Roma

Cidade aberta

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Roma é uma cidade ocupada por história e mitologia.

Fontes, palacetes e templos aparecem a cada curva; os prédios mais novinhos que você verá terão 150 anos. Juntinho ao centro da cidade, ruínas imperiais desafiam a sua imaginação. Um outro império, porém, resiste, do outro lado do Tibre: o Vaticano.

Para dar conta de tudo isso você precisa de tempo e preparo fisico. Destrinchar Roma requer agenda e disposição para bater perna e comer poeira. (Em Roma, faça como os forasteiros: leve uma garrafinha e encha de graça nas bicas que há na cidade inteira.)

Sempre que puder, saia do eixo mais turístico – Piazza di Spagna-Fontana di Trevi-Pantheon. No Campo de’ Fiori, no Trastevere, em San Giovanni e no Testaccio nossos colegas ainda são minoria.

Quando ir

A época ideal é primavera: abril e maio têm pouca chuva e a temperatura encosta nos 20 graus de vez em quando.

Junho ainda é encarável, mas julho e agosto são para os fortes: além do calorão, é preciso enfrentar as multidões que todo meio do ano repetem as invasões bárbaras.

O outono (a partir de meados de outubro) é menos interessante do que a primavera porque é mais chuvoso. Mas é preferível ao verãozão. No inverno, temperaturas mínimas próximas de zero afugentam as hordas. É uma época interessante – desde que você vá com tempo sobrando (os dias são curtos…) e não tenha medo de frio.

Como chegar

Só a Alitalia voa direto a Roma, saindo de São Paulo. A TAM só voa a Milão (também de São Paulo). Todas as outras cias. européias levam a Roma com uma conexão.

Se o seu ponto de partida for de qualquer lugar da Itália continental, chegue a Roma de trem, que agora tem um tronco norte-sul ultra-rápido. Caso você desçar em Milão e fique uns dias por lá, vale a pena continuar a Roma pelos trilhos: são 2h59 na linha rápida direta.

Onde ficar

Dá pra ficar na região do Termini? Se não desse para ficar, não haveria taaantos hotéis por lá. É prático: você vem de trem do aeroporto e pode ir a pé ao hotel. Há ônibus e metrô fáceis para o centro histórico.

Não é perigoso, mas é mal-encarado. Por isso meu conselho é: antes de se render ao Termini, tente em lugares mais agradáveis. Campo de’ Fiori e Trastevere têm alguns hotéis simpáticos. Monti, no meio do caminho entre o Termini e o centro histórico, é um centro hoteleirinho interessante. (Já o Vaticano acho fora de mão.)

Para alugar, minha dica é a mesma: Campo de’ Fiori e Trastevere.

Daqui pra onde

O bate-volta mais comum é às ruínas de Pompéia; saindo cedo, ainda dá para fazer um pit-stop em Nápoles (1h10 a Nápoles, mais 35 minutos de trem suburbano).
Ostia Antica está a meia hora de trem; Tívoli, a 1h20 (de ônibus); Assis, a 2h de bumba.

Florença está a apenas 1h15, mas fazer como bate-volta é um pecado. Outro bate-volta a evitar é Capri; deixe para uma viagem tranqüila à Costa Amalfitana entre maio e setembro.

Em viagens picadinhas, cuide para não alocar menos do que 4 dias a Roma. O trio Roma-Florença-Veneza requer ao menos 10 dias.

Roma no Viaje na Viagem

344 comentários

ASTRID
ASTRIDPermalinkResponder

Primeiramente, parabéns pelo blog!! Já segui várias dicas! Nem imaginam o quanto já ajudaram!
Vou passar uma noite em Capri e no dia seguinte irei para Roma. Qual seria a melhor opção? Ir por Capri-Sorrento-Roma (nesse caso teria a opção de deixar malas no hotel de Sorrento e ir só com mochila para Capri) ou ir Capri-Napoli-Roma? Nessa última opção teria que levar a mala para Capri. Help, Boia! Obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Astrid! Via Sorrento a viagem fica pelo menos 1h30 mais longa.

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