Rio de Janeiro

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Rio de Janeiro: onde comer

Este é um bom momento de sair para comer no Rio. A crise pós-olímpica fez surgir uma leva de restaurantes interessantes com preços mais palatáveis (veja em Novos).

O talento dos Chefs do Rio pode ser experimentado do menu-degustação do Lasai ao bolinho de feijoada do Aconchego Carioca. E o espírito da cidade continua intacto nos seus Botequins e também em restaurantes, casas de suco e delicatessens Supercariocas.

Esta página traz uma seleção de restaurantes divididos em categorias. O menu logo abaixo virá repetido ao longo da página sempre ao fim de cada categoria. Quando quiser ir direto a uma categoria específica, é só clicar. (Se aparecer algum preço, foi apurado entre janeiro e fevereiro de 2018.)

Por categoria | Chefs do Rio | Novos | Grandes hotéis | Botequins | Supercariocas | Charmosos | Tapas | Italianos & Pizza | Asiáticos | Quilos | SP no Rio

Para um panorama mais completo, você pode clicar nos posts que mapeiam gastronomicamente os principais bairros da cidade por onde passam os visitantes.

Por bairro | Barra da Tijuca | Botafogo | Catete | Centro | Copacabana | Flamengo | Gávea | Glória | Humaitá | Ipanema | Jardim Botânico | Lagoa | Lapa | Leblon | Leme | Santa Teresa | São Conrado | Urca | Vargem Grande & Guaratiba | Zona Norte

Rio de Janeiro | Intro | Quando ir | Como chegar | Onde ficar | O que fazer

  • Chefs do Rio

Claude Troisgros

Rio de Janeiro: onde comer - Chez Claude

Em 2019 Claude Troisgros completa 40 anos de Rio. Junto com seu compatriota Laurent Suaudeau, foi o responsável por gourmetizar o aipim, a batata-baroa (mandioquinha), o maracujá, o quiabo, a jabuticaba e outros ingredientes brazucas até então desprezados pela alta cozinha. Seu restaurante gastronômico, hoje tocado pelo filho Thomas Troisgros, é o Olympe. O menu-dégustation no jantar custa R$ 330 por pessoa; os menus do almoço saem a R$ 150 e R$ 175. (Custódio Serrão, 62, Jardim Botânico, tel. 21 2539-4542)

Onde comer no Rio: Chez Claude

Chez Claude

Desde o finzinho de 2017, Troisgros pode ser encontrado na sua nova casa, o Chez Claude. Ali ele supervisiona a equipe que trabalha numa cozinha aberta no meio do (pequeno) salão -- mas sai do posto a todo momento para conversar nas mesas e aparecer em selfies de clientes antigos e fãs da TV. A informalidade dá o tom: o restaurante não aceita reservas e os clientes são estimulados a encarar os pratos como tapas, para dividir. O cardápio é enxuto, com 6 opções de entrada em torno dos R$ 40 (vieiras cruas com palmito no tucupi; ovo com caviar), 6 pratos principais na faixa dos R$ 60/R$ 70 (peixe com banana; codorna recheada) e 4 sobremesas abaixo de R$ 30 (crepe-suflê de maracujá; torta de maçã). Abre de 3ª a sábado das 18h30 à 1h e domingo das 12h às 16h. A fila começa antes das portas abrirem. (Conde de Bernadotte, 26, Leblon, tel. 21 3579-1185, metrô Antero de Quental)

Rio de Janeiro: onde comer - CT Boucherie

CT Boucherie

A democratização da grife Troisgros, porém, já estava em curso bem antes do Chez Claude. Em 2011 a dupla de pai e filho chefs lançou um conceito sensacional: o rodízio ao contrário, na rede CT Boucherie. Você escolhe uma carne (pode ser também um galeto ou um peixe) e, assim que o seu corte chega à mesa, a brigada de garçons passa desfilando um rodízio de acompanhamentos que você não encontra em churrascaria nenhuma. Ratatouille, polenta com agrião, chuchu gratinado com gruyère, risoto de quinoa, purê de baroa... No almoço em dias de semana, o menu executivo combina um escalopinho de 150g com o rodízio de acompanhamentos por R$ 75. No jantar, os cortes mais consistentes (como o bife de chorizo) saem na faixa dos R$ 100/R$ 110, sempre incluindo os acompanhamentos à vontade. (Leblon: Dias Ferreira, 636, tel. 21 2529-2329, metrô Antero de Quental - Jardim Botânico: Alexandre Ferreira, 66, tel. 21 2266-0838 - Barra: Rio Design Barra, av. das Américas, 7777, tel. 21 3328-2604)

A outra rede do grupo prepara pratos clássicos de bistrô francês e grelhados: a CT Brasserie (SSão Conrado: Fashion Mall, Estrada da Gávea, 899, tel. 21 3322-1440 - Barra: Village Mall, av. das Américas, 3900, tel. 21 3322-1440)

Roberta Sudbrack

sud o pássaro verde roberta sudbrack

Depois de 11 anos comandando o restaurante mais instigante do Rio, Roberta Sudbrack resolveu pendurar as panelas da alta cozinha e declarar-se 'em reinvenção'. Renunciou à cozinha de luxo, abriu uma garagem de sanduíches, virou ativista pela legalização de produtos artesanais brasileiros... até que, no finzinho de julho de 2018, voltou a abrir um restaurante com mesas e cadeiras. (E ainda em 2018 deve estrear outro restaurante, quando reabrir o Hotel Arpoador).

sud cardápio arroz frutos da terra roberta sudbrack

Sud, O Pássaro Verde Café tem apenas 12 mesas e fica no pedaço gastronômico do momento do Jardim Botânico -- a Visconde de Carandaí, perto da Pacheco Leão. Ao contrário de seus vizinhos, porém, a nova casa de Roberta não tem placa na porta nem aceita reservas. A intenção é proporcionar a experiência de comer 'na casa da vó'. Imaginando, claro, que sua avó tenha um portentoso forno a lenha construído sobre uma base de vidro picado (de valiosas garrafas de vinho consumidas no antigo RS). No Sud, sai de cena o menu-degustação, entram os pratos para dividir: o cardápio tem preços camaradas e valoriza os produtos artesanais brasileiros que a chef tanto defende. Burrata, milho assado e lingüiça artesanal; carne crua picadinha, nozes torradas e queijo ralado; terrine caipira; ovo com bottarga brasileira; arroz com 'frutos da terra' (legumes e tubérculos). De sobremesa, o cultuado bomboloni da Roberta -- um sonho à moda italiana, sem recheio, para ser lambuzado na calda de chocolate. Mas atenção: como avós não incomodam a vizinhança, a casa fecha às 21h. Se for jantar, chegue cedo -- uma boa idéia é combinar um jantar no Sud com um teatro no Shopping da Gávea, a 12 reais de Uber dali. (Visconde de Carandaí 35, Jardim Botânico; abre de 3ª a sábado das 12h às 21h). Veja nossa resenha completa aqui

Restaurantes no Leblon: Da Roberta

Garagem da Roberta

Mas calma, que tem mais Roberta Sudbrack. Como se sabe, a chef começou na gastronomia numa carrocinha de cachorro-quente em Brasília. Pois no hiato entre seus restaurantes, abriu a Garagem da Roberta um food-truck indoor, instalado numa antiga borracharia. Aqui, dogs e sandubas são feitos com ingredientes de produtores artesanais (olha aí de novo) garimpados pela chef. As estrelas da garagem são o Suddog (com queijo pernambucano derretido e mostarda com sementes) e o brisket (peito de boi assado com rapadura e lambuzado no aïoli de urucum), e o Sudburger, que é preparado apenas em noites especiais, anunciadas no Instagram. No final de 2017 o cardápio ganhou novidades como o Churras do Léo, criado por Léo Jaime (leva lombinho desfiado e cebolas assadas), sanduíches vegetarianos e faláfel. Para sobremesa, bolo molhado de chocolate ou bolo de leite queimado com calda de doce de leite. Abre às 15h. (Tubira, 8A, Leblon, tel. 21 2239-1103)

Rafa Costa e Silva

Rio de Janeiro: onde comer - Lasai

Lasai

Raríssima unanimidade (até hoje não vi ninguém torcer o nariz para a sua cozinha), Rafa Costa e Silva aportou no Rio depois de uma longa temporada como chef executivo no Mugaritz de San Sebastián, uma das referências mundiais em cozinha contemporânea. Seu restaurante, o Lasai, abriu em 2014 num casarão reformado, e foi aclamado desde o primeiro jantar. Os pratos mudam toda noite, de acordo com o que de melhor foi entregue por seus fornecedores ou colhido nas duas hortas do restaurante (uma na Zona Oeste, outra na Serra). Há duas opções de menu: o Festival, uma seqüência-surpresa de mais de uma dúzia de pratinhos (R$ 345), e o Não Me Conte Histórias, com amuse-bouches, entrada, prato e sobremesa pré-determinados (R$ 295). Ao escolher o Festival, você pode informar suas restrições alimentares, e o resto fica por conta do chef. Já no Não Me Conte Histórias, você escolhe de um menu de 9 itens (3 entradas, 3 pratos principais, 3 sobremesas) descritos telegraficamente: Beterraba-Couve Flor-Queijo, Peixe-Mandioca-Galinha, Batata Doce-Aipo-Alecrim. Dá para pedir maiores explicações para o garçom, mas o melhor é deixar para se surpreender com a maneira como Rafa opera os ingredientes. A carta de vinhos privilegia orgânicos e naturais, classificados em categorias não-convencionais como 'Mel' ou 'Limões'. Se você pode investir um salário mínimo num jantar inesquecível para dois, este é o melhor lugar do Brasil para a extravagância. (Conde de Irajá, 191, Botafogo, tel. 21 3449-1854)

Felipe Bronze

Onde comer no Rio de Janeiro: restaurante Oro

Oro

Felipe Bronze ganhou seu primeiro prêmio de Chef do Ano em 2003, do suplemento Rio Show d'O Globo. Tinha apenas 24 anos. Com talento e pretensão em doses iguais, abriu (e precisou fechar) alguns restaurantes, ganhou quadro no 'Fantástico' e programa na TV a cabo, e hoje, inúmeros prêmios depois, comanda dois restaurantes de conceito redondo.

