Bariloche sem neve: bonito de todo jeito

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Vista do Cerro Campanario

Esta é a minha primeira vez em Bariloche. Nunca vim pra cá antes porque não tenho toda essa fascinação por neve, não (já basta a que tenho com praia). E de livre e espontânea vontade nunca viria  na muvucona máster das férias de inverno (OK, talvez um dia tenha que fazer isso pra registrar aqui no site).

De todo modo, há muito tempo tenho lido e ouvido que a região é linda o ano inteiro. E que depois que a neve derrete (ou antes que ela volte) fica mais gostoso curtir a região. Aproveitei esse finzinho de verão patagônico para fazer o tira-teima.

Vista de um ponto panorâmico da av. Bustillo

Chegamos sexta à noite, num vôo bem caro da Aerolíneas (260 dólares desde El Calafate, 1h20 de duração). A sexta-feira tinha tido temperaturas altas (chegou a 22 graus), mas no sábado um vento gelado derrubou a sensação térmica para uns 8, 10 graus. (Minhas Havaianas continuam virgens na mala.)

Só aluguei carro a partir do domingo, então no sábado, ainda sem rodas próprias, resolvi fazer meu segundo city-tour de panoramas da viagem pra ver como era. Nos encaixamos numa saída para o Circuito Chico (chico de "pequeno"; 47 pesos/23 reais), que em três horas percorre a costeira oeste da cidade e leva a três mirantes belíssimos -- um deles, o Cerro Campanario, aonde se chega de teleférico (30 pesos/15 reais).

Subindo para o mirante do Cerro CampanarioO teleférico do Cerro CampanarioO café do cerro Campanario

Nosso guia fez questão de dizer que o mirante lá do Campanario foi eleito pela National Geographic como um dos 17 com as vistas mais bonitas do mundo. Parece uma coisa meio Jericoacoara no Washington Post, mas uma vez lá em cima, não tive como contra-argumentar.

A vista do Campanario, bis

A segunda parada é num mirante à beira da estrada, de onde percebemos perfeitamente por que o hotel Llao Llao está na melhor localização possível nas cercanias barilocheanas.

O Llao Llao (diga: jao jao)

De lá partimos para rodar pela península onde está o Llao Llao e ir até Puerto Pañuelo, de onde saem os passeios lacustres (incluindo o cruce de lagos). Ali se avista o Llao Llao de outro ângulo, mas é só.

O Llao Llao, de outro ângulo

O que tem pra fazer em Bariloche nesta época?

Bem... sem neve, as montanhas ao redor servem basicamente para trekking (tô fora). Os passeios pelo lago -- incluindo pesca esportiva -- continuam valendo (mais até do que no inverno). Num esporádico dia quente, dá pra tomar sol (entrar n'água, só no altíssimo verão, e olhe lá).

Mas o grande atrativo de Bariloche sem esqui está na região em torno, onde lagos, montanhas e bosques se combinam de maneira a criar um cartão postal instantâneo não importa para onde você olhe.

Dá pra fazer esses passeios em tours e voltar para dormir todos os dias em Bariloche, mas o mais bacana é pegar um carro, sair por aí e dormir em hoteizinhos charmosos fora da cidade.

É isso que estamos fazendo desde domingo. Voltamos na quinta a Bariloche só para continuar viagem ao Chile na sexta. Fiquem logados...

411 comentários

Débora SN
Débora SNPermalinkResponder

Olá, teria algum lugar, na América do Sul, onde eu poderia encontrar neve em maio?? Algum lugar legal para lua-de-mel?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Débora! Até pode cair neve prematuramente, mas há nenhuma garantia.

ingrid
ingridPermalinkResponder

Olá, em que mês foi essa viagem?
Em que mês não tem neve lá?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Ingrid! Neve garantida mesmo, só em agosto. É normal, mas não garantido, haver de julho a setembro. Eventualmente a partir de meados de maio, e eventualmente até o começo de outubro. Mas se você quiser ter certeza de pegar neve, vá em agosto.

Veja:
http://www.viajenaviagem.com/quando-ir-bariloche

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