Buenos Aires: roteiro completo dia a dia (e como seguir viagem por Uruguai ou Argentina)

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Ricardo Freire
por Ricardo Freire

San Telmo
Bienvenido, bienvenida. Finalmente você veio conferir o que tanto falam de Buenos Aires. Garanto que você não vai se decepcionar. Mas também aposto que você vai gostar ainda mais das próximas vezes que vier.

Por que digo isso? Porque Buenos Aires faz parte daquele elenco de cidades especiais que ficam mais bacanas depois que você não precisa mais fazer a rota das atrações turísticas.

Mas pode deixar -- eu sei que você faz questão de ver todos os cartões-postais nessa sua primeira viagem, e minha função é fazer com que você não perca nada de essencial, da maneira mais racional e menos esbaforida possível.

A chegada – e como conseguir pesos

Táxi Ezeiza

Buenos Aires tem dois aeroportos: Ezeiza (na sua passagem: EZE), o maior, a 50 minutos de táxi do centro, e Aeroparque (na sua passagem: AEP), o aeroporto central, a 10 minutinhos de táxi do centro ou de Palermo. Veja todas as possibilidades de transporte dos dois aeroportos no meu dossiê de junho/2015.

  • Vantagem do Aeroparque: proximidade. Desvantagem: free shop pequeno.
  • Vantagem de Ezeiza: free shop grande. Desvantagem: a distância.

Os dois aeroportos contam com agências do Banco de la Nación Argentina (se for perguntar, pergunte por "Banco Nación"). O Banco Nación de Ezeiza funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano. O Banco Nación do Aeroparque funciona 365 dias por ano, mas das 6h à meia-noite. Em dezembro de 2016, o banco voltou a ser a melhor opção para trocar seus reais, já no desembarque.

No centro da cidade, as melhores cotações para reais não estão nas casas de cãmbio convencionais, mas nas corretoras de câmbio da calle Sarmiento, no Centro, como a Cambio Alpe (Sarmiento, número 480), a Maguitur (número 464) e a Multifinanzas (Sarmiento, número 448), que funcionam de 2ª a 6ª das 10h às 16h.

Pesos

Se você vai viajar para fora de Buenos Aires e quer viajar com dinheiro vivo, leve dólares. A cotação do real é ruim fora da capital (e mesmo em Buenos Aires, fora dos lugares mencionados).

Já dá para usar cartão de crédito novamente, agora que o câmbio oficial não está artificialmente valorizado. A cotação é boa, mas há a incidência de 6,38% de IOF (que ainda assim será melhor do que perder 10% a 15% numa casa de câmbio com má cotação).

Saques em caixa automático poderiam ser uma boa maneira de conseguir pesos para o dia a dia, mas como o limite por saque é baixo, as tarifas de uso do equipamento acabam pesando mais do que deveriam.

Não vale a pena comprar pesos no Brasil; a cotação é bastante desfavorável. Compre apenas se morar em Foz do Iguaçu ou tiver acesso a cambistas em lugares com colônia argentina, como Búzios ou Bombinhas.

Onde ficar

Na minha opinião, a melhor localização para quem ainda não conhece Buenos Aires é o bairro da Recoleta: central (e por isso bem localizado para fazer os passeios), elegante e charmoso.

Quem vai a Buenos Aires com ênfase em gastronomia e compras descoladas, no entanto, deve considerar ficar em Palermo Soho ou Palermo Hollywood.

Hospedar-se no Centro é conveniente para passear -- mas a região está decadente e morre à noite.

Clima: o que esperar

Conte com verões quentíssimos e úmidos. Na meia-estação -- outono ou primavera -- prepare-se para um frio moderado, com eventual veranico durante o dia, se estiver ensolarado. Os invernos são gelados. Entre maio e setembro chove menos, mas esteja sempre preparado para chuviscos.

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Chegando sexta à noite

Muita gente chega em Buenos Aires na sexta à noite e não quer esperar até o dia seguinte para ter um gostinho da cidade. Vamos lá, então.

Tente pegar um vôo que chegue até as 22h em Ezeiza ou 22h30 no Aeroparque. Se você conseguir largar as malas no quarto até a meia-noite, ainda pode pensar em sair para jantar ou até mesmo ver tango em Buenos Aires.

Querendo chegar e já se atirar na melhor carne argentina, recomendo pegar um táxi a Palermo Soho (15 min. do centro, 10 min. da Recoleta) e se esbaldar na La Cabrera (Cabrera y Thames) que costuma abrir até 1h30 (confirme se está aberta pelo telefone 11/4831-7002). Ali as carnes vêm com inúmeros acompanhamentos, que fazem a diferença. Mais perto do centro (5 min. de táxi), em Puerto Madero, tem a Cabaña Villegas (Alicia Moreau de Justo 1048, diga ao taxista para ir pela av. Belgrano), que também promete funcionar até as 2h (confirme se está aberta pelo telefone 11/4331-0642).

Quer desembarcar e ir direto para um show de tango? É possível. O Bar Sur (Estados Unidos y Balcarce) é um bar pequeno, em San Telmo, que apresenta um show intimista de tangos, sem palco: só dois pares de dançarinos no salão, em frente à sua mesa, acompanhados por músicos e cantoras da velha guarda. Está longe de ser uma superprodução, mas pode ser bem divertido (é bem provável que em algum momento vocês sejam puxados para a pista). A vantagem do Bar Sur é que o show é contínuo até as 2 horas da manhã, e não é necessário reservar: basta aparecer na porta.

City-tour, táxi ou metrô?

Buenos Aires tem sua linha turística hop-on hop-off, o Buenos Aires Bus, que permite descer em 24 pontos, da Boca ao Barrio Chino (veja todas as paradas clicando aqui). Os ônibus passam de vinte em vinte minutos das 9h às 20h. O bilhete 24 horas custa 260 pesos (adulto) e 130 pesos (menores de 12 anos); o bilhete 48 horas sai 350 pesos (adulto) e 150 pesos (menores de 12 anos). A passagem pode ser comprada a bordo. Preços de julho/2015.

Minha opinião? Não é necessário. A cidade é perfeitamente navegável de táxi, que é abundante e, mesmo com a inflação e a desvalorização do real frente ao peso, bastante encarável. Corridas entre Recoleta e Palermo saem entre 60 e 80 pesos (julho/2015). À noite, nos restaurantes, peça para chamarem um radiotáxi ao pagar a conta.

O metrô ("Subte") é histórico, um dos mais antigos do mundo; é eficiente e barato. Só não é conveniente para quem se hospeda na Recoleta. O mapa das estações está aqui. O ticket custa 5 pesos. Cuidado com seus pertences: há mãos-leves em ação nas estações.

Sábado: Centro & Recoleta

Vai por mim: faça esse city-tour self-service no seu primeiro dia de Buenos Aires. Assim você se familiariza com as principais regiões e já vê onde vai querer voltar com calma nos próximos dias (ou nas próximas vindas). Deixe para fazer o Caminito no domingo, antes de ir à feira de San Telmo (mais adiante eu explico).

