Pegando táxi em Montevidéu
É incrível como alguns lugares têm uma noção distorcida sobre a própria segurança.
Para alguém que venha do Brasil, nada pode ser mais chocante do que entrar num táxi em Montevidéu e ver que há um vidro grosso entre o banco do passageiro e o motorista. Sim, você já deve ter visto isso em lugares como Nova York; mas lá os táxis são banheiras enormes sobre rodas. Faça o mesmo num carrinho compacto, e você se sente preso numa ratoeira antiladrãozinho de táxi.
Para deixar as coisas ainda mais esquisitas, os taxímetros no Uruguai não registram o preço da corrida em pesos: o número que aparece no visor deve ser traduzido com o auxílio de uma tabela que vem pendurada no tal vidro. De um lado, os preços diurnos; do outro, o preço das corridas noturnas e de fim de semana.
(OK, OK, alguns taxímetros trazem as DUAS informações; mas muitos informam só o número genérico.
Mas o mais sinistro de tudo vem na hora de pagar: você passa o dinheiro por uma espécie de cinzeiro de carro adaptado como escaninho. O troco vem por ali também.
Olha só, Montebidêo: a gente só desculpa a paranóia porque, no fim das contas, as corridas são bem baratas. (De Pocitos ao Centro ou à Ciudad Vieja nunca deu mais de 100 pesos, ou 5 dólares, ou 9 reais).
Mas… precisar, precisa?






Tem ar condicionado ligado no cubículo ?
É inevitável um certo mal-estar, mesmo porque os carros costumam ser velhos e minúsculos e a gente fica se sentindo aprisionado naquele cubículo, enquanto do lado de fora a cidade exala um clima super ameno.
Hahaha!! esse post tirou uma mémoria que tenho guardada no fundo do baú! em 1979 (o tempo voa, my friend…) fui a Montevideo com minha família e ficamos chocados com os táxis, parecia que os carros andavam de lado de tão capengas, até pegamos um que tinha o banco da frente apoiado por um pedaço de pau… nunca esqueço disso! naquela época nao existiam os tais vidros (bons tempos!) e agora vejo que a evolução é algo muito relativo, afinal em 30 anos bem que tinha dado tempo de eles melhorarem o serviço, né?
O meu acho que foi pior rsrsrrsrsrsrsrs! Não foi no Uruguai, mas en Cartagena, na Colômbia. Cidade simplesmente maravilhosa. Só para se ter noção, tenho melhores lembranças da cidade do que de muitos lugares da Europa. Fomos a uma fortaleza, aquela do filme “Tudo Por Uma Esmeralda”. Começou a chover. Minha esposa e eu corremos para um taxi. Em Cartagena de
Índias muitos taxis parecem que vieram de Cuba, pois possuem várias décadas. O banco do motorista era uma cadeira de praia, as maçanetas das portas eram arames e chovia mais dentro do que fora, pois havia um buraco de ferrugem no teto. Divertidíssimo.
Sylvia, ar-condicionado não era opção frequente nos táxis em 2005 e – detalhe! – os carros costumam ser acarpetados, inclusive ao redor do cinzeiro-caixa.
E a rinite alérgica ??
Exatamente, Sílvia! Estou aqui lembrando: os joelhos batem na bendita da divisória, e tem carpete pra todo lado!
Pelo menos é barato (poucinho acima dos níveis de Buenos Aires).
Mas precisar, definitivamente não precisava (ainda mais porque MVD é uma paradeza só, suuuuuper tranqüila).
Vou cacifar uma van …
Olha lá o onipresente carpete dentro do “cenicerito” da foto do Riq!
QUE BIZARRO! E o endereço? Passa por um papelzinho?
Digamos que você tem que falar dois tons acima para ser ouvido. Você deixa de falar portunhol para falar PORTUNHOL GRITADO
Vou confessar que me deu até uma certa falta de ar…uiii
Li em algum lugar que o tal vidrinho se deve a uma onda de violência com os taxistas décadas atrás.
Mas na verdade todos sabemos (nós e eles) que o vidrinho é um tremendo exagero.
Pois é, o pior de tudo é quando o motorista braço duro resolve dar uma brecada de repente de você vai quase com a testa no vidro. E pra piorar, um dos táxis que peguei em Montevidéu a porta do passageiro atrás não fechava direito. Um horror. Ponto aos hermanos portenhos.
O pior de tudo é quando o motorista “braço duro” resolve dar uma brecada de repente de você vai quase com a testa no vidro. E pra piorar, um dos táxis que peguei em Montevidéu a porta do passageiro atrás não fechava direito. Um horror. Ponto aos hermanos portenhos.
um peidinho é suicídio…
Quando fui pra lá, com mais 2 amigos, sempre pedia para o taxista se podia ir na frente e todos deixaram. Em um já é desagradável andar com os joelhos no muro, em 3 eu não quis experimentar.
