Santiago: roteiro completo dia a dia (e como seguir viagem pelo Chile)

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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El Golf, Santiago

Bienvenido, bienvenida. A 4 horas de vôo de São Paulo e 4h40 do Rio, Santiago está longe demais para passar um fim de semana. Três dias... bom, já dá para considerar. O mínimo ideal, no entanto, são quatro noites, porque pelo menos dois passeios importantes (Viña del Mar + Valparaíso e, no inverno, o dia na montanha) requerem que se passe o dia fora da cidade.

Se essa é a sua primeira vez, saiba que dificilmente será a última. O Chile é lindo e cativante -- e tão cheio de atrações, que não dá para visitar tudo de uma vez só. A cada volta você vai precisar dar ao menos uma passadinha por Santiago, e com isso pode fazer algum programa que não tenha conseguido entrar na agenda da viagem de estréia.

Chegando: moeda e trânsfer

pesos chilenos

Não vale a pena comprar peso chileno no Brasil. Por mais baratinho que pareça, a cotação não será vantajosa.

Se vai ficar só em Santiago, leve reais. Mas troque o mínimo no aeroporto: a cotação não é boa (dá para pagar o táxi ou a van com cartão de crédito, veja a seguir). Deixe para fazer câmbio em dia de semana, no horário de expediente bancário. No fim de semana e fora do horário dos bancos a cotação sempre baixa. Nas férias de julho e de janeiro, quando a cidade enche de brasileiros, a cotação do real também cai. Ultimamente a melhor cotação do real tem sido 180 pesos. Confira cotações atualizadas no site da Cambios Santiago (a cotação que vale é a da coluna de "compra").

Se vai para o Atacama, Lagos Andinos ou Patagônia e quer levar dinheiro vivo, leve dólares. O real não terá boa cotação fora de Santiago. (Até o dólar perde um pouquinho de valor; se não fosse pelo risco de desvalorização do real, daria até para recomendar usar cartão de crédito direto, fora de Santiago.)

Não importa a hora em que você aterrisse no aeroporto de Santiago, a melhor maneira de ir do aeroporto ao seu hotel é de táxi. Os táxis oficiais são tabelados, cobram entre US$ 30 e US$ 35 e aceitam cartão de crédito.

A Transvip tem trânsfers que podem ser reservados pela internet. A Providencia, a corrida em táxi, sujeita a fila, sai 20.000 pesos (US$ 31), o trânsfer com motorista esperando sai 27.000 pesos (US$ 42) e a van compartilhada sai 7.000 pesos por pessoa (US$ 14). Dá para pagar com cartão.

É possível também ir com o ônibus da TurBus até a estação Pajaritos do metrô (1.600 pesos, equivalente a US$ 2,50), continuando de metrô (610 a 720 pesos, entre US$ 1 e US$ 1,20, dependendo do horário).

Onde se hospedar em Santiago

Se você ainda não decidiu onde ficar, recomendo que escolha um hotel num desses três pontos:

  • (a) próximo às estações Universidad Católica ou Baquedano do metrô (para estar próximo aos barrios Lastarria e Bellavista, focos de vida noturna),
  • (b) em Providencia (um bairro bem localizado e com bastante comércio)
  • (c) em El Golf (os "Jardins" de Santiago)

Não vou organizar os dias numa ordem encadeada. Vou dar sugestões de vários dias redondinhos, porém estanques. Assim você seleciona os que mais apetecerem -- ou que têm mais a ver com a época da sua viagem.

De modo geral, evite subir à montanha em fins de semana e feriados, porque muitos santiaguinos têm a mesma idéia e os lugares não comportam tanta gente assim. (Viña del Mar só fica cheia demais no alto verão.)

Continue lendo para ver também as combinações possíveis com outros destinos chilenos, nesta ou nas próximas viagens.

Um dia turistando no Centro

Plaza de Armas, Santiago

Os pontos fundamentais da capital (lerês, no jargão da Bóia) podem ser matados num único dia, se você sair cedo e com disposição. Dá para usar o metrô ou o ônibus hop-on hop-off  da Turistik (22.000 pesos, equivalente a US$ 32).

Eu começaria subindo ao Cerro San Cristóbal, se onde se tem a vista mais bonita para a parte moderna de Santiago (com as montanhas ao fundo). O funicular funciona de 3ª a domingo das 10h às 20h; 2ª das 13h às 20h; custa 2.000 pesos ida e volta (US$ 3). Na descida visitaria La Chascona, uma das três casas-museu do poeta Pablo Neruda. Abre de 3ª a domingo das 10h às 18h; fecha 2ª. A entrada custa 5.000 pesos (US$ 8). Metrô: Baquedano, linha 1-vermelha ou 5-verde. Parada Turistik: Bellavista / Funicular.

De lá continuaria ao centro antigo; passaria no incontornável Mercado Central, senão para almoçar, pelo menos para testemunhar o inacreditável assédio dos garçons (a minha tática: entrar no primeiro restaurantinho que não vier te caçar no corredor). Os frutos do mar são excepcionais; mas não espere pagar barato pela centolla (caranguejo chileno gigante). Abre de segunda a domingo. Metrô: Puente Cal y Canto, linha 2-amarela. Parada Turistik: Plaza de Armas.