Comece o seu passeio do primeiro dia no Café Tortoni (Av. de Mayo 825, entre Suipacha e Esmeralda), o equivalente portenho da Confeitaria Colombo carioca. No inverno pede-se chocolate quente e churros; no verão escolha uma das copas de sorvete. Dica: aproveite que você está ali e veja se ainda há ingressos para as apresentações de tango que acontecem em dois ambientes no subsolo (Sala Alfonsina Storni e La Bodega) e não são caros (em julho/2015, 260 pesos -- menos de R$ 70). Veja a programação aqui.

 

 

 

 

 

 

 

A Avenida de Mayo, onde está o Tortoni, é a Champs-Elysées de Buenos Aires: vai do Congresso à Casa Rosada, passando pelo Obelisco. O Obelisco está pertinho: a duas quadras para a direita de quem sai pela porta do Tortoni. A Casa Rosada fica descendo a avenida na direção esquerda. Há um pequeno museu dentro do palácio (com entrada pela Bolivar, 65), mas só abre aos domingos de tarde. Contente-se em ir à praça em frente e imagine-se no lugar de uma das Mães da Plaza de Mayo chorando seu filho desaparecido -- ou um fã de Evita ouvindo um de seus discursos na sacada. Se você curte museus, pode visitar o novíssimo Museu do Bicentenário da Independência, que é cheio de bossas tecnológicas, e fica exatamente atrás da Casa Rosada (abre de 4a. a domingo das 10h às 18h; entrada gratuita).

Na saída, volte à praça, fique de costas para a Casa Rosada e pegue a diagonal da direita (a Presidente Roque Sáenz Peña); vire à direita na Calle Florida. Esta é a famosa rua de pedestres do centro, com o comércio mais tradicional da cidade. Mas é também o maior antro de malandros de Buenos Aires, então é bom que você pare agora para receber essas recomendações:

Calle Florida

Como a Florida é um dos cartões-postais portenhos, dá para encaixar uma sessão consumismo disfarçada de turistagem. Aproveite para dar uma entradinha na superfarmácia Farmacity do nº 474 (entre Corrientes e Lavalle), para xeretar preços de cosméticos; para se perder na loja de departamentos -- de origem chilena -- Falabella , no nº 665 (entre Tucumán e Viamonte), ou ainda fazer uma fezinha na Zara, no número 651 (na mesma quadra da Falabella).

Mesmo que você não esteja numas de comprar, vai querer visitar a Galerías Pacífico, na esquina com a avenida Córdoba -- certamente um dos shoppings mais fotogênicos do planeta. Aqui você vai ter outra oportunidade de descolar um ingresso para um show baratinho de tango: veja se ainda há lugares disponíveis para os espetáculos do Centro Cultural Borges, que fica no segundo andar (o caminho é bem sinalizado por todo o shopping). Os ingressos custam entre 200 e 260 pesos (julho/2015), ou R$ 55 a R$ 70.

Bom. Não posso esconder de você o fato de que estamos muito, muito próximos de outro ícone de Buenos Aires -- o Puerto Madero. Se você pegar a avenida Córdoba na direção do rio (direita), em menos de 15 minutos vai chegar ao porto de embarque do Buquebus, de onde se vai a Colonia del Sacramento. Na quadra ao lado já começa o Puerto Madero propriamente dito (para chegar direto nele, você pode voltar umas quadras atrás na Florida e descer a Lavalle toda a vida). Se essa informação deixar você na fissura de sair corrento para lá, fique à vontade. Mas eu deixaria para ir ao Puerto Madero em outro momento -- num fim de tarde, ou para jantar, ou então para almoçar no domingo (mais adiante tem um tópico dedicado à região).

Prossigamos, pois. Mais duas quadras adiante na Florida e chegamos à Plaza San Martín, já no Retiro, o cantinho mais bonito e elegante do Centro. Ali começa, à sua esquerda, a avenida Santa Fé, que leva à Recoleta e também a Palermo. Aqui vamos pegar um táxi para a Recoleta.

Diga para o taxista: "Posadas y Callao" ("Possadas i Caxáo, por fabor"). Nosso objetivo é almoçar no Sanjuanino, no número 1515 da Posadas, baratíssimo restaurante especializado em fabulosas empanadas. Não se incomode com o fato de o lugar ter se tornado point de brazucas: as empanadas são ótimas, e você me agradecerá quando vier a conta (abre para almoço até às 16h).

Na saída, siga em frente pela Posadas até a Ayacucho, então suba a ladeirinha à esquerda. Você vai passar em frente ao hotel Alvear (o Copacabana Palace portenho) e, uma quadra adiante, vai merecer sua sobremesa na sorveteria Volta da esquina da avenida Quintana. Tomar sorvete em Buenos Aires é tão bom quanto na Itália -- com a vantagem adicional de haver sempre no mínimo meia dúzia de variações de doce de leite. Sempre que passar por uma Freddo, uma Persicco ou uma Volta, pare e experimente um sabor novo grin

Preste atenção no entorno. Você está no coração do bairro mais bonito de Buenos Aires, a Recoleta. Se tiver consultado o Viaje na Viagem antes de organizar a viagem, você deve estar hospedado por aí. Senão, é aqui que eu recomendo que você fique da próxima vez. Flanar pela Recoleta, para mim, é o melhor passeio disponível nas manhãs portenhas.

Que horas são? Como eu não sei quanto tempo você se demorou na Florida, não tenho como adivinhar. Nosso destino final da tarde é Palermo Soho. Caso ainda seja antes de 14h30, você tem direito a uma parada no meio do caminho. Escolha: pode ser uma rápida visita ao museu Malba (Figueroa Alcorta, 3415), que abriga uma espetacular coleção de arte moderna latino-americana, ou um pit-stop no singelo parque Jardín Japonés (Figueroa Alcorta y Casares). Indo a qualquer um dos dois (ou aos dois) você passará pela Floralis Genérica, a flor metálica que acompanha o movimento do sol e é um dos ícones da cidade.

O importante é que entre 15h30 e 16h você esteja em Palermo Soho, a pequena Ipanema de Buenos Aires. Peça para o táxi deixar você na esquina de "Malabia y Costa Rica". Você descerá na praça mais charmosa do bairro. A essa hora (sobretudo se for fim de semana), o bairro vai estar fervilhando. Namore as vitrines, tente descolar uma mesinha na calçada para tomar um café. As lojas mais bacanas estarão nas calles El Salvador e Honduras. (O trechinho mais bagaceiro é o da praça Serrano, mas se você atravessar a muvuca o comércio e os restaurantes voltam a ser bacanas do outro lado, até o trilho do trem.)

Se você se apaixonar pelo bairro -- pelas minhas contas, pelo menos 62,3% dos leitores do site se apaixonam grin -- pode já ir pensando em ficar por aqui da próxima vez.

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Noite: tango

Rojo Tango

Os espetáculos de tango são a atração turística número 1 de Buenos Aires. Quase todos funcionam no esquema "cena-show" (jantar + show), e oferecem traslado de ida e volta desde os hotéis mais centrais. São shows superproduzidos, e por isso não custam barato: espere pagar pelo menos 100 dólares com jantar.