Oi Ricardo, boa tarde desde Espanha. Desculpas meu portugues sou espanhola. Goste de seu blog, e muito bom. Só uma coisa, eu quero te falar sobre uma comunidade de viagens que eu axho que vai gostar, sindo tao viajante, viú???
Nao encontre seu email, pode-me pasar por favor, e falo certinho dela? Obrigada. Vanessa
Vou te mandar um email.
Claustrofobia !!!!Espirros!!!!Dor nas pernas e eu me lembro quando em São Paulo havia esta tabela de conversão, era um terrooorrrr!
Amélia
O engraçado é que a tabela era por conta da nossa inflação galopante; não creio que seja o caso do Uruguai, não!
Riq, desculpe o ‘off-topic’, mas como tem bastante gente aqui pedindo dicas…
Já procurei em tudo que é canto: você tem como enviar o link seu ou de algum blog com dicas de Miami (Miami apenas, sem Orlando)?
Desde já agradecido o leitor eletrônico e em papel (livro e jornal)!!!!
Olha, não sei de nenhum blog de brasileiro tipo http://www.conexaoparis.com.br , http://hotelcaliforniablog.wordpress.com (de San Francisco) ou http://abrindoobico.com (de Nova York).
Mas acho que a combinação do http://www.miamiandbeaches.com com o blog deles, http://blog.miamiandbeaches.com , pode te levar longe!
me fez lembrar de um taxi que peguei em Manila, para sair tive que puxar uma colher que estava como “maçaneta”
Hahaha… Eu já tinha até me esquecido dos táxis em Montevidéu! Cubículos acarpetados mesmo, são o terror dos alérgicos e claustrofóbicos – e eu sou as duas coisas…
Achei os táxis em MVD muito, muito sujos e caquéticos em dezembro passado. Acredito que ainda estejam assim.
Aqui no RS há muitos táxis com essa cabine de segurança, especialmente em cidades do interior. Também já tomei muitos destes em Maceió.
Mas um caso interessante sobre violência em MVD eu ouvi em MVD no ano 2002.
Um taxista me disse, assustado: “Ojo, querido, porque te roban mucho por acá. Y ya le mataron a un taxista ese año!”.
Quando ouvi que um taxista já havia sido morto aquele ano em MVD, e que estávamos no fim de julho, pensei na hora que só em Porto Alegre 15 ou 20 já haviam sido vítimas fatais dos criminosos. acho que por aqui, infelizmente, uns 3 por mês são assassinados.
Ou seja, em MVD eles acham que a situação está difícil, mas nem imaginam como é aqui no Brasil. Eles estão num paraíso nesse aspecto.
Diomisio, já ouvi falar que em Caxias do Sul é assim, procede?
Se fosse aqui no Rio, a divisória seria de camadas de kevlar, titânio e cerâmica anti-balística capazes de suportar até tiros de AR-15 e AK-47, o rosto do motorista não seria identificado para evitar vinganças e os bancos dos passageiros teriam tramas metálicas eletrificadas por baixo do forro para “chocar” os ladrões ou os que não quisessem pagar.
Ou seja, o taxista brasileiro é um otimista ou não tem dinheiro para bancar essa parafernália toda…
Arthur, em Caxias não sei, pois não peguei táxi lá, mas em Bento Gonçalves, outra cidade da serra gaúcha, havia muitos táxis assim.
Se não me engano, várias cidades gaúchas têm leis municipais facultando a adoção das cabines de segurança. Em Porto Alegre, há uns bons 15 anos, essas cabines começaram a se popularizar, mas em seguida começaram a desaparecer e hoje praticamente não são mais vistas na capital.
Não sei se as cabines são eficientes, mas que são estranhas, são.
Ola Pessoal, vou a Caxias do Sul seguidamente, e realmente todos tem a tal divisoria, mas somente em volta do banco do motorista. Mas todos carros que peguem estavam em ótimo estado. Abs
Surpresa “off topic”: As preciosas dicas dos Destemperados estão no http://www.querocomer.com.br.
Riq e pessoal, Me bateu uma dúvida. Aonde é melhor comprar pesos uruguaios? Já sei que pesos argentinos é no banco de la nacion. Fiquei na dúvida se levo o visa travel money e saco lá (em montevideo) ou se já levo um pouco trocado. Vou de buquebus…. Valeu!!!!!!!
Se você já tem dólares, pode levar, que é moeda corrente em quase todo lugar.
Em Colonia também aceitam pesos argentinos na boa, de modo que você já tem como pagar o táxi (baratito, baratito) do porto para o hotel (caso você fique em hotel. Se for só passear pela cidade e tomar o ônibus pra Montevidéu mais tarde, pode ir a pé do Buquebus pra cidade histórica).