Do Mercado dá para ir a pé até o coração da cidade velha, a Plaza de Armas, onde está a Catedral Metropolitana e o Museu Histórico Nacional (o museu abre de 3ª a domingo das 10h às 17h30; entrada gratuita). A continuação natural do passeio é o museu mais imperdível da cidade, o Museu de Arte Pré-Colombiana (abre de 3ª a domingo das 10h às 18h; fecha 2ª. A entrada custa 4.500 pesos, ou menos de 7 dólares). Ainda a pé, continue até o Palacio de la Moneda, sede da presidência chilena, que foi bombardeado em 1973 pelas forças golpistas de Pinochet. Para mim o grande apelo da praça está na estátua ao presidente deposto Salvador Allende, bem ali, ao lado do palácio em que se suicidou. Mas para os guias o tchans do lugar é a troca da guarda, que ocorre dia sim, dia não, às 10h da manhã -- ou seja, impossível para os passageiros desse meu tour.

Vamos sair do Centro pelo lado mais bonito, caminhando até o Cerro Santa Lucía, um parque de onde se tem uma visão complementar da cidade (mas não tão alta quanto a do San Cristóbal).

Se você está fazendo o circuito da Turistik, continue o passeio subindo na parada Santa Lucía em direção ao lado mais moderno da cidade; o tour completo vai lhe dar uma ótima noção da cidade e proporcionar oportunidades de compras. Paradas que valem a pena:  Providencia (comércio de rua); El Golf (a "Paulista" de Santiago) e Parque Arauco (shopping mais tradicional) e Sheraton & Lo Contador (para o Parque das Esculturas).

Caso você esteja de metrô, deixe para visitar esses lugares nos outros dias. Aproveite que você está ao lado do bairro Florestal/Bellas Artes, visite o Museu Nacional de Belas Artes (aberto de 3ª a domingo das 10h às 18h45; entrada gratuita) e/ou o Centro Cultural Gabriela Mistral (salas de exposição abertas 2ª das 16h às 21h e 3ª a domingo das 11h às 21h; entrada normalmente gratuita). Depois, passe em revista a calle Lastarria para escolher um restaurante para jantar em alguma noite da sua estada. De 5ª a sábado há uma feirinha de antigüidades das 10h às 20h.

Um dia na neve

Parada na neve

Santiago é cercada pelos Andes, e subir à montanha é o programa mais desejado pelo visitante brasileiro. Apesar de ser oferecido o ano inteiro pelas agências de turismo receptivo, só recomendo fazer o passeio no inverno, com neve de fato. Sem neve, as quarenta curvas da estrada vão constituir um sacrifício que não será compensado pela paisagem.

Quando encontrar neve?

  • De julho a fim de setembro: neve garantida, com as estações funcionando.
  • Maio: pode até nevar, mas as estações ainda não estarão nem pensando em iniciar a temporada.
  • Junho: a neve é provável, mas não garantida. Havendo neve suficiente, as estações iniciam a temporada lá pela terceira semana.
  • Outubro: a neve não é garantida. Havendo neve suficiente, as estações podem continuar a temporada na primeira semana.
  • Janeiro, fevereiro, março, abril, novembro, dezembro: a não ser que São Pedro resolva aprontar, não há neve para tocar.

Existem quatro estações de esqui nos arredores de Santiago. Chega-se a elas pelo mesmo caminho, saindo da cidade pela parte mais nova (Las Condes). As três estações mais tradicionais ficam a pouco mais de uma hora montanha acima: são El Colorado, Farellones (tecnicamente parte de El Colorado) e La Parva. Pouco menos de meia hora adiante fica Valle Nevado.

A estação mais desejada pelos brasileiros é Valle Nevado, por ser a mais alta, a mais moderna e a mais glamurosa. Até 2012 eu recomendava Valle Nevado apenas para quem já esquiava. Mas em 2013, com a inauguração de um teleférico de cabine fechada aberto a não-esquiadores, a visita passa a valer a pena também para quem só quer contemplar a paisagem e entrar em contato com a neve. O teleférico leva ao restaurante Bajo Zero, localizado a 3.200 de altitude, onde é possível almoçar durante a temporada de esqui. Mesmo que a temporada não tenha começado, caso haja neve você fará belas fotos e poderá tocar na neve no solo. A subida custa de US$ 42 (segunda a sexta) a US$ 90 (sábado e domingo); o almoço é pago à parte. Há passes que combinam a subida com almoço na volta na lanchonete Slalom (teleférico + almoço: US$ 68 durante a semana, US$ 100 no fim de semana) ou no restaurante Don Giovanni (teleférico + almoço: US$ 85 durante a semana, US$ 130 no fim de semana).

Caso a sua intenção seja simplesmente se divertir na neve, pense em Farellones, uma estação bastante mais modesta, mas que tem um snowpark com tubing (tobogã de bóias) e tirolesa. A estação anexa de El Colorado tem boas pistas para iniciantes; se você ainda não domina o esporte, marque aulas ali. (Já La Parva é uma estação tradicional para os santiaguinos, que têm segundas residências por lá.)

Uma dica importante: vá durante a semana. No fim de semana todas as estações ficam cheíssimas -- o que é natural, dada a pequena distância da capital.