É possível comprar só o show, sem o jantar. Você consegue uma economia aí de uns 30 ou 40 dólares e escapa de um jantar fraquinho. Mas em compensação arranja um problema, já que para chegar jantado às 22h na casa de tango, você tem que jantar às 20h, quando os restaurantes estão às moscas. A outra opção é jantar depois da meia-noite, o que restringe a disponibilidade (consulte a seção "Chegando sexta à noite" para ver minhas indicações de churrascarias que funcionam até as 2h).

Os showzões de tango que eu vi e recomendo são o sensualíssimo (e caríssimo) Rojo Tango, no hotel Faena, e o caprichado espetáculo do El Querandí.

Caso você não faça questão dos espetáculos superproduzidos das casas de tango, sua noite fica mais maleável. O show do Centro Cultural Borges começa às 20h; dá para sair para jantar depois onde você quiser. Os shows dos espaços alternativos do Café Tortoni acontecem em duas sessões; assistindo o das 20h você janta depois, indo no das 22h você janta antes. E como eu já expliquei no tópico "Chegando sexta à noite", mais acima, os shows intimistas do Bar Sur são apresentados a noite toda, com pequenos intervalos, até as 2h da manhã; dá para jantar e aparecer mais tarde por lá, sem reserva.

Noite: jantar

Las Cabras

Há ótimos restaurantes por toda cidade. Mas a principal região gastronômica de Buenos Aires, hoje, é o bairro de Palermo Hollywood, com epicentro nas calles Fitz Roy e Bonpland. Se você está no Centro, o pólo de restaurantes mais à mão é o de Puerto Madero, que é voltado sobretudo aos turistas. Na Recoleta, fuja da fileira de restaurantes em frente ao cemitério; os bons restaurantes da região estão dispersos pelo bairro (querendo encontrar vários lado a lado, vá à Recova de Posadas, que fica no começo da calle Posadas, sob um elevado da 9 de Julio.

Os argentinos jantam ainda mais tarde que os brasileiros; os restaurantes só enchem mesmo lá pelas 22h. Vale a pena reservar, sobretudo nas noites de quinta a sábado e no almoço de domingo. A propósito: antes de sair domingo à noite, confirme se o restaurante abre para jantar. E atenção: alguns restaurantes estão deixando de aceitar cartão de crédito. A melhor fonte de informação sobre horários, telefones e aceitação de cartões em restaurantes é o Guia Óleo.

Noite: balada e milonga

La Glorieta de Belgrano

A noite em Buenos Aires é pulverizada e diversificada. A balada começa supertarde -- nada esquenta antes da uma da madrugada. Uma boa fonte de informação atualizada é a revista-guia Time Out, que publica edições trimestrais (em inglês) e pode ser comprada nas bancas. (O conteúdo da revista na internet não é tão atualizado; vale a pena dar um novo google no que você escolher antes de ir).

Um jeito divertido de passar uma noite à argentina é experimentar uma milonga -- como são chamados os salões de baile de tango, mais ou menos o equivalente portenho das nossas gafieiras. As milongas esquentam um pouco mais cedo: pouco depois da meia-noite a pista já estará cheia. Chegando cedo (duas horas antes do início do baile) você pode contratar aulas de tango. Cada milonga tem o seu dia da semana; consulte este calendário de milongas para não ir no endereço certo, porém na noite errada. Se você se hospedar em Palermo, a milonga mais perto é a La Viruta (Armenia, 1366; melhores noites: sexta e sábado). Caso você fique em Buenos Aires até domingo à noite, não deixe de ir à milonga La Glorieta, na praça Barrancas de Belgrano. O melhor lugar para se informar sobre as milongas do momento é o blog da Gisele Teixeira, o Aquí me quedo.

Domingo: Caminito e Feira de San Telmo

Caminito, Buenos Aires

Não adianta: o cartão-postal de Buenos Aires para o turista brasileiro ainda é o Caminito, em La Boca. De táxi, fica a pouco mais de 15 minutos do Centro, ou 20 minutos da Recoleta. O bacana de visitar o Caminito é que você nunca mais vai precisar ir ao Caminito. Aêêêêê!

Eu adoro falar mal do Caminito -- acho uma ruela sem-graça, que funciona como capa de revista de turismo mas ao vivo é bem meia-boca (ops). No entanto, pessoas mais educadas e com mais paciência do que eu, como a Silvia Oliveira do matraqueando.com.br, conseguem discernir seu valor histórico e artístico. E para não dizer que você rodou tanto só para ver um quarteirão de casebres de zinco não-habitados, você pode turbinar o passeio com duas visitas. Uma, com verniz intelectual: a Fundación Proa, uma bela galeria sempre com exposições bacanas (fecha segunda-feira); e outra, de cunho, digamos, religioso: o museu do Boca Juniors (oficialmente: Museo de la Pasión Boquense), que funciona sob uma arcada do mitológico estádio La Bombonera. Há visitas guiadas incluindo o estádio. Abre das 11h às 18h (mas nos dias de jogos no estádio o horário é encurtado).

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Da Boca, uma nova corrida de táxi -- 10 minutinhos no máximo -- leva você à Feira de San Telmo (peça ao motorista de táxi: "San Juan y Defensa"). A feira de antigüidades e cacarecos acontece todos os domingos na Plaza Dorrego, mas neste dia a calle Defensa, que leva à praça, fica interditada para veículos. A feira não vale só pelos artigos expostos nas banquinhas, não; há vários artistas performáticos que se vestem de maneira engraçada e posam para fotos. Sempre rola tango na rua, também (com passada de chapéu ao final).

Há bares e cafés na praça e ao longo da Defensa. Duas boas opções para almoçar um belo bife de chorizo: o baratinho El Desnivel (Defensa 855, entre Estados Unidos e Independencia) e o clássico (e meio caro) La Brigada (Estados Unidos 465, entre Defensa e Bolivar). Devo avisar, porém, que domingo não é o melhor dia para nenhuma das duas, já que o overcrowd de turistas acaba deixando os garçons mais irritados do que o costume. Se você ligar antes para reservar, uma boa alternativa é o bistrô francês Brasserie Pétanque (Defensa 596, entre México e Venezuela).

Querendo escapar da muvuca domingueira de San Telmo, pegue um táxi para o Puerto Madero; não dá muito mais do que cinco minutinhos.

Puerto Madero: quando ir, o que ver

Puerto Madero

Outro poderoso ícone da Buenos Aires, o Puerto Madero é um senhor projeto urbanístico: recuperou e incorporou à cidade uma antiga área de armazéns portuários. Passear pelo seu calçadão à beira do canal é um programa gostosíssimo ao entardecer: apareça por aqui depois de um dia de turistagem ou de compras, e caminhe com calma, com uma casquinha (cono) de sorvete (helado) na mão.

