São Luís
Bumba-meu-reggae | Ricardo Freire
Misture Nordeste com Amazônia, França com Portugal, bumba-meu-boi com reggae, guaraná com Jesus, e o resultado será uma cidade absolutamente singular.
Fundada por conquistadores franceses, São Luís foi logo reconquistada por portugueses, que deixaram seu legado nos casarões de fachadas de azulejo do centro. A cultura africana é tão arraigada quanto a da Bahia; o candomblé é chamado tambor-de-mina. O reggae caiu no gosto do maranhense, com músicas cantadas em “embromation” e dançadas de corpo colado, como no forró. Até o guaraná é original: cor-de-rosa e com forte gosto de canela, atende pelo nome de Jesus.
Continue aos Lençóis Maranhenses e você encontrará outra mistura única: dunas intermináveis, pontilhadas por lagoas cristalinas e cercadas por vegetação amazônica.
| Quando ir | Como chegar | Onde ficar? | O que fazer |
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| O clima do Maranhão se caracteriza por duas estações distintas: as chuvas caem no primeiro semestre, ao passo que a partir de julho o sol brilha todos os dias.
A temporada do bumba-meu-boi começa no fim de maio, com os ensaios — e tem seu auge em junho, quando São Luís é tomada pelos festejos. Já em Alcântara a grande celebração de rua é a Festa do Divino, que acontece quarenta dias depois da Páscoa. A melhor época para ir aos Lençóis Maranhenses vai de junho a meados de setembro, quando o tempo está firme e mais lagoas estão cheias. No primeiro semestre chove muito (e é preciso sol alto e forte para admirar as cores das lagoas). A partir de outubro, muitas lagoas ficam vazias. |
São Luís é servida por vôos diretos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Teresina e Belém.
De São Luís a Barreirinhas, a “capital” dos Lençóis Maranhenses, são 280 km. Ônibus da viação Cisne Branco fazem o percurso em 4 horas. Várias agências de São Luís oferecem traslado. Para ir a Santo Amaro do Maranhão é preciso pegar o jipe de linha na localidade de Sangue. Atins e Caburé têm acesso por voadeira pelo rio Preguiças. Prosseguir pelo litoral ao Delta só é possível por 4×4 pela areia. Os traslados podem ser arranjados em Barreirinhas (a saída é de Caburé). Fortaleza está a 880 km de São Luís; Teresina, a 430 km; Belém, a 800 km. |
O maior pólo hoteleiro de São Luís fica na praia de Ponta d’Areia, bem posicionado para ir ao centro histórico e aproveitar a noite da Lagoa da Jansen.
A Praia do Calhau também tem hotéis – e o único resort da região. Quanto mais no começo da orla (São Marcos), melhor. As opções de hospedagem no centro histórico são reduzidas — mas além das pousadas há um hotel confortável. Já Alcântara tem apenas pousadas, todas bastante rústicas. Nos Lençóis Maranhenses as acomodações mais confortáveis estão em Barreirinhas. Por lá, passeios a Atins e Santo Amaro do Maranhão ficam mais agradáveis quando incluem pernoite. Uma noite em Caburé é interessante para seguir ao Piauí pela areia. |
O centro histórico vale sobretudo pelos casarões transformados em centros culturais. A Casa do Maranhão desvenda o universo do bumba-meu-boi; a Casa da Festa joga uma luz sobre o tambor-de-mina; a Casa de Nhozinho exibe arte popular. O Teatro Arthur Azevedo e o Convento das Mercês oferecem visitas guiadas. Encerre seu passeio no mercado da Casa das Tulhas, o melhor lugar para comprar lembranças.
A orla da cidade é extensa; o trecho mais cobiçado é o da praia de São Marcos, que fica entre Ponta de Areia e o Calhau.
Em Alcântara não deixe de provar o doce de espécie, uma iguaria local. Aos Lençóis Maranhenses, vá sem pressa: você vai precisar de quatro dias para ver o essencial.
