Roteiro de viagem: a importância da decupagem

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

hamburgo

Nas duas décadas em que trabalhei em publicidade, tive a chance de criar centenas de comerciais que foram ao ar. Na rotina de produção de um comercial, o momento crucial era o da decupagem, quando o diretor mostrava cena por cena como o roteiro seria realizado. Nesse momento, muito do que a gente tinha criado (e aprovado com o anunciante!) poderia se revelar impossível de produzir. É quando a gente ouvia coisas como: "O texto tá estourando o tempo!" Ou: "Este plano demora o dobro do que vocês estão imaginando!".  Um dos diretores com quem mais trabalhei, o Andrés Bukowinski (descobridor do Garoto Bombril), dizia que um comercial de 30 segundos, para ser fluido, não poderia ter mais do que 17 segundos de locução ou diálogo.

Com roteiros de viagem acontece a mesma coisa. O papel aceita tudo, e a gente tem a tendência de entuchar muito mais coisas (passeios, escalas, atrações, compromissos) do que cabe de maneira aproveitável no tempo que temos disponível. Com os anos de estrada a gente vai aprendendo a ser mais realista, mas até hoje eu me pego planejando mais movimentos do que dá para executar. (Eu pelo menos tenho a desculpa de que estou tentando apurar o máximo de conteúdo para o site; mas no seu caso são férias, que não deveriam ser desperdiçadas com perrengues.)

Por isso é útil trazer para o seu roteiro de viagem o método da decupagem. Imagine seu dia como um filme (é um loooongo documentário!) e passe cena por cena -- sobretudo aquelas chatas, que a gente costuma omitir no planejamento, mas que são indispensáveis para a produção do roteiro.

Val d'Orcia

Val d'Orcia

Por exemplo. Esses dias um leitor, entusiasmado com o roteiro de carro pelo belíssimo Val d'Orcia, na Toscana (um passeio que o post recomenda fazer a partir de Siena), perguntou se não era possível fazer a partir de Roma, alugando um carro para o dia. Aparentemente, dá: Montepulciano, do ladinho do vale, está a 180 km de Roma. O Google Maps calcula em 2 horas de viagem com trânsito bom para sair de Roma.

Mas é preciso fazer a decupagem das cenas que o Google Maps não leva em consideração nesse cálculo. A saber: nesse dia você precisa (1) acordar, (2) tomar café, (3) tomar banho e ir ao banheiro, (4) sair do hotel e ir até a locadora, (5) pegar o carro. Dificilmente você estará com o carro na mão antes das 9h. (Quando fui pegar um carro na Gare du Nord, em Paris, para ir ao Vale do Loire, perdi 45 minutos só no edifício-garagem procurando um carro da Europcar que tinha sido colocado fora da vaga. Pensei que sairia de Paris às 8h30, mas só peguei o anel viário às 10h30.) O mais realista é imaginar que você só chegaria ao primeiro destino do roteiro lá pelas 11h30. É muito trampo para pouco tempo líquido aproveitando. E ao fim do passeio, os 180 km de volta vão ser as duas horas mais intermináveis da viagem, porque você estará cansado, sonhando com um banho. (Já quando você faz um bate-volta de trem, pode usar o tempo de volta para descansar e recuperar as forças, sem a tensão de estar na estrada e não errar as saídas.)

Claro que também dá para alugar o carro na véspera. Mas isso ocasiona outros perrengues: sacrificar duas horas do seu dia de turistagem para ir à locadora, pegar o carro, enfrentar o trânsito de Roma e achar um estacionamento. No dia seguinte, isso significará também um horário-limite para voltar do passeio sem pagar horas extras, que costumam ser caras.

Enfim, uma idéia que parece ser ótima (oba, vou alugar um carro pra passar o dia zanzando por um lugar a duas horas daqui) acaba se revelando um programa extra-puxado.

Vamos decupar outras idéias que ocorrem a inúmeros viajantes:

Pegar trem noturno

Trem noturno na AlemanhaTrem noturno na AlemanhaTrem noturno na Alemanha

A priori, a idéia é perfeita. Você economiza uma noite de hotel e chega cedo na cidade seguinte para aproveitar mais o dia. A decupagem do roteiro, porém, mostra seus problemas.

Você vai desocupar o quarto do hotel ao meio-dia (vai deixar as malas no hotel ou num guarda-volumes da estação de trem). Precisa escolher uma roupa que sirva para passar o resto do dia na cidade, dormir no trem e passar a manhã na cidade seguinte.

Daí, depois de cumprir seu programa de visitas da tarde e jantar, você chega a estação e precisa embarcar sem banho. Na hora de dormir você percebe que não é tão fácil assim: o trem chacoalha, faz algum barulho, e você não consegue parar de pensar na sua mala, que ficou acomodada no seu compartimento na entrada do vagão, à vista de quem passar.

Quando chega supercedo à próxima cidade, tudo o que você quer é subir ao quarto e tomar um banho. Mas nada garante que o seu quarto esteja disponível. Na pior das hipóteses, você só poderá subir às duas da tarde. Vai ter que ficar até lá com a roupa do dia anterior (será que o tempo estará o mesmo?) ou abrir a mala e trocar num banheiro, sem ter tomado banho. Ao sair para a rua, você vai perceber que a cidade ainda não acordou direito, e que a maioria dos lugares que você quer visitar só abre às 10h. Às duas da tarde, quando em condições normais você estaria cheio de energia turistando, você estará no hotel, desperdiçando um horário nobre para tomar banho (e provavelmente não resistindo a uma sonequinha).

Continua achando que é uma boa?

Fazer conexão entre avião e trem

San Marco

Veneza

Chegar de avião na Europa e seguir de trem para um destino próximo parece uma idéia redondíssima -- afinal, o trem é o meio de locomoção europeu por excelência.

