Salvador

Avisa lá que eu vou

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Salvador é a cidade mais exótica que você pode conhecer sem sair do país. É um lugar onde os outros brasileiros se sentem um pouco estrangeiros – ao mesmo tempo em que descobrem o Brasil mais essencial.

Qualquer atividade corriqueira – ir à praia, comer, participar de uma festa – pode requerer um mergulho cultural. Mas por outro lado, muita coisa vai lhe parecer familiar: Salvador é a cidade fora do eixo Rio-São Paulo que mais influencia a cultura de massa brasileira.

A capital baiana também é a porta de entrada para um verdadeiro corredor de resorts no litoral norte – de Itapuã à Costa do Sauípe, passando por Praia do Forte e Imbassaí. Atravessando a Baía de Todos os Santos chega-se a Itaparica e, seguindo para o sul, a um dos trechos mais bonitos do litoral brasileiro: a Costa do Dendê, onde estão Morro de São Paulo, Boipeba e Barra Grande.

Quando ir

Salvador entra no auge com o início das festas de largo. As primeiras são Santa Bárbara (Iansã), dia 4 de dezembro, e Nossa Senhora da Conceição da Praia (Oxum), dia 8 de dezembro. A Lavagem do Senhor do Bonfim ocorre na segunda 5a. feira depois do Dia de Reis; e a procissão de Iemanjá, dia 2 de fevereiro. O Carnaval nada mais é que a apoteose da temporada de festas. Depois dele, Salvador descansa.

Para aproveitar a energia de Salvador sem a bagunça (nem os preços) do Carnaval, vá em janeiro, quando tudo acontece e as diárias são relativamente camaradas. (E a propósito: o Réveillon em Salvador é uma pechincha, quando comparado aos resorts das praias do litoral norte.)

O inverno (abril/julho) é chuvoso, mas o litoral norte, mais árido, pode ter um tempo um pouco mais estável do que na cidade.

Em agosto acontece uma das mais lindas celebrações no interior: a Festa de Nossa Senhora da Boa Morte, em Cachoeira, repleta de tradições sincréticas afro-baianas.

Como chegar

Salvador é ligada por vôos diretos a São Paulo (Congonhas e Cumbica), Rio, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Aracaju, Maceió, Fortaleza, Natal e Campinas. Do exterior, recebe vôos regulares de Lisboa, Madri, Frankfurt, Miami e Santiago.

O aeroporto está a 30 km da região central. O táxi especial é tabelado e custa o mesmo em qualquer dia. O táxi comum vai pela bandeira 2 dia e noite (com trânsito, pode sair mais caro do que o especial). Leia mais aqui.

Do aeroporto saem vôos regulares em teco-teco para Morro de São Paulo e fretados para Boipeba e Barra Grande.

Do terminal marítimo nos fundos do Mercado Modelo saem catamarãs e lanchas para Morro de São Paulo. Para Boipeba, o melhor é pegar o ferry-boat a Itaparica e seguir de ônibus a Valença, de onde você segue de lancha. Leia mais aqui.

Onde ficar

Os hotéis do Rio Vermelho têm a vantagem de estar colados a uma zona boêmia animada, perto das atrações centrais e já a caminho das paias do norte. Por ali, considere o ultracharmoso Zank by Toque, os confortáveis Pestana Lodge, Mercure Rio Vermelho e Pestana Bahia, os funcionais Golden Tulip e Ibis Rio Vermelho, e o alternativo-cult Catharina Paraguaçu.

A Barra tem hotéis com boa relação custo x benefício. Quem se hospeda no Grande Hotel da Barra ou no Sol Barra estão em frente à melhor praia da cidade, o Porto da Barra. Na região do shopping Barra, fique com o correto Monte Pascoal ou o minimalista-basicão-econômico Barra Mar.

No alto da Ladeira da Barra, o Corredor da Vitória liga a Barra ao Campo Grande e ao Pelô. Os destaques da área são a pousada-boutique Casa da Vitória e o recém-renovado Sheraton da Bahia.

O Pelourinho, o Carmo e Santo Antônio são as regiões preferidas pelos estrangeiros. Muito próximo do Elevador Lacerda, o Bahia Café oferece um pouso conveniente e a bom preço para quer pegar o catamarã para Morro de São Paulo na manhã seguinte. O hotel mais chique do Pelô é o Villa Bahia, no Terreiro de Jesus. A Casa do Amarelindo também é bastante confortável e tem atendimento elogiadíssimo. Para pegar leve no bolso, pense no Solar das Artes, que está no meio da (melhor) muvuca.

