Devo cancelar minha viagem ao Chile?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Devo cancelar minha viagem ao Chile

O Chile vive dias conturbados. As manifestações, que tiveram início dia 20 de outubro, ainda continuam acontecendo.

Devo cancelar minha viagem ao Chile?

Até a situação acalmar de vez, é recomendável hospedar-se em Santiago em bairros fora do epicentro das manifestações. Bairros nobres afastados do centro, como Vitacura e Las Condes, são os mais tranqüilos.

A cidade tende a funcionar normalmente de manhã. À tarde o comércio tem fechado as portas mais cedo, e em algumas áreas os restaurantes não abrem à noite. Informe-se sobre o funcionamento das atrações antes de sair para o passeio.

Os relatos mais recentes

A Patricia conta o que fez no dia 22 de dezembro:

Ontem passeamos por.toda a cidade naqueles ônibus se turismo que circulam pela cidade, foi ótimo, vale muito a pena, conhecemos grande parte de Santiago.

Subimos ao Cerro San Cristóbal e depois descemos em Bellavista e almocamos por lá. Voltamos de Uber para o hotel, muito tranquilo.

Passeamos à tardinha pelo bairro, sem problema algum. Hoje vamos a Valparaíso e Viña del Mar em um carro particular que arrumamos com o pessoal do hotel. Dou mais notícias à noite.

Quem estiver na dúvida, não tenha, venha! A única coisa chata foi ao chegar no aeroporto ficamos mais de uma hora e meia na fila da imigração, muito cheio e poucas pessoas para atender, acabou que o nosso trânsfer não nos esperou, tivemos que pegar um táxi, e é aquela confusão de taxistas, como em alguns lugares do Brasil.

Mas só isso foi chato, o resto está perfeito. Ah, as coisas são caras... Abraços!

O Claudio chegou à cidade no dia 20 de dezembro:

Cheguei ontem à Santiago juntamente com minha esposa. Estamos num apartamento nas proximidades da Augustinas, no Centro. O dia ensolarado trouxe um calor tão intenso quanto o vivenciado no Nordeste brasileiro (de onde venho). A cidade vive sua efervescência e todos agem naturalmente.

Corroborando aos comentários anteriormente expostos, as pichações estão por todos os lados e alguns pequenos protestos também ocorrem pela cidade, sem qualquer anormalidade.

Em verdade, para mim, vivenciar tão de perto este momento histórico beira o surrealismo, mas tal sentimento não é imputável a todos, longe disso.

Não me arrependo nenhum pouco de ter vindo. Estamos adorando a cidade. Desvendá-la será um prazeroso desafio. Ah, em relação aos protestos e ao grave incidente de hoje (atropelamento de um jovem nas proximidades de Baquedano), diante da dimensão da metrópole e do discernimento necessário em evitar aproximação com as regiões mais delicadas em determinados horários, só tomei ciência agora à noite, lendo um portal de notícias chileno.

Outra percepção é da retração do valor do real em relação ao peso chileno. O aumento na circulação da nossa moeda com o crescente número de turistas chegando ao País, tende a fazê-la perder parte da força constatada há algumas semanas. Hoje chegou a 186 pesos por real, pouco antes disso conseguimos por 188.

Ademais, nos próximos dias realizaremos os passeios que acontecem normalmente na cidade e região metropolitana. Seguindo inúmeros conselhos, de vivência e também de experiência profissional, trocamos a Concha Y Toro pela Undugarra.

Enfim, ficaremos em Santiago até dia 26, quando partiremos a Mendoza. Em breve apresentarei mais algumas narrativas de nossa estada nesta linda cidade.

O Hugo manda seu relato e considerações finais da cidade de Santiago:

Ontem (18 de dezembro) fomos à Concha y Toro, fizemos o tour Marquês (mais caro, porém com degustação de mais vinhos e queijos).

À tarde fomos à feirinha do Cerro Santa Lucía para procurar presentes, no caminho vimos uma manifestação próxima à praça Itália, do tamanho de um quarteirão aproximadamente. Tudo muito pacífico.

À noite fomos ao Costanera Center e, na volta, vimos muitos caminhões da polícia passando, mas não sabemos o que houve ou pra onde se dirigiam. Hoje andamos pelo Centro quase todo, nada de anormal.

Indo para o bairro Lastarria terminar o dia vimos muitos hippies, punks, etc. (me perdoem o julgamento, é por falta de outra palavra pra descrever o "público" do local) e deu pra ver muita gente de tapa-olhos, presumimos que são manifestantes.

Voltando ao hotel passamos pela praça Itália novamente e havia uma concentração anormal de carabineiros, todos com roupa de choque. Perguntei ao Uber se havia acontecido algo, ele me respondeu que era apenas uma "prevenção".

Enfim, concluindo (amanhã vamos a Isla Negra e depois a Viña del Mar e Valparaíso, então não voltaremos à área central mais), pelo menos meu do ponto de vista, que fiquei hospedado na Providencia, está tudo muito calmo e sem badernas, mas a população ainda está agitada, temerosa, como se um movimento ainda estivesse acontecendo.

Vários Ubers comentaram que viemos numa época meio conturbada, se estávamos achando muito ruim. Na minha opinião as pichações não estão estragando muito a cidade (que na minha opinião é naturalmente muito mais feia que Buenos Aires), tudo está abrindo quase que normalmente (algumas lojas e shoppings ainda estão fechando às 21h por questões de segurança) e nossa viagem não foi prejudicada em nada, mas há sim um sentimento de que algo vai explodir novamente a qualquer momento.

Dica 1: Não façam o passeio Concha y Toro básico, é muito corrido e sem graça. Se é uma questão de valor, façam de outra vinícola, como Undurraga por exemplo. Mas se cabe no seu bolso, façam o tour Marquês, é muito bacana: o sommelier explicar cada vinho, a origem, com o que harmoniza e degustar os vinhos com queijos maravilhosos, e ainda pode levar a tábua de madeira como lembrança.

Dica 2: no Costanera Center, brasileiro tem desconto de 19% (devolução de IVA) em todos produtos (inclusive eletrônicos), basta procurar o balcão de serviços no piso 1 com documentos.
Desejo boa viagem a vocês, espero que tenha ajudado um pouco como outros me ajudaram.

A Maira relatou seus dois primeiros dias na cidade, entre 12 e 14 de dezembro:

Cheguei em Santiago dia 12 de dezembro e ficarei até 16, depois seguirei para a região dos Lagos. Até agora 2 dias inteiros na cidade.

Dia 13 (sexta) estivemos no Museu interativo e na vinícola Cousiño Macul. À tarde fomos no funicular/teleférico, tudo funcionando normalmente e na mais perfeita ordem. Inclusive utilizando o metrô.

Quando saímos do funicular, por volta das 16h/17h, estava acontecendo uma manifestação bem grande, com uma verdadeira multidão próximo a este local, na região central da cidade (local da estação Balquedano). Fomos orientados a voltar de Uber para o hotel e assim fizemos, também sem nenhuma intercorrência. O motorista nos informou que a manifestação fica mais violenta conforme vai ficando mais tarde, e ele estava bem tranquilo, inclusive passamos próximo ao local da confusão (do outro lado do rio), dava pra ver tudo ha cerca de uns 300m de distância.