Como chegar à montanha?

Não é recomendável alugar carro para subir a montanha na temporada. A estrada tem muitas curvas e no inverno há gelo na pista; é obrigatório colocar correntes nas rodas.

O jeito mais prático de subir a montanha é com as operadoras de trânsfers de esqui que operam durante a temporada. Todas fazem paradas ou têm esquema de aluguel de roupas de esqui. (Mesmo que você só vá brincar na neve, é imprescindível alugar botas; caso você não tenha luvas ou o se o seu casaco não for suficientemente quente, alugue também.)

Há três modalidades de trânsfer de Santiago às estações:

  • (a) A mais barata: você vai até o ponto de saída da van, e é deixado lá na volta.
  • (b) A intermediária: uma van passa no seu hotel num horário pré-determinado e traz você de volta; a van é dividida com outros passageiros hospedados em outros hotéis.
  • (c) A mais cara: um carro com chofer pega você no seu hotel e traz de volta.

Existem vários operadores, entre os quais:

SkiTotal

  • 15.000 pesos (US$ 23) a El Colorado/Farellones/La Parva, 17.000 pesos (US$ 26) por pessoa a Valle Nevado, em trasporte compartilhado saindo da av. Apoquindo, 4.900, loja 37. Saída diária às 8h. Não é necessária reserva. Inclui a volta no mesmo dia, saindo às 17h da montanha.
  • 27.000 pesos (US$ 42) por pessoa a El Colorado/Farellones/La Parva/Valle Nevado, em transporte compartlhado, com saída do hotel entre 6h45 e 7h10. Reserva necessária com um dia de antecedência. Inclui a volta no mesmo dia.
  • 120.000 pesos (US$ 190) a El Colorado/Farellones/La Parva/Valle Nevado, em carro privado para até 3 passageiros, saindo do hotel. Inclui a volta no mesmo dia.

KL Adventure

  • 35.000 pesos (US$ 50) por pessoa a El Colorado/Farellones/La Parva/Valle Nevado, em transporte compartilhado saindo da loja Cantagallo. Inclui a volta no mesmo dia.
  • 50.000 pesos (US$ 72) por pessoa a El Colorado/Farellones/La Parva/Valle Nevado, em transporte compartilhado saindo do hotel. Inclui a volta no mesmo dia.

Snowtours

  • 16.000 pesos (US$ 25) por pessoa a El Colorado/Farellones/La Parva/Valle Nevado, em transporte compartlihado saindo da loja na calle Huérfanos 502, no centro de Santiago, às 7h. É necessário reservar e pagar com um dia de antecedência. Inclui volta no mesmo dia.
  • 28.000 pesos (US$ 43) por pessoa a El Colorado/Farellones/La Parva/Valle Nevado, em transporte compartilhado saindo do hotel. É necessário reservar e pagar com um dia de antecedência. Inclui volta no mesmo dia.

Ao contratar esse serviço, esteja ciente de que você ficará um bom tempo numa único centro de esqui, e que terá gastos extras: em Farellones, pagará para fazer as atividades do parque na neve (tubing, tirolesa); no Valle Nevado, pagará para andar no teleférico de cabine fechada; e em qualquer estação, pagará para ter aulas de esqui (incluindo aí o aluguel do equipamento, cobrado à parte).

Caso não esteja a fim de investir nessas atividades ou ficar tanto tempo apenas num centro de esqui, pegue um tour à montanha. Os operadores já sabem que a preferência dos brasileiros é por brincar na neve, sem necessariamente esquiar, e por isso costumam programar uma parada num ponto onde o contato com a neve seja fácil e gostoso. O tour mais completo leva a Valle Nevado e Farellones no mesmo dia (26.000 pesos/US$ 40 com saída do hotel) -- mas é difícil fazer as atividades disponíveis nas estações (você não terá tempo de pegar o teleférico em Valle Nevado, e se resolver almoçar em Farellones vai ficar sem tempo de fazer o tubing). Se você quer aproveitar o que as estações oferecem, vá a uma de cada vez e prepare-se para abrir a carteira.

Se você contratar transporte a partir do seu hotel (seja pelas operadoras de trânsfer, seja pelas agências de passeio), pode pedir para ser deixado na volta num dos shoppings de Las Condes, como o Parque Arauco ou o Alto Las Condes.

[Para informações sobre passar um dia em Portillo, role a página mais um pouco.]

Um dia entre Valparaíso e Viña del Mar

Valparaíso

A 140 km do centro de Santiago (120 km do aeroporto), estas duas cidades geminadas não poderiam ser mais diferentes entre si. Valparaíso é o porto pitoresco e boêmio; Viña del Mar, o balneário clássico.

Valparaíso está para Santiago assim como o bairro de La Boca está para Buenos Aires -- a diferença é que continua um lugar descolado; pense no Cerro Alegre como uma Santa Teresa/Olinda chilena. Já Viña del Mar é como um Guarujá dos bons tempos, ou uma Punta del Este menos badalada e mais família.

As duas cidades são perfeitamente combináveis num bate-volta desde Santiago.

