Buenos Aires: 5 dicas para não ser enrolado no táxi

Táxi em Buenos Aires

Como tudo em Buenos Aires, o táxi já foi mais barato – mas ainda assim continua em conta para os padrões paulistanos e cariocas.

Muitos brasileiros se queixam de pequenos golpes — como taxímetro adulterado e troca de cédulas (você dá uma de 100, o taxista diz que era de 10, ou troca na hora por uma cédula de 100 falsa e diz que não pode aceitar).

Vasculhando caixas de comentários na internet você é levado a pensar que todo taxista de Buenos Aires é trambiqueiro e que todo brasileiro vai se dar mal ao pegar um táxi na rua.

Só que não é assim. De minha parte, posso dizer que viajo freqüentemente a Buenos Aires há 10 anos e nunca fui vítima de golpe de notas, taxímetro adulterado ou trajetos alongados (e note: eu nunca indico o trajeto, não sou tão íntimo com a cidade assim).

Siga essas dicas e a possibilidade de ser engambelado vai diminuir drasticamente:

–> 1) Em Ezeiza:

Chegando pelo aeroporto de Ezeiza, saque pesos no caixa eletrônico com o seu cartão do banco (habilitado para saques internacionais e desbloqueado para esta viagem) ou cartão VTM, ou troque reais por pesos no Banco de la Nación (aberto 24 horas por dia, 365 dias por ano). Saia para a calçada do aeroporto e recuse todo espertinho que oferecer táxi: esses são os malandros. Vá direto ao guichê do Táxi Ezeiza, que é tabelado. Em maio de 2012, a tarifa é 198 pesos (cerca de 90 reais) para qualquer área central; se quiser agendar e pré-pagar o retorno, a volta custará mais 160 pesos. Repetindo: o Táxi Ezeiza só aceita pesos. Não aceita cartão. Para ver a tarifa atualizada, clique aqui.

–> 2) No Aeroparque:

Chegando pelo Aeroparque, saque pesos no caixa eletrônico com o seu cartão do banco (habilitado para saques internacionais e desbloqueado para esta viagem) ou cartão VTM. Se o caixa estiver quebrado, troque 100 reais na casa de câmbio (a cotação é ruim, por isso não vale a pena trocar muito). Entre o saguão e a calçada do aeroporto, recuse todos os espertinhos que vierem oferecer táxi: esses são os malandros. Saia pela calçada e atravesse a pista: o ponto de táxi fica na ilha central, no canto esquerdo. Um táxi ao centro deve sair uns 50 pesos (preços de maio de 2012); a Palermo Soho, uns 40 pesos. Com trânsito esse valor aumenta. O taxista pode oferecer ir pela autopista, que é mais rápido, mas tem um pedágio (baratinho). Pode aceitar.

–> 3) Não entre no táxi só com notas de 100.

O ideal é sempre ter notas de 10 e 20 pesos no bolso. São notas que não estão mais disponiveis no caixa eletrônico, então faça compras em quiosques e sorveterias. (No Aeroparque, tome um café antes de pegar o táxi.) Pagando com notas de 10 e 20 não há golpe de troca de cédulas possível.

–> 4) Dê o endereço incluindo as ruas transversais.

Os moradores nunca dão o endereço com a numeração; as ruas são longuíssimas e ninguém sabe o trecho pelo número do prédio. Aproveite o wifi grátis dos hotéis, cafés, restaurantes e sorveterias de Buenos Aires para pesquisar no mapa onde exatamente fica o seu destino, e informe ao taxista usando uma ou duas transversais. “El Salvador entre Malábia e Armênia”, ou “Arenales e Santa Fé” são formatos de endereço que inibirão o taxista malandro.

–> 5) À noite, peça para o restaurante chamar um radiotáxi.

Custa a mesma coisa que os táxis de rua e você não fica à mercê do que passar.

Leia mais:

Primeira viagem a Buenos Aires: roteiro dia a dia

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181 comentários para “Buenos Aires: 5 dicas para não ser enrolado no táxi”

  1. Cheguei a pouco de Buenos Aires. Como estava com minha mãe, programei tranfer na GG Viajes. Eles estavam lá esperando com placa de identificação e tudo correu muito bem. O transfer in/out de Ezeiza/Hotel/Ezeiza saiu 62 dolares. Outros que achei saiam 60 dolares cada trecho!!!
    Mas se você quiser pegar taxi assim que sai do check out, antes de adentrar o salão do aeroporto, já tem gente oferecendo o taxi. Tem também um serviço de micro ônibus do Aeroporto para o Centro que custa uns 30 pesos.
    Quando havia necessidade de taxi de rua só chamava os que tivessem identificado Radiu TAxi na porta pois qualquer coisa se reclama na Central. Sempre que pagava com pesos contava as notas devagar e pedia para o taxista conferir também. Mesma coisa no troco.
    Os preços em alguns casos são mais baratos que o Brasil, inclusive a comida.

  2. Cheguei de buenos aires em 23 de junho de 2014.
    Destaco: Câmbio paralelo na Florida: 4,75.
    Taxista: cuidado com aqueles que ficam parados na frente de restaurantes, especialmente no LA CABRERA, pegamos um picareta no retorno para o hotel, que rodou bastante conosco, e ao final, aplicou em um colega o golpe da nota falsa. Parece que isso é muito comum mesmo. Tratas-se de um senhor gordo, de aparente 50 anos.

  3. Alguém sabe se os aplicativos de taxi funcionam bem em Buenos Aires ?

    1. Olá, Caroline! Não testamos, mas depois conta pra gente! :D

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