Lisboa

Muito gira

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Linda, inteiramente restaurada e civilizada como nunca, a cidade não deixa dúvida de que Portugal voltou a fazer parte da Europa. Tudo o que há 30 anos podia parecer pobreza ou subdesenvolvimento hoje é puro charme e personalidade.

Se você deixar a implicância de brasileiro em casa, pode ver Lisboa como quem vê Praga: uma cidade bonita de um jeito que normalmente não se permite a uma cidade fora da Itália. (E os preços também são de Leste Europeu.)

Suba em todos os miradouros, vá aos museus de Belém (a Coleção Berardo e o Museu do Oriente), caia na noite do Bairro Alto, atravesse o Tejo para ver o skyline de Lisboa da outra margem, dê um pulinho no Oceanário, passe um dia nas alturas em Sintra – e coma muitos pastéis de nata por mim, se faz favor.

Quando ir

Não há época desaconselhável para ir a Lisboa.

Seus invernos são amenos em comparação ao norte da Europa (pense em temperaturas mínimas de 8 graus) – e menos chuvosos do que no norte de Portugal.

Julho e agosto são muito quentes (com máximas em torno de 30 graus), mas nada que você nunca tenha vivido num verão brasileiro. A vantagem é que quase não chove.

O clima ideal para turistagem é o no fim da primavera (maio/junho) e no começo do outono (setembro/outubro), quando os termômetros dificilmente marcam abaixo de 15 graus, e as chuvas não chegam a atrapalhar.

Como chegar

A TAP voa sem escalas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Campinas e Porto Alegre. Todas as outras européias levam à cidade com apenas uma conexão.

Vindo do exterior, esqueça o trem. Os trilhos são úteis apenas para viajar por Portugal. A ligação com Madri é lenta e tem apenas uma freqüência noturna. Tampouco há trens que conectem o Algarve à Andaluzia (neste caso, venha de ônibus).

Onde ficar

Na minha opinião, a região entre o Chiado e o iniciozinho da avenida Liberdade é a mais interessante – supercentral para a turistagem e próxima à noite do Bairro Alto e do Cais do Sodré (onde está o novo foco de animação noturna).

O máximo aonde eu chegaria –.e se os preços estiverem convidativos – é ao final da avenida, à altura da rótula do Marquês do Pombal. Quem fica por ali está a duas estações de metrô de Restauradores, na entrada do centro (de onde o elevador da Glória leva ao Bairro Alto).

A Baixa é bem localizada e tem hotéis baratos, mas à noite fica vazia e mal-encarada. Os hotéis da região do Parque Eduardo VII ficam um pouco longe pro meu gosto. Se vai alugar apê, procure no Príncipe Real.

Daqui pra onde

Lisboa é excelente base para bate-voltas. De trem, em meia hora você chega a Sintra ou Cascais. De ônibus dá para ir a Óbidos (1h), Évora (1h45), Fátima (1h30), aos mosteiros da Batalha (2h) e de Alcobaça (2h).
Portugal é perfeito para percorrer de carro. Alugue nos últimos dias da estada em Lisboa, faça os bate-voltas, e depois continue para o norte (Coimbra, Hotel do Bussaco, Aveiro antes do Porto) ou para o sul (onde se destaca o Alentejo – Évora, Marvão, Monsaraz).

Do Porto você pode emendar à Galícia (Santiago de Compostela). A Madri ou Barcelona, vá de avião. A Sevilha, vá de trem a partir de Madri ou de ônibus via Algarve.

Lisboa no Viaje na Viagem

105 comentários

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Roberto
RobertoPermalinkResponder

Visitar Portugal é entender o nosso fardo de mazelas e tantos defeitos. Chegando no Aeroporto de Lisboa, não havia água nos banheiros. Vastos corredores com seus paredões de cor única. Saindo do Aeroporto, uma longa fila para o taxi com passeio inclinado o que dificulta o transporte de malas. Nas ruas com seus prédios centenários, o sinal de abandono. Restaurantes com garçons toscos, rudes (nisto o Brasil está muito acima). Castelo de Sintra com o preço da entrada mais caro já visitado (18 euros), a expressão do abandono com paredes e tetos mofados, transporte com preços abusivos e precários (ficamos numa fila ao tempo mais de 40 minutos em dia chuvoso e trato mal-educado do motorista). Em Porto, na estação de trem, uma área isolada com gesso do teto caído no chão. Os bilhetes dos metrôs e trens além de muito caros, são exigidos na catraca da entrada e saída e são vistoriados pelo fiscal no metrô e trem.
Saindo de Portugal e chegando em Sevilha, encontro outro mundo com a cidade alegre, prédios limpos, pintados e assim acontece em toda Andaluzia.

Carolina
CarolinaPermalinkResponder

Boa Noite,
Vou terminar minha viagem por Portugal em Lisboa, fico 4 diárias lá ( 3 dias cheios) e chegarei de carro.
Gostaria de saber se é necessário ficar todos os dias c o carro na cidade, ou apenas 1 ou 2 dias p alguns passeios bate volta.
Aceito sugestões.
Aguardo retorno.
Obrigada.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Carolina! Lisboa demanda no mínimo dois dias muito cheios de atividades, em que o carro será um transtorno. Você pode usar o carro para ir a Sintra e a Cascais no mesmo dia. São passeios que também podem ser feitos, em dias separados, de trem.

Carolina
CarolinaPermalinkResponder

Obrigada!

Ana Paula Ferreira

Olá, quero ir para Portugal mais gostaria de saber quando é a festa da cereja ? para coincidir a data ??? como funciona ,em que lugar precisamente acontece ?
grata ,