Comece por Valparaíso. Suba de funicular ao Cerro Concepción e admire a arquitetura pitoresca das casas de zinco colorido (um Caminito habitado!). Não deixe de visitar La Sebastiana, a casa-museu de Pablo Neruda na cidade (aberta de 3ª a domingo das 10h10 às 18h de março a dezembro e das 10h30 às 18h50 nos meses de janeiro e fevereiro); entrada a 6.000 pesos/US$ 9). Almoce num dos restaurantes do Cerro Alegre (leia mais aqui).

As maiores atrações de Viña del Mar estão interditadas: seus famosos palacetes-museus ficaram bastante danificados pelo terremoto de 2010 e ainda estão sendo restaurados. Mas a Cinthia, que mora na cidade e é dona do blog Chile para crianças, tem um ótimo roteiro para um dia de passeio por Viña del Mar.

Vale a pena ir a Viña del Mar inverno? Eu não iria ao Chile para pegar praia; o mar é muito gelado e há praias mais bonitas por aqui. Vai-se a Valparaíso pelo cenário dos cerros e pela noite, e a Viña pelo urbanismo. No verão ambos lugares estarão mais movimentados, mas se você tiver um dia sobrando no inverno também vale a pena.

Como chegar a Valparaíso e Viña del Mar

Ônibus da TurBus saem a cada 15 minutos do Terminal Alameda (em frente à estação Universidad de Santiago do metrô, linha 1-vermelha) para Valparaíso e Viña. A ida e volta custa desde 4.000 pesos (menos de 7 dólares). A viagem leva 1h30.

Os 10 quilômetros entre os centros de Valparaíso e Viña podem ser percorridos pelo Merval, o metrô de superfície que vai pela orla e funciona até as 22h.

Também dá para alugar carro para ir (se o motorista não beber, pode incluir um passeio ao Vale de Casablanca no caminho da ida ou da volta).

Quem não quer enfrentar nenhum perrengue logístico vai gostar de pegar um tour organizado: por US$ 45 você faz o passeio a Valparaíso e Viña del Mar no mesmo dia.

[Para dicas para passar uma ou duas noites em Valparaíso, continue lendo este post.]

Meio dia visitando uma vinícola


Não é preciso ir longe para visitar vinícolas. Três delas estão nos arredores da cidade e podem ser visitadas em passeios de uma manhã ou uma tarde.

  • A Concha y Toro oferece visitas guiadas todos os dias, exceto feriados, das 10h às 17h. O tour standard custa 12.000 pesos (19 dólares) e tem diversas saídas guiadas em português; é recomendável reservar. Para ir por conta própria, vá de metrô (linha 4-azul) até a estação Las Mercedes; lá tome o ônibus MB 72 ou um táxi (10 minutos). Estando de carro, siga estas instruções. Conte em levar 1h30 de transporte público ou 1h de carro desde o centro de Santiago.
  • Na Cousiño Macul há visitas guiadas de 2ª a 6ª às 11h, 12h, 15h e 16h; sábados às 11h e 12h; não abre em domingos nem feriados. Custa 10.000 pesos (15 dólares) por pessoa o tour simples (45 minutos com degustação de 3 vinhos) e 20.000 pesos (30 dólares) o tour premium (90 minutos com degutação de 5 vinhos superiores). Faça sua reserva no site. Para ir por conta própria, vá de metrô (linha 4 - azul) até a estação Quilín; de lá tome um táxi. Conte em levar uma hora no transporte público.
  • Um pouco mais afastada, a Undurraga tem tours de 2ª a 6ª às 10h15, 12h, 14h e 15h30; sábado, domingo e feriado às 10h15, 12h e 15h30. O tour custa 10.000 pesos (15 dólares). Faça sua reserva pelo email visit@undurraga.cl. Para chegar por conta própria, pegue a Autopista del Sol (CH 78) com direção a Santo Antonio; a Undurraga fica entre Peñaflor e Talagante, numa estradinha paralela à autopista. Em tour guiado, o passeio de meio dia sai 29.000 pesos (US$ 42) por pessoa.

[Para passeios de um dia ao Vale de Casablanca e wine tours, continue lendo o post.]

Meio dia para compras

Na época de liquidações, Santiago fica interessante para comprar roupas a preços mais em conta que no Brasil. Estas são as principais regiões de Santiago para fazer uma fezinha no comprismo:

  • Providencia: o bairro comercial classe média por excelência. Vasculhe a avenida Providencia entre as estações Pedro de Valdivia e Los Leones do metrô (linha 1-vermelha). Desde 2012, o bairro também faz parte do circuito dos shoppings, com a inauguração do Costanera Center.
  • Las Condes: onde estão os maiores shoppings da cidade. O Parque Arauco oferece descontos para turistas (pegue o booklet de cupons no serviço de Atención al Cliente) e que traslado gratuito de/para hotéis -- veja aqui). O Alto Las Condes não oferece mais traslado. Na extremidade do bairro, já quase na saída para o caminho das estações de montanha, você encontra o MallSport, especializado em artigos esportivos (e onde há um pequeno parque de diversões radicais indoor, com piscina com ondas para surf, tirolesa e muro de escalada).
  • Alonso de Córdova: a Oscar Freire/Rodeo Drive de Santiago, onde estão as grifes internacionais mais poderosas. O trecho mais nobre é o próximo ao entroncamento com a Nueva Costanera, dos restaurantes badalados. Vá de táxi.
  • Alameda: a zona do comércio popular da capital fica na Alameda Bernardo O'Higgins, entre as estações Central e Universidad de Santiago do metrô (linha 1-vermelha).
  • Pueblito Los Dominicos: ao lado de uma igrejinha colonial funciona um vilarejo de lojas de artesanato (na maior parte, proveniente do Peru). Abre todos os dias das 10h às 20h. Fica ao lado da estação Los Dominicos, a última da linha 1-vermelha do metrô.
  • Outlet: o Arauco Buenaventura Premium fica em Quilicura, no arrabalde da capital. Para chegar, vá pelo metrô até a estação Vespucio Norte (linha 2-amarela) e lá tome um táxi. Abre de 2ª a sábado das 10h às 20h e domingo das 11h às 19h. Veja a lista completa de lojas aqui. (Estando de carro, é um bom pit stop a caminho do aeroporto.)