O complexo se estende por quase 4 quilômetros: nas duas extremidades estão o terminal de barcos Buquebus (bem em frente à avenida Córdoba) e o Cassino Flutuante (já pertinho de La Boca). O trecho mais atraente vai da altura da calle Tucumán até a avenida Belgrano: por ali está a maioria dos restaurantes, e também a bonita Puente de la Mujer. Aproveite para visitar o Museu-Barco Fragata Presidente Sarmiento -- um barco de 1898 aberto diariamente das 10h às 19h.

À noite, o Puerto Madero funciona como o pólo de restaurantes mais próximo de quem está hospedado no Centro. Recomendo o Cabaña Villegas (para carne; nº 1050-, à altura de Belgrano), o La Parolaccia (para massas; nº 1052, à altura de Belgrano) e o Cabaña las Lilas (para bolsos recheados; nº 51'6, à altura de Sarmiento).

Um pouco mais para dentro, na zona conhecida por Madero Este, vale muito a pena visitar o extravagante hotel Faena. Marque um almoço ou jantar no El Mercado, o mais em conta dos restaurantes do hotel.

A casa de shows Madero Tango fica longe deste miolo, na extremidade sul do complexo; em compensação, o Cassino está ao lado.

Às compras

Devolução de IVA. Lojas que vendem produtos argentinos (sobretudo na Florida, na calle Murillo e nos shoppings) emitem certificados que permitem que você receba o imposto IVA de volta. Para isso, é preciso que o formulário seja preenchido no ato da compra. Você vai precisar chegar ao aeroporto (ou no Buquebus) com uma hora a mais de antecedência para passar no posto de reembolso de IVA. Não há posto de devolução de IVA no embarque do Colonia Express.

No Centro: calle Florida. O calçadão da calle Florida é um dos pólos de compras da cidade. É preciso garimpar, porém, as lojas de qualidade. A Galerías Pacífico, na esquina com a avenida Córdoba, vale mais pela arquitetura do que pelos preços. A praça de alimentação é um oásis para a hora do almoço.

Couro: lojas de fábrica. Diga ao taxista: "Scalabrini Ortiz y Murillo" (pronuncia-se "Murixo"). A calle Murillo, em Villa Crespo, concentra as lojas de fábrica de artigos de couro, entre Scalabrini Ortiz e Gurruchaga. A Mariana Pereira, dona do hotel Querido, que fica ali perto, recomenda Patagonia Cueros, a 666 e a Reza Duro. (Para botas, porém, ela indica lojas na calle Aguirre.) É mais tranqüilo ir durante a semana. No sábado as lojas da calle Murillo ficam abertas até o fim da tarde. No domingo não abrem.

Outlets de Villa Crespo. Depois dos couros, passe em revista os outlets. Ainda na Murillo, vire à direita na Gurruchaga. Seis quadras adiante você chega à famosa esquina de Aguirre y Gurruchaga, que é o epicentro da zona de outlets de grifes da Villa Crespo. Não pense em termos de Orlando: são lojas pequenas, e nem todas as grifes que você procura estão por lá (não tem Hollister nem Abercrombie). É mais tranqüilo ir em dia de semana; no sábado as lojas abrem até 19h. No domingo algumas abrem à tarde.

Calma, não acabou. Mais quatro quadras (na verdade, cinco, mas a última é curtinha) e você chega à avenida Córdoba, um avenidão megamovimentado. Ali é a região original dos outlets portenhos, onde você encontra marcas como a Levi's, a Adidas e a Hush Puppies. A Mariana Pereira, a querida dona do querido Hotel Querido, é fã da marca argentina Complot, de moda feminina. É mais tranqüilo ir em dia de semana; no sábado as lojas da av. Córdoba abrem até as 18h; no domingo não abrem.

Butiques e lojinhas: Palermo Soho Está com todas as sacolas na mão? Então atravesse a rua. Do outro lado da Córdoba já é... Palermo Soho, que é a Ipanema de Buenos Aires. Por aqui estão as butiques mais bacaninhas da cidade. As lojas mais transadas estão nas ruas Honduras, El Salvador e Gorriti e suas transversais, que merecem ser percorridas entre Malabia e Uriarte.

Bateu a fome depois das compras? O que não falta no bairro são restaurantes e cafés. Eu gosto muito do Mott (El Salvador 4685, entre Armenia e Malabia). Indo pela Armenia ou Malabia até a Costa Rica você chega a uma praça rodeada por cafés com mesas na calçada.

Uma visita ao Teatro Colón

Teatro Colón, Buenos Aires

Depois de ficar fechado por alguns anos em reforma, o Teatro Colón voltou à ativa. A melhor maneira de visitar é assistindo a um espetáculo de ópera, dança ou música erudita; dá para comprar ingressos pelo site Tu Entrada.

visitas guiadas todos os dias, inclusive feriados, das 9h às 17h. Os grupos saem a cada 15 minutos (há saídas em português). Custa 180 pesos (julho/2015).

Um dia em Colonia del Sacramento

colonia

Se você vai ficar pelo menos quatro dias inteiros em Buenos Aires, vale a pena dar uma esticadinha ao outro lado do Prata. A cidade histórica de Colonia del Sacramento é uma gracinha -- e é um programa mais fácil fazer estando na Argentina do que no Uruguai. De Buenos Aires você atravessa em uma hora de barco. Se estivesse em Montevidéu, teria que pegar um ônibus que leva duas horas e meia até lá.

A cidade é pequena o bastante para ser destrinchada em cinco ou seis horinhas. Há bons restaurantes no centro histórico. Não há dia impróprio para visitar: os museus fecham em dias alternados. O fim de semana, claro, tem mais movimento do que os dias de semana. É um passeio mais interessante entre meados da primavera e meados do outono: você passa bastante tempo ao ar livre, então no auge do inverno você vai passar muito frio. Compre a passagem com antecedência, pela internet, para conseguir tarifas descontadas.

Um dia pelos parques de Palermo + Malba

Na primavera ou no outono, dá para dedicar um dia de tempo firme à exploração dos belos parques de Palermo -- Zoológico, Rosedal, Jardín Japonés -- emendando com a Flor Metálica e uma visita ao Malba.

Um dia em Tigre

A cidade de Tigre, a 30 km do centro de Buenos Aires, fica à beira do Delta do Tigre (entroncamento dos rios Tigre, Luján e Sarmiento). É uma região onde portenhos ricos mantêm casas de campo e praticam esportes náuticos.

A cidade é um pólo turístico regional. Vai-se até lá para fazer passeios de barco pelo delta, brincar no parque temático Parque de la Costa e também fazer o circuito cultural e gastronômico do centrinho.

O jeito mais interessante de chegar é pelo Tren de la Costa -- um trem antigo que sai da estação Maipú. Vá até a estação Maipú de táxi ou de trem comum (Linha Mitre), saindo da estação Retiro. Não querendo pegar o Tren da Costa, dá para seguir no trem comum mesmo (Linha Mitre), que ele também vai até Tigre. Na ida ou na volta dá para parar em San Isidro, que é um bairro elegante de Buenos Aires.