Eu não troquei reais, mas trocaria em qualquer casa de câmbio que não estivesse no aeroporto.
Se você for sacar do caixa eletrônico com seu cartão de banco brasileiro, não entre em pânico quando aparecerem as opções da primeira tela. Eu selecionei “rede Banelco Argentina” e consegui sacar sem problemas.
Visa Travel Money é uma dica que vale para qualquer lugar.
Valeu!!!!! Obrigado pela atenção de sempre!!!!!!!!!!!!!!!!
Abraços
Ah! Aproveitando sua bondade… você sabe onde o publico GLS se encontra em Punta del este em janeiro??? Valeu!!!
Não acredito que haja algum lugar muuuito específico não.
Pela blogagem in loco do Made in Brazil, um blogueiro gay brasileiro radicado nos Estados Unidos e que cobre superbem o universo da moda em inglês, os lugares pra ir são Playa Bikini (em Montoya) e José Ignacio. Ou seja, exatamente os lugares que se indicaria para qualquer alma descolada
http://madeinbrazil.typepad.com/madeinbrazil/punta_del_este/
[...] This post was mentioned on Twitter by Ricardo Freire, Patricia Camargo. Patricia Camargo said: RT @riqfreire : Ódio de porta giratória de banco? É porque você nunca entrou num táxi em Montevidéu… http://migre.me/aGV7 [...]
Quando estive com Montevidéu, em junho, não estranhei o vidro e o “passa-dinheiro”, mas me incomodou o estado lamentável da frota de táxis. Caindo as pedaços, na sua imensa maioria.
Sobre o preço ser em tabela, até muito pouco tempo isso era regra no Brasil. Nem achei estranho.
E os motoristas de taxi em Montevideu me pareceram quietos, aon contrário de motoristas paulistas (que adoram conversar) e cariocas (que AMAM conversar). Isso sem contar nos multiculturais motoristas de taxi de NY que adoram conversar, mas não com os passageiros, como no Brasil, mas ao celular. Eles passam a corrida inteira conversando ao celular nas línguas mais exóticas do mundo.
É muito estranho e curioso.
Como escrevi antes, também achei lastimável o estado dos táxis de MVD. Mas até dei sorte com um motorista: ele era também professor de História e me contou muitas coisas interessantes sobre a cidade.
Aproveitando o tema Montevidéu, uma dicas rápidas que eu repasso a quem vai até a cidade… não sou nenhum especialista em dicas de viagem, mas acho que podem ajudar.
Couros – é um dos lugares mais baratos para comprar artigos de couro. Inclusive, alguns locais, fazem sob medida e entregam em 2 dias. Visitem a Montevideo Leather Factory (fica praticamente embaixo do Palacio Salvo – acho que é esse o nome), bem no canto.
Sapatos femininos com ótimos preços também são encontrados em todos os cantos. Sapatos masculinos não me pareceram bacanas… só vi coisa feiosa, sem estilo.
Carnes e derivados do leite, além do vinho, fazem parte da dieta obrigatória de todos turista em Montevidéu.
Conheçam os produtos Conaprole (o doce de leite é ótimo) e depois me digam se tenho razão, ou se tenho razão.
Abs!
Riq
Voce precisa blogar os taxis de }Lima. Sao dos mais variados tipos, desde o peqeno Tico, ate uns carroes da decada de 70.Nao tem taximetro, entao voce tem que combinar o preco da corrida antes. Mas,. curiosamente todos foram honestissimos, honraram o preco combinado, e em geral pediram o preco certo (quando cobram caro faca como os peruanos que dispensam e pedem os seguinte.
Amigos, alguém aqui já alugou carro em Montevideo? Estou pensando em dispensar os velhos e lacrados taxis de lá mas me disseram que o trânsito é caótico e, por isso, é melhor andar a pé ou de taxi mesmo. Um abraço
É tão barato o táxi, Ezequiel, que alugar o carro vira um capricho caro. Mas quanto ao trânsito, não vi nenhum problema.
Eu só alugaria o carro para ir a Punta.
Ricardo, você acha que pra passar o Reveillon lá vale a pena alugar um carro? Vou ficar 3 dias só, e tem um certo risco de não conseguir pegar táxi na noite do dia 31, né?
Valeu, e parabéns pelo blog. Está sendo muito útil pra planejar minha viagem pra MVD.
Abraço!
Não por isso, Christian, mas o carro é bom para ir a Punta.
Olá,
O mais interessante dos taxis Uruguaios, é que se pode escolher:
- com emoção – os carros mais simples e pequenos, correm como loucos, você vai voar pela rambla.
