João Pessoa

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

João Pessoa: o que fazer

Nesta página você vai encontrar essas informações:

  • Quantos dias em João Pessoa?
  • Precisa alugar carro em João Pessoa?
  • As praias de João Pessoa, Cabedelo e Costa do Conde
  • Passeios na maré baixa: Picãozinho, Seixas e Areia Vermelha
  • Passeio do pôr do sol
  • Passeios culturais
  • Bate-voltas (Recife & Olinda, Pipa)
  • Quantos dias em João Pessoa?

João Pessoa: o que fazer - quantos dias em João Pessoa?

Se você está preocupado em ticar todas as atrações turísticas, vai precisar de pelo menos 3 dias: 1 dia para o litoral sul, 1 dia para as praias do norte (pode combinar com a ilha de Areia Vermelha) e 1 dia para ir a uma das piscinas naturais (que pode ser complementado com a visita ao Centro Histórico ou à Estação Cabo Branco). O passeio do pôr do sol pode entrar em qualquer um desses dias.

Com mais dias, você pode ir a uma segunda piscina natural, tirar folga da turistagem para descansar na praia ou, se fizer muita questão, fazer um bate-volta a Recife e Olinda.

Lembre-se, porém, que os passeios a piscinas naturais e à ilha de Areia de Vermelha só são oferecidos vinte dias por mês, e que a melhor época para aproveitar é sempre no início das luas cheia e nova.

João Pessoa: precisa alugar carro?
João Pessoa: precisa alugar carro

João Pessoa é uma das melhores cidades do Nordeste para alugar carro, sobretudo se você gosta de curtir praia.

As praias do sul, por exemplo, merecem mais do que um simples passeio de um dia a todas elas; você provavelmente vai querer voltar a Coqueirinho, Barra do Gramame ou mesmo Tambaba.

As boas praias do norte também estão longe da zona hoteleira, e estar de carro dá liberdade de fazer seus horários.

O inconveniente de alugar carro é não poder beber, devido às blitze de lei seca. Para não se preocupar com isso, então, a alternativa é combinar passeios de táxi (cada ida ao litoral sul, com espera e retorno, deve sair uns R$ 200). Para as praias do norte e para restaurantes, dá para ir de táxi. E se você gosta de passeios em grupo, não terá problemas: será buscado e deixado no seu hotel.

  • João Pessoa: as praias

Para encontrar as praias no pico da sua beleza, venha entre dezembro e março, quando o mar estará entre o azul-bebê e o verde-água. Com a entrada das chuvas as águas vão turvando e só voltam a ter aquele azul-da-cor-do-mar às vésperas do verão.

Tambaú e Cabo Branco

João Pessoa: o que fazer - pegar praia em Tambaú e Cabo Branco

Contíguas, formam a orla urbana central de João Pessoa -- a que está em frente à principal zona hoteleira. Seu calçadão é bem-servido de quiosques que funcionam como bares e restaurantes. As barracas desmontáveis próximas à água alugam cadeiras e guarda-sóis e também servem bebidas.

Todas as manhãs, entre 5h e 8h, a avenida é fechada para joggers, caminhantes, ciclistas e patinadores.

Do canto esquerdo da praia -- ou seja, de Tambaú -- saem os catamarãs para as piscinas naturais de Picãozinho (e também alguns catamarãs para as piscinas naturais do Seixas).

Os quiosques também abrem à noite, e oferecem de tudo: fast-food, pizza, frutos do mar, churrasco... Para beber, um quiosque interessante à noite é o Paraí Bar (av. Cabo Branco, 199, tel. 83/3023-4402).

Bessa

João Pessoa: o que fazer - Praia do Bessa

A praia do Bessa está num bairro residencial, escondida da avenida de passagem. Só o último trecho da praia, à altura do hotel Bessa Beach, tem avenidazinha beira-mar e calçadão (e mar mais agitado). Os quiosques que havia por ali foram derrubados por ordem judicial, e hoje só há barracas desmontáveis que alugam cadeiras e guarda-sóis e vendem bebidas. O bar de praia estruturado da região fica na parte sem calçadão (que tem mar mais calminho): é o Golfinho Bar, que é muito querido pelos pessoenses, mas não prima pelo charme (r. Argemiro de Figueiredo, 1890, Bessa, tel. 83/3246-6927).

