris. Sendo uma cidade grande, um verdadeiro canteiro de arte e oportunidades por toda parte, com seus roteiros podemos aproveitar bem, mesmo sem gastar muito, e acompanhado de criança. Muitíssimo obrigada.

Ricardo Freire

Puxa, Nadja, obrigadíssimo pelo fidibeque. Ganhei meu dia. Bisous!

Maria Teresa
Maria TeresaPermalinkResponder

Muito legal a sua proposta de itinerário.
Obrigada!

Nina
NinaPermalinkResponder

Somente para atualização - A loja conceito Colette encerrou suas atividades em dez/17 (Paris dia 3)
Seu site é um salva vidas mesmo!!!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Obrigada, Nina! O pior é que a gente já sabia, só esqueceu de atualizar! Vamos cuidar disso, podexá!

Tatiana Rocha
Tatiana RochaPermalinkResponder

Ricardo, passo aqui para agradecer por esse roteiro. Fiquei 6 dias em Paris e segui passo a passo suas indicações. Foi maravilhoso! Era minha primeira vez na cidade e senti que explorei ao máximo. Só dava errado quando eu teimava em seguir o caminho do Google e não o seu! Muito obrigada!

Gisele
GiselePermalinkResponder

Olá! Sobre o itinerário do dia 2 Dia 2: Torre Eiffel e Rive Gauche, posso ir fazendo as paradas na ida, Museu d'Orsay, Instituto do Munde Árabe, para que a Torre Eiffel fique para o final do dia? Ou o barco para nestes locais somente na volta? Grata!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Gisele! O itinerário é circular. É só pegar o barco com seu passe ainda válido e seguir até a estação desejada.

Ines Rubira
Ines RubiraPermalinkResponder

Olá, sigo sempre seus roteiros e dicas e sempre dá certo no Brasil. Como primeira viagem à França e insegura pergunto qual a melhor maneira para o trecho Paris/Nice?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Ines! O melhor é o avião.

O trem não atravessa as montanhas, dá a volta pelo sul por Aix para só então pegar a costa. Mas se você encontrar bom preço e não se importar em ficar 6 horas no trem, não há problema em escolher essa modalidade.

Alexandre Lopes

Sempre segui suas dicas mas essa do bilhete complementar tá furada. Subi só até o meio da torre achando poderia comprar esse complementar mas ele não existe mais.
Terei q descer e comprar o bilhete inteiro pra subir ao topo, um gasto de tempo e dinheiro desnecessário.

Natália
NatáliaPermalinkResponder

Alexandre, perguntar não ofende: por que você já não comprou o ticket até o topo desde a entrada da torre? Eu estive lá sábado e fiz isso...vir aqui reclamar de um serviço prestado de graça pelos autores do blog é de uma grosseria...

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Natália! Tom à parte, é útil que ele tenha apontado a desatualização. Estamos providenciando a correção. (Obrigada pela força e pelas atualizações que você também apontou!)

Natália
NatáliaPermalinkResponder

Ricardo, Bóia, estou em Paris seguindo as dicas de vocês e amando tudo!

Mas agora, pra subir na torre da Notre Dame, é necessário agendar horário antes pelo app JeFile (onde vc entra em uma fila virtual naquele mesmo dia - não tem como vc escolher a data) ou diretamente nos kioskes em frente à entrada para a torre. Estive lá por volta de 10h e só tinha horário naquele dia para as 16:30.

E também no Pantheón há horários para subir no domo. Neste caso, já dentro do Pantheón tem uma placa com os horários de subida.

Espero ter ajudado!

Aline P. Menossi Camuri

Boa tarde, fiquei um pouco confusa com os horários de sexta a domingo do Instituto Munde Arabe e não encontrei no site deles também, podem me ajudar, por favor?

"fecha 2ª/abre 3ª a 5ª das 10h às 18h/6ª a dom. das 10h às 21h30/sáb. e dom. das 10h às 19h"

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Aline! A informação de 6ª está errada, desculpe. O certo é: 6ª das 10h às 18h, sábado e domingo das 10h às 19h.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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