É muito fácil embarcar nos passeios pelo delta: basta ir à estação fluvial e comprar seu bilhete. Há várias saídas ao longo do dia, todos os dias; os passeios duram entre uma hora e meia e duas horas. Evite ir em dias chuvosos ou muito frios, sobretudo se você planeja passear de barco.

Zôo de Luján: vale a pena mesmo?

A 70 km do centro de Buenos Aires, o zoológico de Luján é uma atração controversa. Depois que fomos ao local, decidimos não recomendar o passeio, por razões que você pode ler aqui.

Caso você não concorde conosco, aí vão as informações práticas. O zôo abre todos os dias do ano. Dá para ir de ônibus de linha (número 67, saindo da Plaza Italia, em Palermo; é preciso avisar o motorista que quer parar no zôo) ou pela van Fabebus. São duas horas de viagem de ônibus ou uma hora com a van.

Um dia no Parque Temaikén

A 54 km do centro, o parque ecológico Temaikèn mistura jardim botânico, zoológico e aquário, com fins educativos. O objetivo é envolver as crianças nos esforços de conservação ambiental.

Abre de terça a domingo. Durante a semana há um ônibus de linha, o 60, que sai da Plaza Italia, em Palermo, e vai para lá. No fim de semana só dá para chegar ou de remis (carro com motorista) ou com tour organizado

Um domingo diferente

Feria de Mataderos

Um domingo gaucho

Uma Buenos Aires pouco conhecida dos turistas se oferece todos os domingos no bairro de Mataderos, a meia hora de táxi, na periferia oeste: ali se realiza uma feira "gaucha", com danças típicas e comidas saborosas.

Um domingo milonguero

À noite acontece a mais singela das milongas da cidade, num coreto da praça de Barrancas de Belgrano (você pode aproveitar e comer num restaurante chinês ou tailandês do Barrio Chino -- calle Arribeños -- que fica ao lado).

Um domingo de fútbol

Muitas agências têm programas sob medida para assistir a jogos do campeonato argentino. Você é buscado no hotel e levado até a arquibancada, sem correr o risco de negociar com cambistas nem pegar a entrada errada do estádio. Uma dessas agências é a Go Football.

Buenos Aires + Montevidéu

Montevidéu

É possível ir e voltar de Montevidéu no mesmo dia -- com o novo buque Francisco, o trajeto foi reduzido a pouco mais de duas horas. Mas mesmo assim, acho que não vale a pena o bate-volta sem pernoite. Querendo dar um pulinho no Uruguai, a pedida é a travessia a Colonia del Sacramento, que leva só uma hora (veja mais acima).

Para combinar Montevidéu e Buenos Aires na mesma viagem, o que eu recomendo é comprar a passagem de ida a Montevidéu, com volta desde Buenos Aires. Entre Montevidéu e Buenos Aires, venha de barco (o desembarque é no terminal Buquebus, no centro da cidade, ao lado do Puerto Madero). Se quiser parar em Colonia del Sacramento no caminho (recomendo!), pegue um ônibus até Colonia, deixe a bagagem no guarda-volume, passeie pelo centro histórico e siga de barco a Buenos Aires.

Na minha opinião, a ordem dos fatores altera o produto. A viagem é mais interessante quando Montevidéu vem antes de Buenos Aires; fazendo a rota contrária, pode ser que Montevidéu encante menos.

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Buenos Aires + Punta del Este

punta-del-este

Punta del Este fica no Uruguai, mas pode ser considerado um balneário argentino: a maior parte dos veranistas vem da Argentina. Há vôos diretos o ano todo do Aeroparque para o aeroporto de Punta: em meia hora você já aterrissa.

Por via hidro-rodoviária você vai precisar atravessar o Prata (a Colonia ou Montevidéu) e prosseguir de ônibus. O esquema mais azeitado é via Colonia; a viagem, com os transbordos, dura 5 a 7 horas. Veja o mapa dos deslocamentos no item anterior (Buenos Aires + Montevidéu).

Na minha opinião, Punta del Este só vale a pena no alto verão, entre o Natal e o Carnaval (com um repique na Semana Santa). É quando a cidade está acesa. Fora de temporada o balneário se presta mais ao descanso do que ao turismo.

Buenos Aires + Mendoza

Cavas Wine Lodge

A capital do vinho argentino é também um concorrido destino de ecoturismo. Fica a duas horas de vôo ou 11 horas de ônibus.

Uma excelente continuação de roteiro é cruzar a cordilheira de ônibus (paisagens lindas), voltando para o Brasil desde Santiago.

Buenos Aires + Salta

salta

No norte do país, a 2h20 de vôo, Salta aparece como a nova fronteira turística da Argentina. Tem um centro histórico preservado, um entorno com estradas que passam por formações geológicas incríveis, e a Rota do Vinho até Cafayate, região emergente na produção vinícola.

Salta também é um ponto estratégico para fazer um roteiro por três países, visitando o Salar de Uyuni na Bolívia e deserto do Atacama no Chile, que são vizinhos. Para fazer isso, porém, é preciso tempo sobrando e espírito de aventura, porque o esquema de transporte é rústico.

Buenos Aires + Bariloche

Bariloche

A capital brasileira da neve está a duas horas e meia de vôo -- ou 20 horas de ônibus.

A neve começa a cair no fim de junho, mas é mais garantida em agosto. Se você só pode viajar em julho, o ideal é ir mais para o fim do mês, para dar tempo de acumular neve suficiente para ver, brincar e esquiar. Mesmo sem neve, porém, a região é um deslumbre. Entre os argentinos, a alta temporada é o verão, quando usam os lagos como balneários e centros de esportes náuticos.

Os lagos andinos chilenos são vizinhos: dá para atravessar de barco (pelo Cruce de Lagos) ou de ônibus. Querendo combinar os dois países, o ideal é chegar por um e sair pelo outro.

Fique pelo menos quatro dias inteiros em Bariloche para fazer todos os passeios. Para combinar com o Chile, reserve pelo menos uma semana para a região.

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Buenos Aires + El Calafate

El Calafate

Poucas paisagens são tão impressionantes quanto os glaciares -- uma espécie de dunas de gelo, ou cataratas congeladas, que se movem sem a gente perceber (até que a uma pontinha se estraçalha em pequenos icebergs, com sorte à sua frente. Pois nenhuma geleira é tão fácil de ser contemplada quanto Perito Moreno, em El Calafate. Está a apenas uma hora da cidade e se presta a ser apreciada (tanto da terra firme quanto da água) e a ser escalada (em passeios curtos que não requerem preparo físico de atleta).

Andarilhos podem desdobrar a viagem com caminhadas em El Chaltén (4 horas de ônibus) ou Torres del Paine, no Chile (6 horas a Puerto Natales ou 4 horas e meia direto ao parque).

Passe no minimo duas, idealmente três noites em El Calafate. O primeiro dia será perdido em contratar os passeios.

Buenos Aires + Ushuaia

Ushuaia

O vôo de Buenos Aires à cidade mais austral do mundo leva quase quatro horas.

