Bariloche

A neve é nossa

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Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Bariloche é um pedacinho da Suíça que foi parar na Argentina – e entende português. É no alto de seus morros (cerros, em castelhano) que realizamos o sonho da neve própria. No inverno, só dá a gente: a cidade vira Brasiloche. É um ótimo lugar para aprender a esquiar – mas é sobretudo o destino mais adequado para quem não esquia e quer apenas se divertir com a neve. Esquibunda, tubing, trenó motorizado: Bariloche não discrimina quem não está a fim de se equilibrar sobre um par de esquis ou uma prancha de snowboard.

A cidade é fofa, e os arredores, belíssimos – paisagens alpinas, com lagos azuis entre montanhas cobertas de neve no meio do ano, mas verdíssimas entre a primavera e o outono. Sim, Bariloche é linda até sem neve: o ano inteiro, a subida ao Cerro Campanário e a travessia de qualquer um de seus lagos renderá fotos deslumbrantes. Ao voltar dos passeios, as lojinhas de chocolate da calle Mitre sempre estarão à sua espera.

As belezas da região não se restringem a Bariloche. A 80 km, do outro lado do lago Nahuel Huapi (e já na província de Neuquén), Villa La Angostura atrai quem procura sossego e rusticidade. Sua estação de esqui, Cerro Bayo, é tida como uma estação-butique (um adjetivo que também cabe em um punhado de seus hotéis). Fora da temporada de neve, Villa La Angostura é o ponto de partida da Rota dos 7 Lagos, uma estrada de cascalho que funciona da primavera ao outono e leva a outro vilarejo encantador da região, San Martín de los Andes, à beira do lago Lácar. A estação de esqui de San Martín chega a ser mais conhecida do que a cidade: é a famosa Chapelco.

O Chile está pertíssimo. É fácil combinar Bariloche e Villa La Angostura com os lagos andinos chilenos (Puerto Varas, Puerto Montt, Osorno e região). E San Martín de los Andes faz uma ótima dobradinha com Pucón........

119 comentários

Wilza
WilzaPermalinkResponder

Estive em Bariloche no verão, estava frio também, pela manhã zero grau, mas sem neve ou nevascas que interrompessem os caminhos e fechassem os teleféricos, alugamos um carro e fomos a todos os lugares por conta própria, inclusive ficamos uns dias em San Matin de los Andes, fomos pela Ruta dos Sete Lagos e voltamos pelo Vale Encantado. Foi tudo ótimo. Para quem for no verão: "Não esqueçam que vocês estão indo para a Patagônia.....levem agasalhos."

Regina
ReginaPermalinkResponder

Olá, perdi meu RG, por isso gostaria de saber se som a Carteira de Habilitação é possível ir a Buenos Aires ou Bariloche?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Regina! Infelizmente, não.

Antonio Prates

Olá ! Gostaria de saber sobre Casas de Câmbio em Bariloche. Como minha conexão será no AEP durante a madrugada, creio que não conseguirei fazer o câmbio, e li em seus comentários que não está valendo a pena também. Onde você me indica fazer o câmbio?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Antonio! Leve dólares, que valem a pena trocar no Aeroparque (o Banco Nación funciona a noite inteira), ou cartão de crédito.

Leia:
http://www.viajenaviagem.com/2016/07/cartao-de-credito-em-viagem

EDIMILSON AVILA

Parabéns, Ricardo!
Boas dicas para Bariloche. Tudo muito correto. Ajudou muito.
Grande Abraço

Cleide
CleidePermalinkResponder

Gostaria de saber se posso trocar os dólares que tenho no cartão Trevel nos bancos na Argentina
BUENOS AIRES.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Cleide! Você pode fazer saques em pesos com esse seu cartão em qualquer caixa automático. Pode usar para fazer gastos em pesos diretamente nos estabelecimentos. O cartão faz a conversão automaticamente.

Você só pode resgatar dólares físicos se estiver num país onde o dólar seja a moeda corrente ou onde haja saque em dólar em caixa automático.

Adriana Ferreira Cunha

Olá, estou indo para bariloche em lua de mel. Estou com várias dúvidas... Uma é com relação ao dinheiro... li em alguns fóruns que pode levar real mesmo que lá é fácil trocar outros falam de levar dólar.
Eu troco aqui no Brasil ou faço lá mesmo a troca?
Estou bem perdida..rs

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Adriana! Se levar reais, troque em Buenos Aires, numa das agências do Banco Nación em qualquer um dos dois aeroportos. Se não tiver tempo para isso, leve dólares ou cartão de crédito para Bariloche.

Bruno Freitas
Bruno FreitasPermalinkResponder

Olá, Não sei se posso postar isso aqui, mas se possível, acho que tenho boas informações para os viajantes.

