Budapeste-Viena-Praga: use a receita da Wanessa

Palácio Hofburg, Viena

A querida pessoense Wanessa Lima, dona do excelente blog Cadernos de Viagem, acabou de voltar de um tour cultural por Budapeste, Viena e Praga. E, como não está sobrando tempo para atualizar o blog, decidiu presentear os leitores do Viaje na Viagem com o completíssimo relato da viagem, com todos os detalhes mastigadinhos para quem quiser usar. Olha só que maravilha. Vai pela Wanessa:

Texto | Wanessa Lima
Fiquei 4 noites em Budapeste, 4 em Viena e 5 em Praga. A Budapeste, eu tinha ido ano passado, mas a viagem foi interrompida por um problema de saúde, então, quis começar do zero. Com 3 dias inteiros, ainda faltou tempo para ver algumas coisas, mas acho que isso se deve ao meu ritmo de viagem, que tende mais para o lento. Em Viena, também achei que 3 dias inteiros foi pouco. Eu adoro visitar museus e fotografar a arquitetura da cidade, e Viena oferece muito disso! Muita gente inclui um dia a mais para fazer um passeio a Bratislava, mas eu passaria esse quarto dia em Viena mesmo. Em Praga, tive quase 5 dias inteiros, pois meu vôo de volta era só às 19:50h, e achei que o tempo foi suficiente para explorar bem a cidade.

Passagem internacional

Comprei as passagens aéreas com agente de viagem (pagando uma taxa extra por isso) pela Iberia, saindo de Recife para Budapeste e a volta de Praga para São Paulo, sempre com conexão em Madri. Talvez por a Malev Hungarian e a Czech Airlines serem membros da aliança One World, como a Iberia, as conexões oferecidas eram muito melhores do que as das companhias da Star Alliance. Já li muita critica à Iberia, mas a única coisa que fez falta foi um sistema de entretenimento individual. No resto, não deixou a dever à TAM e à TAP, outras empresas com que já voei para a Europa.

Deslocamentos internos

Fiz todos de trem. De Budapeste para Viena, deixei para comprar a passagem dois dias antes da viagem e não encontrei das mais baratas (13 euros). Como tinha de chegar a Viena com hora certa, comprei a mais cara mesmo, na primeira classe. Se eu tivesse maior flexibilidade, ainda teria encontrado a passagem na segunda classe para outros horários no dia pretendido. A compra teve de ser feita na Keleti Station, pois a MAV, empresa que explora os trens na Hungria, ainda está implantando a venda pela internet (eu consegui ver os preços, mas não deu para concluir a compra on line).
De Viena para Praga, comprei a passagem pela internet. O tutorial do Riq é perfeito.

Transporte na chegada e saída dos aeroportos e estações de trem

Em Budapeste, usei o shuttle Minibusz, contratado no próprio espaço da retirada das bagagens no aeroporto (também dá para contratar já no saguão de desembarque). O transfer é feito em vans, mas o número de passageiros é bem razoável. Ano passado, já tinha usado esse serviço reservando pela internet, e funcionou direitinho. Para ir à estação Keleti, fui de táxi, pedido na recepção do hotel.

Na chegada a Viena, usei o metrô, de acordo com as orientações deixadas pelo Riq aqui no VnV. Mesmo carregando mala e tendo de fazer uma conexão no metrô, foi muito tranqüilo, pois todas as estações tinham elevador/escada rolante. Ainda assim, na hora de ir embora, preferi pegar um táxi, por causa do peso da mala, que aumentou consideravelmente depois dos livros comprados nas lojas dos museus…
Aqui cabe um aparte: eu tenho problema com malas. Não consigo fazer mala leve de jeito nenhum! Mas dessa vez, houve uma circunstância agravante, que foi ter planejado uma mala “ligeiramente” inadequada para a temperatura que estava fazendo. As médias de temperatura do Weather.com me induziram a pensar que estaria bem mais frio do que efetivamente estava. Então, já em Budapeste, percebi que não iria precisar de várias peças de roupa. Em situações normais, eu simplesmente abandonaria algumas no hotel, mas aquelas eram peças das quais eu não podia me desfazer, já que aqui no Nordeste, onde eu moro, não se adquire com facilidade roupa de frio! A solução foi mandar um pacote de roupa pelos correios pra casa. Postei em Budapeste e ainda estou esperando chegar, mas foi uma mão na roda (se chegar mesmo!).