A população local, que não estava na manifestação, andava normalmente na rua e ninguém aparentava medo ou preocupação. A violência é contra o patrimônio publico e privado por parte dos manifestantes e contra os manifestantes por parte da polícia. Não é contra as pessoas em geral. A vida parece seguir seu curso normal para quem não está envolvido. Meu hotel é perto do Sky Costanera e quando saímos do centro com o Uber ainda passamos neste shopping, onde jantamos e ficamos até 21h. O plano era subir até o topo, mas fechou mais cedo.

De madrugada um grupo de manifestantes seguiu para a região do meu hotel depredando estações de metrô e pixando as paredes. Acordamos meia-noite e meia com sirenes de polícia e barulhos de tiro de bala de borracha. Na manhã seguinte vida normal novamente, pegamos o metrô e tudo seguiu conforme os planos. Não há clima de pânico e medo na cidade, e ao que parece a maioria da população aprova as manifestações. Pelo menos os motoristas de Uber que consultamos.

Não me arrependi de ter vindo. Achei até interessante participar desse momento histórico. Até agora cumprimos toda a programação (subimos ao Sky Costanera hoje).
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Algumas estações do metrô estão fechadas e sem previsão de reabertura, como a Balquedano por exemplo, que foi incendiada nos primeiros protestos, fazendo com que a gente tenha que andar mais do que o previsto pra chegar em alguns locais (recomendo que usem o Uber, que tem custo baixo aqui e um bom serviço).

Realmente a cidade tá bem pichada e com proteção nas vitrines no centro, mas não me senti insegura em nenhum momento, nem estando ao lado da confusão.

O Hugo chegou dia 14 de dezembro:

Chegamos ontem. Andamos pelo bairro Providencia, tudo muito tranquilo. Hoje estamos andando pelo Centro/Recoleta/Bella vista, nada de muito estranho. Policiamento ostensivo, muita movimentação de estudantes ao redor da academia de belas artes.

Tudo funcionando normalmente. Só a cidade bem pichada, suja e vandalizada. Pra mim, parece muito uma baderna de estudantes, muitas pichações de "aborto livre", palavrões, etc.

Agora à tarde, estávamos no Patio Bellavista quando comecou uma movimentação nas redondezas. Subitamente deu pra ver uma multidão se juntando e de repente umas sirenes e um tanque dos carabineiros que começou a jogar água. Em menos de 5 minutos a multidão dispersou e deu pra ver, só passou correndo garotos de skate e máscara, estudantes de cabelo colorido, etc. Nesse momento alguns seguranças do Patio Bellavista saíram e pronunciaram algumas palavras negativas. Parece que realmente todos cidadãos de bem estão trabalhando, vivendo suas vidas, as manifestações estão mais pra badernas.

Nos falaram aqui que na manifestação de sexta havia 2 trios elétricos enormes, porém ninguém sabe quem está pagando por eles, uma vez que querem parecer que a maioria dos manifestantes são desempregados... Enfim, com 1 dia em Santiago não acho que perdemos nada, há muita pichação e vandalismo no centro, mas o resto da cidade está linda.

Basta planejar bem.os passeios e evitar a área central. Hoje passamos por vários lugares, tiramos foto, tudo normal. É só evitar de programar a viagem toda nessa área. A cidade está cheia de turistas e não parece que ninguém está cancelando suas viagens.

A Simone ficou entre 9 e 15 de dezembro:

Estive no Chile desde 9/12 e tô indo embora agorinha... foi tudo tranquilo e lindo...

Não cancelem a viagem, venham pois o Chile é maravilhoso!!!!

O Leonardo resolveu abreviar a estada em Santiago e conseguiu passear com sucesso, sem problemas, nos Lagos Andinos:

Estive no Chile e na Argentina entre 16 de novembro a 3 dezembro. Minha viagem iria começar no dia 9, mas decidi adiar por causa das manifestações.

Cortei o tempo que ficaria em Santiago, estando na cidade somente entre 16 e 17, indo para Puerto Natales logo em seguida para fazer o circuito W em Torres del Paine.

Voltei para Santiago dia 24, dormi lá até o dia seguinte, quando peguei busão para Mendoza. Voltei dia 2 para pegar o voo de volta ao Brasil no dia seguinte.

Indo direto ao ponto: como já dito pela maioria das pessoas, fora dos grandes centros urbanos, as coisas estão normais. Em Puerto Natales e em Torres del Paine, tudo normal.

Nos poucos dias de trânsito quando fiquei em Santiago, aparentemente tudo normal. Fiquei no Ibis Estação Central, área feia da cidade, e os centros comerciais nos arredores estavam com chapas de metal nas fachadas. Nenhuma intercorrência que valha menção, mas não me arrependo de ter cortado o período na capital. Pelos eventos recentes, não estava no clima para passear pela cidade. Lugares fechando cedo, vitrines com marcas de pedradas, pichações por toda parte...

Haverá outra oportunidade para tal.

A Adriana chegou a Santiago dia 29 de novembro:

Estamos hospedados em Providencia. Percebe-se que o clima não é o normal. Vitrines protegidas, horários alterados, uma pequena movimentação dos manifestantes a caminho de algum lugar, ontem era um grupo pequeno de meninas. Mas conseguimos andar e fazer uma pequena aproximação com a cidade, jantamos no entorno e tambem fizemos uma comprinha em um pequeno mercado, nao co seguimos chegar a tempo do horario do maior. Mas tudo tranquilo.

Hoje cedo fomo fazer o primeiro passeio. Subimos ao Cerro San Cristobal pelo teleférico, descemos pelo funicular, tudo funcionando normalmente. De lá optamos por caminhar. Quanto mais nos aproximamos das áreas dos protestos, mais vimos as marcas deixadas. Bellavista está com os restaurantes abertos, idem para Lastarria, mas as pichações e as proteções aos vidros de portas e vitrines não nos deixam esquecer do que acontece.

Chegando mais perto do epicentro, já estavam iniciando uma movimentação, vimos os policiais circulando, mas não ficamos para ver. Com o imenso calor fomos nos direcionando ao metrô para voltar. Este é o primeiro dia inteiro aqui, coneçamos bem pelo lado mais crítico, muito embora ainda voltaremos para ver o que ai da não vimos.

Acho que não tendo como protelar a viagem, aqui não tem viagem perdida, dá para aproveitar, claro que com limitações nas áreas mais danificadas e que ainda são concentração. Mas a cidade é linda e grande, acho que vale ver tudo.

No dia 1º a Adriana foi passear em Valparaíso:

Hoje fomos até Valparaíso e Viña del Mar, passeio que valeu muito a pena. Tudo tranquilo.

Aqui, conversando com os chilenos, conseguimos entender mais profundamente o que acontece.

Mas não se impressionem com as notícias, a vida continua em Santiago, a rotina está diferente, sim, mas em momento algum nos sentimos inseguros.

E a Adriana continua contando sua experiência ao vivo:

Como acompanhei por aqui as notícias de quem estava no Chile, vou deixar aqui minha impressão, estando aqui em Santiago, quinto dia de viagem.