Decupando, porém, a gente acha os senões. O primeiro deles é que os trens rápidos têm lugar marcado. Você precisa necessariamente ter uma reserva para um horário específico. E daí vem a questão: que horário marcar?

Se você marca o term com um intervalo razoável (digamos, 2h30 a 3h depois do desembarque), o filme do seu deslocamento vai ser estressante. Dias antes de voar você já vai começar a se preocupar com o atraso do vôo. Mesmo que o vôo não atrase, a chegada vai ser tensa. Essa fila da imigração que não anda! Meu Deus, minha bagagem não chega. Qualquer errinho para pegar o transporte entre o aeroporto e a cidade pode significar perder o trem.

E se você marca o trem com um intervalo seguro (digamos, 6h depois do desembarque), o filme do seu deslocamento pode ser tedioso. Se tudo der certo e não houver nenhum contratempo, você vai ganhar um belo chá de banco na estação ferroviária. Vindo de uma longa viagem de avião, a experiência pode ser torturante.

O que fazer, então? Você tem duas alternativas. Se o lugar para onde você ia de trem tiver aeroporto, você deve comprar a passagem aérea até esse destino. Esse costuma ser o caso de Veneza (compre passagem a Veneza, em vez de comprar até Milão e já ir para estação ferroviária), Barcelona (pra que chegar por Madri se você não vai ficar na cidade?) e Berlim (não compre só até Frankfurt se o que você deseja é a capital alemã). A segunda alternativa é dormir uma noite onde você desembarca. Você elimina o stress da conexão e ainda arranja algum prazer para o primeiro dia da viagem, que estaria totalmente perdido no deslocamento. Não faça nenhuma atividade turística convencional (não é o momento de enfrentar filas ou se enfiar em museus): use o fim desse dia só para esticar as pernas, desestressar, comer e beber bem, para seguir viagem no dia seguinte (lá pelas 10h, depois de uma noite bem dormida e um merecido café da manhã).

Seguir viagem de manhã cedinho

Frenchie to Go: onde tomar um bom café da manhã em Paris

Café da manhã em Paris

Já escrevi um post sobre isso (aqui). Mas não custa fazer uma decupagem.

No afã de rentabilizarmos melhor nosso tempo em viagem, costumamos escolher o primeiro vôo, o primeiro trem ou o primeiro ônibus do dia. Vai por mim: só faça isso se essa for a única alternativa.

Pegar um vôo às 7h da manhã significa estar no aeroporto às 5h. O que significa sair da cidade às 4h. O que significa ter que marcar um táxi para passar no seu hotel às 4h. O que significa acordar o mais tardar às 3h30. O que significa dormir naquela tensão de "será que eu vou ouvir o despertador? será que eu programei direito? será que o recepcionista vai lembrar de me ligar?". O que significa tentar dormir o mais cedo possível. O que significa não aproveitar a noite anterior como poderia. O que significa passaar uma noite maldormida e cabular o café da manhã do hotel (pelo qual você provavelmente já terá pago).

Evite ao máximo.

Sair do aeroporto entre vôos

Lapa

Lisboa

Também já escrevi um post (aqui). Entre ficar horas mofando no aeroporto para pegar uma conexão, melhor ir para a cidade, não é? Ops: nem sempre.

Decupando o filminho dessa operação, cheguei à conclusão de que, se você tem menos do que 7 horas, o melhor é achar um café e ler um bom livro. O intervalo mais confortável é a partir de 10 horas.

Do intervalo entre os vôos, você precisa abater o tempo na imigração (1h a 2h), o tempo de viagem à cidade (vamos pensar em 1h para ir, 1h para voltar) e a antecedência de reapresentação para passar pelos controles de segurança (1h30). Ou seja: você precisa descontar entre 4h e 5h do seu intervalo total.

Sempre lembrando que o trajeto entre aeroporto e cidade, nas duas direções, é sempre o mais tenso da vida do viajante. E ao sair do aeroporto, você está incluindo mais dois desses trajetos no seu dia.

Outra questão importante é a bagagem de mão: você precisa viajar com uma bolsa que consiga carregar com você para o passeio. Maleta, mesmo de rodinha, estraga qualquer tentativa de turistagem.

Leia mais:

80 comentários

Luquésio de Oliveira

Interessante é ler e rever o filme... já cometi todos os erros listados. Experiência é uma coisa fantástica. Não se compra, mas se compartilha.

Vanessa
VanessaPermalinkResponder

Excelente post!!

Em maio,tenho 8 horas de espera em conexão no CDG.Pretendia passar umas horas em Paris mas já estou revendo isso....

Quenia  - Viagens por aí

Sempre bom ler estas dicas, pois também já cometi os erros listados. Muitas vezes quando planejo uma viagem, por querer aproveitar o tempo e até mesmo por ansiedade de querer conhecer os lugares, planejo muitas coisas. Quando reviso, vou mexendo aqui e ali para ficar com a cara do freguês (meu marido e eu).
Obrigada por compartilhar.

val
valPermalinkResponder

Perfeito! nada como a experiencia.

Cândida Silva

Por essas e por outras, hoje eu pratico a " slow travel"! Viajo de férias, sendo assim quero aproveita-las bem, sem correria, fazendo o que eu gosto. Como diz o Almir Sater: "ando devagar porque já tive pressa..."

Livia
LiviaPermalinkResponder

Tudo verdade.

MariSeber
MariSeberPermalinkResponder

Ricky, seus posts sempre me ajudam muito, adoro.
Mas sobre o avião + trem eu tenho que dizer que precisei fazer isso uma vez (não havia aeroporto no meu destino final) e a experiencia foi bastante positiva. Eu não tinha comprado o bilhete antes, mas foi tudo muito facil e rapido. Talvez Genebra seja exceção.

Amélia
AméliaPermalinkResponder

Pois é! Sempre nos lembrando destes detalhes que fazem a diferença.