Voltando ao assunto do shuttle: como a chegada a Praga ia ser à noite, preferi não arriscar e contratei pela internet o serviço que o Riq sugeriu. Funcionou tudo à perfeição, igualzinho está no post. Quando vi de longe o cartaz laranja, nem precisei ler o meu nome pra reconhecer o motorista que me esperava! Devia ter contratado logo a volta para o aeroporto, mas deixei pra depois, fiquei sem acesso à internet e, quando me lembrei do assunto, não tinha mais tempo. Aí, morri no transfer oferecido pelo hotel, que foi ótimo, mas um pouco mais caro do que o da chegada.

Transporte público

Usei bastante o metrô em Budapeste e Viena. Em Praga, um pouco menos, mas também usei. Nas duas primeiras, logo que cheguei, adquiri tickets de 72 horas. A compra foi feita nas máquinas das estações de metrô, com cartão de crédito (ou VTM). Todas têm opção de vários idiomas, de modo que ninguém precisa entender húngaro pra comprar. Com o bilhete na mão, é só validar no primeiro uso em uma maquineta na entrada do metrô ou dentro dos trams e ônibus, para marcar o horário em que o ticket começou a ser usado.

Em Budapeste, na porta de TODAS as estações de metrô, havia fiscais conferindo a validade dos tickets de TODOS os passageiros. Nos trams, ao contrário, nunca vi fiscais. Uma vez, um desses fiscais tentou me aplicar uma pegadinha (eu acho que foi isso). Pegou meu ticket, me levou até a máquina de venda de bilhetes e pediu que eu apontasse o tipo que eu tinha comprado. Mas não havia a opção de ticket de 72 horas! Falei que não era nenhum daqueles, já preocupada, e ele disse que estava tudo ok. Assim eu descobri que nem toda máquina vende esse tipo de bilhete.

Em Viena e Praga, não vi nenhuma fiscalização, foi tudo na base da confiança mesmo, mas eu não gostaria de pagar (ou de não pagar) pra ver o que acontece com quem é pego sem ticket válido…
Ainda sobre Praga, como não planejava usar tanto o transporte público, comprei bilhetes simples ou de 24 horas quando foi necessário.

Todas as informações sobre transporte público podem ser encontradas em:

Hotéis

Quando vou escolher hotéis, procuro o que tem a melhor localização dentro da faixa de preço que estou disposta a pagar e com o nível de conforto que espero. Sempre fico na faixa dos 100,00 euros pra baixo.

Em Budapeste, minhas pesquisas me mostraram que a hotelaria é bem barata e por isso, ao invés de economizar, resolvi escolher um hotel mais confortável, ainda dentro da minha faixa de preço.

Fiquei no Opera Garden Hotel & Apartments. Para mim, a localização era muito conveniente, pois a minha programação incluía uma apresentação na Ópera e outra no Teatro Thália, que também fica nessa região, e eu pude ir caminhando desde o hotel. Também é um hotel conveniente para quem pretende ir ao Conservatório de Música (Zeneakadémia ou Franz Liszt Academy of Music). O hotel fica em uma rua de pedestres e a área é bastante tranqüila. Dá para fazer vários passeios a pé ou usar a estação Opera do metrô. Minha reserva foi feita pelo Booking.

Outra localização que achei boa para ficar em Budapeste é na região próxima à Deak Ferenc Ter, onde fica a principal estação de metrô, que conecta três linhas, e à Vorosmarty Ter, por causa da facilidade de transporte e dos restaurantes e cafés por perto. É grande a oferta de hotéis ao longo da Váci utca (rua de pedestres com bastante comércio), mas acho que só vale a pena ficar nos que estão no começo dessa rua, que é na Vorosmarty Ter.

Ao contrário de Budapeste, em Viena, a hotelaria é beeem cara! Estava difícil conseguir um hotel com diária de até 100,00 euros dentro do Innere Stadt, que é a parte que concentra a maioria das atrações da cidade. Fiz uma reserva do tipo que podia cancelar sem ônus no Booking e continuei procurando, até que, mais ou menos um mês antes de viajar, encontrei uma oferta do tipo 4 noites pelo preço de 3 no Hoteis.com e reservei o Austria Trend Hotel Rathaus. A localização não foi perfeita, porque essa região, apesar de bem próxima da Universidade de Viena, “morre” nos fins de semana e não tem muita oferta de restaurantes à noite. Isso muda um pouco nos dias de semana. Mesmo sem muito movimento, a região é segura, e usei a estação de metrô (Rathaus) à noite sem medo.