Seu endereço mais gastronômico é o Oro, que em 2018 ganhou sua segunda estrela no Guia Michelin. No salão escurinho (que deixa tudo... bronzeado), você pode escolher entre dois menus -- o Criatividade, com 12 snacks, 4 pratos e sobremesa (R$ 435), e o Afetividade, com uma seleção entre os snacks, 1 prato e sobremesa (R$ 335). Os snacks fazem um gostoso vaivém entre a haute cuisine e a comfort food -- o playlist muda o tempo todo, mas você pode experimentar coisas como ostra, maçã verde e pimenta-de-cheiro; rolinho de moqueca; vieira, alga e nabo curado; tartare de picanha e mandioca. Entre os pratos de fundo, não perca o arroz com ovo. (Gen. San Martin, 889, Leblon, tel. 21 2540-8768, metrô Antero de Quental)

Rio de Janeiro: onde comer - Pipo

Pipo

Em 2016, Bronze reformatou a sua casa prêt-à-porter, o Pipo, agora instalada no Fashion Mall (e breve também em São Paulo). O melhor do cardápio está nos petiscos (sonho de bacalhau; caldinho de feijão com espuma de couve; sanduíche vietnamita de porco; 'pão com ovo': brioche e gema caipira recobertos por espuma de parmesão) e nas duplas de mini-sanduíches (pão de milho e ostra crocante; barriga de porco e picles de abacaxi). Muitos desses pratos, inclusive, já passaram pelo menu do Oro. Mas há também crus, arrozes e pratos feitos na brasa. As entradas estão na faixa entre R$ 30 e R$ 40; os principais, entre R$ 40 e R$ 50. Há um menu-degustação de 10 pratinhos por R$ 175 -- mas é comida demais. Atenção: apesar de funcionar em shopping, de 2ª a 6ª o Pipo só está abrindo para jantar; mas sábado e domingo, abre para almoço e permanece aberto até o jantar. (Fashion Mall, Estrada da Gávea, 899, São Conrado, tel. 21 2239-9322)

Kátia Barbosa

Rio de Janeiro: onde comer - Aconchego Carioca

Kátia Barbosa é uma ourives -- de bolinhos. Sua criação mais famosa, o bolinho de feijoada, é imitado Brasil afora. Mas sequinhos, crocantes e com couve fresquinha escondida na massa, só mesmo os do Aconchego Carioca. Dá para fazer uma festa de Babette só de bolinhos. Tem bolinho de feijão fradinho, de aipim (com um bobozinho de camarão), de grão de bico (com recheio de bacalhau), e o 'deixa arder' (bolinhos de pimenta recheados com carne-seca). As almofadinhas de tapioca (parentes dos dadinhos de Rodrigo Oliveira do Mocotó) podem vir com camarão. E o 'jiló do Claude', com balsâmico e queijo de cabra, é uma iguaria franco-mineira concebida na Zona Norte do Rio. Nunca consegui chegar até essa parte, mas o cardápio também traz camarão na moranga, baião de dois e outros clássicos brazucas. Para a experiência mais autêntica (e os bolinhos mais perfeitos), vá à matriz, lá pros lados do Maracanã. (Praça da Bandeira: Barão de Iguatemi, 379, tel. 21 2273-1035 - Leblon: Rainha Guilhermina, 48, tel. 21 2294-2913 - Barra: Village Mall, av. das Américas, 3900, tel. 21 3252-2691)

O talento de Katia Barbosa também pode ser conferido no seu novo restaurante, em sociedade com Emerson Pedrosa (ex-Roberta Sudbrack). O Kalango é especializado em comida do sertão nordestino. Tem paçoca de carne, farofa de cuscuz com feijão verde, baião de dois com carne seca -- e um incrível hot bode. (São Valentim, 17, Praça da Bandeira, tel. 21 2504-0088)

Pedro de Artagão

Rio de Janeiro: onde comer - Irajá Gastrô

Irajá Gastrô

Pedro de Artagão iniciou sua carreira solo no Irajá Gastrô, onde despontou com releituras de pratos brasileiros (e um hamburger de responsa). No fim de 2017, simplificou o cardápio: não há mais a divisão entre entradas e pratos principais, apenas a recomendação de escolher três itens ao montar a refeição. O hamburger saiu de cena, e a caprese, que tinha tomatinhos doces como na foto, agora vem com sorbet de tomate. Estão mantidos as bolinhas de tapioca e queijo meia-cura, o picadinho, e o corte do dia, com mostarda e farinha de cruzeiro. (Conde de Irajá, 109, Botafogo, tel. 21 2246-1395)

Nos últimos anos, Artagão expandiu sua grife. Abriu uma filial na Barra para servir seus clássicos a preços mais abordáveis, a Cozinha Artagão (Barra Shopping, av. das Américas, 4666, tel. 21 2431-9389). Montou um bistrô francês no Leblon, o Formidable (João Lira, 148, tel. 21 2239-7632, metrô Antero de Quental). E chegou à praia com o quiosque Azur Praia, no Leblon (av. Delfim Moreira, altura de Almirante Guilhem, tel. 21 98295-0045, metrô Jardim de Alah).

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  • Novos

O Rio de Janeiro de 2018 está para quem vê oportunidade na crise. Com pontos comerciais vagos e aluguéis em baixa, grupos já estabelecidos aproveitam para abrir novas casas. Em comum, o restaurantes da safra 2017/2018 tendem a pegar menos pesado no bolso do que pegariam se tivessem aberto antes da crise.

Novos: Botafogo

Onde comer no Rio de Janeiro: Oteque

Oteque

Cultuado desde os tempos em que comandava o Épice em São Paulo, fechado em 2016, o paranaense Alberto Landgaf passou dois anos maturando a sua primeira empreitada no Rio, o Oteque, aberto em fevereiro de 2018. É um restaurante que vai na contramão de tudo: do chef que troca São Paulo pelo Rio numa hora dessas, e também por fugir do padrão restaurante-de-grande-grupo-com-ambiente-bacana-e-preços-que-não-assustam que tem imperado entre as novidades. (Se bem que, entre os restaurantes gastronômicos com menu-degustação, o do Oteque é o menos caro: R$ 325 para oito etapas.) São apenas seis mesas (algumas podem receber até 6 pessoas) e um balcão que fica de frente para a cozinha aberta, onde se pode ver o chef em ação. Os pratos têm ênfase em frutos do mar e legumes -- quando eu fui, teve olhete marinado; ostra com suco de maçã verde; cebola assada com ouriço e creme de mexilhão; shiitake com caldo de suã e barriga de porco; pargo, brócolis e burrata. Tudo muito delicado, como manda a tradição francesa. Fica na mesma rua do Lasai e do Irajá Gastrô. (Conde de Irajá, 581, Botafogo, tel. 21 3486-5758)

Onde comer no Rio de Janeiro: restaurante Ino

Ino

Dos mesmos donos do Più e do Piccolo, dois restaurantinhos de enorme sucesso em São Paulo, o Ino também causa filas na Conde de Irajá, a rua gastronômica de Botafogo, desde março de 2018. O estilo é o mesmo dos endereços paulistanos: cozinha italiana fora do superconvencional, com preços que não assustam muito. A entrada campeã de pedidos é uma burrata que é defumada à mesa, num prato protegido por uma cúpula de vidro (eu passo). Entre as massas há um bom ravioli recheado de lagostim e foie gras, um marcante garganelli com ragu de pescoço do cordeiro no malbec e um levíssimo capellini com vieiras e redução de bouillabaisse. O polvo é cozido por 4 horas a 78ºC e vem com batata doce confit; a paleta de cordeiro é braseada e laqueada; e há um polpettone (recheado com mozzarella) acompanhado com tagliogli na manteiga e sálvia. Reserve para o primeiro turno da noite se não quiser esperar. (Conde de Irajá, 115, Botafogo, tel. 21 3851-6601)

Novos: Jardim Botânico

Em 2017/2018 o bairro deu uma bela renovada no seu elenco de restaurantes.