Julio Moschen
Julio MoschenPermalinkResponder

O Ricardo tem sempre ótimas dicas. Delas a única que conseguimos contornar é a " Conexão entre Trem e Avião". Por diversas vezes chegamos à Europa e seguimos de trem no mesmo dia. Como nunca fazemos reservas, nem mesmo de hotéis, viajamos tranquilos sem compromisso de horários. Adoramos viajar de Trem e usamos o Eurail Pass que nos permite entrar em qualquer trem disponível para qualquer lugar do continente. Somente os trens rápidos como o TGV ou Tallys exigem uma reserva ( de 5 a 10 euros) que pode ser feita na hora e embarcar em seguida. Algumas Capitais como Paris, Frankfurt, Amsterdam,Zurich, etc, tem Estação de Trem no próprio aeroporto, basta habilitar o Passe do Trem ,descer a escada rolante e escolher pra onde ir. Pra nós seguir de trem é uma das atrações da viagem, a gente sente que o passeio começou, já na conexão com avião a gente não ve a hora de chegar. Se alguém quiser assitir um dos nossos filmes é só procurar no Youtube por " Tiozinhos Mochileiros" . Parabens Ricardo por compartilhar com a gente sua experiência, somos fãs.

Ines de Carvalho

Ha dois anos atrás fomos de carro a Noruega (moramos na Suécia) e nossa intencão era passear pelos maravilhosos fiordes. Apesar das estradas serem perfeitamente bem sinalizadas e bem asfaltadas um percurso de 120 km muitas vezes vc vai fazer em 3 horas, justamente por causa das curvas, subidas e descidas... totalmente fora do nosso planejamento rs rs!!

Diogo Avila
Diogo AvilaPermalinkResponder

Muito bom texto.
Não importa o quanto você viaje, sempre tem espaço para aprender com os erros próprios e alheios.
Nos exemplos citados, já me dei mal num trem noturno por pensar que chegaria cedo e descansado em Budapeste vindo de Praga. Só não contava com uma greve que nos atrasou quase que um período inteiro.
Sair do aeroporto é algo que também faço. África do Sul e Xangai foram recentes experiências que renderam um bom programa.
Concordo que só compensa se o tempo for de mais de 7horas, e sem bagagens é claro. Veja sempre se tem um guarda-volumes e o horário de funcionamento, e se é permitido pela imigração/empresa aérea.
É verdade que ano passado até sai do LAX para ir numa BestBuy num tempo de 4 horas, mas a loja era ali do lado, uns 10 minutos.
Planejar é importante, mas ser realista é essencial!

isaque
isaquePermalinkResponder

boa tarde amigo

muito proveitosa suas informações

parabéns

mas me tire uma duvida por favor

estou querendo comprar um passe de tren para 15 dias

neste caso seria viável pegar o tren noturno?

obrigado

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Isaque! Em geral, não achamos recomendável usar passes de trem. Preferimos comprar passagens avulsas. O trem noturno é sempre não recomendado. Leia mais aqui: https://www.viajenaviagem.com/2011/07/vai-por-mim-trem-na-europa/

Luciana Ferreira

Perfeito! Post prá imprimir e guardar no passaporte.

Vanessa Serra
Vanessa SerraPermalinkResponder

Texto extremamente útil, Ricardo! Já cometi alguns deles! Uma das vezes optei pela viagem de ônibus na madrugada, entre Praga e Munique. Cheguei às 5h da manhã, o metrô para o centro ainda não estava aberto, fiquei um tempão esperando abrir e não tinha trocados para comprar o bilhete (só máquinas). Acabei pegando o trem sem pagar, morrendo de medo de uma blitz. Cheguei às 7h no Hostel, tão cansada que acabei pagando uma 'noite' a mais que o reservado. Mas foi ruim, pois todos estavam chegando da balada aquela hora e estavam super barulhentos... às 10h, a equipe nos expulsava do quarto para limpeza. Foi horrível. Nunca mais!
Vou indicar esse post para amigos que teimam em fazer roteiros fantasiosos onde cada minuto tem uma programação. Abraços!

Hugo
HugoPermalinkResponder

Pois é, no roteiro que estou fazendo para a Itália, estava na dúvida se fazia ou não um stop em Madri na volta.
Quando fui olhar os voos diretos de Veneza para o Brasil, eles saiam às 07h, pois faziam conexão em Madri e depois continuaria viagem num voo das 12h.
Diante disso, e sabendo que seria um transtorno enorme estar no aeroporto, de Veneza, com uma criança pequena, às 05h, resolvi fazer o stop. Dessa forma pude pegar um voo que sai meio dia de Veneza, fico 5 noites em Madri, e no final pego o voo das 12h para o Brasil.
Se tivesse optado por aquele voo das 07, tenho certeza que passaria a viagem inteiro preocupado, e mesmo que tudo desse certo, seria um dia muito cansativo, que não combina com uma bela viagem.

Valentina
ValentinaPermalinkResponder

Tem algumas coisas que a gente aprende depois de algum tempo quebrando cabeça, por exemplo se saio do Brasil a noite e chego no meio da manha do outro dia considero aquele dia meio morto é mais para reconhecimento do local, sem contar o fuso horário que deixa a gente meio baleada. Apesar de voo direto sair um pouco mais caro, quando é possível procuro usar. Outra coisa importante é calcular tempo de deslocamentos, por exemplo vou para a Alemanha/Áustria/Hungria/R Tcheca e já calcule 4 dias para deslocamentos carro/trem, se não fizer isso acaba furando. Claro, nem sempre acontece exatamente igual, mas a chance de dar errado é menor.

Mary
MaryPermalinkResponder

Se não bastasse tantas outras coisas, só esse post seria motivo para considerar o Comandante como Meu Guru. Perfeito!

Lucio
LucioPermalinkResponder

Comandante, parabéns! Sintetizaste bem os perrengues!!!
Conexão avião/trem: sempre prefiro ficar hospedado num hotel em torno do aeroporto! Até para minimizar o jet lag, poder esticar a coluna, tomar um bom banho e dormir.
Prefiro pegar o trem depois das 10 ou meio dia, depois de um café da manhã decente e chegar em horário de check in disponível....