Ontem (2 de dezembro) estivemos por toda região de Providencia e arredores, nada fora do normal, shopping e ruas tranquilas.

Hoje (3 de dezembro) subimos ao Cerro Santa Lucia e de lá vimos o início da manifestação que se formava próximo à estação Universidade Católica. Nosso roteiro de hoje era o Centro, e mesmo com a manifestação, não tivemos nenhum problema.

O Centro, ao contrário do que imaginamos, está protegido, não está destruído. Os prédios públicos, museus, comércio, funcionam normalmente e não há o menor risco. O som da manifestação ouvimos o tempo inteiro. Depois de todo roteiro feito fomos até a estação Mapocho, uma estação inativa, mas maravilhosa, vale a visita. De lá voltamos de metrô, fazendo uma baldeação, em pleno final de tarde. Tudo tranquilo.

Resumindo, a área complicada de se estar é no entorno da Plaza Italia, na Av Providencia e Alameda (destacando que Lastarria é uma “ilha” nesta área, ainda é possível sentar para almoçar, passear, e vale). É impossível não se impressionar com a destruição, sujeira e com a quantidade de comércio fechado, incomoda ver.

Mas deixo aqui minha sincera opinião, não precisa cancelar a viagem, a cidade aqui continua, não há perigo, Santiago tem muita coisa bacana para se ver. Obrigada a todos aqui por terem me deixado tranquila para vir, não me arrependo. Ainda tenho dois dias. Aos que estão em dúvida, não fiquem, venham e aproveitem.

A Pamela esteve no Atacama, na Patagônia e na Bolívia, e correu tudo bem, sem intercorrências:

Acabei de voltar do Chile, mas não fui para Santiago e região!

Fui primeiro para o norte, região do Atacama, tudo super tranquilo funcionando normalmente, muitos turistas (inclusive brasileiros), todos os passeio saindo normalmente e nenhum lugar fechado! Houve greve geral há duas semana atrás, porém foi somente 1 dia onde os parques estavam fechados..

Por agora voos funcionando normalmente! Fiz também a travessia para a Bolívia, não tive problema nenhum por lá .. tudo tranquilo!

Depois segui viagem para Patagônia, tudo funcionando normal, não tive problemas no voo, nem nas estradas, tampouco nos passeios .

De volta ao Brasil, nossa CristinaVnV dá a sua recomendação:

Hospede-se em las Condes.

Vá a Valparaiso de manhã num final de semana, quando o Congresso (que é lá) fecha. Eu fui no domingo, cheguei às 11h e voltamos sem problemas -- na segunda o bicho pegou por lá.

Em Santiago: centro de manhã e vinícola a tarde. Jante no shopping Parque Arauco, onde jantei no sábado (amei o ceviche do Tanta).

Diminuiu o número de turistas na cidade, não peguei fila em nada. O cúmulo foi eu e meu marido sermos os únicos no Piso 61 do SKY Costanera às 11h da terça.

Passe longe da Plaza Italia à tarde - se bem que nós passamos em 5 pessoas do outro lado. pelo rio, e até tiramos selfie rs.

O JB, que é um dos sócios-fundadores da caixa de comentários do blog, esteve num apartamento alugado em plena Plaza Itália, olho do furacão das manifestações:

Chegamos na segunda 18/11 e nosso apartamento alugado no Airbnb era colado à Plaza Itália. Como já passava das 17h, as ruas estavam bloqueadas pelos carabineros e nosso Uber teve que nos deixar a uma quadra de casa.

Ainda conseguimos sair para fazer compras no supermercado, que funcionava normalmente, e voltamos para o apartamento que ficava no décimo segundo andar e pudemos assistir de camarote os confrontos entre manifestantes e carabineros, com bombas de gás lacrimogêneo e balas de efeito moral, além de jatos d'água usados para dispersar a multidão que incansavelmente atirava pedras na direção dos carabineros. Esse vaivém tático continuou por algum tempo até o pôr do sol, por volta das 21h, mas ficou um rastro de pedras e lixo na rua inteira. O cheiro do gás (e uma bala de efeito moral) chegou à nossa varanda.

No dia seguinte saímos para um tour pelo centro e mercado central, almoçamos em Lastarria e quando o fim de tarde se aproximava, andamos pela Costanera passando pela Providencia e indo até o shopping. Pudemos ver o pessoal chegando à Plaza Itália cuja estação de metrô (Baquedano) permaneceu fechada. O shopping funcionava normalmente, com algumas lojas fechando às 19h (não por medo dos protestos, mas para permitir que os funcionários voltassem mais cedo para casa).

Voltamos a Providência onde fomos ao Bar Liguria encontrar com alguns amigos (um deles chileno). Quando mostramos ao chileno as fotos e vídeos dos protestos do dia anterior ele deu a entender que a quantidade de pessoas era muito menor do que em protestos anteriores, ou seja, para os chilenos a situação está "melhorando". Para nós turistas, claro que ficamos assustados, mas na minha opinião é possível sim usufruir das atrações de Santiago desde que você evite as cercanias da Plaza Itália entre as 17 e as 22h.

A Denise já até trocou de hotel:

Chegamos em Santiago na segunda, dia 18/11, justamente na data em que as manifestações ganharam força por fazer 30 dias do início. No caminho do aeroporto até o hotel vimos cerca de 5 pontos com incêndios nas ruas e um caso onde os manifestantes jogaram pedras em um carro da polícia bem na nossa frente.

Nosso hotel era próximo da praça Itália e Bella Vista. Eu tinha pedido para a agência trocar, porém informaram que não tinha como cancelar, e que estaria tudo ok. Chegando ali por volta de 23h, muito gás no ar, lâmpadas da praça todas apagadas, a polícia tinha dispersado os milhares de manifestantes e então estava uma penumbra, muito lixo e pedras na rua, o carro quase não passava. Queria mudar de hotel, mas achamos até mais perigoso sair dali, passamos à noite e hoje mudamos de hotel.

Após aguardar a agência resolver, mudamos para Providencia, próximo à estação Leones, que segundo eles seria bem tranquilo. Agora às 21h teve protesto na esquina, alguns manifestantes com extintores em punho batendo nas fachadas do comércio, vieram na direção da porta do hotel, fiquei apavorada. Dispersou agora, devem ter ido para outro lugar.

Talvez Las Condes seja melhor para ficar, eu acreditei que Providencia já estaria mais tranquilo e aceitei o hotel recomendado, mas infelizmente foi mais um susto. Amanhã tenho passeio para Viña e Valparaíso e na quinta para vinícolas. Espero que consigamos aproveitar um pouco. Não vejo a hora de ir daqui para Mendoza na sexta.

Durante o dia, na rua, tudo normal, mas alguns grupos começaram a queimar lixo e fechar ruas às 15h no Centro. Tem ótimos restaurantes aqui perto, na Providêecia, tudo fechado. Costanera fechou hoje às 20h. Minha sugestão, com base na minha experiência, é aguardar para vir.