A novidade mais recente é a nova casa de Roberta Sudbrack, que ela não chama de restaurante: Sud, O Pássaro Verde Café. É um lugar peculiar: tem apenas 12 mesas, não há placa na porta, funciona só até as 21h e tem preços bastante abordáveis. Leia mais na seção Chefs do Rio. Visconde de Carandaí 35, Jardim Botânico; abre de 3ª a sábado das 12h às 21h)

Rio de Janeiro: onde comer - Casa Camolese

Casa Camolese

A inauguração mais estrepitosa de 2017 aconteceu no finzinho do ano. Uma antiga vila de casas dentro do Jockey Clube, há décadas abandonada, foi recuperada e transformada na Casa Camolese. O lugar é multiuso. Pode ser freqüentado como bar (tem belisquetes, charcutaria, hamburger e sua própria cerveja artesanal, produzida no local) ou como restaurante (ênfase em grelhados). O restaurante também tem uma casa (intimista) de shows no subsolo, a Manouche. Do pessoal que criou sucessos como 00 e Zazá, associados a Vik Muniz e com interiores de Bel Lobo. (Jardim Botânico, 983, Jardim Botânico, tel. 21 99239-4969)tel. 21 99239-4969)

Rio de Janeiro: onde comer - Ella Pizzaria

Ella

Quem gosta de pizza de massa autenticamente napolitana, grossa na borda, molenga no centro (presente!), não vai se importar de enfrentar a fila da Ella Pizzaria. Na minha opinião, são as melhores do Rio (valem a ponte aérea). As pizzas, individuais, têm várias coberturas -- mas a margherita, além de clássica, é quase grátis, a R$ 29. Os arquitetos da leveza da massa são os sócios Pedro Siqueira (do vizinho Puro e do Massa) e Marcos Cerutti (da padaria artesanal SpA Pane). (Pacheco Leão, 102, Jardim Botânico, tel. 21 3559-0102)

Rio de Janeiro - onde comer: Grado

Grado

Dobrando a esquina, o italiano Grado tem alguns pratos inusitados no curto menu. Ravióli de berinjela, gnocchi com ragù de peito de boi, agnolotti de javali cacio e pepe. Algumas massas especiais do dia são finalizadas em panela de ferro com uma crosta de massa de pizza. Primeira casa própria (com sócios) do chef Nello Garaventa, ex-Duo. (Visconde de Carandaí, 31, Jardim Botânico, tel. 21 3253-3101)

Rio de Janeiro: onde comer - Taj Mahal

Taj Mahal

O campeão no quesito 'preenchendo uma lacuna fundamental', porém, é o Taj Mahal: fazia falta um bom indiano no Rio de Janeiro. Curries, biryianis e nans são muito bem-feitos -- como bem atesta a presença infalível de famílias indianas no jantar. O nível de pimenta é determinado pelo cliente. (Da primeira vez pedi 'médio', achei pouco picante. Da segunda, pedi 'alto', veio igual à primeira vez. Acho que não levam fé na tolerância de pimenta do brasileiro.) Uma pedida certeira para dois é combinar o biryiani de legumes com o vindaloo de cordeiro e uma porção de pão naan de alho. Ocupa a casa onde funcionou o clássico Quadrifoglio. (José Joaquim Seabra, 19, Jardim Botânico, tel. 21 2148-1049)

Novos: Ipanema

Rio de janeiro: onde comer - Oia

Oia

Interditada até a véspera da Olimpíada para construção de uma estação de metrô, a Praça Nossa Senhora da Paz finalmente renasce como pólo gastronômico. Os donos do concorrido Pici (também relativamente novo, de 2016) abriram na casa ao lado o grego Oia. O couvert é de pão-folha com tzatziki (pasta de iogurte com pepino), a moussaka é desconstruída e o polvo vem com purê de grão-de-bico. A exemplo do Pici, no almoço durante a semana qualquer prato do cardápio dá direito a entradinha e sobremesa na faixa. (Barão da Torre, 340, Ipanema, tel. 21 2247-6711, metrô N. Srª da Paz)

Rio de Janeiro: onde comer - Nosso Ipanema

Nosso Ipanema

Um predinho de três andares onde funcionava uma loja de roupas -- e que ficou fechado por um ano -- é hoje um dos pontos mais concorridos de Ipanema: o gastrobar Nosso. O ambiente (de bar no térreo, de bistrô no mezanino e de boteco no terraço) e o público (jovem e bem-nascido) certamente contribuem para o sucesso do lugar, mas tanto o 'gastro' quanto o 'bar' estão muito bem resolvidos. Na contramão da moda do gin, o mixologista Tai Barbin (ex-Bar d'Hotel) criou uma extensa carta de drinks à base de rum. O chef Bruno Katz (ex-sous-chef no Olympe) contribui com petiscos cheios de bossa (pastéis de pato confit, steak tartare com falsa bottarga) e pratos autorais (nhoque de batata doce com parma e feta, risoto de abóbora com burrata e betteraba ácida). A fila de espera é organizada por SMS. (Maria Quitéria, 91, Praça N. Srª da Paz, Ipanema, tel. 21 99619-0099, metrô N. Srª da Paz)

Onde comer no Rio: restaurante Pulê

Le Pulê

Filhote (ou seria 'spin-off'?) do bar Canastra, que congestiona a quadra adiante da mesma rua Jangadeiros, o Le Pulê ('O Frango', na pronúncia francesa) já estreou (em maio de 2018) de casa cheia. Com cardápio afrancesado, ambiente charmoso e preços camaradas, o restaurante também é candidato a arrasa-quarteirão (no caso, arrasa-praça General Osório). Não perca (reforço: não perca) a tarte tatin de queijo de cabra acebolada, uma entradinha perfeita. Continue com o frango assado que dá nome à casa (dá para dois) com batata frita à calabresa, ou um filé com polenta mole ou ainda o linguine com frutos do mar. Pergunte pela sopa de cebola gratinada -- numa noite mais fresca, é a pedida. (Jangadeiros, 10, Ipanema, tel. 21 2523-2466 - metrô General Osório)

Rio de Janeiro: onde comer - Gurumê

Gurumê Ipanema

Grande sucesso no shopping Fashion Mall em São Conrado, o japa mauricinho Gurumê aportou na calçada chic da Aníbal de Mendonça. No cardápio, bem ao gosto do seu público, muito maçarico, cream cheese, um pouco de ceviche, burrata (com atum?) e wagyu (inclusive num sushi). (Aníbal de Mendonça, 132, Ipanema, tel. 21 2540-7065, metrô N. Srª da Paz)

Onde comer no Rio: l'Atelier Mimolette

L'Atelier Mimolette

Dos mesmos donos do Pici, do Oia e do Luce -- o grupo de maior sucesso recente na cena gastronômica carioca -- o L'Atelier Mimolette é uma versão 'Garcia d'Ávila' da brasserie de mesmo nome, que funciona no Shopping Leblon. Inaugurado em julho de 2018 na esquina com a rua Redentor (onde funcionava a pizzaria Alessandro e Frederico), tem uma varandinha irresistível, que já virou um dos lugares da moda em Ipanema. O cardápio de inspiração francesa não deixa de fora o o gourgère, o steak tartare, o boeuf bourguignon e a crêpe Suzette, mas toma algumas liberdades criativas. Durante a semana, o menu executivo de almoço oferece entrada, prato principal e sobremesa a R$ 42 (em porções reduzidas frente aos itens do cardápio). A carta de drinks é variada e a trilha sonora, de baladinha. (Garcia d'Ávila, 51, Ipanema, tel. 21 3042-0886, metrô N. Srª da Paz)

Dá para listar restaurante a quilo como novidade? Se for um Da Silva, vale. A grife de restaurantes a quilo, descendente do finado Antiquarius, em maio de 2018 trouxe seu bacalhau (em três ou quatro versões diárias), seu arroz de pato e sua irresistível mesa de doces portugueses para a Vinícius de Moraes. O andar de baixo é um pouco claustrofóbico; vale a pena ter o trabalho de subir a escada para se acomodar com mais conforto na sobreloja. Os preços são sensivelmente mais altos que a concorrência na mesma rua -- mas o quilo do Da Silva vale mais que mil gramas. (Vinícius de Moraes, 174, Ipanema, tel. 21 21 3268-3959, metrô N. Srª da Paz)

Novos: Leblon

O Chez Claude, novo restaurante *quase* democrático de Claude Troisgros, tem filas na porta desde que abriu, em dezembro de 2017. Leia mais na seção Chefs do Rio. (Conde de Bernadotte, 26, Leblon, tel. 21 3579-1185, metrô Antero de Quental)

Rio de Janeiro: onde comer - Pabu Izakaya

Pabu Izakaya

A uma quadra dali, o Pabu Izakaya é um japinha hipster que brinca de Williamsburg no Leblon. Aproveite os sashimis e sushis sem cream cheese, os pratos quentes diferentões (língua de boi no shoyu, karaague no pão ao vapor, bochecha de peixe frita), o pudim de matchá e os preços camaradas. (Humberto de Campos, 827, Leblon, tel. 21 3738-0416, metrô Antero de Quental)

Rio de Janeiro: onde comer - Nola

Nola

Na Dias Ferreira, as caras novas estão no trecho mais nobre. O Nola, dos donos do Sushi Leblon e do Zuka, substituiu o Brigite's e oferece comfort food com ingredientes saudáveis da moda (nhoque de batata doce; carbonara de pupunha; picadinho com arroz integral) a preços módicos nessas latitudes -- principais abaixo de R$ 60 (Dias Ferreira, 247, Leblon, tel. 21 2274-5590). Na mesma calçada, o Vokos tem uma moussaka mais tradicional que a do Oia. Não recomendo, porém, os 'giros': o pão pita é massudíssimo. (Dias Ferreira, 135, tel. 21 3205-6792)

Novo: Lagoa

Na margem da Lagoa próxima ao Leblon, a churrascaria Charbon Rouge ocupa um espaço de pé direito altíssimo, com um jardim vertical que serve de moldura para uma obra de Frans Krajcberg. As carnes (cortes na faixa de R$ 70) são finalizadas no char broiler. Há também pratos à la carte para os não-churrasqueiros. (av. Borges de Medeiros, 829, Lagoa, tel. 21 2137-9208)

Novo: São Conrado

Rio de Janeiro: onde comer - Luce

Luce Cucina e Carbone

No Fashion Mall em São Conrado, no lugar do Pobre Juan, abriu o Luce Cucina e Carbone. Dos mesmos donos do Pici, Oia e Brasserie Mimolette, e supervisionado pelo mesmo chef (Elia Schramm), o Luce mantém a proposta de pratos-bacanas-a-preços-não-abusivos do grupo. As massas (a seção 'Cucina' do cardápio, entre R$ 40 e R$ 50) traz o carbonara do Pici e uma mezzaluna 'brasiliana' de camarão ao molho de moqueca. A seção 'Carbone' (preços entre R$ 40 e R$ 60) tem um polpettone de wagyu e um filé com risoto cacio e pepe. (Fashion Mall, Estrada da Gávea, 899, São Conrado, tel. 21 3518-5627)

Novo: Flamengo

O espaço do Aterro do Flamengo onde funcionou até 2015 a churrascaria Porcão Rio's voltou a ser ocupado em fevereiro de 2018. O lugar agora se chama Assador Rio's e pertence a um dos donos originais da rede Fogo de Chão, Jair Coser (hoje sócio da rede Corrientes 348). O rodízio custa R$ 135 e inclui a vista espetacular para o Pão de Açúcar, no ponto do Aterro mais próximo à pedra (av. Infante Dom Henrique, s/n, Flamengo, tel. 21 3090-2208).