Lizzie
LizziePermalinkResponder

Ótimo post! Gostaria de uma ajuda sobre aluguel de carro na Califórnia e no Hawaii. Pretendo viajar pra Califórnia no inicio de setembro chegando em São Francisco para descer pela costa até Los Angeles e de lá partir pro Hawaii. Calculo uns 30 dias de viagem no máximo, com poucos dias em São Francisco, 2 ou 3 pernoites na estrada até L.A é de lá seguir direto pro Hawaii, só ficaria alguns dias em L.A na hora de voltar pro Brasil. Pelo o q pesquisei na internet o aluguel de carro vai sair beeeem caro e minha dúvida é: vale a pena já sair daqui com reservas, principalmente em se tratando de um roteiro longo, ou eh melhor resolver isso chegando lá no aeroporto mesmo? E o mesmo com relação ao aluguel de carros chegando no Hawaii, melhor já reservar desde a Califórnia? Fiquei um pouco assustada com os valores e considerando que eu quero visitar 3 ilhas dio arquipélago vou precisar alugar carro em todas elas. Outra dúvida é em relação ao vôo de volta: comprar ida e volta sai pela metade do preço quase, mas com um roteiro tão longo vale a pena já ter o vôo com data certa pra volta? Muito tempo onde muita coisa pode acontecer... Beijos

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Lizzie! A Rentalcars é parceira do Viaje na Viagem eencontra o menor preço entre várias locadoras. Veja como fazer uma simulação: https://www.viajenaviagem.com/2013/12/rentalcars-com-como-funciona/
Em relação ao vôo, você precisa ter a passagem de volta para passar na imigração.

Lizzie
LizziePermalinkResponder

Putz, esqueci desse detalhe do vôo, mas eh que nunca me pediram!!! Obrigada pela dica da locadora

Carol Mendonça

Já peguei trem noturno de Praga para Cracóvia. Escolhi essa opção não para economizar hotel, mas sim porque tinha a curiosidade de saber como era, sei la, pela aventura mesmo e também porque a passagem de avião estava bem mais cara.

O que eu fiz, foi pagar uma diária a mais no hotel de Praga, mesmo sabendo que iria deixar o hotel as 8 da noite. Foi bom para tomar banho e trocar de roupa.

Comprei primeira classe do trem, então na cabine só ficou eu e meu namorado, com as malas junto. Valeu a pena, porque a diferença no preço era pouca de outras cabines.
Mas não consegui dormir. o trem faz muito barulho durante a noite. E muito frio, o cobertor que eles disponibilizaram era muito fino. E estava nevando. Então foi impossível dormir, não via a hora de chegar. Lembrando que evitei beber água para não ter que ir ao banheiro, porque é imundo. Para nós, mulheres, fica inviável. Melhor segurar. rsrs

Bom, chegamos em Cracóvia as 07:30 da manhã. Fomos para o hotel e conseguimos o quarto na hora. Então deu para tomar banho e dormir.

Para mim, valeu pela experiencia, apesar de não ser nada confortável.

teresa
teresaPermalinkResponder

Trem noturno em cabine com banheiro e vagão-restaurante é um luxo!! Cada vez são menos opções... uma pena! Já fiz Madrid-Paris (2005), Milão-Barcelona (2002), Berlin-Paris (2011), mas 2 dessas rotas (trenhotel da renfe)já não existem. Tinha um jantar bacana, lençois limpinhos, necessaire com "amenities", banho quente, café da manhã, etc. Chegou cedo? Toma outro café, lê o jornal do dia, vai deixar as malas no seu hotel e sair pra rua!!!As estações são centrais, não precisa chegar 2 horas antes nem perde-se tempo esperando a mala. Pra quem ainda achar um roteiro com esse tipo de trem, recomendo.

Camila
CamilaPermalinkResponder

É engraçado como todos acabam comentendo o mesmo erro em algum momento das viagens!

Na minha primeira viagem à Europa, por ideia de uma irmã de uma das minhas amigas, viajamos dois trechos à noite. Barcelona - Paris, 12 horas de trem noturno e Paris - Amsterdam, muitas horas de Ônibus noturno!!!

E realmente foram os piores trechos de viagem que já fiz. Não vale economizar uma diária de hotel para deslocamentos noturnos. No trem foi muito desconfortável e chacoalhante. Já no ônibus, foi um pessoal brigando em francês, barraco mesmo, que não deixou ninguém dormir direito.. Sem contar que já não era um assento muito confortável..

E ainda que perdemos muito da paisagem de lugares super legais andando de trem à noite!

Erika - Próxima Trip

Muito legal. Já cometi alguns destes erros (como pegar voo muito cedo.. Nossa acaba com a gente isso rsrsrs) mas acho que vamos aprendendo e adquirimos experiência com os perrengues. Hoje costumo viajar mais de boa, slow travel, pra poder conhecer os lugares com mais calma e evitar alguns dos pontos citados no post.
Quando pesquiso algum pais ou cidade, sempre fico 1 dia a mais do que o recomendado, para garantir q se eu tiver um problema, ou atrasar o voo, perder o trem , etc, eu tenha tempo de contornar ou minimizar os "danos" no roteiro. Alem disso, evito fazer conexoes para viagens mais longas, um stopover é tudo de bom!

Excelente post como sempre, porque viajar começa no planejamento, e as dicas daqui são preciosas.