Aonde ir à noite

As duas zonas boêmias mais interessantes de Santiago ficam próximas ao centro: os barrios Lastarria e Bellavista.

A que eu curto mais é o barrio Lastarria, em torno da rua José Victorino Lastarria. Restaurantes e bares por ali são bastante charmosos. Metrô: Universidad Católica, linha 1-vermelha, ou Bellas Artes, linha 4-verde.

Ali perto tem uma região ainda mais muvucada, o barrio Bellavista, cujo eixo é o Patio Bellavista, uma espécie de shopping ao ar livre que no lugar de lojas tem bares e restaurantes. Suas duas ruas laterais são pontilhadas de lugarzinhos: na Pio Nono ficam os bares da estudantada duranga (tipo: mesas de plástico na calçada), e na Constitución ficam os restaurantes mais metidos. A noite GLS também tem um foco em Bellavista, em torno da rua Bombero Núñez. Metrô: Baquedano, linha 1-vermelha ou linha 4-verde.

Ainda na categoria agito, não dá pra não citar a Avenida Suecia, em Providencia, um discotecódromo que ferve nas noites de sexta e sábado. Metrô: Los Leones, linha 1-vermelha.

A região gastronomicamente mais chique é a avenida Nueva Costanera, em Vitacura. É por lá -- e também na região da avenida Isidora Goyenechea, em El Golf -- que os restaurantes que querem entrar na moda procuram se instalar.

Um dia no Vale de Casablanca

No caminho entre Santiago (80 km) e o litoral (40 km), o Vale de Casablanca, onde se produzem renomados vinhos brancos, é o passeio de dia inteiro a vinícolas mais oferecido pelas agências de receptivo. Na Turistik, o passeio com da vinícola Emiliana com Valparaíso sai 58.000 pesos (90 dólares).

No seu hotel você encontrará outras opções. É um passeio ainda melhor de fazer se você estiver baseado em Valparaíso, que é mais pertinho.

Um dia em Isla Negra

Fazer o circuito das casas-museu de Pablo Neruda parece ser um dos esportes nacionais chilenos. A terceira -- e, na opinião de muita gente, a mais encantadora -- das casas do poeta fica à beira-mar em El Quisco, e se chama Isla Negra. Está a 120 km de Santiago e 60 km de Valparaíso. (aberta de 3ª a domingo das 10h às 18h de março a dezembro e das 10h às 20h nos meses de janeiro e fevereiro). A entrada custa 6.000 pesos (US$ 9).

Por conta própria, Isla Negra fica melhor encaixada na ida ou na volta de um pernoite em Valparaíso.

As agências de tours organizados costumam combinar Isla Negra com a visita à vinícola Matetic, que produz vinhos orgânicos. A Turistik cobra 55.000 pesos (US$ 79); a TurisTour encaixa Viña del Mar no passeio (é muita coisa, gente!), por 47.000 pesos (US$ 73) e a Enotour não divulga preços na internet.

Um dia em Cajón del Maipo

Nem só de estações de esqui vivem as montanhas ao redor de Santiago. Um dos lugares mais valorizados pelos santiaguinos -- mas ainda inexplorado pelas grandes agências de passeios -- é o Cajón del Maipo, a uma hora e meia da capital. Os cartões postais são o cânion El Morado e a represa Embalse el Yeso. A região oferece muitas águas termais, como os banhos de Colina, Morales e El Plomo.
Para passar o dia, vá de carro, procurando Embalse el Yeso. Ou encaixe-se em passeios como este.

Um dia em Portillo

Portillo Chile

A 3 horas de viagem, no alto da Cordilheira dos Andes, quase na fronteira com a Argentina, Portillo é uma estação de esqui mais tranqüila e reservada do que as dos arredores de Santiago. É um passeio cansativo mas muito bonito, porque percorre o incrível Caracol -- a série de curvas em cotovelo do final da subida. A parte chata, porém, é ter que voltar pelo mesmo caminho, e no mesmo dia.

As mesmas operadoras de trânsfer que levam às estações próximas à capital também sobem a Portillo (consulte a seção mais acima e clique nos links). Os trânsfers costumam ser oferecidos às quartas e sábados.

Caso você queira ver o Caracol mas não pretenda esquiar, a barbada é pegar um ônibus a Mendoza. O caminho é o mesmo (mas evidentemente não dá para parar em Portillo).