No verão você vê pingüins e faz passeios pelo Canal de Beagle. No inverno, desfruta da estação de esqui com neve garantidíssima desde meados de junho -- e inúmeras atividades na neve para quem não quer esquiar.

Entre setembro e abril partem cruzeiros para a Antártida e também para Punta Arenas, na Terra do Fogo chilena, contornando o o cabo Horn.

Fique pelo menos quatro noites na cidade. O dia da chegada será gasto agendando passeios.

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2046 comentários

Alice
AlicePermalinkResponder

Achei bem interessante. Gostei.

Alessandra Veit

Estive em BsAs na semana passada (de domingo à sábado), peguei algumas dicas aqui e gostaria de agradecer, foram valiosas! De fato, a Recoleta é o melhor bairro para se hospedar, fizemos quase todos os passeios a pé, o que nos proporcionou várias surpresas e descobertas que normalmente não estão inclusas em pacotes. Por causa da postagem, decidimos fazer o passeio até Colonia, e é imperdível! Amamos a cidade e certamente voltaremos para explorar mais!

Patrícia Brasil

Estive 6 vezes em Buenos Aires, fiz o cruze dos lagos partindo de Santiago, Colônia del Sacramento saindo de Buenos Aires e Montevidéu a Punta del Este e amei tudo. Mas ao ler este roteiro e dicas consegui estrair novos cantinhos e atrações. Amei!

Mana+Isa
Mana+IsaPermalinkResponder

Belíssimo trabalho!
Parabéns e 'muchas gracias' por isso!

Karen
KarenPermalinkResponder

Alguém já andou de UBER lá? Alguém recomenda?

Letícia Moscatelli

Olá, pessoal! Desde que descobri o Viaje na Viagem, não desgrudo dele para planejar meus passeios, parabéns pelo ótimo trabalho! Estou em Buenos Aires e fui comer no El Sanjuanino como vcs sugeriram e concordei com tdo que vcs falaram: mto bom e barato! Além disso, fica a minha sugestão de experimentarem o Alfajor da casa, é simplesmente delicioso!!! Tem um cheirinho irresistível de baunilha, massa levinha e recheio de um excelente doce de leite!

Jhorgennes Monteiro

Não percam tempo indo a esse tal Caminito, é um mercado a céu aberto, com várias espeluncas que se dizem restaurantes com comida péssima e cara. Paguei 125 dólares (pra 3 pessoas) e saímos de lá com fome e insatisfeitos com a qualidade da comida.

Rodrigo Campos

Tambem acho rsrsrs, mas a visita do estádio do Boca é muito legal.

Tatiana Fontana

Adorei as dicas e os detalhes, irei este final de semana, e com certeza ajudou demais.

Roberto
RobertoPermalinkResponder

Valeu

Marcelo Ghirlinzoni

Estou usando Uber aqui. Preços bons e comodidade. Tem mais carros nos lugares mais conhecidos.

Simone
SimonePermalinkResponder

Tem Uber .... Perfeito como qualquer lugar que tenha !!! Barato,prático,tem três meses ..... Táxi comum muito caro !!!!mesmo aplicativo .... Perfeito .

Marcos Ventura dos Reis Osório

Nota dez. Bem detalhado. Bem sincero.

Flávio
FlávioPermalinkResponder

Li que inauguraram uma estação de metrô da Linha H na Recoleta, chamada Las Heras, em dezembro de 2015. Procede? Vou pra lá em janeiro e ficarei ali perto.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Flávio! Sim, é fato.

Evander Henriques

Estou em Buenos Aires escrevendo isto para os meus irmãos brasileiros. O VNV tem razão quando recomenda que você se hospede na Recoleta; é um ótimo bairro, ponto de partida fácil para qualquer atração em BA. Mais acima o Ricardo Freire recomenda o Bar Sur. Não caia nessa!!! $2330,00 (pesos) mais mal gastos na minha segunda viagem à capital portenha. Show de tango $800,00 por pessoa sem direito a nada. Um copo de coca-cola custa $ 70 (setenta pesos, algo em torno de R$ 20,00 dependendo da cotação que conseguiu para trocar seu dinheiro). Pura exploração. Há um casal de dançarinos que se apresentou na noite de ontem; são extremamente gentis e atraentes pela arte que nos oferecem e é só! O restante é lamentável. Há melhores lugares onde gastar sua grana. Também não recomendo El Viejo Almacém (visitado em 2015) pelos mesmos motivos. Exploração pura dos brasileiros. Para quem quiser, segue o contato do Ronaldo (54-9-11-6198-3841). É um carioca boa praça, erradicado na Argentina, dono de uma empresa de turismo familiar. Me deu dicas de compras e passeios quentíssimas. Cobrou apenas R$ 30,00 reais/cabeça e nos acompanhou (tirando de enrascadas tb!) a passeios bastante interessantes. Além disso, ele sabe onde os Argentinos gostam de comer que, claro, tem preços muito melhores que os famosos pontos de turistas da carne citados acima. Acabei de chegar (tb dica do Ronaldo) da feira de Mataderos (domingos das 11h às 18h). Artesanato, comidas típicas, queijos, presuntos, linguiças, salames e cervejas artesanais e muita, muita cultura gaúcha. Para quem gosta de artigos de montaria como eu, vai ficar doido! Há coisas que nunca vi no Brasil! Não coma muito antes de ir para lá; os aromas e opções o tentarão e tudo é bem barato, gostoso e farto. Hospedados no hotel Dazzler Recoleta (de 0 a 10 tirou 7, sendo bonzinho) estivemos em ótima localização, mas o café da manhã não agrada aos brasileiros: há muita coisa doce e falta muito capricho. Cuidado com o horário; a partir das 10h quase não repõem mais nada, portanto, ponha o celular para despertar. Ainda no hotel, prefira os quartos dos fundos e longe dos elevadores (ruído demais até de madrugada). Camas super king ajudam a melhorar a nota dada. Fuja dos restaurante em frente ao cemitério da Recoleta (caros, e os pombos que voam no cemitério, passeiam sobre as toalhas das mesas em que você se sentará) Como Médico, acho que a administração de BA deveria começar a se preocupar mais com os bichos! Há um restaurante na Rua Uriburu, 1680, de nome La Coqueta. O dono é o Ramon; fique no tradicional (bife de chorizo, lomo ou bacio). Em toda a BA, cuidado com a "parrilla". Há itens grelhados (como miúdos de boi) que não agradam ao sabor verde e amarelo. No bairro de Abasto, na rua em que nasceu Gardel (fundos do shopping de mesmo nome do bairro) há um calçadão com um restaurante brasileiro (caso sinta saudades) e ao lado um grill argentino maravilhoso. O pessoal atende super bem e tem até um "moço" (garçon) que tem uma namorada brasileira em Juiz de Fora (vixi! o entreguei na bandeja kkk!) O cara, cujo nome não perguntei (desculpem a grosseria) é gente finíssima, mas todos atendem de forma amável e cordial. Os assados são muito bons e o preço bem atraente. Para os padrões brazucas, a cerveja nem sempre está gelada suficiente, então já peça que ele coloque a próxima no freezer e diga que a quer bem mais "fría". Se viajar com os baixinhos, vale à pena visitar o Museu dos dinossauros (fale assim e todos saberão onde quer ir). Dá para ir de metrô, mas cuidado com furtos. Por último, há motoristas de táxi que tentam se comunicar com você e até batem papo, mas outros insistem em não te entender. Quando solicitar que o hotel ou o restaurante em que você está chame um radio-taxi, pagará em torno de $ 12 pesos a mais na corrida, mas dependendo do quanto já bebeu, vale a pena! Para quem gosta de arquitetura, bem vindo ao paraíso! Los hermanos adoram fachadas e grandes obras, lindas mesmo de se admirar, como o prédio do Congresso, a Faculdade de Engenharia (na rua Las Heras) são bons exemplos do belo que você verá. Infelizmente, a exemplo do Brasil, muita coisa bonita está pichada e, claro, suja. Existem muitos monumentos espalhados por BA que valem a pena ser visitados, se você quiser entender melhor a história portenha. São orgulho do povo argentino. Às sextas, por volta das 11h há uma visita guiada (e gratuita) ao Cemitério da Recoleta. No local, acredite, existem em torno de 9 dezenas de túmulos tão lindos e imponentes que são patrimônio histórico nacional. Muitas obras de arte e muita história ligada a fatos reais completam o programa. Caso não a conheça, você se surpreenderá com a história que cerca o falecimento de Eva Perón (Evita, que antes de se casar com o Presidente, chamava-se Eva Duarte). Fiquei pasmo, mas não te contarei aqui, recomendo que visite ao local. Há gentis funcionários públicos que trabalham no cemitério e você poderá adquirir um mapa para se localizar melhor caso queira aventurar-se. Pegado ao espaço dos jazigos estão uma igreja (1732) e um antigo monastério (hoje centro cultural), visite-os, é legal.