Em Praga, os preços são intermediários. A dificuldade de escolher vem do fato de que a oferta de hotéis é muito grande, e todos parecem iguais. O ponto de referência para a localização da hospedagem é a Ponte Carlos, que corta o Rio Vltava. A maioria dos hotéis se situa em Stare Mesto (cidade velha), mas resolvi seguir a dica do Riq e procurar um hotel em Mala Strana, do “outro lado do rio”. E ainda bem que segui essa dica! Mala Strana é um emaranhado de ruelas antigas, que parecem ainda não ter sido “descobertas” por ninguém e permitem que você passeie com calma por um cenário de filme (de filme mesmo, já que “Amadeus” teve cenas gravadas ali). E tudo isso a um pulo de Stare Mesto, região da cidade que também é linda e que dá ótimos passeios (mas pra isso ninguém precisa se hospedar lá, no meio daquela muvuca toda!). Também existem muitos hotéis em Nove Mesto (Cidade Nova), perto da Praça Venceslau. Mas eu acho que também não teria gostado de ficar nessa região, que é muito comercial e – impressão minha – não deve ter muita graça à noite. Enfim, decidida a ficar em Mala Strana, peguei aqui no VnV mesmo a dica do hotel Kampa Garden, que é simples (com preço compatível), mas a dois passos da Ponte Carlos. Reservei pelo Hoteis.com, que tinha o melhor preço na época.

Passeios

Além do VnV, usei os seguintes blogs na montagem dos meus roteiros:

Usei também esses relatos de viagem que achei pelo Google no fórum do Fodor’s:

Queria deixar umas dicas para quem quer aproveitar a – intensa – programação cultural, que é uma característica das três cidades, e que foi o foco da minha viagem.

Tanto em Budapeste, quanto em Praga, e principalmente em Viena, é possível assistir a maravilhosos concertos de música clássica, óperas e balés. Mesmo para quem não gosta especialmente desse tipo de apresentação (ou para quem nunca foi a uma), quer lugar melhor no mundo pra tentar? E, se não gostar do espetáculo, dá para apreciar os belos teatros por dentro. Então, é aproveitar a oportunidade!

Em Budapeste, a Ópera é conhecida pela boa relação custo benefício: ótimos espetáculos e preços baixos. Assisti lá à minha primeira ópera, que foi “As Bodas de Fígaro”, de Mozart. Eu nunca gostei de “ouvir” ópera, mas, ao vivo, a coisa é bem diferente, achei emocionante! O espetáculo tinha uma montagem bem tradicional – diferente da apresentação que vi em Praga – e foi uma iniciação perfeita nesse gênero. O site da Ópera encaminha para o um site de venda de ingressos onde dá pra comprar tickets para muitas outras atrações.

Fui ver também “Carmem”, da Compañia Antonio Gades, que estava participando do Festival de Primavera de Budapeste. Foi difícil conseguir o bilhete, estava esgotado em alguns sites de vendas de ingressos, então, precisei recorrer a uma agência. Usei os serviços da Vienna Ticket Office. Localizei a agência pelo Google e comprei no escuro, sem referências do serviço. Troquei alguns e-mails com uma funcionária para acertar detalhes da compra e, mesmo tendo achado o atendimento muito sério, fiquei apreensiva até retirar o ticket na bilheteria do Teatro Thália, mas deu tudo certo. Claro que paguei uma comissão, mas o valor foi razoável, e o espetáculo valeu muito a pena! Eu poderia ter também entrado em contato com o hotel para tentar conseguir esse ingresso, mas ainda estava meio indecisa sobre a escolha da hospedagem, por isso, não usei essa alternativa.

Ainda pesquisei sobre concertos de música clássica, mas não daria para encaixar na minha agenda. Descobri que a principal sala de concertos de Budapeste, que é a da Zeneakademia ou Academia de Música Franz Liszt está fechada para reformas atualmente. Outras opções são o Centro Kodály e o Palácio das Arts.