Abs

Milena F. - Viver Plenamente Paris

Para mim tudo depende do viajante. Sou adepta do trem/ônibus noturnos. Tomar banho é o que menos me importa quando estou viajando, não vai ser umas horinhas que vou estar tão "suja" assim. Quando chego a um destino o que mais quero fazer é conhecer/visitar.
Também gosto muito de pegar os primeiros vôos, entre 6 e 7 horas da manhã, assim se for na Europa (onde moro) chego ao destino antes das 10h e posso aproveitar muito. Para isso, gosto das cias que disponibilizam check in pela internet e viajo sem despachar bagagem, assim não preciso chegar 2 horas antes. Se for viagem de trem, melhor ainda, pois não existe esse tempo do controle e ainda as estações ficam dentro das cidades.
Mas quem tem problema com o despertador, não consegue acordar cedo (ou fica de mau humor se acordar cedo) e precisa absolutamente dormir bem 8 horas, melhor evitar mesmo.
E sobre sair do aeroporto entre os voos, tudo depende mesmo. alguns lugares não recomendo pois o deslocamento é estressante e imprevisível. Mas sempre passo algumas horas em Lisboa, por exemplo, quando posso, nem que seja só para almoçar. O deslocamento em ônibis até o centro da cidade é tão prático e o guarda-volume do aeroporto de Lisboa é bem prático e barato, dá para deixar qualquer mala, com ou sem rodinhas smile

Marcia Palhares

Como sempre, ótimas dicas!! Ano passado, viajei BsAs e depois a Mendoza, por milhas. Só que o avião saía 6h... Já viu, né? Ao chegar em Mendoza, check-in só 15h. Nunca mais!!! Agora vou para a Andaluzia, e optei pelo avião com intervalo de 6h saindo de Madrid a Granada. Mas vou ficar zanzando pelo aeroporto mesmo, seguindo as orientações do Comandante!!!

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Curiosamente, eu testei e evitei 2 dos erros citados no post, fantástico como sempre, quando vim parar no blog em 2007, procurando como ir de Berlin para Amsterdam no Google. Só pude fazer este trecho de ônibus, e sozinha, confesso que foi perrengue, chegar morrendo de vontade de ir ao banheiro e até este estar fechado na rodoviária! A sorte é que tinha marcado encontro com 2 amigas que vinham de Paris na estação ferroviária, chegando lá tomei um bom café e sem celular à época encontra-las foi uma grande alegria (e isso só foi possível as 7hs da manhã com a estação vazia). Na mesma viagem, voando pela saudosa Varig, de milhas, pousei em Frankfurt e indo para Monique, optei pelo trem no dia seguinte por dica daqui - um hotel do outro lado da estação ferroviária me proporcionou uma boa noite de sono que foi fundamental na minha primeira viagem independente a Europa (a 2a).

Arnaldo
ArnaldoPermalinkResponder

Ricardo,

Concordo com praticamente todas as tuas ponderações, só abro parênteses para a parte da matéria que fala sobre sair do aeroporto entre vôos, pois além da variável tempo entre eles, devemos levar em consideração também a variável distância/tempo do aeroporto para o local que você quer dá uma breve passeada. Podemos citar como exemplo o aeroporto de Lisboa, distante cerca de 7 Km do centro histórico, permitindo assim um breve mas interessante passeio, mesmo quando o tempo entre os vôos for abaixo de 7 horas. Até pelo fato de táxi nesta cidade ser bem em conta. É claro que quem faz um programa assim não pode imaginar fazer muitas coisas, pois assim corre o risco de perder o seu próximo vôo.

Arnaldo Fiuza

Cris
CrisPermalinkResponder

Já cometi alguns desses erros, outros nunca me atrevi, hehe.

--> Os erros que já cometi:
1) Exagerar no roteiro: super normal, especialmente nas minhas primeiras viagens. Coisas como querer "otimizar o dia" para poder conhecer o maior número de atrações e coisas no mesmo dia. Nunca dá certo isso, especialmente quando a viagem é com companhia, pois nem todos tem o mesmo ritmo. Em viagens solo, eu até me atrevo (ainda hoje), porque eu tenho "foco", rsrs, e não me disperso tão facilmente (com coisas do tipo: "olha, uma Zara, uma Sephora, ali, vamos entrar só para ver" ... haha, isso é super dispersivo!).

2) Seguir viagem pela manhã bem cedo: Eu fazia isso muito nas primeiras viagens, mas vi que era bem estressante. Nunca exagerei, é claro. O que eu fazia era reservar voos às 9h, por exemplo. Mas para isso, tinha de estar às 7h no aeroporto, sair às 6h do hotel, acordar às 5h, perder o café da manhã, ter de pegar táxi para ir ao aeroporto. É ruim mesmo. Hoje em dia, tenho marcado voos de deslocamento às 11h, que é um horário bem mais civilizado. Mas para deslocamentos de trem, 9h ou 9h30min é um bom horário, especialmente quando o hotel estiver nas proximidades da estação.

--> O que eu nunca fiz e nem vou fazer:
1) Trem noturno: eu sempre achei que seria muito legal, hehe, mas o site do Ricardo Freire me salvou dessa loucura, pois eu descobri o Viaje na Viagem uma semana antes de reservar minhas passagens de trem para a minha primeira viagem "longo curso" para a Europa (a primeira havia sido curta, apenas para Roma). Além disso, eu procurei no Google Imagens por fotos das "couchettes", e ainda bem que a decepção foi antes da experiência!

2) Conexão avião/trem: Nunca fiz isso, porque sempre tem a hipótese de atrasos nos voos e o risco de perder a passagem reservada do trem. É melhor chegar na cidade e ficar nela nem que seja um dia para conhecer e descansar, mesmo que sejam cidades sem muitos atrativos turísticos (tipo os hubs Milão e Frankfurt) e partir de trem somente no dia seguinte.

