Los Roques

Los RoquesCaribe (quase) selvagem | Ricardo Freire

Los Roques é o mais próximo de um Caribe em estado puro que você pode encontrar.

O arquipélago é um parque nacional. Apenas uma ilha, Gran Roque, é habitada. Não há nenhuma construção mais alta que dois andares. Os hotéis se chamam “posadas”  (nenhuma tem mais que dez quartos). Não há carros. É como uma Caraíva, só que com o mar caribenho.

Para aproveitar o paraíso, porém, é preciso passar pelo purgatório do aeroporto de Caracas, da viagem de teco-teco, dos preços altos (pense numa relação custo x benefício à la Fernando de Noronha) e da necessidade de fazer câmbio no mercado negro.

Em compensação, seu álbum de fotos no Facebook vai ser alvo da inveja, da admiração e da incredulidade do seu círculo de amigos. Caraca!

Quando ir Como chegar Onde ficar? O que fazer
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A primeira boa notícia é que Los Roques está fora da rota dos furacões que assolam o Caribe.

O arquipélago é muito árido. Mesmo quando está abafado e chuvoso no continente (a meros 180 km), é provável que esteja seco e ensolarado nas ilhas.

A época chuvosa vai de outubro a dezembro — mas chove menos do que nos meses mais secos da Bahia.

Carnaval, Páscoa, Natal-Réveillon e agosto são as épocas mais caras e procuradas.

Não adie demais sua viagem: o finado Hugo Chávez andou ameçando privatizar as pousadas e socializar a estrutura.

Chega-se a Los Roques apenas de avião. Não há ligação por barco entre o arquipélago e o continente (ou a outras ilhas, tipo Margarita ou Aruba).

Não há outro jeito senão voar a Caracas e pegar um teco-teco, que leva entre 30 e 50 minutos.

Recomenda-se fazer a reserva no vôo nacional por meio da sua pousada. É mais fácil conseguir lugar nos aviõezinhos de 2ª a 5ª.

Para evitar os perrengues de dormir em Caracas você pode ir de TAM e voltar de Gol. Também é possível evitar esse pernoite voando a Caracas nos vôos da madrugada da Avianca (via Bogotá, saindo de SP) e da Copa (via Panamá, saindo de SP, RJ, BH, POA, Brasília, Manaus ou Recife).

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Todas as posadas ficam na capital, Gran Roque, a no máximo dez minutos de caminhada do pequeno aeroporto.

(Existe um ou outro bangalô isolado numa ilha desabitada, mas sem os serviços de uma pousada.)

As pousadas se dividem em três faixas de preço. Tem as que cobram até 100 dólares com café e são muito básicas. Depois vêm as de 230 dólares com três refeições e traslados. As mais caras cobram 400 dólares com três refeições e traslados. Leia mais aqui.

É possível também pernoitar em barcos live-aboard — ideal para mergulhar nos melhores pontos do arquipélago.

Não há praia em Gran Roque, então todos os dias você vai passar o dia numa outra ilhota.

As posadas que oferecem pensão completa incluem o traslado a uma das ilhas mais próximas, a até 15 minutos de lancha. Funcionários montam guarda-sol e cadeirinha, levam até a areia a geladeirinha com o almoço e as bebidas, e voltam com a lancha para buscar na hora combinada.

Quem está em pousada só com café precisa comprar esses traslados (e os lanches) à parte. Poucas ilhotas têm bares.

Mesmo com pensão completa, vale a pena cacifar um ou dois passeios a ilhas mais distantes, não-incluídas na diária.

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