Em Viena, é difícil até mesmo desviar da oferta de apresentações de música clássica, principalmente em frente à Stephansdom e no Hofburg. Mas eu preferi evitar os espetáculos montados apenas para turistas. Fui ver o balé “Don Quixote”, encenado na Ópera. Minha cadeira era praticamente no teto do prédio, mas era o único tipo de ingresso disponível cerca de um mês antes da viagem, quando organizei minha programação, e achei que valia a pena. É claro que existia a opção dos “stand tickets”, para uma sala onde as pessoas assistem aos espetáculos de pé (sobre o assunto, recomendo a leitura deste relato. Mas como minha “agenda” exigia que eu fosse à Ópera em Viena no mesmo dia em que viria de Budapeste, não tinha tempo de chegar cedo, por volta das 16h, 17h, para guardar um lugar, por isso resolvi comprar o ingresso mesmo para uma cadeira mal localizada. E o espetáculo foi tão lindo que o desconforto não prejudicou a experiência. A compra foi feita no site da Ópera mesmo.

Também fui assistir a um concerto de música clássica no Musikverein. Não consegui ver a Filarmônica de Viena, que é a mais conceituada das orquestras da cidade. Tive de me “contentar” com a Orquestra Sinfônica de Viena! Quem fizer questão de ver a Filarmônica, tem que entrar em contato por telefone uma semana antes da data da apresentação para comprar um dos ingressos restantes (a venda não é feita pelo site) ou apelar para os stand tickets.

Outra boa sala de concerto em Viena é a Konzerthaus, mas não deu tempo de ir. Várias igrejas também promovem concertos de música clássica. Uma que fiquei com vontade de ir foi a Karlskirche. Para quem gosta de música sacra, o Vienna Boys’ Choir se apresenta nas missas da capela do Hofburg.

Enfim, Praga. Aqui a oferta de concertos também é enorme, mas a cidade não tem tanta “tradição” no assunto quanto Viena, então, é mais fácil conseguir os ingressos, e os preços são mais baixos. Para se informar num lugar só sobre todas as opções, ao lado da entrada para a Igreja de Nossa Senhora Diante de Tyn, fica uma lojinha de CDs chamada Via Musica, que tem um painel com folhetos de todos os espetáculos, não só de música clássica, mas também de jazz.

Programei uma ida à Ópera para ver um balé. Dei a sorte de ver a estréia da montagem local de “Giselle”, que foi uma apresentação arrebatadora, com direito a muitos aplausos em cena aberta. Na hora da compra, o site da Ópera redireciona para o Bohemia Tickets, que vende ingressos para outros espetáculos também.

Vi ainda “A Flauta Mágica”, de Mozart, numa versão modernizada. A história dessa ópera é tão fantasiosa que um cenário e um figurino um pouco atualizados não fizeram mal nenhum. E poder ouvir a tão famosa ária da Rainha da Noite ao vivo… não tem preço! O espetáculo era montado pelo Naródni Divadlo (Teatro Nacional tcheco), que tem vários prédios (é bom conferir exatamente em qual teatro vai ser o espetáculo, pois quase perdi o início da apresentação por ter ido pro local errado!). No meu caso, a apresentação aconteceu no Estates Theatre, local em que Mozart em pessoa regeu a estréia em Praga de outra de suas criações, a ópera Don Giovanni. Para compra de ingressos, o site do Naródni Divadlo redireciona para o Ticket Portal.

Faltava conhecer o Teatro Negro de Praga, que é tão típico da cidade. Eu já tinha passado pela porta de uma infinidade de locais com apresentações desse gênero, mas não tinha ficado realmente interessada em assistir a nenhuma delas, todas me parecendo apenas “pra turista”. Pois eu devia ter me conformado à minha condição (de turista, afinal!) e ter ido ver um desses espetáculos. Mas resolvi inovar e ver o Lanterna Magika, que também faz parte do Teatro Nacional. Era a estréia da montagem “Legends of Magic Prague”, mas eu tenho de confessar que não gostei. Nem sei explicar o motivo de não ter gostado, talvez não tenha entendido a coisa, mas acho que não fui a única, porque pessoas sentadas ao meu lado não retornaram após o intervalo… Comprei o ingresso no teatro mesmo, cerca de uma hora antes da apresentação (foi um dos últimos lugares).