Um fim de semana em Valparaíso

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Se você curte a noite e a cena gastronômica de lugares mais boêmios e alternativos, considere programar seu fim de semana em Valparaíso. Se de dia o lugar tem um jeitão de Santa Teresa ou Olinda com arquitetura Caminito, à noite a vibe é mais de Vila Madalena.

Para curtir, a dica é reservar uma sexta e/ou um sábado por lá. Eu fiquei um sábado fora de temporada e gostei muito. Tente se hospedar num dos hoteizinhos dos cerros Alegre ou Concepción, ou da plaza Sottomayor.

Baseado em Valparaíso você pode fazer algum tour guiado às vinícolas do Vale de Casablanca -- ou pode ser visitado na ida ou na volta de Santiago. Assim com pode aproveitar a ida ou a volta a Santiago para passar em Isla Negra, a casa-museu litorânea de Pablo Neruda (veja mais informações tanto do Vale de Casablanca quanto de Isla Negra mais acima).

Santiago + Atacama

Salar do Atacama

Calama, porta de entrada ao Deserto do Atacama, fica a duas horas de vôo. (Nem pense em ir de qualquer outro jeito.) De lá dá mais uma hora até San Pedro, a capital turística da região, de onde saem todos os passeios.

Permanência mínima no Atacama: 5 noites, para poder fazer quatro passeios (o primeiro dia é perdido no traslado e agendando os passeios dos dias seguintes).

Permanência ideal: 6 noites, para não ter que fazer nenhuma escolha-de-sofia no quesito passeios.

Santiago + Mendoza

Degustação na Pulenta Estate

Trata-se de uma combinação que faz total sentido logístico, já que Mendoza está muito mais próxima de Santiago (6 horas de ônibus) do que de Buenos Aires (1h20 de avião ou 12 horas de ônibus). Além de ser geograficamente correta, a dobradinha é matadora também no quesito cenário, já que o percurso, atravessando os Andes, é totalmente panorâmico. Vá de ônibus e relaxe. Volte por Buenos Aires, para não precisar retornar pelo mesmo caminho.

Permanência mínima em Mendoza: duas noites se você só quer fazer degustações, quatro se também estiver mais interessado nos passeios de ecoturismo e turismo-aventura.

Santiago + Vale de Colchagua

A cerca de 200 km de Santiago, a região vinícola do Vale do Colchagua pode ser visitada em tours de agências, nas saídas quinzenais do Tren del Vino ou indo de trem comum a Santa Cruz e continuando de táxi às vinícolas (também dá para ir de trem comum a San Fernando e combinar o táxi lá). De carro só vale a pena se o motorista não beber. O ideal mesmo é programar um ou dois pernoites na região.

Permanência recomendada no Vale de Colchagua: duas noites.

Santiago + Chillán

Chillán

Não são poucos os que consideram Chillán o cenário mais bonito para esquiar -- porque as pistas estão encravadas num bosque. As termas propriamente ditas oferecem um grande complemento às atividades da neve. No verão, o lugar vira um destino de serra. De carro são 450 km desde Santiago. Também dá para ir de trem (são 5 horas de viagem pela TrenCentral, saindo da estação Alameda em Santiago). Caso você vá do Brasil direto para lá, dá para considerar também o avião: siga a Concepción (1 hora de vôo) + 2h30 de trânsfer pela estrada.

Permanência mínima em Chillán: menos de 4 dias, só se você estiver a caminho de outros destinos do Sul.

Santiago + Pucón

A 800 km de Santiago, Pucón é a estação de esqui chilena mais indicada para quem quer encontrar um ambiente de vilarejo alpino (é tipo assim uma micro-Bariloche). Como bônus há as vistas para o vulcão Villarica (que só aparece nos dias muito claros). O jeito mais fácil de chegar é de avião: voa-se a Temuco (1h20), a 100 km de Pucón. De ônibus, são 11 horas desde as rodoviárias centrais de Santiago, com a TurBus. É um ponto interessante para atravessar a fronteira e seguir viagem pela Argentina: ônibus da Andesmar levam a San Martín de los Andes em 4 horas.

Permanência mínima em Pucón: 4 dias (aproveite para ir ao Osorno e a Puerto Varas, que estão pertinho).

Santiago + Huilo-Huilo

Montaña Mágica, Huilo Huilo

A 900 km de Santiago, Huilo-Huilo revela um Chile diferente do que temos na cabeça: é a sua chance curtir uma floresta temperada (com neve, no inverno -- tubing, caminhadas, além de esqui e snowboard para principiantes e intermediários). Os hotéis são curiosos, como o Montaña Mágica Lodge. Para chegar é preciso voar a Temuco ou Valdívia e seguir de trânsfer (4 horas desde Valdívia, 5 horas desde Temuco).

Permanência mínima em Huilo-Huilo: 4 dias (para fazer valer o deslocamento).

Santiago + Lagos Andinos (Puerto Montt e Puerto Varas)

Puerto Varas

A região de Puerto Montt-Puerto Varas é sinônimo de "Lagos Andinos" no Brasil. De avião vai-se de Santiago a Puerto Montt em 1h40 (de ônibus, com a TurBus, são 14 horas do centro de Santiago até Puerto Varas). O melhor lugar para se hospedar é Puerto Varas, que está numa aprazível localização à beira do lago Llanquehue, com vista (nos dias claros) para o vulcão Osorno. A viagem fica logisticamente mais interessante atravessando os lagos a Bariloche.

