Valsa de uma cidade

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Arpoador

Se algum dia me perguntarem por que eu viajo, eu vou responder: para ver se encontro algum lugar mais encantador que o Rio de Janeiro. Até hoje, não encontrei. Outras cidades podem ser muito superiores em um ou outro aspecto, mas levam nota baixa em tantos quesitos — tipo ala das baianas, empolgação e alegorias de cabeça — que na média acaba dando o Rio, longe.

Prainha
Prainha

Se você fizer questão de padrões internacionais de julgamento, tudo bem, lá vai: o Rio é Oscar de cenário, direção de arte, casting, (falta de) figurino, roteiro e trilha sonora original. Em que outro canto do planeta você encontra praia, vida cultural de primeira, gastronomia, compras e um povo exótico (nós mesmos!), tudo num lugar só, e em qualquer época do ano?

Para começar — eu adoro dizer isso, porque consigo injuriar paulistas e cariocas numa mesma frase — o Rio é a melhor coisa de São Paulo.

A própria ponte aérea já é uma grande idéia — uma invenção made in Brazil, imagine só, fruto da aliança entre o capital e a vontade de fugir do trabalho. O embarque é lindo: sempre tem três ou quatro engravatados correndo e atropelando os outros na pista para poder sentar numa janelinha do lado direito. (A dica do lado direito garante as melhores vistas tanto na ida, quanto na volta. Vale a pena: eu sempre sou um dos três ou quatro que correm e atropelam, e não fico nem vermelho de admitir). O vôo inteiro é lindo. Com tempo bom, são pelo menos 30 minutos ininterruptos de litoral sendo traçado ao vivo embaixo do seu nariz: a Ilhabela, a baía de Ilha Grande, a restinga da Marambaia. A aterrissagem é mais linda ainda. O avião mergulha perigosamente em direção a um centrinho manhattóide — mas quando você desce a escada, o bafo, o cheiro da maresia e a visão do Pão de Açúcar no canto esquerdo da tela dissipam quaisquer dúvidas e dão as boas-vindas à Guanabara. Que Hong Kong que nada: não existe pouso como no Santos Dumont.

Depois de ser intensamente disputado por três ou quatro mulheres que aliciam você ao mesmo tempo, usando a mesma frase provocante (“Táxi, senhor? Táxi?”), você entra num cootramo ou coopertáxi e desliza pelo gramado pré-brasiliense do Aterro, o dinheiro velho da praia do Flamengo te olhando de um lado, o Pão de Açúcar ficando cada vez mais próximo do outro, e o conjunto da obra dando a certeza de que o Brasil um dia já teve um projeto estético mais bacana.

Mais um pouco, você atravessa o túnel e chega a Copacabana, o RG extraviado do país, espelho quebrado da nossa alma, um bairro chamado 200 (desisto. Nada vai ser melhor que “purgatório da beleza e do caos”, © Fausto Fawcett, ou “Notre Dame d’Avenue”, © Eduardo Dusek).

Lisboa reinterpretada por Burle Marx
Lisboa reinterpretada por Burle Marx

Se o Brasil fosse fazer um tratamento ortomolecular e tivesse que arrancar um fio de cabelo como amostra, este fio de cabelo (originalmente pichaim, depois alisado) seria Copacabana. Estamos todos lá: milionários falidos e favelados emergentes, latifundiários e sem-teto, aposentados e boys, classe média alta, classe média baixa, classe média gorda, classe média magra, gente de todos os fatores de proteção solar e de uma profusão incatalogável de sexos dividindo um quarto-e-sala de 6 postos. Copacabana não vive: se expõe. Poder andar descalço e de roupa de banho (meninas, não esqueçam a canga) pela avenida Nossa Senhora de Copacabana, na hora do rush, revela mais sobre a nossa cultura do que 5 anos de sociologia na PUC.

Adoro, mas muito obrigado. Prefiro assistir a Copacabana de uma distância segura — em Ipanema ou no Leblon. É mais bonito, você pode ir à churrascaria Plataforma invocando a memória de Tom Jobim quando na verdade é pelo ar condicionado depois da praia, e sempre dá para responder “Pela Lagoa”, não importa qual seja a pergunta do taxista. Mais para lá do que isso só se deve ir (e voltar correndo) à praia do Lokau, ao Quinta, à Tia Palmira ou muito excepcionalmente a um show no Metropolitan. Ou seja: pule a Barra. Por enquanto, a Barra não diz respeito a forasteiros como você e eu. Viver na Barra parece ser uma espécie de programa espacial colocado à disposição do contribuinte carioca. A Barra da Tijuca é a Lua de Copacabana.

(A propósito: não acredite que para ir à praia você precisa ir à Barra. É verdade que as praias da Barra são incomparavelmente mais limpas e menos cheias que as da Zona Sul, mas se você quer praias incomparavelmente mais limpas e menos cheias as da Zona Sul, não vá ao Rio. O aspecto natural mais interessante das praias do Rio é a fauna. Não compensa enfrentar as agruras do trânsito apenas por um pouco de contato com o reino mineral.)

Cristo tá vendo
Cristo tá vendo

O que faz do Rio um lugar fora de série para passar férias é que lá o turista nunca é intruso. O turista apenas está compartilhando das férias da população local. Não é preconceito, não: é que tudo o que é feito ao ar livre no Rio de Janeiro tem aparência, gosto, textura e consistência de férias. Eles provavelmente nem se dão conta, mas fazer jogging na beira da praia às 6 da manhã é como sair um pouquinho de férias todos os dias. Tomar um chopp na saída do trabalho (nem que seja depois de um serão nipônico) é férias. Num domingo ensolarado, a sua cidade pára — mas o Rio de Janeiro entra em férias. É um prazer incomparável poder passar as férias num lugar tão bem equipado para as férias dos seus próprios habitantes.