Viajamos à Bariloche em Lua de Mel, eu e Breça (minha linda esposa) logo após nossa festa de casamento que acabou lá pelas 2h da madrugada e as 6h já estávamos de pé em direção ao aeroporto!
No Brasil, tudo bem, fora a funcionária dá polícia federal que me informou que eu poderia ter problemas na Argentina devido o meu RG ser antigo, com data de emissão em 1999. Como eu já havia me informado antes e meu RG está em bom estado de conservação, não me preocupei.
Embarcamos normalmente, e chegamos normalmente em Buenos Aires, inclusive na imigração, não tive nenhum problema com meu RG. Mas aí começou nossa aventura.
Logo ao sair do avião perguntei a uma comissária da Aerolíneas se devíamos pegar nossas bagagens em alguma esteira ou se a própria empresa faria a troca das bagagens de aeronave, visto que era uma conexão da própria empresa. Ela me disse para olharmos no bilhete. Obviamente não tem nenhuma informação desse tipo no bilhete.
Perguntei então a um outro comissário do nosso vôo q estava no duty free, ele me disse para não ficar preocupado q a empresa faria a troca. Nesse momento, um cidadão argentino q estava por perto e ouviu minha pergunta me disse para ficar atento quanto a isso (pelo menos foi o q entendi, e agradeci rs)
Chegando próximo às esteiras e me direcionando a fila da Alfandega, o funcionário me disse que eu precisava pegar as minhas malas. Expliquei que o funcionário da Aerolíneas me disse que não era necessário, mas ele insistiu.
A funcionária do setor de bagagens extraviadas, me explicou que é necessário passar a mala pela Alfandega, e que se eu não pegasse, as malas não chegariam no destino.
Por fim, peguei as malas, super preocupado com o horário do outro voo, mas enfim, deu tudo certo.

Assim que chegamos fui direto pegar um Remisse, pois já havia lido ser mais barato que taxi. Preço tabelado $ 280 (pesos argentinos).

Ficamos num apartamento mobiliado e equipado no Bariloche Habitat. Muito bom por sinal; Muito quentinho e aconchegante. Super indico.
Ponto fraco apenas pq no banheiro não tem porta no box O.o ... já tinha lido isso nos sites de avaliação no local. Bem, não sobressai sobre os pontos fortes do local.
Ponto forte: Como disse super aconchegante, muito bem localizado, Dá pra fazer tudo a pé! Tem uma farmácia ao lado, de uma Brasileira - Dna Maria Lúcia - muito receptiva. Em frente tem uma central de Remisses, bem próximo tem uma agencia de turismo (onde conseguimos bom desconto pagando em dinheiro), é perto do Cassino, chocolateria Del Turista, e alguns bons restaurantes.

Restaurantes que fomos (destacando apenas alguns)

La Parrilla de Tony - Comida boa, mas nos enrolaram no troco. Paguei em dolar, recebi o troco em peso e me enrolei na hora de fazer a conversão. No outro dia cheguei a conclusão que me pagaram a menos.

La Marmite: Espetacular fondue de queijo, com bacon, cebolinhas em conserva e batatas. Fomos atendidos pelo Gaspar, garçom muito simpático, atencioso, e receptivo. Um privilégio!
Lugar muito aconchegante, muito bonito!

Família Weiss: Outro lugar super gostoso para jantar! De entrada vieram pãesinhos caseiros, com manteiga e patê de salame. Nem dá vontade de pedir outra coisa.

El Boliche "de Alberto": Provavelmente o mais famoso de Bariloche. Para nós foi apenas bom rs, nem ruim, nem tão maravilhoso assim.

Del Turista: Tomamos café no nosso ultimo dia na loja da Mitre. Maravilhoso e muito lindo lá dentro!

Finnegan: Almoçamos lá quando fomos a Villa La Angostura. Mudamos nossa opinião sobre trutas, que achávamos sem graça. A de lá é muito gostosa e suculenta. Bebi chopp artesanal dos bons! Ponto para os funcionários, que me pareciam ser donos. Atendem com vontade e rapidez, muito legal!

Pampa Linda: No caminho do Cerro Tronador paramos para almoçar. Comida mais fraquinha q comemos em todos os dias lá. Milanesa fria, purê de batatas era batata amassada, só com um sal de leve.

Passeios:

Tiramos o primeiro e ultimo dia para conhecer a cidade e fazer comprinhas - Destaque o preço de chocolates é muito bom! Roupas é igual ao do Brasil. Nos mercados os preços são mais elevados.
Dá pra usar Real e Dollar em muitos estabelecimentos a um cambio de 4,80 / 5 Pesos por Real, 15 / 16 Pesos por Dollar. Isso direto nas lojas! Paga em Real/Dollar, recebe troco em Pesos, moleza. Cartão tb é muito aceito.
Meu conselho é ir com Real e trocar lá. Troquei aqui a uma taxa de 4,25 Pesos por Real, e lá a taxa é essa mesma que informei acima.