Novos: Centro

Rio de Janeiro: onde comer - Xian

Xian

Misto de restaurante, rooftop bar e baladinha, o produzidíssimo Xian está instalado na cobertura do Bossa Nova Mall, anexo ao aeroporto Santos Dumont. Tem aspecto, cor, textura e consistência de um restaurante da Barra, mas com vista para a topografia da Baía de Guanabara. O cardápio japa-fusion funciona bem no happy-hour -- o melhor momento para ir, com o Pão de Açúcar visível em quadro. Depois que escurece, o Pão de Açúcar se apaga, mas o Cristo se ilumina lá no alto do Corcovado. (Bossa Nova Mall, aeroporto Santos Dumont, Centro, tel. 21 2303-7080, VLT Santos Dumont)

Rio de Janeiro: onde comer - Fazenda Culinária

Fazenda Culinária

Mesmo sem a participação da superchef Flavia Quaresma, que deixou a sociedade no último minuto, o Fazenda Culinária faz boa figura no Museu do Amanhã. Os pratos, de inspiração brasileira, são executados com leveza -- galeto no rolete com farofa de panko; picadinho completo; guisado de cordeiro com mousseline de baroa. (Museu do Amanhã, Praça Mauá, s/n, Centro, tel. 21 99628-0101, VLT Parada dos Museus)

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  • Em grandes hotéis

Rio de janeiro: onde comer - Emile

Emile (Hotel Emiliano)

Dois hotéis que não existem mais, localizados nas duas pontas de Copacabacana (o Méridien e o Rio Palace) foram responsáveis pela revolução na cena gastronômica do Rio a partir da década de 80. O Saint-Honoré, no 37º andar do hotel Méridien (hoje Hilton Rio Copacabana), era supervisionado à distância por ninguém menos que Paul Bocuse, o papa da nouvelle cuisine, responsável por enviar Laurent Suaudeau ao Brasil. O Rio Palace (atualmente em reforma para se tornar um Fairmont) escondia o vetusto Le Pré-Catelan, onde Claude Troisgros iniciou sua carreira no patropi.

Hoje a tradição de chefs de primeiro time e serviço impecável é mantida sobretudo pelos três 5 estrelas da linha de frente da hotelaria: Emiliano Rio, Fasano Rio e Copacabana Palace. Conheça também outros restaurantes de hotéis de luxo que valem entrar no cheque especial.

Emiliano

Rio de Janeiro: onde comer - Emile

Emile

No Emile, do Emiliano Rio, você janta circundado por um jardim vertical nos fundos do salão. O cardápio, assinado pelo francês Damien Montecer, há 15 anos no Rio, é o mais tropicalizado entre os restaurantes gastronômicos dos 5 estrelas. A ênfase é em peixes e frutos do mar frescos: vieiras cruas com curry negro e palmito pupunha; camarão com cuscuz marroquino e picles de caju; paccheri com lagosta; pirarucu com mousseline de banana da terra. Os preços são quase simpáticos: entradas na faixa dos R$ 40; pratos principais ao redor dos R$ 90. (Hotel Emiliano, av. Atlântica, 3804, Copacabana, tel. 21 3503-6620)

Fasano Rio

Sob a rédea curta de Rogerio Fasano, não importa o chef do momento, o Fasano al Mare executa uma alta cozinha italiana clássica. Para além dos pratos à la carte, há três menus-degustação no jantar. O menu-degustação custa R$ 280; o de massas, R$ 300; e o do Fasano 10 anos, com os pratos que fizeram mais sucesso desde a inauguração, R$ 340. O menu Mezzogiorno, oferecido de 2ª a 6ª no almoço, sai R$ 96. (Hotel Fasano Rio, av. Vieira Souto, 80, Ipanema, tel. 21 3202-4000)

Copacabana Palace

Rio de Janeiro: onde comer - Cipriani

Cipriani

O Copacabana Palace tem três restaurantes.

No térreo do Anexo, envidraçado do chão ao teto para oferecer a melhor vista da piscina e do prédio principal do Copa, está o Cipriani. O nome homenageia outro hotel da rede Belmond, em Veneza. O chef Nello Cassese faz uma cozinha italiana inventiva. O carpaccio de vieiras vem com coral de tinta de lula; entre as massas há os conchiglioni alla matriciana com maionese de ouriço e os culurgiones, ravioles sardos recheados com batata e servidos com frutos do mar. Porco, cordeiro e wagyu também estão no cardápio. O menu-degustação de 6 etapas, oferecido à noite, sai R$ 420. (Hotel Belmond Copacabana Palace, av. Atlântica, 1702, Copacabana, tel. 21 2548-7070)

Rio de Janeiro onde comer - Mee

Mee

O restaurante mais novo do hotel é o Mee. Fica no prédio principal, com vista limitada para a piscina (e para o vizinho edifício Chopin). O cardápio é pan-asiático: sushi para os acomodados, e um passeio por China e Sudeste Asiático para os aventureiros. Os pratos não-japoneses, aleluia, são temperados sem concessões ao gosto brasileiro: dim sum, rolinhos vietnamitas, pad thai, todos sem economia de sabor. Os preços, porém, são bastante altos -- compatíveis com um hotel 5 estrelas, mas não com comida de rua asiática. Há um menu degustação a R$ 390. (Hotel Belmond Copacabana Palace, av. Atlântica, 1702, Copacabana, tel. 21 2548-7070)

Rio de Janeiro: onde comer - Pérgula

Pérgula

Finalmente, o Copa tem a Pérgula, com vista para a praia e uma varanda na piscina. É aqui que o hotel se permite alguma brasilidade, em pratos como a moqueca de shiitake com caju caramelado, o bife de ancho com feijão-cavalo e farofa de beiju, ou o galeto com baroa e brócolis. No almoço de sábado, serve um buffet brasileiro, com feijoada, moqueca e doces típicos. (Hotel Belmond Copacabana Palace, av. Atlântica, 1702, Copacabana, tel. 21 2548-7070)

Grand Hyatt

Rio de Janeiro: onde comer - Shiso

Shiso

No Grand Hyatt, o Shiso impressiona pela arquitetura de Arthur de Mattos Casas, pela louça de cerâmica do ateliê Kimi-Nii e por ter uma sushiwoman: Miriam Moryama, filha de japoneses, nascida na Argentina e vinda do Hyatt de Santiago do Chile. O omakase, menu-degustação da chef, inclui peixes crus e pratos quentes lindamente apresentados; tem 5 etapas e custa R$ 385 por pessoa. Aos domingos há um brunch japonês. (Hotel Grand Hyatt, av. Lúcio Costa, 9600, Barra da Tijuca, tel. 21 3797-9522)

Santa Teresa MGallery

Rio de Janeiro: onde comer - Térèze

Térèze

O restaurante do Hotel Santa Teresa MGallery, o Térèze, também faz a linha boutique: é pequeno, charmoso e todo envidraçado. O cardápio tem curiosidades como o escondidinho de bacalhau, o baião-de-seis (medalhão com arroz de 6 grãos) e leitão assado com rapadura. (Hotel Santa Teresa MGallery, Almirante Alexandrino, 660, Santa Teresa, tel. 21 3380-0200)

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  • Botequins

Rio de Janeiro: onde comer - Adega Pérola

Adega Pérola

Em 1998 São Paulo ganhava seu primeiro bar inspirado num botequim tradicional carioca, o Pirajá. O estilo virou febre e acabou chegando ao Rio, onde surgiram redes de botequins cariocas (como Informal e Belmonte) inspiradas em redes de botequins paulistas inspiradas em botequins tradicionais cariocas. Hoje existe até uma filial carioca de botequim paulista inspirado em botequim tradicional carioca (o ótimo Astor, em Ipanema, dos mesmos donos do pioneiro Pirajá).

Felizmente, a instituição que inspirou todo esse vasto ramo de negócios -- o botequim tradicional carioca -- continua firme e forte. OK: um PhD em botecos dirá que, para encontrar um pé-sujo de respeito, é preciso se embrenhar pelos recônditos do Centro, da Zona Norte e do subúrbio (você pode usar este mapa do Comida di Buteco). Mas a verdade é que existem botequins preservados perto de você. Aproveite: nenhuma viagem ao Rio é completa se você não beber na fonte (opa) dessa tradição.

Para um bairro de reputação tão burguesa, o Leblon tem um elenco surpreendente de botequins. O mais carismático da Zona Sul (e mais difícil de conseguir lugar sentado) está aqui: o Jobi, remanescente do antigo Baixo Leblon (av. Ataulfo de Paiva, 1166, Leblon, tel. 21 2274-5055, metrô Antero de Quental). O Bracarense (José Linhares, 85, Leblon, tel. 21 2294-3549, metrô Antero de quental) não está mais tão em evidência desde que, há quase 10 anos, perdeu o garçom Chico e a cozinha Alaíde -- mas isso só fez aumentar seu prestígio com os habituês (em tempo: o caldinho e os bolinhos continuam ótimos). Inflizmente o botequim de Chico & Alaíde fechou em agosto de 2018.