Lagoa em quadro, nos fundos da Rocinha

Mas claro que você não vai perceber nada disso, se passar dia e noite surtado pela síndrome da paranóia adquirida.

Copa
Copa

Eu sei, é mais forte do que você. Foram anos e anos de briga em rede nacional, às 8 da noite, entre seu Brizola e dona TV Globo, e fica difícil você captar o encanto quando o seu radar só está programado para detectar arrastão. Mas veja bem: se o Rio fosse tão perigoso assim, como pode tanta gente estar na rua o tempo todo, tomando seu chopinho de pé na esquina, andando no calçadão de relógio, indo a Ipanema no domingo? (Domingo é o dia Mundial do Arrastão.) Como se explicam os grupos de velhinhas que vão ao teatro? (Você já viu velhinhas saírem em grupo em São Paulo?) Muito mais perigosas são as cidades que fazem a gente ficar plantado no sofá com 3 controles remotos na mão por total falta do que fazer na rua.

(E agora tem a questão das balas perdidas. Se eu morasse com vista para um foco de brigas de traficantes, eu também dormiria embaixo da cama todas as noites. Agora: daí a achar que eu vou sair da avenida Angélica, tomar a ponte aérea, me hospedar no Marina Palace, pegar um táxi numa hora determinada e para um trajeto tal, de modo que a incidência de sinais verdes e vermelhos,  associada à disposição do taxista em ultrapassar ou não os amarelos, faça com que a gente intercepte uma infeliz de uma bala perdida, é, realmente, muita pretensão. Se eu me considerasse estatisticamente tão importante assim, jogaria na loteria três vezes por semana.)

Você já pensou em riscar Roma do seu caderninho só porque lá eles têm trombadinhas de Vespa, que engancham o guidão na bolsa dos turistas e saem na boa? Miami por acaso chegou a sair das suas cogitações depois que a polícia mandou trocar as placas dos carros alugados devido às gangues que perseguiam (assaltavam e às vezes assassinavam) turistas? Duvido que você tenha esperado o prefeito Giuliani baixar a taxa de criminalidade para só então viajar a Nova York.

O maior crime atualmente em cartaz no Rio de Janeiro é tanta gente esquecer que a cidade mais interessante da galáxia está a menos horas de vôo de casa do que as horas de fila no consulado americano.

Manoelcarloslândia
Manoelcarloslândia

Mas ir ao Rio não tem nada a ver com civismo — e tudo a ver com prazer. Vá. Vá. Vá. Aproveite a escassez de gringos (eles não sabem o que estão perdendo) e faça todos os programas de turista que você sempre achou bregas. Suba ao Pão de Açúcar e ao Corcovado, assista a um jogo do Flamengo, desfile numa escola de samba — e constate enfim que virar clichê não é para qualquer um.  Descubra na Revista de Domingo qual é a musa do verão, do alto verão, do inverno, do feriadão ou dos próximos 15 minutos. Aproveite e embarque numa dessas modinhas que pegam no Rio como febre e que duram menos do que gripe. Tome um chá na Confeitaria Colombo (só em dias de semana), assista a um show no Rival (é mais engraçado que no Canecão, que por sua vez é muito mais legal que o Palace), faça recenseamento de globais no Antiquarius, ande de tênis e meia na pista fechada da Vieira Souto no domingo, coma um sanduíche de pernil com abacaxi no Cervantes, inicie um movimento para incluir o caldinho de feijão do Bracarense na lista da Unesco de patrimônios da humanidade, e, na dúvida, responda sempre “Pela Lagoa” a qualquer pergunta de taxista.

Feliz ano novo

Na volta, fique feliz por não morar lá — assim você pode sentir muito mais vezes a emoção jobiniana de aterrissar na Guanabara.

(Escrito em 1998, para o Viaje na Viagem de papel.)

245 comentários

Júlio
JúlioPermalinkResponder

Ricardo Freire(seu comentário)
3 de outubro de 2009 at 20:45 .
Eu nunca escreverei assim.
Cara vc.é o CARA.
Parabéns.

Carmen
CarmenPermalinkResponder

Ricardo,
Lhe dou os meus parabéns pelo texto sobre Rocinha (eu não conosco), mas o texto é um alegado as diferentes realidades de muitas pessoas e a convivência (que tem muitas arestas) entre todos.
Um saludo e desejo o melhor para todos nós.

Vera Lucia
Vera LuciaPermalinkResponder

Penso que nós não precisamos de heróis nem mitos para ser feliz, mas a partir de hoje, toda vez que eu ficar triste, seja lá qual for o motivo, irei ler suas crônicas, que você escreve bem é fato, o melhor é que tem muita poesia, alegria e constatação. Você não é levado por opiniões, você vai, vê, vivencia e nos traz essas informações sem medo, sem preconceito. Seu eu disser que gosto muito de você, do bem que você nos traz logo aqui aparecerá coro infinito assinando, literalmente embaixo. Tenho um enorme prazer de poder participar diariamente deste fórum eclético de viajantes. Só não me perdôo de não ter te descoberto lá no século passado.

Maríla Marconi

Primeira do coro abaixo-assinado!! wink

Julio
JulioPermalinkResponder

Para o Arnaldo,
"Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse"
A Olimpíada de 2016, não é do só Rio ela é do Brasil.
Parabéns Arnaldo, vc.também é o CARA.