Intermares

João Pessoa: o que fazer - praia de Intermares

Depois de cruzar o bairro do Bessa, você volta a ver o mar: é sinal que já está no município vizinho de Cabedelo, mais especificamente em sua primeira praia, Intermares. É a praia das ondas e dos surfistas. Não tem mais quiosques, só barracas desmontáveis que alugam cadeiras e guarda-sóis.

Ponta da Campina, Poço e Camboinha

João Pessoa: o que fazer - Camboinha

Camboinha

Passando as ondas de Intermares, o mar de Cabedelo fica calminho e, no verão, caribenho, colorido de azul-turquesa. As três praias da região -- Ponta da Campina, Poço e Camboinha, na ordem que aparecem para quem vem de João Pessoa -- são contíguas e escondidinhas, pois não há nenhuma avenida à beira-mar. Na maré baixa a areia fica dura e ótima para caminhar. É também quando emerge a ilha de Areia Vermelha, um banco de areia em frente a Camboinha.

João Pessoa: o que fazer - Lovina

Lovina

O bar de praia mais transado da região fica na primeira praia, Ponta da Campina. É o Lovina, que tem gazebos (com consumação mínima) e mesas ao sol e à sombra. Quando abriu, era mais exclusivo, mas hoje também funciona como ponto de turismo receptivo (r. Vitorino Cardoso, tel. 83/3250-4105; fecha 3ª).

João Pessoa: o que fazer - Praia do Poço

Praia do Poço

Para ficar no Poço, procure o Badionaldo (r. Vitorino Cardoso, 196, tel. 83/3250-1299). Em Camboinha, uma boa base é o Marujo Bar (r. Max Zagel, 1210, Camboinha).

Ponta do Seixas

João Pessoa: o que fazer - Ponta do Seixas

Ponto mais oriental das Américas, a Ponta do Seixas é uma curiosidade geográfica -- e também o ponto de acesso mais próximo às piscinas naturais do Seixas. Como praia, porém, é dispensável; o mar costuma estar sempre meio turvo, e recebe muitos ônibus de excursão.

Costa do Conde

Ao sul de João Pessoa, o município de Conde tem praias muito bonitas e diferentes entre si, que não estão à vista de quem passa pela estrada. Pense em levar uns 45 minutos de carro até as primeiras praias; Coqueirinho e Tambaba ficam quase a uma hora de viagem.

As agências de turismo receptivo oferecem um tour de todas as praias num dia, com parada mais prolongadas para banho em Coqueirinho e Tambaba. Bugueiros também fazem o passeio -- mas tenha em mente que irão sempre pela estrada; não é permitido trafegar pela areia da praia.

Barra do Gramame

João Pessoa: o que fazer - Barra do Gramame

No encontro do rio Gramame com o mar, tem muitas barracas e nenhuma construção. Fica cheia no fim de semana.

A Barra do Gramame está a 25 km do centrinho de Tambaú.

Praia do Amor

A uma caminhada da movimentada praia central do vilarejo de Jacumã, é um destino de peregrinação para tirar a foto da pedra furada que forma uma espécie de túnel onde casais adoram ser fotografados. Todos os passeios fazem um pit-stop aqui.

A Praia do Amor está a 29 km do centrinho de Tambaú.

Carapibus

João Pessoa: o que fazer - Carapibus

Primeira praia depois do vilarejo de Jacumã, tem falésias e um recife que, na maré baixa, represa uma piscina natural na própria praia. É bem servida por barracas. No canto direito, já a caminho de Tabatinga, tem um maceió (lagoinha) com um bar praticamente dentro d'água.

A praia de Carapibus está a 32 km do centrinho de Tambaú.

Tabatinga

João Pessoa: o que fazer - Praia de Tabatinga

É a praia mais deserta da turma, graças à falta de estrutura: o acesso até a praia não é lá muito bem sinalizado, e os únicos bares que funcionam junto à areia são escondidinhos -- o Tabatinga Arte Bar, um pouco ao norte (esquerda) do hotel Nord Luxxor Tabatinga, e o bar Nativo, já a caminho de Carapibus.