Em Copacabana, a Adega Pérola (Siqueira Campos, 138, Copacabana, tel. 21 2255-9425, metrô Siqueira Campos) é, a um só tempo, botequim carioca e bar de tapas ibérico: vá em turma e escolha os aperitivos na vitrine do balcão. O Pavão Azul (Hilário de Gouveia, Copacabana, 71, tel. 21 2236-2381, metrô Siqueira Campos) é famoso pela patanisca de bacalhau (bolinhos feitos sem batata), e O Caranguejo (Barata Ribeiro, 771, Copacabana, tel. 21 2235-1249, metrô Cantagalo), pela empada de camarão (e casquinha de caranguejo). Já o minúsculo Bip Bip (Almirante Gonçalves, 50, Copacabana, tel. 21 2267-9696, metrô General Osório, saída D Sá Ferreira), ganha pontos extras em carioquice por causa das rodas de choro e samba que rolam todas as noites (o bar não abre de dia). Vá pela música (comida e bebida são só para cumprir tabela). No Morro do Chapéu Mangueira, no Leme, o Bar do David (Ladeira Ari Barroso, 66, Morro do Chapéu Mangueira, Leme, tel. 21 96483-1046) foi o primeiro botequim de favela a ganhar fama, sobretudo por conta de sua feijoada de frutos do mar. Vá de dia, e de táxi.

Quase centenário, escondido numa rua sossegada em Santa Teresa, o Armazém São Thiago (R. Áurea, 26, Santa Teresa, tel. 21 2232-0822) é conhecido pelo apelido: Bar do Gomez. Tem um dos ambientes mais bonitos da cidade, e bons bolinhos.

Para comer a melhor empada do Rio é preciso ir à Tijuca, onde as da Salete (Afonso Pena, 189, Tijuca, tel. 21 2264-5163, metrô Afonso Pena) estão sempre fresquinhas.

Se está procurando pelo Aconchego Carioca, leia em Chefs do Rio.

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  • Supercariocas

Não é preciso ser um botequim para compartilhar o DNA gastronômico do Rio. Há muitos outros lugares tombados pelo patrimônio afetivo carioca. Alguns citados nesta lista podem já ter vivido melhores momentos -- mas todos continuam a oferecer experiências carioquíssimas.

Old school

Rio de Janeiro: onde comer - Galeto Sat's

Galeto Sat's

Mesmo que tenham passado por uma ou outra reforma, muitos restaurantes e bares conseguem ficar imunes ao raio gourmetizador. Dois vizinhos boêmios do Posto 2 são ótimos exemplos. O Cervantes (Prado Júnior, 335, Copacabana, tel. 21 2275-6147, metrô Cardeal Arcoverde) prospera servindo sanduíches de pernil com abacaxi tão altos, que fica difícil abocanhar. No Galeto Sat's (Barata Ribeiro, 7, Copacabana, tel. 21 2275-6197, metrô Cardeal Arcoverde), o enigma de Tostines ganha uma nova variável: o galeto do Sat's é fresquinho porque vende mais, ou vende mais por que a farofa de ovo é dos deuses? Os dois abrem até alta madrugada.

Rio de Janeiro: onde comer - Bar Lagoa

Bar Lagoa

Mesmo tendo sido vendido recentemente, o Bar Lagoa continua o de sempre, com seus salsichões, milanesas e garçons simpaticamente mal-humorados. (av. Epitácio Pessoa, 1674, Lagoa, tel. 21 2523-1135, metrô General Osório, saída E Lagoa)

Rio de Janeiro: onde comer - Lamas

Lamas

Restaurante mais antigo do Rio (mas não no endereço atual), o Lamas (Marquês de Abrantes, 18, Flamengo, tel. 21 2556-0799, metrô Largo do Machado) é dos meus lugares favoritos para um filé à Oswaldo Aranha (eu peço creme de abacate de sobremesa). Ali perto, a tradicional churrascaria Majórica (Senador Vergueiro, 11, Flamengo, tel. 21 2205-6820, metrô Largo do Machado) foi reconstruída depois de um incêndio, mas resistiu bravamente à argentinização.

Na Lapa, o Nova Capela atende pelo sobrenome 'cabrito com arroz de brócolis'. Mas o movimento tem caído e a casa anda ameaçando fechar -- vá enquanto é tempo. (av. Mem de Sá, 96, Lapa, tel. 21 2252-6228)

Saudáveis

Muito antes de virar moda, a alimentação saudável já era obsessão no Rio.

Alguns bares de sucos são points tão muvucados quanto botequins. Numa esquina da praça Nossa Senhora da Paz, o Polis Sucos (Maria Quitéria, 70, Ipanema, tel. 21 2247-2518, metrô N. Srª da Paz) combina sucos de frutas frescas e vitaminas com sandubas de queijo Palmira. O Bibi Sucos (Ataulfo de Paiva, 591, Leblon, tel. 21 2259-0000, metrô Antero de Quental) também serve tapiocas e crepes, e se tornou uma grande rede -- mas o nenhuma filial tem o astral da matriz do Leblon, na Ataulfo de Paiva esquina José Linhares.

Os sanduíches naturais dos anos 80 continuam em cartaz na Barraca do Pepê (av. do Pepê, altura do nº 1300, Barra da Tijuca, tel. 21/2433-1400, metrô Jardim Oceânico + táxi).

Contemporâneo da geração saúde, o Celeiro tem a culinária saudável mais sofisticada (ou seria a culinária sofisticada mais saudável?) do Brasil. É carioquíssimo -- e caríssimo. (Dias Ferreira, 199, Leblon, tel. 21 2274-7843)

Também no Leblon, o Talho Capixaba era um açougue que virou padaria que virou delicatessen que virou o lugar para pedir ótimos sanduíches cobrados por peso (dá para acompanhar com café, suco ou cerveja artesanal). (av. Ataulfo de Paiva, 1022, Leblon, tel. 21 2512-8760, metrô Antero de Quental)

Mureta x Pobreta

Rio: Mureta da Urca

Mureta

O botequim é antigo (de 1940), os pastéis e empadas, ótimos, e a cerveja, gelada. Mas o que torna especial o Bar Urca está do lado de fora do bar: a mureta que permite tomar sua Original ou Serramalte debruçado na da Baía de Guanabara, ao entardecer, com o Aterro ao longe. (Cândido Gafre, 205, Urca, tel. 21 2295-8744)

Pobreta da Urca

Pobreta

Depois que a mureta deixou de ser segredo e passou a atrair mais turistas do que gente, muitos freqüentadores, cariocamente, se mudaram para mais adiante. O ponto em frente ao Urca Grill, com preços mais em conta (e vista para a Marina da Urca), ganhou o apelido de 'Pobreta'. Não adianta -- a rapaziada duranga dos hostels já descobriu, também. (Marechal Cantuária, 18, Urca, tel. 21 3209-1623)

Enquanto houver burguesia

Rio de Janeiro: onde comer - Sushi Leblon

Sushi Leblon

Da Pobreta para os playgrounds de gente-fina, sem escala, que isso também é Rio de Janeiro. (Infelizmente um dos restaurantes que compunham esta seção, o ultra-tradicional Antiquarius, no Leblon, fechou as portas em junho de 2018.)

Quando Caetano Veloso estacionou no Leblon, poderia ter ido ali (mas não foi). Em compensação, quando Chico Buarque bateu boca no Leblon com antagonistas, estava saindo dali. 'Ali' é o Sushi Leblon -- o restaurante aberto pelo surfista Pepê que, 30 anos atrás, colocou a cozinha japonesa na moda no Rio. O star system da cidade bate ponto. Se quiser, você pode ficar nos sushis castiços, com peixes sempre frescos. Mas os diferentões têm consistência (salmão com quinoa crocante; vieira grelhada com lichia). O cardápio de pratos principais traz curiosidades como as vieiras com guacamole de papaia e o udon no leite de coco com frutos do mar. Os preços não são muito diferentes dos de qualquer japa metido -- os combinados começam em R$ 99. (Dias Ferreira, 256, Leblon, tel. 21 2512-7830)

Rio de Janeiro: onde comer - Satyricon

Satyricon

Quando quer comer muito bem, o PIB carioca vai direto ao Satyricon. Escolhe seus peixes e lagostas no aquário ou no balcão de gelo, manda vir tartares de pescado e polvo (vieiras, quem sabe?) e emenda com um spaghetti na tinta de lula ou qualquer coisa de camarão graúdo. Se você pode, venha: além de saborear os pescados mais frescos que há, você ainda, ahn, ajuda movimentar o PIB carioca. (Barão da Torre, 192, Ipanema, tel. 21 2521-0627, metrô N. Srª da Paz)

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  • Charmosos

Rio de Janeiro: onde comer - Zazá

Zazá

Reuni nesta categoria os restaurantes que não se encaixaram nas outras, acima e abaixo nesta página. Mas 'charme' não é o único denominar comum entre os listados: todos têm ótimas cozinhas.