A Sara passeou pelo Centro antes do horário das manifestações:

Ontem tivemos a informação de que o Metrô estava fechando às 20h. Fomos ao Sky Costanera e ao Shopping Costanera, ambos fecharam às 20h. Passamos pela Av. Providencia, Tobalaba, Região de Providencia e Las Condes e as únicas coisas que mostravam que a situação não estavam normais eram os horários de fechamento mais e as pichações/tapumes, ficamos pela rua até umas 21h sem problemas e sem insegurança. Vimos carabineiros, mas que nos chamasse a atenção. Aparentemente vida normal.

Hoje andamos pelo centro perto das 12h (tudo a pé), aparentemente vida normal, povo almoçando nos bancos das praças, grupinho de japoneses no letreiro de Santiago na Plaza de Armas, assédio dos garçons no Mercado.

Vimos uns caminhões usados para dispersão de multidão estacionados perto do Palácio de la Moneda, todo cheio de manchas de tinta. Vimos uma pequena manifestação pacífica de umas 30 pessoas andando com cartazes na praça ao lado do cerro Santa Lucia (a igrejinha estava fechada no cerro), o Palácio de la Moneda e entorno estava com cercamento, o Museu Chileno de Arte Precolombiana fechou às 15h30.

Por volta das 19h30 havia manifestação na Plaza Itália, vimos fumaça, vimos pessoas dispersando em direção ao Bellavista com boca e nariz cobertos com lenços e óculos de segurança. Resolvemos não nos aproximar e contornamos via Av. Bella Vista sem problemas.

Nossa CristinaVnV foi de metrô e táxi à Concha y Toro:

Ontem teve emoçãozinha rs Fomos de metro até a estação Universidade Católica porque a do Cerro Santa Lúcia estava fechada. Subimos o Cerro depois caminhamos até o Mercado Central. A ideia era ir à Praça de Armas antes, mas uma manifestação de empregados da saúde em frente a um prédio do ministério nos fez desviar. Passamos depois na Plaza de Armas e pegamos a Catedral abrindo, ela ficou fechada.

De lá metrô até Vicente Valdez, trocamos a linha até Las Mercedes -- outra opção de saída é Puente Alto mas estava fechada. Um táxi de rua tentou nos dar uma volta dizendo que tinha protesto e não me deu estimativa (taxímetro desligado). Fomos então para o shopping ao lado da saída do metrô, em frente a uma loja de material de construção tem uma fila de táxi. O senhorzinho ao ser perguntando quanto daria, mostrou o taxímetro e teve que fazer um pequeno desvio antes de um protesto de jovens que começava com uma barricada sem fogo às 14h30 - daria 4.000 pesos segundo ele com o desvio deu 4.200.

Chegamos na Concha y Toro, compramos a do Marquês Casa de Concha com a recomendação do Viaje na Viagem e seguimos a dica de comer empanada chilena (foi o que deu no tempo antes do tour). Fizemos o tour tradicional e depois fomos levados para a degustação, valeu a pena.

Após uma parada na loja, andamos até o ponto de táxi e chamaram um para nós. Eram 17h45 e, ao passar no lugar de um protesto que já se dissipava, sentimos cheio de spray de pimenta. Teve manifestação na Praça Itália mas fazendo conexão em Tobalaba e sem internet eu não fiquei sabendo, só soube quando cheguei no hotel.

Jantamos no hotel por exaustão e por que o metrô estava fechado as 21hs. Hoje vamos ao SKY Costanera e almoçar com uns trips conhecidos.

A CristinaVnV também conseguiu visitar o Sky Costanera e o museu La Chascona:

No dia 19, pegamos o metrô até Tobalada e vimos muitos policiais. Subimos o SKY Costanera - às 11h eu e Rick éramos os únicos no piso 61. Em meia hora descemos com a chegada das excursões.

Demos uma volta no shopping Costanera Center. Fomos a La Chascona com um pequeno desvio, passando por um protesto que começava às 13h45.

Almoçamos com o JB e demais amigos em Lastarria e depois caminhamos pela Providencia, passando na beira do rio e vendo o protesto que aumentava - tiramos até selfie rs!

O metrô fechou às 20h todos os dias. Fomos de metrô com meu amigo chileno na última noite rumo a Providência para ir ao bar - tipo linha 2 do metrô do Rio, sentido Pavuna às 18h, mas deu tudo certo e voltamos ao Brasil ontem sem problemas.

O Keiro ficou 10 dias em Santiago:

Estamos em Santiago desde o dia 7/11 e vimos protestos todos os dias. Viajamos tranquilos por todos arredores de Santiago sem problemas, na capital também está tudo tranquilo até o início da noite.

Ontem acabamos passando a pé próximo á praça Itália e estava um caos, sentimos muito cheiro de gás lacrimogêneo e ardência nos olhos, além de muita fumaça de lixo queimado.

Aconselho a todos evitarem arredores da praça depois das 18h!!!

O resto da cidade está aparentemente tranquilo. Estávamos ontem o dia inteiro em Las Condes e tudo normal.

Minha opinião é de que quem está protestando de forma violenta e desordeira são apenas jovens baderneiros, vimos muita pedra sendo lançada conta imóveis particulares, agressões a policiais e nenhum protesto civil organizado. A dica é fiquem longe destes protestos que ocorrem após as 18h.

Quem estiver vindo, apenas tente evitar ficar em locais próximos à praça Itália como nós, que sofremos sempre para retornar ao nosso apartamento.

No mais, dá para curtir a viagem de forma tranquila, apenas vai ver uma cidade mais suja e com muitos comércios e museus fechados. Mesmo assim está valendo a pena.

A Carolina passou o feriado em Santiago:

Estive em Santiago com meus pais entre 14 e 18/11. Ficamos em Providencia, próximo à estação de metrô Pedro de Valdivia.

Seguimos a recomendação de concentrar os passeios entre o começo da manhã e o fim da tarde e tudo correu muito bem.

Que eu saiba, só houve uma manifestação, na Praça Itália, na sexta à noite, dia 15/11. Agora estão nas tratativas para a nova constituinte e, ao que parece, o país está se estabilizando.

O Fabio foi passear em Viña del Mar e Valparaíso:

Descemos ao litoral hoje. Em Viña del Mar tudo sossegado, com pouco movimento. Chegamos às 9h30 e tudo pareceu sonolento até umas 10h30, quando começamos a ver os estacionamentos e quiosques enchendo.

Almoçamos no mercado de peixe em Viña e chegamos para andar em Valpo às 3 da tarde. A cidade nos pareceu meio "fantasma". Muita bagunça, depredação e pouquíssima gente na rua. Todos os "ascensores" fora do ar. Subimos de carro para La Sebastiana, que também fechou às 15h. E vimos os helicópteros de combate à incêndio lanças bolsas de água com precisão sobre as casas atingidas pelo fogo no alto dos "cerros".

Tanto na ida quanto na volta muitos pontos de incêndio na mata ao longo da Rota 68 e bombeiros trabalhando sem descanso. Uma pena. A fumaça era sentida toda Valpo e o jeito foi voltar mais cedo pela encosta da Rota 60 e admirar um pouco o Farol dos Santos Anjos. Na chegada a Santiago, mais caractrerísticas de América Latina - pessoas querendo lavar o para-brisa nos sinais, oferecendo coisas para comprar ou fazendo malabarismos. Pouco transito e alguns acidentes típicos de domingueiros na rua.