Para lá da Ladeira do Carmo, o Pestana Convento do Carmo é um dos mais elegantes e carismáticos do Brasil. A outra opção de luxo é o encantador Aram Yami, de apenas cinco quartos. A Pousada des Arts é uma boa opção para gastar pouco.

Nas praias do norte, o Villa da Praia é o um hotel de médio porte pé na areia em Stella Maris, com uma piscina gostosa e perto do meu bar de praia preferido, o Bora Bora. No gênero resort, escolha entre o Catussaba e o Gran Hotel Stella Maris. Fora da cidade, 6 km adiante do aeroporto, o Bahia Plaza deixa você dentro do exclusivíssimo condomínio de Busca-Vida, que tem uma praia virtualmente indevassável por forasteiros.

O que fazer

O melhor dia para ir ao Pelourinho é a terça-feira, mais conhecida como Terça da Bênção. Chegue à tarde e fique para a missa afro na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, às 18h, e o show de Gerônimo, que sempre canta “É d’Oxum”, na Escadaria do Paço. Já o dia para ir ao Bonfim – de branco, claro – é a sexta-feira. Dá para ir com o Salvador Bus (que estica até a Sorveteria da Ribeira).

No front cultural, assista ao belíssimo espetáculo do Balé Folclórico da Bahia no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho. Ao entardecer de sábado, a Jam no MAM tem boa música e gente interessante. Consulte a programação dos jornais para ver peças e shows.

Leia sobre as praias urbanas e do litoral norte aqui.

O pôr do sol no mar é um espetáculo que pode ser visto de vários camarotes. Os mais populares são o Farol da Barra e a praia do Porto da Barra. O mais distante, a Ponta de Humaitá, pros lados do Bonfim (vá ao Bonfim, almoce tarde num dos restaurantes da Pedra Furada, tome um sorvete na Sorveteria da Ribeira, termine na Ponta de Humaitá para ver o sol se pôr). Querendo uma bebidinha e serviço de garçom, pense no Acqua Café (Bahia Marina), no café da Aliança Francesa (Ladeira da Barra), no restaurante Al Carmo (no Carmo) ou no bistrô Pedra da Sereia, no comecinho do Rio Vermelho (voltado para Ondina).

E numa noite de quinta ou sexta, vá até a Mouraria para comer lambreta -- o delicioso molusco que parece só viver na Bahia -- num dos bares com mesas no meio da rua.

Salvador no Viaje na Viagem

5 comentários

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Leila
LeilaPermalinkResponder

Adorei suas dicas. Como faço p ir p Ilha da Maré, estarei em Itapuã. Obrigada, bj.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Leila! Há passeios de escuna que vão à ilha de Maré; no seu hotel você encontrará contatos. Não há transporte regular de passageiros entre Salvador e a ilha de Maré. É preciso ir de ônibus até São Tomé de Paripe, a 50 km de Salvador, de onde saem barcos para a ilha.

Dalmo Sales
Dalmo SalesPermalinkResponder

Salvador é uma cidade maravilhosa e com outras maravilhosas cidades ao seu redor.

Para saber onde ir, o que fazer e outras dicas em nossa cidade, visite o Vitrine Baiana!

www.vitrinebaiana.com.br

Posto e Restaurante Cedralat

No http://restaurantecedralat.com.br/ abastecer o carro, fazer uma troca de óleo e almoçar, tudo ao mesmo tempo. No km 425 da Washington Luís (SP 310), apenas a 5 minutos da rodovia fiz ótima parada e até vi alguns caminhoneiros tirando um cochilo, na tranqüilidade do lugar, para continuar sua viagem com mais segurança. Antes que seja tarde, pare no Posto e Restaurante Cedralat!

Rafaela
RafaelaPermalinkResponder

Sobre os hotéis, acrescento a sugestão do Bahia Othon Palace, em Ondina! A localização foi ideal, as corridas de táxi saíram baratas e havia uma parada de ônibus bem na frente. Os quartos, com bonita decoração, tem uma vista deslumbrante do mar! O café da manhã é show, servido em um restaurante com vista para o mar também. Fiquei hospedada agora no final de agosto e gostei tanto que já contei no meu blog. haha grin