O Zazá Bistrô Tropical é tipo assim um cafofo do East Village com varanda para (uma rua lateral de) Ipanema. O cardápio é viajado, de cuscuz marroquino a poké havaiano, com toques brazucas (moqueca de banana da terra com lula e farofa de dendê). As mesas são quase coladas umas às outras -- quando você vê, já fez amizade com os americanos (ou argentinos) ao lado. (Joana Angélica, 40, Ipanema, tel. 21 2247-9101, metrô N. Srª da Paz)

Rio de Janeiro: onde comer - Bazzar

Bazzar

Existem restaurantes de chef e restaurantes de empresário. O Bazzar não é nem um, nem outro: é um restaurante de foodie (ou gourmet, se preferir). Cristiana Beltrão, ávida viajante gastronômica, criou o restaurante que gostaria de freqüentar. O cardápio, criado a quatro mãos com o chef Claudio de Freitas, é mudado a cada estação -- salvo a seção Tombados, que reúne os favoritos da clientela (onde brilham os escalopes de cavaquinha sobre purê de aipim e avelãs). Os pratos do menu sazonal sempre contêm algo raro à mesa -- arroz vermelho, alho negro, risoto de milho de verde, pirão de farinha de Cruzeiro do Acre. A carta de drinks brasileiros substitui a bebida-base por cachaça -- resultando em 'margarida', 'pinga sour' e 'pinga colada'. (Barão da Torre, 538, Ipanema, tel. 21 3202-2884, metrô N. Srª da Paz)

Rio de Janeiro: onde comer - Puro

Puro

No Puro, o chef Pedro Siqueira -- um nome em ascensão no Rio -- pratica uma cozinha a um só tempo inventiva e sem excessos. Alguns pratos trazem lembranças da família gaúcha (bolinho de arroz de carreteiro; costela assada; matambre; erva-mate; crocante de cuca). Outros trazem combinações inusitadas (o polvo vem com barriga de porco defumada, o filé mignon curado com pirão de queijo). Durante a semana, no almoço, há o 'menu convidativo', com pão, entrada, prato principal, sobremesa e café a R$ 49, e o 'menu ligeiro', com pão e prato principal a R$ 39. Os pães são feitos na casa, e as habilidades de Pedro com a farinha de trigo podem ser conferidas também no Massa (veja em Italianos) e na novíssima pizzaria Ella, vizinha de rua (veja em Novos). (Visconde de Carandaí, 43, Jardim Botânico, tel. 21 3284-5377)

Órfãos do Garcia e Rodrigues, que fez história no Leblon, vão gostar do Lorenzo Bistrô. O dono, Janjão Garcia, é o mesmo -- e o cardápio passeia por clássicos de bistrô francês, mais risotos e massas. (Visconde de Carandaí, 2, Jardim Botânico, tel. 21 2294-7830)

Rio de Janeiro: onde comer - Guimas

Guimas

O mais carioca dos bistrôs, porém, é o Guimas. Em 1981, oferecer giz de cera para desenhar na toalha enquanto a comida não vinha era uma novidade; hoje é uma curiosidade vintage. O clássico da casa é o filé recheado com queijo boursin (mas eu sou viciado no arroz de pato). Em seu tempo, o Guimas difundiu a caipivodka de lima-da-pérsia; hoje, é uma das poucas casas que oferecem o Porto tónico, o grande drink de porto branco seco com água tônica. (José Roberto Macedo Soares, 5, Gávea, tel. 21 2259-7996)

Das mesmas donas do Sushi Leblon, acrescidas da sócia-chef Ludmilla Soeiro, o Zuka é dos mais concorridos da Dias Ferreira. A estrela do salão é a grelha, onde são assadas na brasa lula, polvo, namorado, bife de chorizo e bife de ancho. Da cozinha vêm entradas e acompanhamentos como tartar de atum e abacate; tagliatelle de pupunha com infusão de raiz forte ao leite; nhoque de baroa e queijo de cabra. (Dias Ferreira, 233, Leblon, tel. 21 3205-7154)

Rio de Janeiro: onde comer - Miam Miam

Miam Miam

Em meio a oficinas mecânicas de um pedaço pouco nobre de Botafogo, o Miam Miam ocupa um casarão centenário, decorado com bom-gosto e bom humor. A chef Roberta Ciasca milita pela 'comfort food'. Além do cardápio, que tem clássicos fixos (como o arroz com lascas de porco e abacaxi caramelado) e pratos que mudam a cada estação, há também os pratos do dia, anotados no quadro-negro. Alguns têm versões vegetarianas ou veganas. (General Gois Monteiro, 34, Botafogo, tel. 21 2244-0125)

Escondidinho numa rua sem movimento de Santa Teresa, o Aprazível descortina uma vista pouco conhecida do Rio, para o Centro e o recôndito da Baía de Guanabara. As mesas ficam espalhadas pelo pátio, sob coberturas de sapê. O cardápio passeia por um nem-tão-trivial brasileiro (tilápia com baião-de-dois e quiabo; peixe ao molho de laranja com arroz de coco e banana da terra assada; entrecôte com salada de três feijões). Para não pegar fila, vá num dia de semana (3ª a 6ª) para um almoço no meio da tarde. (Aprazível, 62, Santa Teresa, tel. 21 2508-9174

O Bira de Guaratiba é o 'Aprazível' daquelas bandas: aqui a vista é para a restinga da Marambaia. Filho de tia Palmira, a cozinheira mais antiga de Guaratiba, Bira prepara boas moquecas (de camarão, cação ou robalo), arrozes (de camarão, de polvo, misto) e caldeirada de frutos do mar. O robalo costuma estar fresco. Vá sem pressa -- a espera, na fila e à mesa, pode ser longa. Abre de 5ª a domingo para almoço. (Estrada da Vendinha, 68, Barra de Guaratiba, tel. 21 2410-8304)

Rio de Janeiro: onde comer - Quinta

Quinta

Ainda na Zona Oeste, o idílico Quinta funciona numa chácara elegante que resistiu à urbanização de Vargem Grande. Escolha o bobó de camarão (feito de fruta-pão no lugar de aipim -- peça uma provinha, eles trazem), o bacalhau ou a excelente feijoada, e arremate com os doces caseiros com queijo curado (o de jaca é magnífico). Ah, sim: e siga a recomendação que tem mantido a casa como era há 3 décadas: "só diga a seus melhores amigos". Abre apenas sábado e domingo para almoço, e só atende mediante reserva. (Luciano Gallet, 150, Vargem Grande, tel. 21 2428-1396)

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  • Tapas

Rio de Janeiro: onde comer - Venga Chiringuito

Venga Chiringuito

Restaurantes com menus de pratinhos para dividir são a febre mundo afora. Mas é bom lembrar de onde veio o conceito de 'tapas' -- da Espanha, onde o nome significa 'tampa' (os canapés serviam para tapar as taças de xerez). Desde 2009, o Venga recria no Rio ambiente de um bar de tapas espanhol. Croquetas, mariscos, pan con tomate, chorizo, tapas de bacalhau: vá em turma para experimentar muito e dividir uma jarra de sangria. O endereço original, na Dias Ferreira, é pouco mais que uma portinha. Ipanema é um pouco mais espaçosa, e a nova filial do Jardim Botânico (Venga Taberna), mais aconchegante. A casa de Copacabana (Venga Chiringuito) tem ares mais praianos e um cardápio mais completo: experimente os canapés de bacalhau com aïoli e aventure-se pelo menu de paellas. (Leblon: Dias Ferreira, 113, tel. 21 2512-9826 - Ipanema: Garcia d'Ávila, 147, tel. 21 2247-0234, metrô N. Srª da Paz - Copacabana: av. Atlântica, 3880, esquina Francisco Sá, tel. 21 3264-9806, metrô General Osório saída D Sá Ferreira - Jardim Botânico: Visconde de Carandaí, 5, tel. 21 3502-4069)

Para uma experiência ainda ibérica, e totalmente castiça, vá à Adega Pérola -- leia em Botequins. (Siqueira Campos, 138, Copacabana, tel. 21 2255-9425, metrô Siqueira Campos)

Em Botafogo, o muvucado Meza Bar expande a fronteira das tapas: tem salada de quinoa com feta e camarão; udon com porquinho no tucupi; picadinho na cerveja escura -- tudo servido em potinhos. (Capitão Salomão, 69, Humaitá, tel. 21 3239-1951)

Que tal tapas... italianas? O Stuzzi Gastrobar tem um cardápio de stuzzicchini, tira-gostos com sotaque italiano. Arancini (bolinhos de risoto), coxinha de polenta, massas em pequenas porções e uma senhora carta de drinks. De quarta a sábado, clima de baladinha com DJ. (Leblon: Dias Ferreira, 48, Leblon, tel. 21 2274-4017 - Copacabana: Aires Saldanha, 13, tel. 21 3796-9113, metrô Cantagalo)

Para acompanhar tapas com vinhos, chegue cedo ao pequenino Winehouse (Paulo Barreto, 25, Botafogo, tel. 21 3264-4101, metrô Botafogo saída F Voluntários da Pátria), que tem vinhos em taça mais em conta no happy hour, das 17h às 20h. No Canastra Bar (Jangadeiros, 42, tel. 21 99656-1960, metrô General Osório saída B Jangadeiros), um trio de franceses oferece queijos, embutidos e vinhos brasileiros de ótima qualidade a bom preço (taça a R$ 15; queijo st.-marcellin com geléia de pimenta acebolada, R$ 21; ostras toda 3ª, a R$ 20 a meia-dúzia); a calçada fica lotada -- e, desde meados de 2017, tem um espaço mais confortável no porão. Caso você ame vinhos e não tenha restrições orçamentárias, vá à Bottega del Vino (Dias Ferreira, 78, Leblon, tel. 21 2540-5019), cujas máquinas mantêm 38 rótulos servidos em taça.