Cerro Otto: Na praça perto do Centro Cívico vc compra o ticket para o teleférico. Custa $ 350 (pesos) Aceitam Real e Dollar. Depois vc pega um ônibus gratuito que passa na ida a cada 30 minutos (10 - 10:30 ..), e volta a cada hora (11:15 ...)
Lugar incrível, tiramos muitas fotos, da pra fazer um trilha muito legal!
Lá está a fomosa confeitaria giratória, que GIRA MESMO, é impressionante a vista lá de dentro.
Vale MUITO a pena ir lá! Muito mesmooooo

Cerro Tronador: Fizemos com uma agencia de turismo (Escenario Sur). Fomos muito bem atendidos pelo Santiago na hora de fechar o passeio. Tivemos desconto pagando em dinheiro e nosso guia foi muiiiito simpático, segundo ele fala portunhol avançado. Tirou também ótimas fotos da gente.

Circuito Chico: Fizemos com outra agencia de turismo (Essa que é próxima do Habitat, mas esqueci o nome =/) Também fomos muito bem atendidos, com outro Guia muiito atencioso, que se preocupou o tempo todo se estávamos entendendo as explicações, etc.

Villa la Angostura: Que lugar fantástico! Se resume a uma rua de lojas e restaurantes muito bonitos. Construções de madeira, estilo Suíça, muitas flores de todos os tipos. Não deixem de conhecer. É muito linda!

PS: fomos até o terminal rodoviário para comprar as passagens um dia antes, a pé achando que era perto =/ ... não é perto, e já é fora da cidade, passa por lugares desertos, ou seja não aconselho. No centro passam vários ônibus que vão pra lá. O 20 e 21 com certeza. Masssss no ultimo dia vimos que tem uma loja da Via Bariloche na Mitre, então nem precisa ir no terminal rodoviário.
Tentamos comprar no site antes de ir no terminal, mas dizia q não tinham passagens disponíveis, e tinha sim.

Pra pegar ônibus tem comprar um cartão que se chama SUBE e carrega-lo com a quantidade de passagens que vc precisa. Tudo isso se faz num Kiosco. Pagamos $ 35 (pesos) mas vi Kioscos vendendo por $ 25 depois =/. Cada passagem custa $ 12,50.

Compramos chip da Movistar para termos internet. O chip custou $ 40 (pesos) também num Kiosco. A navegação custa $ 8,00 por dia, para navegar 50Mb.
Minha dica, procurem sobre promoções, pois depois q comprei Movistar, descobri que a Personal estava com o mesmo pacote de 50Mb/$8 mas com trafego de Whatsapp livre, ou seja, usar whatsapp sem gastar dos 50Mb. Colocamos $ 80,00 em cada celular e deu certinho para os 7 dias q ficamos.

Ainda sobre internet, tem Wi-Fi livre nos aeroportos, e em Bariloche todas as lojas tem Wi-Fi (só não tinha no restaurante Família Weiss) e funciona!

Quando voltamos fizemos conexão em BsAs, dessa vez a atendente da Aerolíneas de Bariloche perguntou se queríamos pegar nossas bagagens só em SP. Assim foi feito, sem problemas.
Como ficaríamos a madrugada inteira em BsAs, fomos para Plaza Serrano de Remisse - Do Aeroparque até lá são 8Km e nos cobraram $ 350 (R$ 65,00) paguei em Real mesmo, pois já havia acabado com meus Pesos.
O motorista nos alertou sobre ser perigoso, mas paramos logo num bar chamado Club Serrano, onde fomos bem atendidos, e comemos uma maravilhosa costela de porco com BBQ, que dá de 10 a 0 no Outback.
saindo de lá, pegamos um Uber de volta para o Aeroparque, a $ 103,00 (mais ou menos R$ 20,00).

No fim deu tudo certo! A viagem a Bariloche no outono, sem neve, vale muito a pena, rende fotos incríveis, vistas magníficas e muitas belíssimas memórias!

Espero ter ajudado!

Marcela Garcia

Olá, queria ver se podem me ajudar. Minha vó sonha em conhecer a neve, pela matéria acredito que Bariloche seja a melhor opção, pois tem mais coisas pra fazer além de esquiar.
Mas ela não anda de teleférico e afins de jeito nenhum (não subiu nem no Pão de Açúcar no RJ). Queria saber se tem alguma forma de levá-la na montanha para pisar na neve em Bariloche chegando de carro, sem necessidade de subir nesses meios de elevação. Agradeço se puderem tirar essa dúvida.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Marcela! Sim, dá para chegar de carro à base do Cerro Catedral. Todos os outros passeios dependem de meios de elevação.

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