Infelizmente o centro histórico já está decrépito de novo, precisando de outra restauração. O lugar vale sobretudo pelos casarões transformados em centros culturais. A Casa do Maranhão desvenda o universo do bumba-meu-boi; a Casa da Festa joga uma luz sobre o tambor-de-mina; a Casa de Nhozinho exibe arte popular. O Teatro Arthur Azevedo e o Convento das Mercês oferecem visitas guiadas. Encerre seu passeio no mercado da Casa das Tulhas, o melhor lugar para comprar lembranças. O trecho mais bem freqüentado da praia é São Marcos, que fica entre Ponta de Areia e o Calhau. Passe um dia em Alcântara. Aos Lençóis Maranhenses, vá sem pressa: você vai precisar de quatro dias para ver o essencial. |
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Finalmente minha querida São Luís por aqui!
Meus 2 centavos:
http://www.ronaldogiusti.com/2011/07/sao-joao-do-maranhao-cacuria.html
http://www.ronaldogiusti.com/2011/07/sao-joao-do-maranhao-bumba-meu-boi.html
http://www.ronaldogiusti.com/2011/07/galeria-bumba-meu-boi.html
ops, foram 3 centavos
muito legal são luís, e os é parque Lençois Maranhenses, que na minha opnião é o lugar mais bonito não só do Brasil mais do mundo…
Apesar de paulistano eu sou um apaixonado por São Luis. Quase todos os meses vou para a cidade a trabalho e fico encantado com a culinária e com a receptividade local. Além disso, o centro histórico é fantástico
São Luís é uma ilha-poesia. É única. Um instante especialíssimo geografica e culturalmente dessa nação. Híbrida e avessa à definições rápidas, é cheia de particularidades e personalidade! Somos um “Nordeste Amazônico”, nação cabocla-africana-portuguesa-caribenha – exalando brasilidade em todos os poros, becos, ruelas, azulejos,sacadas, praias, rios, manguezais, juçarais….Minha Ilha, minha paixão! Amo-te com todo o fervor de um ilhéu apaixonado e eternamente enamorado por seus encantos e sutilezas. Teimas em continuar sadia e irradiante em um bolsão de uma oligarquia fedida e corrupta, que lhe tenta roubar a sua aura, o seu esplendor e a sua luz. SÃO LUÍS! AHH SÃO LUÍS! UPAON-AÇU, ILHA DO BUMBA MEU BOI, ILHA DO AMOR, ILHA DO REGGAE, ATHENAS BRASILEIRA, CIDADE DOS AZULEJOS, TERRA DAS PALMEIRAS, PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE…são tantos os nomes que tentam te traduzir, mas nenhum lhe é tão fiel quanto as tuas impressões digitais no meu coração e nos corações de quem te ama!
“Ludovicense não morre, vira azulejo” – Poeta Luis Bulcão
Ficarei em São Luís entre os dias 20 e 25 de junho. Bóia, se sobrar um espacinho, favor enviar ao Perguntródomo: sugestões de onde ficar e aproveitar da melhor maneira o São João. Obrigado.
Olá, Rodrigo! O bumba-meu-boi acontece no centro histórico. O centro tem um hotel confortável, o Grand São Luís. Mas você pode se hospedar na praia e ir de táxi para a festa. Veja hotéis recomendados na página de links:
http://www.viajenaviagem.com/brasil/sao-luis-ricardo-freire/sao-luis-links-e-posts
Obrigado !!!
Infelizmente, no Grand São Luís não tem mais vagas para o período. Provavelmente ficarei na Portas da Amazônia. A Pousada dos Leões, embora visualmente muito inferior, está com ótimos preços e comentários satisfatórios.
Caro Rodrigo, posso te dar altas dicas sobre como aproveitar melhor a nossa ilha e a nossa festa junina. Eu mesmo participo de um grupo de Bumba meu boi. A festa não ocorre apenas no centro historico..é espalhada pela cidade em vários “arraiais” e sempre tem os maiores e mais bem estruturados, assim como tem os grupos folcloricos (dos mais de 400…) que sao imperdiveis! qualquer coisa, estou à disposição! abs
Olá Rodrigo,
Posso te dar altas dicas de como aproveitar melhor a ilha e o são joão. Eu mesmo participo em um grupo de Bumba meu boi, que não acontece apenas no Centro Histórico; mas também em vários “arraiais” espalhados pela cidade. Sempre tem os maiores e mais organizados e também os melhores grupos folclóricos. Estou à disposição!