Rio de Janeiro: onde comer - Cevicheria La Carioca

La Carioca

Tecnicamente, a Cevicheria La Carioca não é um bar de tapas. Mas pode muito bem ser usado como um -- compartilhe tiraditos, ceviches e piqueos. Peça um chilcano (pisco, ginger ale, limão e angostura -- de preferência, seco, sem 'jarabe'), o drink peruano que dá de 10 no pisco sour. (Ipanema: Garcia d'Ávila, 173, tel. 21 2522-8184 - Jardim Botânico: Maria Angélica, 113, tel. 21 2226-8821, metrô N. Srª da Paz)

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  • Italianos & Pizza

Rio de Janeiro: onde comer - Casa do Sardo

Casa do Sardo

Na categoria 'cantina', a mais pitoresca do Rio está na Zona Norte. A Casa do Sardo tem especialidades (e vinhos) da Sardenha e da Sicília. Os preços são simpáticos e compensam a corrida de Uber. (São Cristóvão, 405, São Cristóvão, tel. 21 2501-9848)

Rio de Janeiro: onde comer - Pici

Pici Trattoria

Na Praça N. Srª da Paz em Ipanema, a Pici Trattoria foi o primeiro da nova geração de restaurantes que pegam menos pesado na coluna dos preços. A massa toscana que dá nome à casa, apesar de saborosa, não é autêntica: aqui, leva ovo e tem ranhuras (na Toscana é branca e lisa). Mas as massas à carbonara e all'amatriciana são legítimas. No almoço, todos os pratos dão direito à entrada e à sobremesa do dia, pelo preço do cardápio (massas na faixa de R$ 50, carnes de R$ 75 para cima). Há também um menu executivo de almoço a R$ 42. (Barão da Torre, 348, Ipanema, tel. 21 2247-6711, metrô N. Srª da Paz)

O mesmo esquema de bom custo x benefício faz sucesso no outro restaurante italiano do grupo, o , aberto no fim de 2017 -- veja em Novos. (Fashion Mall, Estrada da Gávea, 899, São Conrado, tel. 21 3518-5627)

Para um excelente jantar italiano fora do repertório tradicional, o Ino, que traz o espírito do bairro paulistano de Pinheiros para Botafogo -- leia mais em Novos (Conde de Irajá, 115, Botafogo, tel. 21 3851-6601)

Rio de Janeiro: onde comer - Artigiano

Artigiano

Se você é fã de massa fresca artesanal, considere o Artigiano, no Jardim de Alá. Representante da cozinha da Emilia-Romagna, o Artigiano é bom, charmoso e barato. Mas vá com dinheiro vivo: não aceita cartão. (av. Epitácio Pessoa, 204, Ipanema, tel. 21 2512-6107, metrô Jardim de Alah)

Rio de Janeiro: onde comer - L'Ulivo

L'Ulivo

Na árida cena gastronômica de Copacabana, o L'Ulivo, aberto em 2016, se destaca com receitas e vinhos toscanos, a preços amigáveis. Se a iluminação não fosse tão forte, ficaria mais aconchegante. (Miguel Lemos, 54, Copacabana, tel. 21 3576-7785, metrô Cantagalo)

Rio de Janeiro: onde comer - Massa, Leblon

Massa

Do excelente chef Pedro Siqueira (Puro, Ella Pizzaria), o Massa passeia do carbonara ('caipira') ao rámen japonês. O prato-símbolo da casa é o pastelini, uma massa com ovos em formato de pastelzinho gyoza, recheada com ricota e com um molho adocicado de tomate. Assim como no Puro, no almoço são oferecidos os menus Convidativo (pão, entrada, prato principal, sobremesa e café, R$ 49) e Ligeiro (pão e prato principal, R$ 39). (Dias Ferreira, 617, Leblon, tel. 21 3985-8191)

Rio de Janeiro: onde comer - Da Brambini

Da Brambini

Com o fim da Osteria dell'Angolo (que pena!), quem gosta de restaurante italiano à moda antiga deve ir ao Da Brambini, no Leme. Seja lá o que você escolher, não deixe de pedir o misto de antipastos para começar. (av. Atlântica, 514, Leme, tel. 21 2275-4346)

Leia sobre os dois Gero cariocas em São Paulo no Rio, e sobre o Cipriani do Copacabana Palace e Fasano al Mare do Fasano em Grandes hotéis.

Pizzarias

Rio de Janeiro: onde comer - Ella Pizzaria

Ella

Minha pizza favorita no Rio é a da recém-aberta Ella Pizzaria. Leia mais em Novos. (Pacheco Leão, 102, Jardim Botânico, tel. 21 3559-0102)

Rio de Janeiro: onde comer - Ferro e Farinha

Ferro e Farinha

O Catete, quem diria, tem uma pizza cult. O pizzaiolo da Ferro e Farinha é um nova-iorquino de origem sino-japonesa, Sei Shiroma, que fez fama com um forno itinerante (não chegava sequer a um food-truck) antes de se instalar na portinha da rua Andrade Pertence, perto do metrô Catete. Aqui tudo é medido com instrumentos de precisão: a quantidade de farinha na massa, a temperatura do forno, até o volume do vinho da taça. Toda noite a pizzaria lota o minúsculo balcão e as mesas na calçada. As pizzas são individuais. Salvo a tradicional margherita (aqui chamada 'domenico' e finalizada com parmesão), as coberturas são diferentonas: couve marinada no shoyu e gengibre; ricota, mozzarella, parmesão, gorgonzola e mel picante; cebola, chouriço e pesto de coentro. Para o meu gosto (e ante a fama de 'napolitana'), a massa é um pouco assada/crocante demais; e não morro de amores pelo parmesão na margherita. Mas tenho certeza de que são dois pontos positivíssimos para a maioria dos clientes. (Andrade Pertence, 42, Catete, metrô Catete)

Rio de Janeiro: onde comer - Capricciosa

Capricciosa Ipanema

A rede Capricciosa Pizza DOC tem o grande mérito de ter sido a primeira a assar pizzas decentes no Rio, no forno a lenha com farinha italiana. De 1999 para cá, deixou de servir apenas pizzas individuais (agora existe também o formato família), e se expandiu de Ipanema para o Jardim Botânico e Copacabana. O prato misto montado no buffet de antipastos vale a pena, a R$ 38. É provavelmente a boa pizzaria mais perto do seu hotel. (Ipanema: Vinicius de Moraes, 134, tel. 21 2523-3394, metrô N. Srª da Paz - Copacabana: Domingos Ferreira 187, tel. 21 2255-2598 - Jardim Botânico: Maria Angélica, 37, tel. 21 2527-2656)

Rio de Janeiro: onde comer - Bráz

Bráz Jardim Botânico

Outra aposta sem erro para a sua pizza de domingo (ou de qualquer noite) são as duas filiais Bráz paulistana no Rio. Leia mais em São Paulo no Rio. (Jardim Botânico: Maria Angélica, 129, tel. 21 3563-1760 - Barra: Erico Verissimo, 46, tel. 21 2491-7170)

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  • Asiáticos

Felicidade é ir a um restaurante asiático numa cidade que, ao contrário de São Paulo, não tem aversão ao coentro ou ao cominho. Aproveite.

Tailandeses

Rio de Janeiro: onde comer - Nam Thai

Nam Thai

O Leblon tem dois bons tailandeses. Tenho sido consistentemente mais feliz no Nam Thai (Rainha Guilhermina, 95, Leblon, tel. 21 2259-2962), mas o Sawasdee (Dias Ferreira, 571, Leblon, tel. 21 2511-0057) tem lá sua clientela fiel.

Japas & além

Rio de Janeiro: onde comer - Togu

Togu

Japonês tem um a cada esquina: temakerias, rodízios & cia. Aqui vão algumas sugestões para quem procura algo fora do padrãozinho.

No Togu, na Dias Ferreira, o ideal é ir em turma para experimentar entradinhas (gyoza de confit de pato com jambu e geléia de pimenta; harumaki de moqueca com banana da terra), sushis exóticos (vieira grelhada com chutney de kiwi) ou tradicionais (toro, unagui). Os pratos principais cobrem a Ásia, de poké a pad thai. (Dias Ferreira, 90, Leblon, tel. 21 2294-2749)

Ainda no Leblon, o Pabu Izakaya é o japa hipster da vez. Leia em Novos. (Humberto de Campos, 827, Leblon, tel. 21 3738-0416, metrô Antero de Quental)

Rio de Janeiro: onde comer - South Ferro

Também com jeito de izakaya moderninho, o South Ferro, é a última criação do sino-nipo-nova-iorquino Sei Shiroma, da pizzaria Ferro e Farinha. O cardápio dá uma volta ao mundo, com dumplings (gyoza de abobrinha defumada, delicioso), ramen (incluindo um de kimchi), tempurá, agnolotti e um bem-feito bife de ancho. Desde setembro de 2017, abre só à noite. (Arnaldo Quintela, 46, Botafogo, tel. 21 3986-4323).

Rio de Janeiro: onde comer - Azumi

Azumi

Para uma experiência sem modernices, prepare o bolso e vá ao Azumi, o japonês mais autêntico do Rio. (Min. Viveiros de Castro, 127, Copacabana, tel. 21 2295-1098, metrô Cantagalo)

E se você tudo o que você quer é aquela dica de um japinha honesto, de bairro, com bons peixes (e onde você só come cream cheese se quiser), recomendo a despretensiosa rede Deusimar Sushi. (Ipanema: Farme de Amoedo, 190, tel. 21 2259-9000, metrô N. Srª da Paz - Leblon: General Urquiza, 188, tel. 21 2511-0157, metrô Antero de Quental - Gávea: Marquês de São Vicente, 67, tel. 21 2249-1507)

Leia também sobre o Sushi Leblon em Supercariocas e sobre o Shiso do Grand Hyatt em Grandes hotéis.

Chineses & além

De todos os empreendimentos de Eike Batista, o luxuoso restaurante Mr. Lam parece ser o único que continua de vento em popa. O pato à Pequim é bastante autêntico. (Maria Angélica, 21, Lagoa, tel. 21 2286-6661)

No Copacabana Palace, o Mee tem dim sum e comida asiática de rua a preço de hotel 5 estrelas. Leia mais em Grandes hotéis.