Nessa noite, eu poderia ter escolhido ir a um concerto de música clássica: ou ver a Orquestra Filarmônica Tcheca se apresentar no Rudolfinum ou uma orquestra de câmara no Smetana Hall, na Casa Municipal. Esse segundo, eu gostaria de ter ido nem que fosse só para conhecer a sala de concertos, que é linda.

Só para dar uma idéia da facilidade de comprar ingressos em Praga: Joshua Bell iria tocar com a Filarmônica cinco dias mais à frente – ah se eu ainda estivesse lá… – e ainda havia tickets disponíveis para essa apresentação, o que não aconteceria em Viena de jeito nenhum! Aliás, em Viena, tinha visto uma reportagem sobre a estréia da ópera Anna Bolena, em que um monte de gente muito fina, vestida para a apresentação de gala, exibia em vão as notas de euro em busca de um bilhete! Assistiram debaixo de chuva, num telão montado na rua…

Sobre os preços dos ingressos: como adiantei, em Viena, paga-se sempre mais do que em Budapeste e em Praga (mas é assim em todos os aspectos, Viena realmente não é uma cidade barata). Mas há ingressos para todos os bolsos, começando com os stand tickets, que custam apenas alguns euros. Em alguns casos, paguei menos do que os preços dos ingressos de espetáculos voltados somente para turistas que, segundo vi, não são exatamente baratos…

Recomendo muito para quem vai viajar para essas cidades aproveitar essa programação cultural tão ampla. Eu acabei fazendo uma maratona de teatros e óperas, o que só deixou a minha viagem ainda mais inesquecível!

Lindo, Wanessa! Muitíssimo obrigado em nome de todos os leitores!

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572 comentários

Quanto á qualidade das estradas, não tenho do que reclamar, são muito bem pavimentadas e sinalizadas (claro que não é uma sinalização que a gente tá acostumado, mas nada impossível de entender!).

Oi Paula,

acho que seria bom se seu pai começasse a viagem dele por um país do leste, talvez seja mais fácil com as locadoras, pq pelo que me lembre as locadoras alemãs não permitem que vc vá pro bloco do leste de carro, pelos motivos que vc citou entre outros.

Aproveitando o post, alguém fez essa viagem de carro alugado? Meu pai e família estão planejando fazer esse roteiro de carro em julho, mas de carro alugado, incluindo Varsóvia/Cracóvia se possível. Li em algum lugar aqui no VnV que existem dificuldades para se dirigir no leste europeu (sinalização, documentação, qualidade das estradas, etc) que podem prejudicar a viagem. Tentei convencê-los a ir de trem, mas não rolou (meu pai é teimoso e acha que todos os lugares do mundo são como a França e dá pra viajar de carro alugado).
Alguém tem alguma experiência de dirigir pelo leste europeu?

    Pra mim, é o tipo de viagem para quem gosta mais de carro do que de viajar… Seu pai teria que alugar e devolver o carro no mesmo país (Alemanha seria o melhor), achando uma locadora que permitisse levar o carro para o leste.

    Botando no Google Maps, saindo de Berlim (e voltando por lá), dá 2.300 km pra visitar (e se meter no trânsito de) seis cidades grandes e se entender com sinalização, guardas e estacionamento em polonês, tcheco, húngaro, eslovaco e alemão…

    Vou botar a pergunta no Perguntódromo.

    Mas acho que ele realmente gosta mais de dirigir mesmo, hehehe

    Oi Paula

    Fizemos Frankfurt-Viena-Budapeste-Praga-Frankfurt em 2007, com carro alugado. Tudo tranquilo, e isso que estávamos com um bebê de 6 meses e sem GPS. O maior problema foram as distâncias de e para Frankfurt. Não tivemos problema algum. E agora que as fronteiras da UE estão maiores, deve estar mais fácil. Algumas locadoras restringiam a entrada de certos carros naquela área (em Frankfurt nos disseram que era pelo risco de roubo) então é melhor verificar se a categoria escolhida pode entrar. Tem que ler a letra miúda do contrato e observações – nos sites é colocado. As estradas eram boas, ótimas, por sinal. Andamos quase sempre por autoestradas, mas as menores também eram boas. A sinalização é meio estranha, mas nada que uma estudada antes não resolva. Compramos um mapa da região e tinha todas as especificações de limites de velocidade, regulamentações e placas. Tínhamos que comprar o “selo pedágio” em cada país que entrávamos, que na época era ótima maneira de se livrar do monte de moeda que sobrava. Na Áustria exigiam um colete reflexivo, para caso tenha que sair do carro, compramos um antes da fronteira e depois vimos que no porta malas havia um. Não sei se isso ainda existe. Nas fronteiras nem olhavam pra nossa cara. Olhavam o passaporte e mandavam seguir. Só na Rep. Tcheca achamos os motoristas mais afoitos, mas não pior do que é aqui!