Abs
Olá Rafael !
Agradeço pela atenção.
Entretanto, vejo que você está linkado com uma empresa de receptivo turístico, e nem sempre as sugestões estão livres de interesses comerciais.
De qualquer forma, aceito pitacos sobre o que fazer no período em que estarei por aí.
Abraço
Rodrigo, tenho uma empresa de receptivo sim! Idependetemente disso, me coloco à disposição de dar sugestões e dicas. Quando ficar mais proximo do periodo me procure. ABs
Alguem pode falar algo sobre o clima no fim de abril na capital Maranhense? Realmente posso esperar chuvas ou não chega a ser uma regra?
Rodrigo,
Abril é o mês mais chuvoso aqui em São Luís. Chove praticamente todos os dias e, às vezes, o dia todo. A melhor época para vir para cá é a partir de junho/julho.
Valeu Mandy!!! Terei que curtir uma chuva então, Passagens compradas, ehehe
Obrigado e abraço
Olá, Rodrigo! Chove bastante no primeiro semestre. O segundo semestre é seco.
São Luís é uma cidade nordestina e ao mesmo tempo amazônica. Chove quase tanto como Belém no primeiro semestre e tem quase tantos dias de sol como Fortaleza, no segundo semestre. Mesmo assim, nos dias e meses mais chuvosos (abril e maio) o sol sempre aparece e, no segundo semestre, quando menos se espera, pode cair uma chuva para refrescar o calor. Apesar da umidade que é alta, as brisas marinhas amenizam o calor. Por essas razões, eu AMO o clima desta ilha.
Depois das folias madre-divinas ludovicenses, a ilha se entrega agora aos ensaios dos batalhões dos terreiros caboclos enraizados e espalhados ao redor de todo o torrão ilhéu: são os novilhos e boieiros que se entregam de corpo e alma à maior paixão desta Ilha festeira: o BUMBA MEU BOI DO MARANHÃO! Paixão, suor, dança, gozo, fé, religião, alegria, miscigenação….não há nada igual no mundo! Sinto-me muito orgulhoso de fazer parte da familia MIRANTES DA ILHA! EHHH BOI RAPAZIADA!!!
Tenho um filho de dois anos e em julho pretendemos ir até os Lençóis Maranhenses. Será que rola levar criança nessa idade para lá. Dá para caminhar nas dunas com criancinha? Alguém pode me ajudar?
Olá, Carrico! Colocamos sua pergunta no Perguntódromo.
Olha, acho que pra levar uma criança de dois anos não é muito legal. Tem que andar numa jardineira que sacode por meia hora, depois um sobe e desce de dunas, sob o sol. A criança vai ter que ser carregada no colo, vocês ainda vão ter que levar água e tudo o mais necessário (nos lençóis não tem comércio nenhum). Espera o menino crescer um pouco, enquanto isto há um sem número de cidades nordestinas onde ele vai curtir muito mais.
Olá Carrico.
O que Andrea/RJ respondeu é fato. O transporte balança muito e tem que levar água (lembre-se é um deserto cheio de lagoas). Mas já vi um francês levando a sua criança no colo e com uma proteção devido o sol. E vemos muitas crianças maiores de saindo da cidade de Barreirinhas para os Lençóis. E de Santo Amaro até os Lençóis a aventura é mais dura.
Obrigado à Boia,Andrea e José. Quem tiver mais conselhos, experiências, por favor, me relate. E se alguém faz essa empreitada com criancinha e deu certo, por favor, quero saber como foi.
Para saber se um destino é adequado para levar bebês e/ou crianças: mais do que a infraestrutura é necessário conhecer a disposição e o estilo dos pais. No Atacama encontrei um casal de ingleses. Levavam uma criança de 4 anos e um bebê de 2 meses. DOIS meses! Juro, acho que até coloquei uma foto deles lá no meu blog. Eu olhava para eles e pensava, com dó: “Coitados…”. Mas quando eu levei minha filha de 6 meses para Bombinhas teve gente que escreveu lá no blog: “Coitados…” Depende de cada um!