Maysa
MaysaPermalinkResponder

Riq, você deu um roteiro ótimo para o Guilherme sobre hotéis em Ipanema e Leblon em 2007.
( " ...Palladium, o Ipanema Plaza e o Marina All-Suites. Dos três, o Palladium tem a melhor relação custo x benefício.

Em Ipanema/Leblon, eu pesquisaria, nessa ordem: Visconti, Everest, Mercure Apartments (primeiro o Arpoador, depois o Queen Elizabeth, então o Leblon), Praia Ipanema e Sol Ipanema. Veja também os outros “aparts” da Promenade no Leblon, o Claridge e o Leblon Inn, que são mais antigos e por isso devem ter preços melhores do que o Palladium e o Visconti.

Daí vem a categoria “budget”, onde talvez quem sabe você de repente pode ser que ache algo por menos de R$ 200. Tente primeiro o Ipanema Inn, depois o Arpoador Inn, então o San Marco e finalmente o Vermont...")

Acha que ainda vale?

Ricardo Freire

Hoje eu incluiria também o Ritz Leblon, que foi todo renovado.

jpsoares
jpsoaresPermalinkResponder

Ricardo, vou em trabalho ao Rio no princípio de Dezembro, 10 dias. Decidi ficar no Leblon para que à noite me sinta confortável para passear a pé com segurança e usufruir do bairro. Prefiro ficar em apartamentos. Depois de me debater com os preços do alojamento no Rio (o que deixou o Palladium de fora), estou indeciso entre o Mercure Leblon (que você recomenda) e o Monsieur Le Blon (que um amigo me recomendou mas do qual não vejo referência nenhuma no VnV). Os preços são semelhantes. Quanto a qualidade/localização, qual é melhor?
Obrigado

Ricardo Freire

Mercure Mercure Mercure! O Monsieur Le Blon é administrado pela Protel, que pela minha experiência é uma catástrofe. O Mercure não está super no bochincho dos restaurantes do Leblon, mas em compensação está mais próximo de Ipanema smile Vai firme!

jpsoares
jpsoaresPermalinkResponder

Obrigadíssimo!
smile

jpsoares
jpsoaresPermalinkResponder

Ricardo, mais uma vez obrigado pelo conselho sobre o Mercure. Gostei muito do hotel, a localização é perfeita! Achei o serviço muito bom e o apartamento decente. O wifi nunca deu problema e ser gratuito é aquela cortesia que tanto apreciamos... Acho que ficarei lá quando voltar ao Rio. Façam é o favor de pensar em baixar os preços de tudo. A cidade está caríssima! Isto para um pobre europeu que ganha em €, claro wink

Ricardo Freire

Que ó(p)timo que tudo deu certo! Também vi "É com esse que eu vou" e gostei bastante (o primeiro da série, "Sassaricando", era ainda melhor!). Quanto aos preços, o único lugar barato do Brasil no momento é Buenos Aires mrgreen

Cláudia O.
Cláudia O.PermalinkResponder

Não tem como não comentar!! Lindo, perfeito, poético. Me pareceu familiar, não sei se já tinha lido antes, mas se daqui a 10 anos eu ler de novo, vou ter a mesma sensação, porque o que é escrito com a alma sempre encanta.Valeu!!!!!

A cidade maravilhosa « Mairinha no mundo da lua

[...] semana me deparei com um post muito bom, de um blog que acesso de vez em quando, o Viaje na Viagem. Clica aqui e não deixa de [...]

Um curto, um curto, um longo « Histórias de Menina

[...] O texto é do Ricardo Freire. Copiado integral e descaradamente. [...]

Patricia
PatriciaPermalinkResponder

Ricardo, vc estah certissimo!! Moro no exterior e tenho essa mesma visao que a sua: serah que existe uma cidade mais bela que o Rio de Janeiro? Ateh agora, nao encontrei tb! Abracos.

Érika
ÉrikaPermalinkResponder

Ricardo
MUITO LINDO!!!!
PARABÉNS PELAS FOTOS E VIAGENS!!

Claudio
ClaudioPermalinkResponder

Lindo e sedutor o texto. Realmente a Zona Sul é linda. A zona norte nao... eu fui montar uma industria na Penha. O que tem de lindo a Penha? E Sao Paulo e Rio SAO cidades perigosas. Eu fui assaltado varias vezes... esplique por que foram abandonadas as mansoes do ALto da Boa VIsta...
Tudo bem um carioca amar sua cidade, um paulista amar sampa... tem direito e justificaçao. Mas sao cidades transbordadas de marginais, com narcotrafico, violencia, crime, sujeira e feiura. Nao esconda debaixo do tapete, ô carioca. Nem limite a beleza a zona sul, pois o restante é bem mais grande, e FEIO.

Fábio G.
Fábio G.PermalinkResponder

O vídeo é da campanha das Olímpiadas.
Mas quem ainda não viu... Ta aí a oportunidade.
http://www.youtube.com/watch_popup?v=Z00jjc-WtZI

gislaine agostini

só um gaucho cidadão do mundo escreveria de forma tão criativa, poética e critica sobre o rj . amei, fora os regionalismo vc é demais !!

Ah, o Rio! « Baião de Dois – Viagens, Gastronomia e mais…

[...] duas coisas pra mostrar sobre o Rio em breve, mas enquanto isso, vai lendo o texto dele e se deliciando com as [...]

Jaqueline
JaquelinePermalinkResponder

Vou pro Rio em novembro e gostaria de sugestões de bons hotéis (boa relação custo/benefício). Gosto de hotéis novos ou renovados. Me sugeriram Rio Othon Palace mas li tantos depoimentos ruins. O que vocês acham?