heloisa
heloisaPermalinkResponder

Estou indo pra BsAs pela terceira vez, mas como vou levar mammy junto, faremos um roteiro como se fosse a primeira vez.
Adorei o post e vou usar muitas dicas daqui, vai facilitar demais desenhar o roteiro, obrigadão!!
Quero agradecer ao Evander tb, que complementou com várias infos bacanas que eu nao sabia, sobretudo sobre restaurantes. Obrigada, Evander =D

Pra quem está indo pela primeira vez, gente, eu reforço que o Caminito nao tem nada de mais e ao usarem o serviço de táxi, confiram na frente do motorista o troco, inclusive se a nota é falsa (não é grosseiro, eles tb conferem se o seu dinheiro é verdadeiro). Todos os meus amigos (TODOS!!) que foram pra lá caíram no golpe da nota falsa no táxi. Fiquem atentos

Gabriel Campos

Parabens pelo post, muito bom.

Rosane
RosanePermalinkResponder

Estamos indo pela primeira vez a BA.
Adoro as dicas do Viaje na viagem. Já me ajudou muito, em várias situações.
Obrigada, Evander, suas dicas foram valiosas!

Aline
AlinePermalinkResponder

O único domingo que vou passar em BsAs é 25/12, Natal. A Feira de San Telmo funciona nesse dia?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Aline! San Telmo sempre funciona, não escapa nem domingo de Natal.

Helena
HelenaPermalinkResponder

Uau!!

Natalia
NataliaPermalinkResponder

Excelentes dicas, obrigada!

Camila ferreguetti

Adorei todas as dicas, certamente irei utiliza-las.
Irei inicio de março espero aproveitar bem!

Antony
AntonyPermalinkResponder

Bom, estive no Uruguai e Argentina no final de novembro de 2016, minhas dicas são:

Comprei as passagens com antecedência de uns 4 meses com milhas da TAM, por 9 mil saindo da minha cidade Palmas para Montevideo e 9 mil pontos volta de Buenos Aires para Palmas.

No Uruguai: Peguei câmbio a 7,20 (o máximo que consegui) na avenida 18 de Julio, bem no centro de Montevideo, fui a pé mesmo.

O tal do desconto no IVA nos restaurantes: Procede mesmo, toda vez que pagava com cartão de crédito vinha o desconto do IVA . EX: fiz um lanche no Burger King e custou 620 pesos, mas com o desconto de 111,80 pesos, paguei 508,20 pesos. A fatura do cartão de crédito fechou a 3,50, só para ter uma noção da conversão.

Desloquei-me para Punta Del Este de ônibus no terminal 3 cruces, por 285 pesos pela COT (cerca de 39 reais) ida, lá preferi fazer o tour por uma agência, que fica na própria rodoviária de lá mesmo, custou 50 dólares por pessoa (só aceitava essa moeda, passei cartão);

Fui para Colônia Del Sacramento de ônibus também, da COT, viagem tranqüila, quase 3hrs de viagem, paguei 350 pesos (Cerca de 48 reais), chegando em colônia deixei as malas no locker do terminal mesmo, se não me engano por 100 pesos a mala (depende do tanto de hr que vc for ficar);

Para Buenos Aires fui de buquebus, terminal tranqüilo, viagem rápida, uma dica, compre a passagem logo no Brasil é muito mais barato, lembro que paguei uns 545 pesos uruguaios por pessoa na tarifa programada, chegando lá perguntei quanto era a passagem e custava 1600 pesos por pessoa!

Na Argentina: cheguei no final de semana, tive que sacar $$ no caixa do HSBC de Puerto Madero, saquei 300 pesos argentinos e cobraram 95 de taxa (Não compensa!), lá tem uma casa de câmbio, porém estava fechada, cheguei por volta de 19:45h. No porto usei o táxi oficial de lá e me cobraram esses 300 pesos até Palermo (muito caro!)

No sábado fui para galeria pacífico trocar dinheiro, porém, cotação péssima, 4,10 pesos por real, no domingo fui para San Telmo e lá troquei mais um pouco por 4,20, na segunda troquei na “câmbios alpe”, ele tem site na internet com cotação, por 4,80 (bem melhor!) e troquei o resto do dinheiro, ele ficam na avenida Sarmiento 480, não é tão longe do obelisco não.

Locomoção: Só usei UBER, nada a reclamar, só como exemplo uma corrida de Palermo para o aeroporto de ezeiza custou cerca de 300 pesos, e o cara do Uber ainda pagou os 2 pedágios, e foi de madrugada.

Fiz o city tour (ônibus amarelo), paguei 2200 pesos (cerca de 480 reais, câmbio a 4,80) por 24hrs de city tour, para duas pessoas e ainda ganhei o passeio para o Sr. Tango (sem jantar), não sei se foi a melhor opção fazer isso, mas economizei muito tempo visitando lugares turísticos com este tour.

Bom, espero ter ajudado vocês com essas questões que penei para achar antes de viajar!

Pedro
PedroPermalinkResponder

recomendo usar o Uber em Buenos Aires, mas barato e seguro que táxi.