Carrico, definitivamente não é passeio para crianças de menos de 8 anos. Digo isso porque fiquei super assustada com o chacoalhar do veículo que nos leva até os lençóis. É um carro absolutamente aberto, que não tem qualquer proteção lateral e só uma criança maior consegue se segurar nos poucos apoios disponíveis. Algumas pessoas levam crianças, mas isso não diminui em nada o risco. Se uma criança cair, as consequencias podem ser dramáticas. Mais um detalhe: é impossível vc segurar a criança, pois seus braços estarão ocupados tentando segurar seu próprio corpo. Há pessoas que levam assim como há pessoas que cometem diversos atos de irresponsabilidade que resultam em tragédias.
É isso!
Concordo plenamente com a Silvia: eu trabalho com roteiros no Maranhão há um tempo e já vendemos pacotes para familias com crianças dessa idade inclusive. É verdade que os pais de repente podem não aproveitar tanto o passeio por conta dos extras cuidados que deverão ter com os filhotes, mas realmente depende mais da disposição deles e da própria criança! Os passeios menos puxados, e ao mesmo tempo, os mais populares, como a LAGOA AZUL (meia hora a 40 min de toyota e 5/10 min de caminhada) e o RIO PREGUIÇAS de lancha até CABURÉ eu levaria o meu filho de 2 anos se eu tivesse. Inclusive podemos providenciar guarda sóis para para casos especiais como esses. Cuidados como protetor solar, bonés, agua mineral são imprescindíveis; Já SANTO AMARO, LAGOA BONITA, LAGOA VERDE EM ATINS e outros eu não recomendaria para essa idade não. Espero ter contribuido. Abs e venham conhecer e se encantar o Maranhão – o Nordeste Amazônico!
Silvia, Marcela e Rafael: O meu muito obrigado, mais uma vez. Ainda não fechamos a decisão, e todas as opiniões estão sendo de grande valia. A ideia realmente são só as lagoas perto de BARREIRINHAS, e não Santo Amaro e afins mais lontanos. Se alguém ainda tiver palpite, obrigado!
Ah! me esqueci de um detalhe: nas toyotas os idosos e crianças dessa idade tem preferencial e podem ir na parte da frente do veículo, que é coberta, mais seguro e cômodo.Abs
Outra coisa Carrico: para a LAGOA AZUL tem duas saidas diárias: às 9:00h e às 14:00h. A permanência no parque é de aprox. 3 horas. É bem melhor irem à tarde, pois o sol vai abrandando e não é tão quente em comparação ao passeio que sai às 9:00h. E ainda tem um brinde no final: o por do sol dos Lençóis! Abs
NESTE ANO A NOSSA CIDADE-CAPITAL-ILHA ESTÁ COMPLETANDO 400 ANOS! PARA QUEM QUISER APRENDER MAIS SOBRE A NOSSA ILHA AMADA, SEGUE UMA INTRODUÇÃO DIVIDIDA POR TÓPICOS QUE RESUMEM A ALMA LUDOVICENSE:
HISTÓRIA e ATUALIDADE DE SÃO LUÍS
A fundação de São Luís até hoje é discutida. Oficialmente a fundação se deu pelos franceses no dia 08 de setembro 1612 quando as tropas comandadas por Daniel de la Touche, o Senhor La Ravardiere, chegaram à Upaon-Açu – como era chamada a ilha pelo povo Tupinambá ou Maranhanguara que a habitava desde os tempos imemoriais – o que quer dizer Ilha Grande. Os franceses tinham a intenção de fundar em São Luís o inicio do povoamento que seria a “França Equinocial” ou “França Equatorial” e rapidamente se aliaram aos Tupinambá contra os portugueses que – de acordo com o tratado de Tordesilhas, eram donos destas terras, mas que não a tinham ocupado/povoado de forma mais consistente até então. Os gauleses tinham muito interesse em dominar esta região das costas setentrionais do Brasil e da entrada da Amazônia e permaneceram por 3 anos e quase nada deixaram, além do nome São Luís, em homenagem a Luís IX, patrono da França, e ao rei francês da época Luís XIII. Os portugueses logo souberam da ocupação francesa nesta região e enviaram tropas comandadas por Jerônimo de Albuquerque que vieram de Pernambuco para expulsar os franceses