Ricardo Freire

É mais gostoso ficar em Leblon ou Ipanema. Tente o Palladium ou o Ritz (Leblon), o Ipanema Plaza ou Visconti ou os apartamentos superiores do Mar Ipanema (Ipanema).

Rosa
RosaPermalinkResponder

Alguém saberia indicar aparthotéis na Urca ou Botafogo? Pode ser simples. Ric, eu coloquei a pergunta aqui porque quando tento abrir as páginas: Brasil, Américas e Europa, fica assim:
Viaje: Home / BRASIL BRASIL
[pagelist 7190, 0, 0]
Não sei qual o problema.

Ricardo Freire

A Brasil Brasil não tem nada mesmo. Mas na Brasil A-Z daria. Mas não tem importância, este post também é certo grin

Majô
MajôPermalinkResponder

Rosa, com certeza não há apart hotel na Urca, é um bairro residencial.
Você encontrará muitos em Copacabana, alguns em Ipanema e Leblon.

Alice
AlicePermalinkResponder

O Cesar Bussiness de Botafogo fica numa rua feinha, mas próxima a bares, cinemas, shoppings, metrô e até da própria Urca (se você gostar de caminhar ou pedalar, dá para ir pela ciclovia rapidinho). Acho bem situado para explorar o Rio, vale dar uma olhada. Tem boa qualificação no bookig.com. http://www.caesarbusiness.com/portal/CB_index.jsp

Luciana
LucianaPermalinkResponder

Eu fiquei neste hotel este ano, acho ele muito bem localizado, com fácil acesso a táxi, metrô e ônibus. Dá para ir andando até o Rio Sul ou até o Botafogo Shopping. O café é bom, quarto espaçoso e limpo, tudo certo.

Anna Francisca

Talvez você encontre o que procura no site www.aluguetemporada.com.br

Uma vez no site, vá refinando sua procura: Cidade do Rio de Janeiro, Uca, etc.

Clara
ClaraPermalinkResponder

Não existe apart-hotel na Urca(com certeza), nem em Botafogo, pelo menos que eu saiba.

Em compensação há vários apart-hotéis em Copacabana.

BethN
BethNPermalinkResponder

Serve em Laranjeiras, quase Largo do Machado?
Palladium Hotel Residence , tel (21) 2556-0112

Rosa
RosaPermalinkResponder

Pessoal, obrigada. A escolha de apart ou kite na Urca ou Botagogo é em funçao do meu filho estudar no IME. No 5º ano não é possível residir no Instituto. Então, estou procurando apart ou kite para alugar por um ano, o mais perto possível. Anna Francisca, no aluguetemporada não encontrei opção na Urca e poucas e bem caras em Botafogo. Devo ir ao Rio no início de dezembro tentar fechar alguma coisa. Valeu!!!

Alice
AlicePermalinkResponder

Ih, Rosa, nos últimos meses o aluguel de Botafogo deu um mega salto...

Piti canella
Piti canellaPermalinkResponder

Delícia!

Natália
NatáliaPermalinkResponder

Adorei o post!!!!
Só li hoje, mas no momento em que nossa auto estima está sendo alvejada!!!
Sou completamente apaixonada pela minha cidade e realmente curto me sentir em férias por aqui! =)
Parabéns pela sensibilidade!

Juju D'Alcantara

recomendo tb que se coma uma deliciosa empada de camarão ou siri em qualquer unidade do boteco Belmonte. e as esfihas LEGITIMAS (como em nenhum outro lugar do mundo) do arabe na galeria do Largo do Machado. o Rio é maravilhoso! e espero que continue sendo, sempre!

Clara
ClaraPermalinkResponder

Alo Rio de Janeiro, aquele abraco! Apertado, muito apertado! Vamo(s) que vamo(s)!

Fabi
FabiPermalinkResponder

Valeu Riq! Para nós cariocas é uma tristeza ver isso tudo que está acontecendo nesta cidade tão maravilhosa!!

Roberta
RobertaPermalinkResponder

As lágrimas chegaram a rolar ao ver a legenda de uma das fotos aqui: Cristo tá vendo

O Rio mora no coração de cada brasileiro e é com todo nosso apoio que a cidade vai sair dessa ainda mais maravilhosa. Força aí, que tá todo mundo junto!

jpsoares
jpsoaresPermalinkResponder

Também faço votos para que tudo se resolva pelo melhor! Estou com nervoso miudinho, parto daqui a uma semana para o Rio e não vou deixar de ir, claro.
Aproveito para pedir um conselho. Lugares bons para ouvir Bossa, alguém aconselha?

Ricardo Freire

Tocaste naquela que é a minha maior indignação com o Rio -- o fato de não haver um lugar dedicado à bossa nova, um Bossa Nova Café, um lugar onde Os Cariocas poderiam ser residentes e receber convidados. (Acho um absurdo que o Copacabana Palace não tenha um lugar assim.)

De atração constante, só mesmo Maria Creuza, que se apresenta praticamente todas as noites num bar da Vinicius de Morais, em Ipanema, o Vinicius Bar. Sempre fico tentado a ir, mas tenho medo de me decepcionar com a cantora... Se fores por favor traz o teu relato!

De todo modo, o cardápio de shows do Rio é sempre extenso, e não é difícil haver shows de artistas ligados à bossa nova. Fala os dias em que estarás por aqui e a gente tenta descobrir o que vai ter na cidade...

http://veja.abril.com.br/especiais/comida/rj/musica.html

A maior barbada são os pocket shows do café da loja de discos Modern Sound, na av. Barata Ribeiro perto da Santa Clara, em Copacabana. Acontecem à tarde, são gratuitos e só tem gente da pesada. No dia a dia a música é instrumental, mas de vez em quando aparece algum artista para lançar disco (passa lá quando chegares e informa-te).

http://www.modernsound.com.br/bistro.asp

zuzu
zuzuPermalinkResponder

Riq
Eu fui a esse show da Maria Creuza o ano passado! Super turistao, mas , incrivelmente, gostei! O ambiente é feio, pesadao, mas ,dentro das possibilidades(espaço, ambiente, etc), ela faz de um limao uma limonada. Me diverti!