Permanência mínima em Puerto Varas: 3 dias se você atravessar, 4 dias se ficar só no lado chileno.

Santiago + Punta Arenas e Torres del Paine

Torres del Paine

De Santiago a Punta Arenas, são 4h30 de viagem. De lá a Puerto Natales, porta de entrada para o parque nacional de Torres del Paine, são mais 3 horas por via rodoviária. De Puerto Natales pode-se atravessar a El Calafate, na Argentina (onde fica o glaciar Perito Moreno, a Foz do Iguaçu das geleiras) numa viagem de 5 horas de ônibus. Outra viagem que fica melhor quando você volta pela Argentina.

Permanência mínima em Punta Arenas e Puerto Natales: fique uma ou duas noites em Punta Arenas e três em Puerto Natales ou num hotel dentro do parque de Torres del Paine.

Santiago + Ilha de Páscoa

Ilha de Páscoa

O mais místico dos destinos sul-americanos fica no meio do Pacífico, a 3.500 km do continente. De Santiago até Rapa Nui são 5 horas e meia de vôo -- a distância explica por que é tão caro. Se você tem planos de um dia ir à Polinésia Francesa, pode incluir uma parada na Ilha de Páscoa a caminho do Taiti.

Permanência mínima na Ilha de Páscoa: você vai precisar de quatro pernoites (três dias inteiros) para fazer todos os passeios e também compensar a longa viagem.

post26-sacar-santiago

2050 comentários

Leonardo Tosini

Muito obrigado pelas dicas no seu site, fui para Santiago dia 21 e voltei dia 29, segui a risca todos os passeios que eu queria fazer e foi espetacular! Primeiro dia: fiz um CityTour por todos os pontos turísticos de Santiago e a noite Mercado Central; Segundo dia: Concha y Toro e a noite fui ao Costanera; Terceiro dia: Viña e Valpo all day; Quarto dia: Valle Nevado all day; Quinto dia: Cajon del Maipo (o melhor passeio all day); Sexto dia: Parque Arauco e a noite em BellaVista. Só não fui no restaurante Giratório! Muito obrigado por tudo! Leonardo.

cecilia
ceciliaPermalinkResponder

Ricardo

Tenho 10dias para ficar no Chile. Gostaria de saber se é possivel, ir para santiago e patagonia na mesma viagem ou se é melhor, deixar a patagonia para a proxima vez?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Cecília! Cada destino vem com sua permanência mínima recomendada no texto.

Patricia
PatriciaPermalinkResponder

Perfeito suas postagens! Seus textos são simples, acertivos e objetivos.
E parabéns pela paciência!!! Pq certas perguntas, percebe-se que quem faz nem se dá ao trabalho de ler toda a matéria!! Muita Paciência!!!! Mas obrigada por não desistir e continuar incrementando o site rsrs

Diego Uchôa
Diego UchôaPermalinkResponder

Amigo, primeiramente, parabéns pelo site e obrigado pelas informações valiosas.
Tenho duas dúvidas, referentes à minha filha que estará com 9-10 meses quando viajarmos (final de abril a início de maio). Uma ida a Cajon del Maipo seria interessante e conveniente? E para Isla negra?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Diego! Com a bebê tão pequena, os passeios ficam mais convenientes com carro alugado, assim você não submete eventuais companheiros de tour aos humores da pequena, e poderá lidar melhor com suas necessidades de alimentação e sono. É complicado fazer Cajón por conta própria; Isla Negra é tranqüilo.

lilian
lilianPermalinkResponder

estou planejando a viagem, tenho um filho de 5 anos e queremos ir a pelo menos uma vinicula. qual delas vc recomenda - ebtenda se menos chata para crianças. kkk
Parabéns pelo trabalho.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Lilian! Quem responde é A Bóia. Vinícola é com "o". Todas serão aborrecidas para crianças pequenas. A visita à Concha y Toro é mais rápida. Só vá se o menino for comportado.

Fernanda
FernandaPermalinkResponder

Lilian,
Espero poder ajudar, pois estou pesquisando e tenho uma criança pequena também. O site Chile para Crianças recomenda a vinícola Casas Del Bosque. Dá uma olhadinha: http://www.chileparacriancas.blogspot.com.br/2011/10/vinicola-kids-friendly.html
Boa viagem!

Daniela
DanielaPermalinkResponder

Boa tarde! Vou para o Chile em abril e levarei comigo meu avô que é cadeirante, por acaso você tem alguma indicação de hotel com acessibilidade? Muito obrigada pela sua atenção!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Daniela! Vamos compartilhar sua pergunta no Perguntódromo. Havendo resposta, aparecerá aqui.

