Buenos Aires: 5 dicas para não ser enrolado no táxi

Táxi em Buenos Aires

Como tudo em Buenos Aires, o táxi já foi mais barato – mas ainda assim continua em conta para os padrões paulistanos e cariocas.

Muitos brasileiros se queixam de pequenos golpes — como taxímetro adulterado e troca de cédulas (você dá uma de 100, o taxista diz que era de 10, ou troca na hora por uma cédula de 100 falsa e diz que não pode aceitar).

Vasculhando caixas de comentários na internet você é levado a pensar que todo taxista de Buenos Aires é trambiqueiro e que todo brasileiro vai se dar mal ao pegar um táxi na rua.

Só que não é assim. De minha parte, posso dizer que viajo freqüentemente a Buenos Aires há 10 anos e nunca fui vítima de golpe de notas, taxímetro adulterado ou trajetos alongados (e note: eu nunca indico o trajeto, não sou tão íntimo com a cidade assim).

Siga essas dicas e a possibilidade de ser engambelado vai diminuir drasticamente:

1) Em Ezeiza

Chegando pelo aeroporto de Ezeiza, saia para a calçada do aeroporto e recuse todo espertinho que oferecer táxi: esses são os malandros. Vá direto ao guichê do Táxi Ezeiza, que é tabelado. Negocie o pagamento em reais ou dólares. Para ver preços aualizados, clique aqui.

2) No Aeroparque

Entre o saguão e a calçada do aeroporto, recuse todos os espertinhos que vierem oferecer táxi: esses são os malandros. Saia pela calçada e atravesse a pista: o ponto de táxi fica na ilha central, no canto esquerdo. Antes de sair, pergunte se pode pagar em dólar ou real. O taxista pode oferecer ir pela autopista, que é mais rápido, mas tem um pedágio (baratinho). Pode aceitar.


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Uber em Buenos Aires

3) Não entre no táxi só com notas de 100

O ideal é sempre ter notas de 10 e 20 pesos no bolso. São notas que não estão mais disponiveis no caixa eletrônico, então faça compras em quiosques e sorveterias. (No Aeroparque, tome um café antes de pegar o táxi.) Pagando com notas de 10 e 20 não há golpe de troca de cédulas possível.

4) Dê o endereço incluindo as ruas transversais

Os moradores nunca dão o endereço com a numeração; as ruas são longuíssimas e ninguém sabe o trecho pelo número do prédio. Aproveite o wifi grátis dos hotéis, cafés, restaurantes e sorveterias de Buenos Aires para pesquisar no mapa onde exatamente fica o seu destino, e informe ao taxista usando uma ou duas transversais. “El Salvador entre Malábia e Armênia”, ou “Arenales e Santa Fé” são formatos de endereço que inibirão o taxista malandro.

5) À noite, peça para o restaurante chamar um radiotáxi

Custa a mesma coisa que os táxis de rua e você não fica à mercê do que passar.

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234 comentários

Usamos cabify. Funcionou muito bem. Motoristas gentis, educados. Sem golpes. Transparência. Não me senti lesada.

Acabei de ser enganado em Buenos Aires..por um taxista pilantra.. fica a dica.. não peguem táxi comum para ir ou vir do aeroporto.. se tivesse lido este artigo antes..pena q não!

Peguei algumas notas falsas de 50 pesos em BA. Sempre de taxistas!

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A incidência de taxistas desonestos, na Capital Federal e demais cidades de porte Argentinas é maior que em outra partes.
… Vem de ‘tempos’ está inraizada; sofri o achaque do golpe ”da nota”’ em 1995, levei a cabo chamando a Polícia (tenho hábito de anotar o número das notas maiores. … hojendia fotocopio-o–as.)
O golpe é tão velho que quando a moeda era Austral cai no golpe, em 1989.
Amyres

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