Isabel O., Portugal

Olá JP
Quando estivemos no Rio fomos ouvir música (e dançar MUITO) a um local muito giro - o Centro Cultural Carioca (Tem site com a programação diária). Nas duas noites o estilo de música foi mais samba tradicional.
Fomos muito bem tratados, convivemos muito. Foram mesmo duas noites bem passadas.

Ricardo Freire

Samba tem aos montes, Isabel! Fica difícil até escolher shock Bossa é que está em falta... snif...

Marcia
MarciaPermalinkResponder

Olá Riq, pra nós cariocas, hoje foi um alento reler esta sua maravilhoosa crônica sobre a nossa outrora maravilhosa cidade. Também fiquei emocionada. Ainda bem que a mini ConVnVenção foi 2ª passada, pq hj estamos todos com medo de sair de casa....

jpsoares
jpsoaresPermalinkResponder

Isabel, de Samba não tenho razões de queixa eheheh
Aliás já tenho uma ida ao Centro Cultural Carioca prevista

Agora de Bossa, realmente, tirando os shows ocasionais que tive a sorte de assistir (que pena o Canecão estar fechado), nunca encontrei nenhum lugar com programação regular.

Ricardo, assisti ao show da Maria Creuza há cinco anos atrás e saí de lá desiludido. Decadência total: a artista, o local, o público.
Também passei algumas vezes na Modern Sound, mas nos dias em que fui valeu mais pelos cd's que comprei do que pelo que ouvi, apesar do som ser bom.
A ideia era mesmo um lugar para beber um copo à noite e ouvir boa Bossa. Obrigado pelo link, vou ver o que passa enquanto lá estiver (vou de 3 a 13 de Dezembro)

Ricardo Freire

É o que eu imaginava/temia... se a Maria Creuza continuasse em forma, o show seria mais badalado pela imprensa carioca. Mas nunca se fala nada...

Te recomendo Mart'nália no Rival Petrobrás -- ela e o lugar são ótimos. As apresentações são dias 3 e 4.
http://www.rivalpetrobras.com.br/ (clica em "agenda")

jpsoares
jpsoaresPermalinkResponder

No regresso...não consegui ver Mart'nália, foi na noite em que cheguei .Flavia, obrigado pela dica da roda de choro na Praça São Salvador. Adorei! Boa musica, bom astral, uma tenda maravilhosa que misturava a venda de CDs da melhor qualidade juntamente com um excelente serviço de bar...foi uma manhã muito bem passada.
Trapiche Gamboa: foi a minha primeira visita e gostei muito! Os músicos, o ambiente, a estrutura...

Também gostei do show "É com esse que eu vou". Belos actores/cantores, achei o musical muito divertido
http://www.ingresso.com.br/br/teatro/porpeca.asp?Busca=1&IdCidadeCompra=00000002&IdEspetaculoBusca=00017290&T_IDCIDADE=00000002
No fim de semana gostei de ver a animação da Lapa! Devido à fila quilométrica para o Rio Scenarium, acabei no Carioca da Gema e não me arrependi smile

Isabel O., Portugal

Se a situação está tão má como a pintam há que ir a NY. No L Center assiti a um espectáculo muito bom...
Estava a brincar...
Se tiver à volta da minha idade (49) lembra-se que em Portugal, há uns anos, havia imensos bares onde se ouvia boa música brasileira (tirando o inenarrável "Não Posso Ficar...") ao vivo?
Um cantor e um violão... e eram serões felizes.

jpsoares
jpsoaresPermalinkResponder

Obrigado, Ricardo.
Irei...

De facto é estranho o Rio não aproveitar esse enorme bem que é a Bossa Nova e que está tão intimamente ligado à cidade

Ricardo Freire

É uma burrice tremeeeeeenda! Isso tinha que fazer parte da política de turismo da cidade!

P.S.: Mart'nália não é bossa, mas é das minhas favoritas do momento smile

Clara
ClaraPermalinkResponder

Noooosssa, totalmente de acordo! O Rio não ter um lugar exclusivo para Bossa Nova é guardada as devidas proporções, como Nova Iorque abrir mão da Broadway. E tem gente que viria ao Rio só pela Bossa Nova, apesar da nossa cidade ser maravilhosa, a mais linda do mundo.

E também totalmente de acordo em relação à Mart'nália, uma grande artista e minha favorita também já há uns 2 anos. smile

Flavia
FlaviaPermalinkResponder

Não é bossa nova, mas tem a roda de choro na Praça São Salvador aos domingos pela manhã (cedo) comandada pelo Moacyr Luz.

E se estiver lá numa 2a o samba do trabalhador é im-per-dí-vel

jpsoares
jpsoaresPermalinkResponder

Flavia, obrigado pela sugestão. Adoro choro, vou lá concerteza

Alice
AlicePermalinkResponder

Se gosta de chorinho vai amar ouvi-lo no Forte de Copacabana, com vista deslumbrante. É uma oportunidade de juntar no mesmo passeio história, música e a possibilidade de comer os quitutes da Confeitaria Colombo olhando o mar!
http://www.fortedecopacabana.com/modules/extcal/event.php?event=213

Debora
DeboraPermalinkResponder

....sem palavras...