da Ilha. A partir daí, os portugueses de fato começaram a colonizar e povoar estas terras até a chegada dos holandeses em 1641, quando invadiram a cidade e permaneceram por 3 anos com a intenção de monopolizar o comércio de cana de açucar, até serem expulsos. Os séculos 18 e 19 foram os mais ricos da história colonial econômica maranhense, com a exploração e exportação do algodão, cana de açucar e arroz, o que tornou a cidade em uma das 3 mais ricas, populosas e prósperas do Brasil, em uma economia sustentada pela escravidão, pelos senhores e nobres das terras e comerciantes burgueses – europeus e nativos desta terra – que foram construindo uma cidade nos moldes das cidades portuguesas, adaptada às características climáticas locais. A influência cultural européia na época era imensa. O fim do século 19 e o alvorecer do século 20 viu uma cidade decadente, que sofreu com a queda da demanda europeia pelos produtos locais (esp. algodão) por cauda da acirrada concorrência do algodão dos Estados Unidos e da cana da açucar do Caribe, além da abolição da escravatura. A industria têxtil foi substituindo aos poucos a produção agricola que fez que a cidade crescesse um pouco mais para além do seu centro. Porém, a industria têxtil foi breve e a cidade entrou novamente em decadência, só voltando a se recupear depois da primeira metade do século 20, por conta principalmente pelos grandes investimentos como a construção da ferrovia de Carajás, os Portos do Itaqui e da Ponta da Madeira, da Vale. Atualmente São Luís é a quarta maior capital do Nordeste com cerca de 1 milhão de habitantes da grande São Luís que abrange também os outros 3 municipios da Grande Ilha: Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa. A economia ludovicense baseia-se na indústria de transformação de alumínio, portos, alimentícia, turismo e nos serviços. São Luís possui o maior PIB do estado, sediando duas universidades públicas (UFMA e UEMA) e vários centros de ensino e faculdades particulares. Segundo o último levantamento de dados do IBGE a cidade de São Luís possui o PIB de R$ 9.340.944.000,00 sendo assim a 29º economia nacional entre os mais de 5.560 municípios brasileiros, e ocupando a 14º posição entre as capitais.
FORMAÇÃO HUMANA DE SÃO LUÍS
De longe a maior riqueza de São Luís, considerada uma das mais mestiças do país, São Luís é a pura expressão da cultura tipicamente brasileira, assentada na miscigenação sanguinea e cultural entre os indios nativos, negros provenientes de várias partes da africa e de europeus, principalmente portugueses. O toque indigena é palpitante nas feições, na culinária, na caboclice, na simplicidade, no apego à terra, nas expressões, na língua (a lingua geral amazônica que foi usada largamente na época colonial e imperial e se originou a partir do tupinambá, nasceu aqui e no Pará – por isso temos tantas expressões, toponímia, nomes de frutas, cidades, acidentes geográficos, flora e fauna derivados do tupi), no folclore, nos mitos e nas lendas. O toque negro é mais do que um toque: é a marca de São Luís, uma das cidades mais africanas do Brasil. Os biotipos, a música, o reggae, os batuques e tambores, as festas sincréticas, o folclore, a culinária (cuxá e outros), o dengo, a alegria,a dança, o cafuné entre outras coisas que herdamos dos africanos. Por sua vez, os portugueses nos deixaram uma cidade ibérica, luso-brasileira,mas também o nosso jeito de falar, os nomes e sobrenomes, toques na culinária, no folclore, na poesia, a latinidade. O ludovicense, mestiço, acostumou-se desde os velhos tempos a receber viajantes de outras partes do mundo, dada à condição portuária e litoranea de sua cidade. Talvez por isso, e pelo clima tropical, seja tão afetivo, acolhedor e hospitaleiro.