Veja o relato do Fabio sobre o passeio dele às vinícolas:

Chegamos um pouco depois da 9 na Undurraga. 14.000 pesos por cabeça. Grupo com menos de 20 pessoas. Show! Mais degustação, mais simpatia do guia (chileno e funcionário da casa há mais de 30 anos), melhores preços na bodega, mais coisas pra ver e explicar com mais calma. Água para enxaguar as taças e biscoitos para zerar o paladar entre um vinho e outro, além de agua gelada e filtrada à vontade. Tudo de bom.

De lá fomos calmamente para a Concha y Toro por estradas secundárias e sossegadas. Comemos no restaurante anexo, mas não achamos a comida tão boa quanto os relatos que lemos aqui. A sorte foi termos escolhido uma "pizza mechada", com um sabor peculiar, a 6.500 pesos. 16.000 pesos por cabeça. Quanto ao tour, tudo inferior, desde a qualidade dos vinhos degustados até a falta de empatia do venezuelano que nos guiou. Nem água para beber foi oferecida. Preços dos vinhos na loja maiores que no supermercado Jumbo.

O noticiário hoje está priorizando os incêndios na região de Valparaíso. Casas de madeira, muito comuns por aqui entre as classes mais baixas, queimando com facilidade. 35 graus de máxima hoje.

O Fabio continuou sua agenda de passeios por Santiago:

No nosso sétimo dia no Chile, fomos ao parque Quinta Normal. Um ponto com alta concentração de museus, dentro e fora, com uma estação de metrô de mesmo nome. Lá dentro também está a faculdade de medicina da Universidade do Chile. Também pouco movimento, mas com muitas crianças brincando de se molhar nos jatos d'água saindo do chão logo na entrada (o ano letivo já acabou por causa da confusão). Há um pequeno lago com pedalinhos fechados quando estivemos.

Visitamos 3 museus em menos de 3 horas, por serem pequenos. Mas todos peculiares. Primeiro - Museu de História Natural do Chile. Não me perguntem porque, mas nos deixaram entrar junto com os funcionários às 10h, antes do horário previsto de abertura às 11h. Tivemos o museu só pra nós, o que foi também uma bela experiência. Entrada 0800. é um museu simples, com pouco acervo à mostra, mas muito didático. Poucos textos para ler e muitas imagens que se completam, com foco no Chile.

Segundo - Museu de Ciência e Tecnologia. Também muto simples, com entrada a apenas 1.000 pesos. Mas ao contrário dos museus de ciência no Rio e em Sampa, a maioria da exposição interativa funciona. Também pode ser considerado um museu de história das comunicações porque possui uma boa quantidade de equipamentos antigos.

Terceiro - Museu Ferroviário. Também apenas 1.000 pesos de entrada. Curioso porque é uma exposição de locomotivas antigas que operaram por aqui a céu aberto. Contamos mais de 15 locomotivas, todas a vapor. Passamos o Artequim, o Museu da Memória e Direitos Humanos e o Museu de Arte Contemporânea. Planetário fechado - deve abrir nos fins de semana.

Usamos 3 linhas de metrô para chegar lá, com duas baldeações. Uma sem "maquinistas", a linha 3. Tudo sossegado e, se não normal, muito próximo disso. Antes de voltar pro hotel passamos no Costanera Center. O Jumbo é mesmo um bom lugar para comprar bebidas, vinhos em particular. Voltamos pra hospedagem em Las Condes um pouco mais cedo, devido ao cansaço do bate-e-volta de ontem.

Até o momento, as pessoas que abordamos na rua, inclusive jovens brasileiros que trabalham por aqui com turismo, não reclamam de violência generalizada. Não há crimes a mão armada nas ruas e, mesmo em manifestações recentes, não se vê a polícia reagindo com armas de fogo. Esta semana os "carabineros" foram pressionados a suspender o uso de armas de fogo "não letais" nos protestos, depois que uma análise laboratorial detectou apenas 20 goma nos projéteis, quando o desejável seria mais de 60%. Muito diferente da PM no Rio que, por qualquer pretexto, saca as pistolas e dá tiros para o alto.

Amanhã e sábado serão nossos últimos dias aqui. Não faremos mais bate-e-voltas e esperamos tentar sentir um pouco mais do "clima" na capital para nós e passar aos demais viajantes também.

O Fabio dedicou seu último dia a compras:

Pela manhã, depois de abastecer o carro, fomos a Los Dominicos, estação final da linha vermelha do metrô. É um lugar simpático e interessante para observar muito artesanato, joias com o pitoresco "lapisauli", roupas em tricô e crochê, e muita escultura com madeira e pedra sabão. Há uma igreja na entrada, aparentemente bonita, mas que só abre no final da tarde. Os preços não são convidativos, mas isso já sabíamos de outros blogs. Como chegamos perto da hora de abrir, às 10h, não pagamos estacionamento. Há uma exposição temporária de imagens de cera, que deve ir até janeiro. Passamos porque achamos a entrada cara - 7.500 por cabeça.

O resto dia foi utilizado para buscar as últimas bugigangas para levar. Entramos em 3 supermercados grandes - Lider Express (Walmart), Tottus e Jumbo (Mall Alto Las Condes). A pechincha do dia foi uma frigideira de cerâmica no Jumbo que saiu na boca do caixa pela metade do preço. Voltamos correndo para comprar outra.

Calor digno de verão nos trópicos - 33ºC de máxima hoje. As roupas de frio que trouxemos para usar à noite servirão apenas para ajudar a amortecer o solavanco das garrafas na bagagem despachada. O trânsito é antagônico - se vê muito respeito ao pedestre que atravessa na faixa, mas também se vê muitos carros acelerando a seu lado quando você dá seta. Algumas obras de grande porte nas principais avenidas ajudam a tornar as coisas mais estressantes. Mas eu particularmente prefiro alugar em estadas de uma semana ou mais do que andar de táxi. Nesta viagem, somente o trânsfer de ida e volta ao aeroporto mais o bate-e-volta a Valpo/Viña pagou o aluguel com folga.

Na TV nada de destaque nas notícias sobre protestos, embora eles ainda ocorram. A prioridade esta semana para a imprensa foram os incêndios florestais. O chileno em geral é bastante receptivo e prestativo. Cruzamos pouco com gente antipática. O nosso giro pelos museus ficou um pouco prejudicado porque quase todos ficam no centro antigo e apresentaram restrição de horário.

No geral gostamos do ambiente, embora eu tenha concluído que o chile não é tão primeiro mundo quando diziam. Carne de boi quase não se consome por aqui, de tão caro. Feijão também manda lembranças. Gasolina a preço de Macaé (a mais cara do Brasil, embora seja a cidade que mais produz petróleo) e estacionamentos cobrados POR MINUTO (sem a colher de chá de descontos se fizer compras).

Amanhã tentaremos sair o mais tarde possível, porque voltamos no Emirates 246, de madrugada. Devemos passar a tarde no parque bi-centenário, que deve abrir até 20h, como o Cerro San Cristóbal. Me comprometo a fazer mais um comentário depois de chagarmos em casa. Mas aproveito a oportunidade para agradecer com toda a sinceridade ao Blog por ter destacado minhas postagens. Fiquei satisfeito e contente em poder ajudar os demais viajantes a se decidirem.