Maristela
MaristelaPermalinkResponder

Choray! Lindo demais seu texto... Sou paulista mas muito orgulhosa de ter essa maravilha de cenário em nosso país! Realmente não há lugar mais lindo e exuberante no mundo!

Mariana
MarianaPermalinkResponder

smile

Brasil tira as flechas do peito do meu padroeiro | From Lady Rasta

[...]  um post falando sobre o Rio de Janeiro, lançando a tag #amorio e na seqüência lembrei de uma declarações de amor mais bonitas que o Rio de Janeiro já recebeu, feita pelo meu ubber querido Ricardo Freire e… eu fiquei comuma inveja brava dos [...]

Mônica
MônicaPermalinkResponder

Post que só poderia ter sido feito por alguém que mora ou só conhece bem a Zona Sul. Alienante e alienado como boa parte dos moradores dessa região que eu conheço. Você não falou das belezas do RIO, falou das belezas da Zona Sul, e nem fez o mínimo para tentar incluir bairros e regiões que também têm sua beleza, como Centro, Zona Norte e Zona Oeste, que são a maioria da cidade.

E ainda cai naquele preconceito estúpido e totalmente limitado do "pessoal Zona Sul": desmerecer a Barra, que é um local de INÚMEROS atrativos, inclusive naturais (você sabe disso... e se não sabe, te convido a experimentar. Livre-se desses preconceitos idiotas que só alimentam um ódio morrinhento, irracional e vil pela Barra da Tijuca). Não diga que ela não faz parte do Rio, porque faz, assim como Recreio, Jacarepaguá (enorme), as Vargens, Campo Grande, São Conrado, Tijuca, Méier e Ilha do Governador. Não faz parte é da Zona Sul, o lugar que você bem descreve em seu texto.

Sinto que o "pessoal Zona Sul" tem um grande problema, que talvez Freud ou outra pessoa explicasse: gostam de nutrir um certo rancor (ou seria recalque? ou ciúme?) da Barra, enquanto também nutrem total desprezo (ou desconhecimento?) pelas Zona Norte e Oeste. E passam a se achar embaixadores e proprietários de toda a graça da cidade carioca. O contrário não existe. Não alimento raiva alguma nem entendo como ter. Gosto da Zona Sul, mas não tenho essa paixão cega. Nunca morei nem tenho grandes sonhos de morar lá, mas conheço bem; trabalho na região. Então, pergunto: por que discriminar tanto outros lugares? A Zona Sul também sofre dos mesmos males que o resto do Rio - somos todos UMA SÓ CIDADE.

Uma ode a isso: ao Rio de Janeiro, com todos os seus problemas, belezas, contradições, diferenças e desigualdades.

Alice
AlicePermalinkResponder

Mônica, moro na Zona Sul, mas concordo com você quanto a esse narcisismo das pequenas diferenças que supervaloriza o eixo Ipanema-Leblon. O Leblon é maravilhoso, tudo de bom, mas parte de quem mora lá se julga cosmopolita e não percebe que não há nada mais provinciano que achar que o Rio se resume àquela região. Um exemplo emblemático é a crítica gastronômica da cidade, que praticamente só celebra o que está situado naquela área. Um "causo" que revela bem isso: a Pavelka, casa tradicional de quitutes alemães de Petrópolis, tem uma filial no Centro (quase em frente à Colombo) há mais de dez anos. Só depois de abrir uma lojinha no Leblon, em 2006/2007, que ganhou prêmios Comer&Beber (da Veja) na categoria melhor salgado e cachorro-quente da cidade. Ou seja, antes disso, não era o melhor salgado da cidade!
Mas acho que o Riq, pelo que se vê da série "desempacotando o Rio de Haneiro" tem uma visão da cidade bem mais ampla que a desse texto, que é de 1998.
A propósito, eu adorei o texto!

Ricardo Freire

Obrigado Mônica! Finalmente em 12 anos alguém falou mal desse texto!

Alice
AlicePermalinkResponder

Riq, o texto é maravilhoso e comovente. Eu, por coincidência, o tinha lido alguns dias antes no "Viaje na Viagem" em papel que comprei em sebo depois de conhecer o blog (que não sei como não tinha conhecido antes...). Mas ele dá uma cutucada na Barra, ao mandar o turista passar batido e ir direto ao off Barra. Não sou nem um pouco fã do Barra way of life, mas será que, doze anos depois, para quem vem de fora não vale uma passadinha?

Ricardo Freire

Se a pessoa vai ao Rio para trabalhar na Barra, ou para surfar todo dia na Prainha, a Barra oferece tudo sem que seja necessário ir à Zona Sul. Certamente é bom para morar e oferece mais qualidade de vida pessoas de diversos perfis. Mas pra turistar... não dá pra comparar com o Rio de Janeiro de verdade.

Alice
AlicePermalinkResponder

Posso discordar um pouquinho e com jeitinho? Acho que posso dar uma opinião insuspeita porque não moro na Barra e definitivamente não tenho vontade de morar. A Barra é inóspita para pedestres, e vem daí um parte da antipatia angariada na comparação com a Zona Sul. Mas acho bonita e divertida em doses moderadas. Por isso, para quem é de fora mas tem tempo e está de carro (porque o transporte para lá é deplorável), eu penso que vale conhecer um pouco. Primeiro, ir pela Zona Sul (não pela Linha Amarela) para contemplar a paisagem do elevado do Joá. Chegando lá, quem é jovem e quer badalar certamente vai curtir pegar praia no Pepê. Só a vista do Píer da Barra merece um desvio, seguindo o critério "michelaniano". Depois, seguir dirigindo pela Sernambetiba até o Pontal (cantarolando Tim Maia). Para os que gostam de comprar e de restaurantes de redes, os shoppings de lá são uma atração. Para quem está com criança o Bosque da Barra é uma boa pedida, pois é bonito e diferente. Com sorte, seu filho tem a oportunidade de ver uma capivara. Mas para o turista que gosta apenas de bater perna (que até é meu caso quando estou fora da cidade), não é a melhor pedida mesmo.

vera
veraPermalinkResponder

coisa boa falarem bem dessa linda cidade !
bjs

Carmélio Dias

Uma bela homenagem num momento especial pra cidade. Moro aqui e fiquei emocionado à medida em que fui lendo. Esse é o Rio que a gente quer.

