Guia do Rio de Janeiro
Por dentro do AquaRio, o maior aquário da América do Sul
São 26 mil m² de área construída, 3 mil criaturas e 4,5 milhões de litros de água que fazem do AquaRio o maior aquário da América do Sul.
Estão em exibição 350 espécies exclusivamente marinhas, nativas do Brasil e de outras partes do mundo, que você vê percorrendo um circuito de 28 tanques.

O primeiro momento “uau” já acontece na entrada, com o encontro com a ossada monumental de uma baleia jubarte, suspensa por cabos de aço. (Você sabia que os ossos das nadadeiras da baleia são parecidíssimos com dedos? Eu também não.)

Neste espaço funciona a bilheteria, lugares para lanches rápidos (como a pizzaria Vezpa e o simpático natureba Verdin) e uma lojinha. Você pode espiar o que há pra vender ali se quiser matar tempo, mas existe uma loja muito mais equipada e lindona na reta final do passeio.
Como é a visita ao AquaRio
Elevadores levam ao início do circuito de visitação, no terceiro andar. O circuito é único, e quem quiser pode escolher ter como anfitrião um peixinho virtual.

Você seleciona a espécie, as cores e dá um nome ao seu peixe, e ele vai passando e mandando um alô em telas ao longo do trajeto da visita, junto com os peixes virtuais dos outros visitantes. O meu se chamava Riq.

E então começa a visita. Pelo corredor escuro vão surgindo tanques de todos os tamanhos — alguns, pequenos; outros, como gigantescas vitrines.

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Acompanhando cada tanque, telas exibem informações sobre os animais residentes, e moças e rapazes monitores também ficam de prontidão para responder dúvidas e apresentar curiosidades.

Há águas-vivas e cavalos-marinhos, peixes do Caribe e dos oceanos Índico e Pacífico, peixes-celebridade (Nemo e Dory!) e…
… muitos bichos adoravelmente esquisitões, divididos por habitat ou espécie. A cada tanque há algo mais impressionante para se ver.

Pelo caminho também há atividades educativas nas chamadas Grutas Virtuais, e a chance de se ver rodeado por um cardume em um aquário de fundo côncavo, onde se entra abaixadinho.


Mala de bordo nas medidas certas
Tanque Oceânico – Arraias e Tubarões
O circuito segue em direção à grande atração do AquaRio: o Tanque Oceânico, um gigante com dois andares de altura.

No andar de cima, dá para esquecer do tempo observando o nado (ou seria o vôo?) das arraias.

No andar de baixo, o barato é se deixar rodear por elas — e por tubarões de quatro espécies diferentes! — caminhando por dentro de um túnel de acrílico que passa por baixo d’água.

Se der um medinho, pode ajudar saber que o tubarão mais desinibido é uma fêmea que se chama Margarida. Pronto, já dá até pra fazer amizade.

Fechando o tour, tanques abertos com tubarões-bambu, arraias, cavacas, estrelas-do-mar e ouriços são uma chance não só de ver, mas também de tocar em alguns animais.

E quem quiser levar um tubarão pra casa, pode aproveitar os muito divertidos bichinhos de pelúcia à venda na loja, que é tão bem montada que virou uma atração por si só.

O AquaRio tem ainda um espaço para exposições, e em cartaz na abertura vão estar pranchas e fotos históricas do surfista Rico de Souza, e uma interessante coleção de conchas.

Estão previstas para breve atividades como uma visita aos bastidores do aquário, mergulho no Tanque Oceânico e pernoite dentro do túnel de acrílico, com vista para os peixinhos — que vai ser um sucesso com a criançada.
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AquaRio: quanto tempo leva a visita?
- Você vai precisar de pelo menos 1 hora para completar todo o circuito. Para uma visita mais detalhada, reserve pelo menos 2 horas.
Um aquário, em 2016?

Não recebi com essa alegria toda a notícia de que um aquário seria construído no Rio de Janeiro.
Não sou fã de zoológicos, acho shows com animais muitíssimo problemáticos e me parecia bastante fora de timing e contexto que um aquário fosse inaugurado nesse tempo que gostamos de chamar de “pleno século XXI”.
Especialmente no mesmo Rio de Janeiro da Baía de Guanabara poluída, de tantas praias interditadas, e dos surtos de mortandade de peixes que volta e meia acontecem na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Dito isto, não posso negar que gostei muito do passeio ao AquaRio. Ajudou escutar, antes do tour, as palavras de Marcelo Szpilman, idealizador do projeto.
Szpilman é biólogo marinho, mergulhador e especialista em tubarões. Comentando o mote “Conhecer para amar; amar para conservar” adotado pelo aquário, Szpilman deu destaque à função educacional do empreendimento (que é privado, tendo como um dos investidores o Grupo Cataratas).
A visita ao AquaRio pode ser mais do que mero entretenimento e diversão, caso você compartilhe desse olhar crítico e aproveite o passeio como aula de Ciências.
De cá, fico na torcida para que sejam criados horários de visitação gratuita.
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Como chegar ao AquaRio
O AquaRio tem estacionamento no próprio prédio, mas o melhor jeito de ir ao centro da cidade é por transporte público: de metrô, prosseguindo com VLT.
Vindo da Zona Sul, vá de metrô até a estação Cinelândia e prossiga com o VLT até a estação Utopia/AquaRio. Vale a pena descer um ponto antes, na estação Parada dos Navios: ali fica o mural Etnias, do grafiteiro Eduardo Kobra, que entrou para o Guiness Book como o maior painel de street art do mundo.
Para todos os detalhes de transporte no Rio de Janeiro, consulte Como se locomover no Rio de Janeiro
Informações práticas
Comentários
Nunca fui na aquario mas gostaria de ir e conhecer o lugar é levar minha família…
Tudo parece ser muito lindo e incrível..