É possível ir pela areia até Coqueirinho: dá uns 40 minutos de caminhada, passando em revista um belo paredão de falésias.

A praia de Tabatinga está a 35 km do centrinho de Tambaú.

Coqueirinho

João Pessoa: o que fazer - Praia de Coqueirinho

Aqui está o banho de mar mais gostoso da Paraíba, em qualquer maré. Uma enseadinha de mar calmo, ondulado na medida para distrair o banhista. Há alguns anos, as barracas foram retiradas da areia e transferidas para um barranco ao lado, onde formam uma espécie de praça de alimentação praiana. Mas há ambulantes que vendem bebidas e alugam cadeiras. O estacionamento junto à praia é difícil; se não chegar muito cedo, você vai precisar usar um estacionamento a 600 metros ladeira acima; algumas barracas oferecem traslado ladeira acima.

(Para não ter tanta concorrência, prefira vir em dias de semana.)

Um pouco mais adiante, a praia volta a ser de mar aberto e as ondas fortes predominam. A razão para ir até lá, porém, não é entrar no mar, mas almoçar no bem-montado Canyon de Coqueirinho, praticamente um camarote entre a falésia e a praia (Praia de Coqueirinho, tel. 83/993-011-990).

A praia de Coqueirinho está a 38 km do centrinho de Tambaú.

Tambaba

João Pessoa: o que fazer - Tambaba

A praia naturista mais famosa do Nordeste tem, digamos, ambientes: uma ante-praia, onde é permitido ficar vestido, e uma praia principal, onde é necessário tirar a roupa. A parte naturista não é visível da área não-naturista; é preciso passar por um corredor de vegetação onde há fiscalização. Homens desacompanhados de mulheres não podem entrar.

Pesquei relatos na internet de que homens que aleguem formar um casal homoafetivo têm conseguido ser admitidos. De todo modo, já passou há muito tempo da hora de Tambaba ter pelo menos uma área onde homens desacompanhados de mulheres possam ficar, como já acontece na Praia do Pinho em Balneário Camboriú. (Em outras praias naturistas, como Olho de Boi em Búzios ou Abricó no Rio de Janeiro, não existe nenhuma limitação.)

A praia de Tambaba está a 40 km do centrinho de Tambaú.

Praia Bela

João Pessoa: o que fazer - Praia Bela

Já no município de Pitumbu, o último antes da fronteira com Pernambuco, a Praia Bela é muito procurada graças ao seu maceió (encontro do rio com o mar) que passa paralelo à praia. Nos fins de semana, lota.

A Praia Bela está a 48 km do centrinho de Tambaú.

  • João Pessoa: os passeios na maré baixa

As piscinas naturais de Picãozinho e Seixas, e também a 'ilha' de Areia Vermelha, só aparecem nas marés mais baixas. Esses passeios são oferecidos apenas 20 dias por mês. As melhores condições ocorrem na véspera e até três dias depois do dia da entrada da lua cheia ou da lua nova. Nesses dias, a maré baixa acontece de manhã, e o nível do mar seca mais.

Para ter certeza se vale a pena o passeio, consulte a tábua das marés. As melhores marés baixas são aquelas com nível até 0,3. Marés com níveis 0,4 ou 0,5 são aceitáveis. Mais altas que isso, o passeio não será aproveitado. Veja como entender a tábua das marés neste post.

Piscinas naturais de Picãozinho

João Pessoa: o que fazer - Passeio para piscinas naturais do Picãozinho

As piscinas naturais do Picãozinho são as mais centrais de João Pessoa. Os catamarãs partem da praia de Tambaú, entre o hotel Tambaú e a avenida Epitácio Pessoa. No local, dá para contratar o passeio por R$ 35 (outubro/2016).