3) Sair do aeroporto: a minha regra para voos de conexão é escolher uma conexão de tempo "intermediário" (nem muito curta, nem muito longa). Eu considero 3 a 4 horas um tempo ideal de conexão: dá tempo de ir ao toillete, se recompor, sentar e tomar um café e dar umas olhadas nas lojas de free shop. Evito a todo custo conexões curtas (menos de 1h30min) ou muito longas (acima de 6 horas). Apenas uma vez eu fiz uma conexão curta, de 1h e 40 minutos no aeroporto de Lisboa, e tipo, fiquei muito estressada achando que minhas malas não teriam tempo de serem embarcadas no avião para Londres. O meu stress foi tanto que eu fiquei cuidando da janela do avião para Londres o conteúdo dos containers que carregam as malas no avião. O pior é que olhei tanto que acabei mesmo avistando as malas sendo colocadas no compartimento de carga, huehueh!! Conexões muito longas eu nunca peguei. Mas também acho que no caso de conexões com mais de 8 horas, digamos, alguns aeroportos até que podem facilitar, como o de Lisboa e o de Amsterdam, ou mesmo o de Munique.

Abs,

Cris

Fátima
FátimaPermalinkResponder

Viajarei para Paris e Londres com meu marido e 3 filhos, sendo um rapaz de 18, uma menina de 13 e uma de 12 anos. Já temos confirmados o vôo de ida p/ 21/05/14 direto p/ Paris e a volta p/,01/06/14 de Londres p/ Brasil. Gostaria de sugestões de hotéis em Paris e Londres. Penso q seria interessante ficarmos próximo a estações de metrô. Não conheço nenhuma das 2 cidades. 5 dias em cd uma dá p/ aproveitar?aguardo seus valiosos comentários.,obrigada. Fátima

Cristiano Cruz

Já fiquei no Íbis Tour Eiffel em Paris, excelente custo-benefício justamente pela localização próxima (em frente) o metrô, e em Londres recomendo o Studios 2let e tambem o Íbis que ficam próximos as estações Euston e San Pancras

Clóvis
ClóvisPermalinkResponder

Hospedei-me na véspera do retorno num arejado hotel da periferia ao norte de Paris. Acordei sem pressa, tomei café e pus o carro e malas em direção ao aeroporto CG, onde faria sua devolução à locadora e deixaria guardadas as malas para passar o dia vadiando pela cidade. Porém, para minha surpresa, o guarda-malas fechava as 17h (!). Preferi não arriscar e fiquei com tristeza perambulamdo pelo aeroporto até o meu embarque, após as 22h...

Marcelo
MarceloPermalinkResponder

Quando desci de San Francusco para Los Angeles vi pelo mapa que daria para fazer em um dia. Fiz em três e poderia ter curtido ainda mais aquelas belezas.

Rodolfo Stocco

O meu vôo entre Londres e Roma em Maio será às 08:05 da manhã saindo de Gatwick. Já ví que vou sofrer...rsrsrs

Lu
LuPermalinkResponder

Amei esse texto! Ppalmente agora q acabei de pegar um voo as 8:30 por total falta de opçao (era o unico voo), morri de rir c a estoria do "sera q programei o despertador direito?" Acrescentaria ainda a esse perrengue todo o fuso horario, pois vim de Vancouver p NY. Ao menos, tive o bom senso de dormir num htl na area do aeroporto, o q me salvou meia hora de sono.

Thaissa Duarte

Realmente nada como a experiência!

Ainda me lembro de um ônibus noturno que nos fez chegar na Áustria as 5 hrs da manhã, mortos de sono, com uma enorme necessidade de um banho (pleno verão europeu) e nada aberto. E para piorar só podíamos entrar no hotel as 14 hrs. Foi muito ruim ficar andando pela cidade caindo de sono e sonhando com o quarto do hotel.

Avião muito cedo tb não é bom, mas as vezes é a única opção. Na última viagem precisamos pegar um vôo de Kayseri, na Capadócia, para Roma e o único horário era as 7 hrs. Mas a cidade fica há 1 hr de onde estávamos. Mas como nosso hotel era ótimo, eles fizeram questão de preparar sanduíches para levarmos e até que a experiência não foi ruim. Mas já o último vôo da viagem, que era de Veneza ao Brasil foi péssimo. Saia as 7 hrs da manhã tb. Pelos horários do ferryboat noturno tivemos que acordar 3:00 hrs da manhã, carregar malas pesadas pela noite deserta e fria de Veneza, entrar num ferry que levou mais de 1 hr para chegar... sorte que era o võo da volta e apagamos.

Patricia Véras

Comandante, post perfeito! Já cai em um bocado dessas ai. A do trem noturno, fiz uma vez pra nunca mais!!
Eu tenho uma enorme tendência a roteiros impossíveis. Minha curiosidade é ilimitada smile mas sabe que na última viagem de 2,5 meses com maridão e nossos 2 filhos pequenos tivemos que fazer a tal decupagem sem nem saber que isso existia. E mesmo tentando fazer roteiros mais realistas e que levassem em consideração todas essas partes chatas (que com crianças tendem a ser mais demoradas e importantes!!) ainda tivemos que cortar muita coisa na hora H.
Então, fica minha énfase: se vc vai viajar com seus filhos, leve este post particularmente a sério!!!!
Obrigada por mais uma vez tentar nos conscientizar smile

Anne
AnnePermalinkResponder

Amei a analogia de fazer o roteiro com a decupagem! Já editei reportagens e tem tudo a ver mesmo.
Nos roteiros procuro deixar o primeiro e o ultimo dia mais tranquilos, sem estresse. E é uma das regras básicas aqui no VnV. Pra ficar um dia só (uma escala, por exemplo) tem que saber que o mínimo que conseguirmos conhecer, sem oferecer risco ao trecho seguinte, vai ser lucro...

Mas já fiz muita burrada, dentre elas: comprei passagens para bem cedo pensando em aproveitar o dia; dormi em trem noturno e tive que ficar muito mais que 24h sem banho decente (ergh).
Só com o tempo é que vamos ajustando os roteiros seguintes. Hoje faço meus roteiros e dos amigos pensando nos blocos, janelas de espera, alternativas. E tendo a certeza que nunca estaremos livres de errar.