ARQUITETURA DE SÃO LUÍS
O casario colonial e imperial da cidade é singular. São Luís tem o maior centro histórico do país e o maior acervo arquitetônico colonial civil de origem portuguesa do mundo. São em torno de 3.500 edificações históricas distribuidas em mais de 220 hectares. A sua homogeneidade – graças pela preservação que teve ironicamente à causa da decadência econômica – impressiona. É uma urbe tipicamente lusitana – ou melhor, lusobrasileira – cujo traçado urbano é originalmente espanhol. A arquitetura colonial portuguesa-pombalina-barroca teve que se adaptar ao clima úmido, chuvoso e quente do inicio do litoral da Amazônia, onde está São Luís, para propiciar mais conforto aos seus residentes e mais resistência às estruturas. Os mirantes ajudam a aumentar a ventilação no interior dos recintos. O azulejo – maior símbolo da nossa arquitetura histórica – é o melhor exemplo disso: antes exclusivamente usado para fins estéticos no interior dos recintos, este pequeno pedaço de arte de origem árabe se “exteriorizou” em São Luís, cobrindo inúmeras fachadas coloniais de sobrados e solares com os seus padrões e cores para refletir os inclementes raios solares dos trópicos refrescando o interior dos mesmos e preservar as fachadas contra as chuvas torrenciais, sem falar do embelezamento do predio e o status que conferiam aos seus proprietários. A partir daqui, a moda pegou e os azulejos de fachada começaram a ser usados no restante da colônia e pela metrópole. O Patrimônio arquitetônico da cidade não se esgota aí: igrejas barrocas e neo-classicas/góticas, fontes, palacetes, praças, pedras de cantaria, ladeiras, becos e escadarias, etc. Uma caminhada no Centro Histórico de São Luís é mais do que admirar a sua bela arquitetura. É conhecer a riqueza, a cultura e a opulência do Brasil colônia e império: por isso é a nossa memória e um museu a céu aberto; Também é conhecer o nosso dia a dia, os nossos costumes, o nosso povo e nossas tradições; por isso também é a nossa cultura popular.
FOLCLORE DE SÃO LUÍS
São Luís é a cidade mais folclórica do Brasil. Entende-se “folclore” não apenas como as danças, musica e os folguedos típicos mas tudo o que faz parte da cultura viva: comeres, beberes e fazeres, artes, lendas, religiosidade popular, narrativas, crenças, etc.É tudo aquilo que faz a identidade e a singularidade de cada povo. O ludovicense é o maranhense mais típico, o que mais cultiva e valoriza as nossas tradições e cultura próprias. Do arroz de cuxá ao Bumba-meu-boi, das lendas ao reggae maranhense, do guaraná Jesus à juçara com camarão, do tambor de crioula ao bloco tradicional, do fofão à poesia, do Tambor de Mina à São josé de Ribamar, do Divino à MPM, do linguajar próprio ao azulejo pintado, da embarcação artesanal ao artesanato etc, está tudo aqui, impresso no nosso DNA – único, rico, singular, 100% maranhense – 100% brasileiro. Não é a toa que tenhamos tantos “cognomes” e apelidos, que dizem respeito não apenas ao nosso folclore, mas também ao nosso povo, à nossa geografia, à nossa história e à nossa cultura, que não poderiam ser resumidos em um só: Cidade dos Azulejos, Ilha do Bumba meu Boi, Ilha do Amor, Upaon Açu, Jamaica Brasileira, Athenas Brasileira, Terra das Palmeiras….Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.
ARTESANATO DE SÃO LUÍS
O artesanato de São Luís é um reflexo do artesanato e das artes maranhenses como um todo. Utensílios e peças do cotidiano do povo simples do interior muitas vezes feitas de matérias primas regionais, as já mundialmente famosas peças de fibra de Buriti da região dos Lençóis Maranhenses, as rendas de bilro de origem cearense, as artes indigenas, dentre outros. Mais ludovicenses ainda são as réplicas em miniatura das embarcações artesanais, do Bumba-meu-boi e dos tambores; das peças decorativas de babaçu; das pinturas em quadros; e os azulejos pintados a mão com paisagens da Ilha.