[cara, fiquei preso ao trabalho na segunda e não deu pra ir ao Belmonte. Perdi. Vi pelas fotos que foi legal. Tinha até um amigo lá, o Tales, que eu nem sabia que ia... Na próxima eu vou. Ah vou]

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalinkResponder

"Se algum dia me perguntarem por que eu viajo, eu vou responder: para ver se encontro algum lugar mais encantador que o Rio de Janeiro. Até hoje, não encontrei." - este trecho me emociona. Força ao Rio!

Netto
NettoPermalinkResponder

A um bom tempo li essa frase do Riq e fiquei com ela na cabeça. Bons fluidos ao Rio.

Fabi
FabiPermalinkResponder

Nossa, sem comentarios sobre o post dessa monica... ninguem merece isso!!! Em um momento em que o Rio todo está unido, da zona sul a zona norte incluindo a zona oeste... totalmente desagregador o comentário... O mais engraçado é que a segunda foto do post é da prainha que, até onde sei, não fica na zona sul!!!!! Tem gente q não tem mesmo o que fazer... Riq, coloquei o link do post no meu facebook para divulgação pq o texto é realmente emocionante, principalmente em um momento como esses...

Arnaldo Rodrigues

Riq, O texto é 90% correto!

Falta mudar ¨ assistir a um jogo do flamengo¨ para assistir um jogo do Vascão!!!!

Um abraço.

Netto
NettoPermalinkResponder

Belo texto, morei 2 anos no Rio ( tanto na Barra quanto na Zsul-j.botanico). Chegue nessa cidade com todos os preconceitos de quem só a conhecem pelo JN e sai com toda certeza que vivi na cidade mais encantadora e completa do planeta. Praias, lagoas, vida noturna, cutura, alto astral. Sempre morei em cidades praianas e posso afirmar com toda certeza que esse astral só existe no Rio. Praia lotada quarta a tarde ? Posso dizer que é até perigoso ir a praia em algumas capitais do nordeste durante a semana , tamanho o vazio. Mas também costumo dizer que o Rio consegue ser a mais linda e ao mesmo tempo a cidade mais feia do Brasil ao mesmo tempo. Que impressao tem alguem que desembarca no galeao e segue por um mar de favelas e baia de guanabara visualmente poluída. Quanto a briga BARRAxZSUL concordo em parte com o que foi dito. Como morei 1 na barra demorei a entender a zsul e me encantei com o estilo de vida do carioca da zsul. Choppinho no fim da tarde, caminhar na lagoa, andar de bicicleta, inumeros mirantes de tirar o folego. Mas isso demora a se entender. A primeira vista grande parte da zsul aparenta decadencia, predios velhos, cinzas de poluiçao. Boa parte dos predios mais aparentam predios de centro de cidade abandonados de mts capitais brasileiras. Eu não entendia como as pessoas pagavam furtunas para morar perto de favelas ( e perto no RJ significa em frente, quem mora a 2 quadras acha q mora longe da favela). Enquanto a barra é moderna , limpa, mas é um bairro que só se conhece de carro. Sim tem mts coisas legais a se fazer na barra. No frigir dos ovos posso dizer que esses dois Rio´s sao imperdíveis. Poderiam ser 2 cidades a se visitar. Acredito mto no Beltrame e torço mto pelo Rio que não pode ser tratado como mais uma cidade, o Rio é o retrato do país, garanto que 90% do mundo acha hj q o brasil esta todo em meio a um tiroteio. Assim como acontece com Argentina-Buenos aires , espanha-barcelona.... o Q aconteceu hj é o topo de um precesso q começou a 4 anos com as UPP´s a despeito de mta gente esta funcionando sim. Por isso o apoio da população, é importante que se diga isso, há uma expectativa em todas as favelas do Rio pela chegada de uma UPP em sua comunidade , por isso esse apoio. Nos acontumamos a falar mal do governo, mas é preciso falar bem tb qdo se ve algo no caminho certo. Boa sorte ao Rio, boa sorte ao Brasil.

Teté
TetéPermalinkResponder

MARAVILHOSO. Compartilho esse amor pelo Rio.

Marcelo Marquese

Já que tem gente da zona sul falando mal da Barra, me sinto no direito de expor porque JAMAIS trocaria a Barra pela zona sul, mesmo possuindo um apartamento em Ipanema e outro na Zona Norte, ambos que mantenho alugados:

1) Não se dão dez passos na zona sul sem se avistar uma favela. Sequer na praia se está livre da visão delas (Vidigal, etc.), que tomaram conta geral daquela região;

2) Onde se vá se esbarra em sujeira, mendigos, pedintes, bêbados, etc.

3) Muuuuuuuuuuito concreto colado um no outro para pouco verde (reservas tipo Prainha, Chico Mendes, Marapendi, Bosque da Barra, etc. só existe uma na Urca e outra no Jardim Botânico).