Dividir o roteiro em partes para conquistar o mundo, parafraseando Napoleão... risos

Villa
VillaPermalinkResponder

Parabéns, ótimas dicas, como sempre prefiro, e quando possível viajar de carro alugado, após o post fiquei com mais certeza e também a sensação que o trem é uma roubada. A não ser por algum passeio em especial como passando pelos Alpes por exemplo.

Andrea/RJ
Andrea/RJPermalinkResponder

Já dormi no trem, na minha primeira viagem à Europa, há duas décadas atrás, quando as passagens aéreas eram mais caras. Foi uó! A cabine tinha seis camas e, só pra resumir a história, no meio da noite levaram dois caras presos, com passaporte falso, da minha cabine. Só valeu pelo folclore.

Luquésio de Oliveira

Aconteceu comigo também!! Em uma das minhas experiências, estava viajando de Fizenze a Lyon, na fronteira os fiscais franceses entraram na cabine e acordaram todos os 6 pax perguntando "votre nacionalitè?" com uma delicadeza tipo UFC. 2 indianos foram retirados da cabine... não os vi mais.

Camilla Kafino

Já caí nessa do trem, quando fui fazer intercâmbio no Canadá. Tinha uma visão toda romantizada do trem, achava que seria o próprio Harry Potter. Micão. Fui de Toronto para Montreal no trem noturno no intuito de me esbaldar em Montreal no dia seguinte. Ledo engano - cheguei cedo demais, cansada demais e tava frio demais! Resultado, tive que pagar duas horas de hotel em Montreal para descansar, tomar um banho e aguentar esperar o trem da noite para voltar para Toronto. Aprendi direitinho.

Tatiana Wolff
Tatiana WolffPermalinkResponder

Excelente post! Minha experiência com trem noturno na Tailândia foi quase isso, mas como eu queria ter essa experiência não me arrependo, só não faço de novo nem recomendo! rs

Tatiana
TatianaPermalinkResponder

Quanto ao trem noturno, peguei recentemente um de Munique para Ljubljana. Tive 3 pontos a meu favor: a) Reservei uma cabine dupla para mim e meu marido e deixamos as malas dentro da cabine mesmo, eliminando a preocupação com elas e possibilitando troca de roupa para dormir; b) Tomamos banho antes de embarcar em Munique, em uma espécie de serviço de banho que ficava dentro da estação, banheiro limpo, toalha e sabonete por 7 euros, o que aliviou a tensão do banho e c) Chegando em Ljubljana as 6h da manhã, descansamos um pouco na recepção do hotel e conseguimos o quarto pronto para as 9h (por ser inverno a cidade estava mais vazia). No meu caso deu certo e valeu a pena até mesmo porque eu durmo em qualquer lugar mas concordo que é melhor usar com parcimônia, as camas são pequenas e a cabine também.

Ana Cristina
Ana CristinaPermalinkResponder

Sair do aeroporto com menos de 7 horas eu recomendo em cidades como Amsterdam e Genebra, que tem trem a todo instante e a viagem e curta. Munique, acho possivel, da pra ir pelo menos a Marienplatz, mas ja sao uns 40 min de S-Bahn ate a Estacao Central(Hauptbahnhof) e outros 40 pra voltar.
Trem noturno, depende da situacao: a minha unica roubada foi um que fazia muitas paradas e uma troca no meio da noite, depois dessa vez, nunca mais, rsrsrs

Marcelo Jesus
Marcelo JesusPermalinkResponder

Uma situação que bem poderia entrar na lista, descer do avião em Miami, pegar o carro alugado no aeroporto e sair direto para Orlando. São quase 400km, pra quem acabou de descer de um voo massacrante, normalmente na classe econômica!

Ana Christ
Ana ChristPermalinkResponder

Curioso como cada viajante é de um jeito. Uso com frequência ônibus e trens noturnos e nunca tive problema. Quanto à mala, normalmente hostels e hotéis tem lockers em que o hóspede pode deixar a bagagem até a hora do check-in. Ninguém vai morrer por ficar algumas horas a mais sem banho! hehehehe
Mas concordo que quem gosta de viajar num esquema mais confortável deve evitar, até porque dormir na poltrona não é a experiência mais agradável do mundo.

Também não costumo encher o roteiro de coisas, pois gosto de sentir os lugares e viver como um cidadão daquela cidade/país vive. Vou com uma ideia geral do que quero conhecer e ao longo da viagem, vou construindo meu roteiro. Roteiros muito fechados e sem espaço pra manobras não me agradam.

Cheguei ontem de Cuba e minha viagem foi bem assim: tínhamos planejado ficar três dias em Santiago de Cuba, mas a cidade não nos agradou e ficamos apenas um dia. Já em Baracoa, o planejamento era de dois dias, mas nos apaixonamos pela cidade e ficamos três. Não tínhamos planejado conhecer Remedios e acabamos indo pra lá pra fugir dos jineteros de Santiago de Cuba.
Enfim, sigo o conselho do Martinho da Vila: "deixa a vida me levar, vida leva eu"! hehehehe (mas com um pouquinho de logística pra não perder o vôo de volta, claro! rsrs)

Abraços!

Riccardo Marcori Varalli

Muito bom. Reparei que quase toda a situação está relacionada a economia de dinheiro...Os antigos já diziam: "A economia é a base da porcaria." Gostaria de sugerir um próximo post sobre cidades em que o bate e volta do aeroporto vale a pena. Abraços.