Piscinas naturais do Seixas

João Pessoa: o que fazer - Passeio para piscinas naturais do Seixas

Menos visitadas que Picãozinho, as piscinas do Seixas entraram recentemente para o cardápio de passeios da capital. Saindo da própria praia do Seixas (a 9 km do centrinho de Tambaú), o trajeto até as piscinas dá 10 minutos. Saindo de Tambaú (entre o hotel Tambaú e a avenida Epitácio Pessoa), o catamarã navega meia hora antes de chegar. O passeio pode ser contratado nos locais de saída entre R$ 30 e R$ 35 (outubro/2016).

Ilha de Areia Vermelha

João Pessoa - o que fazer: ilha de Areia Vermelha

Bancos de areia que aparecem na maré baixa (conhecidos Nordeste afora como 'croas') não são incomuns, mas Areia Vermelha é tão grande que é chamada de 'ilha'. Aparece 20 dias por mês, na maré baixa, em frente à praia de Camboinha. Durante suas aparições, atrai uma legião de lanchas e um bom número de catamarãs -- que, na minha opinião, acabam tirando bastante do encanto do fenômeno. Fora de temporada, em dias de semana, talvez você não encontre a ilha apinhada.

É possível contratar passeios de lancha ou catamarã em bares em Camboinha e Poço, entre R$ 25 a R$ 35 por pessoa, dependendo do tamanho da embarcação (outubro/2016).

  • Pôr do sol na Praia do Jacaré

João Pessoa: o que fazer - Pôr do sol na praia do Jacaré

Apesar de estar na vizinha Cabedelo, é o passeio mais famoso de João Pessoa. E com razão. Em 2001, o músico Jurandy do Sax começou a acompanhar o pôr do sol tocando o Bolero de Ravel em cima de um barquinho em frente a seu bar à beira do rio Paraíba. O sucesso foi instantâneo, e pouco tempo depois o show passou a ser transmitido para os alto-falantes de todos os bares, instalados em decks sobre palafitas. Não demorou para que junto aos bares se formasse um centrinho comercial com lojas de artesanato, souvenirs e moda praia.

Na metade de 2015, a maior atração turística de João Pessoa sofreu um duro golpe: o Ministério Público conseguiu que, depois de anos seguidos de recursos, a Justiça determinasse a derrubada de todos os bares da orla. Os turistas perderam o camarote para assistir ao pôr do sol, e Cabedelo perdeu empregos e impostos.

Hoje o show continua acontecendo, de maneira diferente. É possível (como já acontecia antes, nos espaços entre os bares) assistir ao espetáculo da mureta da orla. Os bares foram substituídos por bares de dois andares, que entre 15h45 e 16h30 zarpam para um passeio que começa percorrendo toda a orla, depois pára próximo ao local onde Jurandy executará o Bolero pra lá e pra cá no seu barquinho.

Jurandy dá uma canja em cada um dos barcos, tocando 10 minutos antes ou depois do Bolero. Os barcos vendem bebidas e também incluem um momento forró, antes ou depois do pôr do sol, que acontece por volta das 17h. (Se o Jurandy vem ao barco antes do Bolero, o forró acontece depois; se Jurandy só sobe depois do pôr do sol, o forró é antes.)

O passeio pode ser contratado no local por R$ 35. Agendas vendem o passeio com trânsfer dos hotéis. Se não tiver comprado seu passeio com antecedência, apareça cedo, porque os barcos podem lotar.

A praia do Jacaré em Cabedelo, à altura da praia de Intermares. Está a 14 km do centrinho de Tambaú. De táxi, espere gastar entre R$ 35 e R$ 40 do centrinho de Tambaú até lá (e outro tanto para voltar; outubro/2016). Querendo vir de ônibus, pegue o 513/Tambaú-Bessa em Tambaú, faça transbordo no terminal de integração do Bessa (fim da linha) e prossiga no 5104/Cabedelo; a passagem, que inclui o transbordo, sai R$ 3 (outubro/2016). Você vai parar na BR 230, a pouco menos de 10 minutos de caminhada da orla, por uma rua sem movimento de pedestres. Para voltar, há táxis esperando na orla.