4) Por conseqüência do excesso de concreto e pouco espaçamento entre prédios altos, a ZS é mais quente e menos arejada que a Barra e Recreio;

5) Contrapostos a prédios novos e com excelente infra-estrutura da Barra e Recreio, abundam prédios velhos, muitos dos quais verdadeiros CACARECOS, que sequer elevador têm na zona sul.

6) Sobra gente falida a quem restou apenas o imóvel, mas mesmo assim que tenta viver de pose, sendo extremamente recalcada.

7) Resistência ao moderno e inovador.

8) Eu GOSTO de carro. Posso? Engraçado: mulheres também parecem gostar deles, pois acabam preferindo mesmo homens babacas em bons carros a caras de valor que vivam a pé. Por sinal, se forem convidadas para sair à noite a pé, de ônibus ou táxi, torcerão o nariz, mas quando querem inventar desculpa para desopilar seu recalque à Barra, daí dizem preferir fazer tudo a pé...

9) Meu prédio tem vagaSSSS de garagem. Na zona sul pessoas largam seus carros na rua a mercê de mendigos, flanelinhas, trombadinhas, ladrões, barbeiros que os amassam, riscam, etc. por absoluta falta de garagem !!! Infra-estrutura ZERO !

10) Quando quero ir a algum lugar na Barra, sempre tenho onde parar. Já na Zona Sul, quando me vejo FORÇADO a pisar lá, isso significa muita dor de cabeça, com ruas lotadas, filas duplas, flanelinhas extorsivos, muitas voltas para achar onde parar NA RUA, etc. Ora, eles não dizem que saem a pé? Por que é tão difícil encontrar vagas por lá então?

11) Engarrafamentos? Nesse aspecto, em que pese a degradação do trânsito da Barra, tenho pesadelos quando penso em: Praça Sibélius, Jardim Botânico, Botafogo (pelo conjunto da obra, mas em especial São Clemente e Voluntários), Lagoa, Nossa Senhora de Copacabana, etc.

12) Formigueiro humano em rua? Estou fora !

13) As praias mais limpas e belas do RJ (Barra, Prainha, Reserva, Recreio, etc.) não ficam na Zona Sul. Aliás por lá temos alguns "brejos" fedorentos como as praias Vermelha, do Flamengo, de Botafogo que sempre estão impróprias para o banho.

14) Gosto de fazer compras em ambiente climatizado, agradável, com estacionamento, etc. Querem comparar shoppings? Ah, nem vou tocar nesse item para não humilhar...

15) Favela vertical tipo Rajah (atual Solimar) e outras tantas em Botafogo, Copacabana, etc. não existem na Barra. Isso fora a Cruzada São Sebastião !

16) Botequim pé-sujo (ovo colorido, salame pendurado e peão bebendo cachaça) no térreo de um prédio onde moram pessoas acima: totalmente zona sul !

17) Supermercadinhos merrecas, espremidos, pequenos e onde falta tudo... A cara da zona sul, contraposta a mega e hipermercados em profusão da Barra.

18) Comércio + camelô + boteco + moradia, tudo misturado no mesmo lugar sem qualquer resquício de PLANEJAMENTO URBANO... É a cara de muitos lugares "zona sul". Prefiro viver em um lugar planejado onde cada segmento tem seu setor, como acontece na Barra.

19) Cinemas. Querem comparar a quantidade e qualidade?

20) Ciclovias? Eu as tenho em toda a Barra e Recreio...

21) Academias? Sobram na Barra, onde se vive em maior contato com a natureza e se dá maior importância à saúde.

22) etc. etc. etc.

Precisam de mais motivos? Que me desculpem os decadentes, mas a zona Sul não dá nem para começar... Poderiam ter passado sem essa, mas cansa para nós da Barra sempre vermos algum recalcado ZS falando mal, muito embora os ignoremos na maior parte do tempo...

Os Sandubas do Celeiro | Destemperados

[...] do calçadão de Copacabana, o cara entende que clichê não é para qualquer um. Enfim, o mestre Riq Freire escreveu “Valsa de uma Cidade” há 12 anos atrás, e ainda hoje se mantém atual, porque o Rio é o Rio e não há nada no mundo [...]

Suspiros Profundos no Aprazível em Santa Teresa | Destemperados

[...] em Santa Teresa Publicado em 09/12/2009 por diogo Share O finde que passei com a Rê no Rio tinha como foco a Roberta Sudbrack. Ok, mas o que fazer entre a Roberta Sudbrack e a hora de ir [...]

Jobi: A Meca da Boemia Carioca | Destemperados

[...] A Meca da Boemia Carioca Publicado em 05/01/2010 por diogo Share Até então, eu conhecia o Rio muito superficialmente. Depois da semana que passei por lá, virou meu grande amor (Punta, ao teu [...]

Bibi Sucos: Um Pit-stop Saudável e Irresistível | Destemperados

[...] Sucos: Um Pit-stop Saudável e Irresistível Publicado em 15/12/2009 por diogo Share Não tem como não amar, né? As pessoas são felizes, se entusiasmam para fazer qualquer tipo de atividade física ao ar livre [...]

Fábio G.
Fábio G.PermalinkResponder

Eu sou fã incontestável do Rio.
Pra mim não há coisa mais linda.
Mas como nem todo mundo gosta do verde...
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/913828-espn-americana-chama-copa-2014-e-rio-2016-de-jogos-mortais.shtml

quelvia dias
quelvia diasPermalinkResponder

Ricardo querido,
Venho aqui nesta tarde (gloriosamente de CALOR)para te parabenizar pelo seu Blog.
Parabens é muitoooooooooo bommm!!!

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
Cancelar