Santiago: leitores alertam sobre furtos e taxistas desonestos

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Ricardo Freire
por Ricardo Freire

furtos em Santiago

No auge do real valorizado, as maiores queixas dos leitores do Viaje na Viagem sobre furtos no exterior se localizavam em Buenos Aires, e estavam relacionadas com compras. Teve uma época em que os alertas vinham de viajantes que estiveram em Montevidéu, com relatos de assaltos, à moda brasileira, nos domingos ermos da Ciudad Vieja.

Este ano estão aparecendo relatos de problemas em Santiago -- uma cidade que transmite grande sensação de segurança, o que faz com que a gente baixe a guarda. É sempre bom lembrar que estamos tão condicionados a detectar situações em que há risco de violência, que acabamos não usando nosso radar para evitar um tipo de crime que é raro no Brasil: o furto (que por aqui só costuma acontecer em grandes aglomerações como carnaval e megashows).

O primeiro relato foi enviado em abril pelo Plínio, por email:

  • Fui a Santiago correr a Meia Maratona de abril. No metrô, na hora do almoço (13h) do dia 31 de março roubaram a carteira da minha esposa com documentos, passaporte e cartões. Passamos a tarde indo na Comissaria/Carabineiros, Consulado Brasileiro e Polícia Federal.
  • O consulado informou que esse problema de furto no metrô lotado acontece sempre... Mulheres: cuidado com as bolsas; usem as do tipo bem fechadas e grossas, pois eles cortam o couro. Se for usar o metrô, consiga um mapa das linhas, não fique dando mole olhando o mapa das linhas nas estações -- com certeza você será abordado por algum malandro (ou alguma malandra, no nosso caso), oferecendo ajuda. Só peça ajuda para funcionários do metrô com coletes verde-limão e faixas vermelhas.
  • O consulado aconselha também a manter todos os seus documentos escaneados numa pasta em seu email, facilita muito para emitir um novo. A partir de agora eu vou levar os meus também num pen drive. Outra dica: para saber se a nota vermelha de 5.000 pesos é falsa, coloque na palma da mão e então feche, amassando a nota. Ao abrir a mão, a nota verdadeira desamassa; a falsa continua amassada.

Ontem foi a vez da Regina contar seu incidente. (Ela usa a palavra 'roubo', mas acredito que tenha querido dizer 'furto'.)

  • Acabamos de voltar do Chile e infelizmente não temos apenas boas histórias para contar. Fomos roubados dentro do Starbucks na porta do Costanera Center (o shopping ainda estava fechado, pois era antes das 10 da manhã) e a menos de 50 metros de uma base da polícia.
  • Não espere a menor empatia da polícia local se você for roubado no Chile. O consulado brasileiro está recebendo brasileiros todos os dias vítimas de roubo e pequenos golpes, e a alta temporada está só começando. Muito necessário alertar a todos.

O terceiro relato é do Marcelo, e fala de problemas com táxi -- e táxi de ponto, no shopping Parque Arauco. (É bom ressaltar que táxi em Santiago sempre foi uma fonte de reclamação dos leitores.)

  • Alerta! Muito cuidado com os táxis em Santiago! Evitem pegar (se possível, usem Uber ou EasyTaxi ou outro app). Descobrimos da pior forma possível que em Santiago os taxistas também aplicam o golpe do 'cambiazo' nos turistas!
  • Conosco aconteceu no shopping Parque Arauco, e foi um duplo golpe! Primeiro o taxista falou que as linhas de metrô mais próximas estavam fechadas (já tínhamos iniciado a viagem para a estação mais próxima quando o comparsa do taxista 'avisou' pelo radio que o metrô estava 'fechado').
  • Depois, quando chegamos ao destino, na hora de pagar, ele trocou as notas (dei duas de dez mil e ele falou que recebeu duas de mil). Seguiu-se aquela discussão, stress, medo, e para encerrarmos logo a situação pagamos novamente o táxi.
  • Voltamos para o hotel, conferimos no metrô que não havia problema nenhum nas linhas e, finalmente, que estava faltando o dinheiro na carteira… Falamos com o pessoal do hotel e eles falaram que é melhor usar uber, pois é mais confiável e barato. Achávamos que esse tipo de coisa só acontecia em lugares como Buenos Aires e acabamos pegos desprevenidos em Santiago…
  • Informei ao shopping Parque Arauco sobre o ocorrido e eles deram aquela resposta preguiçosa típica do 'não podemos fazer nada', que não é responsabilidade deles e que eu deveria ter pego o táxi em frente ao restaurante Perla -- justo o lugar em que pegamos! (Se havia outro lugar para táxis 'do shopping', este devia ser melhor sinalizadom, pelo menos).
  • Ressalto que ao reclamar não solicitei nenhuma compensação do shopping, apenas informei do ocorrido para que não aconteça o mesmo com outras pessoas. Ponto negativo para o shopping que, na hora de atrair o turista para visitar o centro de compras é de um jeito, mas para realmente dar algum suporte real ao turista, nada…
  • Espero que o ocorrido sirva de alerta a todos, e que meu prejuízo seja compensado com a economia dos internautas usando app ao invés dos taxis ordinários!

Obrigado a todos pelos relatos!

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59 comentários

Rafael Machado

Estive em Santiago há cerca de 02 anos e só tenho elogios à cidade e ao povo chileno. Felizmente não tivemos problemas e fomos muito bem tratados. Das cidades que conheci na América do Sul, Santiago é a que mais se aproximou, na minha visão, da segurança que sentimos em países de primeiro mundo. Uma pena ler os diversos relatos de furtos e extorsão.

Val
ValPermalinkResponder

No ano passado passei um feriadão em Santiago com mais 3 amigas. Com a sensação de segurança, baixamos a guarda e caímos no golpe do fotógrafo solícito num restaurante do Patio Bellavista. Ele se ofereceu para tirar foto do grupo e nós aceitamos. Depois de um tempo percebemos que uma das mochilas havia sido furtada. Segundo os policiais que nos atenderam esse é um golpe relativamente comum.

Aurea Weber
Aurea WeberPermalinkResponder

Santiago já foi uma cidade segura. Há algum tempo meu cunhadoteve o celular roubado por um ciclista praticamente em frente ao palácio de La Moneda. Todo cuidado é pouco.

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