Diego Araújo
Diego AraújoPermalinkResponder

O Bar Sur foi com certeza a melhor experiência! O preço é bem salgado, mas vale cada centavo. Recomendo e voltarei se for possível!

Lene Brito
Lene BritoPermalinkResponder

As dicas foram ótimas, muito obrigada.
Entrei em contato com o Ronaldo, conforme indicação do Evander Henriques, e me ajudou muito.

Maria Teresa
Maria TeresaPermalinkResponder

Amei todas as dicas. Com certeza, usarei como referência para meus passeios. Obrigada!

Edmar Marangon

Ricardo,
suas dicas foram valiosíssimas e me proporcionaram uma boa estada no belo país vizinho.
Gostaria de fazer uma pequena contribuição. Você relata que no bairro da Recoleta não tem metrô (subte - como dizem lá), mas já inauguraram a estação da Recoleta de metrô.
Se um dos poucos problemas da Recoleta era esse, não tem mais.
Abraços e continue nos auxiliando em nossos passeios.

Maria Eva
Maria EvaPermalinkResponder

Muito bem relatado. Deu pra se ter uma idéia do que fazer em BsAs.

Yara
YaraPermalinkResponder

Estou tentando fazer a reserva para a visita guiada na Casa Rosada, mas não consigo, porque o formulário indica que o número do celular está incorreto. Será que estou colocando o número no formato errado? Alguém pode me ajudar?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Yara! Talvez só aceitem números argentinos. Tente o número brasileiro nos formatos +55DDDnúmero ou 55DDDnúmero ou 0055DDDnúmero.

Yara
YaraPermalinkResponder

Bóia, muito obrigada pelas dicas, mas tentei o número nesses e em vários outros formatos, sem sucesso. Resolvi então mandar um e-mail para a Casa Rosada relatando o ocorrido, e eles prontamente responderam que para estrangeiros não é necessário preencher o celular. O curioso é que o campo é sinalizado com "*", o que indica ser uma informação obrigatória. De qualquer modo, deixei o campo em branco e deu super certo. Finalmente consegui fazer meu agendamento! Mais uma vez, obrigada pela atenção, e espero que a informação possa ajudar outros leitores do blog.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Obrigada por esclarecer, Yara!

Sami
SamiPermalinkResponder

Acabamos de voltar de Buenos Aires (maio 2017)e quero, primeiro, agradecer as ótimas dicas e, se possível, compartilhar algumas. Como a cidade está com MUITAS obras em andamento em praças, fachadas de prédios e estátuas públicas, não parece o melhor momento pra ir pois as fotografias ficam prejudicadas, o trânsito mais bagunçado, há lama e calçadas quebradas pra todo lado. Se eu soubesse como está teria adiado a visita pois certamente as obras deixarão a cidade mais bonita. A segunda coisa que gostaria de comentar é a assustadora quantidade de mosquitos, a deixar a Amazônia com inveja... É preciso levar um excelente repelente pois eles não respeitam qualquer um. Em terceiro lugar, há Free tour em B. A.?
www.buenosairesfreewalks.com. Foi muito legal, recomendo que seja feito por quem se interessar já no primeiro dia, trata-se de um passeio a pé com um guia, sendo o valor pago opcional.
Por fim, com relação a Colônia Del Sacramento (a qual não fui devido a chuva), não é nada barato ir pra lá : buquebus 3390 ida e volta com guia e 2472 sem guia (718 e 550 reais o casal). Nas outras não é muito menos que isso.
Aliás, falando em chuva, bem que o Ricardo Freire podia fazer um guia "o que fazer com chuva em Buenos Aires" pq nós faltou criatividade para dois dias e meio de chuvas torrenciais?Ah propósito, mesmo depois que a chuva cessou, atrações como Rosedal e o parque que fica dentro de Porto Madeiro permaneceram fechadas pois os caminhos estariam enlameadas...

Emerson
EmersonPermalinkResponder

Olá! Fui a Buenos Aires pela segunda vez, agora com minha mãe. A cidade tem muitas atrações, ótima comida e segui algumas dicas do Ricardo Freire, como comer empanadas no Sanjuanino, na Calle Posadas 1515 com Callao. Foi uma experiência bacana. Mas antes, gostaria de alertar para alguns fatos desagradáveis. A Argentina vive uma crise econômica e tem muitos ladrones nas ruas. Quando cheguei ao hotel nosso táxi não pode nos deixar na porta, pois havia uma manifestação no dia 06/05/17 pela liberação da maconha. Fomos à pé, apenas dois quarteirões, mas o suficiente para sermos assaltados. Aplicaram um golpe, nos jogando um líquido fedorento. Uma senhora veio nos auxiliar e levou uma bolsa com alguns pertences, apenas roupas e bijuterias de minha mãe. Não nos levaram dinheiro ou documentos. Mas a situação serviu de alerta. Chegamos ao hotel. Fiz a reserva pela internet no Hotel Mundial, lugar tenebroso. Paguei uma diária e saí no mesmo dia e fomos para o Claridge Hotel, muito bacana, na área central. Fomos à Casa Rosada com visita guiada em português. Achei a guia muito entusiasmada, fez ótima apresentação. Caminito é bacana, mas cuidado com os dançarinos de rua, eles cobram para fazer fotos, mas só avisam depois que a foto é feita. Fomos à Colonia Del Sacramento (compre os tíckets pela internet no Buquebus). Delta do Tigre, com guia super simpático e hablando un português meio portunhol muito bom. Quem nos vendeu esse passeio foi o pessoal da Magic Travel na Rua Florida, brasileiros, mas pisaram na bola no segundo passeio, ao Zoo Lujan. Fiquei esperando a Van no hotel e ela não apareceu. Tive que ir atrás da agência e estava fechada, achei que seria o segundo golpe da viagem, mas consegui contatar um dos vendedores, a gerente apareceu, disse que havia se equivocado e que providenciaria um transporte até o Zoo. Com duas horas de atraso eu já estava estressado, quase cedi, mas fiquei com muita dúvida quanto à lisura daquele passeio e peguei o dinheiro de volta, pelo menos isso, então fomos visitar algumas praças e a Livraria Atheneu, bastante interessante. Ah, teve também show de tango, claro, no Sr. Tango, um espetáculo que presenciei pela segunda vez. A música ao vivo é um diferencial deslumbrante. Os profissionais são extremamente competentes, tanto dançarinos, cantores e músicos. Muito bacana mesmo! Quanto aos taxistas, todos senhores muito gentis, não tivemos problema algum, mas soube de pessoas que foram exploradas.Tem gente de todo o tipo, não é mesmo? O único susto com taxista foi que pegamos um cujo sobrenome é Boquete rsrsrsrsr. Achei estranho, mas fiz só uma foto despistadamente e posso comprovar a veracidade da história. Enfim, houve algumas aventuras e também desventuras, que fazem parte de uma viagem. Em Buenos Aires, como em qualquer cidade grande, é preciso sempre muita cautela.

Maria silvia almeida

Muitissimo obrigada pelas dicas super preciosas

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