Nossa Cristina VnV também desceu a Valparaíso, com apoio de um amigo chileno.

Hoje nosso amigo nos levou a Valparaíso, que sofreu ataques violentos. Paramos em dois lugares para ver a vista e o casario, incluso o Paseo Atkins. Em Viña del Mar caminhamos mais um pouco, na orla e no parque onde acontece o Festival do Vinho em fevereiro, que é como o carnaval para eles, dura 6 dias e acontece num anfiteatro que me lembrou a Pedreira Paulo Leminski em Curitiba.

Depois fomos almoçar em Concón, logo depois de Viña, beira do mar um peixinho delicioso e fora do turismo mais caro de Valpo/Viña. Na volta, paramos na Viña Indomita, mas era tarde para um tour, degustamos taças, compramos 2 ótimos vinhos por 23 dólares, meu amigo passou pelo centro e vi umas quarenta pessoas fazendo um protesto pacífico. Tudo tranquilo. Concordo com o mestre que fica corrido mesmo os tours que param no Vale de Casablanca a caminho de Valpo.

A Síntia continua em Santiago:

No sábado dia 16 fiz um passeio ao cerro San Cristóbal e foi incrível. A vista da cidade é linda demais e o local é super organizado, com banheiros limpos e boa lanchonete para lanches rápidos, como um sorvete. Depois almocei no Costanera Center e à noite fiquei no hotel em Las Condes.

Nesses dias no Chile, como já havia dito, tenho optado por jantar no bairro em que estou hospedada por não saber se conseguirei transporte para voltar pro hotel. Todos os passeios de manhã e de tarde tenho feito com a utilização do metrô. Apesar de ter visto em alguns blogs para não utilizar o transporte público, não tenho tido qualquer problema.

Hoje, dia 17, fui ao cerro Santa Lucia, depois em Lastarria e por último em Los Dominicos, todo o passeio foi feito á pé e de metrô. Fiquei impressionada com a quantidade de "pichação", mas me senti segura ao passear pelas ruas de Santiago por todos os dias que estou aqui.

O único dia em que fiquei um pouco nervosa foi o dia que estava perto da Praça Itália por volta das 14h30 e já havia uma movimentação para o início das manifestações. Nesse dia, eu e meu marido corremos um pouco para fugir da aglomeração, pois ficamos com medo de uma situação de confronto dos manifestantes com a polícia, situação essa que poderia ser imprevisível e perigosa.

Apesar das limitações de passeios pela manhã e parte da tarde, vale a pena a visita a Santiago.

O Edson está nos Lagos Andinos:

Por causa da previsão de chuva adiamos a travessia dos lagos e permanecemos em Puerto Varas mais um dia. A cidade está mais movimentada apesar de vermos poucos turistas.

Ao sair para jantar ontem, vimos uma manifestação com um pequeno número de pessoas, de forma pacífica e só gritando palavras de ordem. Foram acompanhados por um carro da polícia mas sem nenhum incidente.

Não sentimos qualquer ameaça e passamos a pé sem nenhum problema.

Obrigadíssimo, pessoal!

Mande seu relato!

Se você mora ou está turistando em Santiago ou qualquer outro destino no Chile, pode dar uma forcinha para os seus colegas que ainda não viajaram? Por favor, conta pra gente como as coisas estão aí -- e se você manteria ou cancelaria a viagem se estivesse no Brasil. Obrigado!

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399 comentários

Beatriz
BeatrizPermalinkResponder

Oi Patricia Legal essa dica que vc deu sobre o Uber, vou ficar atenta. Abç

PATRICIA MOL BESA

Boa noite pessoal! Amanhã cedo já retornamos ao Brasil.Foi tudo muito Bom, muito tranquilo, a cidade é linda e o povo chileno extremamente hospitaleiro.Não tivemos nenhum inconveniente, o do Uber, o crédito foi estornado.Não tenham dúvida!!! Venham!!! Abraços!

Priscilla
PriscillaPermalinkResponder

Pessoal,
Alguém tem notícias de Valparaíso? O incêndio segue afetando muito a dinâmica da cidade? Como estão as coisas por aí?

Flavia
FlaviaPermalinkResponder

Galera!! Gostaria de advertê-los que em hipótese alguma peguem táxi, somente Uber! Hoje infelizmente meu pacote de internet não funcionou ao sair do shopping em Santiago, peguei um taxi, ao chegar ao meu destino ele cobrou mais do que o combinado, e quando peguei, ele escondeu as notas de dinheiro e alegou que paguei menos, tentei argumentar que tinha pago o valor do taxímetro, mas ele travou as portas do táxi e não me deixou sair ... foram minutos de desespero, não sabia o que fazer... pra minha sorte eu tinha uma nota de R$ 100,00 reias na carteira ele aceitou e me deixou sair.... foi desesperador, não sabia o que poderia ter acontecido comigo. Então peço que em hipótese alguma peguem táxi, eles irão cobrar mais e vão esconder as notas de dinheiro e te ameaçar não deixando você descer do veículo. Peguem Uber ou transfer ..... menos táxi porque são padrões e bandidos . Fica aqui meu depoimento depois de minutos de desespero trancada dentro de um táxi o qual já tinha pago o valor do taxímetro. Foi desesperador

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Flavia! Infelizmente isso é comum. A gente sempre alerta:

https://www.viajenaviagem.com/2017/06/santiago-furtos/

Rafael
RafaelPermalinkResponder

- Sobre o Uber (e o Cabify também existe aqui) é necessário que uma pessoa sente no banco da frente, por causa da não regularização
- Sobre o metrô: a estação Baquedano está desativada e isso causa alguns transtornos, pois ela liga a linha 1 e a linha 5, ambas muito usadas para ir a pontos turísticos
- Sobre o ônibus do aeroporto: os da turbus sao superiores aos da centropuerto

Tchandra Nina Pepe Topázio

Oi Beatriz. Já chegou em Santiago? Queria informações atualizadas porque ainda estou pensando em ir dia 31. Soube q cancelaram os fogos de artifício.

Beatriz
BeatrizPermalinkResponder

Cheguei dia 27 e fiz o translado do aeroporto para o hotel com um casal de Londrina que haviam contratado a empresa VemMeBuscar, (WhatsApp +56 9 3429 2250) e saiu mais barato que um Uber. O motorista, alem de muito atencioso, ainda nos deu de brinde um chip da Claro.
Meu hotel fica em Las Condes, zona nobre da cidade muito tranquila mas o centro está muito pichado e deve-se evitar a Praça Italia e arredores onde ocorrem diariamente manifestações.
As comemorações de Ano Novo estão restritas a ambientes fechados e me informaram que nem mesmo em Valparaíso haverá fogos, por lá também tem manifestações e estão sem clima para festas. Também fiquei sem clima e estou voltando antes para o Brasil.

