Paris

Nasci para flanar | Ricardo Freire

A receita é clássica, não fui eu que inventei. Para aproveitar Paris ao máximo, basta pôr em ação o mais parisiense dos verbos: flâner. Flanar. Caminhar ao acaso. Dominar a arte de observar com discrição.

No caminho é impossível não topar com cartões-postais – que ficam ainda mais inesquecíveis quando aparecem assim, do nada, sem avisar. Mas veja bem: Paris não está apenas nas visões grandiosas. Está nos mercadinhos, nos cafés fuleiros, e sobretudo na incrível noção de elegância que todos parecem compartilhar.

E quanto à famosa rispidez dos parisienses – responda “Bonjour, Madame” ou “Bonjour, Monsieur” a cada bom-dia que receber nas lojas e restaurantes, e você vai ver como a sua percepção vai mudar.



Quando ir Como chegar Onde ficar? Daqui pra onde?
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Não existe época imprópria para visitar Paris. Mas tampouco — pelo menos do ponto de vista meteorológico — existe uma época perfeita.

Os céus de Paris costumam estar mais cinzentos do que ensolarados, e é difícil escapar de alguma chuva, não importa quando você vá. Nevar é raro (quando acontece, é mais para o finzinho de janeiro ou em fevereiro).

Agosto é o mês em que parece haver mais turistas — mas é porque muitos parisienses tiram férias e saem da cidade. Alguns restaurantes e lojas voltados para os moradores podem dar férias coletivas, mas a Paris dos turistas continua funcionando.

A Air France e a TAM voam direto de São Paulo e do Rio.

A TAP liga São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza a Paris com uma conexão em Lisboa. Todas as outras cias. aéreas que levam para a Europa também chegam a Paris, saindo de São Paulo e/ou do Rio, com uma conexão.

Se você já estiver na Europa, venha de trem de Londres (2h20), Amsterdã (3h20), Colônia (3h15) ou da Suíça (3h30 de Genebra, 4h30 de Zurique).

Vindo de Portugal, da Espanha, da Itália ou de qualquer outro país, prefira o avião.

Paris é dividida em 20 bairros numerados, ou arrondissements (diga: arrondiss’mã) organizados em espiral a partir do coração da cidade, onde estão a estação Châtelet (a mais movimentada) e o Louvre.

Quanto mais baixo o número do arrondissement, mais central é a sua localização (e mais fácil fica para você se locomover). Tente ficar entre os arrondissements 1 e 6 (Châtelet/Louvre, Bourse, Marais, île St.-Louis, Quartier Latin, Sorbonne, St.-Germain), e você chegará mais rápido a qualquer canto da cidade.

Evite barbadas em fim de linha de metrô; a dica é não se hospedar perto das “Portes”, que são os limites de Paris.

Se for a sua primeira vez em Paris, não fique menos do que cinco dias inteiros. Menos que isso, só vai dar para ver a Paris que você já ‘conhecia’ antes de sair de casa.

Para quem fica mais tempo, dá para escolher um bate-volta de trem — como a Reims (45 min.), Chantilly (1h), Chartres (1h), Troyes (1h30), Nancy (1h30) ou Strasbourg (2h30). Bruxelas (1h25) e/ou Bruges (2h30), também podem ser encaixadas como pit stops no caminho a Amsterdã.

Se for para o Vale do Loire (2h de carro), fique ao menos duas noites. O Mont St.-Michel (3h30 entre trem e ônibus) também fica bem melhor com pernoite.

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1.584 comentários para “Paris”

  1. olá Bóia,
    Estou com passagens compradas para o
    dia 19/02 para Paris, mas estou com medo das notícias climáticas e estou quase remarcando a viagem…Será que tem possibilidade de fechar aeroporto e trens pararem de funcionar por causa do frio??E se chover, atrapalha muito o passeio??
    Obrigada

    1. Olá, Alessandra! A situação está mais complicada em outros pontos mais ao leste da Europa, como Croácia e Polônia. Se for ficar só por Paris, não precisa se preocupar — só espere bastante frio.

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