- sem emoção, escolha os carros maiores, de melhor aparência, coverse com o motorista e terá um excelente guia turístico, mas combine preço e roteiro.
bom passeio
Vi os preços e as localizaçoes dos hoteis em Montevideo. O Punta Trouville suites esta bem localizado ou é preciso pegar taxi para se locomover pela cidade? Vale a pena? Porque o tryp hotel é meio caro.
So vou ter tres dias e gostaria de visitar Punta e COlonia, mas sei que esse periodo ta meio frio Vale a pena ficar em Montevideo e fazer bate-volta nesses dois pontos?
O bairro onde estão o Punta Trouville e o Tryp é Pocitos, que seria o equivalente dos Jardins/Ipanema de Montevidéu. Você vai precisar de táxi para ir ao centro.
Eu pessoalmente não acho graça em Punta fora de temporada; há opiniões contrárias respeitáveis. O bate-volta é possível.
O bate-volta a Colonia é muito sacrificado. São três horas de viagem. Melhor fazer Colonia numa viagem Montevidéu-Colônia-Buenos Aires.
http://www.viajenaviagem.com/2009/10/de-buenos-aires-a-colonia-del-sacramento-como-chegar/
ANDREA, o Trouville está numa área mais charmosa, junto à Rambla, ao rio, bem agradável. O Tryp está colado ao shopping Punta Carretas, numa área muito bacana, mas que acho menos atraente para o turista, a não ser que se queira mesmo estar colado ao shopping.
Pegaria o Trouville sem pestanejar. Fiquei pertinho dele, no Ermitage, e gostei muito da área.
Estou de viagem marcada para Buenos Aires, mas de passagem a Montevideu, onde permanecerei por cerca de 12 horas. Pretendo passear em um Pub (Baar Fun Fun) e devo me deslocar do aeroporto Carrasco até lá (no mercado central). Alguém poderia, por gentileza, me indicar um telefone de táxi para eu poder ligar? Eles aceitam real ou dólar? É verdade que os taxistas devolvem troco em peso em notas falsas?
Obrigada,
Márcia Figueiredo.
O Baar Fun Fun só funciona à noite.
Para o táxi, troque reais ou dólares numa casa de câmbio no aeroporto mesmo, ou saque direto em pesos uruguaios do caixa eletrônico.
Ricardo para o Uruguai o que está compensando?
Levar dolares, reais ou pesos?
Ou vale deixar para sacar la em pesos?
tava pensando em levar dolares e um pouco de pesos e ficar no cartao master.
Obrigado!
Fábio,
Posso dar a minha opinião? Vou para Montevidéu segunda-feria e li um bocado sobre a cidade aqui no VnV, no Idas&Vindas da Carla Portilho e em outros blogs. Se você tiver dólares, leve-os. Trocar reais também não parece ser complicado, mas o melhor seria sacar pesos – diretamente da sua conta corrente – com o cartão. O meu banco informou que o único cartão que permite fazer esta operação é o Mastercard e que devo procurar máquinas da rede Cirrus. Liguei para o Master – para liberar o cartão no período em que estarei em MVD – e eles informaram que há muitos caixas automáticos da Cirrus na cidade. O custo é de R$10/saque.
Boa viagem! Abs,
Olá, alguém sabe me dar uma noção do preço da corrida do aeroporto ao centro? Só para eu ter noção. Ou será que alguém teria alguma empresa ou telefone para indicar? obrigada
Tainara, sua resposta está neste post: http://www.viajenaviagem.com/2011/01/chegando-em-montevideu-de-aviao-cambio-e-transfer/ (uns 20 reais).
Pois não, Tainara!
Veja neste outro post!
http://www.viajenaviagem.com/2011/01/chegando-em-montevideu-de-aviao-cambio-e-transfer/
Não precisa tanto… a cidade é super-tranquila, uma paz só. Os maiores carros que a gente mais vê por lá de taxi são os Corsa Sedan antigos e Siena. Agora começaram a botar Space Fox e Hyundai Accent, mas ainda vemos Gol e Uno Mille, todos com o vidro grosso e a parede isolando o motorista. Realmente desnecessário. Já os carros especiais do aeroporto eram até 2008 Corollas e foram trocados por “humildes” Mercedes-Benz Classe C Touring.
Do aeroporto peguei um Mercedes Benz super bacana, enorme! por 88 reais para Pocitos, bairro onde ficamos. Excelente servico e nada de vidro separando nada!
Acabei nao andando de taxi para lugar algum porque me acostumei a andar de onibus que é bom e barato também. Mas os taxi que vi, nao percebi o tal vidro e os carros eram todos novos. Iguais ao do Brasil.
No hotel mandaram eu tomar os cuidados necessarios e parece-me que Montevideo nao é mais tao tranquila quanto ja foi. A preocupacao com a seguranca aparece na TV como no Brasil. So que no Brasil parece mil vezes pior.