    Na época aluguei com a Sixt, que garantiu inclusive o modelo de carro que nós queríamos, não só a categoria.

    Dá uma olhada aqui http://www.viajenaviagem.com/2007/01/leste-europeu-com-smiles/

    Eu lembro que tem outro post que fala disso, mas não consegui encontrar (eu acho que é da época do Viaje Aqui).

    Olá, Paula! Provavelmente sim, dependendo da locadora.
    O melhor roteiro então seria:
    Viena-Budapeste: 250 km
    Budapeste-Cracóvia: 400 km
    Cracóvia-Varsóvia: 300 km
    Varsóvia-Praga: 660 km
    Praga-Viena: 350 km

    Putz, tudo muito longe, né? Super obrigada, bóia. Eu acho que eu não encarava. 660km é uma super puxada pra um dia, e não sei se rola parar pelo caminho. Anyway, vou falas dessas distâncias pra ele e ver o que acha.

    Paula, eu não fiz de carro alugado, mas fiz de ônibus. Fui pra Budapeste, Viena, Praga, Berlim e Por fim, Polônia (Cracóvia, Varsóvia e Wroclaw). O ônibus foi parado na entrada da fronteira da Polônia, o motorista teve que pagar uma multa altíssima porque na saída de Berlim ele se perdeu, e quando chegou na fronteira da Polônia tinha extrapolado um pouco a quilometragem permitida pra entrada (era uma coisa COMPLETAMENTE sem noção). O pior é que os guardas de fronteira falavam apenas polaco, um pouco de alemão e húngaro, enquanto o motorista falava português (de Portugal), espanhol, italiano e inglês. Foi difíiiicil, porque os guardas não aceitavam a presença de outra pessoa na sala…
    Foi comentado no ônibus que as fronteiras de entrada/saída da Polônia são super rígidas, eu, quando ouvi, nem acreditei, pra no final cair nessa história.

    Ônibus tem legislação muito, muito mais rígida e as multas são proibitivas. Eles tem velocidades máximas especiais que nào aparecem nas placas (assim como caminhões), e que os motoristas são obrigados a saber porque presumem-se que são profissionais de direção.

    Paula, estive em Varsóvia e Cracóvia ano passado, mas não de carro… Será que nem esse número que o Riq citou convence o seu pai? De trem, a viagem foi bem tranqüila, e as cidades valem muito a visita.

    Paula, a situação de tráfego e trânsito está melhorando no leste europeu. O que eu recomendo é se informar antes sobre locadoras que permitem levar o carro para o leste europeu, e reconfirmar essa informação.

    Polônia, Eslováquia, Rep. Checa e Eslovênia já estão mais próximos de um “padrão ocidental” de qualidade de estradas e experiência no tráfego, embora haja roubos, pouco conhecimento de inglês. As estradas em si melhoraram bastante desde 5 anos atrás, há um frenezi de construção de estradas na região.

    Hungria é uma área mista, está melhorando mas não no mesmo nível dos outros países ainda. Bulgária e Romênia são países mais precários, dificilmente uma locadora vai te permitir entrar nesses dois países com carro alugado na Europa Ocidental.

    Belarus e Ucrânia, não vá. Além de não fazerem parte da UE, tem sérios problemas de burocracia para entrar/sair com carro, polícia rodoviária corrupta e por aí vai. Não tem locadora que permita ir com carro nesses países.

    No mais, a viagem é bem longa, planeje a contento. Mas sendo um amante da estrada também, entendo perfeitamente pessoas para quem dirigir não é apenas uma questão de meio de transporte.

    Paula, a locadora mais popular aqui no leste europeu é a SIXT. Geralmente possuem planos com preços bons q permitem circular pelos países desse lado de cá sem o menor problema.