Simone Rodrigues

Estive no Chile com meus filhos de 13 e 23 anos, dos dias 21 a 31 de dezembro, sendo que em Santiago nos dias 21 a 24/12 e 30 a 31/12 e em San Pedro do Atacama de 24 a 30/12.
Em San Pedro do Atacama, tudo muito tranquilo, sem sinais de manifestações. Em Santiago ficamos hospedados no bairro Providência em dois pontos diferentes, o primeiro a cerca de 1 km da Estação de metrô Baquedano, praça Itália; onde os protestos ocorrem. Não tivemos incidentes e seguimos as orientações de não circular na região após às 17:00h. Fizemos os passeios em todo centro histórico, cerros, nos encantamos com a beleza da cidade, ainda que com muitas pichações, igrejas e alguns prédios históricos fechados. O povo chileno é muito acolhedor, em especial com brasileiros, "nos querem", como dizem. A segunda hospedagem foi próximo a estação Los Leones, Tobalaba, 1km do Costanera Center. Essa região sem dúvida está mais tranquila e com menos interferência dos protestos.
Não conhecia o Chile e como todos que estão com viagens marcadas, a nossa vontade é que estivesse tudo bem com nosso roteiro, mas afirmo que estar ali com meus filhos em um momento tão importante para aquele povo, me emocionou. É um povo que ama seu país e que luta por ele. Não cancele sua viagem, temos muito a aprender com o povo chileno; nos encantamos com sua natureza, seus prédios históricos, sua gente acolhedora, sua gastronomia, sua cultura.

cintya nunes
cintya nunesPermalinkResponder

Simone, senti o mesmo. Nos arrepiou ver o clamor chileno nas ruas pedindo mais dignidade de vida. Me senti tb parte de um momento histórico importantíssimo. Temos mesmo mto a aprender com eles.

Alex serpa
Alex serpaPermalinkResponder

Olá pessoal. Estou em Santiago desde o dia 06/01 e estava tudo tranquilo. Hoje saí do Shoping Parque Arauco e ia jantar na Lastaria. Porém, quando chegamos na praça Italia estava uma confusão danada. Manifestação ocorrendo. Gente correndo da polícia e todos usando máscaras ou cobrindo o rosto com camisas. A polícia em caminhões tanque jogando água nas pessoas. Estava no Uber e foram momentos tensos. Porém conseguimos sair sem maiores problemas. Mas já tinha lido a respeito. Deve ser evitada a Praça Italia no final do dia, pois costuma ter manifestação. A cidade está normal mas toda pichada. As lojas colocaram tapumes na frente para evitar serem depredadas. Não acho que deva ser cancelada a viagem, mas é bom evitar a praça itália no final do dia.

Edson Osiro
Edson OsiroPermalinkResponder

Olá pessoal, vou deixar a minha experiência sobre a viagem que fiz ao Chile de 24 de dezembro à 30 de dezembro.
Ficamos em Puerto Montt , região dos lagos , que por sinal, ´vale muito à pena ,pela sua beleza e pelas comidas típicas(não deixem de experimentar a sopaipilla e o peixe frito, que geralmente é merluza, mas não a que comemos no Brasil, pois é fresca e o sabor é super diferente)
Por lá quase todos os dias tem protesto, mas com poucas pessoas e bem pacífico, o que não nos preocupou muito.
Outra dica que quero deixar é sobre telefone e internet. Em vários sites na internet falavam que era muito complicado, que precisava de muitos documentos mas não precisa de nada disso, e é até mais fácil que no Brasil.
Basta ir a uma loja de telefonia, que tem em todo quarteirão, e comprar um chip pré pago que custa 1.000 pesos (aprox. 6,00 reais) e sair falando e acessando a internet..
No mais os passeios foram tranquilos e muito bons como em todo o Chile.
Sei que muitas pessoas procuram Santiago, mas vale muito a pena ir para outras cidades.
Espero ter ajudado.
Abraços.

Cilene
CilenePermalinkResponder

Terceira vez em Santiago. Amo a cidade. Desta vez só de passagem . Passei a maior parte da viagem em Mendonça. Conheci o Cânion del Atuel em San Rafael. Beleza impressionante. Meu conselho: não percam a oportunidade de ir a Santiago. Evitem as áreas mencionadas e não usem táxi, usem Uber .Motoristas de táxi enganam os pobres turistas.?

rosemeire silva de deus

Bom, em agradecimento a todos que postaram aqui me senti na obrigação de fazer o mesmo. O Chile está muito bom para visitar,estou aqui essa semana, não vi protestos, o que verão será paredes e muros pixados, mas nada que atrapalhe a sua visita. Fiz passeios, andei pelo centro e tudo de boa, podem vir na paz

MARIANA SANTOS LIMA

Bom dia. Tô com viagem para o Chile programada para Março. Minha mãe está preocupada porque parece que os protestos lá não acabaram. Você acha que devo mudar o destino ou o hotel ou acha que até lá melhora? Meu hotel é localizado no Centro.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Mariana! Valeria a pena mudar o hotel para uma região fora do foco dos protestos -- Providencia, por exemplo.

Maria Guerra
Maria GuerraPermalinkResponder

Mariana, eu mudaria o hotel com certeza. Procure em Vitacura ou Las Condes. Mesmo Providência está perto do tumulto. Não peguei nenhum protesto, mas a Região Metropolitana está esquisita e insegura, infelizmente... nem parece Santiago.

Márcia Ferst
Márcia FerstPermalinkResponder

Em janeiro de 21 quero ir pra Patâgonia e Deserto do Atacama, qual o melhor transporte de Em Calafate pra Deserto do Atacama?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Marcia! Isso equivale a perguntar “estou indo para Gramado. Qual o melhor caminho de lá para a Amazônia?” El Calafate está a 4.000 km do Atacama. Você tem que ir de ônibus a Puerto Natales no Chile, pegar um vôo a Santiago com conexão a Calama. Ou um vôo de El Calafate a Buenos Aires, com conexão a Santiago e nova conexão para Calama.

Caroline Melo
Caroline MeloPermalinkResponder

As dicas que pincei aqui no VnV foram cruciais para termos uma estadia tranquila e agradável em Santiago. Fui com um bebê de 1 ano e 4 meses e não tivemos qualquer intercorrência. Cancelei minha reserva em um hotel mais central e me hospedei em Las Condes, pertinho do Costaneira Mall. Passeamos no centro e pelo Bairro da Bellavista pela manhã e retornamos ao bairro do nosso hotel por volta de 16h. Essa orientação de sair da zona central no fim do dia eu recebi também de taxistas e uber. Para quem conheceu a cidade antes, é um pouco chocante ver como está, prédios bastante pichados e sujos, um pouco de sensação de insegurança, porém não acho que se dava cancelar uma viagem para o Chile por agora, dá para se aproveitar bem, seguindo as dicas aqui do site.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Caroline! Obrigada! Apenas fazendo uma correção: o que se conhece como "Las Condes" mesmo é a região lá do shopping Parque Arauco. Ali no entorno do Costanera Mall chamamos de El Bosque e, pertinho, El Golf, que são sub-bairros dentro de Las Condes.