Catia Guedes
Catia GuedesPermalinkResponder

Nossa, ri muito lendo o post, porque já fiz tantas destas bobagens, que nem acredito!
As duas piores experiências foram com o trem noturno (foi pura curiosidade e péssima ideia!) e fazer uma conexão com intervalo muito longo, com medo de perdê-la! O trem noturno fiz indo de Viena para para Veneza, eram umas 10 horas de viagem, chegaria por lá por volta de 8h da manhã. Aconteceu exatamente como descrito: tive que fazer o check out do hotel cedo demais para o horário de partida do trem, passei a noite toda preocupada com a mala "abandonada" na passagem ao alcance de qualquer um, cheguei cedo demais em Veneza, não tinha como fazer check in e para dar requintes de crueldade, minha cabine era para 5 pessoas e viajávamos em 3, tendo que dividi-la com 2 rapazes que pareciam ter dias sem banho!Resultado: noite praticamente em claro, cheguei louca por um banho, e gastei horas preciosas de turistagem da tarde, porque logo que foi possível, corri para o hotel! Desastre total!
E a conexão absurda foi entre navio e avião: cheguei de manhã no porto de Miami após um cruzeiro de 7 dias e fui direto para o aeroporto, para voltar ao Brasil, sendo que meu vôo era apenas à noite. Foi o dia mais tedioso da minha vida, ficar naquele aeroporto o dia todo!
Mas acho que vale incluir na lista de coisas que não se deve fazer é acreditar que se pode vencer o jet lag: cheguei no final da manhã em Amsterdam, vindo de Bali, com conexão de 3 horas de espera em Bangcok, e no mesmo dia, final da tarde, peguei o vôo para o Brasil! Como fiz a volta praticamente direto (Bali-Bangcok-Amsterdam-Rio), foram cerca de 35 horas de viagem, voltando no fuso horário, e quando cheguei, não só não sabia que dia estava, que horas eram, como mal sabia meu próprio nome! E 2 dias depois voltei a trabalhar!
Outros tempos, tinha uns 28 anos, e fazia qualquer loucura para viajar! Hoje sei que viajar tem que ser prazeroso e não uma maratona de sacrifícios!

Pedro
PedroPermalinkResponder

acho essa dica valiosíssima, para nós trabalhadores. O sujeito marca as férias, sai direto do trabalho para o aeroporto e chega no aeroporto direto pro trabalho na volta, no afã de aproveitar ao máximo cada minuto da viagem... Já fiz isso chegando de uma viagem da suíça. Mas aprendi a lição, sempre na volta reservo pelo menos 3 dias para uma "aclimatação", porque, você volta e chega quebrado...

Silvia Andrade

Riq Freire - the master of "desvende perrengues"... São tantos já passados e tantos por passar (graças a Deus), e aqui, reunidos numa única postagem, tantas dicas para evita-los, isso não tem preço.
Lembro de você, há muitos anos falando que quem tinha um agente de viagens, tinha tudo.. naquela época me senti pobrinha por não ter um só "para chamar de meu". Hoje sei que todos nós, que temos o prazer de ler suas linhas, temos mais que um agente, temos um amigo de viagem... respeito e carinho de sua leitora de mais de 18 anos desde o primeiro texto (viciei, né!)

BRUNO NUNES
BRUNO NUNESPermalinkResponder

Olá!
Estou indo para Europa em lua de mel no dia 28/07/14 e retornando 13/08/14 e gostaria de sugestões e opiniões do roteiro que montamos.
A ideia é descer em Paris e ficar 4 dias na cidade e logo depois alugar um carro e viajar pelo interior sem compromisso de ficar numa cidade especifica.
Pensamos que saindo de Paris irmos para Heidelberg, seguindo sentindo Lucerna pararíamos em Baden Baden. De Lucerna iriamos para Milão parando em Lugano e Como. Depois de alguns dias em Milão uma duvida é se vale a pena ir até Veneza? Próximo destino seria Nice passando por Monaco, onde deixaríamos o carro e pegaríamos um avião para Paris fazendo o nosso retorno.
O que acha da proposta?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Breno! É muito chão para pouco tempo.

Veja como funcionam viagens de carro redondas:

https://www.viajenaviagem.com/2007/08/europa-aviao-trem-ou-carro/

Leia também:

https://www.viajenaviagem.com/2010/07/europa-quantos-dias-em-cada-lugar/

christina
christinaPermalinkResponder

Ótimas dicas, como sempre! Após ler seu texto, vou repensar sobre a ideia em chegar de avião em Roma e pegar um trem de 4h para Jesi, em Ancona. Abs

Helen
HelenPermalinkResponder

Olá pessoal.
Estou postando nesse post sem saber se é o mais adequado
Gostaria de muitas sugestões para uma viagem para a Alemanha em setembro desse ano. Serão em torno de 15 dias e gostaria de ter somente duas cidades base( então quero ficar em lugares com muitas cidades que podem ser visitadas em um dia ao redor.
Pensei em Munich porque tem os castelos, tem Innsbruck, Salzburg e outras. Quais bate e volta me recomendam? o que visitar. Queria incluir a rota romântica também e o vale do Reno. Não dirigimos, então sugestões que sirvam para trens e ônibus são bem vindas. Somos uns viajantes slow e gostamos de conhecer as coisas com calma, nos mínimos detalhes. Por isso os 15 dias somente em uma região com duas bases.Vamos evitar Berlim dessa vez porque a distância é grande e creio que existem muitas coisas para se ver pela Baviera e proximidades que encheram o roteiro. Obrigada

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Helen! Berlim precisa de uns 4 a 5 dias para ser minimamente vista; você pode fazer bate-voltas a Potsdam, Dresden e Leipzig.

Munique também necessita de uns 4 dias minimamente. Dá para fazer bate-voltas a Salzburg, Garmisch (mais perto que Innsbruck), Füssen e Rothenburg (melhor pernoitar, mas se não der, saia cedo).

Colônia é uma base para bate-voltas a Bonn, Düsseldorf, Heidelberg, Aachen e para passeios de barco pelo Reno e pelo Mosel.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Helen! Respondemos aqui:
https://www.viajenaviagem.com/2014/03/roteiro-de-viagem-dicas-para-montar/comment-page-1/#comment-373245

(Por favor, não repita perguntas em posts diferentes.)

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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