Carlos Queiroz

Estivemos no Chile ano passado, seguimos suas dicas e aproveitamos bastante. Ficamos muito gratos pela sua grande ajuda. Foi realmente de grande valia.
Gostarámos apenas, de alertar sobre dois aspectos negativos de Santiago:
1- Cuidado com seus pertences ao pegar o metrô da Linha 2. Minha irmã, ao saltar do trem, percebeu que havia sido furtada.
Um chileno me disse que furtos dentro dos trens é muito comum, isto porque pessoas de outros países, como Colômbia e Peru, ao chegar em Santiago para tentar ganhar a vida, não conseguem emprego e por isso, furtam, principalmente turistas, nos vagões do metrô.
2- Outro lugar que é preciso muito cuidado, é nas proximidades do Mercado Central.
Lá dentro é seguro, pois tem muitos seguranças (alguns brasileiros), porém, lá fora, a coisa muda de figura. Esta dica nos foi dada por um segurança brasileiro que fica em uma das entradas do mercado.
No mais, achamos Santiago uma cidade bastante segura, exceto minha irmã que ficou sem seu celular e seus óculos de grau.
Nos hospedamos no bairro Providencia e adoramos o Chile.

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Olá, boa tarde. Estou planejando a viagem à Santiago com esposa em filha de 3 anos. Preciso decidir se o período será de 21-05 a 28-05 ou 11-06 a 18-06 (só posso nesses períodos). Quero visitar El Colorado, La Parva ou Valle Nevado para ver neve (possivelmente) mas não necessariamente esquiar. Também pensei em tirar uns dias e ir à Valparaíso, Casablanca e Isla Negra. Esse planejamento é bom? Em Maio ou Junho? Tem outra sugestão? Obrigado e parabéns pelo artigo.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Leandro! Se quer certeza de neve, vá de julho a meados de setembro.

Daniel Moura
Daniel MouraPermalinkResponder

A viagem de carro (alugado) entre o aeroporto de Santiago e Valparaiso (Ibis Valparaiso) durante a noite e no inverno, com a ajuda de todos os aparatos (Google Maps, Waze e GPS "normal), é tranquila ou há alguns cuidados específicos que devemos tomar? Obrigado.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Daniel! Tranqüila.

alessandro
alessandroPermalinkResponder

Bom dia ! Ótimas dicas ! Eu e minha noiva iremos em junho/2016 pela primeira vez, gostamos muito das dicas ! Estamos pensando em ficar no hotel ibis providencia. abraços

Roseli
RoseliPermalinkResponder

Obrigada, dicas de valor. Amei a visita. E com as dicas consegui fazer tudo.

Vivianne
ViviannePermalinkResponder

Que maravilha de informações! Parabéns pelas dicas!!! Vamos, eu e meu esposo, entre 8 e 15 de abril. Super preparados e informados, na teoria rsrs! Vamos ver como nos saímos na prática! rsrsrs Volto aqui pra contar! Nem cheguei lá e já estou pensando na segunda viagem ao Chile. rsrsrs

Roni
RoniPermalinkResponder

Incrível post. Ótimas dicas.
Nada de propagandas de restaurantes para turistas.
Minha dica é vá comer aonde não seja turisco
Estive em Santiago em Jan/15.
Meu agente disse que eu iria voltar.
Irei em Jun/16.
Tudo que você disse é verdeda e me ajudou a programar minha segunda viagem.
Parabéns pelo seu trabalho muito bem feito.
Obrigado por compartilhar.

Eduardo Carvalho

FANTÁSTICO !!!! Estive no Chile algumas vezes há algum tempo, estarei retornando em Setembro/16. Muito boas suas dicas. PARABÉNS !!!!

Cida Prates
Cida PratesPermalinkResponder

Parabéns pelas recomendações!! Estarei indo com minha filha no período de 25 a 31 de maio para comemorar nossos nivers (52 e 16!!!).... Será nossa primeira visita ao Chile, e caiu feito luva suas dicas!! O-bri-ga-da!!!!! Tanta arte, cultura, gastronomia e, é claro, vinhos, que já está me parecendo uma viagem de conto de fadas: perfeita!!! Ao retornar, digo como foi. Abraços!

Simone
SimonePermalinkResponder

Seu site é o melhor site sobre viagens que eu tenho visitado. Vamos para o Chile em agosto, ficaremos 10 dias. Suas dicas vão conosco! Obrigada!

ANA PAULA CAMPOS

Olá Ricardo! Parabéns pelo site, muito útil e claro. Gostaria de saber como faço para reservar vaga em excursão no site partner.viator. Pois todas as excursões que tento comprar o mínimo são de duas pessoas por compra. E como viajarei só, tenho interesse em só 1 vaga de cada passeio. Grata.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Ana Paula! Deixe para comprar com agências locais no Chile, não terá problemas.

Jessica
JessicaPermalinkResponder

Fiz uma simulação de uber para ir do aeroporto até o hostel, ficava em torno de 110 reais, realmente o uber é tão caro em Santiago? sendo que fica a 18 km (segundo google maps), o aeroporto do hostel.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Jéssica! O táxi oficial custa o equivalente a 30 dólares.

Dora
DoraPermalinkResponder

Olá, li os comentários, gostei de algumas dicas e tbm gostaria de deixar a minhas experiencia. Ano passado (julho), eu e meu marido fomos de carro, saimos de SP, fomos até Bariloche e voltamos pelo Chile, entramos por Los Andes, passamos nas Caracoles e Mendonza. Adorei o Chile, tivemos um certo corre corre, por isso, não aproveitamos muito bem a capital Santiago. Mas estamos planejando voltar...

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