Rosana Almeida

Boa tarde. Gostaria de saber sobre lugares para visitar e de hospedagens, com menos influencia dos protestos. O deslocamento de Santiago ao sul do país é seguro de onibus? Quais os locais mais belos ? Grata. Saudações, Rosana Almeida.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Rosana! O único lugar ainda um pouco conturbado é o centro de Santiago. É seguro ir ao sul de ônibus, mas é longe -- melhor ir de avião.

https://www.viajenaviagem.com/2014/09/lagos-andinos-roteiro-4-dias/

Josy
JosyPermalinkResponder

Estivemos em Santiago de 10 a 14/01, contratamos um tour privativo por causa do clima de insegurança que pairava sobre o lugar e diante os comentários das pessoas sobre as diferentes regiões, hospedamo-nos em Providencia, e o guia foi bem discreto quanto a nos mostrar pontos da cidade com muitos danos visuais. No entanto, saímos uma manhã em trio e presenciamos a polícia recolhendo objetos de camelôs de forma bem truculenta; soubemos por um senhor que é proibido a venda nas ruas sem licença e este ainda nos disse que a situação diária é bem difícil, mas ele acredita que tudo será normalizado. Víamos as pichações, mas nas áreas que fomos à noite no entorno do hotel esteve sempre tranquilo. Igualmente, de dia, Valparaíso e Viña del Mar também apresentavsm calmaria. Santiago tem muito a oferecer aos turistas e lamentamos não desfrutarmos mais, face as indicações dos locais com vistas a nos garantir uma movimentação segura. Um dia voltaremos...

Bhianca
BhiancaPermalinkResponder

Voltamos ontem de Santiago. O clima está bastante seco. Gostamos muito da região da Providência, ficamos perto de Manuel Montt e Francisco Bilbao. A região é bem tranquila e segura, O centro está muito pichado e com tapumes. A única restrição é evitar a região da Plaza Itália após as 16h.

Rafaella
RafaellaPermalinkResponder

Olá, sou a Rafaella do blog Rafa pelo Mundo e utilizei bastante o fórum para o planejamento da minha viagem. Passei o carnaval em Santiago (4 dias) e praticamente não tive problema. Apenas um dia, especificamente em 23/02, precisei cancelar um passeio que seria pra Valparaíso e Viña del Mar porque estava tendo uma manifestação grande, com o saldo de 40 carros destruídos e 30 pessoas feridas. Evitei andar pelo centro histórico, pois todos diziam pra não ir. Fui ao bairro Bellavista durante o dia, mas os locais dizem pra evitar a todo custo o bairro à noite - por ser FDS, mesmo durante o dia estava bastante vazio. Me hospedei em Providências no Plaza El Bosque Ebro e achei a localização excelente, sem nenhum resquício de confusão por perto. Conversando com uma pessoa local fiquei sabendo que março será um mês crítico, pois é o retorno dos chilenos à normalidade (fim de férias), com muita previsão de manifestação. O número de turistas reduziu significativamente na cidade, segundo as pessoas que trabalham com turismo, e a expectativa é de piora no cenário.

Tarsila
TarsilaPermalinkResponder

Eu e minha família ficamos em Santiago entre 23/02 e 01/03/2020. Nos hospedamos em Las Condes seguindo as dicas do Ricardo e os comentários aqui do site. Reservei um apartamento pelo Airbnb e ficamos perto da estação de metrô Escuela Militar. Então usamos bastante o metrô, que foi super tranquilo, em diferentes horários. A estação Baquedano está fechada ainda, então quando precisamos descer nela tivemos que ir uma estação adiante e voltar andando, mas até aí tudo bem. Na região próxima à praça Itália é onde se vê mais coisas destruídas, algumas partes das ruas estão sem calçamento, muitas (se não todas) lojas e estabelecimentos estão fechados. A polícia coordena o trânsito na região, já que faltam os semáforos. Somente nessa parte da cidade nos sentimos inseguros, um rapaz parecia nos seguir, mas paramos num ponto de ônibus com algumas pessoas e ele continuou o caminho.
Aparentemente houve pequenas manifestações todos os dias, mas muito concentradas, então para quem não estava nas proximidades não havia mudanças.
Passeamos bastante pelo centro histórico, muito lindo e cheio durante o dia. Estava tudo muito pichado, infelizmente. Mas o esforço do comércio em normalizar as coisas faz a diferença.
Fomos em Viña del Mar e Valparaíso dia 25/02, fomos cedo para evitar as confusões do festival de Viña. Estávamos de carro alugado e tivemos o vidro do porta malas quebrado, nas proximidades da praça Sotomayor. Foi questão de 5 minutos longe do carro para isso acontecer. Como a rua era bastante movimentada e cheia de restaurantes, não pensamos que pudesse acontecer. Mas ao conversar com algumas pessoas que estavam ali percebemos que possivelmente os próprios vendedores acobertam esse tipo de prática, fazendo vista grossa. Uma vendedora chegou a dizer que era o "pão de cada dia do ladão". Enfim. Depois disso saímos de Valparaíso sem conhecer a parte bela da cidade.
No dia seguinte fomos também de carro alugado para a região de Carrón del Maipo, e correu tudo muito bem. Lugar lindo, que vale o passeio.
Conversando com motoristas de Uber, soubemos do mesmo que a Rafaella comentou aqui. Provavelmente agora em março as coisas vão esquentar novamente pelo retorno às aulas e proximidade ao prazo da nova Constituinte.

Chrystiane
ChrystianePermalinkResponder

Acabei de chegar em Santiago e do caminho da Rodoviária até o hotel na recoleta, passamos por algumas fogueiras, até que nosso taxi se deparou com a manifestação, bateram no nosso taxi mas ele desviou e mais a frente vinha um batalhão de choque atirando. Quando finalmente saímos dalí vimos mais fogueiras e mais corre corre. Enfim, estamos no hotel seguros, mas vamos ver amanhã o que fazer de maneira segura!

Ricardo Rezende

Olá, pessoal!
Estive com a família em Santiago, de 23/02 a 01/03, hospedados em Lastarria.
Pelo que soubemos e vimos, toda semana há protestos às sextas-feiras.
Saímos todos os dias, de segunda a quinta-feira, de dia e à noite e não tivemos problema algum.
Passeios a vinícola e a Valpo/Viña fizemos com empresa de turismo e não tivemos problemas. Foi bom termos um guia, pois nos explicou as causas do conflito: aposentadorias irrisórias e impedimento legal de saque do montante acumulado; utilização do dinheiro da contribuição para aposentadoria por empresas privadas que lucram com os recolhimentos feitos pelos segurados, privatização das águas do Chile, entre outros....
Na sexta-feira 28/02 o recepcionista do hotel nos avisou que não deveríamos sair do hotel após as 17h.
Nesse dia, de manhã fomos ao Cerro San Cristóbal e ao Pátio Bellavista e voltamos ao hotel antes das 17h, sem problemas.
Como estava tudo tranquilo, arriscamos sair à noite nas redondezas do hotel.
Vimos um rescaldo da manifestação, com grupos de jovens cantando e sendo aplaudidos pelos que estavam nas mesas situadas nas calçadas dos restaurantes.
Um grupo maior passou perto da feira hippie da calle Lastarria com Merced, seguidos por veículos dos carabinieri. Mas naquela região não houve conflito.
Abçs!

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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