    Oi Dani,

    estou tb indo para o leste europeu do dia 12/06: Budapeste, Viena e Praga. Somos um grupo de 03 casais e estamos exatamente em duvida se fazemos entre cidades de Carro ou Trem. Preferiríamos carro, fizemos o interior dos USA de carro e foi otimo! Mais temos medo das Travessias de fronteiras, imagina termos que nos explicar em alemão, Hugaro, etc… O que vc acha? è necessario carteira internacional?

Wanessa, que viagem barbara! Amei Viena e Praga e não curti muito Budapest, mas mesmo assim, é uma cidade que merece um visita. Obrigada por citar o Big Trip. Espero ter te ajudado no roteiro, de alguma forma. bjos

    Paula, você ajudou, por ironia, especialmente na parte de Budapeste! 🙂 Obrigada!

    Eu adorei a cidade. Depois de ler várias opiniões negativas sobre ela (é mesmo do tipo ame ou odeie) e também com a minha primeira impressão do ano passado (ninguém adora o lugar em que fica doente numa viagem, né?), decidi que meu primeiro dia lá começaria pelo Castelo de Buda, que todo mundo acha um passeio bonito e agradável. Pelo que me lembro, você mesma diz que o bairro do Castelo é o mais charmoso, e a Mirela (Mikix), por outro lado, disse que foi um “erro” começar os passeios pelo bairro judeu (com o que também concordo, apesar de ter gostado de caminhar por ali).

    Gostei tanto do Castelo, com aquelas vistas lindas, que já me encantei por Budapeste. E eu adoro um certo ar de decadência, aquela coisa de ainda manter as marcas da passagem do tempo, que Budapeste esbanja e que não encontrei mais em Praga e Viena. O clima também contribuiu, pois peguei dias ensolarados, que tiraram um pouco do “peso” da cidade. Enfim, eu gostei das três cidades e acho até que voltaria a Budapeste antes de Praga!

    Putz, como o clima faz diferença mesmo numa viagem, né? Peguei dias ensolarados e quentes em Praga no começo do outono e me apaixonei com a cidade, principalmene ao entardecer, quando o sol torna a cidade dourada. Tanto que Praga é uma das cidades mais lindas do mundo pra mim. E em Budapest, peguei dias cinzas e chuvosos, além de ter sido muito mal tratada nas termas do Hotel Gerllet. Mas vou voltar a Budapest, também, para tirar a má impressão.

    Concordo com você, Paula, o clima é mesmo muito relevante. Peguei dias lindos nessa viagem, mas em Praga, alguns dias tiveram muito vento, o que atrapalhou um pouco o meu passeio ao Castelo, por exemplo. Volte a Budapeste, sim! A minha segunda impressão foi melhor que a primeira!

Fiz esse roteiro de ônibus (Outubro/2010), Brastilava 1 noite, Viena 2 noites, Praga 3 noites e Budapeste 3 noites. O que mais me marcou foi um passeio de barco pelo Rio Danúbio (Budapeste e região)um dia completo com refeições etc. Paguei 65 euros.É excelente. Com as dicas da Wanessa, vou voltar e dessa vez vai ser melhor.

Fiz o trajeto Viena – Budapeste de barco, comprei pela internet e foi inesquecível chegar em Budapeste pelo Danubio. Muito legal mesmo. Vale muito a pena.

Otimas dicas!

Alguem ja fez este roteiro de barco?

    Ernesto, eu sou fã de passeios de barco, mas pra mim, só valeria a pena no verão. Aquele vento gelado do inverno e mesmo do início da primavera não me deixaria aproveitar esse tipo de passeio. Se fosse no verão, faria questão de algum passeio pelo Danúbio!
    Mas em algum lugar aqui do VnV mesmo, li que o povo não recomenda fazer apenas o trecho Viena-Bratislava de barco: dizem que é demorado e sem graça…

Otimo relato, basicamente o mesmo roteiro que fiz. Em relação a Bratislava, fiz em trem Budapeste – Bratislava, com 1 pernoite, e segui em Onibus para Viena. Muito pertinho (tipo 1 hora), com chegada na Estação Rodoviária de Viena que tem estação de Metrô.

Caramba ! Era exatamente de um post destes que eu precisava ! Vou fazer esse mesmo roteiro em maio.
Dicas preciosas dos espetaculos, ja foi correr atras dos meus ingressos !

Obrigada Riq e Wanessa !