Indiano

Depois de muitos anos sem um representante na categoria, o Rio ganhou um ótimo indiano, o Taj Mahal, no Jardim Botânico. Leia mais em Novos. (José Joaquim Seabra, 19, Jardim Botânico, tel. 21 2148-1049)

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  • Quilos

Faz 30 anos que os restaurantes com buffets cobrados a quilo surgiram no Centro do Rio de Janeiro. Juntava-se o horário curto de almoço no com a obsessão carioca pela boa forma. Hoje os quilos estão espalhados pela cidade (e pelo país). Para quem está viajando, almoçar no quilo permite equilibrar não só o orçamento, como a dieta -- aproveite a fartura de hortaliças e legumes, tão raros nos pratos convencionais de restaurantes.

Mais do que em qualquer outra categoria, o preço é um indicador de qualidade de restaurante a quilo. É aconselhável fugir dos muito baratinhos.

Arpoador & Ipanema

Meu quilo favorito para o dia a dia é o Broth, no Arpoador. O que mais gosto é que, em meio aos pratos de sempre, costuma oferecer algo fora do trivial quileiro, como língua, fígado ou dobradinha. Mas não se preocupe: tem carne, peixe, frango e lombinho diariamente. (Rainha Elisabeth, 480, Arpoador, tel. 21 2522-1889 - metrô General Osório saída A Praça General Osório ou B Jangadeiros)

Já meu quilo de grife (meu e de toda a torcida do Vasco) é o Da Silva Ipanema, que continua a dinastia Antiquarius, versão prêt-à-manger. Leia mais em Novos. (Vinícius de Moraes, 174, Ipanema, tel. 21 21 3268-3959 - metrô N. Srª da Paz)

Apesar do ambiente cavernoso e refrigeradíssimo ter mais a ver com a noite do que com a saída da praia, o Frontera tem seus méritos: as saladas são frescas e variadas e há uma grelha complementando o buffet. (Visconde de Pirajá, 128, Ipanema, tel. 21 3442-9468 - metrô General Osório saída B Jangadeiros)

Entre os que conheço, o Papa Fina é o que tem menos cara de restaurante de buffet. Depois de passar pela balança, dá para abstrair que você está num quilo. A oferta é de qualidade -- e os bifinhos são fritos no ponto certo. (Vinícius de Moraes, 153, Ipanema, tel. 21 2287-2065 - metrô N. Srª da Paz)

Leblon

O Fellini é tido por muitos como o melhor quilo do Rio. Os preços são padrão Leblon. (Gen. Urquiza, 104, Leblon, tel. 21 2511-3600, metrô Antero de Quental)

Leia sobre o Celeiro em Supercariocas. (Dias Ferreira, 199, Leblon, tel. 21 2274-7843)

Copacabana

Dos quilos de Copa, o mais bem-apessoado é o Temperarte. Tem três endereços, nos Posto 2, 4 e 6. (N. Srª de Copacabana, 266, tel. 21 2543-1053, metrô Cardeal Arcoverde - Bolívar, 42, tel. 21 2236-3572, metrô Cantagalo - N. Srª de Copacabana, 1250, tel. 21 2267-1149, metrô General Osório saída D Sá Ferreira)

Botafogo

Uma ótima pedida um almoço entre o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor -- é o quilo do Da Silva do Botafogo Praia Shopping. Os donos são os mesmos do português chic Antiquarius, o que garante arroz de pato e bacalhau todos os dias no buffet. (Praia de Botafogo, 400, tel. 21 2237-9089, metrô Botafogo saída B Muniz Barreto)

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  • São Paulo no Rio

Rio de Janeiro: onde comer - Astor

Astor

Restaurantes cariocas não viajam bem para São Paulo. Mas no sentido inverso, a ponte aérea costuma dar certo. São tantos os restaurantes paulistanos no Rio, que dá para compor uma categoria só deles. Mas afinal, que tipo de forasteiro iria a um restaurante paulista em areias cariocas? Ora: (a) bairristas irrecuperáveis e (b) viajantes de outras latitudes que queiram um gostinho de Sumpaulo sem sair do Rio.

A investida mais petulante da paulistada na Guanabara é justamente uma das mais bem-sucedidas. O bar Astor é o ponta-de-lança dos botequins paulistanos inspirados em botequins cariocas que acabaram imitados no Rio. Ao se instalar, em 2010, no lugar do decadente Barril 1800, o Astor fechou o círculo -- e hoje cumpre a importante função social de ser o único bar em funcionamento na orla de Ipanema. Peça a besteirinha à milanesa (canapezinhos de bife empanado e queijo) ou qualquer clássico de botequim, e aproveite o atendimento super-eficiente (reconhecido pelos habituês cariocas). O porão esconde o SubAstor, o speakeasy do bar que funciona na madrugada. (av. Vieira Souto, 110, esquina Rainha Elisabeth, Ipanema, tel. 21 2523-0085, metrô General Osório saída A Praça General Osório)

O grupo Fasano chegou ao Rio em 2002, cinco antes de abrir seu hotel. Inicialmente montou o Gero Ipanema (Aníbal de Mendonça, 157, Ipanema, tel. 21 2239-8158), com o mesmo cardápio de São Paulo. Aberto em 2014, o Gero da Barra precisou ser reformatado e virou Gero + Trattoria (av. Érico Veríssimo, 190, tel. 21/3523-5700), combinando a cozinha italiana mais sofisticada do Gero com clássicos mais simples da trattoria Nonno Ruggero. Nas duas casas, o climão é paulistano, sem janelas que deixem a paisagem entrar.

Na cidade desde 2007, e também totalmente aclimatada ao nível do mar, a pizzaria Bráz veio fazer concorrência à Capricciosa. É a mais napolitana das grandes pizzaria. Vá com fome, para poder pedir o espetacular pão de lingüiça de aperitivo e ainda sobrar espaço para uma redonda. (Jardim Botânico: Maria Angélica, 129, tel. 21 3563-1760 - Barra: Érico Veríssimo, 46, tel. 21 2491-7170)

Uma das pizzarias mais tradicionais de São Paulo, a Camelo, aportou em Ipanema em 2016. Eu particularmente não sou fã -- mas se você curte pizza mais fina e crocante, vai adorar. (Henrique Dumont, 57, Ipanema, tel. 21 2274-2303, metrô N. Srª da Paz)

O Rubayiat, a mais sofisticada das churrascarias paulistanas (do mesmo grupo que controla a Cabaña Las Lilas em Buenos Aires) está no Jardim Botânico desde 2014. Espere encontrar executivos da Globo em almoços tardios. (Jardim Botânico, 971, Jardim Botânico, tel. 21 3204-9999)

Os excelentes buffets do Ráscal, com ingredientes dignos de delicatessen, estão em três shoppings cariocas. (Botafogo: Shopping Rio Sul, Lauro Müller, 116, Botafogo, tel. 21 3873-0339 - Leblon: Shopping Leblon, av. Afrânio Melo Franco, 290, tel. 21 2259-6437, metrô Jardim de Alah - Barra: Casa Shopping, av. Ayrton Senna, 2150, tel. 21 3325-0894)

Rio de Janeiro: onde comer - Capim Santo

Capim Santo

O paulistano-de-Trancoso Capim Santo tem decoração arejada, que quase faz com que você esqueça que está num shopping (o Village Mall, na Barra). O buffet de Morena Leite no almoço tem um pé no brejeiro e outro no natureba, com excelentes resultados. (av. das Américas, 3900, Barra da Tijuca, tel. 21 3252-2528, BRT Parque das Rosas)

Rio de Janeiro: onde comer - Rancho Português

Rancho Português

Sem muito alarde, São Paulo conquistou o paladar carioca numa seara em que seria normalmente considerado um intruso: a cozinha portuguesa. Na margem ipanemense da Lagoa, o Rancho Português faz sucesso com clássicos bem-feitos. A maioria dos pratos (incluindo aí todos os bacalhaus) são para duas pessoas. Mas no almoço de 2ª a 6ª oferece um meu executivo a R$ 57 (acrescente R$ 14 se aceitar o couvert), com entrada e prato individual (em que sempre há uma opção de bacalhau). Arroz de pato, leitão à moda da Bairrada, tripas à moda do Porto (aos sábados) e chanfana de cordeiro (aos domingos) completam o cardápio. (Maria Quitéria, 136, Ipanema, tel. 21 2287-0335, metrô N. Srª da Paz)

Um dos últimos imigrantes paulistanos é o italiano Ino, primo carioca do Più é do Piccolo de Pinheiros, que faz estrondoso sucesso em Botafogo. Leia mais em Novos (Conde de Irajá, 115, Botafogo, tel. 21 3851-6601)

Ah, sim. Dado o tema desta seção, cumpre registrar que o restaurante temático 24 horas Paris 6 tem não uma, mas duas filiais no Rio. Mas entenda isso como uma informação, não uma recomendação. (Ipanema: Aníbal de Mendonça, 112, tel. 21 3986-8118, metrô N. Srª da Paz - Barra: Érico Veríssimo, 725, tel. 21 2494-7320)

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3 comentários

Ianê
IanêPermalinkResponder

EXCELENTE matéria!!!! Inclusive - e principalmente - para os cariocas!!! Muito bom!

Marcia
MarciaPermalinkResponder

Obrigada por juntar tanta informacao de qualidade num único post sobre a minha cidade! Consultarei sempre que estiver naquela dúvida de onde ir.

Paula S
Paula SPermalinkResponder

Amei esse post! Maravilhoso! Principalmente, para nós cariocas ??

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