  • Passeios culturais

Centro Histórico

João Pessoa: o que fazer - Centro histórico

Quem chega pelo aeroporto e vai direto para o seu hotel em Cabo Branco ou Tambaú -- e de lá para piscinas naturais e passeios às praias do litoral sul -- nem percebe que João Pessoa é uma das cidades mais antigas do Brasil. Fundada em 1585, João Pessoa já se chamou Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, Filipéia de Nossa Senhora das Neves, Friederickstadt e Cidade da Parahyba, antes de receber seu nome definitivo, em 1930, em homenagem ao então presidente da Paraíba que foi assassinado no Recife, num dos acontecimentos que precipitaram a Revolução de 30.

E o que aconteceu com essa cidade antiga? Desapareceu? Não! João Pessoa é que foi se expandindo, saindo da colina debruçada no rio Sanhauá onde foi fundada, em direção ao mar, que hoje é a única região conhecida pela maioria dos turistas.

João Pessoa: o que fazer - Centro Cultural São Francisco

Centro Cultural São Francisco

Não deixe que esta falha aconteça na sua viagem. Tire uma tarde -- ou aproveite um dia nublado -- para subir até o centro histórico. Aprecie a arquitetura art-déco do bairro central do Varadouro e em seguida dirija-se ao coração da João Pessoa antiga, onde despontam igrejas como Nossa Senhora do Carmo e o imperdível Centro Cultural São Francisco, onde há uma visita guiada à igreja e ao claustro franciscano. Costumo dizer que São Francisco seria uma visita obrigatória até em Ouro Preto ou Olinda. De brinde, você ainda sai com lindas fotos do rio Sanhauá.

Centro Cultural São Francisco

  • Av. Dom Pedro I, Centro | Tel.: 83/3218-4505 | Aberto de 2ª a 6ª das 8h30 às 17h; sábado, domingo e feriado das 9h às 14h | Ingresso: R$ 6; estudantes e maiores de 60 anos: R$ 3

Estação Cabo Branco

João Pessoa: o que fazer - Estação Cabo Branco

Este centro cultural projetado por Oscar Niemeyer tem na assinatura do arquiteto seu maior atrativo. Falta-lhe um acervo importante ou exposições de porte. Mas está no caminho das praias do sul, e não custa dar uma paradinha.

Estação Cabo Branco

  • Av. João Cirilo Silva, s/n, Altiplano | Tel.: 83/3214-8303 | Aberto de 3ª a 6ª das 9h às 18h; sábado, domingo e feriado das 10h às 19h | Entrada grátis | Ônibus: 507 Cabo Branco (quando tem a placa 'Estação Ciência')
  • Bate-voltas

Recife & Olinda

João Pessoa combina com Recife

Parque de esculturas Brennand, Marco Zero, Recife

A duas horas de distância, Recife é um bate-volta factível, sobretudo se você faz em tour organizado, sem risco de se perder no trânsito ou de dirigir cansado na volta.

Dá tempo para dar uma olhada nas principais atrações do eixo Recife-Olinda -- um passeio pela orla de Boa Viagem, uma parada em Olinda e outra no Recife Antigo. Mas não dá tempo para ir à Oficina Brennand, ao Instituto Ricardo Brennand, à Fundação Jorge Amado, ao bairro do Poço da Panela, ou a uma visita mais detalhada às igrejas de Olinda ou aos atrativos do Recife Antigo (como uma aula de passo no Paço do Frevo).

Vale a pena? Só se a sua curiosidade pelo Recife e Olinda for satisfeita por uma panorâmica rápida, ou você não tiver nenhuma intenção de voltar ao Recife nos próximos anos. A cidade merece pelo menos dois pernoites (que podem acontecer numa viagem a João Pessoa, a Porto de Galinhas, Fernando de Noronha ou Maragogi).

Pipa

A duas horas e meia de viagem, Pipa é um passeio tentador para quem quer 'matar' vários destinos nordestinos numa viagem só. Como já digo no guia de Natal, o passeio bate-volta oferecido pelas agências não é mau, porque consegue empacotar todos os principais atrativos naturais de Pipa num passeio só. Fica faltando, porém, a Pipa charmosa, que só aparece depois que a noite cai. Na minha opinião, o passeio desde João Pessoa acaba sendo muito cansativo, com uma relação sacrifício x benefício desvantajosa.