GEOGRAFIA DE SÃO LUÍS
São Luís é uma cidade e uma ilha geograficamente ímpar e híbrida. As nossas matas, cocais, mangues, praias, dunas e rios são -Amazônia e Litoral – Norte e Nordeste – ao mesmo tempo: retrato fiel das condições geográficas excepcionais do Maranhão como um todo: nem tanto ao Nordeste e nem tanto ao Norte. Na tentativa de traduzir essa condição, sobram tentativas de definição: meio-norte, pré-amazônia, transição, amazônia legal…Essa localização geográfica é determinante na nossa formação enquanto povo, cultura e história; e o que nos afasta – e nos aproxima – dos vizinhos do norte e do nordeste. São Luís é o inicio da Costa Norte Brasileira ou Litoral Amazônico. É a ante-sala da Amazônia, no Nordeste. Por isso mesmo o nosso clima , as nossas praias, marés, fauna e vegetação já tenham caracteristicas que puxam para o norte. Ao mesmo tempo, é capital de um estado nordestino. Ao mesmo tempo, é próxima de climas mais secos, dos sertões do meio-norte, tem tradições de origem sertaneja, dunas e espécies emblemáticas da transição e dos sertões: ex.babaçu e carnaúba. Aqui o cupuaçu e a juçara (açaí) são tão típicos quanto o caju e a siriguela. Enfim, somos o “Nordeste Amazônico”.
LITERATURA DE SÃO LUÍS
A veia lírica e romântica de São Luís faz parte da nossa cultura há muito tempo. Herança portuguesa com certeza, o nosso povo sempre foi afeito às artes literárias e poéticas. Os cognomes “Ilha do Amor” e “Athenas Brasileira” surgiram a partir daí. Grandes poetas românticos e escritores como Gonçalves Dias (que, embora nascido em Caxias, morou a maior parte de sua vida em São Luís), Aluisio de Azevedo, Graça Aranha, dentre outros. É bem difundido que em São Luís fala-se o melhor português do Brasil. Se isso já não é assim tão verdadeiro como antes – ainda mais com a influência da mídia e de migrantes do interior e de outros estados – de fato o ludovicense “da gema” se esmera a falar bem e corretamente o português. Coincidência ou não, mas aqui foi escrita e editada a primeira gramática do Brasil, por Sotero dos Reis.
VIVA SÃO LUÍS! PARABÉNS PELOS SEUS 400 ANOS ILHA DO AMOR!
video SAO LUIS 400 ANOS com legenda em inglês:
http://www.youtube.com/watch?v=ZVIUpbUec7s
Olá! Em junho ficarei 4 dias em São Luis. To querendo ficar hospedado no centro histórico por causa dos festejos de junho. Vou chegar de madrugada na cidade, o centro histórico é seguro? Outra coisa, é pouco tempo mas existe um “bate-volta” para os lençois? conhecer, mesmo que pouco no msm dia? Existem agências que fazem esse passeio de um dia? Obrigado! Angelo.
Olá, Angelo! As recomendações de hospedagem estão na seção “Onde ficar?” desta página — o Comandante fala sobre o centro histórico. Não podemos recomendar bate-volta a Lençóis Maranhenses; o mínimo seriam quatro dias!
Olá ângelo! No centro histórico podes ficar na parte mais turística que êh o bairro chamado “praia grande” também conhecido como o ” reviver” , que, por ser mais movimentado, eh mais seguro. A pousada que te recomendo êh a POrtas da AMazonia. Uma informacao importante: o sao joao na cidade não acontece apenas no centro histórico..ele se espalha pela cidade e êh bom se informar onde sao os arraiais mais badalados. o bate e volta para os LEncois custa em torno de 130 reais mas realmente não êh muito recomendável por ser muito cansativo e não conheces quase nada da região..o ideal êh ficares pelo menos 1 ou 2 noites…qq coisa êh soh perguntar!desculpe pela acentuação pq ainda to aprendendo a usar este tablet um abraço e seja muito bem vindo a nossa ilha!
muito massa me ajudou muito no trabalho.